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Editora Mino lança Os Morcegos-Cérebro de Jack Kirby e outros autores

A Editora Mino lançou a incrível coletânea Os Morcegos-Cérebro de Vênus e Outras Histórias, um livro com histórias em quadrinhos de ficção cientifica publicadas nos Estados Unidos entre os anos de 1939 e 1954. Todas produzidas durante o importante período da Era de Ouro. São no total 32 quadrinhos produzidos por 23 artistas, entre eles lendas como Jack Kirby, Joe Shuster, Alex Toth, Steve Ditko e Wally Wood.

A coletânea foi elaborada pelos editores Carlos Junqueira e Lauro Larsen. A edição brasileira reúne as publicações dessa fase mágica dos quadrinhos, e é a única no mundo inteiro produzida dessa forma com esse conteúdo. O trabalho da dupla foi selecionar o material, que estava todo em domínio publico, em sites de scans.

Carlos Junqueira, que é colecionador e admirador da Era de Ouro, falou que foi praticamente um trabalho de garimpo e arqueologia montar Os Morcegos-Cérebro de Vênus e Outras Histórias. Muitos títulos foram encontrados em republicações estrangeiras recentes de baixa qualidade, que pareciam ter sido escaneadas e impressas. E depois foi preciso restaurar essas revistas.

“A seleção foi baseada em critérios variáveis: em alguns momentos, pela arte; em outros pelo enredo” disse Larsen ao site Universo HQ. “Mas sempre pensando na representatividade dessas aventuras para a evolução das histórias em quadrinhos”.

Todo o material de Os Morcegos-Cérebro de Vênus e Outras Histórias se torna ainda mais especial, porque foram publicados antes do Comics Code Authority. O “código dos quadrinhos” criado pelas próprias editoras como forma de autocensura nos quadrinhos publicados nos Estados Unidos. Esse procedimento modificou os conteúdos das revistas, escolha de cores e até nos temas abordados. O Comics Code Authority começou a entrar em vigor no ano de 1954 e terminou definitivamente em 2011.

Os Morcegos-Cérebro de Vênus e Outras Histórias tem histórias que contam confrontos entre alienígenas e desbravadores espaciais, batalhas entre formigas gigantes do Asteroide X e terráqueos de um futuro distópico e até contos de amor entre cientistas e máquinas. É uma importante obra para conhecer as publicações da Era de Ouro dos quadrinhos, ou como diz na introdução escrita por Ciro I. Marcondes: “Este volume te dá a chance de finalmente ser abduzido por algo que valha a pena e que te faça não apenas viajar pela fantasia da época, sobre o futuro da ciência até então, mas também para compreender o que fazia estes homens vislumbrarem o futuro dessa forma”.

Os Morcegos-Cérebro de Vênus e Outras Histórias tem formato 18,5 x 28 cm, 208 páginas em preto e branco, capa dura e preço de R$ 59,62 no banner abaixo.

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Gameplay Games

Análise | Final Fantasy XII – The Zodiac Age

Final Fantasy XII original foi um ótimo jogo que surgiu na hora errada. Lançado para PlayStation 2 muito próximo ao lançamento do PlayStation 3 e Wii significava que o jogo poderia sofrer com o negligenciamento. Aqueles que decidiram apostar no jogo, no entanto, foram recompensados com uma excelente aventura RPG, cheia de belos visuais, um mundo fascinante e uma abordagem única de roaming livre para exploração e combate.

Agora estamos aqui, 11 anos depois, com uma atualização de alta definição para PlayStation 4, The Zodiac Age. Por sorte, o tempo foi gentil com o Final Fantasy XII e, graças a uma série de aprimoramentos, esse potencial original não realizado da JRPG pode finalmente ser desbloqueado.

A história refrescante do terremoto de Final Fantasy XII enfoca as lutas de personagens apanhados em uma teia de política e guerra, em vez de um estereotipado e cataclísmico de “salvar o universo”. O foco dos personagens em seus pequenos e importantes papéis em uma luta maior faz com que as várias reviravoltas, traições e triunfos da história se sintam mais impactantes. Ele é ajudado por uma das melhores localizações de sempre. Este é um dos jogos onde conversar com cada NPC não é nada maçante, o que é especialmente impressionante quando você considera que um playthrough pode variar de 60 horas a mais de 100, dependendo do seu ritmo.

Para aqueles que não estão familiarizados, Final Fantasy XIIThe Zodiac Age derruba o combate baseado em turnos de séries por algo muito mais parecido com uma tomada de decisões de um jogador em jogos MMOs. Atrás são as batalhas aleatórias que mudam para uma tela de combate separada a cada poucos passos. Aqui, criaturas vagam pelo campo, passando para frente e para trás, às vezes entrando em lutas com animais rivais. Você e seu grupo de amigos se aproximam deles e começam a lutar em tempo real, mas em vez de ter que parar de combater constantemente para inserir comandos, você pode programar cada um de seus personagens com gambitsque são ações inteligentes dentro do jogo que auxiliam na tomada de decições. Você pode configurar seus personagens para curar automaticamente os membros do partido quando sua HP cai abaixo de um determinado limite, dispara feitiços elementares contra fraquezas inimigas ou responder com feitiços debuff contra o inimigo. Os haters dizem que isso pode levar o jogo a “jogar por si só”, mas, na verdade, tudo o que faz é recompensar os jogadores que compreendem completamente a carga atual do seu gameplay e o comportamento inimigo com uma exploração mais rápida e eficiente.

Foi um sistema de combate surpreendentemente profundo em 2006, e é ainda melhor agora, graças à maior mudança de Final Fantasy XIIThe Zodiac Age: a inclusão do Zodiac Job System. Uma das maiores críticas (e mais legítimas) do jogo original é que cada um dos personagens de Final Fantasy XII compartilha a mesma grade de License grid – ou seja, um quadro gigante cheio de habilidades e habilidades para desbloquear com os Licence Points obtidos pela matança de monstros. Isso levou a construções de partes homogêneas, onde os personagens se tornaram máquinas de matança mais ou menos idênticas pelo final do jogo.

 

 

Em Final Fantasy XIIThe Zodiac Age, esta placa única e maciça é substituída por uma série de grades específicas originalmente disponibilizadas na edição internacional exclusiva do Japão. No início, os personagens podem escolher entre 12 placas diferentes, cada uma contendo um punhado de habilidades únicas. Embora algumas dessas habilidades sejam compartilhadas entre placas, elas são amplamente distintas e formadas em torno de papéis muito específicos: o Mago Branco é seu curador, o Monk é o seu tanque que se concentra no combate desarmado, o Time Battlemage pode manipular o fluxo de combate E vem equipado com arcos e assim por diante. Isso obriga você a tratar sua party como algo mais do que apenas swaps, e você terá ainda mais personalização com a escolha de um segunda classe, uma vez que você obtenha cerca de um terço do caminho completo.

Descobrir os gambits e otimizar as construções antes de enfrentar monstros selvagens e matadores é incrivelmente acolhedor, como se curvar com uma novela de fantasia densa e permitir-se o prazer de passar o tempo absorvendo tudo. A história quase parece ser construída para acomodar isso, em vez de colocá-lo sob constante ameaça de clímax narrativo, as apostas se desenvolvem lentamente à medida que sua equipe de rebeldes e piratas do céu procuram pedaços mágicos poderosos conhecidos como “nethicite” para contra-atacar o Império invasor. É um pouco distante e subjugada, como se fosse escrita por alguém que realmente gosta de documentários históricos. Como resultado, sua narrativa se sente muito mais madura do que outras entradas na série; Menos adolescente e mais máquinas políticas e dramas radicais do que você esperaria. As críticas feitas contra a história de Final Fantasy XIIThe Zodiac Age ainda são válidas, os jovens protagonistas Vaan e Penelo, embora não tão desagradáveis como poderiam ter sido, sentem que não têm impacto na história, mas a falta de urgência permite que você mergulhe realmente nos ambientes, e explore além dos limites da história principal, e a satisfaçam da sua vontade que deseja melhores habilidades é mais forte.

 

A atmosfera de Final Fantasy XIIThe Zodiac Age torna mais fácil se envolver em seu mundo. Não se engane: este é certamente um jogo de PlayStation 2 trazido para 2017, e seu conjunto de zonas interconectadas menores sugere os grandes espaços abertos que as futuras sequências de FF. Mesmo assim, o Final Fantasy XIIThe Zodiac Age é bem-sucedido em grande parte graças a uma impressionante direção artística e sensação de locação, cheia de ambientes distintos, designs de moda e criaturas que parecem reais o suficiente para se sentir como um mundo vivido. Locais como o reino do deserto de Rabanastre ou o Feywood de Mist-thick ficam melhores do que nunca, os modelos de personagens aprimorados dão a nossos heróis um tom de destaque, e uma trilha sonora regravada e reorganizada impele uma maior aura de admiração e aventura nas sequências de ação.

Infelizmente, há problemas em Final Fantasy XII. Por um lado, o mundo está cheio de missões secundárias, mas você não saberia isso, apenas olhando, as únicas missões adicionais de Final Fantasy XIIThe Zodiac Age são suas caças opcionais contra monstros mais poderosos. Para tudo o resto, você simplesmente tem que lembrar que a pessoa com quem falou sobre uma chave perdida é realmente o início de uma cadeia de missões de um tamanho considerável. Também há momentos entre as sequências narrativas, onde você está obrigado a reduzir alguns níveis adicionais para continuar, especialmente perto do confronto final. Uma função útil permite que você dobre (ou até quadruplicar) a velocidade do jogo para ajudar a suavizar esses momentos, mas não há como se locomover as vezes onde você terá que correr de ida e volta para fortalecer seus personagens ou ganhar matéria prima suficiente para atualizar sua Kit.

VEREDITO:

Final Fantasy XIIThe Zodiac Age é muito mais do que um jogo com novo visual.

Sem dúvida o título envelheceu notavelmente bem, e aqui melhor de forma significativa. Graças aos aprimoramentos gráficos e aos ajustes de jogabilidade bem-vindos oferecidos, a ovelha negra da franquia Final Fantasy finalmente obtém a segunda chance que merece. Além da narrativa, que se sente tão bem e interessante como já se sentiu há mais de uma década, e os vários novos aprimoramentos e ajustes darão aos novos jogadores a chance de experimentar a magia pela primeira vez e os fãs do original vão se sentir em casa.

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Games

For Honor | Ubisoft e ESL anunciam campeonato de For Honor

For Honor Hero Series pretende colocar os guerreiros do jogo para duelar em um torneio internacional que começa amanhã, 8 de julho, com premiação em dinheiro de US$ 10 mil.

A Ubisoft em parceria com a ESL que começará neste sábado, 8 de julho, para PC, Xbox One e PlayStation 4. A competição é aberta para jogadores de For Honor dos Estados Unidos, Europa, Brasil e México. As etapas eliminatórias online serão semanais e os 16 melhores jogadores participarão das finais presenciais em 12 de agosto, na Califórnia-EUA, onde serão distribuídos US$ 10 mil em dinheiro.

O primeiro For Honor Hero Series eleva o perfil competitivo do jogo a um novo nível e permite a qualquer jogador se aventurar nos duelos online semanais de 1 x 1 (jogador versus jogador), em todas as plataformas do game. As eliminatórias online durarão quatro semanas e os jogadores inscritos ganharão pontos de acordo com suas colocações no ranking a cada batalha. Os melhores jogadores de cada plataforma serão selecionados com base no seu desempenho geral na competição e convidados para as partidas presenciais na Califórnia-EUA, onde poderão se sagrar os campeões de For Honor.

As finais serão transmitidas ao vivo no canal oficial de For Honor no Twitch, na página oficial do For Honor no Facebook, e no canal oficial da Ubisoft no YouTube. O For Honor Hero Series continuará após a final da primeira edição do torneio e levará em conta o feedback da comunidade de jogadores para as próximas competições.

Além disso, em atualizações futuras, será implementado o modo ranqueado, que será lançado inicialmente para partidas do modo Duelo, seguido do Briga e após os modos de 4 contra 4. Com a novidade os jogadores poderão participar de rankings separados por categoria, disputar os primeiros lugares da lista e ganhar itens exclusivos. “A ESL está comprometida com o crescimento do cenário dos e-Sports e o ecossistema competitivo de For Honor é algo com o qual nós estamos trabalhando para o futuro”, disse Sean Charles, vice-presidente de relações com publishers e desenvolvedores da ESL. “Com o For Honor Hero Series e o acréscimo do modo ranqueado, muitas coisas estão por vir para os jogadores de For Honor”.

Mais informações sobre o For Honor Hero Series estão disponíveis em http://pt.pro.eslgaming.com/forhonor/heroseries/. Para se inscrever para as qualificatórias online, acesse: http://play.forhonorheroseries.com/

 

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Quadrinhos

Panini anuncia Asa Noturna e continuação de Lendas da Mulher-Maravilha

Durante os meses de julhoagosto chegarão às bancas dois encadernados da Panini Comics, com suas publicações da DC Comics. Asa Noturna do Renascimento será o próximo encadernado lançado, enquanto a série Lendas da Mulher-Maravilha de George Pérez terá um encerramento. Confira os detalhes abaixo.

Em maio teve início no Brasil a nova fase da DC Comics, o Renascimento. Com algumas revistas mensais publicadas, boa parte das séries foram transferidas para encadernados capa cartão, publicando personagens como Aquaman, Arqueiro Verde e Flash, sendo que este último deve ser lançado ainda em julho. O próximo personagem a ser publicado pela Panini em encadernados será o Asa Noturna, com a nova fase escrita por Tim Seeley e ilustrada por Javier Fernández.

Ele já foi o primeiro Robin. Já foi o substituto do Batman. Já foi um superespião… e um homem morto. E agora está voltando para casa! É isso mesmo, em agosto, chega às bancas o encadernado que traz de volta o Asa Noturna clássico, que há algum tempo não dava as caras no Universo DC. Sob a batuta do roteirista Tim Seeley (Grayson) e do desenhista Javier Fernández (Capuz Vermelho/Arsenal), Dick Grayson volta a Gotham City em Asa Noturna vol. 1 (formato americano 17×26, capa cartão, miolo LWC, 164 páginas, preço a anunciar) pronto para retornar sua carreira heroica de uma vez por todas. Mas o que o herói não sabe é que um novo vilão — ou aliado —, um antigo amor, uma ancestral conspiração criminosa e até seu próprio mentor não estão dispostos a facilitar esse retorno!

O encadernado inclui as histórias originalmente publicadas lá fora nas revistas Nightwing: Rebirth, Nightwing 1-4 e 7-8 e chega aos pontos de venda no final do mês que vem. As edições 5 e 6 da revista original serão lançadas na mensal Detective Comics, pois fazem parte do arco A Noite dos Homens-Monstros.

E dando continuidade à série Lendas do Universo DC: Mulher-Maravilha de George Pérez, que teve três volumes publicados, a editora estará lançando um quarto volume que encerra a fase ilustrada pelo desenhista superstar.

Chegou a hora de dar adeus a uma das fases mais elogiadas e adoradas da Princesa Amazona! Nessa edição, testemunhe enquanto o gênio George Pérez dá seus toques finais a sua passagem pelo título da Mulher-Maravilha e constrói contos de heroísmo que ficaram na mente de toda uma geração!

As histórias originais deste volume são Wonder Woman 20-24 e Wonder Woman Annual 1, compiladas em 164 páginas, com papel offset, capa cartão e previsão de lançamento para o final do mês de julho. A história Anual contém ilustrações de outros grandes nomes da indústria, como Curt Swan, Arthur Adams e José Luís García-Lopez.

Este será o último volume da coleção. George Pérez prosseguiu como roteirista do título até a edição 62, porém a ideia da série Lendas é republicar os clássicos de grandes artistas.

Quer completar sua coleção? Compre os encadernados da Mulher-Maravilha na Amazon! E fique ligado na Torre de Vigilância para acompanhar os próximos anúncios da Panini Comics!

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Blade Runner 2049 merece uma chance

Recentemente, comemoramos o 35° aniversário de uma das obras mais cultuadas do cinema e do gênero sci-fi: Blade Runner, o Caçador de Androides. Em sua época de lançamento no ano de 1982, o filme foi um fracasso de bilheteria e teve uma baixa receptividade por meio das mídias e dos espectadores. Porém, este se tornou um marco e inspiração para alguns diretores e autores que tentam explorar esse mundo nos cinemas e na literatura.

Ridley Scott adaptou a ideia de Phillip K. Dick em Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? para o cinema de uma forma visualmente incrível e filosófica. Até hoje, vemos na internet e nas redes sociais citações de passagens conhecidas, principalmente a dita pelo replicante Roy Batty nos minutos finais do longa: “Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva.”.  Após esse fantástico diálogo em que o filme tenta resumir questões sobre a existência da humanidade, há um encerramento com algumas perguntas deixadas no ar. (Dependendo da versão que você assistiu.)

Se Rick Deckard é um replicante, talvez não seja algo que precisa ser retomado ou explicado. Nem mesmo a história de Rachael e como foi o seu desfecho. O roteiro é fechado e tem as conclusões de personagens e conflitos. Contudo, nessa onda de reboots e continuações que estamos passando, Blade Runner foi um dos novos alvos da indústria.

O público em geral ficou muito receoso pelo anúncio. Desde os mais jovens até os mais velhos que foram aos cinemas prestigiar a história. Fazer um reboot já seria uma bomba, e fazer uma continuação direta seria uma bomba atômica… a famosa brincadeira de “pisar em um território sagrado.’’

Talvez Blade Runner 2049 não seja bom e resulte em um fracasso, além de se tornar um dos piores do ano. Entretanto, há uma equipe e um elenco talentosos que estão orquestrando tudo e por isso, eu repito: a continuação da obra de 1982 merece uma chance e a nossa atenção.

O nome é Dennis Villeneuve.

Villeneuve é um dos grandes nomes atuais no cinema. O diretor canadense tem um currículo invejável com filmes como: Sicario: Terra de Ninguém (2015), Os Suspeitos (2013) e O Homem Duplicado (2013). Mas há um que merece ser destacado, chamado A Chegada, que concorreu ao Oscar de 2017.

Essa obra do canadense tem tudo o que um filme de ficção científica precisa, com bastante diálogo, metalinguagem, simbolismo e as mensagens que transcendem à nossa sociedade, nossa evolução, nossa linguagem e o nosso tempo. A Chegada aborda todos esses temas com delicadeza e precisão, chamando atenção pela qualidade do roteiro e da estética deslumbrante.

O diretor aceitou a participar da continuação de Blade Runner e um dos motivos foi o roteiro escrito por Hampton Fancher (Blade Runner) e Michael Green (Logan). Se o canadense se sentiu atraído pelo roteiro, algo o deve ter chamado atenção. A junção do trabalho dele em A Chegada com uma história escrita por Fancher e Green, ambos competentes, pode render algo positivo.

O elenco não fica de fora.

O elenco também merece ser citado aqui. Além do retorno de Harrison Ford, que parece estar tão bem como nunca, Ryan Gosling (Drive), Dave Bautista (Guardiões da Galáxia), Robin Wright (House of Cards) e Jared Leto (Clube da Luta) são alguns dos nomes que vão compor a equipe e ambos são destaques em seus respectivos trabalhos.

Um elenco poderoso como esse pode criar uma excelente química e expor importantes conceitos através de seus personagens.

A questão não é ser melhor, mas fazer um filme decente que respeite o antecessor.

O astro Ryan Gosling e o diretor Dennis Villeneuve conversaram sobre a probabilidade de fracasso, confira:

“Ryan Gosling e eu fizemos as pazes com a ideia de que as chances de sucesso eram muito estreitas. Eu entrei no filme porque o roteiro foi muito forte. Mas não importa o que você faça, não importa o quão bom seja o que você está fazendo, o filme sempre será comparado ao primeiro, que é uma obra-prima. Então fiz as pazes com isso. E quando você faz isso, você é livre.“.

Até o mestre Ridley Scott deu uma chance à Villeneuve, conta o diretor:

“Ele me disse: é o seu filme. Eu estarei lá se você precisar de mim, do contrário estarei fora. E tenho que dizer que ele não estava no set fisicamente, mas eu sentia sua presença o tempo todo, porque eu estava lidando com o seu universo. Então ele não estava e estava lá ao mesmo tempo”.

Esse pensamento de aceitar a receptividade do público, mas também de entender o trabalho que foi feito com tanto carinho e dedicação merece uma chance de nós. Não importa se já saíram reações falando da lentidão (não é um problema) ou da história meio arrastada, nem das expectativas frustradas de alguns pelos trailer exibidos.

Em outubro deste ano, espero que muitas pessoas assistam ao filme sem preconceito. Entender que a continuação, apesar de ser movida pela indústria, esteja sendo feita por uma excelente e competente equipe, que têm plena consciência do seu trabalho.

Só nos resta dar uma chance para Blade Runner 2049… tenham uma ótima sessão.

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Gameplay

Análise | Crash Bandicoot N’sane Trilogy

Aqui estamos nós, retornando a uma série de 21 anos que a comunidade PlayStation tem clamado positivamente por anos. A versão do PS1 Classic não era suficiente? Bem, Crash Bandicoot está de volta. Mas o marsupial laranja consegue passar no teste do tempo?

Crash Bandicoot N. Sane Trilogy é uma compilação dos clássicos jogos publicados pela Activision para PlayStation 4. O jogo é um remake dos três primeiros jogos da série Crash Bandicoot; Crash Bandicoot, Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back e Crash Bandicoot 3: Warped, que foram originalmente desenvolvidos pela Naughty Dog para o PlayStation nos anos 90.

Crash Bandicoot N. Sane Trilogy não é uma remasterização no sentido tradicional, mas uma reconstrução completa dos três jogos da série. Esta não é uma pintura em HD que serve para ocultar as bordas ásperas do Crash. Ele foi totalmente reconstruído pelos desenvolvedores, e isso fica imediatamente claro quando você toma o controle. Parece que a experiência Crash que você guarda na memória pode ser finalmente liberta, mas o que temos é um motor gráfico totalmente novo e um jogo completamente novo. Em primeiro lugar, o que isso significa é que ele parece totalmente lúdico. As selvas exuberantes de Hog Wild, você montando em um tigre adorável através da Grande Muralha da China, ou as seções de mergulho subaquático de Crash Bandicoot 3: Warped, são particularmente incríveis.

No entanto, já era obvio que isso aconteceria, o que também significa que os desenvolvedores tiveram que tentar trazer a sensação de um Crash para uma nova e moderna onda de jogadores. O PS4 exige que os controles de plataforma possuam inúmeras variações para que a jogabilidade seja mais próxima da perfeição, então, navegar entre níveis implacáveis tornou-se uma​​ tarefa um tanto quanto complicada, se formos considerar que nos consoles antigos as variantes eram minimas e movimentos “parecidos” eram interpretados da mesma forma e acabavam tendo o mesmo resultado final. Era assim que alguém conseguia, depois de jogar repetidas vezes a mesma fase, jogar com os olhos fechados e passar sem perda de tempo. Independentemente de você se movimentar com os botões direcionais ou o stick analógico, o primeiro jogo é especialmente desumano. Dificilmente você conseguirá conhecer o caminho certo para chegar ao final, trocando de um lado para o outro desesperadamente entre os esquemas de controle esperando que alguma ação seja feita pelo jogador. Saltos exatos são bem difíceis de serem executados sem que parece que você cairá no precipício. Embora isso seja às vezes causado pelo design de nível de 1996, é frustrante chegar a um acordo com o fato de que você sabe como fazer esse salto perfeitamente, não é tão fácil fazê-lo aqui.

Crash Bandicoot N. Sane Trilogy é uma lembrança perfeita de quão gloriosa e inventiva é a série. Embora gradualmente sua jogabilidade se torne limitada, a franquia nunca será entediante. As enguias elétricas com plataformas para afundar, fugir de dinossauros gigantes que buscam devorar Crash enquanto ele pula nas piscinas de lava, além da horrivelmente tensa Lights Out, onde as plataformas caem de debaixo de seus pés enquanto você acelera a cada seção antes de ser mergulhada na escuridão. Tudo isso está aqui e possui um brilho positivo em um novo e brilhante motor gráfico. Crash é mais emotivo do que nunca, brincando com seu yo-yo quando aparece o controlador ou joga frutos Wumpa no ar. Se você não é um fã do bandicoot, ele nunca te ganhará, mas para os fãs da franquia, ele vai arranhar todas essa nostalgia guardada no peito. Também é adorável poder mudar entre os jogos facilmente. Entediado com o primeiro jogo? Salte em Warped com um lançador de foguete, ou passe por um urso polar adorável na segunda aventura. Todos se encaixam perfeitamente juntos.

Felizmente, a trilogia não tem medo de atualizar algumas coisas, mesmo que essa plataforma sangrenta não seja fácil de acessar. O sistema de salvamento foi completamente revisado, completo com um recurso de gravação automática, bem como um saldo de nível por nível, você pode fazer você mesmo se você simplesmente não confia no tech para lembrar que você ganhou essa jóia no Sunset Vista. Isso significa que não há mais senhas, mesmo se você puder se lembrar do super código de vinte caracteres. Outra mudança agradável para os que gostam de platinar o game é que você pode ganhar uma jóia em cada nível simplesmente coletando todas as caixas. Anteriormente, você teria que fazer cada nível em uma corrida, mas com sabedoria, desde que os jogos pareciam ter se transformado em Super Meat Boy há mais de vinte anos, você pode morrer tanto quanto sua pouca oferta de vida permitirá e você ainda terá aquela contagem regressiva da caixa. É apenas um “extra”, mas a namorada de Crash, Tawna, parece muito menos como um personagem GTA escassamente vestida, da mesma forma, ela não está de pé como uma garota pinup no final de cada rodada de bônus e não há necessidade de se envergonhar.

Mas então há a morte. Não há como fugir dela, pode haver novas animações de morte para mantê-lo entretido, como ser engolido por um leão, mas não há como evitar que os controles apenas significam que o Crash Bandicoot  N. Sane Trilogy tornou-se uma espécie de Dark Souls. Mesmo não estando tão animado para o remaster, não há como negar que a N. Sane Trilogy fará você se apaixonar novamente pelo Crash, pelo menos por um tempo. Quando é preciso força de vontade para sobreviver à primeira ilha do original quando você jogou o jogo há anos, você sabe que algo deu errado em algum lugar. Aqueles que chegam frescos à franquia não saberão o que os atingiu. Claro, é grande, bonito e positivamente cheio de charme, mas é hora de se preparar para morrer.

VEREDITO:

Crash Bandicoot N. Sane Trilogy trouxe o sentimento nostálgico a todos os fãs do jogo original, e apresentou bem o game que já encantou milhares de pessoas a um novo público. Houve deslizes em relação ao desenvolvimento do jogo para se encaixar no modelo de negócios e ao utilizar os recursos tecnológicos do console atual.

Não podemos esquecer que estamos diante de uma Trilogia, ao seja temos muitas horas de diversão e de repetição também, mas nada que atrapalhem no que o jogo tem a oferecer que é o descompromisso e a loucura de Crash. Para os jogadores que desejam por um título inédito da franquia, é importante pensar um pouquinho, este lançamento pode ser considerado um primeiro passo ao topo junto com o personagem, a Activision dificilmente trabalhará com a franquia Crash Bandicoot se ocorrer problemas na aceitação de N. Sane Trilogy.

Crash Bandicoot N. Sane Trilogy foi lançado dia 30 de Junho de 2017, somente para PS4. Ainda sem data confirmada para chegar aos consoles da família Xbox.

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Crítica | Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Depois de Tobey Maguire/Sam Raimi e Andrew Garfield/Marc Webb, a dupla formada pelo astro Tom Holland e o diretor Jon Watts trazem uma nova visão para o amigão da vizinhança. Agora pela Marvel Studios, Homem-Aranha: De Volta ao Lar acerta em cheio na adaptação para os cinemas, se tornando um dos melhores filmes do estúdio e do próprio personagem.

O que nos foi apresentado em Capitão América: Guerra Civil foi apenas um aperitivo. Nesse filme solo, Holland dá o seu máximo ao conseguir achar o equilíbrio perfeito em ser um excelente Peter Parker e um excepcional Homem-Aranha. Um dos maiores ícones dos quadrinhos, este foi adaptado fielmente de histórias de Stan Lee, Steve Ditko e John Romita.

Muito além de um excepcional protagonista, De Volta ao Lar dá uma aula de adaptação para a sétima arte. O jeito que o roteiro usa a inteligência artificial Karen para adaptar a estrutura narrativa dos quadrinhos em que o Homem-Aranha fala consigo mesmo é muito útil e eficaz. Além disso, temos personagens conhecidos como a Tia May (Marisa Tomei) e o Abutre (Michael Keaton) que têm um pouco de suas personalidades modificadas, mas que são usadas a favor da trama.

Um dos principais destaques em toda a produção foi a questão da Marvel Studios estar totalmente de cabeça no projeto. Sem ela, provavelmente essa aventura não seria o que foi. Todas as referências e os elementos do universo cinematográfico da Marvel dão substância a história do aracnídeo, participações de personagens como Happy (Jon Favreau) e Tony Stark (Robert Downey Jr.) não roubam os holofotes, mas têm uma importância fundamental na transformação de Peter Parker.

Ser uma história envolvendo a vida escolar de Parker, principalmente, foi interessante de ver. Seus conflitos amorosos e pessoais, como nos quadrinhos, são explorados ao máximo e ajudam na formação do “ciclo do herói”, aonde o personagem é posto em uma situação até se redescobrir como um verdadeiro super-herói. Nessa situação, um vingador.

O antagonismo, que ficou nas mãos de Michael Keaton, faz jus ao personagem Abutre. Há uma motivação genérica e alguns momentos interessantes. O antigo Batman volta ao gênero de super-heróis como um bom vilão que se encaixa perfeitamente na nova visão de Watts.

Enquanto temos um elenco experiente (Robert Downey Jr., Marisa Tomei e Michael Keaton), temos um elenco mais jovem e menos experiente: Laura Harrier (Liz Allen) , Zendaya (Michelle), Jacob Batalon (Ned Leeds) e Tony Revolori. Tirando Revolori, que não convence como Flash Thompson, os outros atores funcionam em seus respectivos papéis.

Depois de anos e anos com várias adaptações e filmes do Aranha, De Volta ao Lar com a ajuda da Marvel Studios faz um trabalho digno da palavra “definitivo”. Divertido, bem humorado, fantástico e épico, Homem-Aranha: De Volta ao Lar vai ficar nos corações dos fãs velhos e novos, que vão se emocionar ouvindo a trilha original remodelada, e aplaudir o que a equipe fez e continuará fazendo: tratar tão bem de um dos maiores heróis dos quadrinhos.

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Séries

Netflix | Sense8 retornará para um episódio especial de duas horas

Após o cancelamento de uma série, não é muito comum que uma emissora acabe voltando atrás em sua decisão e retorne com a mesma em sua grade de programação. Porém, parece que a Netflix resolveu quebrar esse padrão. Para a felicidade dos cluster, Sense8 ganhará um episódio final para fechar a segunda temporada. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (29).

https://www.facebook.com/netflixbrasil/videos/1508485182541603/

Sense8 conta a história de um grupo de pessoas ao redor do mundo que estão ligadas mentalmente, e precisam achar uma maneira de sobreviver sendo caçados por aqueles que os veem como uma ameaça para a ordem mundial.

O retorno de Sense8 ainda não possui data confirmada de estreia pelo canal de streaming.

 

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Séries

Inumanos | Família Real é destaque em novo trailer

A parceria entre ABC e Marvel TV continua bem firme, e a próxima série entre as duas contará um pouco sobre a icônica Família Real. Para manter os fãs curiosos sobre o vindouro projeto, foi lançado o mais novo trailer de Inumanos.

Inumanos tem no seu elenco: Sonya Balmores como Auran, Isabelle Cornishcomo Crystal, Eme Ikwuakor como Gorgon, Ken Leung como Karnak, Mike Mohcomo Triton, Anson Mount como Raio Negro, Iwan Rheo como Maximus, Serinda Swan como Medusa, Ellen Woglom, Henry Ian Cusick como Dr. Evan Declan, Michael Buie como Rei Agon, e Tanya Clarke como Rainha Rynda.

Os primeiros dois episódios da primeira temporada chegam aos cinemas Imax no dia 1 de setembro, e os outros 6 episódios serão exibidos no outono pela rede ABC sempre às sextas-feiras depois de Once Upon A Time.

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Detective Comics Quadrinhos

O Coração do Cão Negro | Um ótimo quadrinho nacional de bárbaros

O mercado de quadrinhos possui alguns títulos, personagens e séries de bárbaros. Conan, Red Sonja e quadrinhos de Esteban Maroto são alguns exemplos da temática muito bem utilizada. Em O Coração do Cão Negro, primeiro volume da série Contos do Cão Negro publicada pela AVEC Editora, temos um ótimo gibi produzido por autores nacionais com a temática de bárbaros, com boas reviravoltas e belíssima arte!

Cão Negro é uma série criada por Cesar Alcázar. Com o livro A Fúria do Cão Negro, publicado em 2014, o autor nascido em Porto Alegre e fã de Robert E. Howard deu início a este universo que viria a se tornar, posteriormente, uma série em quadrinhos que narra as aventuras do anti-herói e protagonista Anrath.

Arte da capa do primeiro volume, O Coração do Cão Negro.

Mercenário irlandês conhecido como “Cão Negro de Clontarf”, Anrath foi criado entre os vikings e possui um passado sombrio, cheio de tragédias que o destinaram a se tornar um renegado. Contratado pelo misterioso Inglês para encontrar um medalhão chamado “Coração de Tadg”, Anrath lida com as consequências de seu passado, enfrentando guerreiros que desejam a vingança e encarando horrores inimagináveis.

A sinopse acima detalha muito bem o teor da história presente neste primeiro volume. Nada revolucionária dentro do gênero espada e feitiçaria, porém dentro dos padrões de qualidade das melhores séries do gênero, a narrativa contém todos os clichés típicos da temática. O grande destaque fica para o jeito que é apresentada a aventura, de forma muito bem narrada, com roteiro e arte de qualidade acima da média!

Arte não finalizada de um dos quadros da história.

O estilo remete a  bons quadrinhos europeus, padrão das séries da AVEC Editora. Situado na Irlanda, este primeiro volume serve como uma introdução ao universo, apresentando Anrath, seu passado e personagens coadjuvantes. A personalidade do protagonista é o padrão dos bárbaros, sendo forte, exímio guerreiro e muito calado. E toda a apresentação à mitologia do Cão Negro é belissimamente ilustrada por Fred Rubim.

Nesta que é sua primeira publicação no mundo das HQs, Rubim, nascido em Porto Alegre e formado em Desenho Industrial, dá um show nas ilustrações. Utilizando muito bem as sombras, uma técnica semelhante ao que Mike Mignola faz em seus quadrinhos, o artista dá vida e movimento aos cenários e personagens, provando sua versatilidade especialmente quando comparado a outro quadrinho de sua autoria, Le Chevalier: Arquivos Secretos. Nesta série, sua arte parece uma fusão entre Mignola e John Buscema.

Sem um estilo caricato e mais simples, indo mais para o lado realístico e cinematográfico, o ilustrador retrata com fidelidade alguns objetos do período em que a aventura se passa (1022 D.C.), como vestimentas de guerreiros (escudos, elmos, espadas) e também barcosconstruções. O estilo real dos personagens e animais fascina o leitor no decorrer das páginas, e quando o lado sobrenatural entra em cena, o visual torna-se fantástico e destoante, com cores que se destacam entre os quadros, separando o normal do fantasioso.

Quadro da segunda página da história.

O texto de Cesar Alcázar é apresentado como uma aventura de ação típica, porém o domínio do passado e características de cada um dos personagens deixa claro que este é seu universo, com seus personagens e criaturas emprestadas da literatura fantástica. A narrativa segue um padrão que reveza entre presente e passado, com alguns flashbacks, e guarda as principais reviravoltas para as páginas finais, onde os mitos criam vida.

A personalidade de Anrath e a forma como ele age com relação aos seus inimigos e companheiros, antigos ou recentes, é um charme para fãs deste tipo de história. Sua lenda está relacionada a belas mulheres, de anos que se passaram ou da atualidade, e seus inimigos são motivados pelo ódio gerado por graves erros. A forma como Anrath encara o sobrenatural, no entanto, difere-se de personagens como o Conan, que nutre certa aversão por feitiçaria.

Anrath entra em ação.

A violência também é marcante, com batalhas, mortes e muito sangue. Anrath é um habilidoso guerreiro, que ataca todo aquele que vier ceifar sua vida, agindo sem piedade contra seus inimigos. A sensação de que este anti-herói já possui uma fama pré-definida atiça a curiosidade para que mais de seu passado seja mostrado, abrindo possibilidade para histórias da sua juventude, entre os vikings, e períodos posteriores. Quem sabe até um álbum de origem. Ou podemos continuar simplesmente da forma que está, com sua vida sendo apresentada aos poucos para os leitores.

O Coração do Cão Negro é mais uma prova do ótimo desempenho dos autores nacionais em criarem boas histórias, séries e personagens que não devem em nada para os quadrinhos publicados no exterior. Com boa mitologia, texto bem escrito e revisado e arte de ponta, o primeiro volume desta série é um dos grandes destaques dos quadrinhos brasileiros, e a edição e acabamento gráfico apresentados também são de ótima qualidade. Um segundo volume já foi anunciado e está previsto para ser lançado ainda em 2017.

Contos do Cão Negro Vol. I: O Coração do Cão Negro possui 64 páginas encadernadas em capa cartão no formato 28 x 21 cm, com preço de capa de R$ 39,90.