A Legião do Mal retornará na nova fase da Liga da Justiça. A equipe será composta por Lex Luthor, Coringa, Mulher-Leopardo, Arraia Negra, Sinestro e Grodd. Confira a capa da quinta edição:
Liga da Justiça #5 por Doug Mahnke
Em entrevista ao CBR, Scott Snyder falou um pouco sobre o retorno da equipe:
“Parte da diversão em No Justice é ser uma ponte entre Metal e os novos aspectos em Liga da Justiça. Contaremos porque Luthor acredita ter cometido um erro ao ter sido um herói nesses últimos dois anos. Para Liga da Justiça, não é necessário uma leitura prévia, mas é uma história cumulativa gigantesca. A ideia era ver o que aconteceu com o Arraia Negra em Metal e com o Sinestro quando a Muralha da Fonte quebrou. Todos esses acontecimentos são catalisadores para Luthor chegar a tal conclusão.”
A primeira edição será lançada em os Estados Unidos no dia 6 de junho. Os roteiros ficam por conta de Scott Snyder, James Tynion IV e Joshua Williamson. Enquanto Jorge Jimenez e Jim Cheung são responsáveis pelos desenhos. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.
Monstro do Pântano ganhará uma série para o DC Universe, o serviço streaming da editora. De acordo com o Hollywood Reporter, Mark Verheiden e Gary Dauberman irão co-escrever a série. Eles também atuarão como showrunners. James Wan, Michael Clear e Rob Hackett serão os produtores executivos da série. Confira o logo da série:
Com o Monstro do Pântano, já temos 5 produções para o serviço de streaming. A série será lançada em 2019. O próximo filme da editora será Aquaman, dirigido por James Wan, com estreia marcada para 21 de dezembro. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.
De acordo com Heroic Hollywood, Conor (The Man In The High Castle) é a mais nova adição do elenco para a versão live-action da equipe.
Nos gibis, misticamente criada a partir de um fragmento da alma da Mulher-Maravilha, a garota conhecida simplesmente como Donna Troy foi resgatada de um edifício em chamas por Réia, Rainha dos deuses Titãs Mitológicos, e levada a Nova Cronos. Os deuses deram a ela o nome Troy, garantindo-lhe, e a outras onze crianças órfãs de diversas partes do cosmo, superpoderes e vasto conhecimento, acreditando na profecia de que uma destas onze “sementes” os salvaria um dia de uma grande ameaça que causaria sua extinção.
De volta à Terra, com 13 anos e sem memórias de Nova Cronos, Donna encontrou inspiração na Mulher-Maravilha da Segunda Guerra Mundial (Rainha Hipólita de Themiscyra, durante uma viagem temporal) e foi a primeira heroína a adotar o nome de Moça-Maravilha. Junto com Robin, Kid Flash e Aqualad, Donna sugeriu o nome de Turma Titã para o grupo formado por eles. Viveram várias aventuras até a equipe se dissolver. Tempos depois veio a se juntar ao grupo formado por Ravena, para derrotar Trigon.
Titãs possui em seu elenco: Brenton Thwaites (Dick Grayson/Asa Noturna), Anna Diop (Estelar), Teagan Croft (Ravena), Lindsey Gort (Detetive Amy Rohrbach), Alan Ritchson (Rapina), Minka Kelly (Columba), Ryan Potter (Mutano), Dwain Murphy (Homem-Negativo), Jake Michaels (Homem-Robô), April Bowlby (Mulher-Elástica) e Bruno Bichir (O Chefe).
A série tem previsão de lançamento numa plataforma digital da DC neste ano.
A Warner Bros. soltou os dois primeiros minutos da animação Batman Ninja, novo anime do homem-morcego que será situado no Japão Feudal.
Após ser transportado para o Japão Feudal, Batman une força com a Bat-Família para deter o demônio Coringa e o Gorila Grodd, que trabalham lado a lado.
História foi feita essa semana, Superman completou 80 anos desde sua primeira aparição. Action Comics #1000 foi lançada essa semana para celebrar o Homem de Aço. É um momento histórico para a indústria de quadrinhos. Por isso, a Torre de Vigilância listou todas as histórias da antologia. Da pior até a melhor. Para o alto e avante!
11 – “The Truth” por Brian Michael Bendis e Jim Lee
Action Comics #1000
A estreia de Bendis na DC Comics não poderia ter sido pior. The Truth serve apenas como ponte para a minissérie Man of Steel, a qual será publicada em junho. Mas o grande problema não está em servir como prólogo. Os diálogos são ridículos e a maioria deles envolvem discussões sobre o retorno da cueca vermelha. O grande vilão não parece tão grande, assim como a arte de Jim Lee. O desenhista não entrega um bom trabalho aqui. E a revelação no final, é algo tão batido na história do personagem. Infelizmente, não consegue celebrar o herói, muito menos, construir um prólogo para empolgar os leitores.
10 – “The Game” por Paul Levitz e Neal Adams
A história traz Superman jogando uma partida de xadrez com Lex Luthor. É interessante e cômico como Levitz expõe o ego frágil de Lex Luthor quando ele perde a partida. Soa um pouco infantil e datado, porém divertido. A arte de Adams entretanto, não se destaca de forma alguma, apesar de fazer uma referência muito bacana a uma capa famosa ilustrada pelo artista.
9 – “Five Minutes” por Louise Simonson e Jerry Ordway
Dois clássicos quadrinistas trabalham nessa história. Infelizmente, o problema não é a narrativa, muito menos a arte. Five Minutes é uma história curta e simples a qual mostra como Superman pode resolver problemas rapidamente. O grande problema aqui é como ela soa datada perto das outras histórias, mas está bem longe de ser ruim.
8 – “Action Land” por Paul Dini e José Luis Gárcia-López
Essa provavelmente tem um dos melhores plots da edição. A história se trata sobre um parque de diversões sobre o Superman. As atrações são bem criativas, a arte de Gárcia-López (Excelente como sempre), dá o tom de nostalgia necessário e bem-vindo. O roteiro de Dini conta com uma boa reviravolta e valoriza a importância dos vilões para o Homem de Aço.
7 – “An Enemy Within” por Marv Wolfman e Curt Swan
A mais aguardada depois da estreia de Bendis. Desenhada pelo lendário Curt Swan (Que Rao o ilumine), essa é uma história nunca publicada em sua época como desenhista da revista. Escrita por Marv Wolfman, a trama aborda a crença do Superman na humanidade, não os ajudando, mas deixando-os resolver seus próprios problemas. É uma das mais interessantes da coletânea.
6 – “The Car” por Geoff Johns, Richard Donner e Olivier Coipel
Lembram do carro arremessado pelo Superman na capa de Action Comics #1? Claro que lembram. Johns e Donner nos apresentam ao motorista do automóvel destruído. Uma história brilhantemente narrada pela arte de Olivier Coipel, que emula com maestria, o Homem de Aço da Era de Ouro e arrebenta na distribuição de quadros. A mais criativa (e inesperada), mas não a melhor.
5 – “The Fifth Season” por Scott Snyder e Rafael Albuquerque
Essa história se trata sobre a rivalidade Superman/Luthor. Snyder constrói a trama a partir de uma ida ao planetário, durante a infância e a vida adulta dos personagens. Mais uma vez, o roteirista mostra eficiência escrevendo Luthor, como já havia feito na minissérie Superman: Sem Limites. A arte de Albuquerque e o jogo de luz e sombras torna o conjunto da obra ainda mais poético. Com certeza merece um lugar entre as 5 melhores.
4 – “From The City that has Everything” por Dan Jurgens
Essa história leva o conceito de celebração ao pé da letra. O roteiro de Jurgens traz Superman preocupado com uma invasão alienígena enquanto a população de Metropolis faz uma homenagem para ele. O que há de mais bonito aqui, são os inúmeros pontos de vistas sobre ele apontados por pessoas as quais ele salvou. Também temos uma cena a qual já nasce icônica: Os heróis e vilões da DC agradecendo ao personagem por ele existir. Pois caso contrário, nenhum deles estaria aqui. Uma metalinguagem simples e funcional.
3 – “Faster than a Speeding Bullet” por Brad Meltzer e John Cassaday
Uma trama simples executada de forma perfeita. Superman tenta impedir um assassinato em uma estação de metrô. Todos sabemos que ele conseguirá, mas mesmo assim, o roteiro de Brad Meltzer causa extrema tensão. A forma como ele descreve as sensações do herói é simplesmente impecável. Ele distribui os quadros extremamente bem. Isso tudo somado à arte de John Cassaday e seu perfeito equilíbrio entre traços realistas e cartunescos. Além disso, a história foi feita em homenagem a Christopher Reeve. Uma das 3 melhores facilmente.
2 – “Of Tomorrow” por Tom King, Clay Mann e Jordie Bellaire
Superman, Sol e o fim da sua própria existência, sempre é uma boa ideia para uma história. Aqui, King escreve o seu próprio Grandes Astros Superman em cinco lindas páginas ilustradas por Mann e Bellaire. King já se provou em trabalhar muito bem a tragédia em suas histórias. Entretanto, mesmo com os diálogos trágicos, há uma grande veia positivista em torno da narrativa e uma lição extremamente valiosa sobre valorizarmos aquilo que um dia acaba. Uma das melhores histórias da antologia e o segundo melhor final para o Superman.
1 – “Never-Ending Battle” por Peter Tomasi e Patrick Gleason
Não basta a dupla ter encerrado perfeitamente sua ótima passagem pela revista do herói. Eles também trouxeram, no mesmo dia, a melhor história da edição comemorativa. Composta apenas por páginas sem quadros, a edição escrita por Tomasi e ilustrada por Gleason é narrada de maneira perfeita. O roteirista dá a desculpa perfeita para revisitar todas as eras do herói: Uma luta contra Vandal Savage. Enquanto Gleason retrata com perfeição, inúmeros acontecimentos da mitologia do personagens. Páginas as quais dão vontade de emoldurar. Valoriza o passado e o presente de forma única encerrando de vez a passagem dessa marcante dupla sobre o herói. Sem dúvidas, a melhor das 11 histórias.
Começa com uma expedição ao Sol, termina com um herói indo em direção a ele. Grandes Astros Superman é um ciclo finito. É como se o personagem não fosse mais publicado e você pudesse escolher qual seria o final definitivo para a história do Superman. Incontestavelmente é esse. Escrito por Grant Morrison, a minissérie de 12 edições, busca tornar os absurdos da Era de Prata palpáveis para os novos leitores, ao mesmo tempo em que introduz uma dose muito bem-vinda de nostalgia.
“É irônico a fonte dos meus poderes me matar, quando nada no universo jamais conseguiu.”
Cientistas do Projeto DNA fazem uma viagem ao Sol, contudo, a situação se torna perigosa e o Superman deve intervir. Após seu retorno à Terra, ele não apenas ganha novos poderes, como também descobre que está a beira da morte, graças ao seu contato com o Grande Astro. Antes de chegar ao fim, o herói precisa completar 12 desafios lendários e descobrir como deixar seu legado em nosso planeta.
“Minha última aventura está prestes a começar. Superman desligando.”
Planeta Condenado. Cientistas em Desespero. Última Esperança. Casal Bondoso.
Morrison realmente sabe como fazer uma despedida. Ao longo das edições, o roteirista não apenas revisita o absurdo da Era de Prata ou o elenco de apoio do personagem. Um grande exemplo, é a morte de Jonathan Kent. É um dos acontecimentos os quais gostaríamos de evitar nas páginas, mas é necessário. Afinal, a tragédia molda o herói e sem isso, Clark não deixaria Smallville. Ele usa tudo isso para moldar as características do que tornam o Superman, o próprio. É sem dúvidas, a versão definitiva do personagem. Extremamente poderoso, inteligente e tendo noção de tudo isso, o Homem de Aço por Morrison é diferente. Ele não é extremamente confiante, ou autoritário. Ele é o significado de calmaria e serenidade.
A arte de Frank Quitely complementa o herói definitivo. Seus traços evidenciam linhas de expressões faciais, tornando a história ainda mais humana. Seu Superman não é musculoso, é apenas grande e forte. Seus desenhos são charmosos e extremamente detalhistas, principalmente com tecidos. O seu design para o personagem também é ideal. A capa sob os ombros não se estendendo até o chão é simples e reforça a mensagem. Enquanto seu Clark Kent, é um cara grande. A mudança de postura é tão impressionante quanto a de Christopher Reeve no filme de Richard Donner.
É realmente impressionante como o roteiro de Morrison costura o passado e o futuro através de ações dos personagens no tempo presente. Isso cria, como já dito anteriormente, um ciclo de vida e morte para o personagem. Com a ideia de terminar a história por onde ela começou, o roteirista cria a maior história do personagem. A acessibilidade aos antigos leitores e aos novos, é basicamente a mesma. Além disso, os absurdos da Era de Prata estão em abundância aqui. Eles soam bregas, mas nunca antiquados, há um senso de modernização aqui. Quedas de braço por donzelas, robôs gigantes e Jimmy Olsen como Apocalipse. Temos tudo isso aqui e até mais. Com certeza, soaria ridículo nas mãos de qualquer outro roteirista. Nas mãos de Morrison, soa contemporâneo e extraordinário.
Grandes Astros Superman também traz coadjuvantes brilhantes os quais refletem diretamente em algum ponto da personalidade do herói. As edições 7 e 8 levam o Superman ao Mundo Bizarro, onde ele conhece Zibarro. Diferente dos habitantes daquele planeta, ele é inteligente. Ele se sente sozinho naquele lugar, como Superman já deve ter se sentido solitário alguma vez na vida por ser maior do que todos nós. Isso é um aspecto muito interessante do roteiro.
“Eu te amo, Lois Lane. Até o fim dos tempos.”
Sendo não apenas uma despedida aos leitores, Grandes Astros Superman também é uma despedida do herói às pessoas amadas por ele. Para ser mais claro, uma despedida à Lois Lane, o amor de sua vida. A Lois de Morrison é a versão definitiva da personagem: Irônica, esperta e destemida. Sua crença é de que Superman sempre ganhará todas as batalhas. Metalinguisticamente, ela assume o papel do leitor da narrativa.
Todos sabemos o que iremos encontrar em uma revista do Homem de Aço: O bem versus o mal. Sabemos o fim de todas as histórias, pois ele sempre encontra um jeito. É uma constante a qual não pode ser quebrada graças à indústria das HQ’s. Então o que resta a fazer se acreditamos que ele sempre encontrará um jeito? Ser como ele. A história se torna ainda mais imersiva quando ela ganha os poderes do herói. É completamente relacionável. Alguém normal com os poderes de um deus, mas Lois é o lado puro da utilização desses poderes. E o que há de impuro em habilidades extraordinárias?
“Como você se sentiria se alguém ficasse em seu caminho toda vez?”
Grandes Astros Superman traz a melhor versão de Lex Luthor. Um gênio do crime o qual finalmente conseguiu alcançar seu objetivo: Matá-lo. Luthor também faz parte do absurdismo moderno. Ele é extremamente exagerado e com uma personalidade construída por inúmeros trejeitos e sorrisos diabólicos. A motivação dada ao vilão é tão simples mas tão eficiente. Superman está em seu caminho. Ele se vê como uma vítima. Alguém justificando suas más ações por causa da interferências de um ser poderoso. Dito isso, a relação protagonista e antagonista, nunca foi tão forte como nesse quadrinho a qual justifica porque ele é o maior vilão do herói. Luthor é um psicopata e não há margens para outras interpretações.
A cartada final está no momento em que o careca finalmente entende como o Superman enxerga a todos. “Apenas nós, aqui dentro, juntos. E somos tudo o que temos.”Superman precisou entender a raça humana e tomar cuidado aonde pisava. Nós nunca precisamos entender um deus. Ele é o que é e pronto. Nesse momento, Luthor se arrepende por alguns segundos, de todo o mal causado por ele ao Homem do Amanhã. Mas é muito tarde. É o final perfeito para uma luta de 80 anos.
INTERMINÁVEL
Se eu pudesse escolher uma edição para sintetizar o que Grandes Astros Superman representa, seria a décima. Superman escreve seu testamento enquanto pratica o máximo de bem possível enquanto houver um sopro de vida em seu corpo. Ele cria vida, um planeta sem o Superman, onde o mundo o verá apenas como um conceito. A última página traz um homem fazendo alguns rascunhos e declarando: “Isso vai mudar tudo.” Fica clara a linda homenagem aos criadores do Homem de Aço: Jerry Siegel e Joe Shuster.
Mas esse é não o único motivo pelo qual essa edição se destaca como a mais emblemática. Esse quadrinho salvou vidas. Em uma cena composta por 5 quadros, Superman impede uma garota de cometer suicídio. É provavelmente, um dos momentos mais poderosos, inspiradores e poéticos de todos. Muitas pessoas decidiram viver após lerem essa cena e ligaram para Morrison agradecendo. É um exemplo de como quadrinhos transcendem as páginas, como essas histórias sobre seres fantasiados são capazes de tocar a alma e nos fazer enxergar o mundo sob outro olhar. Um olhar mais positivo.
CLÁSSICO MODERNO
Grandes Astros Superman #10 salvou vidas
Interminável é o nome do capítulo, assim como o Superman. Grandes Astros Superman é a obra mais completa do personagem, não apenas celebrando sua riquíssima e extraordinária mitologia. Mas também, celebrando seu legado e mostrando o porquê de ser um dos maiores ícones da cultura pop. Grant Morrison e Frank Quitely criaram a mais poética, triste e extraordinária história do herói de todos os tempos. Ao final, você será injetado com tanta esperança e se recusará a acreditar no trágico acontecimento. Assim como Lois Lane você gostará de acreditar que ele foi apenas consertar o Sol.
Durante o painel sobre Batman na C2E2, a DC anunciou uma nova revista mensal para a Mulher-Gato. Os roteiros e os desenhos serão de Joelle Jones. A artista vem desenhando alguns arcos da fase de Tom King pelo Morcego. As cores serão de sua colaboradora em Lady Killer, Laura Alfred. Confira a capa da primeira edição:
Mulher-Gato #1 por Jones e Alfred
A trama se passa durante a noite do casamento entre Bruce Wayne e Selina Kyle. A ex-vilã terá que lidar com um ladrão imitador nas ruas de Gotham City. Um novo vilão será a causa dos problemas dela. Durante o painel, Tom King recomendou aos leitores para que leiam a edição de casamento antes da nova revista mensal. Mulher-Gato #1 será lançada em julho, no mesmo dia que Batman #50. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora dasLendas, fique ligado na Torre de Vigilância.
Anunciada em 2017, a saga Dark Nights: Metal chegou ao seu fim na última quarta-feira. Escrita por Scott Snyder e com desenhos de Greg Capullo, a história fez muitas promessas. A primeira delas, era apresentar o Multiverso Sombrio. A segunda, encerrar todas as pontas soltas deixadas pelo Batman dos Novos 52. E a terceira, definir o futuro do Universo DC. Nada foi cumprido, pois tudo foi mal executado. Essa é provavelmente a pior história da DC nos últimos anos.
A Crise nas Infinitas Terras inaugurou as mega sagas. Crise Infinita seguiu seu legado, assim como Crise Final, elevando essas concepções a outro patamar. Mas isso foi passado. Mega sagas só são atrativas quando extremamente bem planejadas. Quando o editorial está em sintonia com a equipe criativa. Isso evita muitos erros de continuidade. Mas o problema de Metal não foi o editorial, foi o próprio roteiro de Scott Snyder.
Capa da primeira edição.
Um amontoado de ideias extremamente promissoras como o Multiverso Sombrio. Terras negativas geradas pelo medo e com Batmen malignos. Eles estão ali apenas para vender os próximos licenciados da editora e nada mais. O mais famoso deles, o Batman que Ri, é quase um Boba Fett. Ou trazendo para a linguagem DC, um Superboy Prime. Visual interessante, background promissor, mas nunca sai do lugar e fica apenas na promessa. Na verdade, Metal às vezes nem promete. Apenas imagina. Vários elementos são introduzidos e esquecidos ao decorrer da trama. Os prólogos em Dark Days se provam inúteis, assim como muitos tie-ins.
Na verdade, os tie-ins são a parte boa de Metal. Alguns deles sobre as versões maléficas do Batman são bem escritos. Outros, como Wild Hunt – por Grant Morrison – soam como uma verdadeira sinfonia em quadrinhos. Eles realmente trazem a empolgação e aproveitam muito bem os conceitos. Para chegar na saga principal e tornar tudo superficial novamente. O grande problema é a banalização do massaveio.
Leiam Wild Hunt.
Massaveio nada mais é quando um roteirista apela para ação e frases de efeito apenas para parecer legal. Nada contra isso, toda mega saga tem massaveio. Aliás, o que seriam delas sem momentos assim? Mas Metal não entende os limites disso. Logo na primeira edição, a Liga da Justiça forma um Megazord e o Batman monta em um dinossauro. Tudo em prol da loucura e do heavy metal. Personagens são jogados de forma extremamente aleatória, mas está tudo bem. Sabe por quê? O Batman está montado em um Dragão Coringa! Esqueça a trama, certo?
São tantos conceitos criados os quais ele não consegue lidar. Quando é chegado o clímax da saga, o que deveria ser catártico, se torna extremamente patético. Recursos de metalinguagem são inseridos de uma hora para outra. Scott Snyder acredita ser Grant Morrison. Mexe com o Retorno de Bruce Wayne, utilizando Barbatos, mexe com Multiversidade e apresenta uma solução extremamente semelhante a de Crise Final, mas nada funciona.
Sim, a Liga da Justiça formou um Megazord. Já viu de tudo, certo? Ha! Mas não mesmo.
Na verdade, a reintrodução dos Gaviões ao Universo DC funciona e alguns momentos da Mulher-Maravilha são bons assim como a arte de Greg Capullo. Ele tem um estilo sujo perfeito para a proposta da história. Metal queria ser uma Crise, mesmo sem o nome. Essa era a intenção. Mas tudo não passou de uma história sem nexo apenas para satisfazer a tal loucura. A definição completa de potencial extremamente desperdiçado. Sandman poderia acordar e dizer ao Batman que tudo não passou de um pesadelo barulhento. Preparem-se para a nova Liga da Justiça.
Durante o seu painel na Wonder Con, a DC anunciou os títulos da Liga da Justiça após No Justice. O primeiro deles, Liga da Justiça Sombria. A equipe será composta por Mulher-Maravilha, Zatanna, Monstro do Pântano, Detetive Chimp e Morcego Humano. Diana será a líder do grupo. O título conta com os roteiros de James Tynion IV e com os desenhos de Alvaro Martinez, Raul Fernandez e Brad Anderson. Confira a capa da primeira edição e artes conceituais dos personagens:
Sombria #1
O segundo deles, Liga da Justiça Odisseia. Descrita por Scott Snyder como a Liga WTF. A equipe será composta por Ciborgue, Estelar, Jessica Cruz, Azrael e Darkseid. Sim! O Lorde de Apokolips fará parte da equipe e funcionará como uma espécie de Hannibal Lecter. O título será escrito por Joshua Williamson e contará com arte de Stjepan Sejic. A trama se passa dentro de uma das naves de Brainiac. Confira a capa da primeira edição e artes conceituais do quadrinho:
Odisseia #1
Assim como vários títulos da DC, Liga da Justiça Sombria e Odisseia serão publicados em junho. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.
A editora Panini anunciou em seu hotsite a publicação da história O Bóton. O crossover entre as revistas Batman e Flash é escrito por Tom King e Joshua Williamson. Conta também com a arte de Jason Fabok e Howard Porter. Na trama, os heróis tentam descobrir de onde o bóton do Comediante (Sim, o de Watchmen) veio. Eles acabam se envolvendo em uma viagem hiper-temporal. Essa é uma das histórias as quais você precisa ler antes da chegada de Doomsday Clock. Confira o release divulgado pela editora:
“Pois bem, após algumas dificuldades técnicas, estamos de volta e, para não perdermos mais tempos, vamos recomeçar finalmente matando a dúvida que vinha atormentando os decenautas de todo o Brasil: como e quando sairá a saga O Bóton em território tupiniquim?
De duas formas, em capa cartão E em capa dura!
O conteúdo das duas versões da edição será o mesmo: as histórias originalmente publicadas lá fora em Batman 21-22 e em The Flash 21-22.Nessas aventuras, a DC lançou as bases do que vai ser o maior evento da editora este ano por aqui, O Relógio do Juízo Final. No encadernado, o Homem-Morcego de Gotham e o Velocista de Central City começam a desvendar a conspiração temporal que parece ter lançado todo o Universo DC em uma espiral de caos. Quem está por trás de tudo isso? É aqui que vamos começar a descobrir…
Tanto a versão capa dura quanto a capa cartão terão capas variantes. Agora, quem comprar a edição em acabamento de luxo vai levar também um imantado especial inspirado na saga!
Batman/Flash: O Bóton (formato americano, 108 páginas, miolo LWC, Capa cartão R$ 17,90/Capa dura R$ 39,90) chega às bancas entre o final deste mês e o início de abril.”
Destaque para a opção de formatos da publicação: Capa dura ou capa cartão. Uma medida semelhante ao que foi feito com alguns encadernados da Marvel nesses últimos anos como a Miss Marvel. O Bóton será publicado entre o fim de março e o início de abril. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.