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Savants of Sounds | HQ sobre amor, música e amigos imaginários está no Catarse

Já começou a campanha de financiamento coletivo no Catarse para a HQ Savants of Sounds, que tem roteiro de Gabriel Arrais e artes de Abel. No quadrinho somos apresentados à um mundo em que cada som possui uma personificação, uma espécie de avatar que só é visível para crianças sinestésicas, o que as faz considerar amigos imaginários. Louco não?

Savants of Sounds acompanhamos Boddah, que é a personificação consciente do som que sai de todas as guitarras do planeta. Assim como os outros sons conscientes, Boddah consegue deslocar o seu corpo para qualquer lugar do mundo onde uma guitarra esteja sendo tocada. Não importa o lugar que seja. E assim Boddah vai interagindo com as crianças sinestésicas que conseguem vê-lo.

Mas as crianças crescem e vão perdendo essa capacidade de enxergar e falar com esses “amigos imaginários”. É quando, anos depois, uma dessas crianças já na fase adulta, se torna guitarrista e vocalista de uma famosa banda de rock. Mas ele comete suicídio aos 27 anos, e deixa uma carta para o seu amigo imaginário, Boddah.

Depois de anos recluso e deprimido pela morte, Boddah encontra Stella. Uma adulta que consegue enxergá-lo. O que é algo inédito para o som que sai das guitarras, pois nenhum adulto nunca pode conversar com esses “amigos imaginários”. Muito menos se apaixonarem um pelo outro.

 

Para a molecada mais nova que não sabe, quando encontraram o corpo de Kurt Cobain, depois dele cometer suicídio em 1994, e aos mesmos 27 anos, ele deixou uma carta para o seu amigo imaginário que se chamava… Boddah. Será que Savants of Sounds relata o destino do amigo imaginário do vocalista do Nirvana? Só tem um jeito de você saber.

Savants of Sounds – Parte 1 tem formato americano, 44 páginas coloridas, lombada canoa e capa em triplex 250gr. A história será contada em quatro partes. Para saber mais sobre a campanha, valores, recompensas e claro para apoiar, clique AQUI.

 

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Quadrinhos

Editora Mythos inicia a pré-venda de Hellboy Omnibus Vol. 2 – Paragens Exóticas

Já começou a pré-venda de Hellboy Omnibus Vol. 2 – Paragens Exóticas no site da Editora Mythos. A casa do diabão vermelho aqui no Brasil, está fazendo uma boa promoção com 35% de desconto, para iniciar as vendas, com quatro categorias com os mais variados brindes. São as categorias: Ouro, Prata, Bronze e Diamante (que até o fechamento desta matéria já estava esgotada).

Nessa volumosa edição, acompanhamos as aventuras de Hellboy entre 1998 e 2005, em importantes momentos do personagem de Mike Mignola, como Verme Vencedor, Paragens Exóticas, Mar Silencioso, Mão Direita da Perdição e Ser Humano. Além da arte de Mignola, a edição tem participação de artistas premiados como Gary Gianni e Richard Corben.

A edição reúne histórias publicadas pela Mythos nas famosas Edições Históricas e em outras publicações menores.

Hellboy Omnibus Vol.2 – Paragens Exóticas tem 416 páginas e o preço promocional da pré-venda de R$ 64,90. Saiba mais sobre as categorias, seus respectivos brindes clicando AQUI.

 

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Quadrinhos

Até Que o Mar Nos Separe está em Campanha no Catarse

Está no ar a campanha de financiamento coletivo no Catarse para a HQ Até que o Mar nos Separe, de Edson Bortolotte. É o segundo projeto do autor que está no mesmo projeto, o primeiro foi a belíssima Maré (2018). Apesar do tema, Até que o Mar nos Separe não é uma continuação, mas pode ser encarado como uma obra situada no mesmo universo.

Confira a sinopse de Até que o Mar nos Separe:

“Cansado do cinza da cidade e sua rotina tediosa, Marcus resolve viajar para o litoral. Ele não sabe exatamente para onde ir, mas leva uma foto em mãos e um objetivo na cabeça. Frustrada por ter perdido um show que iria fazer com sua banda, Giulia se envolve com a história do solitário homem e resolve acompanhá-lo em sua busca incerta. Uma jornada de autoconhecimento, dor e alguns bons momentos os aguarda.”

Até que o Mar nos Separe terá formato 14,8 x 21 cm, 60 páginas e impressão colorida. Parra saber mais detalhes da campanha, recompensas e valores clique AQUI.

 

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Literatura

Autobiografia do Primeiro Serial Killer Americano está no Catarse

Está no ar a campanha de financiamento coletivo no Catarse para o livro H. H. Holmes, o 1º Serial Killer Americano. A publicação é uma autobiografia escrita pelo próprio assassino na prisão, enquanto esperava a sua sentença entre o ano de 1894 a 1895. A editora Urso, que faz parte do projeto literário Laboralivros, está de frente na produção.

Herman Webster Mudgett era o nome verdadeiro do homem que ficou famoso pelo bizarro hotel apelidado de Castelo da Morte. Com uma vida repleta de estelionato, bigamia e roubo, H.H. Holmes tinha em suas vítimas, preferência em jovens mulheres.

A publicação inédita no Brasil será traduzida por Aukai Leisner (professor e tradutor de textos políticos, filosóficos e psiquiátricos), irá contar sobre como Holmes se dedicou à construção de seu projeto mais ambicioso, o Castelo. Um prédio gigantesco de três andares, com mais de 100 quartos. Mas os cômodos eram equipados com armadilhas fatais, como jatos de gás venenoso ou um lugar fechado onde a pessoa morria de asfixia. Cheio de passagens secretas, os caminhos levavam os corpos para o porão, onde Holmes esfolava, dissecava e queimava os cadáveres. Até hoje não se sabe o número correto de vítimas.

H. H. Holmes, o 1º Serial Killer Americano na verdade reúne três livros:

  • A História de Holmes por ele mesmo: Este texto se trata do que o próprio Mudget (Holmes) escreveu enquanto ainda sob julgamento, em que afirmava não ter assassinado ninguém.
  • Holmes confessa 27 assassinatos: Este é o segundo texto, também escrito por Holmes e publicado no Chicago Tribune após sua condenação. Aqui, ele admite ter matado 27 pessoas, incluindo algumas que se descobriu estarem ainda vivas à época do julgamento. A parte mais assustadora deste segundo relato é a maneira como ele elogia os detetives do caso. Ao ler, temos a sensação de que ele estava fazendo troça da polícia e que havia confessado muito menos crimes do que havia de fato cometido.
  • O Castelo de Holmes, por Robert L. Corbitt: Neste texto, um repórter contemporâneo de Holmes expõe sua visão sobre o caso e publica fatos adicionais baseados em suas próprias investigações do Castelo de Holmes. Entre suas descobertas, estava um segundo prédio, de propriedade de Holmes, onde possivelmente muitos outros corpos foram enterrados.

    H. H. Holmes e seu hotel da morte.

H. H. Holmes, o 1º Serial Killer Americano tem prefácio de Christian Dunker, psicanalista e professor titular da USP, especialista em Psicologia, Psicanálise e Comportamento. O posfácio será de Luigi Barbieri Ferrarini, mestre e especialista em direito criminal traz em seu posfácio algumas palavras sob a ótica de um criminalista. O livro contará com recortes em fac-símile dos jornais da época que cobriam a investigação e julgamento de Holmes

Para saber mais sobre a campanha, recompensas e valores, clique AQUI.

 

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Música

Planet Hemp está gravando disco com músicas inéditas!

“Os homens fumaça mais uma vez, se apresentam pra missão”

Desde o lançamento de O Sagaz Homem Fumaça (2000), o Planet Hemp não entrava em estúdio para produzir algum material inédito. Nesses 19 anos rolaram dois discos ao vivo, o relançamento do EP Hemp New Year (em plataformas sociais), um longo hiato e até um filme sobre a origem da banda carioca. Pois agora os caras estão voltando.

A banda está na Bahia gravando novo repertório que terá composições de Luís Antônio da Silva Machado, o Skunk (que faleceu em 1994), fundador da banda junto com Marcelo D2. Outras letras foram escritas esse ano, e vão falar do momento político que envolve o Brasil. No melhor estilo Planet Hemp.

“Vamos passar uns 10 dias gravando na Bahia. Nós temos grandes amigos aí. A gente quer usar um pouco desses tambores, desse axé. Vamos produzir esse disco. Estamos num momento político, econômico e social no país que envolve exatamente a temática do Planet e temos que escrever sobre isso”, disse Marcelo D2 ao site Metro1.

O Planet Hemp deu uma parada em suas atividades em 2003, e voltaram a se juntar para um show que rolou em 2010. Mas foi exatamente em 2012 que voltaram com os dois pés na porta, iniciando no ano seguinte a vitoriosa turnê comemorativa de 20 anos da banda. O Planet Hemp tem em sua formação: Marcelo D2 (voz), BNegão (voz), Nobru Pederneiras (guitarra), Formigão (baixo) e Pedro Garcia (bateria).

O cronograma inicial do Planet Hemp prevê que a gravação do álbum, que ainda não teve um título divulgado, esteja concluída até o final do mês de julho. O lançamento será ainda em 2019.

 

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Quadrinhos

Adriana Melo ganha Eisner pela Coletânea Puerto Rico Strong

Na semana passada foram anunciados os ganhadores do Prêmio Eisner, o Oscar dos quadrinhos, da edição 2019. Entre nomes como Tom King, Jason Fabok, Chip Zdarsky, Jeff Lemire e outros estrelados da indústria internacional da nona arte, está a brasileira Adriana Melo com a antologia Puerto Rico Strong: A Comics Anthology Supporting Puerto Rico Disaster da editora Lion Forge.

Com o objetivo de levantar fundos para auxiliar as vítimas do furacão Maria, que atingiu o Porto Rico em 2017, Puerto Rico Strong explora, ao longo das suas 200 páginas, o que significa ser porto-riquenho e a diversidade que existe dentro desse conceito. A coletânea possui mais de 40 histórias e foi muito elogiada por toda a crítica estrangeira pela qualidade excelente das tramas e artes.

A história desenhada por Adriana Melo, intitulada The Dragon of Bayamon, tem roteiro de Jeff Gomez e Fabian Nicieza, apresenta um menino de 12 anos, filho de porto-riquenhos e morador dos Estados Unidos, que vai passar as férias de verão no país de origem dos pais. Lá ele entra pela primeira vez em uma loja de HQs, e encontra, de certa forma, a sua vocação. Confira abaixo a capa de Puerto Rico Strong e algumas páginas da história ilustrada por Adriana Melo:

 

“A ideia da antologia é contar pontos diferentes da história de Porto Rico através de memórias afetivas, trazendo esse país para perto de pessoas que não o conheciam”, explicou Adriana Melo para O Globo. “Esse projeto precisava mesmo ser reconhecido! Desde que o resultado foi anunciado, tenho recebido muito carinho. O prêmio joga um holofote sobre os vencedores”.

Adriana Melo já trabalhou na Marvel Comics e atualmente está com “relacionada” com a DC Comics, em trabalhos em personagens como Arlequina, Hera Venenosa, Homem-Borracha e na série Female Furies. A ilustradora também já trabalhou em livros como Star Wars: Empire Series.

 Puerto Rico Strong: A Comics Anthology Supporting Puerto Rico Disaster ainda não tem previsão de lançamento no Brasil (infelizmente). Quem sabe agora, alguma editora nacional se interessa e publique o premiado material por aqui? Para conhecer todos os vencedores do Eisner, clique AQUI.

E parabéns Adriana!

 

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Quadrinhos

David Bowie | Vida e carreira do cantor vai virar História em Quadrinhos

A vida de David Bowie vai virar quadrinhos. Foi anunciada a  graphic novel Bowie: Stardust, Rayguns & Moonage Daydreams, que será publicada pela Insight Comics, e tem na equipe criativa o desenhista e roteirista Michael “Mike” Allred (iZombie), o roteirista Steve Horton e a colorista Laura Allred. A publicação vai apresentar a biografia de David Bowie, passando da sua vida pessoal até chegar a ícone musical.

“Na vida, David Bowie foi um dos ícones mais magnéticos da cultura pop moderna, seduzindo gerações de fãs com sua música e sua persona de contracultura”, diz a sinopse da biografia. “Na morte, o culto de Bowie só se intensificou. Como músico, o legado de Bowie é notável, mas seu lugar no imaginário popular é muito mais do que sua música. Como artista visual, ele desafiou a classificação com sua psicodélica. estética, sua imagem maior que a vida e sua maneira de pairar na fronteira do surreal “.

Confira a capa e uma prévia na galeria abaixo:

 

David Robert Jones, o popular David Bowie, era conhecido como o “Camaleão do Rock” por sua capacidade de sempre renovar a sua imagem. O cantor foi um dos músicos mais inovadores e influentes de todos os tempos. Bowie faleceu aos 69 anos em 10 de janeiro de 2016. Um filme sobre a sua vida está em planejamento, podendo ter a atriz Tilda Swinton no papel principal.

Bowie: Stardust, Rayguns & Moonage Daydreams terá 160 páginas e prefácio de Neil Gaiman. A publicação só será lançada em janeiro de 2020 nos Estados Unidos. Vamos ficar na torcida para que chegue por aqui.

 

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Quadrinhos

Anunciado o crossover entre Power Rangers e as Tartarugas Ninja nos quadrinhos

Teremos um robô gigante em Nova York? Foi anunciado pela BOOM! Studios e pela IDW, o crossover entre os Powers Rangers e as Tartarugas Ninja. A minissérie que vai marcar o encontro das franquias pela primeira vez nos quadrinhos, terá cinco edições. Confira a sinopse abaixo:

“Os Power Rangers chegam em Nova York para encontrar Tommy Oliver – o Ranger Verde – mas logo descobrem que ele juntou forças com o Destruidor. Enquanto os Rangers lidam com essa traição, eles são confrontados pelas Tartarugas Ninjas. Podem esses heróis achar uma forma de trabalhar juntos para derrotar os vilões e salvar o mundo da destruição total?”

Com roteiro de Ryan Parrott e desenhos de Simone di Meo, Mighty Morphin Power Rangers / Teenage Mutant Ninja Turtles começa a ser publicado em dezembro nos EUA.

 

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Quadrinhos

Tank Girl Um | A garota, o tanque e o seu mundo maluco estão de volta ao Brasil

Para a alegria de muitos, Tank Girl voltará a ser publicada no Brasil. A editora Alto Astral vai trazer as loucas aventuras da personagem criada pelos lendários Jamie Hewlett e Alan Martin. Aliás, será os primórdios da fase da dupla que vai compor o primeiro volume. Tank Girl Um irá reunir as primeiras histórias da garota, seu tanque e o famigerado canguru.

Criada em 1988, Tank Girl surgiu nas páginas da Deadline Magazine. Maltrapilha pilotando um tanque de guerra em um deserto futurista da Austrália, apesar de ter em suas histórias fortes referências da cultura pop britânica, suas histórias vão de missões para organizações passando por desventuras com o Booga, seu namorado, um canguru mutante. Jamie Hewlett e Alan Martin trabalharam com a personagem até meados dos anos 90. Depois disso, Tank Girl seguiu com HQs esporádicas, e Hewlett ficou envolvido com a criação do visual da banda Gorillaz enquanto Martin chegou a fazer algumas minisséries dela em 2007.

No Brasil, algumas histórias da Tank Girl foram publicadas pela extinta e clássica revista Animal durante a década de 90. O planejamento da Astral Cultural é que Tank Girl Um seja a percussora de uma série de edições remasterizadas que apresenta a personagem em ordem cronológica. A edição ainda contará com uma introdução inédita e ilustrada de Alan Martin e com um material totalmente raro da guria mais skinhead grossa, pinguça e pilota de tanque dos quadrinhos.

Tank Girl Um tem formato 26 X 18 cm, 144 páginas em P&B e já está em pré-venda nos principais sites.

 

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Detective Comics Quadrinhos

Precisamos de mais Histórias de Amor com a cor Azul

“Só o amor pode salvar o mundo. Por que eu teria vergonha de amar?”

Sempre que eu via algum texto, foto ou algo referente à graphic novel Azul é a Cor Mais Quente, sempre pensava com meus botões “preciso ler isso.” e isso ocorreu durante anos. Pois bem, o dia da leitura chegou, e agora mudo minha frase para um questionamento: “porque, diabos, eu demorei tanto para ler isso?”.

A francesa Julie Maroh, que é ativista do movimento pelos direitos dos homossexuais, começou a escrever a história com 19 anos e levou cinco para concluir. Azul é a Cor Mais Quente foi publicado em 2010, e conta uma história de amor que todos nós gostaríamos de ter vivido. O romance tem encontro e desencontros, brigas, momentos íntimos, felicidade, tristeza, tem o fator de lutar pelo amor, de sair do porto seguro, tem o medo de dar errado, o medo de estar errado e tem a recompensa de quando as coisas vão bem. Ele fala sobre as crises adolescentes, o medo de encarar a sexualidade, de o que a sociedade pode pensar, de viver o que se quer de verdade. E sobre amadurecimento. Tudo que sonhamos encontrar em uma grande história de amor, inclusive nas que gostaríamos ou queremos viver está lá.

No livro conhecemos a simpática Clémentine, uma jovem que leva uma vida normal, com a correria de provas, seus amigos, pais que se preocupam que horas ela vai chegar em casa e namoro escolares. Mas a cinzenta vida da garota ganha uma cor. A azul. Quando ela vê uma bela menina com os cabelos dessa cor que no meio da multidão sorrir para Clémentine. O que vemos daí para frente é uma bela história de idas e vindas pelo verdadeiro amor. O amor que você sente pulsar dentro de ti.

Esse amor é despido de preconceitos. Sejam eles sexuais, raça, estéticos, financeiros e até mesmo moral. O que Clémentine e Emma passam para os leitores é que o amor pode e deve acontecer, não importando o tsunami de coisas contrárias que possam surgir. Muitas vezes deixamos de amar e se permitir ser amados por motivos banais. De como comentários mesquinhos e maldosos. Ou do fato de queremos somente seguir as cartilhas que impõem como corretas, acabam condenando vidas à romances errados. No caso das nossas protagonistas, tudo é mais complicado. Ainda mais em um mundo em que o preconceito é forte e dolorido.

Azul é a Cor Mais Quente é uma grande ciranda de emoções. Quando eu digo que o preconceito é forte, é uma das latentes da trama. Ele brota dos amigos, dos pais e da própria Clémentine. Essa é a primeira ciranda. Ao mesmo tempo que ela se sente bem quando se propõe a amar de verdade, ela sente vergonha. Se sente cometendo um ato falho. E quando ela decide que quer ficar com Emma, que também tem seus problemas. E tem mais uma ciranda. Emma é mais velha, tem um relacionamento longo com outra mulher, ela sente medo de por Clémentine ser muito jovem, isso ser apenas uma fase. A cada página as emoções vão consumindo as duas e o leitor.

Uma coisa que conversa muito bem com o leitor em Azul é a Cor Mais Quente são os gestos. O silêncio em alguns quadros, mas que são gritantes com os gestos e movimentos dos personagens são tocantes e valorizam demais a narrativa. Esse silêncio, juntamente com a palheta de cores engrandecem a obra. O mundo extremamente cinza se contrasta com o azul do amor. Todo momento azul é uma explosão de emoções para Clémentine, mas quando o azul sai de cena, o mundo desmorona.

Falei mais acima que Azul é a Cor Mais Quente é uma lição de amor que todos devemos aprender. E realmente é isso e além. Ele também fala da vida a dois em momentos difíceis e até de fidelidade. De amadurecer rápido, de crescer e assumir responsabilidades que não eram planejadas quando se é apenas uma criança. Lutar contra tudo e contra todos. Até se preocupar com o momento sócio-político que a França passava na época em que Nicolas Sarkozy ganhou as eleições. Mas sempre para viver o amor. Essa é a maior lição de Azul é a Cor Mais Quente, sempre pelo amor.

Azul é a Cor Mais Quente tem formato 25 x 17 cm, 160 páginas e o preço de R$ 44,90. A graphic novel chegou ao Brasil em 2013 pela editora Martins Fontes.