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Torre Entrevista | Paul Pope

Há um bom tempo queria entrevistar o Paul Pope. Dono de um traço original e versátil, suas histórias chamavam minha atenção. Nos encontramos em uma cafeteria no meio de uma tarde chuvosa em São Paulo e Pope, muito atencioso como em todas as vezes em que conversamos, falou sobre suas experiências com a Marvel e DC, trabalhos passados, sobre a tão aguardada conclusão do segundo volume de Bom de Briga, projetos futuros, artes e muito mais que você confere logo abaixo, na PRIMEIRA entrevista concedida por ele em 2017!


Muitas das suas HQs são ligadas aos quadrinhos underground pelo estilo do seu traço, que apesar de ter influências de Hugo Pratt, Victorio Girardino, Alex Toth e etc. tem um quê de alternativo. Você já se sentiu como um ”estranho no ninho” ao trabalhar para grandes editoras como Marvel, Dc, Kodansha, Dargaud…?

Às vezes. Vejo a Marvel e DC como se fossem selos de gravadoras. Assim eu seria como um músico de jazz em uma gravadora de música pop. Porque meu estilo é bem diferente comparado ao que é publicado no mainstream americano.

Você já trabalhou para mercados dos Estados Unidos, Japão e Europa. Como essa mistura de ideias e cultura influenciaram em suas histórias?

Sempre me interessei em procurar uma síntese de estilo, quando se tira os melhores elementos de Bande Dessineé, Mangá e os quadrinhos americanos. Deste último, mais precisamente os quadrinhos clássicos e underground, como os do Robert Crumb. Assim se constrói um novo estilo.

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Capa de Strange Tales #1 (Marvel Comics, 2009)

Lá pelo ano de 2010 você fez apresentações como DJ. Essas, eram acompanhadas de um vídeo. Algo interessante é que esse vídeo não está disponível em lugar algum. Você também já disse que gosta que as pessoas imaginem como é algo que não é tão fácil de se obter…

Sim, acho importante. Principalmente nessa era onde está tudo tão fácil disponível online acho bom que ainda haja algum mistério. Também acho que há um grande valor em não ter acesso a tudo pois assim pode exercitar sua imaginação. O vídeo ao qual você se referiu tem cerca de 30 minutos de duração e é uma série de trechos de filmes de ficção científica e documentários sobre explorações espaciais, porém exibidos em um ritmo mais lento. São luzes, lens flares, planetas e imagens cósmicas. Uma espécie de filme impressionista para reagir com a música…

…é por isso (o não tão fácil acesso às coisas) que o protagonista de Bom de Briga tem um passado obscuro? Algo que não acontece com a Aurora West, que tem uma HQ contando seu passado?

Acho que porque o Bom de Briga é descendente de deuses; A Aurora, de humanos. Aurora representa heróis como o Homem de Ferro ou Batman, que não têm superpoderes, apenas trajes e aparatos modernos. Pelo BB ser um Deus acho que é necessário ter um quê de mistério sobre suas culturas, por isso não vemos muito sobre ele.

Você costuma desenhar ouvindo música. Em imagens do seu estúdio já vi pedais de distorção e cabos de amplificador pelo lugar. Música é seu Heavy Liquid (referência a uma HQ homônina de Pope. Inédita no Brasil)? É como o Robin que seu Batman na história Teenage Sidekick precisa para não se tornar um Coringa?

[Risos] Eu vim de uma família de músicos. Sempre gostei de tocar e gravar. Essas coisas estão lá porque costumo usá-las. Já fiz trilhas e vários amigos meus de Nova York são músicos e compositores de Jazz e Rock. Sou muito influenciado por música pois não há aspectos visuais nela, apenas sons. Por sua vez, quadrinhos não tem som. Por isso penso que música pode ser um complemento para a arte de fazer HQs.

Uma grande influência sua, Hugo Pratt, depois que criou o Corto Maltese se tornou mais sério perante seu público. Ele achava que não levariam a sério o Corto caso os leitores percebessem que seu autor era frívolo. Algum personagem ou autor influenciou sua forma de pensar e agir depois de você ler suas histórias?

Você diz sobre a relação entre arte e o autor ou sobre mim mesmo?

Pode ser sobre as duas coisas.

Pratt é intrigante porque ele é uma figura tão internacional. Admiro muito ele e Moebius, que deixaram seu país para ir a outros lugares. Também vejo isso em Attilio Micheluzzi, que era arquiteto na Líbia até  Muammar Gaddafi chegar ao poder e aí [voltando à Itália] começou a fazer quadrinhos. Outro é Daniel Torres, que foi escultor na Espanha. Como minha formação é de História da Arte e Artes Visuais, comecei nos quadrinhos após 8 anos de faculdade, onde eu pintava esculpia e fazia coisas do gênero. Dessa forma, me sinto mais como um autor europeu, desses autores que transitaram entre outras artes antes ir aos quadrinhos…

Por isso você se tornou um quadrinista ao invés de músico?

De certa forma. Quando eu era mais jovem toquei muito. Tive bandas, fiz shows. Era necessário muito tempo dedicado para ambas as artes então tomei a decisão dos quadrinhos ser a arte dominante. Já fiquei sem tocar guitarra por 2 ou 3 anos daí voltei. Hoje em dia voltei a fazer e gravar música. É interessante, porém não tem como tomar a maior parte do meu tempo. Também tenho interesse em esculturas. Estou fazendo esculturas de brinquedo, porém não tenho tempo de fazer algo em bronze ou outro tipo de metal.

Quando Escapo foi reeditado, sua publicação veio em cores. A primeira era preto-e-branco. No posfácio da edição em capa dura você diz que obras em cores vendem. São mais atrativas aos leitores.

Saíram duas histórias de Escapo. Existe uma terceira história dele que devo publicar quando os direitos sobre o personagem voltarem para mim. Quando eu reeditar, vai ser em preto-e-branco novamente. Alguns projetos levam muito tempo para serem concluídos. Comecei as histórias do Escapo em 1995; A segunda história saiu em 2001. Por volta de 2008 voltei a mexer com Escapo, quando finalmente tive ideias para uma nova história. Portanto, demorou quase 20 anos para chegar ao fim.

É por isso (sobre o uso de cores) que Bom de Briga tem um traço mais limpo, sem muito uso de preto e sombras? Mas porque Rise of Aurora West é em preto-e-branco?

[sobre Bom de Briga] Sim, é isso mesmo. [sobre Aurora West] foi uma decisão editorial, não minha. Assim como o formato de Bom de Briga. Não gosto muito daquele formato publicado. É muito pequeno. Mas estou conversando com a editora para ter edições publicadas em um formato maior.

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Capa de Fall of the House of West (First Second books, 2015)

Mas esse formato não foi uma ideia para poder encaixar em estantes de bibliotecas?

Sim. Nesse sentido, isso é muito bom porque a First Second (selo da editora Roaring Brook Press que publica Bom de Briga nos Estados Unidos) é bem conservadora. Publicaram diversos livros mas apenas recentemente começaram a publicar Graphic Novels. Mas acho que precisamos, além de experimentar esse formato que custa em média 10 dólares e de disponibilidade em bibliotecas, também ter publicações em formatos maiores e em preto-e-branco atrativo a outros públicos, que gostam de apreciar a arte. Por isso estou conversando com a editora para tornar isso possível.

Agora que você finalmente está concluindo Bom de Briga, você mira fazer desta obra algo imortal, uma HQ para ser lembrada para esta e as próximas gerações. Quais obras você considera neste nível?

Os quadrinhos d’O Pato Donald feitos por Carl Barks, o Tintim de Hergé, qualquer obra do Katsuhiro Otomo ou [Osamu] Tezuka, Robert Crumb, o Bone de Jeff Smith, espero que Bom de Briga… Tudo que Jack Kirby fez para a Marvel nos anos 60 e começo dos anos 70, qualquer uma feita por Moebius, como Incal… acho que essa já é uma boa lista.

Você considera Bom de Briga sua obra mais pessoal? Pelo tempo dedicado, ideias colocadas na história e etc.

Acho que foi a mais exigente, porém não a mais pessoal. Tenho um projeto com a Dargaud chamado Psychonaut que considero muito pessoal. É sobre sonhos e análises sobre os mesmos. E isso é um contraponto com Bom de Briga que é algo mítico, uma jornada heroica ou a minha versão a respeito disso. Por isso [em BB] tentei colocar tudo que acho bacana e que não existe em quadrinhos para leitores mais jovens. Algo contemporâneo e ainda assim clássico. O lado interessante da publicação é que tenho conhecido leitores de cerca de 12 anos de idade que leram BB e essa é a única HQ que eles têm até então. Isso é ótimo, um jeito de apresentar graphic novels a uma nova geração.

Curiosa essa resposta porque eu estava para perguntar sobre um projeto da Dargaud antes chamado La Chica Bionica. O que aconteceu com esse projeto? E qual é o novo nome?

Agora se chama La Bionica e é um tipo de ópera. No momento tenho dois contratos com a Dargaud: Um para Psychonaut, outro para La Bionica. Sobre o cronograma, ambos são projetos exigentes. Psychonaut se tornou mais dominante. Então, estou terminando Psychonaut junto com Bom de Briga e La Bionica virá depois. Desta última, tenho cerca de 30 páginas finalizadas de um total de 76. Psychonaut é um pouco maior e faltam, talvez, 10 a 15 páginas para terminar.

Há algum prazo para o lançamento de tal?

Não. Haverá quando sabermos exatamente onde acaba e quando eu puder entregar estas páginas. É o mesmo com Bom de Briga no momento, que está em processo de enviar das páginas para os próximos estágios de produção. Em BB a história já foi escrita e estou terminando as páginas do segundo volume mas não há como colocar no programa de lançamento antes de tudo estar finalizado e daí podemos trabalhar a respeito disso. Eles [os editores] não querem que eu divulgue exatamente quando a HQ deve sair ainda mas acredito que no próximo ano, provavelmente.

Bom de Briga é para todas as idades, igual várias séries animadas do Cartoon Network (Hora de Aventura, Apenas um show…). Qual foi a parte mais difícil de agradar todos os públicos, sendo que hoje a média de idade dos leitores de quadrinhos nos EUA varia de 27-35 anos para homens e 17-26 para mulheres? A DC Comics já recusou um projeto seu sobre o Kamandi por este motivo (não coadunar com o público-alvo).

Respondendo a primeira parte da pergunta, eu procuro não me preocupar sobre às expectativas do público. A parte mais difícil de Bom de Briga além da história por completo, o quanto levará para ser feita e todos os diferentes altos e baixos tem sido a necessidade de compromisso com a editora porque também sou diretor de arte, todas as minhas HQs têm se saído bem e eu tenho controle sobre o design de minhas publicações e, à partir do momento que não tenho é muito frustrante para mim porque é limitar o que os leitores mais jovens estão aptos a ver sobre o potencial da obra. Por isso também estão disponíveis apenas estes volumes menores por enquanto, mas como eu disse, estou trabalhando para mudar isso. E é verdade, eu tive conversas com a DC sobre uma publicação dedicada um público mais velho. Na época, era para ser do Kamandi mas, conversando com Frank Miller e tendo em vista a repercussão da minha HQ do Batman [Ano 100] e o potencial de trabalhar com uma grande editora, esta dentre as seis maiores do mundo [Holtzbrinck Publishing Group, atual dona da Roaring Book Press] com possibilidade de licenciamento em diversos idiomas ao redor do mundo e a chance de minha publicação sempre estar em circulação, acho que esta foi a decisão mais sábia, especialmente considerando quando o projeto do Kamandi não foi adiante e vim com uma ideia original. São meus personagens. Eu poderia fazer um personagem como o Batman mas ELE é o original. Ele é diferente. Acho que os mais jovens estão procurando por isso porque eles já têm o Capitão América, Star Wars, Mickey Mouse… todos estes hoje são da Disney. Então eles precisam de coisas novas. Hora de Aventura é este sucesso porque é novo.

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Página interna de Bom de Briga (Companhia das Letras, 2014)

Em uma entrevista ao Omelete durante a Comic Con Experience de 2016, você disse que só recentemente estava descobrindo novas HQs graças a todos esses anos dedicados a esta graphic novel. Qual foi a última grande HQ que você descobriu?

Acabei de comprar aqui uma HQ muito perturbadora chamada Psico Sour [de Ronaldo Bressane e Adams Carvalho]. É uma história muito pornográfica e violenta, mas que prende muito sua atenção por ser poderosa. Esta é literalmente a última HQ que comprei. O Daniel Semanas [que estava presente na cafeteria durante a entrevista] também acho que é um talento muito promissor. Gosto também do Bruno Seelig, que visitei esta semana. [Rafael] Coutinho também gosto muito. Acho que aqui no Brasil há muitos artistas talentosos. Essa uma das razões porque estou investindo tempo aqui além de ter amizade com artistas como Rafael Grampá, Fabio Moon e Gabriel Bá. Estou interessado em conhecer mais artistas aqui porque acho que têm uma cultura e abordagem diferente de fazer quadrinhos. Não me sinto tão à vontade, por exemplo, comparado aos quadrinistas independentes dos Estados Unidos e Canadá, apesar de por lá conseguir trabalhar sem problemas no mainstream.

Você planeja falar sobre este sincretismo da sua arte com a forma que fazemos quadrinhos aqui durante a sua Masterclass no b_arco*?

Espero que sim. Pretendo focar em compartilhar ideias fundamentais sobre como desenvolver um estilo. Quando eu estava na Escola de Artes sempre tínhamos críticas sobre pintar e até passávamos o dia debatendo ideias de como fazer e entregar esse método de trabalho. Acho que essa é a coisa mais importante para alguém: Esse senso de processo pessoal. De você saber como desenvolver, produzir e sobreviver nos quadrinhos, design, Graphic Novels ou mesmo enquanto se administra [estas artes] com outro trabalho. Tudo que pode te ajudar a se tornar melhor no que faz penso que é importante. Até de forma comercial, talvez.

Para finalizar, uma bem rápida: O que você acha que precisa ser feito para, igual sua mensagem ao fim da história Teenage Sidekick, fazer as pessoas lerem mais quadrinhos?

Pessoas precisam continuar fazendo material surpreendente e recompensador [de ser lido]. Continuar inventando. Eu estou tentando o meu melhor, Bom de Briga é novo e chegou ao topo dos mais vendidos  do New York Times em sua categoria, é publicado em vários idiomas, possui contrato para a produção de um longa-metragem que está em desenvolvimento pela Paramount, há uma linha de brinquedos a serem lançados em breve… há muita energia em volta de Bom de Briga. Novos desafios necessitam mais tempo e concentração nas novas áreas da franquia, mas no fim das contas estou escrevendo e desenhando uma história original então procuro balancear todos estes elementos.

*Nota: A entrevista foi concedida na véspera da Masterclass  na escola de artes b_arco, ocorrida em 27 de abril de 2017.

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War of the Jokes and Riddles apresenta um novo traço para o Coringa

Você ficou sabendo AQUI que o roteirista Tom King tinha anunciado em sua conta no Twitter o novo arco na série mensal do Batman intitulado “War of Jokes and Riddles”. A história vai ser um flashback que se passa no início da carreira do Homem-Morcego, mais precisamente um ano após Bruce Wayne começar a combater o crime, então Coringa e Charada entram em guerra para determinar quem deve ter o privilégio de matar o vigilante.

A novidade de agora foi a divulgação do visual do Coringa no arco, ele está um pouco diferente do que os fãs estão acostumados a verem no Palhaço do Crime. O sorriso menos proeminente e seu rosto parece menos angular do que antes. O desenho é de Mikel Janin.

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“War of Jokes and Riddles” ainda vai contar com a presença de personagens como Duas-Caras, Pinguim, Hera Venenosa, Espantalho, Ventríloquo, Sr. Frio, Morcego Humano, Exterminador e o Pistoleiro. King em outras ocasiões disse que a história não será somente uma visita ao passado, mas os eventos dela ainda vão refletir e moldar o futuro da HQ.

“War of Jokes and Riddles” vai ter oito partes e começa em Batman #25.

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Bane: Conquest | Criadores do vilão divulgam prévia da minissérie

Foram divulgadas algumas páginas de Bane: Conquest, minissérie protagonizada pelo vilão e que tem na equipe criativa o escritor Chuck Dixon e o artista Graham Nolan seus co-criadores na década de 90 na saga A Queda do Morcego, ficando de fora apenas David Moench outra cabeça por trás do personagem.

Na trama, Bane vai rodar o mundo, tentando conquistar novas cidades e derrotando novos inimigos, buscando voltar ao topo do mundo do crime. Junto com ele vai estar a sua trinca de capangas da época da Queda do Morcego: Pássaro (Bird), Trogg e Zumbi (Zombie).

Confira na galeria abaixo:

 

“Bane é uma fera com uma incrível vontade de sobreviver” disse Nolan ao site Newsarama. “Ele não se vê como um cara mau. Ele se vê como uma vítima. Em seus olhos, o mundo lhe foi injusto por ter que cumprir sentença na prisão de seu pai. Quando eu desenho Bane, gosto de dar uma certa linguagem corporal. Gosto que ele seja fisicamente superior às pessoas. Ele é enorme, mas não igual ao Hulk. Eu o imagino como um fisiculturista que pesa 350 quilos.”

Dixon ainda falou que teremos rostos conhecidos do universo do Batman na minissérie, como a Mulher-Gato, alguns outros vilões, novos personagens e o próprio Homem-Morcego.

Bane: Conquest #1 começa logo após os eventos do arco “I Am Bane” da série mensal do Batman escrita por Tom King. A minissérie terá 12 edições e começa a ser publicada nesse mês de maio.

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Gotham! | Mulher-Maravilha ganhou empolgante sneak peek

No intervalo do episódio 3×16 de Gotham, hoje à noite, foi divulgado um novo vídeo promocional de Mulher-Maravilha, estrelado pela Princesa Diana (Gal Gadot), e dirigido por Patty Jenkins.

Em 2017, antes da Princesa Diana (Gal Gadot) aventurar-se no mundo dos homens, será mostrado sua vida anterior em Themyscira, a casa lendária das Amazonas. Lá, ela será treinada para se tornar uma guerreira por sua tia, a General Antíope (Robin Wright), e ensinada a como ser uma brava líder por sua mãe, a Rainha Hipólita (Connie Nielsen).

Confira os vídeos de Mulher-Maravilha abaixo.

O filme tem em seu elenco: Gal Gadot no papel da Princesa Diana/Mulher-Maravilha e Chris Pine como o Capitão Steve Trevor e o avô de Trevor. Mulher-Maravilha conta também com: Robin Wright, Connie Nielsen, Doutzen Kroes, Danny Huston, David Thewlis, Ewen Bremner, Saïd Taghmaoui, Elena Anaya e Lucy DavisMulher-Maravilha está sendo dirigido por Patt Jenkins (Monster, AMC’s The Killing).

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Mulher-Maravilha chega aos cinemas no dia 1 de junho de 2017.

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Cinema

Eu sou Diana Prince! | Novos spots de Mulher-Maravilha

Foram divulgados novos vídeos promocionais de Mulher-Maravilha, estrelado pela Princesa Diana (Gal Gadot), e dirigido por Patty Jenkins.

Em 2017, antes da Princesa Diana (Gal Gadot) aventurar-se no mundo dos homens, será mostrado sua vida anterior em Themyscira, a casa lendária das Amazonas. Lá, ela será treinada para se tornar uma guerreira por sua tia, a General Antíope (Robin Wright), e ensinada a como ser uma brava líder por sua mãe, a Rainha Hipólita (Connie Nielsen).

Confira os vídeos de Mulher-Maravilha abaixo.

O filme tem em seu elenco: Gal Gadot no papel da Princesa Diana/Mulher-Maravilha e Chris Pine como o Capitão Steve Trevor e o avô de Trevor. Mulher-Maravilha conta também com: Robin Wright, Connie Nielsen, Doutzen Kroes, Danny Huston, David Thewlis, Ewen Bremner, Saïd Taghmaoui, Elena Anaya e Lucy DavisMulher-Maravilha está sendo dirigido por Patt Jenkins (Monster, AMC’s The Killing).

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Mulher-Maravilha chega aos cinemas no dia 1 de junho de 2017.

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Baixa audiência | NBC retira Powerless do ar!

Segundo informações da Comicbookmovie, a NBC removeu Powerless da sua programação de terça-feira à noite. Nenhum anúncio oficial foi feito em relação ao futuro do seriado ou sobre uma possível mudança de horário, mas a comédia já foi retirada do site da NBC, aumentando as chances de que ela tenha sido cancelada.

Um episódio chamado No Consequence Day iria supostamente ser exibido essa semana, e outro intitulado Win, Luthor, Draw no dia 4 de maio. Eles foram substituídos por capítulos do sitcom Superstore. O produtor executivo Patrick Schumacker postou sobre o ocorrido, agradecendo os fãs por terem assistido a série.

Patrick Schumacker Powerless

Powerless estreou com baixos índices de audiência e de crítica em fevereiro passado, tendo sofrido várias mudanças, novas adições de elenco e a tentativa de uma história conectada ao Batman. Nada disso ajudou, e ao que parece, o romance entre a NBC e a DC Comics chegou ao fim depois dos cancelamentos de Constantine e dessa comédia agora.

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Séries

Jovens Titãs ganharão série de TV

Após um longo período de especulação nos últimos dois anos, foi confirmado hoje que uma série de TV dos Jovens Titãs será produzida pela Warner. Contudo, o seriado não será como Arrow, Flash, Supergirl ou Legends of Tomorrow, todas séries produzidas para o canal CW americano: os Titãs serão exibidos em um serviço próprio de streaming da DC Comics, ao lado da terceira temporada de Young Justice.

A Warner Bros. confirmou que Teen Titans e Young Justice: Outsiders encabeçarão um novo projeto da DC focado no streaming digital, criado pela Warner Bros. Digital Networks Group e previsto para ser lançado ano que vem. Sem muitos detalhes, foi dito somente que este projeto irá “entregar uma experiência digital imersiva para os fãs da DC“, então podem surgir outros materiais exibidos diretamente na plataforma, algo similar aos serviços oferecidos pela Netflix e HBO Go.

A série dos Titãs estava sendo produzida pela TNT, mas o projeto foi cancelado ano passado. Ainda é cedo para afirmar quais são os planos para esta nova iniciativa, que será criada pelo produtor Akira Goldsman, Geoff Johns e os maiores nomes das séries DC/CW, Greg Berlanti e Sarah Schechter. Personagens como Dick Grayson, Estelar e Ravena foram mencionados no press release, que descreveu a série como “um grupo de jovens heróis recrutados de cada canto do universo DC“, enquanto Dick se prepara para liderar este novo time de jovens heróis para proteger o mundo. Os primeiros episódios serão escritos por Goldsman e Johns, ambos intimamente ligados aos Titãs dos quadrinhos.

Enquanto isso, a tão aguardada terceira temporada de Young Justice lidará com o conceito do tráfico de meta-humanos, enquanto o time e a sociedade como um todo é “pega no fogo cruzado de uma corrida armamentista genética que atravessa o planeta e a galáxia.” A equipe responsável pela série animada continua sendo Sam Register, ao lado de Brandon Vietti e Greg Weisman.

Nenhuma informação foi dita sobre a integração da série dos Titãs com o CWverso ou com o UEDC. É importante lembrar que existem boatos sobre uma produção cinematográfica do Asa Noturna, então fica o questionamento sobre como será o projeto envolvendo Dick Grayson.

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O Renascimento da DC Comics no Brasil

A revista especial Universo DC: Renascimento está sendo distribuída para as bancas de todo o Brasil. A nova fase da Editora das Lendas, que começou nos EUA em maio do ano passado, chega em terras tupiniquins com drásticas mudanças editoriais que podem alterar a forma que diversos leitores enxergam a DC Comics por aqui. Trazendo o otimismo e a esperança de volta o Renascimento também apresenta novidades nunca antes vistas nas revistas brasileiras, como você pode conferir em detalhes logo abaixo!

Após uma longa preparação de terreno (saiba mais clicando aqui) a editora Panini dá início oficialmente, neste mês de abril, ao Renascimento. Um sucesso de crítica e público no exterior, o chamado Rebirth trouxe de volta elementos amados pelos fãs sem deixar de lado o legado dos heróis.

Por aqui o editor Bernardo Santana, responsável pela DC Comics no Brasil, acredita que deste ponto em diante a forma como a Editora é aceita nas bancas mudará drasticamente graças a mudanças editoriais, gráficas e criativas que povoarão as prateleiras de lojas e comic shops, elevando as vendas. Separamos algumas das principais mudanças do Renascimento no Brasil, com breves comparações e textos explicativos que podem ser conferidos abaixo.


A mudança de papéis: o LWC prevalece

Há alguns anos as mensais da DC no Brasil eram publicadas com o famoso papel pisa-brite. Após ouvir a opinião dos fãs e realizar diversos testes a editora Panini está padronizando, com o Renascimento, a qualidade gráfica de suas revistas. Enquetes foram realizadas no hotsite oficial da editora e mais recentemente as revistas Arlequina e LJA vieram já com o famoso e elogiado papel LWC, que na maioria das vezes valoriza muito mais a colorização moderna e original dos artistas.

Com o Renascimento foi oficialmente abolido o uso do papel pisa-brite, trazendo o famoso “papel brilhante” para todos os títulos, elevando a qualidade gráfica das revistas mensais sem um custo muito alto para o bolso dos leitores. Um passo bem importante neste quesito.


A primeira revista mensal da Mulher-Maravilha em 30 anos

Em 1983 a Mulher-Maravilha teve sua última revista mensal publicada no país, ainda pela editora Ebal. Desde então a heroína marcou presença em diversos títulos da Abril e Panini, mas nunca com sua própria revista, e sempre dividindo espaço com outros títulos da DC Comics, mais recentemente no mix Universo DC. Com o Renascimento (e o vindouro filme da personagem) a editora Panini está apostando em um título solo da Princesa Amazona com a nova fase escrita por Greg Rucka e ilustrada por Liam Sharp e Nicola Scott.

Contendo 52 páginas e custando R$ 7,50 este título é finalmente uma prova de confiança que a maior heroína de todos os tempos possui força e fãs suficientes para sustentar uma revista só dela. E muitos agradecem a extinção das famosas revistas grandes, que continham personagens não-relacionados dividindo o mesmo espaço.


Action Comics e Detective Comics em revistas isoladas

As revistas Action Comics e Detective Comics nunca foram publicadas no Brasil separadas de suas revistas irmãs como Batman, Superman, Dark Knight e outras. Com o Renascimento, pela primeira vez estes dois títulos serão isolados dos outros, sendo publicados também no formato mensal com 52 páginas, compilando duas histórias originais numa única revista.

Action Comics de Dan Jurgens é exatamente o que o nome diz: histórias de ação, entregando mistérios e diversão de alto nível. Detective Comics, escrito por James Tynion IV e ilustrado por Eddy Barrows, é um dos títulos mais elogiados do Renascimento, entregando uma equipe composta por membros (e não-tão-membros) da Batfamília interagindo e resolvendo problemas, com uma boa dose de emoção. A aposta da Panini nessas duas revistas é algo louvável e ousado, facilitando para que o leitor brasileiro possa finalmente escolher o que deseja consumir.


Encadernados e o fim de Universo DC e A Sombra do Batman

Como foi dito acima, as famosas revistas Universo DC e A Sombra do Batman foram oficialmente extintas. A Mulher-Maravilha ganhou sua própria revista, mas… E os outros heróis e vilões? Pois a editora Panini encontrou a forma ideal de publicação, que já vinha sendo testada há alguns meses: encadernados para as bancas.

Após um período lançando Exterminador, Arqueiro Verde, Canário Negro, Academia Gotham e outras séries do DC You (reformulação anterior ao Renascimento) em encadernados, o formato aparentemente deu certo e diversos títulos virão nos mesmos moldes. Alguns exemplos são: Flash, Aquaman, Superwoman, Supergirl, Batwoman, Exterminador, Asa Noturna, o já citado Arqueiro Verde, entre outros. Titãs, Arlequina e Esquadrão Suicida terão suas próprias revistas mensais, bem como os Lanternas Verdes. Mas nada de revistas com Lobo, Mulher-Maravilha e Flash no mesmo compilado.

Obviamente existem diversas alterações que foram e serão feitas ao longo do Renascimento. Um novo design para o editorial das revistas, um novo hotsite programado para ir ao ar em breve, futuros anúncios… Tudo feito para trazer ao Brasil, em grande estilo, a fase mais bem-sucedida da DC Comics nos últimos anos.

Podendo ser lida por novos leitores e trazendo de volta antigos fãs, o Renascimento segue firme e forte no exterior com ótimas vendas, grupos diversificados, equipes criativas de ponta e uma resposta muito firme dos leitores, com poucas oscilações e resolvendo mistérios aos poucos. Vamos ver como a Panini manterá suas séries mensais ao longo de tantas sagas incríveis e quais serão as primeiras mudanças nos títulos brasileiros.

Para acompanhar todas as novidades não deixe de ficar ligado na Torre de Vigilância, e acompanhe as novas revistas que já estão nas bancas! O próximo épico começa aqui.

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Ra’s Al Ghul vira um político em All Star Batman

Uma das surpresas do Renascimento na DC Comics foi a série All Star Batman, capitaneada por Scott Snyder, onde o roteirista explora a vasta galeria de vilões do Homem-Morcego buscando reinventar os personagens. Saiba mais detalhes AQUI.

Em All Star Batman #9, o cenário é Washington, capital dos Estados Unidos, onde se encerra o arco End of the Earth que começou na edição Nº 6. Batman descobre que o líder da Liga das Sombras está segurando a marionete dos últimos três inimigos que enfrentou e que tentaram destruir o mundo a sua maneira, Sr. Frio, Hera Venenosa e o Chapeleiro Louco. “Vocês viram diferentes maneiras como o mundo pode acabar. E eu vou mostrar a quarta maneira essa noite que vocês nunca pensariam em chegar” diz Ra’s Al Ghul em determinado momento da HQ.

Confira uma pequena prévia na galeria abaixo:

 

“Ele está dizendo que tem o caminho do Sr. Frio, o desastre natural com as mudanças climáticas, a maneira da Hera Venenosa com uma guerra biológica e a maneira do Chapeleiro com o solipsismo” disse Snyder ao site Newsarama. “A maneira de Ra’s é simplesmente a que praticamente existe de verdade na humanidade. Com um odiando o outro. As pessoas se afastando das outras, não buscando o dialogo.”

Snyder ainda falou que buscou fazer o vilão de uma forma diferente do que os leitores estão acostumados. Não queria ele de capa, bigode, com uma espada pendurada. E sim como um Power Broker (Corretor de Poder, tradução livre, é um tipo de pessoa que influencia as pessoas a votarem em tal candidato), como um cara que usa seus dons de persuasão para moldar o beneficio próprio.

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Ra’s Al Ghul

“É um vilão que viveu diversas épocas e renasceu diversas vezes, eu o quero coloca-lo em um terno, e deixa-lo frio e calculista como ele nunca foi” disse Snyder. “E quer lugar melhor do que a maior capital política do mundo? Tudo que acontece lá repercute no planeta inteiro.”

O artista Jock cuida dos desenhos de All Star Batman #9.

 

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The Button | Batman enfrenta Flash Reverso em nova prévia

A DC Comics adoçou a boca dos seus leitores ao divulgar a prévia de Batman #21 – Part One, edição onde começa a tão badalada minissérie The Button, onde o Homem-Morcego e o Flash investigam  o misterioso bottom amarelo do smille com uma mancha de sangue (aquele mesmo. De um certo Comediante) que apareceu na Bat-Caverna no início do Renascimento. Confira na galeria abaixo:

A trama vai acontecer durante as edições de Batman #21-22 e The Flash #21-22 e a Editora das Lendas divulgou uma pequena sinopse sobre a história:

Os dois maiores detetives do Universo DC unem-se para desvendar o mistério por trás de um certo botão de smiley manchado de sangue preso na parede da Bat-Caverna. No entanto o que começa como uma simples investigação, acaba se tornando algo mortal e perigosa, quando desperta o interesse de um terceiro personagem. Este é um mistério tecido ao longo do tempo, e a contagem regressiva começa aqui”

Nada mais foi revelado. A única coisa que sabemos é que personagens como Jay Garrick e Flash Reverso estarão em The Button. Este último vai se recordar dos eventos da saga Flashpoint e será uma das peças chave do quebra-cabeça que pode indicar a introdução dos personagens de Watchmen no universo regular da editora.

O Renascimento começa a ser comercializado no Brasil pela Panini ainda nesse mês de abril. Fique ligado na Torre de Vigilância para mais detalhes.

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