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Renascimento do Demônio | Anunciado novo anime de Code Geass com retorno de Lelouch

De acordo com informações da Anime News Network, a Sunrise anunciou no evento do aniversário de 10 anos de Code Geass, durante esse domingo, que a franquia está ganhando uma nova série de TV, assim como também uma trilogia de filmes, compilando as temporadas anteriores do seriado.

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O próximo projeto será chamado de Code Geass: Fukkatsu no Lelouch (Code Geass: A Ressurreição de Lelouch), mas ainda não foi revelado no anúncio o formato do anime e a quantidade de capítulos da nova saga. A história se passa anos depois do plano do Réquiem Zero de Lelouch. Também foi apresentado um teaser promocional com Kallen, Jeremiah, Suzaku Kururugi, e outros personagens. O elenco confirmou que a série trará o retorno do Lelouch dos animes anteriores, não sendo nem uma versão alternativa de outra dimensão, nem um clone.

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A série de três filmes irá recapitular todos os 50 episódios de Code Geass: Lelouch of the Rebellion e Code Geass: Lelouch of the Rebellion R2. Os dubladores estão regravando todas as suas falas para os longas-metragens, que incluirão novas cenas. A primeira parte estreia em 2017.

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A série de televisão do anime Code Geass: Lelouch of the Rebellion estreou no Japão em 2006, enquanto Code Geass: Lelouch of the Rebellion R2 foi lançada em 2008. O Adult Swim exibiu ambos seriados na América do Norte em 2008. A Bandai Entertainment lançou as duas temporadas em home vídeo, antes de suspender novos lançamentos de mangás, DVDs e Blu-Rays em 2012. A Funimation conseguiu a licença do anime em 2013.

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Primeiras Impressões | Soushin Shoujo Matoi

Um antigo provérbio japonês, datado do período Edo (1603-1868), diz que “Kawaii uguu baka desu sushi katana wasabi ne?“. Traduzindo, significa “Melhor postar dois meses atrasado do que deixar passar em branco, né?“. Não sei o que eles queriam dizer com isso na época, mas dá pra ver que desde muito tempo, japonês é um povo estranho.

Começamos essa temporada com presidiários, passamos por patinadores e viajantes do tempo-espaço, para chegarmos em garotas mágicas exorcistas…? Pera, tá certo isso aqui, produção, é isso mesmo? Parece que sim. Nessa famigerada season onde tudo é sempre tão melhor do que no resto do ano, e as esperanças estão sempre em alta para aquele conteúdo de qualidade, nós recebemos… Bem, isso. Mas de qualquer forma, segue o trailer abaixo e bola pra frente:

Resumir em uma só palavra a experiência inicial de MATOI THE SACRED SLAYER (que convenhamos, tem o nome anglófono muito mais legal que o original em japonês) seria desafiador. Isso porque todas que passam por minha mente, descrevem muito bem um dos aspectos do show, enquanto são uma abominação completa para com outro aspecto. Talvez pudesse usar “confuso”, mas até mesmo essa não se adequa o suficiente.

Prefiro começar pelas coisas que são mais consistentes. A representação visual, por exemplo. Cortesia da White Fox (Steins;Gate, Katanagatari), temos uma animação que… Poxa, não posso dizer que é excelente. Tem seus momentos, mas na média, ficamos apenas naquele limiar de “o mínimo aceitável para obras recentes“. Talvez um ponto que consiga compensar essa ‘falha’, seja o design de personagens: Todas elas são detalhadas, extravagantemente exclusivas e, principalmente, bonitinhas pra caramba (e estou incluindo os homens nisso também. Tenho uma queda por cavanhaques…). Um ótimo trabalho por parte de Mai Toda.

Ok, eu elogiei o design e tudo mais, mas que diabos é essa coisa? O cabelo dela tá preso numa forma bizarra? É um broche? wtf
Ok, eu elogiei o design e tudo mais, mas que diabos é essa coisa? O cabelo dela tá preso numa forma bizarra? É um broche? wtf

Depois, outra consistência é a sonora: uma OST forte e envolvente é uma das qualidades do show. Criar a ambientação através da música, seja ela uma suave melodia pra demonstrar a calmaria do dia-a-dia, ou um ritmo acelerado a intenso pra captar a agressividade de um combate, o anime o faz de forma excepcional. O responsável por esse feito de fazer um desinteressado como eu notar o seu trabalho foi o diretor sonoro Takayuki Yamaguchi (Terra Formars, NouCome). Só que vocês não ligam para esses detalhes industriais (e nem eu, pra ser sincero), então a abertura (“Chou Musubi Amulet” pelo grupo Mia REGINA) e o encerramento (“My Only Place” pelo grupo Sphere) seriam assuntos mais relevantes. O primeiro é perfeito para cumprir o seu dever, pois é empolgante e animador, te deixa com o sangue pulsando para finalmente chegar no episódio em si. E depois de tudo, você chega na segunda música e ela te acalma e bota seus nervos no lugar, te fazendo lembrar que isso tudo é só um desenho e que você não devia quase ter um ataque cardíaco por causa de garotas mágicas (Mas escrevo isso enquanto escuto a abertura em loop por mais de 2h).

Só que como nem tudo são flores… A ‘inconsistência‘ presente no feeling do show é tão grande que chega a ser… Inconsistente. Caramba, entende agora o meu drama sobre definir numa palavra só?! De qualquer maneira… Minha reclamação, indo direto ao ponto, é sobre o público-alvo: na prática, sabemos que garotinhas mágicas com roupas bonitinhas são sempre assistidas por homens de meia idade, independentemente de o quê a obra queria pra início de conversa (Precure, estou olhando pra você). Mas elas são, na maioria das vezes, feitas para A) Um mercado muito específico de garotinhas; ou B) Um público mais abrangente de crianças. O que atrai essas pessoas fora do nicho, via de regra, são justamente os aspectos infantis da obra. A ‘felicidade’, a ‘ingeniudade’, a ‘pureza’ que estão sempre presentes no decorrer desses shows são os pontos buscados…

Claramente uma série cheia de fãs homens entre 17 e 48 anos, não acha? Pois está corretíssimo.
Claramente uma série cheia de fãs homens entre 17 e 48 anos, não acha? Pois está corretíssimo.

E então temos Matoi, que decidiu fazer uma obra já diretamente voltada para esse grupo fora do nicho, sem inventar desculpas e sem papas na língua. Podemos ver que a própria produção do anime classifica-o como “Público alvo da obra original: Masculino“, dando suporte a essa minha teoria. Só que eles conseguiram a façanha de arruinar completamente toda e qualquer chance de fazer sucesso com quem eles queriam, ao destruir justamente os elementos mais importantes do gênero: as tais ‘ingenuidade‘ e ‘pureza‘. Eles mantiveram todos os outros pontos, o suficiente para ainda reconhecermos a trama como fiel ao que queria retratar (e não um rip-off de mahou shoujo como Madoka foi, por exemplo. Matoi é claramente um Mahou Shoujo vanilla, original), mas trocaram os detalhes que funcionam como a ‘cereja‘ do bolo por seu completo oposto. É tipo você comprar uma cereja pra então descobrir que é só chuchu.

Houve essa troca de ‘ingenuidade’ por ‘sexualidade‘, e eu simplesmente não consigo entender mais pra que lado eles estão atirando. Fica claro que eles tentavam atingir a famigerada “Pandemia Otaku“, aquela super estereotipada e que aparece no programa da Fátima Bernardes (que apesar de ser minoria e não representar as pessoas que gostam de anime num geral… Bem, elas existem), mas eles tentaram fazer isso da pior forma possível: juntaram duas coisas que fazem sucesso com o público-alvo, mas escolheram justamente as ‘piores partes‘ de ambos. Garotas mágicas fazem sucesso? Fazem. Softporn japonês faz sucesso? Também faz. Mas o que trás o sucesso de ambos são dois extremos completamente diferentes, e que se misturam tanto quanto Iodo em Tetracloreto de Carbono e Água (eu sou químico e digo: essas coisas aí não se misturam).

Garotas mágicas precisam da ‘ingenuidade’ para funcionar. Elas são garotas mágicas, afinal de contas! E softporn só dá certo por estar já num ambiente absurdo desde o princípio. Se ao menos eles tivessem estabelecido um tipo de atmosfera imbecil logo nos primeiros momentos do show, todo o papo de demônios, dimensões paralelas e garotas mágicas poderiam funcionar como absurdidade. Mas o que ocorre é uma normalidade excessiva, eles se esforçam ao máximo para dar a impressão de que aquilo vai ser um mahou shoujo vanilla, pra logo depois acabar com tudo isso sem nem perceber.
Colocando em outros termos: eles tentaram fazer o Batman ser sociável; Tentaram fazer o Homem-Aranha ser rico; Tentaram fazer o Aquaman ser útil; Tentaram fazer o Homem de Ferro não ser a pessoa mais detestável da história da ficção recente; etc.

A weapon to surpass metal gear... ai é só uma colher. Deu pra entender ou quer mais exemplos?
A weapon to surpass metal gear… Aí é só uma colher. Deu pra entender ou quer mais exemplos?

O mais impressionante é que, apesar de TODOS esses problemas, o aspecto mais de raiz dos Mahou Shoujos até que não ficou ruim. Depois de ignorar todos os zooms em peitos, garotinhas de 14 anos correndo peladas e piadas forçadas sobre exibicionismo, a trama conseguiu me deixar interessado o suficiente para continuar. Mesmo com uma desinformação enorme que chega a ser perturbadora, e que foi só parcialmente sanada no longínquo episódio 3, eu vejo um bom potencial para esse show, que por não ser baseado em nada (foi originalmente escrito para o anime), pode ir para qualquer lugar.

Acontece que potencial não significa nada se não for aplicado corretamente, e que apesar de serem em parte ignoráveis, todos os problemas de coerência ainda existem. Deixo minhas primeiras impressões de Soushin Shoujo Matoi como um 5/10, já sendo muito otimista no futuro da série e torcendo para que não caia num desfiladeiro.

O anime não possui simulcast em português, porém pode ser encontrado legalmente nos serviços de streaming da Anime Network,

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Fullmetal Alchemist | Live action do mangá de Hiromu Arakawa ganha primeiro trailer

Os irmãos Elric brothers estão preparando-se para realizar suas transmutações em carne e osso. Um live action de Fullmetal Alchemist ganhou seu primeiro trailer para 2017. O mangá de Hiromu Arakawa fez sucesso de público e é aclamado pela crítica.

A série segue Alphonse e Edward Elric, dois garotos em jornada para encontrar a pedra filosofal e usá-la para restaurar seus corpos, que foram separados durante a tentativa mal sucedida de trazer a mãe deles de volta a vida.

Fumihiko Sori (Ping Pong, Ashita no Joe) irá dirigir, e o membro do Hey! Say! JUMP, Ryosuke Yamada (Assassination Classroom), interpretará Edward Elric. CGI será usado para recriar a armadura de Alphonse e emular os fantásticos efeitos da alquimia.

Confira o primeiro trailer de Fullmetal Alchemist na galeria de reprodução abaixo.

As filmagens do live action de Fullmetal Alchemist aconteceram na Itália de junho a agosto de 2016. O mangá já ganhou duas adaptações em anime para TV: Fullmetal Alchemist e Fullmetal Alchemist: Brotherhood.

Também foram produzidos dois filmes de animação: Fullmetal Alchemist the Movie: Conqueror of Shamballa e Fullmetal Alchemist: The Sacred Star of Milos. Além de videogames, light novels, e muito merchandise.

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Primeiras Impressões | Yuri!!! on Ice

Atrasado sim, desistindo nunca. Apesar do nome, Yuri!!! on Ice não é uma história sobre garotinhas trocando beijos na neve. Na verdade, é uma história sobre dois garotos que dividem o nome Yuri, um treinador famoso e patinação no gelo. Mas poderia ser sobre as garotinhas se beijando, levando em conta que japonês é um povo bem estranho.

Animes e mangás sobre esporte são, quase sempre, parecidos. Não que não existam exceções. Sim, elas existem e são muito lembradas por todos, mas no grosso é quase sempre a mesma coisa. Mais especificamente sobre os animes, em toda temporada são lançados alguns do gênero, e quase sempre eles tratam de garotos ou garotas na escola que treinam e desejam subir na vida, competindo entre escolas e sempre usando o esporte como uma metáfora para a superação, aprendendo desde o básico. Porém, a temporada atual trouxe dois animes bem diferentes sobre esporte: Keijo!!!!!!!! e Yuri!!! on Ice. É a temporada dos animes de esporte cheios de exclamações!!!!!!!!!!!!!!!!! (Apesar do primeiro citado ser diferente por outros motivos).

Esse levou a Medalha de Ouro na categoria "Melhor Roupa de JoJo".
Esse levou a Medalha de Ouro na categoria “Melhor Roupa de JoJo”.

Dito isso, é importante ressaltar que não sou grande fã do gênero. Por não ser muito fã de esportes (seja vôlei, futebol ou qualquer outro), as obras japonesas sobre tais assuntos nunca chamaram minha atenção. Existe uma infinidade de obras nipônicas sobre futebol, algumas sobre basquete, vôlei, beisebol, diferentes tipos de luta e até sobre natação ou ciclismo. E sim, existem alguns sobre patinação no gelo, e nenhum deles jamais me cativou.

SHIKASHI, depois de quatro parágrafos de texto sobre nada, é aí que entra Yuri!!! on Ice. Poucas vezes tive contato com um anime tão envolvente e encantador como este. E se não bastasse a história cativante, os valores de produção da série beiram a perfeição.

No way! Estes garotos bonitos deslizando sobre o gelo são fabulosos!
No way! Estes garotos bonitos deslizando sobre o gelo são absolutamente fabulosos!

Resumidamente, Yuri!!! on Ice conta a história de um garoto japonês chamado Yuri Katsuki (oh!), que carrega nas costas o nome do Japão na área de patinação no gelo. Ele já é um profissional que cresceu adorando o esporte, e ao competir no Grand Prix Finale, ficou em último lugar. Quando retorna para sua terra natal pensando em desistir da carreria, após alguns eventos sua grande inspiração da vida, o ídolo Victor Nikiforov, bate na porta de sua casa dizendo que irá treiná-lo. Ao mesmo tempo, um jovem prodígio russo chamado Yuri Plisetsky (oh! São dois Yuris!) também deseja obter o treinamento de Victor após uma promessa. Victor e seus dois Yuris começam então seus treinamentos para competirem e descobrir qual será o discípulo definitivo do grande patinador, que então competirá nos grandes campeonatos de patinação no gelo. O que acontece daí pra frente, só assistindo para descobrir.

A premissa é ótima. O character design de Mitsurou Kubo e o desenvolvimento de todos os personagens também são ótimos. Logo de cara a diferença desta para outras obras sobre esportes ficam claras ao notarmos que o protagonista já é um adulto de 23 anos que compete e deseja aprimorar suas habilidades. Graças a este fator, toda a parte de descoberta do esporte e aprendizado é pulada, tornando a história bem fluida. Além disso, a animação proveniente do estúdio MAPPA (Shingeki no Bahamut: Genesis, Ushio to Tora, Zankyou no Terror) também é belíssima, e a trilha sonora é um show a parte. Entendeu? Patinação, esporte, TV, show… Enfim.

Toda vez que eles começam a girar, minha mente infernal toca a música do Pião da Casa Própria.

Os movimentos dos personagens são belissimamente animados. Por ser um leigo no assunto, é difícil eu julgar se o anime reproduz fielmente movimentos existentes nas competições de patinação no gelo, mas dando uma rápida pesquisada no papai Google notei que aparentemente sim, eles são bem fiéis a movimentos reais do esporte. Se isso é verdade ou não, só Deus sabe, mas se tá na internet é verdade e isso dá pontos adicionais à obra (que aliás, é uma obra original, não adaptada de mangá ou novel). E quando mencionei a bela trilha sonora é impossível não pensar imediatamente no lindo tema de abertura cantado por Dean Fujioka. Poucas vezes uma música de anime cantada em inglês ficou tão bela na história da Terra do Sol Nascente.

E caso seja do interesse do(a) espectador(a), Yuri!!! on Ice é cheio de baits de fanservices. Não que precise de muito esforço, já que patinação no gelo já é um esporte bem peculiar, mas algo similar a Free! (anime sobre natação), parte do público ficará bem satisfeito. Mas não, esse não é o foco da obra. É um adicional para shippers de BL. As situações são bem cômicas.

Yuri!!! on Ice foi uma grata surpresa. Ao somar uma animação linda, uma trilha sonora soberba, character design e development de primeira qualidade e uma narrativa fluida e cativante, a fama que o anime vem ganhando nesta temporada é totalmente merecida. Malemá consigo pensar em pontos negativos. Talvez o design dos cachorros, que ficaram meio estranhos. Mas isso seria forçar bastante a barra. Leva um 9/10 tranquilamente, com potencial de, se bem conduzido, manter o nível até o fim.

Novos episódios podem ser assistidos todas as quartas-feiras na Crunchyroll.

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Toriko | Mangá pode acabar nas próximas semanas

Toriko já foi um dos pilares da Shonen Jump. O mangá criado por Mitsutoshi Shimabukuro é publicado na revista semanal japonesa desde 2008, tendo totalizado 41 volumes publicados até o momento, compilando seus mais de 350 capítulos. E a história do bishokuya de cabelo azul pode finalmente estar caminhando para o seu final.

Foi anunciado que na edição #50 da Shonen Jump, que será lançada no dia 14/11, Toriko terá 31 páginas, dez a mais que o normal. Além disso, dois volumes encadernados (os volumes 42 e 43) foram anunciados em pré-venda pela Amazon japonesa, e com o lançamento totalmente atípico dos dois, os encadernados alcançam os capítulos atuais publicados na revista. Somando todos estes fatores (é extremamente incomum serem publicados dois encadernados ao mesmo tempo), especula-se que a série será finalizada nas próximas edições da Jump, pouco antes dos 400 capítulos.

Capa da edição encadernada número #41, a última publicada no Japão.

O mangá conta a história de um Caçador Gourmet chamado Toriko que tem como objetivo criar o Menu Perfeito de sua vida, composto por oito pratos de diferentes ingredientes. Ele e seus amigos caçam alimentos e enfrentam organizações, sempre com o objetivo de conseguir preparar os mais variados pratos, somando conhecimentos advindos tanto do mundo comum como do chamado Mundo Gourmet, onde os maiores Caçadores Gourmet da história desbravavam as terras.

Volumes 42 e 43 do mangá em pré-venda na Amazon japonesa.
Volumes 42 e 43 do mangá em pré-venda na Amazon japonesa.

Por alguns anos Toriko rivalizou com Naruto e One Piece nas melhores colocações de séries da Jump. Aos poucos a série passou por um declínio e novos sucessos (como Assassination Classroom, Haikyuu!! e Boku no Hero Academia) foram surgindo, e como consequência, tomando o espaço de diversas publicações, sendo Toriko uma delas.

O anime baseado na obra teve um total de 147 episódios e dois filmes lançados, produzidos pela Toei Animation. No Brasil, a editora Panini publica a série bimestralmente, sendo o volume 22 o mais recente lançado.

Será que Toriko também está se despedindo da Jump, juntando-se aos recém despedidos como Naruto, Bleach e KochiKame? Saberemos em breve! Fique ligado no site da Shonen Jump para maiores informações.

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Primeiras Impressões | Nanbaka

A temporada de outubro já começou, mas estamos em novembro e eu ainda não postei nenhum “Primeiras Impressões“. O que seria desse Pagode sem o nosso querido Gabriel? Mas, antes tarde do que nunca, trago, outra vez, um negócio que podemos passar alguns minutos dando gostosas risadas por conta de trocadilhos com as cores laranja e preto. Só que dessa vez, a conexão com o seriado é a própria temática. Que apesar de parecer comum, não é, e por um simples motivo: Japonês ser um povo estranho.

Sabe Prison Break? Se você colocar uma peruca super extravagante em todas as pessoas carecas de lá, Nanbaka é mais ou menos o que você vai conseguir.
Eu acho, nunca vi Prison Break.
Baseado num mangá, esse show é tão excêntrico quanto a autora da obra. Ao conhecer Shou Futamata, você terá certeza que nada menos poderia sair de sua cabeça. A moça é tipo uma Lady Gaga japonesa.

Quando você compara com a autora, até que os personagens são bem realistas...
Quando você compara com a autora, até que os personagens são bem realistas…

Inclusive, “extravagante” é uma excelente palavra pra descrever esse anime como um todo. Eu poderia facilmente dar uma de Porchat e fazer uma postagem inteira falando “Extravagante! Extravagante! Extravagante! Extravagante! Extravagante!“, que as ‘primeiras impressões’ teriam sido passadas muito bem.

Apesar de não ser o fã mais assíduo do mundo quando o assunto são filmes hollywoodianos, um dos gêneros que eu gosto bastante são as “comédias policiais“: filmes que trazem toda aquela carga de ação estadunidense extremamente exagerada, com carros sendo arremessados em helicópteros, além de piadas sendo contadas no meio de tiroteios, e coisas do tipo. Poderia citar “Os Badboys” como exemplo, mas acredito que “Loucademia de Polícia” se encaixa melhor no que eu quero dizer.
Há claras diferenças no tipo de humor utilizado, mas Nanbaka é basicamente Loucademia de Polícia em japonês. E não sei vocês, mas pra mim, isso é sensacional!

A história se passa na Prisão de Nanba, que acaba sendo um personagem por si só. Digo isso pois em obras desse tipo, o que causa o efeito humorístico são as características peculiares dos personagens. Em qualquer show você percebe que seu elenco possui individualidades específicas, mas que nem sempre (quase nunca) são abordadas abertamente. A ambientação da Prisão, o sistema carcerário, os funcionários e suas formas de agir, acabam por dar ao próprio local uma personalidade que funciona como mote para piadas. Em um momento do episódio dois, o Supervisor (já falo dele) precisa ir à sala de sua chefe. Algo que parece uma situação comum, se torna cômica por conta da caracterização da Prisão de Nanba: ele pega um trem pra se locomover entre os blocos!

Já os personagens que são, de fato, pessoas, não ficam para trás de maneira alguma. Os quatro “Números” trazem para a atmosfera do anime um ar descontraído, e fazem isso muito bem. Diversas comédias falham em te fazer rir por simplesmente não conseguirem fazer o meio parecer propenso para tal. Há várias formas de contornar esse problema, e o próprio jeito de ser de seus protagonistas é a resposta de Nanbaka. E para balancear todo esse bem-estar, e para te lembrar que o anime ainda se passa dentro de uma prisão de segurança máxima, temos o Supervisor: único personagem careca da história, ele sim parece ter sido retirado na íntegra de Prison Break. Mas sua seriedade acaba no mesmo lugar onde a palhaçada dos prisioneiros começa, fazendo com que seu papel de Tsukkomi seja sempre bem colocado, e que é ainda mais acentuado pelo excelente trabalho do veterano Tomokazu Seki. Ah, e também temos a carcereira tsundere. Adorei ela.

Falemos um pouco da parte artística da obra: o estúdio Satelight não nos deixa na mão, e apresenta uma animação super fluida, com cores vibrantes (que é extremamente necessário para o clima da obra, como citado no parágrafo anterior) e filtros em tudo que é lugar, de fazer inveja a qualquer filme do Zack Snyder.

No campo sonoro, temos uma OST muito bem colocada, com um sincronismo que eu não (ou)via há muito tempo. Todas as músicas tem uma pegada meio eletrônica-retrô, que combinam perfeitamente com a proposta do show. Tanto a arte como a sonoplastia nos fazem pensar em um joguinho de fliperama. Essa vibe é completa quando chegamos ao encerramento: “Nanbaka Datsugoku Riron♪!“, cantada pelos dubladores da obra.

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Enquanto a história pode não parecer importante ou relevante (e se eu fosse opinar, diria que não é mesmo), ela está guardada num potinho, como algo que tem potencial de ser uma agradável surpresa. Não criem esperanças porém, já que a comédia, que é o prometido pela obra, não precisa desse desenvolvimento para ocorrer. Eles apenas sugerem que existe uma trama por trás disso tudo… Mas que ninguém ali se importa com ela.

Foi uma estreia muito divertida, contrariamente aos péssimos boatos que tinha ouvido, e meu comedômetro marcou um 7/10 para esse início de Nanbaka. Vale a pena dar uma conferida, com toda certeza.

A série pode ser assistida na Crunchyroll, com novos episódios todas as Terças-feiras.

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Attack on Titan: Escape from Certain Death é anunciado para o 3DS

Goste ou não, Attack on Titan (ou Shingeki no Kyojin), continua fazendo muito sucesso em várias mídias, incluindo os games.

Em um anuncio feito na ultima edição da revista Famitsu, a Koei Tecmo revelou que está trabalhando em um novo game baseado na obra de Hajime Isayama, trata-se de Attack on Titan: Escape from Certain Death, game exclusivo de Nintendo 3DS.

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O jogo se passará na linha do tempo do mangá/anime, antes do encontro da Titã-fêmea, onde o jogador controlará um personagem que faz parte da Tropa de Reconhecimento, que tem como objetivo escapar de um castelo, após ficar sem suprimentos. O jogo terá um sistema de companions, ao escolher um personagem feminino você será acompanhado por Levi, caso escolha um masculino, terá Mikasa ao seu lado. 

Attack on Titan: Escape from Certain Death ainda não tem data de lançamento, mas de acordo com a desenvolvedora, Ruby Party, o game está, por enquanto, 30% concluído.

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TOP 15 | Mangás que deveriam ser relançados/reimpressos

Entre 2014, 2015 e 2016 vivemos a Era de Ouro dos mangás no Brasil. Publicados entre diversas editoras, das maiores às menores, os gibis japoneses são atualmente lançados em diversos formatos, do luxo ao mais simples, com preços para todos os bolsos. E um dos motivos dos últimos anos terem sido tão positivos para o mercado brasileiro é a quantidade de relançamentos e reimpressões de mangás.

Yu Yu Hakusho, Berserk, Rurouni KenshinVagabond, Fullmetal Alchemist, Éden, Blade, Chobits, Hellsing, parte de Dragon Ball e títulos vindouros como Akira, InuYasha e Slam Dunk são alguns dos que compõe a extensa lista de relançamentos dos últimos anos, concluídos, iniciados ou anunciados neste período. SHIKASHI, ainda existem títulos que merecem ser relançados no Brasil, e este TOP 15 visa citar alguns destes títulos que deveriam ser republicados (em outro formato) ou que simplesmente poderiam ser reimpressos. Confira abaixo a lista dos quinze mangás escolhidos.

15 – Negima!

Uma das obras mais famosas de Ken Akamatsu, ao lado da já republicada Love Hina, Negima! foi completo no Brasil em 76 volumes meio-tanko (dividindo um volume japonês em dois). A obra possui originalmente 38 volumes, e merecia uma republicação no estilo do já citado Love Hina. Além da fama, Negima! também faz parte do universo do atual mangá de Akamatsu, UQ Holder!, que já é publicado no Brasil pela JBC e ganhará uma versão em anime muito em breve. Com um relançamento de Negima! a editora JBC teria um catálogo completo das mais famosas obras de Ken Akamatsu em seus formatos originais, com bom acabamento e nova revisão de texto.

14 – Fushigi Yuugi

Obra da famosa mangaká Yuu Watase (O Mito de Arata), Fushigi Yuugi é o maior sucesso da carreira da autora. Publicado no Japão de 1992 a 1995, a história é ambientada na China Antiga e foi publicada no Brasil pela editora Conrad de 2002 a 2005, no formato meio-tanko, totalizando 36 volumes (18 tankos originais japoneses). Por se tratar da obra mais famosa da autora, Fushigi merecia uma republicação em terras brasileiras, no formato original japonês com melhor acabamento gráfico. Porém, é importante lembrar do cancelamento de O Mito de Arata (obra mais recente da autora) pela Panini, visto que as vendas foram insatisfatórias na época (entre 2011 e 2013), e se alguma editora viesse a republicar Fushigi ela estaria, talvez, arriscando um pouco mais do que o normal.

13 – Hunter x Hunter

Este entra para a lista de reimpressões. Obra mais longeva do gênio Yoshihiro Togashi, Hunter x Hunter é publicado atualmente no Brasil pela editora JBC, já em seu formato original. No Japão, Togashi publica alguns capítulos por ano (se publicar), e isso faz com que a obra esteja em hiatos constantes. Contudo, os primeiros volumes de Hunter foram lançados por aqui em meados de 2008, aproximadamente oito anos atrás. Graças a este fator é praticamente impossível encontrar as edições em bom estado por preços justos. Apesar de ainda estar em publicação no Japão, outros mangás republicados no Brasil (como Berserk) são a prova de que seria possível relançar (ou reimprimir) um mangá que ainda esteja saindo por lá, caso o licenciante permita. Não é necessário um lançamento com qualidade superior (ao estilo de Yu Yu Hakusho, obra do Togashi mais famosa no Brasil republicada recentemente pela JBC), podendo somente repor as edições esgotadas para que se formem novos leitores, e estes possam acompanhar os lançamentos, como o vindouro volume 33 que deverá sair em breve nas bancas.

12 – Claymore

Outro para a lista de reimpressões. Ou talvez um relançamento com melhor acabamento? Publicado no Brasil pela Panini bimestralmente (e depois quadrimestralmente) entre 2009 e 2015, Claymore é um mangá de ação criado por Norihiro Yagi. Apesar de ter sido concluído há pouco mais de um ano no Brasil, Claymore sofre dos mesmos problemas de Hunter: a falta de edições em catálogo. Ainda é possível encontrar com certa facilidade os volumes finais (a obra é completa em 27 volumes) para compra, porém, os primeiros são mais complicados e quando estão disponíveis são por preços abusivos ou bem desgastados. A publicação espaçada (convenhamos, um volume a cada quatro meses é algo complicado) fez com que muitos volumes desaparecessem do mercado, impedindo que leitores interessados tentem completar a coleção. E um novo lançamento seria muito bem-vindo.

11 – Gunnm – Hyper Future Vision

Este entra para a categoria de Negima! Gunnm foi publicado no Brasil pela JBC entre 2003 e 2004 em formato meio-tanko, completo em 18 volumes. Mangá de ficção-científica criado por Yukito Kishiro, Gunnm possui uma temática ao estilo Mad Max, com uma cidade flutuante e o convívio entre humanos e ciborgues, que se encaixa numa categoria similar ao mangá Éden – It’s An Endless World que a JBC está finalizando a republicação no recém criado formato Big. Gunnm saiu no Japão entre 1991 e 1995 e é completo em 9 volumes, tornando um relançamento em terras tupiniquins algo bem agradável por ser um mangá curto com uma temática que está em alta na editora (que publica outras ficções-científicas e derivados como Terra Formars e Knights of Sidonia). Além disso, é a chance de revisar a tradução e adaptação e dar a oportunidade de novos leitores conhecerem um ótimo título.

10 – Bleach

Finalizado recentemente no Japão, Bleach, a maior obra de Tite Kubo, é publicado no Brasil pela Panini desde 2007, encontrando-se atualmente no volume 70. A série durou até a edição 73, e assim como Hunter e Claymore os primeiros volumes são impossíveis de se encontrar para compra. Como Bleach foi durante muito tempo um dos maiores sucesso da revista Shonen Jump, é possível que haja interesse da Panini em querer relançá-lo como fez duas vezes com Naruto (com a versão Pocket e recentemente com a edição Gold). Com o fim da série, mais leitores criaram interesse pela obra e seria uma boa chance para a Panini reeditar o texto, publicando o mangá com as onomatopeias originais japonesas e até uma revisão na tradução.

9 – Adolf

Clássico de Osamu Tezuka publicado no Japão entre 1983 e 1985, Adolf foi publicado no Brasil pela editora Conrad entre 2006 e 2007. A editora que recentemente finalizou a clássica série Gen – Pés Descalços desde então não fez uma reimpressão dos cinco volumes que compõe a obra de Tezuka na íntegra. A NewPOP vem publicando outras séries do Tezuka há alguns anos (Dororo, Kimba, Don Dracula e one-shots), porém, a editora nunca deixa seus títulos do Tezuka saírem de catálogo, e Adolf é uma das obras que deveriam estar sempre disponíveis, assim como a Conrad faz com o já citado Gen.

8 – Buda

Outro clássico de Osamu Tezuka publicado no Brasil pela Conrad, Buda possui 14 volumes e durou onze anos de publicação no Japão (de 721983). A série completa foi finalizada no mercado brasileiro entre 2005 e 2006, e assim como as publicações citadas anteriormente, é praticamente impossível encontrar todos os volumes para compra, tornando uma reimpressão do título algo essencial para o mercado.

7 – Gantz

Série criada por Hiroya Oku, Gantz é um seinen (mangá para adultos) de ficção-científica lançado no Brasil pela Panini em 2007, durando até 2014, tendo sido finalizado no volume 37. O mangá é um dos casos em que a editora já publicava seus novos títulos com as onomatopeias originais japonesas, porém a obra cai na mesma questão de Claymore, Bleach e Hunter x Hunter: é basicamente impossível encontrar os primeiros volumes em bom estado por um preço justo, e uma reimpressão ou relançamento seriam muito bem-vindos. Gantz é uma obra que, apesar de encerrada no Japão em 2013 rende frutos até hoje, como o recente filme em computação gráfica Gantz: O.

6 – Video Girl Ai/Len

Mangá de Masakazu Katsura, criador de Zetman, Video Girl é uma comédia romântica de ficção-científica publicada no Japão entre 1989 e 1991. No Brasil a série foi publicada pela editora JBC de 2001 a 2003 em meio-tanko, durando 30 edições. A versão original japonesa possui 15 edições, sendo treze de Video Girl Ai e duas de Video Girl Len. Com a recente publicação de Zetman no Brasil caminhando para o fim, é provável que Video Girl seja um dos futuros títulos relançados pela editora JBC, juntando-se aos relançamentos de mangás publicados em meio-tanko anos atrás, agora com nova tradução e melhor acabamento. E se isso não está nos planos da editora, deveria estar, pois nem só de relançamentos dos Cavaleiros do Zodíaco vive o mercado.

5 – Uzumaki

Uma das obras mais famosas do mestre do horror Junji Ito, Uzumaki não vê a luz do mercado brasileiro desde 2006, quando a Conrad publicou a série completa em suas três edições originais. Recentemente a editora DarkSide, conhecida por seus livros com ótimo acabamento gráfico, anunciou que estaria publicando a obra Fragments of Horror em 2017, também de Junji Ito, marcando assim sua estreia no mercado brasileiro de mangás. Com isso as expectativas ficam altas com relação a Uzumaki, que já recebeu uma edição integral de luxo publicada nos Estados Unidos pela Viz Media perfeita para o padrão de qualidade da DarkSide Books.

4 – Sanctuary

Yoshiyuki Okamura, também conhecido como Buronson ou Sho Fumimura, é o criador do famoso mangá Hokuto no Ken. Contudo, além de Hokuto no Ken, Sho publicou entre 1990 e 1995 um mangá policial inspirado em Mad Max ilustrado por Ryoichi Ikegami (Crying Freeman), completo em 12 edições, chamado Sanctuary. A obra teve cinco volumes publicados no Brasil pela editora Conrad entre 2006 e 2007, com o lançamento do sexto volume em 2008. O mangá foi então cancelado pela editora e os leitores brasileiros nunca tiveram a chance de ler o final da série. Uma excelente obra criada por dois ótimos mangakas, Sanctuary merecia uma segunda chance no Brasil.

3 – Cowboy Bebop

Cowboy Bebop possui duas séries em mangá com aventuras inéditas e paralelas em relação à animação. Cowboy Bebop: A New Story (completo em 3 volumes) foi publicado pela editora JBC no formato meio-tanko em seis edições, semanalmente, no ano de 2004. Recentemente a editora disponibilizou uma votação para que o público decidisse qual seria o próximo relançamento, e Cowboy Bebop era uma das opções. Infelizmente o título perdeu para InuYasha, porém a promessa é que Bebop também será relançado no futuro. E quem sabe a outra série inédita no Brasil, chamada Cowboy Bebop: Shooting Star, também seja lançada por aqui, completando as publicações de um título baseado em um famoso anime.

2 – Yu-Gi-Oh!

Yu-Gi-Oh! é um sucesso da Shonen Jump no Brasil e no mundo, e rendeu diversos spin-offs e diferentes cartas para jogos. A coleção completa possui 38 volumes e foi publicada no Brasil pela JBC entre 2006 e 2010, já no formato original japonês. O autor, Kazuki Takahashi, queria criar um mangá onde as pessoas não batessem em nada, mas sim competissem de outras formas. Então surgiu a ideia das batalhas através de um cardgame. Yu-Gi-Oh! tornou-se um sucesso estrondoso no Brasil graças ao anime exibido na Rede Globo, Nickelodeon e PlayTV, criando uma legião de fãs em terras tupiniquins. Por se tratar de uma obra nostálgica e com uma fanbase devota ou novos potenciais leitores, a saga de Yugi Muto merecia uma republicação no Brasil com melhor acabamento gráfico, no mesmo estilo do que foi feito com Rurouni Kenshin e Yu Yu Hakusho, outros clássicos da Jump.

1 – Shaman King

Por fim, outro título que estava na lista da pesquisa feita pela JBC e que ficou em segundo lugar, perdendo para InuYasha. Shaman King (1998-2004), criação de Hiroyuki Takei, foi publicado na íntegra pela editora no formato meio-tanko com um acabamento gráfico lamentável entre 2003 e 2006, totalizando 64 edições (32 tankos originais japoneses). Contudo, a JBC só publicou o que foi lançado pela Shonen Jump, e o verdadeiro final foi publicado após o fim da coleção no Japão, em um kanzenban. Graças a este fato os leitores brasileiros nunca tiveram a chance de conhecer o verdadeiro final da obra, tornando o relançamento em novo formato com melhor acabamento gráfico, tradução revisada e compilando todo o material algo essencial para o mercado brasileiro, visto que se trata de uma obra famosa no Japão e com um anime de suporte exibido no Brasil anos atrás.

Obviamente existem diversos outros títulos que merecem ser republicados ou reimpressos no Brasil. A Princesa e o Cavaleiro, Battle Royale, Angelic Layer, Fruits Basket, Bastard!!Monster (que já está esgotado há algum tempo) e diversos outros poderiam até mesmo compor uma segunda lista ou serem incluídos em um TOP 20. Vale também lembrar que as posições do TOP não são necessariamente a preferência ou necessidade de cada título para ser republicado, mas sim uma ordem aleatória.

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Resenha | Ajin #1

O terror, o medo do desconhecido e como isso é refletido numa aparente sociedade bem pacata, mas cheia de preconceitos, sempre foi um tema interessante nos mangás. Se bem trabalhado, pode conseguir um sucesso instantâneo facilmente e, quando esse acontece, vemos o surgimento de um fenômeno em tal seguimento.

Ajin é a mais nova aposta da editora Panini, num gênero que é ainda pouco explorado em terras brasileiras, e esperamos que mais obras do gênero ganhe o destaque que merecem.

A obra com roteiro de Tsuina Miura e com a arte de Gamon Sakurai, é uma obra do gênero seinen, onde o mistério é a palavra chave para o que o ele quer nos apresentar, mas que tem muito potencial e um plus: o anime foi parar no catálogo da Netflix e, apesar do conceito estranho de uma animação 3D, conseguiu angariar o seu público.

SINOPSE

Ajin são seres de aparência humana, mas que possuem uma habilidade bem peculiar: eles não morrem. Dezessete anos atrás, eles apareceram pela primeira vez em um campo de batalha na África. Desde então, mais de sua espécie são descobertos no seio da sociedade humana. Sua raridade na aparência significa que, para fins experimentais, o governo vai recompensar generosamente quem capturar um. Nos dias atuais, para que um aplicado estudante chamado Kei Nagai do ensino médio que espera ter um feriado típico de verão pra um aluno aplicado e um tanto antissocial, a sua vida está prestes a virar algo inesperado…

Nagai
Eis o nosso antissocial protagonista.

A HISTÓRIA

Ajin no seu primeiro volume consegue ser um mangá que sabe alternar muito bem entre o mistério, lançando mais questionamentos do que propriamente respostas no seu inicio, seguindo meio que uma fórmula do gênero, e consegue apresentar muitos elementos de ação, típicas de histórias de fuga, pois é esse o foco inicial como já disse acima; a sociedade ver tudo que não entende com muitos preconceitos, ou como algo negativo, e os Ajins nesse universo ao ponto de serem raros e de certa forma ainda incompreendidos pelos humanos, se tornam alvos de caçadas e da ganância, pois os mesmos não são tratados como serem humanos.

cobaia
Perfeitamente compreensível a fuga…

Os personagens principais da obra são o que o que chamaria de personagens de tons de cinza, que possuem alguns clichês, como o mal encarado diretor de uma agência governamental e sua seguidora, o velho misterioso que sabe o que está acontecendo, o psicótico caçador… Mas tem alguns que despertam nossa simpatia, principalmente Kai, o renegado amigo do Nagai Kei (a criatividade dos nomes… enfim), o único que fica ao seu lado, apesar de não ter motivos apresentados para isso.

Inicialmente não nos é mostrado quem é bom ou quem é mau, evitando muito o maniqueísmo e causando ainda mais mistérios, mas que consegue nos mostrar certa crueldade, quando focam nos personagens secundários e sua ganância, principalmente na caça ao recém descoberto Ajin.

vamos fugir
Vamos fugir!

Outra coisa que chama muita atenção é o traço, utilizando perspectivas de visão que não muito convencionais e que conseguem definir com clareza a situação vivida pelas personagens, e isso é algo muito positivo e poucos mangás conseguem oferecer este impacto. Como estamos falando de uma obra de mistério em que a premissa é não morrer, não poderiam faltar as mortes, com uma violência gráfica explicita, mas que não chega a ser gore, e que enriquece muito com os detalhes.

violento
O seu amigo da vizinhança, SQN!

A Panini fez um ótimo trabalho com Ajin. A edição é semelhante às de One-Punch Man e Vagabond (com resenha feita por esse que vos fala), com orelhas e papel off-set. O título do mangá e a imagem estão em hot stamp, dando um efeito muito bacana, contrastando com o fundo escuro da capa. Além do glossário que dá um norte para algumas expressões citadas.

Ajin, além de tudo é, uma história sobre auto-conhecimento e isso fica bem evidente na jornada de Nagai. Ele não sabe em quem confiar, e tem que se virar da maneira que pode, apesar da ajuda do amigo Kai, mesmo que isso seja algo que não o leve por um melhor caminho mas, enfim, é um caminho necessário para o seu desenvolvimento como personagem e para que possa ter uma solução para os seus problemas, mesmo que sejam soluções que possam ser dolorosas.

ate
Até a próxima!

FICHA TÉCNICA

Nome: Ajin (Vol. 1 de 8)
Publicado em: Julho de 2016
Editora: Panini
Gênero: Seinen
Autor(a): Tsuina Miura (roteiro)/Gamon Sakurai (arte)
Status: Série em andamento/ Bimestral
Número de páginas: 232 paginas (papel off-set) / Leitura Oriental
Formato: 13,7×20 cm / P&B com páginas coloridas / Lombada quadrada com orelhas
Preço de capa: R$ 17,90

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J-Novel Club chega para iniciar o mercado de Light Novels online

Parece até que foi combinado, mas nada disso: três dias após a minha postagem sobre como Light Novels são importantes, um enorme passo para o público ocidental dessa mídia foi tomado. A editora digital J-Novel Club abre suas portas para a publicação digital de Light Novels, com títulos traduzidos para o inglês.

De forma semelhante a famosos serviços de streaming online por ‘aluguel’, como Netflix, Crunchyroll e Funimation, o J-Novel Club funciona na base de uma assinatura: pagando US$4,95 por mês para uma conta de membro, você terá acesso a todos os títulos previamente publicados e a um capítulo novo de todos os títulos em andamento por semana, além de um fórum de discussão exclusivo. Caso seu bolso permita, você pode pagar US$10,95 mensalmente para ser um membro premium, que além de todas as vantagens do membro comum, também conta com um e-book grátis por mês, que fica a escolha do usuário; e acesso a um fórum ainda mais exclusivo, dentro do já exclusivo fórum, onde os tradutores e editores do site terão participação ativa. Haja exclusividade!

Infelizmente, não há planos aparentes para que possa haver pagamentos em outras moedas, além do Dólar Americano. Então, caso queira se tornar um membro, precisará de um cartão internacional. Porém, o site possui direitos em todo o mundo, então eles prometem que nunca haverá problemas de conteúdo ‘Region-lock‘.

Eles podem ter bom gosto para Light Novels, mas já para garotas-barco…

No lançamento, a editora online conta com quatro títulos, todos com o primeiro capítulo grátis para qualquer usuário. Eles ainda prometem trazer dez novos títulos no futuro. Os atuais e já disponíveis, que podem ser lidos tanto pelo computador, como pelo aplicativo da J-Novel Club, para aparelhos Android ou iOS, são (com traduções livres feitas por mim):

Título: My Big Sister Lives in a Fantasy World (Minha irmã mais velha vive em um mundo de fantasia)
Autor: Tsuyoshi Fujitaka
Ilustrador: An2A
Sinopse: Um dia, um garoto do primeiro ano do colegial, chamado Yuichi Sakaki, repentinamente desperta em si um poder de “ler almas”, e passa a ver palavras acima da cabeça das pessoas, que descrevem sua verdadeira natureza! Com apenas um olhar ao seu redor, ele vê coisas malucas como “Zumbi”, “Bruxa” e “Vampiro”… Isso por si só já seria ruim o bastante, mas então ele vê “Assassina em Série” – Natsuki Takeuchi, vindo em sua direção… Ninguém jamais acreditaria nele! Bem, ninguém, exceto por sua irmã mais velha, Mutsuko: esse tipo de coisa é exatamente a sua praia.
Comentário pessoal: Parece ser um título divertido, que apelará para um humor exagerado. Vale a pena conferir.

Título: Brave Chronicle: The Ruinmaker
Autor: Kenya Atsui
Ilustrador: Saori Toyota
Sinopse: Conheça Kurono Kokuya, um estudante com o rank mais baixo na Academia do Portão Estelar – o melhor centro de treinamento para Feiticeiros Estelares do mundo, os seres que usam feitiços estelares para proteger a Terra de invasões de outros mundos. Sua amiga de infância Yukihime Yukigane é simplesmente a mais poderosa Feiticeira Estelar do mundo, e ela nunca o deixa se esquecer desse fato. Um dia, sua rotina pacífica é interrompida por uma poderosa ameaça de outro mundo. Kokuya e Yukihime vão para as linhas de frente, arriscando suas vidas para proteger aqueles que amam, mas eles serão capazes de derrotar o Lorde Sombrio Redge e seus cruéis lacaios?
Comentário pessoal: Rapaz, isso é um exemplar magnífico de um “harém escolar mágico genérico”, com todas as letras. Com certeza fará sucesso o suficiente para vermos um anime num futuro próximo (eu espero).

Título: My Little Sister Can Read Kanji (Minha irmã mais nova pode ler Kanji)
Autor: Takashi Kajii
Ilustrador: Halki Minamura
Sinopse: O ano é 2202, e o Japão se tornou a Terra do Moe. O aspirante a autor Gin Imose e sua irmã mais nova Kuroha estão viajando para Tóquio para se encontrar com o autor mundialmente famoso, Gai Odaira.  Kuroha não tem interesse em seu estilo literário ortodoxo, e surpreendentemente, é capaz de ler antigos livros de ‘japonês moderno’, escritos em kanji! Esse fatídico encontro inicia uma cadeia de eventos que iria mudar o curso da história da literatura! Poderia ser que, há muito tempo, livros podiam ter sido sobre outra coisa além de irmãs mais novas mostrando suas calcinhas e acabando em situações duvidosas com seus irmãos-mais-velhos-adotivos? Impossível! É muito difícil de simplesmente imaginar um Japão onde qualquer um podia ler Kanji, e cujo primeiro Ministro fosse um ser humano 3D…
Comentário pessoal: Ainda mais um título que se enquadra naquele famoso arquétipo de meta-obras, que tiram sarro de si mesmo, e do mercado de Light Novels como um todo. Pode não ser uma obra boa para se começar, mas que com certeza acabará trazendo boas risadas para quem já está no meio há algum tempo.

Título: Occultic;Nine
Autor: Chiyomaru Shikura
Ilustrador: pako
Sinopse: Dos autores por trás de Steins;Gate, Chaos;Head, Robotic;Notes e Chaos;Child! “- Pergunta: Você acredita em fantasmas? – Resposta: É claro que não!” Yuta Gamon, um jovem rapaz que mora em Kichijoji, administra um blog de ocultismo chamado “Kirikiri Basara”. Seu sonho é conseguir uma fortuna através de seus links de vendas com programas de associados. De repente, o blog de Yuta une o destino de nove estranhos, com o que começa como um pequeno sentimento de que algo está errado, e se torna um caso que vai além da imaginação. Magia negra, o pós-vida, atividades paranormais, previsões do futuro, outras dimensões, profecias, hipnose, lendas urbanas… Esse mundo está repleto de misticidades!
Comentário pessoal: Com um anime que está saindo agora nessa temporada de Outubro/2016, Occultic;Nine é a mais recente obra da série “ponto e vírgula”. Prato cheio para quem é fã dos trabalhos da 5pb.

Caso tenha alguma dúvida, você pode consultar o FAQ da editora, ou entrar em contato através do Twitter.