No programa SenpaiTV, apresentado na noite de hoje (30) na Rede Brasil de televisão, Levi Trindade, da Editora Panini, fez alguns anúncios de novos mangás que serão publicados no Brasil pela editora. Confira os títulos:
Granblue Fantasy
Sinopse: Adaptação em mangá do jogo-hit da Cygames: Esse é um mundo dos céus, onde várias ilhas flutuam nos céus. Um garoto chamado Gran e um lagarto falante e com asas, chamado Vyrn, vivem numa misteriosa ilha chamada Zinkenstill. Um dia, eles encontram uma garota chamada Lyria. Ela havia escapado do Império Erste, um estado autoritário que está tentando conquistar o mundo através de seu enorme poderio militar. Fugindo do Império, Gran e Lyria explorarão os vastos céus, apenas com a carta que o pai de Gran deixou para trás—que dizia, “Eu estarei esperando em Estalucia, a Ilha das Estrelas”.
Preço: R$ 22,90
Volumes: 6 (em publicação no Japão)
Periodicidade: Bimestral
Atelier of Witch Hat
Sinopse: Em um mundo onde todos consideram coisas fantásticas, como feitiços mágicos e dragões, como algo comum, Coco é uma garota com apenas um sonho: Ela quer ser uma feiticeira. Mas todos sabem que bruxos e magos são assim de nascença, e não podem “ser feitos”. E Coco não nasceu com esse dom. Ela se contenta com sua vida não-mágica, até que um feiticeiro errante visita o seu vilarejo, e Coco descobre que aquilo que “todos sabem” talvez não seja a verdade.
Preço: Ainda não informado
Volumes: 4 (em publicação no Japão)
Periodicidade: Ainda não informado
Para encerrar o programa, ainda nos foi prometido dois outros anúncios para a próxima edição da SenpaiTV, que deve ir ao ar amanhã (31).
Durante uma transmissão na sua página do Facebook, a Editora NewPOP anunciou três novos títulos para compor o seu catálogo.
São eles:
Little Knight
De autoria de Ai Nimoda, o mangá é um Yaoi, e completo em 1 volume.
Com previsão de lançamento para o Anime Friends, em julho.
Devilman
Demônios existem e seu poder está além do que os humanos podem entender. Na verdade, eles são tão fortes que os humanos não têm chance contra eles em uma luta. A única coisa forte o suficiente para derrotar um demônio é outro demônio e é através dessa lógica que Ryo Asuka pensa em um plano para que seu amigo de bom coração, Akira Fudo, fosse possuído por um demônio. Se uma pessoa é pura de coração, então ele pode ser capaz de controlar o demônio que o possui e, assim, adquirir poder igual a um demônio. Depois de um incidente em um clube, o plano funciona e Akira é possuído pelo poderoso demônio conhecido como Amon. Agora, Akira é o único defensor da justiça da humanidade contra a ameaça oculta dos demônios que atormentam a humanidade desde o início dos tempos.
Será uma edição em capa dura, completa em 2 volumes.
Cutie Honey
A história conta sobre uma andróide chamada Honey Kisaragi, que pode se transformar na heroína bem-dotada de cabelo vermelho chamada Cutey Honey. Ela luta contra uma associação de vilões que ameaçam o mundo ou ela mesma. Algo famoso sobre suas transformações é que ela perde toda a sua roupa quando muda de uma forma para outra. Ela também foi a primeira protagonista mulher em uma série de ação.
O formato será semelhante ao de Devilman, completo em 1 volume.
Ambos são de autoria de Go Nagai e ainda não possuem data de lançamento.
Por meio do programa Senpai TV, a editora Panini anunciou que estará publicando no Brasil, o mangá Origin, de autoria de Boichi, que trabalha atualmente desenhando Dr. Stone, também publicado pela editora.
Tóquio, 2048. O Japão se conectou ao continente euro-asiático através de um trem transcontinental. A capital, Tóquio, tornou-se um ninho para terroristas e criminosos. Na escuridão da megalópole, uma presença estranha ataca e mata pessoas sem deixar vestígios, noite após noite … Quais são aquelas “coisas que não são humanas” que vivem e se escondem no mundo humano? E quem é Origen, a pessoa que os enfrenta? (sinopse via: BBM)
Origin foi publicado na revista Young Magazine e foi concluído com 10 volumes. O mangá ainda não possui previsão de lançamento.
Conforme prometido, depois do “anúncio do anúncio” feito em Abril desse ano, a Atlus, durante o Persona Super Live 2019, divulgou inúmeros detalhes sobre Persona 5: Royal.
Como todos especulavam, a nova versão de Persona 5, além de ser uma versão aprimorada da original, trará novos eventos na história, com o terceiro semestre do jogo sendo basicamente reescrito, para a introdução de novos personagens.
Confira o trailer de anúncio:
Os novos personagens confirmados até o momento são: Kasumi Yoshizawa (dublada por Sora Amamiya), uma nova integrante dos Phantom Thieves, que já havia aparecido no teaser divulgado em abril, e Takuto Maruki (dublado por Satoshi Hino), um conselheiro da Academia Shujin, contratado após os eventos de Abril. Sua arcana será “Le Consultant”.
Um terceiro personagem aparece no trailer, e muitos especulam ser uma versão humana de Morgana, muito por conta dos diálogos e jeito de rir, que se assemelham ao do gato.
Novos lugares, eventos e encontros também foram adicionados.
Persona 5: Royal chega no dia 31 de outubro no Japão, exclusivamente para PlayStation 4. Já o lançamento ocidental, está marcado para 2020.
Mais uma temporada de animes se inicia e estou aqui mais uma vez para dar minhas primeiras impressões sobre as estreias da Primavera 2019. Nessa temporada, irei juntar alguns animes e fazer em um texto só. Meus colegas de equipe farão como eles quiserem.
Já adianto, essa temporada está bem fraca. Pra esse primeiro post, trouxe dois animes distintos: uma das grandes promessas e uma maravilhosa surpresa. Vamos lá!
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba
Um dos grandes destaques da temporada. Além de ser um mangá da Shounen Jump, que divide opiniões pra falar a verdade, ele está sendo produzido pelo estúdio Ufotable, bastante conhecido pelos fãs da franquia Fate/.
Uma sinopse rápida:
Após ter sua família morta por um Oni e ter sua irmã transformada em um, Tanjiro sai em uma jornada para tentar reverter a transformação e encontrar o responsável pelos eventos.
Bom, nesse primeiro episódio, o anime começou com o pé direito, eu diria, mas com algumas ressalvas. Há quem ame ou odeie o estilo de animação da Ufotable, mas não dá pra negar que funciona quando o assunto é fazer cenas de ação. O uso de CG em algumas cenas me incomodaram, pois nenhuma delas precisava ter computação gráfica, eram cenas simples como o Tanjiro se virando ou andando. Sem falar no pombo, que ficou feio, mas aí sou eu fazendo nitpicking.
Sobre Tanjiro e Nezuko, nossos protagonistas, é muito cedo pra falar, foi só o primeiro capítulo. Mas o que deu pra perceber é que Tanjiro encarna o espírito do protagonista de shounen sem nem titubear.
Em termos de direção e composição de série, o anime é simplesmente copia e cola do mangá. É tudo igual, os caras não inovaram em nada, é basicamente o mangá em movimento.
Há bastante diálogos internos que não se encaixaram, são basicamente monólogos no meio das cenas e que quebram o ritmo. Falando em ritmo, o de Kimetsu no Yaiba é muito acelerado e não sabe a hora de parar e terminar o episódio, pareceu 2 episódios em 1.
No geral, promete ser um ótimo anime de lutinha pra acompanhar, e estou torcendo para que a animação dos poderes da abertura, sejam a mesma do anime em si. Aliás, baita abertura.
Foram confirmados 26 episódios para o anime, mas não foi dito se será 2 cours ou split-cour. O anime está disponível na Crunchyroll.
Hitoribocchi no Marumaruseikatsu
Cara… o que falar dessa MARAVILHA?
Não sou muito chegado em animes totalmente moe sem muito foco em narrativa, o máximo que devo ter aguentado foi Yuru Camp, lançado em 2018, mas Hitori Bocchi me pegou em cheio.
A história segue Bocchi, uma menina tímida que tem que criar laços com toda sua turma do Ensino Médio, por conta de uma promessa feita com sua única amiga de infância. É baseado em um 4-koma e produzido pelo estúdio C2C.
Eu obviamente me identifiquei com a Bocchi, mas ao contrário dela, as pessoas que vinham até mim (por bem ou por mal), então não adiantou nada no meu caso. As situações em que a Bocchi acaba parando, para conseguir ser amiga da Nako são hilárias e, de certa forma, idiotas, mas acabam funcionando por conta da direção. O timing cômico é excelente, e consegue dividir bem atenção com os momentos dramáticos.
Em questão de animação, o anime é bom naquilo que se propõe, não precisa de muito para funcionar.
Os problemas de relacionamento no Japão (e no resto do mundo) são bem conhecidos por suas extremidades, você pode ir do céu ao inferno. Não irei comentar muito, pois vem de uma visão ocidental, e o anime nem toca TANTO nesse assunto, pelo menos no primeiro episódio.
A trilha sonora contém SAMBA, só isso é o suficiente.
Hitoribocchi no Marumaruseikatsu terá 12 episódios e também está disponível na Crunchyroll.
Iria ter um terceiro anime nesse post, Mayonaka no Occult Koumuin, mas é muito chato e acabei dormindo. Tem na Crunchyroll pra quem quiser ver.
Está em campanha no Catarse o projeto Shoujo Bomb, a primeira coletânea independente feita por mulheres do cenário do quadrinho nacional. Serão ao todo seis histórias produzidas por um baita time do Mangá brazuca, composto por Renata Rinaldi, Cah Poszar, Lígia Zanella, Mari Petrovana, Janaina Araújo e Juliana Loyola.
Se por acaso, amado leitor, você não saiba a termologia Shoujo Mangá, não chega ser estranha para os amantes dos quadrinhos nipônicos. Porém, diferentemente de como é associada normalmente, a palavra “shoujo” não se refere a um gênero. Não significa “colegiais insossas em romances sem graça”. “Shoujo” é um termo japonês que se refere a demografia de mangás destinada as jovens garotas.
Confira as histórias que compõem a coletânea:
Ocean’s Star (Mari Petrovana)
Um mundo maravilhoso e sublime é apresentado em Ocean’s Star, um lugar onde sonhar é essencial para a sociedade funcionar. Um universo onde todo cidadão precisa recolher sua energia durante o sonho todas as noites.
Compass of the Stars (Juliana Loyola)
Confira a aventura de Mila e seu gato Mono! A dupla adora brincar e explorar a Floresta Secreta onde se encontram raridades capazes de colocar os dois em grandes aventuras de um mundo paralelo.
A Joia Mágica (Lígia Zanella)
O reino fantástico de Magdala, reconhecido como lar dos guerreiros mais fortes do planeta, Vivi Colbalto precisa superar o grande desafio da Torre do Dragão e conquistar sua joia mágica para ser um guerreiro pleno.
Bete! (Renata Rinaldi)
Em uma divertida e humorada história, um pai de família conta para suas duas crianças a inusitada origem de sua infância do nome por trás do jogo chamado Bete.
Espelho D’agua (Janaina Araújo)
Um navio que rumava ao novo continente sofre um naufrágio e o jovem Leopoldo é salvo pela Rainha do Mar. Mas mal sabe ele que este resgate lhe renderia um encontro misterioso com a Orixá do mar.
The Moon Witch (Cah Poszar)
A bruxinha Violeta tem que usar todo o conhecimento da irmã para evitar que a mesma seja levada por um ser misterioso e sombrio após um envenenamento. Será que a pequena conseguirá vencer o desafio?
Além do time de autoras, cada história de Shoujo Bomb terá uma ilustração de abertura feita por uma convidada especial que são: Demi Goldheart, Tabby Chan, Kátia Schittine, Ava Francine, Eliana Oda e Adriana Yumi. A capa é de Simone Beatriz e o prefácio de Sonia B Luyten.
Shoujo Bomb terá formato 16 X 23 cm, 128 páginas em P&B. Com o projeto financiado, o lançamento oficial será na Anime Friends 2019. Para saber mais detalhes, como recompensas, valores e para apoiar clique AQUI.
Durante uma transmissão em sua página do Facebook, a Editora NewPOP anunciou que irá publicar, ainda em 2019, a light novel The Record of Lodoss War.
Parn, um inconsciente mas apaixonado espadachim, embarca numa quest com o objetivo de descobrir a origem do grande mal que assola o país Lodoss. A ele juntam-se: uma jovem elfa, Deedlit, que possui poderosas habilidades mágicas; Ghim, um dwarf (anão) duro que nem uma pedra; Etoh, um priest recém formado; Slayn, o sorcerer (mago) do grupo; e Woodchuck, o indispensável thief (ladrão). Juntos irão percorrer uma jornada para descobrir toda a verdade por detrás da destruição do mundo, e reúnem a força necessária para destruir a Grey Witch.
Escrita por Ryo Mizuno e ilustrada por Yutaka Izubuchi, The Record of Lodoss War já está concluída no Japão e possui 7 volumes. A publicação da NewPOP seguirá terá como base a nova edição comemorativa de 30 anos. Já o formato, será o mesmo de Log Horizon. A light novel já está em processo de tradução.
A Crunchyroll anunciou no último final de semana, a adição da animação sci-fi gen:LOCK, estrelada por Michael B. Jordan, em seu catálogo de streaming.
Confira a sinopse:
Daqui a cinquenta anos, uma força autoritária e opressiva ameaça dominar o mundo. Um audacioso time é recrutado para testar uma nova tecnologia de neurociência e pilotar mechas devastadores, mas eles precisam estar dispostos a sacrificar tudo o que têm para salvar o mundo.
Produzida pelo estúdio Rooster Teeth (RWBY), gen:LOCK tem no seu elenco:
Michael B. Jordan (Killmonger em Pantera Negra)
Maisie Williams (Arya Stark em Game of Thrones)
Dakota Fanning (Penelope Stern em Oito Mulheres e um Segredo)
Koichi Yamadera (Spike Spielgel em Cowboy Bebop)
David Tennant (10º Doctor em Doctor Who)
São ao todo oito episódios que compõe a primeira temporada da animação e todos já estão disponíveis para os Usuários Premium da Crunchyroll. Já o primeiro episódio, está disponível gratuitamente.
A editora DarkSide Books anunciou que o segundo volume do mangá A Menina do Outro Lado, de autoria de Nagabe, chegará em Abril, já se encontra em pré-venda.
Confira o release oficial da editora:
Os darksiders pediram mais mangás na casa do terror. A DarkSide Books ouviu o chamado dos leitores e publicou o primeiro volume de A Menina do Outro Lado, de Nagabe. O traço ímpar e delicado do mangaká tocou o coração de todos que mergulharam nesse conto de fadas dark repleto de lirismo e ensinamentos. E, em abril, a continuação de A Menina do Outro Lado se junta à coleção DarkSide Graphic Novel. No primeiro volume, fomos apresentados a um país dividido — onde perigos espreitam na floresta e nas redondezas —, e conhecemos a história de Shiva, uma encantadora menininha que foi acolhida pela estranha criatura meio animal e meio humana que ela chama de Sensei. Ela não pode tocá-lo, senão será amaldiçoada.
A Menina do Outro Lado #2 terá ao todo 176 páginas, no tamanho de 14 x 21 cm e capa dura, e custará R$ 54,90.
O primeiro volume de A Menina do Outro Lado foi lançado no final de fevereiro. A resenha sairá em breve aqui na Torre de Vigilância.
Sei que o título pode parecer sensacionalista – e se pararmos para analisar, esse post inteiro vai ser sobre como realmente é de um sensacionalismo descarado – mas é uma afirmação que eu gostaria de defender e só desistirei por cima do meu cadáver. Não que seja muito difícil.
Granblue Fantasy, um mobile game (popularmente conhecido como “mobage”) da gigante nipônica Cygames, completará cinco anos de vida no próximo dia 10 de março, e as festividades dentro do jogo só estão por começar. Aproveitando o momento, dedicarei uma postagem a sua adaptação em animê, que aconteceu em meados de 2017 e foi uma surpresa enorme para todos os envolvidos, uma enxurrada de dinheiro para os produtores, e uma lição não só de direção, como também de marketing.
Quando olhamos para o histórico de adaptações de jogos, sejam elas americanas ou japonesas, em quaisquer mídias que sejam… Não temos uma boa impressão. Aberrações como os filmes de Mortal Kombat e de Tekken são o que surgem na mente, e claro que com um passado assim, fica fácil duvidar de entradas futuras no gênero. Mas nem tudo é um Super Mario Bros. (1993) no mundo dos videogames, e a animação de Granblue Fantasy conseguiu mostrar que com grana e com jeito, se adapta o jogo do sujeito.
Aquela velha história: Eu sou fã e quero service
Questões que precisam ser muito bem pensadas quando passamos uma história de um videogame para um seriado são, entre outras: Como adaptar mecânicas do jogo para uma história “real”; Como deixar o desenvolvimento da trama mais dinâmico e verossímil; E como agradar os fãs que esperam ver suas personagens prediletas do jogo, mesmo elas não fazendo parte da trama principal. Isso tudo, enquanto se preocupam com os assuntos já comuns para um animê: direção, coreografia, animação, OST… É um saldo de trabalho extra que se faz necessário para garantir o sucesso do projeto.
Dissecando cada um dos pontos, começo pelo que eu acredito ser a essência da falha de qualquer adaptação de jogo: as suas malditas mecânicas e como transformá-las. Granblue Fantasy é um jogo relativamente complexo, e que possui cinco anos de conteúdo sendo adicionado com uma frequência semanal. Onde eu quero chegar é que: seria muito fácil de estragar o negócio, se você tentasse. Tem muita coisa que você poderia tentar trazer que ficaria simplesmente bizarro dentro de um universo animado, e por mais incrível que isso possa parecer, o mérito da animação em questão foi justamente… A inação.
Às vezes, a melhor forma de fazer alguma coisa é se ater ao básico. Não é preciso “frufrulizar” o negócio para ele ser consistente. Ao se manter longe de suas famosas extravagâncias, a animação conseguiu trazer sua essência mostrando apenas o essencial. Um exemplo perfeito disso? A mecânica de “evocações”, que é um conceito-chave do jogo, e que é over-the-top demais para uma animação que quer ser levada a sério. Para mostrar o seu efeito ingame (que é de fortalecer seus aliados ou enfraquecer os inimigos), não foi preciso trazer o fim do mundo ao evocar o Deus-Dragão da destruição.
Tá certo que evocaram o tal deus da destruição no primeiro episódio, mas depois? Uma luzinha e uma mão no peito tá mais que de bom tamanho.
Partimos pro segundo ponto, para analisarmos como fazer a história funcionar. Se você já jogou um mobage na sua vida (ou qualquer JRPG, pra ser sincero), sabe como eles são repletos de cenas fragmentadas, encontros aleatórios destruindo conversas e uma introdução fraca e genérica que claramente não foi feita com muito esforço pois o objetivo do jogo é ser um moneygrab instantâneo e não um mundo rico em ambientação. É normal que, só depois de se estabilizarem com relativo sucesso, que esse tipo de jogo comece a investir, de fato, em sua produção.
Granblue Fantasy não foge disso, e tem em seus primeiros capítulos uma trama tão aguada que parece caldo de cana de rodoviária. Mas é a introdução da história, e se você quer fazer uma adaptação do jogo, é preciso passar por ela. O que fazer, então? Você pode apenas cortar as partes irrelevantes e todos os encontros aleatórios (ou não, vai que você queira que monstros apareçam a cada três frases? Tem doido pra tudo) e deixar a história ainda sem graça, mas um pouco menos irritante… Ou você pode aproveitar essa chance para dar um empenho tão grande quanto o atual para uma parte antiga do seu trabalho.
Ao reescrever as partes iniciais, a animação conseguiu não mudar os principais pontos de roteiro, mas deixar tudo mais claro, mais lógico e com mais emoção. No show, eles foram capazes de destrinchar a personalidade das protagonistas, encaixar acontecimentos em momentos mais oportunos, e fazer com que encontros se tornassem mais naturais. É o reboot que arruma a maioria dos problemas causados pela falta de interesse da obra original.
Tem como não adorar essa garota?
Acredito eu, porém, que apesar de tudo já comentado, um detalhe menor mas que pode causar a maior quantidade de discórdia entre sua audiência é a falta de “secundários”. Tendo exatamente 546 personagens jogáveis no momento em que escrevo esta postagem (considerando versões alternativas e colaborações), fora os incontáveis NPCs que povoam os céus, é literalmente impossível agradar todas as pessoas que estão esperançosas de ver sua personagem predileta animada nas telinhas. E para piorar, fora de eventos específicos ou episódios especiais, a maioria dessas pessoas nunca nem dá as caras na história principal (que é o que você vai adaptar). Como lidar com essa situação, sem causar o apocalipse na internet?
Se tivéssemos tempo, dinheiro e dedicação o suficiente, seria fácil fazer um animê que fique vinte anos no ar (acredita que One piece estreou em 1999? Puta merda bicho), e adapte todas as histórias que já aconteceram no jogo. Mas como esse não é o caso, e você tem míseros três meses de exibição semanal para trabalhar, é preciso um planejamento extra para isso.
Dentro do próprio jogo, existem votações mensais de personagens prediletas, então saber quem são as mais populares foi fácil. Eles só precisavam de uma desculpa para colocá-las na animação, e estaríamos prontos. É aí que o parágrafo anterior ganha um brilho extra: já que já estamos mudando a história um pouco, qual o problema de uma ou duas mudanças a mais? De uma forma que pareceu natural e orgânica, as personagens marcantes do jogo foram inseridas dentro do mundo, e interagiram ou ganharam screentime sem parecer terem sido forçadas. Muito pelo contrário, conseguiram trazer personalidadee vida à ambientação, deixando cada ilha muito mais rica.
Mas é ÓBVIO que a maioria das personagens mais populares seriam todas garotas, o que você estava esperando?
Olhando todos esses fatores juntos, percebemos que a direção do animê (feita por Yuuki Itou) trouxe muito conhecimento de causa e conseguiu transformar um material mediano (para não dizer medíocre) em um show genuinamente interessante, não só para os fãs do jogo, como para quem está conhecendo a franquia por ele. E os números comprovam que não sou só eu quem acha isso, vendendo uma média de 57 mil cópias por volume (ficando em nono lugar no ranking de vendas de Blurays da história registrada!).
E lembra daquela lição de Marketing? Tenho certeza que adicionar códigos para itens exclusivos dentro do jogo não tem relação nenhuma com o magnificente sucesso de vendas da série.
A série completa pode ser assistida na plataforma de Streaming Crunchyroll, e uma segunda temporada já está em produção. E se tiver interesse, o jogo se encontra disponível em inglês para PC, Android e iOS.