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Cinema

Produzido por Jake Gyllenhaal, Tom Holland e Chris Evans estrelarão novo filme original Netflix

Produzido pelo ator Jake Gyllenhaal (Homem-Aranha: Longe de Casa), a Netflix anunciou que está desenvolvendo uma adaptação de The Devil All the Time, obra literária do autor Donald Ray Pollock que terá como protagonistas os atores  Tom Holland (Homem-Aranha: Longe de Casa)  e Chris Evans (Vingadores: Ultimato).

Já, o elenco de personagens secundários será composto por Robert Pattinson (Bom Comportamento), Bill Skarsgård (It: A Coisa), Mia Wasikowska (Alice no País das Maravilhas) e Eliza Scanlen (Objetos Cortantes). 

Longa gótico do meio-oeste envolvendo um casal de assassinos em série, um padre que está com sua fé em xeque e um xerife corrupto em uma história contada através de duas décadas. Diz a sinopse oficial.

The Devil All the Time não possui data de lançamento.

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Anime Cultura Japonesa Pagode Japonês

Primeiras Impressões | The Rising of the Shield Hero

Se tem uma coisa na indústria de animês que está mais saturada que o Reclame Aqui depois da Black Friday, com certeza é o gênero “isekai“. Eu sou um cara que gosta de clichês e que curte sempre as mesmas coisas repetidas vezes, mas mesmo pra mim… Putz mano, isekai já tá forçando a barra, não é mesmo?

Acontece que japonês é um povo estranho e não pensa assim, e continuamos com nossa leva sem fim de animês isekai sendo adaptados das mais diversas fontes. E como você pode imaginar, o que vamos falar hoje é justamente um isekai vindo de uma Light Novel.

Escrita por Yusagi Aneko, “Tate no Yusha no Nariagari” (lit. “A ascensão do herói do escudo“), como você pode suspeitar, fez relativo sucesso lá pela terra do sushi. Vendendo aproximadamente 3,3 milhões de cópias, recebeu adaptação em mangá, spin-offs e tudo que você tem direito.
Só quando foi licenciado nos Estados Unidos, pela One Peace Books, que sua “fama” cresceu no oeste. E eu uso as aspas pois a fama que Shield Hero tem no ocidente não é nada boa.

Você raramente vai me ver falando sobre assuntos polêmicos “da atualidade” pois do meu histórico, a maioria das pessoas que falam, não sabem do que estão falando. Eu incluso! Por isso, prefiro apenas omitir minha opinião sem embasamento (e queria que mais pessoas fizessem o mesmo). Mas quando o dever chama, acabamos precisando comentar. E é o caso aqui. A tal “infâmia” de Shield Hero se dá por conta de alguns temas delicados no ocidente.

Basta ler a sinopse, que você já identifica o primeiro: o protagonista, Naofumi Iwatani, é – falsamente – acusado de assédio sexual, e perde praticamente tudo que tinha recebido ao chegar no mundo alternativo. É um assunto complicado, ainda mais nos dias atuais, onde mais e mais alegações de assédio surgem na mídia. Foi um lançamento na hora errada, e no lugar errado.
Já o segundo não está tão escancarado, mas nota-se logo de início: como o autor e sua personagem principal lidam com o já famoso tropo de “escravidão num mundo alternativo“. Acho que não preciso entrar em detalhes sobre qual a causa da discórdia aqui, né?

Aquele momento que a personagem secundária é self-aware.

Da mesma forma que recentemente tivemos um surto da utilização da violência sexual como ferramenta de roteiro (Goblin Slayer, Sword Art Online Alicization, entre outros), vemos as alegações contra Shield Hero dividindo opiniões. Há quem diga que é apenas uma ficção e que esse tipo de ação só serve como engrenagens para girar a obra; e há quem diga que essas coisas são inaceitáveis, independente de qual o meio ou por qual motivo elas são empregadas.

Qualquer que seja sua opinião sobre o assunto, acontece que o autor já escreveu o negócio, e tal negócio já foi adaptado em animação, e cá estamos nós. Eu estava legitimamente surpreso com a qualidade da escrita nos primeiros momentos da obra. A reação das personagens aos acontecimentos eram muito reais e convincentes, dentro do pouco que nós conhecemos delas. Nos quarenta e tantos minutos iniciais da obra (que teve um primeiro episódio duplo), eu realmente me vi simpatizando com o pobre herói do escudo.

Mas… O resto dos episódios aconteceu. A história e o protagonista deram uma virada tão grande, tão rápidos, que eu quase fiquei zonzo. Do nada, tudo se tornou sombrio e forçado demais, parece que o autor se esforçou pra fazer com que o roteiro se tornasse o mais edgy possível. Forçou tanto, que acabou fazendo até com que sua personagem principal se descaracterizasse completamente. O pior é que logo depois, ele começa a mesclar as “duas personalidades” do cara, e o herói do escudo se torna um herói inconsistente, tentando ser edgy e fofo ao mesmo tempo. Simplesmente não dá.

Outro ponto a se levantar é sobre a construção de mundo. Não é incomum uma ambientação acabar sendo muito mais legal do que uma história (como eu vivia dizendo sobre Re:Zero). E o mundo de Shield Hero é um desses casos interessantes… Ao menos no papel.
Um reino com profecias antigas proclamando o fim dos tempos; problemas sociais e preconceitos conduzindo o subconsciente popular e corrompendo pessoas; uma sociedade matriarcal, onde a mulher é a autoridade maior. Mas quando vemos a realidade, temos apenas uma trama genérica sobre heróis que salvarão o mundo; uma sociedade escravocrata e que não tem nenhum desconforto com o seus preconceitos; e um reino matriarcal que é governado… Por um homem. São boas ideias, mas que ficam só no campo das ideias mesmo e nunca são executadas.

Ao menos a gente consegue salvar qualquer coisa através de memes, não é mesmo?

Quando olhamos para a parte técnica, porém, não há nada sobre o que reclamar. A animação está linda (pelo estúdio Kinema Citrus), a dublagem me deixou boquiaberto (meus destaques vão pro Kaito Ishikawa, Yoshitsugu Matsuoka e pra Asami Seto, o Herói do Escudo, o Herói da Espada e Raphtalia, respectivamente), as músicas fazem jus ao momento (por Fumiyuki Gou), e por mais conturbado que seja o material original, a direção fez o que pôde para torná-lo assistível (palmas para Takao Abo). É uma equipe e tanto trabalhando para tentar tirar leite de pedra.

A conclusão que se pode tirar é que se não parecesse tanto ser uma ficção de auto-realização vingativa, o show poderia ser melhor. Ele tem algumas ideias boas e algumas personagens interessantes, o único problema é que tudo isso é deixado em segundo plano, para dar foco a uma vingança forçada e que se esforça para parecer “adulta e sombria”, quando na verdade acaba tendo um efeito contrário, fazendo-a parecer boba e sem sentido.

Com o que temos pra hoje, a obra fica muito abaixo do que poderia ser, e embora ainda seja assistível, beira o medíocre e não traz muito divertimento. As primeiras impressões sobre o herói do escudo o deixam com uma nota de 4/10, e só podemos torcer para que o desenvolvimento da trama faça com que as partes boas sobreponham as partes ruins, que tiveram o foco até então.

Você pode assistir a The Rising of the Shield Hero pela Crunchyroll, que faz a transmissão simultânea com o Japão, com novos episódios todas as quartas-feiras.

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Cinema Tela Quente

Vidro | O fim da perfeita trilogia de M. Night Shyamalan

M. Night Shyamalan é um cineasta que consolidou-se produzindo obras autorais e não de terceiros (vamos esquecer O Último Mestre do Ar e Depois da Terra, ok?), considerado por boa parte de sua ”fanbase’‘, como um dos melhores diretores da última década.

Contudo, logo no início dos anos 2000, Shyamalan concebeu para as telonas o controverso Corpo Fechado, protagonizado por  Bruce Willis e Samuel L. Jackson. Um longa-metragem sobre super-humanos que sofrem de uma complexabilidade nos quais acreditam ser super-heróis em uma sociedade composta apenas pessoas ”normais”.

Dezesseis anos depois, chega aos cinemas o famigerado Fragmentado, um thriller  com James McAvoy no papel principal. Nele, Kevin Wendell Crumb é um sociopata que sofre de transtorno dissociativo de identidade, que sequestra três adolescentes com a finalidade de viverem em cativeiro para um propósito muito maior.

A maior surpresa veio com o final de Fragmentado, quando David Dunn (Bruce Willis), o vigilante de Corpo Fechado, dá as caras de maneira surpreendente, revelando que as duas produções se passam no mesmo universo. Pouco tempo depois, Vidro é anunciado como a última parte de uma trilogia que estava em desenvolvimento por Shyamalan desde 1999.

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Vidro é sobre dramas pessoais, onde três homens tentam achar seus devidos lugares em uma sociedade não habituada com indivíduos superpoderosos. Os superpoderes e as associações feitas com heróis de quadrinhos, são apenas um pano de fundo para posteriormente trazer uma mensagem avassaladora sobre sua própria trama, que mesmo começando de uma forma não tão glamourosa, evolui para perfeição ao decorrer que cria uma metalinguagem com o espirito de todos os personagens ali presentes e não apena dos protagonistas.

A trama é lenta mas necessária, que começa a ganhar força quando o terceiro ato finalmente dá as caras. Outro ponto interessante, são as presenças recorrentes das cores Roxo, Verde e Amarelo, que representam a personalidade de cada protagonista, onde está desde os cenários até nos detalhes das roupas.

Definido como um filme de ação, o elemento está presente de uma forma mais real e menos fictícia, já que diferente de outras produções do gênero que usufruem do componente  como um instrumento e não como uma simbologia, aqui, o item é empregado como parte  do próprio cenário, sendo construído de forma bruta e rústica ao decorrer que as personas centrais vão descobrindo cada vez mais sobre si mesmas.

É impressionante como Corpo Fechado, Vidro e Fragmentado são peças de um quebra-cabeças que se encaixam perfeitamente entre si. Diferente de outros universos cinematográficos que possuem longas-metragens mais infantilizados e que não usufruem muito da lógica para andarem de mãos dadas, essa trindade não tão heroica construída por M. Night Shyamalan possui um intelecto incomparável quando se diz a respeito de conexões, pois prova para os telespectadores que é possível ligar todos os pontos de maneira íngreme e simples. 

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 A atuação de Samuel L. Jackson é a única que impressiona de verdade. O ator vive o antagonista Elijah Price, que carrega consigo o nome do filme. Logo é explicado a relação entre o personagem e o título, moldada de forma extraordinária entre criador e criatura. Jackson não entrega uma performance memorável, entretanto,  sai totalmente de sua zona de conforto para ficar 100% do conto sentado em uma cadeira de rodas agindo apenas com a mente.

James McAvoy continua com sua integridade vista em Fragmentado, não há nada de impressionante aqui, apenas uma repetição do espetacular (e que continua espetacular) visto três anos atrás. Isso não tira o mérito de McAvoy, mas não tem nenhuma surpresa quanto seu comportamento como Kevin Wendell Crumb.

Os atores que trabalham de maneira menos impressionante são Bruce Willis e Sarah Poulson, que diferente dos outros dois artistas citados acima que demonstram seus sentimentos de forma natural,  os intérpretes de David Dunn e Doutora Ellie Staple agem beirando a inaturalidade, com feições superficiais. Não chega a ser um problema, mas apenas um pequeno incômodo. 

Apesar do pouco tempo de tela, Charlayne Woodard, Anya Taylor-Joy e Spencer Treat Clark como Senhora Elijah, Casey Cooke e Joseph Dunn, honram seus respectivos papeis como excelentes coadjuvantes, que na verdade, são as áureas iluminadas de Price, Crumb e Dunn.

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Há três plot twists (também conhecido como as famosas reviravoltas) espetaculares um seguido do outro perto do ápice final da obra. Com esses três fundamentos, Vidro encerra perfeitamente a trilogia quase sem erros criada por M. Night Shyamalan, que decidiu dar um ponto final para uma fábula que estava dezenove anos em construção. Admito, além de me fazer arrepiar, a produção me arrancou várias lágrimas com um belo e grande sorriso em meu rosto. Shyamalan criou uma franquia espetacular.

Obrigado, até a próxima e lembrem-se, devem haver limites para o que um homem pode ser.

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Games

Mortal Kombat 11 ganha gameplay e diversas novidades no evento de revelação

Durante a tarde dessa quinta-feira (17), ocorreu o evento de revelação de Mortal Kombat 11. No evento, foram divulgados diversos detalhes sobre o jogo, como gameplay, sistema de customização, história e, claro, muitos Fatalities.

Para começar com o pé na porta, foi divulgado o primeiro gameplay do jogo, confira:

Foram divulgados previamente a presença de 7 personagens, alguns novos e outros já conhecidos, como Scorpion, Sub-Zero, Sonya Blade, Baraka, Geras, Skarlet e Raiden. Os personagens terão customizações nos visuais, assim como em Injustice 2.

Ao efetuar a pré-venda de Mortal Kombat 11, o jogador terá acesso ao personagem Shao Kahn e acesso ao BETA, no dia 28 de março.

A presença de Ronda Rousey no evento também confirmou um dos principais rumores de que a lutadora interpretaria a personagem Sonya Blade.

O primeiro pack de personagem será revelado no dia 30 de janeiro.

A História

O prólogo da história de Mortal Kombat 11 foi mostrado durante o evento, confira abaixo:

Como já percebido no trailer de anúncio, Mortal Kombat 11 contará com viagens no tempo, e tudo isso será plano de Kronika, uma nova personagem que está por trás de tudo, desde o primeiro jogo e que possui a habilidade de mexer com o tempo.

Mortal Kombat 11 chegará no dia 23 de abril para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC.

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Cinema

Ele voltou com sede de vingança! Assista ao primeiro trailer de John Wick 3: Parabellum

Depois de muita espera, foi liberado o primeiro trailer John Wick 3: Parabellum, que estreia em 16 de Maio em todos os cinemas do pais.

No primeiro filme, o cachorro de um ex-assassino de aluguel é brutalmente assassinado por um gângster, desencadeando uma eterna carnificina por parte de Wick.

John Wick (Keanu Reeves) está em fuga por duas razões: Ele está sendo caçado por um contrato global de US$14 milhões por sua vida, e por quebrar uma regra central: tirar uma vida no terreno do Continental Hotel. A vítima era um membro da Mesa Alta que ordenou o contrato aberto. John já deveria ter sido executado, exceto que o gerente da Continental, Winston, concedeu a ele uma carência de uma hora antes de ser “Excomungado”. A associação foi cancelada, banida de todos os serviços e cortada de outros membros. John usa a indústria de serviços para se manter vivo enquanto luta e mata para sair de Nova York.

Para futuras informações de John Wick, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Games

The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel III chegará ao Ocidente em 2019

Pegando a todos de surpresa, a NIS America anunciou hoje que estará lançando The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel III no Ocidente no último trimestre de 2019, para PlayStation 4.

Confira o trailer:

O anúncio pegou os fãs da franquia desprevenidos, pois quem possuía os direitos da série “Trails” na América, era a Xseed Games, que, inclusive, está se preparando para relançar The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel I e The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel II para PlayStation 4, em fevereiro e março, respectivamente.

 

Se passou cerca de um ano e meio desde a Guerra Civil Eboriana, e tudo mudou desde então. Agora graduado na Academia Militar de Thors, Rean Schwarzer se tornou instrutor no Campus de Branch de Thors, uma recém-aberta academia, que rapidamente conquistou uma confiança em nível nacional. E a partir dai, ele liderará a novata Classe VII, e terá que guiar uma nova geração de heróis para um futuro desconhecido.

The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel III chegará ao PlayStation 4 no último trimestre de 2019.

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Detective Comics Quadrinhos

Papo de Saloon | Tex Graphic Novel: Justiça em Corpus Christi

No finalzinho do ano que ficou pra trás, a Mythos Editora brindou as bancas e livrarias do Brasil com a nova edição da série Tex Graphic Novel. Uma das linhas autorais que mais admiro nos quadrinhos do ranger Tex Willer, esta série de graphic novels já foi tema de um artigo da Torre de Vigilância, onde o conceito da coleção foi apresentado. E o mais recente lançamento, Justiça em Corpus Christi, é a primeira história com senso cronológico dentro deste selo de aventuras lindamente ilustradas!

Serpieri, Mario Alberti, Angelo Stano, Gianfranco Manfredi, Giulio De Vita, Stefano Andreucci, Corrado Mastantuono e Mauro Boselli. Estes são os grandiosos nomes por trás dos seis volumes de Tex Graphic Novel lançados no Brasil até o momento. E Boselli é o nome que se repete mais vezes: os roteiros de quatro, das seis aventuras, são deste que é um dos maiores nomes responsáveis por Tex Willer de todos os tempos, não somente como roteirista mas também como editor.

As aventuras contadas neste selo autoral não possuem amarras cronológicas. Os autores podem ir e vir nas vidas de todos os personagens de Tex como bem entenderem, e esta liberdade permite que as histórias contadas se situem em momentos bem específicos da jornada do herói. No volume cinco, O Vingador, Boselli levou os leitores à trama de vingança de Tex, indo atrás dos assassinos de seu pai, culminando na tramoia que o tornou injustamente um fora da lei. Esta história se passa antes das origens inicias contadas há muitos anos na revista mensal de Tex. Justiça em Corpus Christi se situa logo após os acontecimentos desta história, sendo o primeiro caso de continuidade deste selo moderno!

O irmão de Tex, Sam, ainda vive. Após Tex completar sua vingança (que até então havia sido parcial, pois os facínoras que foram mortos por ele há algum tempo eram apenas uma parcela de um grupo maior), e com a parceria do ranger Jim Callahan, o mandante Bronson finalmente teve o que merecia. E com as manipulações feitas para incriminar injustamente Tex por roubo de gado, o herói parte em busca de uma forma para limpar seu nome.

Willer age como um justiceiro, indo atrás de uma enorme quadrilha de pistoleiros que é protegida pelo xerife de Corpus Christi. As ações de Tex e Callahan, feitas no volume anterior com relação aos mexicanos, reverbera na aventura narrada aqui. E o herói conta, quase literalmente, apenas com o apoio do ranger Callahan. A amizade dos dois torna-se aos poucos algo muito especial, e a jornada do grupo montado em busca de justiça é, pra dizer o mínimo, muito empolgante.

No decorrer, os heróis agem com astúcia para encurralar aos poucos cada um dos salafrários que regem Corpus Christi. Sam, irmão de Tex, possui um envolvimento direto com Harris, a dona de um pequeno rancho atacado pelos pistoleiros chefiados por Zeb Mason com apoio do xerife Donahue. E todas estas serpentes do Satanás, ótimos vilões, tentam piamente tirar vantagem de cada movimento e possível deslize de Tex, Callahan, Dan Bannion (outro ranger) e Sam Willer. Como toda boa história da Sergio Bonelli Editore, eles chegam bem perto de conseguir algum sucesso. Mas rapidamente nossos heróis os levam a sete palmos debaixo da terra.

Como todas as histórias mostradas nesta série de GN, Justiça em Corpus Christi foge um pouco do politicamente correto das aventuras mensais (ou especiais) do ranger. Isso acaba por se tornar uma faca de dois gumes, pois pode desagradar os fãs mais puritanos, mas também atrai novos leitores. Entretanto, O Vingador e Corpus Christi são exatamente situados em momentos da vida de Tex onde o “incorreto” reinava. E Boselli trabalha com maestria o lado justiceiro do personagem.

Corrado Mastantuono, o artista desta edição, é famoso por seu trabalho em Nick Raider e Magico Vento, além dos trabalhos feitos para a Disney. Como os cinco volumes anteriores, um chamariz incrível desta edição é a belíssima arte, valorizada pelo formato magazine da revista e também pelas cores de Matteo Vattani. Mastantuono segue um pouco a linha de Stefano Andreucci (do volume anterior), porém não emula completamente o desenho deste artista, tornando a continuação algo também original.

O jovem Tex de Mastantuono é um dos mais esguios apresentados até então, e a ambientação da cidade e dos arredores (com longas passagens pelo deserto) é também digna de nota. E as 48 páginas deste volume correm muito bem graças a narrativa fluida do ilustrador. Esta não é sua primeira história do Tex, então é perceptível que já há reconhecimento por parte do mesmo. Em Tex 583 e 584, por exemplo (Missouri! e I due guerriglieri), Corrado trabalhou com Boselli num arco. Esta era sua segunda história de Tex, primeira para a série normal.

E os méritos de roteiro e arte também são expansíveis para a edição nacional. A Mythos segue publicando os volumes desta coleção em formato magazine (28 x 20,2 cm), com capa cartão e preço de capa acessível – R$ 32,90. A tradução, como sempre, é do veterano Júlio Schneider, e fica o pedido dos leitores para que a editora lance o próximo volume, Cinnamon Wells, com roteiro de Chuck Dixon (já entrevistado pela Torre, clique aqui para conferir) e arte de Mario Alberti.

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Cultura Japonesa Pagode Japonês

Sword Art Online: Aincrad – Livro 1

Surpreendendo a todos que estavam presentes em sua palestra no Anime Friends 2018, a Editora Panini resolveu – finalmente! – se abrir para o mercado de Light Novels, e, sob o selo “Romance Panini Books“, anunciou diversos títulos. Dentre eles, “Sword Art Online: Aincrad“.

Completo em dois volumes, esse é o “material original” que deu origem ao animê que, com o perdão do clichê… ABALOU AS ESTRUTURAS da indústria com seu COLOSSAL SUCESSO. Mesmo achando que não preciso introduzir SAO para ninguém, não custa nada, não é?

Inicialmente publicado como uma webnovel, o arco inicial de SAO fez sua estreia em 2002. O autor, Reki Kawahara, escreveu uma cacetada de capítulos na internet, até conseguir que sua obra fosse publicada em 2009. Daí pra frente é história.

Mas a história que queremos contar hoje não é essa, mas sim sobre a edição nacional e como ela está, onde vive e do que se alimenta. Vou começar pelo conteúdo do livro, e depois falo sobre detalhes técnicos – como capa, tradução e revisão, qualidade do papel, e essas coisas de sommelier.

Comparação de tamanho, moeda de cinquenta centavos para padrão, vocês sabem como funciona.

Existem dois tipos de consumidor para esse produto, e para cada um deles, haverá uma experiência bem diferente. Existe o consumidor de primeira viagem – o cara que nunca assistiu ao animê de SAO e que estará conhecendo a obra e as personagens pela leitura – e o consumidor manjado – que já assistiu o animê e já sabe do que se trata. Eu me encaixo no segundo grupo, e vou dar início por ele.

Se você já conhece SAO e já assistiu o animê (que está disponível na Crunchyroll e na Netflix, aliás), a novel é incrivelmente melhor do que você poderia esperar. Claro, ninguém nunca espera muita coisa de Sword Art Online (inclusive isso vem fazendo a sua recente temporada, Alicization, ser até que decente), e essa expectativa baixa acaba servindo de impulso pra qualidade do livro.

Toda a história de Aincrad, do beta-test ao final do jogo, acontece dentro do livro um. O autor deixa todas as histórias paralelas (famosas “side quests” dos RPGs) para serem contadas no segundo tomo, fazendo com que o primeiro seja um condensado de apenas dois personagens: Kirito e Asuna.

Temos, então, praticamente duzentas páginas inteiramente dedicadas a explicação de como o relacionamento dos dois protagonistas veio a ser. Já que você já sabe de tudo que aconteceu, ter esse “flashback” sobre os acontecimentos do passado e entender de forma mais profunda de onde eles se conheceram e essas coisas românticas aí, acaba sendo uma expansão do universo.

Créditos da edição brasileira.

Só que a porca torce o rabo se você for um novo leitor. Os acontecimentos são jogados pra lá e pra cá, as personagens têm interações tortas, dramas nunca explicados e personalidades que não se encaixam com o pouco que vemos delas. A decisão de dividir o arco em “parte principal” e “todo o resto da história” foi, na minha opinião, um tiro no pé. Tanto que durante a adaptação em animê, resolveram colocar tudo em ordem cronológica.

Uma das partes mais importantes de uma Light Novel, muito mais do que sua história ou seu desenvolvimento, são as suas personagens. Light Novels são obras focadas em suas personagens. Quando você não gosta do protagonista, nem a história mais interessante do mundo pode salvar sua leitura.

A falta do “miolo” da trama faz com que as personagens pareçam rasas, sem motivações e incoerentes. Você conhece um Kirito egoísta no primeiro dia de jogo, e algumas páginas depois, encontra-o socializando tranquilamente com seus BFFs, e mais algumas páginas além, você o vê choramingando por “não ter o direito de ter amigos” ou algo emo desse jeito. Simplesmente não dá para entender o que se passa na cabeça do espadachim. E a culpa nem é sua. A culpa é do autor, que fez diversos desenvolvimentos para mudar a personagem, e simplesmente NÃO TE CONTOU.

O que pode ser concluído disso tudo é que, por mais contraditório que isso pareça, ser spoilado do livro, ao assistir ao animê, é a melhor forma de aproveitar a leitura.

Ednaldo Pereira – Ednaldo Pereira (E.P.)

Tenho alguns pontos a levantar sobre a tradução e revisão da obra, também. No geral, o primeiro volume foi bem consistente e apresentou pouquíssimos erros (contei apenas dois). Mas algumas decisões tomadas me deixaram com a pulga atrás da orelha.

A começar pelos honoríficos. A tradução optou por manter os honoríficos nos nomes das personagens (por exemplo, Kirito-kun, Asuna-sama, etc). Falando apenas por mim, sou contra deixá-los em qualquer tipo de obra e que são facilmente substituíveis por equivalentes no idioma que você está traduzindo, mas entendo quem gosta deles, e só peço uma consistência ao utilizá-los. A grande questão é que ao deixá-los, você está, essencialmente, não traduzindo uma parte do texto. Se você opta por deixá-los, é sua obrigação explicar ao leitor o que é isso, e o que diabos significa.

Em uma passagem, Kirito se sente incomodado ao ouvir uma personagem chamar Asuna de “Asuna-sama”. -sama é um honorífico que denota o maior grau de respeito, normalmente utilizado para com líderes religiosos e políticos. A reação do Kirito é normal, afinal, estranhar que uma garota comum seja chamada por -sama é o que qualquer um teria sentido. Mas em momento nenhum isso é explicado. Se você não sabe o que o honorífico significa, a passagem se torna inútil.

Outro ponto é sobre a utilização de termos em inglês. Imagino que no original em japonês, todos os termos que estou citando estavam, também, em inglês, por isso a escolha de mantê-los num idioma estrangeiro. Mas, de novo… Estamos falando de uma edição brasileira, que deveria estar em português. Nem todo mundo sabe inglês, e manter nomes e frases num idioma diferente do nosso acaba impedindo que certas pessoas leiam a obra completa.

Entendo que é preciso manter em inglês para trazer a “autenticidade” que o autor queria, visto que os termos estavam em inglês no original, mas ainda é fácil de mantê-los lá, mas sem prejudicar a leitura. A NewPOP tem um caso semelhante com Log Horizon, e eles souberam resolver o problema: lá, o termo em inglês é imediatamente seguido por sua tradução para o português. Não é tão difícil assim.

Em cima, SAO. Embaixo, Log Horizon. É uma solução simples…

Esses são pontos importantes de se levantar, não só por querer ser bom samaritano e defensor patriótico, mas também pelo próprio marketing que a editora está fazendo. Ao chamar as suas Light Novels como “Romances“, ela está tentando desvincular a imagem de “mangá” de suas novels, tentando fazer o livro ter um mercado mais amplo. E um mercado mais amplo (fora do ‘nicho Otaku‘) não faz a menor ideia de o que é um honorífico, e nem é obrigado a saber inglês. Se quiser manter esses elementos, o mínimo que deveria ser feito é adicionar uma nota de rodapé.

Mas tirando esses pontos, que são mais implicâncias pessoais do que qualquer coisa, a leitura foi bem fluida e teve poucos “truncamentos” e os diálogos pareciam naturais. A parte física do negócio também está de parabéns, pois o papel e a capa, ambos tem um bom toque e fazem a leitura passar rápido, e as ilustrações ficaram excelentes.

Fazendo as malas e empacotando tudo, dá pra dizer que pra quem já é fã da série, pegar esse livro é um excelente negócio. Só o que dói é o bolso, pois o preço está um pouco salgado. É um preço pagável, caso você esteja disposto a fazê-lo, mas com certeza é um preço muito acima do que Sword Art Online vale.

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Multiplayer é o destaque em novo trailer de God Eater 3

A Bandai Namco divulgou um novo trailer de God Eater 3, que destaca o modo multiplayer no jogo.

Confira:

Os jogadores poderão formar times de até 4 pessoas para poderem enfrentar os Aragamis, os inimigos do game. Além de poderem se juntar em grupos de 8 jogadores e fazer uma Missão de Assalto.

O game terá dublagem em inglês e japonês, e contará com legendas em português brasileiro.

God Eater 3 chega no dia 8 de fevereiro para PlayStation 4 e PC.

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Cinema

Capitã Marvel ganha diversos cartazes individuais

Com a comemoração que faltam apenas 50 dias para o lançamento de Capitã Marvel, a Marvel Studios disponibilizou inúmeros cartazes individuais do filme, que destacam Carol Danvers (Brie Larson), Jude Law (papel não revelado), Nick Fury (Samuel L. Jackson), Gemma Chan (Minn-Erva), Lashana Lynch (Monica Rambeau’s), Annette Bening (papel não revelado), Ben Mendelsohn (Talos), Djimon Hounsou (Korath), Agente Phil Coulson (Clark Gregg) e Goose.

Ambientado nos anos 90, Capitã Marvel, do Marvel Studios, é uma nova aventura de um período inédito da história do Universo cinematográfico Marvel. Que acompanha a jornada de Carol Danvers para se tornar uma das heroínas mais poderosas do Universo. Enquanto uma guerra galáctica entre duas raças alienígenas atinge a Terra, Danvers encontra a si mesma e um pequeno grupo de aliados no centro do confronto.

De acordo com Kevin Feige, a heroína será a personagem mais poderosa do MCU,sendo essencial para derrotar Thanos (Josh Brolin) em Vingadores: Ultimato, quarto filme da franquia que encerrará os primeiros 10 anos do MCU e mostrará uma nova jornada cinematográfica da produtora nas telonas.

A personagem será interpretada por Brie Larson, tendo feito a sua primeira aparição de maneira indireta na cena pós-créditos de Vingadores: Guerra  Infinita. A atriz foi confirmada no papel em 2016 durante o painel da Marvel Studios na SDCC. 

Capitã Marvel estreia em 8 de Março.