“E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José?”
– Carlos Drummond de Andrade, 1942
E então, o Anime Friends 2016 passou voando baixo, ligeiro, sem ser notado. Pousou no Campo de Marte, discreto. Descarregou suas maletas, suas muambas e tudo mais. Encontrou alguns velhos conhecidos, e também fez novas amizades. Se despediu de todos, com um aceno discreto…
Se você acompanha a Torre nas Redes Sociais, especialmente no Instagram ou no Facebook, deve ter ficado sabendo que estivemos lá, fazendo a cobertura do evento para vocês. E o que nos resta agora, é apenas um sabor amargo na boca. Amargo em qual sentido, você me pergunta? Em todos eles.
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Esse é, sem dúvida, o maior evento de cultura oriental do Brasil. Um título conquistado ao longo dos anos, na base de esforço, suor, lágrimas e muita mercadoria de origem duvidosa. Não é uma tarefa fácil, conseguir encher um lugar como o Campo de Marte. Ainda mais quando a maioria esmagadora das pessoas ali, são indivíduos que raramente saem de casa. São méritos positivos do evento, de ter conquistado um nome pra si. E maior ainda, de ter alcançado um público tão grande num ano de crise.
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A edição deste ano contou com diversos nomes da indústria musical japonesa. Foram diversos shows distribuídos ao longo dos dois finais de semana. Além disso, diversos estandes de figures e mangás, como de praxe, marcaram presença no evento. As editoras brasileiras de mangás realizaram suas palestras costumeiras (confira os anúncios da Panini clicando aqui e da NewPOP clicando aqui. A palestra da JBC foi coberta através no Twitter da Torre), lançamentos foram… lançados?, e diversas fotos foram publicadas. Todos buscando Fullmetal Alchemist, Log Horizon e vários outros. É um evento tradicional, onde costumes são respeitados todo ano. Inclusive otakus completando suas coleções pra lá e pra cá.
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O citado gosto amargo fica após o fim pois é sempre bom encontrar pessoas com os mesmos hobbies que você. Ter um lugar onde você possa ir e saber que lá, haverão colegas com quem você pode conversar abertamente, se divertir ao falar mal da waifu alheia, e essas coisas. A parte amarga é lembrar que esse lugar só existe por alguns dias, e que depois disso, é preciso voltar aos mais profundos abismos da internet.
Cosplayers, parceiros e otakus de todo o Brasil tornaram um evento já impregnado no subconsciente popular, mais uma vez, um aparente sucesso. E a vontade que fica é de que em 2017 tudo seja ainda melhor!
A DC Films começou a caminhar em 2013 com uma nova introdução ao Superman nas mãos de Zack Snyder (300 e Watchmen) e três anos depois, levou a história em outro nível com Batman vs Superman: A Origem da Justiça, onde introduziu os membros já conhecidos pelos fãs da Liga da Justiça, além de abrir inúmeras possibilidades para os próximos filmes.
Esquadrão Suicida é o terceiro projeto da Warner Bros. realizado por David Ayer (Marcados para Morrer e Corações de Ferro) e desde o segundo trailer, já era notável uma diferença no tom em relação aos longas anteriores. O marketing foi, digamos, bastante colorido e apostou em seus materiais promocionais uma boa dosagem de humor. Ao transportar para o filme, será que deu certo? SIM.
Tudo bem fofinho. Awn!
Para quem tinha dúvidas, a trama se passa após os eventos de BvS e mostra Amanda Waller querendo proteger o seu país de um próximo Superman. Com isso, apresenta a ideia de juntar uma equipe intitulada Força-Tarefa X e composta principalmente de pessoas com caráter duvidoso que fariam o bem graças ao grande poder de persuasão de sua chefe. Para quem conhece How to Get Away with Murder, sabe que Viola Davis interpreta maravilhosamente a advogada Annalise Keating. Aqui, ela também não deixa a desejar. Você sente todo o poder que a atriz passa para sua personagem e que também não mede esforços para mostrar sua forma de comando.
Viola Davis como Amanda Waller.
O início do filme vai direto ao ponto com a proposta de Waller e o ceticismo de seus colegas de trabalho em relação a isso. Em paralelo, conhecemos o passado dos integrantes e dois deles fizeram os fãs irem à loucura. Sem revelar muita coisa, após um incidente, o governo dos EUA se viu obrigado a aceitar os termos dela e assim, começa tudo aquilo que valeu meu ingresso.
O nome do grupo é Esquadrão Suicida, mas dá para resumir em três nomes: Jared Leto, Will Smith e Margot Robbie. Muitos torceram o nariz na escolha de Jared para o icônico vilão, até porque como superar Heath Ledger? Não entrarei no mérito de comparação. Para mim, Leto convenceu na versão que o diretor trouxe para as telonas. A loucura e as risadas ainda estão ali, porém sua personalidade nos faz imaginar como seria o Coringa caso existisse nos tempos modernos. Seu tempo de tela é pequeno em relação aos outros, mas isso todos já esperavam. Como não foi explorado totalmente, pode render para o filme-solo do Cruzado Encapuzado.
O Pistoleiro de Will está impecável e sua interação com a equipe é bastante notável. Seu passado com a filha junto com sua vida criminosa são explorados e você consegue se identificar com o personagem. Parte do humor vem dele e não fica nada forçado. Aposto que não será a última vez que o veremos no Universo Estendido da DC.
Arlequina garantiu a maior parte das risadas e Margot tem todo esse mérito. Seu passado no Asilo Arkham e o primeiro contato com o Pudinzinho fazem parte da trama, o que vai moldando o comportamento dela ao longo do filme. Com a carisma e química mostradas, não vai demorar para que o projeto com as heroínas e vilãs da DC Comics saia do papel.
Os outros membros também tiveram seus momentos, como Crocodilo e El Diablo. O primeiro serviu como alívio cômico em determinadas cenas, porém foi útil na missão pela sua ferocidade. Já El Diablo, começou bastante retraído devido os seus poderes, só que depois foi ganhando mais espaço no decorrer do filme e surpreendeu no terceiro ato. A participação de Katana foi pequena, o que permite um possível aproveitamento da personagem no vindouro projeto da Warner. Assim como os citados acima, seu passado foi mostrado brevemente e sua presença em Midway City (local da missão) serviu para garantir que a equipe não saísse da linha.
Outro membro dessa peculiar equipe não pode passar despercebido: Capitão Bumerangue. Sua introdução foi bem legal, já que garantiu uma excelente surpresa por parte dos que estavam presentes na sessão e além de tudo, serviu como alívio cômico no longa. Mais um que não foi explorado devidamente durante a missão, porém garantiu nas cenas de luta. Como um dos principais vilões do Velocista Escarlate, sua chance de ser mais aprofundado ficará para o primeiro-solo do herói.
Através de Waller, Rick Flag ficou encarregado pela equipe e também por cuidar da arqueóloga June Moone, pelo qual acabou se apaixonando. Por decorrência disso, seu plano é deter Magia e salvar June da possessão. Sua presença é constante, como reuni-los e ditar as regras. Sua personalidade mal-humorada acaba te fazendo não simpatizar com ele, só que logo é esquecido devido a última tentativa do Esquadrão em detê-la. O interessante é que a vilã trouxe o elemento mágico para este universo e só que veremos mais dele apenas em Shazam (com previsão de lançamento em 2019). Só que infelizmente, após sair da sessão, você percebe como a antagonista é logo esquecida. Não tem uma presença marcante como do General Zod ou Lex Luthor.
A participação do Batman foi direta e sem enrolação, onde foi responsável pela prisão de alguns integrantes. Essa relação dele com os personagens pode ter um melhor desenvolvimento em 2018, quando for lançado seu solo.
A trilha sonora é bastante distinta e mistura rap com os clássicos do rock. As que mais se destacaram foram You Don’t Own Me (música-tema da Arlequina), o tema da Arlequina e Coringa, e Bohemian Rhapsody. Duas faixas, Heathens e Sucker For Pain, ficaram para os créditos finais. Injusto, porque merecia lugar durante as cenas.
Esquadrão Suicida é um filme simples com boa dose de ação e humor, que vale a pena assistir em 3D por conta de algumas cenas. Permaneçam sentados, porque tem cena entre os créditos. O próximo filme da DC Films será Mulher-Maravilha, com previsão de lançamento em 2 de junho de 2017. No final do mesmo ano, teremos Liga da Justiça em novembro.
De coadjuvante a protagonista, a Arlequina se tornou um fenômeno de popularidade nos últimos anos. Bem-vindos ao décimo Guia de Leitura da Torre!
Introduzida em 1992 em Batman: A Série Animada, aPsiquiatra Dra. Harleen Frances Quinzel foi uma criação da dupla dinâmica, Paul Dini e Bruce Timm. Ela apareceu pela primeira vez no episódio “Um favor para o Coringa”, escrito por Paul Dini e dirigido por Boyd Kirkland.
“Joker’s Favor” no original, é o sétimo episódio da série animada
A primeira aparição da personagem em quadrinhos foi em Batman Adventures #12, ou aqui no Brasil, Batman: O Desenho da TV #6. Em formatinho, ela faz parte do meu acervo pessoal.
Batman Adventures #12 (1993)
Batman: Louco Amor, de Paul Dini e Bruce Timm é uma das histórias mais aclamadas pelo público e pela crítica, e já ganhou um prêmio Eisner de melhor história em 1994. Aqui no Brasil você pode encontrar nos formatinhos que sairam pela EditoraAbril em Batman: O Desenho da TV #14 e #15. Há um pequeno encadernado lançado pela Opera Graphica também, mas este é em preto e branco, e muito difícil de achar.
“É a melhor história do batman desta década!” -Frank Miller
Em 1999, Louco Amor ganhou sua adaptação na série animada. Deixarei o link abaixo para quem quiser conferir, vale muito a pena.
http://dai.ly/x337ljq
Inicialmente, a personagem não tinha nenhuma ambição fora do show de TV, figurando apenas como uma ajudante do Coringa. Com a popularidade da série animada e da personagem, a Arlequina conseguiu seu espaço, dentro e fora dos quadrinhos, e hoje protagoniza no cinema, animações e até fomenta debates políticos em torno do direito das mulheres e violência doméstica. Reuni alguns títulos para você ficar por dentro da mitologia da personagem, espero que gostem!
por Paul Dini e Bruce Timmpor Paul Dini e Yvel Guichetpor Karl Kesel e Terry Dodsonpor Karl Kesel, Pete Woods, Terry Dodson, Mark Lipka e Rachel Dodsonpor Karl Kesel, Craig Rousseau, Phil Noto e Rachel Dodsonpor Judd Winick e Joe Chiodopor Paul Dini e Bruce Timm
por James Patrick e Jason Quinonespor Jim Zubkavich e Neil Googe
por Amanda Conner e Jimmy Palmiottipor Justin Gray, Jimmy Palmiotti e Amanda Connerpor Jimmy Palmiotti, Frank Tieri e Amanda Connerpor Jimmy Palmiotti e Amanda Conner
SÉRIES COMPLETAS, EM ANDAMENTO E ESPECIAIS
por Steve Pugh e Phil Winsladepor Paul Dini e Rick Burchettpor Paul Dini, Guillem March, entre outrospor Adam Glass, Federico Dallocchio, entre outrospor Sean Ryan, Jeremy Roberts, entre outrospor Karl Kesel, Terry Dodson, Rachel Dodson, entre outros
É isso! Não esqueça de comentar e deixar seu feedback, ele é muito importante para gente. Espero que tenham gostado e até a próxima!
Com a iniciativa DC & Você seguindo a todo vapor em terras brasileiras, a Panini Comics lançou o sexto encadernado da nova fase da Editora das Lendas, sendo este o primeiro inteiramente protagonizado por personagens femininas. “Canário Negro: O Som e A Fúria” conta a história de uma nova fase na vida da heroína, enquanto deve lidar com sua rotina de vocalista e enfrentar inimigos ao mesmo tempo.
Criando um spin-off derivado das páginas de Batgirl, o roteirista Brenden Fletcher recebeu uma importante missão: revitalizar uma das heroínas mais famosas da DC Comics. A Canário Negro sempre foi uma das personagens mais queridas pelos fãs, tida como a segunda mulher mais importante da Liga da Justiça, atrás somente da Mulher-Maravilha. E assim como o competente escritor modernizou a Garota Morcego, a história se repete nas páginas do gibi de Dinah Lance.
Dinah assumiu o posto de vocalista na recentemente rebatizada banda Canário Negro, e a partir daí, começou a causar furor no mundo da música. Usando o apelido DD, a personagem acaba notando que, por algum motivo misterioso, todos os shows de seu grupo (composto por Lorde Byron, Ditto e Incrível Paloma) acabam atraindo algum tipo de confusão, sempre terminando em violência e tudo sendo destruído. A partir daí, a história explora não somente a vida da banda, como também o passado de Dinah e os inimigos que ela acaba enfrentando.
Assim como o Bizarro de Gustavo Duarte foi uma modernização de um personagem conhecido, a revista da Canário Negro introduz novos elementos que funcionam muito bem. O roteiro, acompanhado das belíssimas artes de Annie Wu e Pia Guerra, sempre tenta focar no dia-a-dia da banda encrenqueira, acompanhando seus shows, backstages e até mesmo os elementos do passado do grupo, já que Dinah não foi a vocalista fundadora.
Compilando as edições #1 a #7, o encadernado possui um arco fechado que funciona muito bem. Aos poucos uma trama maior vai sendo costurada, e a história não falha ao tentar explorar um pouco mais do passado da protagonista. Por ser uma revista de super-heróis, todas as edições obviamente acabam descambando para momentos de porradaria, mas isso acaba sendo uma tendência de mercado para agradar todos os públicos. Afinal, seria inviável contar uma história somente da vida de artista de uma mulher que possui um grito fatal.
Mas já que é necessário termos momentos de ação, também é importante citar seus méritos. As cenas de luta são muito bem ilustradas, algumas misturando elementos musicais (como ondas sonoras, instrumentos e partituras), outras simplesmente de porrada bruta. E nisso entram os vilões, com motivações um pouco clichés, mas que funcionam dentro da proposta da revista. No final do arco, o grande vilão é bem mais interessante. Algo que beira o lado Grant Morrison da vida.
É importante lembrar que, pela história ser parte do novo universo da DC, elementos da antiga cronologia não fazem parte do passado da personagem. Porém, mesmo para os mais saudosistas, as novas personagens utilizadas são boas a ponto de segurar a história contada, já que todas possuem personalidades interessantes e bem construídas (especialmente Lorde Byron e Ditto, a garotinha).
No fim das contas, O Som e A Fúria é uma aventura despretensiosa, nova e ao mesmo tempo muito interessante graças a sua proposta, que é muito bem trabalhada – apesar de alguns clichés básicos – e se encerra de maneira inesperada (no bom sentido da palavra). Por ser um arco fechado, talvez o aproveitamento seja ainda melhor do que em outros encadernados publicados recentemente (como Arqueiro Verde: Pássaros da Noite, que deixou um arco pela metade). Porém, ainda existem pontas que estão soltas e devem ser exploradas num segundo volume.
Canário Negro: O Som e A Fúria é um encadernado em capa cartão contendo 164 páginas em Papel LWC e distribuição nacional ao preço de R$ 22,90.
Psst. Ei. É, você mesmo. Vem cá, deixa eu te contar um segredo: Sabia que Japonês é um povo estranho? Hein? Como assim todo mundo sabe disso? De qualquer maneira, aconchegue-se e venha ler o mais novo Primeiras Impressões. Depois de paradoxos quânticos do Jailson Mendes e garotas sexistas e superficiais, podemos ir para frases de bandeira, que tal? Uma vez um amigo meu me disse que frase de bandeira é sempre algo que nós fingimos que temos, mas na realidade é o que mais precisamos (vide: Ordem e Progresso). Quer uma frase de bandeira maior do que algo próximo de “Qualidade” no nome desse anime?
A reação mais normal que qualquer pessoa poderia ter, ao assistir isso (além de falar mal da péssima animação, mas que já comento sobre), é ficar mais perdida que garota inocente na hora de levar madeirada. Eu não me perdi muito, já que fiz minhas pesquisas antes de começar, mas um ser humano médio ficaria atordoado com o que viu.
Vou passar rapidamente sobre os resultados de minhas pesquisas. Se quiser ir mais a fundo, você pode ler o mesmo post que eu li, no blog do Frog-kun (em inglês, infelizmente). Basicamente, a série “Qualidea” é uma cooperação de três autores de Light Novels relativamente famosas: Tachibana Koushi, autor de Date a Live, uma série que eu gosto bastante; Sou Sagara, autor de Hentai Ouji to Warawanai Neko, ou Henneko para abreviar; e Watari Wataru, autor de Oregairu (essa eu nem ouso escrever o nome completo). Juntos, eles tiveram essa ideia depois de beber até falar mole (é sério), e decidiram botar em prática.
Cada escritor toma conta de uma das escolas da trama: Koushi da escola de Kanagawa (a escola das espadas), Sagara da escola de Tóquio (a escola dos magos), e Wataru, da escola de Chiba (a das arminhas). Tendo em vista que o projeto ainda é novo, há pouco material disponível, mas o plano é de que cada escola possua suas histórias independentes, contadas em Light Novels separadas. A história do anime é um “roteiro original”, escrito em conjunto pelos três.
Os três autores da obra em seu habitat natural (é sério, são eles mesmo).
Isso significa que você precisa ter lido as outras trocentas obras para entender o que está dançando na sua tela? Não exatamente. Basta você entender que o show não é um universo fechado, mas sim uma peça de um quebra-cabeça maior. Ainda não tenho uma bola de cristal, mas acredito fortemente que a obra será auto-suficiente o bastante para poder ser aproveitada sozinha. Para questões não resolvidas e desentendimentos de história, só podemos dar tempo ao tempo.
Falando na história… Caras, não dá. Quando eu criei o gênero “Harém Escolar Mágico Genérico” alguns anos atrás, eu não imaginava que o último adjetivo viria a ser o mais importante e o mais relevante. Tá certo que o que faz sucesso tende a ser copiado, e que algo só se torna ‘clichê’ porque foi tão bem recebido que começou a ser utilizado em demasia… Mas nossa, é demais, caras… Não tem nada que eu jánão tenha visto em Qualidea Code. Tudo que está presente e todos os aspectos envolvidos são genéricos e você encontra, quase que na íntegra, em outros 49 shows semelhantes.
Cutucando a ferida, falemos da tal animação. O estúdio responsável, a A-1 Pictures (também conhecido na comunidade tóxica de animes como “McDonalds”. Longa história…) está claramente com as mãos cheias demais. Com uma pesquisa rápida, pude ver que Qualidea Code é o TERCEIRO show que eles estão fazendo ao mesmo tempo. Digo terceiro pois os outros dois (B-Project: Kodou Ambitious e a adaptação de Phoenix Wright) são lançados antes dele.
Antes que me joguem pedras ou peguem os tridentes e as tochas, já adianto que não sou especialista em animação ou expert no trabalho de estúdios, mas consigo muito bem imaginar que a culpa da arte HORRENDA de Qualidea se dá, além do baixo investimento, pela sobrecarga dos responsáveis.
Uma dessas prints é de Qualidea Code, a outra é de uma obra de 2001. Consegue descobrir qual é qual?
A A-1 Pictures normalmente não é associada a boas animações, embora possa tirar alguns bons resultados vez ou outra. Mas quando o assunto são animes atuais, nós sempre esperamos um nível MÍNIMO de qualidade. Se você mostrar o primeiro episódio de Qualidea para alguém que conhece o meio, mas está por fora dos lançamentos atuais, uma reação muito plausível seria a pessoa achar que o show foi produzido em meados dos anos 2000. E que me perdoem Haruhi, Cowboy Bebop e Sakura Card Captors, que tem uma animação muito superior, mesmo sendo dos anos 2000.
Você percebe que não é simples falta de capacidade, ao assistir a abertura: a animação lá é boa. Não chega a ser maravilhosa, mas é um nível aceitável. A primeira coisa que passou pela minha cabeça, ao vê-la, foi: “Essa qualidade deveria ser o padrão DO EPISÓDIO, e não da abertura”. É uma pena, já que o show poderia ser muito mais aproveitável (menos insuportável).
Já que toquei no assunto musical, a direção sonora é, com certeza, um dos pontos positivos do show. Talvez o único indivíduo que tenha feito um trabalho decente em todo o elenco seja o senhor Taku Iwasaki. Suas grandes participações incluem Ben-to, Tengen Toppa Gurren Lagann, Soul Eater e a Parte 2 de JoJo. Com um currículo desses, é de se imaginar que a BGM seja, no mínimo, satisfatória de se ouvir. Além das músicas de fundo, as músicas-tema da abertura e encerramento foram muito bem produzidas, sendo cantadas por dois grandes nomes da cultura recente, LiSA e ClariS, respectivamente. Poderia até ser maldoso e dizer que gastaram o orçamento inteiro do anime só na contratação das cantoras, e depois tiveram que animá-lo com os vales-refeição.
Outro ponto que podemos dizer ser algo positivo, são os personagens. Desde seus designs (nem tão) marcantes, até suas habilidades (nem tão) especiais e suas personalidades (nem tão) bem definidas.
Na aparência, temos quatro garotas com características que, embora facilmente encaixáveis em “esteriótipos”, não são tão óbvias quanto as que vimos em New Game! (tirando a loirinha, ela é estereotipada demais, meu deus do céu. Mas ainda é linda melhor garota 10/10). Temos também dois garotos que… Bem… São garotos, então quem liga pra aparência deles? Apesar que devo dizer que a armadura mágica (ou seja lá o que for aquilo) no braço do Líder de Tóquio é até que bem estilosa.
Já as habilidades… Como comentei algumas vezes, já vi iguais em outros shows. Não são muito criativas, nem fogem do básico. Talvez a única inovação, seja a enorme possibilidade de piadas com JoJo, por conta de tais poderes serem chamados de “Worlds“.
Por fim, as personalidades são, sim, bem definidas. Tendo em vista que isso não é algo que se pode ter um espectro enorme, até que foram escolhidas sabiamente. Chega a ser engraçado, pois com um pouco de conhecimento sobre os três autores, fica muito fácil de descobrir quem criou cada personagem, só por suas personalidades.
Resumindo tudo, então: três caras beberam demais e criaram mais um harém escolar mágico genérico de baixo orçamento, mas com uma música bacana, e que poderia ser viável, se não parecesse ter sido criado nos anos 2000. Difícil dar mais que 4/10 para essa estréia, e resta torcer para que façam um make-over total nos Blurays, como aconteceu com Mekakucity Actors (todos podemos sonhar, não é?).
A série pode ser assistida legalmente na Crunchyroll, com episódios novos todos os sábados.
O primeiro trailer da segunda temporada da série Scream Queens foi exibido recentemente. A série se tornou muito conhecida por ter tido Ariana Grande, famosa cantora, no elenco de sua primeira temporada. Confira o trailer;
O retorno está previsto para dia 20 de setembro. Scream Queens foi criada por Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan. Seu elenco é composto por Emma Roberts, Lea Michele, Niecy Nash, Jamie Lee Curtis, Oliver Hudson, Abigail Breslin, Skyler Samuels, entre outros.
Circundado de polêmicas desde seu início, Caça Fantasmas e o diretor Paul Feig trazem uma inovação muito importante no cinema, que é um elenco com um porcentual enorme de mulheres. Melissa McCarthy, Kate McKinnon, Kristen Wiig e Leslie Jones foram as escolhidas para serem as novas caça fantasmas, equipe que era formada por Bill Murray, Dan Aykroyd, Harold Ramis e Ernie Hudson na década de 80.
Nada tem cara de reboot e nem de continuação. Tudo parece uma grande homenagem e um pacote cheio de surpresas para os fãs mais antigos da franquia. Primeiramente pelas participações especiais dos atores e atrizes dos filmes anteriores, excluindo Harold Ramis, que faleceu em 2014, e Rick Moranis, que recusou a proposta. As participações não são usadas só como fan-service, pois todos tendem a participar um pouco da história. Outra coisa que é bem nítida, é a presença de ritmo e equilíbrio entre humor e ação. Como em 84 e 89, Caça Fantasmas tem vantagens pelo CGI ter evoluido muito de lá pra cá, mas ainda aposta muito nas piadinhas prontas e clichês que sempre funcionaram. O tema musical original, Who Ya Gonna Call, não podia ficar de fora e é colocado nos momentos certos.
Não há muita inovação, além dos efeitos extravagantes. A batalha final em Nova York é fantástica, muitas explosões, fantasmas bem feitos e armas que atiram freneticamente sem parar. Referências são jogadas na sua cara o tempo inteiro, prédio da Dana Barrett (Sigourney Weaver) e o marshmallow gigante são algumas delas. O antagonista principal, interpretado por Neil Casey, decide possuir o corpo do ‘’fantasminha’’ da logo das caça fantasmas em um formato gigantesco, que chega a dar brilho nos olhos.
Há muitas discussões de lutas de gênero na internet atualmente. E o longa traz para dentro do cinema. Paul Feig não insiste em discutir a igualdade a todo momento, mas dá pra perceber reais mudanças cinematográficas. As quatro protagonistas tem certas particularidades que sempre o homem recebia nas histórias, uma é engenheira e que sabe tudo sobre tecnologia, uma conhece toda Nova York, e as outras duas são extremamente inteligentes e que lançaram um livro que teve êxito nas vendas.
Caça Fantasmas é o ‘’terceiro Caça Fantasmas’’ que muita gente estava esperando. Respeitando seus antecessores, faz jus ao seu título. E se tiver algo estranho em sua vizinhança… Para quem você vai ligar?!
O Silmarillion, obra-prima de J.R.R. Tolkien, é um livro extremamente complexo e detalhado sobre a história da Terra Média desde a sua criação até o final da Primeira Era. Por conta disso, as chances de ganhar uma adaptação cinematográfica se torna praticamente nula.
Já que não funciona nos cinemas como O Senhor dos Anéis e Hobbit, qual seria a possibilidade de ver nas telinhas? É nesse pensamento que os fãs devem manter suas esperanças, pois a HBO pode ser a sortuda em tornar realidade o grande sonho dos fãs de Tolkien.
Temos como exemplo As Crônicas de Gelo e Fogo, que antes de se tornar série, o plano era adaptá-la para o cinema. Só que pela quantidade enorme de personagens e flashbacks, tornou-se impossível tal feito. O Silmarillion também é assim e vai além, já que sua narrativa abrange um período de cinco séculos. Já o enredo não é tão sutil como presenciamos em Game of Thrones.
Com as duas últimas temporadas da adaptação de George R.R. Martin já confirmadas, os chefões da emissora precisarão se agitar para encontrar uma nova produção que atraia novos telespectadores ou mantê-los nesse mesmo estilo épico-medieval. Então, Silmarillion seria um sucessor incrível onde mostraria grandes batalhes e uma rica história detalhada com bastante profundidade e complexidade que a HBO tem maestria em adaptar.
A família de Tolkien ainda possui os direitos de Silmarillion e Chris Tolkien deixou bastante claro que Peter Jackson não estaria recebendo esses direitos, ou seja, tanto o cinema quanto a TV estariam de portas abertas para uma possível adaptação no futuro.
O Silmarillion, relata acontecimentos de uma época muito anterior ao final da Terceira Era, quando ocorreram os grandes eventos narrados em O Senhor dos Anéis. São lendas derivadas de um passado remoto, ligadas às Silmarils, três gemas perfeitas criadas por Fëanor, o mais talentoso dos elfos. Tolkien trabalhou nesses textos ao longo de toda a sua vida, tornando-os veículos e registros de suas reflexões mais profundas.
Life is Strange, a aventura criada pela Square Enix, vai virar uma série de TV pela Legendary Digital Studios, segundo o site The Hollywood Reporter.
“O jogo realmente se diferencia do que as pessoas pensam sobre vídeo games“, disse Greg Siegel, vice presidente de desenvolvimento do estúdio. “Pelo seu foco em personagens, há uma conexão emocional com a história que não acontece em outros jogos.“
Atualmente o estúdio está a procura de um roteirista e um diretor para a adaptação. Life is Strangefoi lançado em 2015, e conta a vida de Max Caufield, uma menina que acidentalmente descobre que possui o poder de manipular o tempo após presenciar o assassinato de sua melhor amiga de infância. Com forte foco em emoções e escolhas do jogador, os cinco episódios foram prestigiados com indicações em diversas premiações do ano.
O primeiro capítulo de Life is Strange entrou recentemente para o catálogo de jogos gratuitos nos consoles e PC.
O site Bleeding Cool relata que o atual supervisor da DC Films conquistou o cargo de presidente da DC Entertainment.
Apesar da promoção, Geoff ainda continuará como Chefe Criativo e se reportará diretamente à presidente Diane Nelson.
Além disso, os co-editores Dan DiDio e Jim Lee também estarão reportando tudo para Diane.
Primeiramente, Johns conseguiu o cargo como supervisor de todos os vindouros projetos da DC Films junto com Jon Berg.
Geoff Johns é amplamente conhecido por seus trabalhos nos quadrinhos e também responsável por The Flash como produtor. Algumas semanas atrás, foi creditado como co-roteirista de Mulher-Maravilha.
A DC Films deu início em 2013 com Homem de Aço e continuou com Batman vs Superman no início deste ano. O próximo filme será Esquadrão Suicida em 4 de agosto.