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Netflix disponibiliza o trailer de Godzilla: Singular Point

A Netflix liberou o primeiro trailer oficial de Godzilla: Singular Point, anime que chega em 2021 no serviço de streaming.

O design do monstro será de Eiji Yamamori, animador dos filmes do Studio Ghibli. Já, o visual dos personagens humanos, ficará por conta de Kazue Kato, conhecido por Blue Exorcist.

Godzilla, ou Gojira, fez a sua primeira aparição em 1954, no filme de mesmo nome criado pela produtora japonesa Toho Film Company Ltd. Atualmente, o monstro acumula 32 produções audiovisuais, sendo uma das criações japonesas mais lucrativas da história.

Para futuras informações a respeito de Godzilla, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Expectativas e Realidade em “The Misfit of Demon King Academy”

Já fazem alguns anos que escrevo aqui para a Torre de Vigilância, e um dos quadros mais recorrentes que eu participo é o “Primeiras Impressões”. Além de ser um conteúdo – na maioria das vezes – fácil e rápido de produzir, acredito funcionar como um dever cívico para com as pessoas interessadas: É o famoso “eu fiz para que você não precise fazer”.
O ditado diz que “a primeira impressão é a que fica”, e justamente por isso, é um quadro importante: Se o começo for ruim, ou nos passar uma impressão ruim, acabamos nem vendo o final, não é? Isso quer dizer que, na maior parte dos casos, quando decidimos continuar com um show, só existem duas possibilidades: Ou ele se mantém no nível que nos fez querer ficar, ou ele piora.

Por causa disso, é sempre uma gratificante surpresa quando um show resolve ficar melhor do que aparentou ser no início. O que “The Misfit of Demon King Academy” fez, em seus dois primeiros episódios, não chega aos pés do mérito que ele merece. Aparentando ser um simples show de porradinha, eu fui muito cruel e desrespeitoso com ele nas minhas “Primeiras Impressões“. Apesar de manter a porradinha que a gente gostou, ele foi um passo além, e por conta disso, venho me desculpar com essa postagem.

Existem diversas expectativas e esperanças para um “shonen de lutinha”: Você espera uma história simples, extremamente preto no branco, onde os vilões são maus e os mocinhos são bons, e você gasta metade da temporada em um arco de torneio absolutamente desnecessário e que não acrescenta em nada à história. Que história, aliás? É um shonen de lutinha!

Mas é claro que Anos Voldigoad, o Rei-demônio da Destruição, não poderia deixar isso barato. Vocês acharam mesmo que ele teria um show genérico e sem graça, só porque você achou a premissa e a sinopse genérica e sem graça? Com uma história ainda genérica, mas muito bem trabalhada e, principalmente, bastante divertida, nos vemos investidos no mistério do mundo, tentando entender o que aconteceu nos dois mil anos que passaram.

Frases de efeito. Frases de efeito que são uma contradição absurda e só fazem sentido no contexto que elas são ditas. Esse show é maravilhoso.

Muito se comenta sobre “protagonistas invencíveis”, onde qualquer conflito que envolva violência ou força física não traz nenhuma tensão para o espectador: Nunca há uma real chance de os mocinhos serem derrotados, então, aquela luta não tem sentido. Várias obras tentam circunver esse obstáculo ao deixar seu protagonista de lado, e permitir que as personagens de apoio tenham seu tempo no holofote. One-Punch Man faz isso com maestria, sempre dando alguma desculpa para que o patrono do show esteja no lugar errado na hora que precisamos dele. Isso funciona um número de vezes, até você perceber que no final, o protagonista invencível sempre vai chegar e resolver o problema.

A forma que “The Misfit of Demon King Academy” encontrou de resolver esse problema é interessante: Fazendo o conflito principal não ser uma batalha de forças, mas uma batalha de ideais. Afinal, como já comentamos, não haveria história alguma se o problema pudesse ser resolvido na base da porrada. Nem mesmo o todo-poderoso Rei-demônio da Destruição pode derrotar mil anos de racismo sistêmico. Pelo menos, não em uma noite.

Porém, acredito que o maior mérito do show seja no seu caráter genuinamente misterioso. O grau de absurdo do show atinge níveis estratosféricos logo no primeiro episódio, te dando a impressão de que aquilo não passa de uma descarada paródia, afinal, não há como algo assim ser sério… né?
Depois de alguns episódios, você percebe a seriedade com que tudo é tratado, mesmo quando estamos tratando de coisas ordens de grandeza piores do que deveria ser permitido. Você fica sem saber dizer se a intenção era ser uma paródia ou era ser levado a sério, e, pra mim, esse é um efeito mágico que só pode ser alcançado com completa maestria sob a escrita. Não é fácil fazer algo assim, que pode ser interpretado de ambas as formas e te deixa irritado não importa qual delas você resolva adotar. O animê realmente merece os parabéns.

Ele tem a PACHORRA de mandar um “estava usando meros 10% do meu poder” na metade da temporada. E fala isso com a cara mais séria do mundo. Sinceramente…

Outra coisa que precisa ser comentada é sobre o aspecto técnico do show. Mais uma vez, temos uma impressão de que animês “como esse” tendem a ser mal produzidos, tendo animação desajustada, direção porca e coreografia desanimadora. Embora seja verdade na maior parte dos casos, “The Misfit of Demon King Academy” nos mostrou, outra vez (já é o quê? A terceira vez? Só nessa postagem?), que nem tudo deve ser levado apenas por impressões.
A animação, do estúdio Silverlink, é belíssima e se mantém consistente ao longo de todos os treze episódios; a direção, do dueto Shin Oonuma e Masafumi Tamura, fez jus à complexidade da obra e conseguiu torná-la ainda mais marcante; e a coreografia tornou cada luta em um espetáculo digno de um season finale.

A grande lição que temos que tirar disso tudo é que julgar um livro pela capa etc etc etc. Já conhecemos o ditado, né? De verdade, a lição que fica é sobre expectativas e como o resultado se compara a elas. Eu acabei adorando “The Misfit of Demon King Academy” pois fui com a expectativa mais baixa do mundo, e me deparei com um resultado surpreendentemente acima do que esperava. Isso fez com que minha visão da obra fosse um enorme sorriso. Quando você espera um 2/10 e consegue um 6/10, ele parece muito melhor do que um 6/10 que parecia ser um 9/10. Na prática, o show é um 10/10 no meu coração, que me divertiu horrores por toda sua exibição e provavelmente liderará a minha lista de melhores do ano, para semear ainda mais caos por lá.

Encerro pedindo desculpas ao show, e desculpas A VOCÊ, leitor, que agora vai assistir o animê com uma expectativa super alta e vai se decepcionar. Foi mal.

“The Misfit of Demon King Academy” está disponível na plataforma de streaming Crunchyroll, com todos os 13 episódios com legendas em português.

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Godzilla ganhará um novo anime produzido pela Netflix

A Netflix anunciou que lançará em 2021, um novo anime do Godzilla que terá o subtítulo Singular Point.

O design do monstro será de Eiji Yamamori, animador dos filmes do Studio Ghibli. Já, o visual dos personagens humanos, ficará por conta de Kazue Kato, conhecido por Blue Exorcist.

Uma data de lançamento exata não foi revelada pela Netflix. Contudo, você pode conferir as primeiras imagens logo abaixo.

Godzilla, ou Gojira, fez a sua primeira aparição em 1954, no filme de mesmo nome criado pela produtora japonesa Toho Film Company Ltd. Atualmente, o monstro acumula 32 produções audiovisuais, sendo uma das criações japonesas mais lucrativas da história.

Para futuras informações a respeito de Godzilla, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Funimation chega ao Brasil em Dezembro com 200 animes no catálogo

A Funimation reforçou hoje a sua chegada ao Brasil. A estreia da plataforma está marcada para dezembro, entre os dias 4 e 6, durante a CCXP Worlds. O serviço de streaming anunciou que contatará com mais de 200 animes disponíveis no lançamento e destacou alguns deles.

São eles:

  • My Hero Academia (dublado e legendado)
  • Attack on Titan (dublado e legendado; temporada final exclusivamente dublada)
  • Overlord (dublado e legendado)
  • Sword Art Online (legendado)
  • Fruits Basket (legendado)
  • Tokyo Ghoul (dublado e legendado)
  • Assassination Classroom (dublado e legendado)
  • Blood Blockade Battlefront (dublado e legendado)
  • Fairy Tail – Temporada Final (legendado)
  • Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba (legendado)
  • Cowboy Bebop (legendado)
  • Steins;Gate (dublado e legendado)
  • Love Live! Sunshine!! (legendado)
  • Danganronpa 1 ao 3 (legendado)
  • Noragami (legendado)
  • Rascal Does Not Dream Of Bunny Girl Senpai (legendado)
  • The Promised Neverland (legendado)
  • Plunderer (legendado)

Além disso, a Funimation confirmou que irá adicionar animes da temporada de Outono, que começa agora em Outubro, os episódios chegarão logo após o lançamento da televisão japonesa. Os animes poderão ser assistidos através do site oficial. Já os aplicativos, não possuem uma data definida para chegar.

O preço não foi divulgado.

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Cultura Japonesa Mangá

Uzumaki, NonNonBa e Marcha para a Morte! estão sendo republicados pela Devir Brasil

A Devir Brasil está preparando novas tiragens para três mangás do selo Tsuru. Uzumaki, NonNonBa e Marcha para a Morte! são publicações de enorme sucesso entre os leitores e crítica e premiadas em diversos países. Confira os detalhes abaixo:

Uzumaki

O clássico mangá de terror, criado por Junji Ito, profetizou o clima claustrofóbico e a desigualdade da atual sociedade japonesa, e se tornou o maior sucesso da linha Tsuru da Devir Brasil. Em 2019 a publicação foi vencedora do prêmio Mangá Taisho e existe uma adaptação como anime sendo desenvolvido pela Toonami e Production IG em andamento. Será uma minissérie em 4 episódios.

Acontecimentos grotescos começam a surgir em Kurôzu, a pequena localidade onde Kirie Goshima nasceu e cresceu. O vento sopra em curvas, folhas e ramos se enrolam e a fumaça expelida do crematório sobe desenhando redemoinhos funestos. Logo os humanos também são afetados pelo fenômeno helicoidal. Cabelos se revolvem em círculos e corpos se retorcem… Kirie tenta escapar da cidade para fugir da maldição da espiral.

Uzumaki tem formato 17 x 24 cm, 656 páginas em PB e tradução de Arnaldo Oka.


NonNonBa

Publicado originalmente no Japão em 1977, parte biográfico, parte fantástico, NonNonBa é é a obra-prima de Shigeru Mizuki, um dos autores mais importantes de todos os tempos. NonNonBa mistura autobiografia com realidade fantástica do próprio Mizuki, quando na época de criança, vivia com a sua avó, uma fonte inesgotável de conhecimento sobre os youkais (espíritos-monstros do folclore japonês). Neste mangá, os personagens caricatos e expressivos contrastam com cenários detalhados e realistas, resultando em um trabalho ímpar que é, ao mesmo tempo, delicado e expressivo. A obra está firmemente enraizado em um contexto social e histórico, e passeia pelo mundo sobrenatural.

Em 2007, NonNonBa foi o primeiro mangá vencedor na categoria de Melhor Álbum do Festival de Angoulême. E, em 2013, foi indicado ao Prêmio Eisner de Melhor Edição Norte-Americana de Material Estrangeiro (Asiático).

NonNonBa tem formato 17 x 24 cm, 424 páginas em PB e tradução de Arnaldo Oka.


Marcha para Morte!

Baseado em fatos reais, Marcha para a Morte! é uma criação do icônico Shigeru Mizuki, quando este serviu no Exército. No mangá, Mizuki relata as consequências devastadoras deste episódio para a moral dos soldados. A publicação tem em seu currículo diversos prêmios como um Angoulême (2009) e um Prêmio Eisner (2012).

No final da Segunda Guerra Mundial, os soldados de uma companhia da infantaria japonesa são ordenados a morrer em nome do seu país ou serão executados ao regressar da batalha. A narrativa poderosa e pungente traduz de forma sensível as circunstâncias difíceis e caóticas, em uma declaração de Mizuki contra a futilidade da guerra e a estupidez da mentalidade militar.

Marcha para a Morte! tem formato 17 x 24 cm, 366 páginas PB e tradução de Arnaldo Oka.

Todas as publicações já estão em pré-venda e seus lançamentos oficiais serão em outubro.

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Cultura Japonesa Mangá

Devir Brasil começa a Pré-Venda de Astra Lost in Space – Volume 03

Começou a pré-venda de Astra Lost in Space – Volume 03 aqui no Brasil e a publicação já é o mais vendido na categoria Ficção Científica em Mangá na Amazon Brasil. Criado por Kenta Shinohara (autor de Sket Dance), a série foi vencedora do prêmio Mangá Taisho em 2019.

Em Astra Lost in Space, viajar pelo espaço é uma atividade corriqueira. Um grupo de estudantes do segundo ano partiu para um “Acampamento Planetário” no planeta McPa. Nesse distante ele planeta eles foram absorvidos por uma esfera brilhante e jogados no espaço sideral perto de uma nave abandonada que é a única chance de voltarem para casa.

Nesse terceiro volume, vamos testemunhar que mesmo depois das dificuldades encontradas no planeta Shummoor, a jovem tripulação da Astra chega ao terceiro mundo em sua viagem de volta para casa, Arispade – um verdadeiro paraíso tropical cheio de alimentos e com água abundante à disposição. Todos aproveitam para relaxar um pouco, incluindo o reservado Ulgar – até ele ameaçar Luca com uma arma!

Astra Lost in Space – Volume 03 tem formato 19 x 12,5 cm, 232 páginas em PB e a tradução de Arnaldo Oka. O lançamento oficial será em outubro. A edição da Devir Brasil conta ainda com adesivos exclusivos para a edição brasileira.

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Anime Cultura Japonesa

Crunchyroll exibirá Yashahime: Princess Half-Demon

A Crunchyroll anunciou que exibirá Yashahime: Princess Half-Demon, anime que se passa no mesmo mundo do clássico Inuyasha. O anime estreará no dia 03 de outubro às 7h, no horário de Brasília.

“Yashahime: Princess Half-Demon conta a história das filhas de Sesshomaru e Inuyasha em uma jornada através do tempo. No Japão feudal, um incêndio florestal separa as gêmeas meio-youkai Towa e Setsuna. Em busca de sua irmã, Towa acaba entrando num misterioso túnel que a leva para o Japão moderno, onde ela é criada por Sota, irmão de Kagome Higurashi. Dez anos depois, o túnel que conecta as duas eras se reabre, permitindo que Towa reencontre sua irmã, que tornou-se uma caçadora de youkai a serviço de Kohaku. Para espanto de Towa, Setsuna parece ter se esquecido completamente ela. Junto de Moroha, filha de Inuyasha e Kagome, as três jovens viajam pelas eras numa aventura para reaver seu passado perdido.”

O anime tem produção do estúdio Sunrise e tem na equipe: Teruo Sato, na direção, Katsuyuki Sumisawa, na composição de série, Yoshihito Hishinuma, no design de personagens e Kaoru Wada, na trilha sonora.

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Army of the Dead ganhará um filme prequel e um anime

É oficial, a Netflix anunciou através de suas redes sociais, que Army of the Dead ganhará um filme prequel e um anime spin-off.

“Eu estou muito animado e excitado em formar uma parceria com a Netflix, com o intuito de aumentar o universo de Army of the Dead , através de um filme prequel que e um anime que irá explorar a dinâmica  dos zumbis por meio de um lindo visual”. Disse Snyder em entrevista para a Variety.

Dave Bautista irá reprisar o seu papel na série animada japonesa.

Na trama, um homem reúne um grupo de mercenários para fazerem suas últimas apostas após um surto zumbi se iniciar em Las Vegas. Com isso, os personagens irão se aventurar numa zona de quarentena ao mesmo tempo que realizam o último grande roubo da história.

Para futuras informações a respeito de Army of the Dead, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Anime Cultura Japonesa

O Pikachu do Ash NÃO evoluiu, se acalmem.

Seja lá qual foi a sua idade, se você está neste site, é impossível você não conhecer Pokémon, uma das maiores franquias da Nintendo (e, talvez, do mundo). Desde os anos 90 até os dias de hoje, temos as mais diversas obras baseadas em rinhas de galo legalizadas. Uma delas, e possivelmente a mais marcante de todas, é a versão animada. O animê de Pokémon está no ar desde 1997, e nos vinte e três anos de exibição, acompanhamos Ash Ketchum em suas aventuras com o pequeno rato elétrico que virou o rosto da franquia, Pikachu.

Uma das primeiras grandes derrotas do garoto se dá no Ginásio de Vermilion, onde seu Pikachu é derrotado pelo Raichu de Lt. Surge. Ao perceber que o seu companheiro poderia ficar tão forte quanto o pokémon que o derrotou, Ash se pergunta se deveria evolui-lo. Muitos de vocês devem se lembrar que a convicção do garoto e de seu animal foram bem claras: Eles conseguiriam ficar mais fortes sem a necessidade de uma evolução, e conseguem provar que esforço e trabalho duro podem ser o suficiente para vencer.

A batalha foi relembrada durante um flashback da temporada atual

Avançando alguns anos, sete gerações, vinte e três temporadas e mil cento e vinte e dois episódios, chegamos na causa da discórdia e de muita fake news pela internet afora. Dia 23 de agosto estreou no Japão o episódio 34 da 23ª temporada do animê de Pokémon, entitulado “Saito, a lutadora solitária! O ameaçador Otosupus!” (Tradução livre). Foi um episódio relativamente comum, que seguiu a fórmula que já conhecemos e amamos.

Porém, a chamada para o episódio seguinte causou uma certa comoção na comunidade: Ao anunciar o nome do episódio da próxima semana (chamado “Eu peguei um Pikachu!“), vimos uma cena onde o Pikachu de Ash aparece correndo, tentando fugir de um outro Pikachu, que carrega uma Pedra do Trovão em suas mãos. Ao se esconderem atrás de uma pedra, vemos e ouvimos os claros sinais de uma evolução, e um Raichu surge. Essa cena, em conjunto com as falas dos dois protagonistas, levaram a uma promessa mal contada: Iria o Pikachu de Ash evoluir, após tantos anos?

Pikachu do Gou (esquerda) e Pikachu do Ash (direita)
O desespero no olhar do Pikachu do Ash (direita) ao pensar que poderia deixar de ser o rosto da franquia

Uma semana depois, no dia 30 de agosto, o episódio 35 foi lançado, e a dúvida foi sanada para todos os interessados: Não, o Pikachu do Ash não evoluiu. É claro que não. A cena em questão foi simplesmente uma piada, e vemos logo na sequência que não foi o Pikachu do Ash que evoluiu, mas sim, um dos vários Pikachus selvagens que estão presentes na pedreira onde o episódio se passa. Inclusive, logo depois disso, vemos um discurso do garoto, explicando o motivo pelo qual ele não deseja evoluir seu pokémon. O motivo continua o mesmo que era em 1997.

“Eu fiz PROERD, drogas? Tô fora!” diz Ash, ao recusar a pedra.

No clímax do episódio, a recém-capturada Pikachu de Gou (o parceiro de aventuras de Ash nessa temporada) resolve usar a Pedra do Trovão para evoluir e poder salvar seus novos amigos. Então, de certa forma, tivemos a adição de um Raichu ao elenco principal, só não é aquele que vocês achavam.

No Brasil, a 23ª temporada receberá o nome de “Jornadas Pokémon“, e está programada para ser exibida no Cartoon Network ainda em 2020, apesar de não terem sido divulgados maiores detalhes.

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Review | Captain Tsubasa: Rise of New Champions

Trazer um anime para o videogame nem sempre é uma tarefa fácil de se fazer. Há poucos exemplos de franquias que deram certos nos games, como Naruto, com a série Storm e Dragon Ball, com suas dezenas de games. A aposta mais recente da Bandai Namco veio com Captain Tsubasa: Rise of New Champions, game do anime conhecido no Brasil como Super Campeões.

Será que o jogo desenvolvido pela Tamsoft, consegue transportar o exagero e a dramaticidade de Super Campeões para o videogame?

Comandos familiares e diferentes

Para aqueles que já jogaram FIFA, PES ou até mesmo Bomba Patch, irão reconhecer os comandos do jogo. No entanto, aqui é Super Campeões, então temos comandos e chutes especiais. Precisamos pressionar o botão de chute, para carregarmos uma barra e assim o chute especial será executado. O jogo é bem amistoso e possui diversos tutoriais de defesa e ataque durante as partidas iniciais.

E falando em barra, nós temos várias nesse jogo.

A primeira e mais importante: a barra de Garra, ou seja, a sua energia. É com ela que você irá correr e realizar dribles e chutes especiais. Isso faz com que você tenha que gerenciar a energia de cada jogador e não apenas sair correndo e chutando a bola. Quanto menor sua barra, mais o chute irá demorar para ser carregado ou você irá perder a bola. Além disso, o drible deve ser feito no momento certo. Roubar e perder a bola é muito fácil nesse jogo, vale dizer.

Levei um tempo para me familiarizar com os novos comandos e me desfazer das minhas manias com FIFA.

A outra barra é a da ZONA-V, que dá boost temporário em todo o seu time. Nós carregamos ela justamente fazendo dribles, chutes especiais e, obviamente, gols. Ela também serve para efetuar bloqueios e defesas especiais. Ambas as barras valem para os dois times e você tem que ficar de olho em cada jogador e fazer o movimento na hora certa.

Se você procura algo que seja uma simulação como FIFA e PES, está no lugar errado. O jogo é totalmente focado no Arcade e não tem medo de ser exagerado e ridículo. Os gráficos trazem a sensação de que você realmente está jogando o anime e isso é ótimo. Um ponto negativo que tenho a fazer sobre a animação, é quando os jogadores estão em posse da bola. Parece que há frames faltando e que a bola está dando flicks.

Toda a extravagância do anime aparece no jogo, e durante as partidas mesmo. Dependendo de algum resultado ou de quem está com a posse de bola, o game mostra cenas do anime, refeitas na engine do jogo, ou cenas especiais, como o Furacão Skylab dos Irmãos Tachibana ou do Chute Tigre de Hyuuga. Isso acaba sendo uma faca de dois gumes, pois pode definir o andamento da partida. Em compensação, isso pode te ajudar caso esteja perdendo.

Novas e velhas narrativas

O game tem dois modos de história: Tsubasa e Novo Herói. No primeiro, jogamos com o nosso meio-campista favorito, que tem o sonho de vir jogar no Brasil, revivendo o tricampeonato Nacional da Nankatsu FC. Já no outro modo, enfrentamos seleções do Mundo inteiro, com um personagem criado por nós, em uma história original para o jogo. É uma espécie de modo carreira do FIFA, situado mundo de Captain Tsubasa. Nesse modo, podemos escolher três times para se começar, Furano, Musashi e Toho.

Como dito anteriormente, o modo Tsubasa reconta o começo do anime. Vale dizer que o jogo é baseado no remake de 2018, exibido aqui pela Cartoon Network, então os visuais dos personagens foram atualizados, mas sem perder o charme do mangaká Yoichi Takahashi. Contudo, o game começa a contar a história após os dois primeiros campeonatos de Tsubasa pela Nankatsu, então não temos, por exemplo, Wakabayashi e Misaki, dois icônicos personagens do anime, em seu time.

Essa história “faltante”, pode ser revivida através de Memórias, um item desbloqueável que os jogadores recebem conformam vão avançando em ambos os modos de jogo. Lá, podemos ver essas histórias através de imagens estáticas e uma narração, mostrando os acontecimentos do anime. Ao mesmo tempo que achei isso uma boa sacada, pois elimina tempo de diálogo (e olha que esse jogo tem BASTANTE diálogo) para focar nas partidas, é bastante ruim para aqueles que nunca assistiram o anime antes. 

No modo Novo Herói, começamos com um personagem padrão, sem habilidades ou status aprimorados. Conforme você vai aumentando seu rank com cartas de jogadores, seu personagem conseguirá aprender as habilidades dos mesmos, como o Chute Trivela. As cartas são liberadas através uma espécie de gacha, que também trazem itens que ajudam no seu desempenho em campo, a upar amizades e status. É um sistema meio RPG e fácil de ser aprender.

Nós podemos escolher entre sermos defensores, meio-campistas e atacantes. A cada partida precisamos receber notas boas, que são dadas conforme o seu rendimento na mesma. Aqueles que jogaram o Modo Jornada do FIFA irão reconhecer o sistema.

Apesar de ser uma história original, alguns momentos do anime também são recontados aqui, então acaba dando um senso de continuidade ao modo Tsubasa. Sem falar, que o próprio jogo recomenda que você jogue o primeiro modo antes de partir para o Novo Herói. É uma espécie de filler que acontece antes da real Copa do Mundo no anime. Espero que mais para frente, o jogo ganhe conteúdos adaptando o resto da história. Ainda assim, chamaram dubladores para fazer a maioria das vozes nessa história.

O game também possui árvores de diálogos, que permite você acessar as outras opções de rota no pós-game e então enfrentar outras seleções na Copa do Mundo. No total, o jogo fica com cerca de 10 horas de duração em questão de história. O jogo está totalmente localizado para o português em relação a legendas e menus. Infelizmente não tivemos dublagem disponível.

“Futebol é diversão” – Roberto Hongo

Devo admitir que mesmo sabendo que esse jogo não teria um alto orçamento, eu me divertir bastante com ele. Muito mais do que eu esperava. Jogar Captain Tsubasa é bastante prazeroso e cada partida disputada é emocionante e não deixa o game ficar repetitivo. Ele possui também os modos padrões de jogos de futebol, como partida única, campeonatos e um modo online, que funciona relativamente bem. Não sei se é algo que irá vingar com o tempo.

Dito isso, não acho que seja um jogo que valha o preço que é cobrado (R$ 250 na PlayStation Store e Loja Nintendo, e R$ 180 na Steam).

Captain Tsubasa: Rise of New Champions é um jogo que surpreende com o quão ele é bem feito, com carinho e atenção dos desenvolvedores para capturar todos os detalhes e nuances do anime. É um jogo totalmente focado para os fãs da obra original.

Agradecimentos à Bandai Namco pelo envio do código para análise. O jogo foi testado em um PlayStation 4 e está disponível também para Nintendo Switch e PC (Via Steam).

Ouro – Recomendável