Categorias
Quadrinhos

Confira os detalhes do 1º Prêmio Mapinguari de Quadrinhos

Com a missão de dar mais visibilidade à produção de histórias em quadrinhos da Região Norte do Brasil, foi anunciado hoje o 1º Prêmio Mapinguari de Quadrinhos. Idealizado pelo site Mapingua Nerd, o prêmio vem para coroar a crescente cena de quadrinhos e arte ligada a cultura geek na região norte.

Confira as categorias:

MELHOR DESENHISTA
MELHOR ROTEIRISTA
MELHOR ARTE-FINALISTA
MELHOR COLORISTA
MELHOR QUADRINHO
MELHOR WEBTIRA OU WEBQUADRINHO
MELHOR SUBPRODUTO OU ADAPTAÇÃO DE HQ
MELHOR BANCA OU COMIC SHOP (CATEGORIA DE VOTO POPULAR)

Valorizar os artistas da região e os demais envolvidos na produção de quadrinhos locais, o 1º Prêmio Mapinguari de Quadrinhos será realizado com o apoio da Prefeitura de Manaus e da Fundação Municipal de Cultura Turismo e Eventos – Manauscult.

Um belíssimo time de jurados foi escolhido a dedo para analisar as obras inscritas: Belle Felix (Editora na Panini Comics), Sâmela Hidalgo (Produtora Editorial no Studio Eleven Dragon e curadora dos títulos da plataforma de HQs digitais Social Comics), Marcelo Naranjo (Editor do site Universo HQ), Luiz Andrade (Escritor, produtor e editor) e Otoniel Oliveira (Quadrinhista, ilustrador, professor universitário e diretor de filmes de animação).

Serão aceitas obras publicadas entre 30 de janeiro de 2020 até 30 de janeiro de 2022. E as inscrições começam no próximo dia 30 e vão até o dia 20 de fevereiro, no site Premio Mapinguari.

Vamos conhecer os vencedores no dia 25 de março. Para saber mais sobre o regulamento, clique AQUI.

Categorias
Quadrinhos

Editora Conrad volta a publicar no Brasil a clássica Mouse Guard – Os Pequenos Guardiões

A editora Conrad iniciou a pré-venda de Mouse Guard – Os Pequenos Guardiões – Outono de 1152, clássica série de histórias em quadrinhos do escritor e ilustrador David Petersen. Mouse Guard é um sucesso de público e crítica, tendo em seu currículo o Prêmio Will Eisner em duas categorias.

Na trama, ratos antropomorfizados lutam para viver em segurança e prosperar em meio a predadores e a um mundo hostil. Assim, a Guarda foi formada: mais do que soldados que lutam contra intrusos, eles são guias para os ratos comuns que procuram uma jornada sem perigo de uma aldeia para outra. A Guarda patrulha as fronteiras, encontra rotas seguras por territórios perigosos e terrenos traiçoeiros, vigia as mudanças do tempo e mantém os Territórios dos ratos livres de predadores. Eles fazem tudo com dedicação para que possam não apenas existir, mas viver de verdade.

Em Outono de 1152, Saxon, Kenzie e Lieam, três Guardiões, recebem a missão de encontrar um mercador desaparecido que nunca chegou ao seu destino. A busca pelo rato perdido revela muito mais do que esperavam, como a existência de um traidor nas fileiras da Guarda.

Mouse Guard é uma série em quadrinhos tão popular e de sucesso tão grande que dele foi criado um RPG no final de 2008 e quase aconteceu um filme em 2016, com direção de Matt Reeves (diretor do próximo filme do Batman). Mas o projeto cinematográfico foi cancelado.

A Conrad chegou a publicar parte da obra anteriormente, em 2008, quando foram lançados seis edições de 28 páginas.

Mouse Guard – Os Pequenos Guardiões – Outono de 1152 tem formato 20.5 x 3 x 20.5 cm, 200 páginas e tradução de Tatiana Öri-Kovács e Guilherme Kroll. Se comprar na pré-venda, você garante um desconto de 30%.

Categorias
Quadrinhos

Comix Zone inicia a pré-venda de A Herança do Coronel de Carlos Trillo

A editora Comix Zone iniciou a pré-venda de A Herança do Coronel, que tem roteiro de Carlos Trillo e desenhos de Lucas Varela. É mais uma HQ para o belíssimo catalogo da editora que se destaca, além das edições caprichadas, em publicar histórias argentinas e com bastante material de Trillo.

Confira a sinopse abaixo:

“Elvio Guastavino, um homem franzino e aparentemente inofensivo, recebeu uma herança pesada de seu pai, um altivo e severo coronel chamado Aaron Guastavino. Considerado um dos maiores carrascos da ditadura militar argentina, costumava treinar suas técnicas de tortura em bonecas antes de aplicá-las em prisioneiras de carne e osso, dentro de sua própria casa. Elvio tenta transformar essas memórias perturbadoras em momentos maravilhosos de uma vida familiar exemplar. Para ele, realidade e imaginação começam a se misturar.”

 

A Herança do Coronel é uma das graphic novels mais brutais já realizadas sobre os anos de chumbo na Argentina e foi escolhida para a seleção final do Festival de Angoulème na França em 2009.

A Herança do Coronel tem formato 19 x 25.5 x 1.5 cm, 104 páginas, capa dura e a tradução de Fernando Paz. Comprando o seu exemplar na pré-venda, você garante 30% de desconto.

Categorias
Detective Comics Quadrinhos

A Leitura Que Me Fez Bem! As Indicações de 2021!

Em todo mês de dezembro, surgem as famosas “listas dos melhores do ano”. Ano passado, resolvemos criar algo diferente e juntamos um time de pessoas que fazem parte da mídia de quadrinhos, ou então que fazem quadrinhos ou que são leitores, e criamos A Leitura que Te Fez Bem. Aquele gibi ou livro que te fez bem no ano que passou, que tenha mexido com você de alguma forma.

Esse ano juntamos uma galera de primeira linha e pedimos para realizar a mesma coisa. E o resultado foi muito bom.

Principalmente, por que esse ano reuniu algumas resenhas de quadrinhos nacionais e de uma galera que… digamos… é mais “underground”. O que é bom, por que se tem uma coisa que eu adoro é divulgar a galera dos quadrinhos nacionais. Principalmente a galera lá da labuta.

Mas também temos arrasa quarteirões como X-Men do Jonathan Hickman, Incal, temos mangá, livros e a maravilhosa Berlim. Ou seja, tem para todos os gostos. Se te fez bem, se colocou sua massa para pensar, se te deu um alivio e te divertiu. Então o gibi cumpriu a sua missão.

Um time lindo, cheiroso e talentoso, colocou aqui suas leituras que, de alguma forma, marcaram ou que ficou na mente esse ano e indica para você, queridaço leitor! E aqui está a leitura que fez bem para todos nós:

Quadrinhos Azedos Vol. 0 (Felipe Limão) – Por Ricardo Ramos

O quadrinista e professor Felipe Limão não fez uma coletânea com suas histórias. Ele agiu como a música da banda Engenheiros do Hawaii chamada Armas Químicas e Poemas: “Eu abri meu coração, como se fosse um motor. E na hora de voltar, sobravam peças pelo chão. Mesmo assim eu fui à luta…” sim, Felipe foi a luta e apresenta um dos quadrinhos mais sinceros que transbordam sentimentos que li esse ano. Ele junta tudo que vivenciou na pandemia do COVID-19 desde o ano passado, em relação a seu relacionamento, vida financeira, raiva do negacionismo, medo de perder pessoas queridas, conviver com perdas cada vez mais próximas… e também a alegria de reencontrar parentes, amigos e uma retornada a “vida normal”.

Quadrinhos Azedos V.0 reúne essas passagens e também trabalhos do Felipe Limão publicados em 2019 como a excelente Tempo Acúmulo. Em uma viagem existencial, onde tudo depressão e desanimo batem de frente com esperança e a alegria de uma vida simples, Quadrinhos Azedos é um espelho para muita gente que se vê nas situações do Felipe.

Para poder ter o seu exemplar, você pode entrar em contato direto com o autor pelo Twitter ou assinando a sua campanha no Padrim.


Manual do Minotauro (Larete) – Por (Laura Athayde – designer, ilustradora e quadrinista)

Eu adoro quadrinhos, mas eu AMO tirinhas! Não é à toa que esse é o formato que mais exploro no meu trabalho. Acho que tirinhas têm um potencial imenso de provocar reflexões e sentimentos com poucos e bem pensados quadros. Por isso, a minha leitura preferida do ano (que, na verdade, ainda não terminei) é o Manual do Minotauro, da Laerte. Bem conhecida pelas tirinhas com personagens engraçados e charges de cunho político, em 2004 Laerte começou a testar formas diferentes de fazer quadrinhos.

Ela foi pra um caminho mais filosófico e experimental, e são esses trabalhos que estão compilados no Manual do Minotauro. O livro tem mais de 1.500 tirinhas, a maioria delas composta de 4 quadros. E é incrível ver tantas formas diferentes que a autora encontrou de preencher esse espaço!

Manual do Minotauro é uma publicação da Quadrinhos na Cia.


X-Men (Jonathan Hickman) – Por Konema (Podcaster do HQ Corp e comentarista de NBA no Twitter)

Meu prêmio de melhor quadrinho do ano vai para os X-men de Jonathan Hickman!

Não é de hoje que a gibisfera rasga elogios ao Hickman e nessa fase dos mutantes não poderia ser diferente! Depois de anos de história de sofrimento com lapsos de sucesso, Jhonathan vem para escrever um épico mutante onde a raça Homo-Superior finalmente irá PROSPERAR no universo Marvel!

Tem como isso ser ruim?

Esse foi o melhor título que li esse ano, disparado, chegava a da crise de ansiedade esperando a próxima edição, coisas como a formação da nação mutante Krakoa a planos “sem falhas” do futuro da raça mutante arquitetado por Magneto e Xavier em cima de uma pilha de segredos.

Um dos pontos mais altos para mim é como o Hickman escreve o Ciclope, Scott Summer tomou no meu coração o primeiro lugar antes conquistado pelo Logan, neste título ele contempla que FINALMENTE a raça mutante chegou a um patamar onde não está mais se matando, onde não a mais necessidade de revolução ou guerras e que finalmente eles têm uma terra para chamar de sua, ele nunca teve isso e vai lutar com tudo o que tem para manter, é apaixonante ver a evolução do personagem de aluno, líder, revolucionário para agora protetor!

Eu poderia perder horas falando desse título, até já fiz isso em outras mídias, mas fica aqui para vocês a melhor leitura do meu ano de 2021.

X-Men é publicado no Brasil pela Panini Comics.


Dez Dias num Hospício (Nelly Bly) – Por Raphael Fernandes (Editor-Chefe da Editora Draco e sangue bom demais)

Dez Dias num Hospício, de Nelly Bly, foi uma grata surpresa e acredito que foi o livro mais interessante que li este ano. Trata-se de uma reportagem de 1887 sobre o sistema manicomial norte-americano, que foi escrita por uma das pioneiras do jornalismo investigativo.

A jovem Bly conseguiu forjar facilmente a própria condição mental e testemunhou como funcionava o encarceramento de mulheres em instituições para “tratamento” de pessoas com algum tipo de distúrbio mental. Uma reportagem brutal, muito bem escrita e que revela que o inferno somos nós.

Dez Dias num Hospício é uma publicação da Editora Fósforo.


Tecnodreams (Isaque Sagara) – Por Monique Mazzoli ( Podcaster Yellow Paper, HQ Corp e redatora da Torre de Vigilância)

Meu quadrinho escolhido do ano de 2021, entre muitos que eu também gostaria de falar, é o Tecnodreams do Isaque Sagara. Tecnodreams aborda um cenário futurista, mas que infelizmente ainda está preso em questões do passado, uma realidade ainda muito atual para todos nós, como a desigualdade social e a ideia errônea da meritocracia.

A HQ narra como a possibilidade de obter um pouco mais de poder sobre o próprio destino, ainda que em um mundo de realidade virtual, faz com que o ser humano passe rapidamente de oprimido a opressor. Com o Slogan: “Seja o que você quiser” a tecnologia Orion, da empresa Tecnodreams, faz com que seus maiores sonhos e desejos estejam a um passo de distância, basta desejar.

O trabalho do professor e quadrinista Isaque Sagara, sempre aborda questões sociais, mostrando como ainda vivem boa parte dos brasileiros, com temas pertinentes a serem debatidos, independente do cenário apresentado. Recomendo demais, não apenas esta HQ, como também seus outros trabalhos.

Tecnodreams é uma publicação do selo Negrogeek.


Dampyr (Mauro Boselli e Maurizio Colombo)  – Por  Caio Oliveira (Cantinho do Caio e o mais amado pelo fãs do Snydercut)

Quando me pediram pra resenhar o melhor gibi que li em 2021, eu tive que parar e pensar bastante pra lembrar qual foi. Não que não tenha lido coisas incríveis esse ano, mas: 1- queria evitar cair em Demolidor do Zdarsky ou Hulk do Ewing; 2- o grosso do que tenho lido nos últimos anos são compilações gringas de gibis velhos que li nos anos 80 e 90, e não sabia se isso funcionaria na proposta que me pediram. Foi então que me decidi por Dampyr, da Editora 85, que tá fazendo um excelente trabalho editorial em suas publicações. Dampyr nem sequer é meu fumetti favorito em bancas atualmente (esse seria Mágico Vento), mas eu tenho um carinho especial por Harlan Draka e seus companheiros por ter sido o primeiro fumetti que comprei em bancas, em 2004, quando ainda era publicado pela Mythos. Eu já lia Ken Parker, Dylan Dog e Mágico Vento que comprava em sebos, mas comprar a edição na banca me pareceu na época um ato de traição contra os gibis americanos, meu xodó na época! Me senti ousado e aventureiro!

Mas do que trata Dampyr? É a velha história de um caçador de vampiros filho de um vampiro mais poderoso. O diferencial de Dampyr é a ambientação, quase sempre as histórias se passam em cidades do leste europeu (em especial Praga) onde eclodem guerras civis, um prato cheio pros vampiros, que se banqueteiam. Na edição 7 da Editora 85, nós temos 4 histórias, 3 delas escritas por Mauro Boselli e uma escrita por Maurizio Colombo, os criadores do personagem. Eu prefiro a escrita do Boselli, acho mais fluida, em especial na história que abre a edição, “Pesadelo Flamengo”, sobre dois amigos idosos envoltos no mistério  do assassinato de seus velhos conhecidos de infância, numa trama de terror que deixaria Dylan Dog orgulhoso! Isso com a arte magistral de Luca Rossi (aliás, todos os artistas dessa edição 7 são fantásticos!).

Enfim, Dampyr é um bom gibi pra quem procura ação, terror e até um pouco de tramas históricas. Recomendo demais!

Dampyr é publicado no Brasil pela Editora 85.


Laura Dean Vive Terminando Comigo (Mariko Tamaki e Rosemary Valero-O’Connell) – Por Fabi Marques (Colorista e podcaster do 1001 Crimes e DFP)

Laura Dean Vive Terminando Comigo é uma daquelas hqs que a gente lê de uma vez só e depois fica olhando pra parede se sentindo órfão.
Os personagens são tão bem escritos que a gente vive todo o ciclo de estar preso em um relacionamento tóxico e sente o frio do coração de gelo de uma pessoa que não está emocionalmente disponível, no caso, a Laura Dean.

O enredo é muito bem construído, no meio existe uma certa confusão que é exatamente o sentimento de um relacionamento abusivo não linear, com seus altos e baixos muito baixos mesmo.

Um quadrinho que mostra que todes nós estamos sujeitos a cair em armadilhas tóxicas e não é nossa culpa. Um quadrinho que pode ajudar a curar um coração partido mas também ensinar outras pessoas a terem mais empatia, enquanto mostra o verdadeiro valor das amizades e que você não está só.

Laura Dean Vive Terminando Comigo é uma publicação da editora Intrínseca.


Detrito – do caos a lama (João Carpalhau, Alex Genaro e Cristiano Ludgerio) – Por Paloma Diniz (Desenhista e quadrinista)

Sinopse: a história se passa na Baixada Fluminense, no Estado do Rio de Janeiro, e narra o dia a dia de Renato Barros, um professor que está num momento muito ruim e delicado em sua vida pessoal e profissional. Como se não pudesse piorar mais, acontece um acidente químico após um assalto a um carro com carga radioativa na cidade. O que mudará completamente a vida do Renato e das pessoas na história. Baseada em fatos trágicos e reais que ocorreram em 2012 na cidade de Duque de Caxias-RJ, apesar de ficcional, traz muito da realidade brasileira.

Pessoalmente, é uma HQ na qual me identifico e que gostei muito em todos aspectos: uma HQ brasileira, feita por brasileiros, ficcional e bem embasada na nossa vida; uma história completa (com começo, meio e fim), num formato fácil de manusear, confortável de ler, e o melhor: preço acessível. Pra mim, o melhor de uma produção brasileira em todos os quesitos. Precisamos de mais HQs como estas.

Detrito – do caos a lama é uma publicação da Capa Comics.


Ao No Flag (Kaito) – Por Bruno Fonseca (Editor-Chefe do site Proibido Ler)

Sabe aquelas leituras que não exige nada do leitor? Você não tem que ter conhecimento prévio de nada, nem precisa se esforçar muito pra entender a trama. É sentar, ler e se divertir de um jeito simples e prazeroso. Assim é Ao No Flag, mangá escrito e ilustrado por Kaito.

Na história, três jovens estão naquele período de se formar no Ensino Médio e entrar na faculdade. Um período cheio de dúvidas e incertezas, mas que ficarão menos pesado por conta dos protagonistas. Aqui, todo mundo gosta de todo mundo, mas ninguém tem coragem de assumir e eles vão de um jeito único se entendendo e te cativando. Leitura boa para desestressar e relaxar.

Ao No Flag é publicado no Brasil pela Panini Comics.


Incal (Alejandro Jodorowsky  e Moebius) – Por Carlos Pedroso (Yellow Paper poscast)

Um dos quadrinhos que me marcou em 2021 foi Incal, escrita por Jodorowsky e desenhada por Moebius, da editora pipoca e nanquim. Incal apresenta um futuro distópico cheio de bizarrices, ação e aventura capazes de me fazer imaginar no mundo real como tudo isso seria. Com uma visão particular para um futuro a autor nos apresenta a uma intriga intergaláctica ala Star Wars, cheio de inimigos perigosos que querem dominar o universo e aliados inesperados. Incal conseguiu me prender da primeira à última página com maestria, e conforme fui entrando e conhecendo seus personagens fiquei de boca aberta com o roteiro e artes casam de uma forma única, construindo todo universo e com seus personagens cheio de camadas e história bizarras.

Particularmente o querido Jonh Difoo que mais parece um velho rabugento que só sabe reclamar, foi sem dúvida o melhor personagem. Sempre reclamando de algo, o duvidando o tempo todo e sendo o herói improvável. Outro que me cativou foi o Metabarão, personagem frio e calculista, cheio de manias mais parecido com o “Hitman do jogo”, o Metabarão deu um ar de filmes dos anos 80 para a trama. O mais interessante é que todos os outros personagens são importantes para o desenvolvimento da trama e tem seu momento. E meu, que história concisa, densa e cheia de reviravoltas e surpresas que te prende e te faz querer chegar ao final para descobrir o que vai acontecer com nossos heróis.

Com uma arte impecável e roteiro sensacional, Incal sem dúvidas é uma das melhores leituras que fiz nesse ano fácil. Um adendo, cara que cores tem esse quadrinho, com uma coloração viva que realça todos os ambientes, além de destacar em detalhes os ambientes, planetas e pessoas. Esse é o tipo de quadrinho, com uma combinação perfeita na minha opinião como fã de ficção científica e tem tudo para quem gosta do gênero, viagem espacial, tramas bem elaboradas, uma visão distópica do futuro e muita ação.

Incal é uma publicação da editora Pipoca & Nanquim.


Berlim (Jason Lutes) – Por Léo Palmieri (Podcaster Gibi Nosso de Cada Dia e fundador do site Crossover Nerd)

Imagine acompanhar algumas vidas durante o conturbado período de 1928 a 1938 em Berlim. Neste incrível quadrinho, Jason Lutes conseguiu sintetizar de forma magistral, acontecimentos incríveis na vida de pessoas comuns na cosmopolita Berlim dos anos 30. Aqui, vemos como foi a ascensão do Nazismo frente a todas as situações ideológicas possíveis, bem como este regime totalitário se utilizou de toda a cultura e informação para, aos poucos, estabelecer o seu poder.

Jason Lutes demonstra neste trabalho, que além de uma narrativa sem igual (beirando a cinematográfica em algumas situações), domina muito da história da Alemanha. Os Embates dos Nazistas contra os comunistas, a troca de situações quase novelescas, o auge e queda de pessoas, comércio, cultura e liberdade. Berlim não é uma obra fácil de se digerir, se você não for uma pessoa empática. Esse quadrinho me tocou muito nesse ano.

Berlim foi publicada pela Editora Veneta.


Juquinha: O Solitário Acidente da Matéria (Max Andrade) – Por Gabriel Ávila (Jornalista do site Jovem Nerd)

Juquinha: O Solitário Acidente da Matéria é a típica HQ que engana o leitor. Se você confiar na sinopse, vai achar que está comprando um “mangá sobre aceitação e amadurecimento em uma realidade” – o que não é mentira, mas não é toda a verdade. Partindo desta ideia, que parece simples, Max Andrade (Tools Challenge) constrói uma história que é ao mesmo tempo grandiosa e metalinguística, como também é intimista e sincera.

É nesse equilíbrio de coisas que parecem antagônicas que esse quadrinho sustenta em uma história cativante as infinitas referências que habitam a mente de um dos maiores talentos dos quadrinhos. E faz tudo isso com uma sinceridade vibrante que torna a experiência memorável e o Juquinha um dos mais queridos personagens das HQs.

Vida longa ao Juqs!

Juquinha: O Solitário Acidente da Matéria é uma publicação da Editora Draco.

 

Categorias
Cinema Quadrinhos

Campanha para levar o filme em animação do “Bob Cuspe” à disputa pelo Oscar 2022 está no Catarse

Está no ar a campanha Leve um Punk pro Oscar, que é um financiamento coletivo no Catarse para ajudar na na viabilização da divulgação da animação Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente para a corrida da tão sonhada estatueta. A verba da campanha será para divulgação do filme nos EUA.

Antigamente o Governo Federal costumava ter um valor reservado para ajudar filmes brasileiros que conseguissem se qualificar para disputar o Oscar. Mas infelizmente, com a “liderança” que o país tem hoje, ou os filmes dependem com que se realmente se importa com a Cultura Brasileira ou morrem na praia. Além de ser um filme com um personagem icônico do grande Angeli, Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente é o segundo longa-metragem feito com a técnica de stop motion de toda a história do cinema brasileiro.

Confira a sinopse de Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente:

“O cartunista Angeli sofre de uma crise de ansiedade e pensa em matar Bob Cuspe, o famoso personagem punk e agressivo criado na década de 1980. Enquanto isso, dentro de sua cabeça, o próprio Bob Cuspe pensa em como fugir de um cenário pós-apocalíptico com ajuda de Rê Bordosa, os Skrotinhos, Rhalah Rikota e os irmãos Kowalski.”

Para saber mais sobre a campanha de Leve um Punk pro Oscar, suas recompensas, valores e claro para apoiar, clique AQUI.

Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente tem direção de Cesar Cabral e conta com as interpretações de voz de Milhem Cortaz, Paulo Miklos, André Abujamra, Grace Gianoukas e Hugo Possolo e ainda com as vozes de Angeli, Carolina Guaycuru, Toninho Mendes e Laerte.

O longa foi premiado no Festival de Annecy, e de ser o primeiro Latino Americano a receber o principal prêmio do Festival de Ottawa, os dois mais importantes do gênero animação.

Categorias
Quadrinhos

Saiba detalhes do 1º Prêmio Sul-Americano de Quadrinhos, das editoras Comix Zone, Loco Rabia, Historieteca e iLatina

E nasceu o 1º Prêmio Sul-Americano de Quadrinhos! Concebido da parceria entre as editoras Comix Zone, Loco Rabia, Historieteca e iLatina, onde visa premiar, em duas categorias, quadrinhistas sul-americanos com um adiantamento dos direitos autorais no valor de US$ 4.000,00 e terão seus trabalhos publicados simultaneamente no Brasil, na França e na Argentina.

Confira as categorias do prêmio:

Graphic Novel

Histórias complexas, desafiadoras e adultas, que se apropriem de temas sociais, ambientais, políticos, pessoais ou coletivos. “Que usem a ficção ou não ficção como riqueza em suas tramas e que nos façam crescer como leitores e como pessoas”, diz a descrição dos editores.

Uma atenção especial será dada às propostas de jornalismo em quadrinhos que contem com uma sólida investigação a partir da colaboração entre jornalistas e quadrinhistas.

Quadrinho de Gênero

Ficção científica, terror, aventura, policial, fantasia, fantasia heroica, histórico ou faroeste. “Esperamos histórias que brinquem com os gêneros, que explorem suas possibilidades e seus limites. Esperamos que os renovem ou que recuperem sua essência clássica. O importante é o percurso que nos propõem como leitores e a fruição de uma história bem contada”, descrevem os editores.

Uma atenção especial será dada à arte e à narrativa gráfica, como também à originalidade da história.

Para saber de todos os detalhes, regulamento e como enviar os trabalhos, acesse o site oficial do 1º Prêmio Sul-Americano de Quadrinhos, clicando AQUI.

Categorias
Quadrinhos

Está no Catarse a campanha para Cenouras Malditas, HQ do mototaxista Luís Celso

Na última semana uma matéria da TV Clube, uma afiliada da Rede Globo do Piauí, relatou que no bairro da Esplanada, zona sul de Teresina (PI), que o mototaxista Luís Celso passa seus momentos em que espera passageiros criando histórias em quadrinhos. A atividade dos quadrinhos está com Celso desde que ele era apenas um guri de 12 anos, mas infelizmente, elas nunca foram publicadas.

Bem, isso pode mudar agora.

A editora Quinta Capa soube da história de Luís Celso e resolveu dar um outro rumo. E assim deu início a campanha de financiamento coletivo no Catarse para Cenouras Malditas, onde reúne diversas histórias criadas pelo mototaxista, movidas pelo seu amor pelos quadrinhos. Luís Celso é uma pessoa autodidata e faz quadrinhos para se divertir, meio como hobby, meio como terapia. Mas com um traço popular, de massa, grande alcance, simples e com uma técnica forte de hachura.

 

Cenouras Malditas seis pequenas histórias, por exemplo, a trama que dá título a HQ vemos um agricultor que para se vingar de dois bandidos, resolve fazer um pacto com o diabo e o pobre agricultor vira uma espécie de pazuzu!

Isso deve ser bom demais, na moral.

Cenouras Malditas terá 52 páginas e para saber mais sobre a campanha, valores e recompensas, clique AQUI!

Categorias
Quadrinhos

Noite na Taverna ganha adaptação em Quadrinhos pela Editora Ateliê

Clássico da literatura brasileira, Noite na Taverna recebe a sua adaptação para os quadrinhos. A publicação é da editora Ateliê e é capitaneada por Marcel Bartholo. Escrito por Álvares de Azevedo, o romance gótico foi publicado originalmente em 1855, três anos após a morte do autor, e simbolizava o romantismo brasileiro e marcou um grupo de escritores conhecidos pela boemia que eram chamados de geração mal do século.

As narrativas de cada personagem do livro flertam com o mistério, o suspense, a morte, com um grupo de estudantes que se encontram numa taverna para narrar e compartilhar histórias sobrenaturais pelas quais teriam passado.

Sol­eri, Bertram, Gennaro, Claudius, Arthur e Johann, entre bebidas e risadas, com doses de ironia e dúvida, num lugar soturno qualquer, tecem fatos extraordinários e revivem experiências com o sobrenatural, cada qual à sua maneira. Cada parte da narrativa é um conto proferido por um dos narradores, com um ­final surpreendente.

As histórias do livro falam de temas como o tédio, o obscurantismo e o sobrenatural. Tudo permeado pelo spleen, expressão que a crítica literária cunhou para denominar o sentimento de tristeza, melancolia que se abate nos personagens da narrativa e que também pode ser identifi­cado em outras obras do período romântico.

Noite na Taverna tem formato 20,5 x 27,5 cm, 104 páginas e o valor de R$110,00. Mas no site da editora, você consegue um desconto no valor, clique AQUI.

Categorias
Quadrinhos

Risca Faca de André Kitagawa marca o início da Editora Monstra

A super-simpática Loja Monstra vai ter seu nome relacionado a uma editora. Em uma união entre Guilherme Lorandi, cabeça pensante da loja de quadrinhos, com o Guilherme Barata, da loja de roupas As Baratas e com o quadrinhista Benson Chin, surge a Monstra, a mais nova editora no mercado brasileiro.

A primeira publicação da Monstra é Risca Faca, álbum de André Kitagawa. Na trama, Piru só quer saber de seu whey. Ryta, de seu passado glamoroso. Zoinha só quer se divertir. Jamorreu pensa em… Bem, essas são algumas das figuras que se entrecruzam na história que marca o retorno de André aos quadrinhos. O artista estava afastado desde Chapa Quente de 2006. O projeto foi contemplado pelo ProAC em 2019.

As edições serão vendidas na Loja Monstra, claro, e em outras lojas especializadas parceiras. A ideia é iniciar distribuição também em redes livrarias em 2022, mas sem planos para entrar na Amazon. A editora surgiu a partir do desejos dos três em ver alguns quadrinhos que gostam sendo publicados no Brasil, mas a estreia acontecerá com um material inédito de autor brasileiro.

Risca Faca tem formato 17 x 24 cm, 120 páginas, capa cartonada, texto da quarta capa por Marcello Quintanilha e o valor de R$ 49,90. E você pode encontrar o seu exemplar clicando AQUI.

Categorias
Quadrinhos

Vem ficar molhadinho no Ménage 04, com Marcatti, Germana Viana e Laudo Ferreira!

Será que existe alguma música que diz: “vem de 4 no ménage”? Sinceramente não sei, mas Ménage, a publicação trimestral que reúne Francisco Marcatti, Germana Viana e Laudo Ferreira chega em sua quarta edição e está em campanha de financiamento coletivo no Catarse. E com o um tema que deixa todos bem molhadinhos: piscina.

O power-trio tem como missão unir três estilos distintos escolhendo uma palavra-chave para que cada um desenvolva conteúdo para a edição. Depois dos temas ARMÁRIO (primeira edição), LIVRO (segunda edição), SACA-ROLHA agora temos PISCINA.

Vale lembrar, assim como as outras edições, Ménage é uma publicação que fala de amor livre, relacionamentos e algumas sacanagens, sendo indicado para maiores de 18 anos.

Ménage 04 – Piscina terá formato 15,5 x 23 cm, 36 páginas em P&B e capa colorida. Para saber mais sobre a campanha, valores recompensas e apoiar, clique AQUI.