Marc Silvestri, co-fundador da Image Comics e importante artista na HQ solo do Wolverine nos anos 90, está trabalhando em uma história do Batman. O projeto na verdade vem sendo produzido desde 2014, época em que a DC Comics ainda estava na fase dos Novos 52.
O site Bleeding Cool divulgou algumas artes, ainda sendo realizadas por Marc, que mostram um pouco do que vem por aí:
A trama não foi divulgada em completo, mas já se sabe que Batman vai ter a companhia do seu maior antagonista, o Coringa. Os dois irão se unir para enfrentar um inimigo em comum.
Sem uma data determinada para lançamento, Batman/Joker (título ainda provisório) será uma minissérie em seis capítulos, todos escritos e desenhados por Marc Silvestri.
Foram reveladas as primeiras páginas de Batman/Elmer Fudd. O encontro entre o Homem-Morcego e o caçador Hortelino Troca-Letras. A HQ faz parte da série de publicações especiais dos personagens da DC Comics com os malucos desenhos da Looney Tunes. Confira mais detalhes AQUI.
“Depois de ter uma chance de encontrar o bilionário Bruce Wayne, a obsessão de Hortelino pelo Batman cresce ao ponto dele perseguir o Morcego pelos becos escuros e encontros da alta-classe de Gotham City,” diz a sinopse da edição.
Na história, Hortelino vai caçar o Batman pela cidade e ainda vai contar com a ajuda de um Pernalonga em versão humana (!). O roteiro é de Tom King e desenhos de Byron Vaughns.
É triste dizer, mas em paz não existiriam heróis. A figura do herói, que vem de ἥρως (heros: Protetor, em grego)surge somente perante um momento crítico. Na vida real ou ficção, tendemos a torcer pelo herói, o protagonista de uma situação dramática que esperemos que acabe bem. O herói de um pode ser o vilão de outro e por isso vemos tantos heróis surgindo após tragédias pessoais.
Quem nunca ouviu falar do Homem-Morcego? É um clichê absurdo já há mais de meio século afirmar que Batman, o Cavaleiro das Trevas e alter ego de Bruce Wayne, é um fenômeno cultural. Pudera: sem contar as diversas HQs que a cada mês são publicadas no mundo inteiro (sendo atualmente sete títulos mensais ligados ao Batverso disponíveis em seu país de origem), o cidadão de Gotham City que se tornou órfão ainda jovem possui 39 jogos de videogame; 12 filmes de longa-metragem em formato live-action (marca registrada no Guinness, o livro dos recordes), sendo 10 desses como único protagonista e mais 38 filmes em animação; Séries de TV que transformou quem o representasse em celebridades instantâneas, com legados intactos mesmo após sua morte; Diversos licenciamentos como cadernos, brinquedos, lancheiras, toalhas, cobertores, e até produtos alimentícios. A lista é imensa e aumenta a cada dia.Todo esse legado, que teve início com a morte de Martha e Thomas Wayne obviamente não pode ser creditado apenas a Joe Chill, assassino dos pais de Bruce. Ele não apertou o gatilho sozinho.
Existem heróis esquecidos e, em determinados casos, o esquecimento é proposital. É o caso de Bill Finger. Finger criou grande parte do personagem que conhecemos hoje. Criou sua ideia de uniforme, os roteiros de suas primeiras histórias, Robin, a batcaverna, o batmóvel e até mesmo Gotham City. Mas viveu como um anônimo até para quem lia seu trabalho.
Uma das tentativas de consertar este anonimato é o lançamento pela prataforma de streamingHulu do documentário Batman & Bill dirigido por Don Argott eSheena M. Joyce com apresentação deMarc Tyler Nobleman. O trabalho também faz uma retrospectiva da carreira de Finger na indústria e sua relação com Bob Kane, intercalado por simulações em forma de animação e depoimentos dos quadrinistas Kevin Smith, Todd McFarlane e Roy Thomas, além de familiares de Bill.
O documentário foi lançado em 6 de maio de 2017 porém está disponível apenas nos Estados Unidos e Japão, únicos países onde a Hulu opera.
Mais de um
Graças à um acordo entre Bob Kane e os editores, apenas o nome de Kane apareceria nas páginas de Detective Comics e também nos créditos posteriores de histórias do Batman. Essa prática, mesmo que vista como absurda hoje em dia, era comum na era de ouro e prata das HQs. “Com frequência escritores foram passados para trás sobre receber créditos em co-criações, como foi o caso de Bill Finger. Também foi o caso de Gardner Fox ter crédito em Flash e não no Gavião Negro, etc. Às vezes os artistas é que eram cortados, como H. G. Peter no novo filme Mulher-Maravilha que, por outro lado, tem George Pérez, Robert Kanigher, Ross Andru e etc. Todos creditados e nem uma palavra sequer sobre a pessoa que, mesmo que a [família] Marston sempre tenha negado, seja o co-criador da MM. Quem está do lado do Bill Finger deveria também direcionar sua indignação nesse caso, mas possivelmente não vão”, declara Roy Thomas, escritor e editor de quadrinhos desde os anos 70 em entrevista exclusiva.
Dentre profissionais e fãs, Thomas foi um dos poucos que tiveram contato ou ao menos conheceram Finger pessoalmente. O evento aconteceu pouco antes de sua primeira e única aparição pública. Segundo Thomas, ele acabou chegando atrasado em um painel que também contou com a participação de “Jerry [Bails], Gardner [Fox], Otto Binder e Mort Weisinger” na Comic Con de Nova Iorque em 1965, ocorrida em 31 de julho e 01 de agosto no Broadway Central Hotel. O local não existe mais, uma vez que por problemas estruturais, veio abaixo em 3 de agosto de 1973 matando 4 pessoas e ferindo outras 12. “O conheci em julho de 1965, até onde me lembro na noite anterior ao início da convenção de Nova Iorque, em seu apartamento. Eu estava na companhia de Jerry Bails, meu então colega de quarto David Kaler e (talvez) mais duas ou três pessoas. Jerry e/ou Dave marcaram o encontro. Jerry conheceu Bill em fevereiro de 1961 quando visitou o escritório da DC Comics e manteve contato com ele desde então por cartas.”
Jerry Bails já nos anos 60 defendia o nome de Bill Finger nos créditos do personagem quando suspeitou que Bob Kane possivelmente não era o único autor de tantas histórias. Bails tinha um fanzine onde em 1965 escreveu um artigo sobre o assunto batizado de “If The Truth be Known OR Finger in Every Plot“, fruto de contatos que teve com a DC Comics e então descobriu a participação de um autor que não aparecia nos créditos. Recentemente, essa página original foi republicada na edição 139 da Alter Ego, revista especializada em quadrinhos e editada pelo próprio Roy Thomas, que ainda lembra vagamente no encontro com Bill Finger de “Jerry e Bill mostrando uma folha de papel em que os nomes alternativos para o Robin eram mencionados (Wildcat, Tiger e etc.) e foi isso. Acho que ficamos por lá por cerca de uma hora.” Thomas ainda diz que o foco em seu então novo trabalho na Marvel o distraiu sobre ser mais curioso em relação ao assunto naquele período, inclusive sobre a contribuição de Finger em outros dois conhecidos personagens da DC Comics: Lanterna Verde (Alan Scott) e Pantera, hoje membro da Sociedade de Justiça.
Artigo original de Jerry Bails na primeira tentativa conhecida de nomear Bill Finger como co-autor do Batman (Reprodução: noblemania.blogspot.com)Sequência (Reprodução: blogs.larepublica.pe/comics_info/)
O mais cedo possível
Esse foi o principal alicerce para a criação do livro Bill The Boy Wonder, também de autoria de Marc Tyler Nobleman. O livro contém ilustrações de Ty Templeton epublicado em 2012 pela editora norte-americanaCharlesbridge Publishing. Segundo o autor, sem o sem o artigo de Bails seu livro possivelmente não existiria.
O livro, em capa dura e com 48 páginas é voltado ao público infanto-juvenil, com cores leves e traços de linha clara. A ideia de atingir este público em específico veio da urgência dos fãs saberem o quanto antes sobre esta história. Em conversa com a Torre de Vigilância, Nobleman informa que “[a primeira vez que ouviu falar de Bill] foi entre o fim dos anos 90 e começo dos anos 2000. Comecei a restaurar o legado de Bill em 2006 quando iniciei as pesquisas para meu livro. O documentário [Batman & Bill] começamos a fazer em 2008, dois anos antes de eu conseguir o contrato para a publicação do livro! Mas não deu certo e comecei de novo com outras pessoas em 2011. Dessa vez, também não foi longe… mas quando em 2015 a alteração dos créditos aconteceu, começamos a trabalhar nele de novo.”
Capa do livro Bill The Boy Wonder (Reprodução: noblemania.blogspot.com)
Apesar de BTBW ser um livro presumivelmente voltado para crianças, Nobleman o rotula como “um livro ilustrado para todas as idades. Escrevi alguns outros livros para crianças antes desse então eu já estava acostumado aos desafios. Crianças são inteligentes. Há uma forma sensitiva de dizer à elas quase tudo. Este é um conto cauteloso. Espero que crianças aprendam a não tratar os outros como Bob tratou Bill e não deixar que as pessoas as tratem do jeito que Bill deixou Bob fazer.”
Bob Kane viveu uma vida de celebridade: Sempre era visto em programas e eventos relacionados ao Batman que faziam o personagem se tornar uma marca ainda mais valiosa. Apesar das denúncias, continuava a declarar que era o único criador do personagem e que Finger “estava tomando mais crédito do que merecia”. Aproveitando o sucesso, Kane vendia telas com ilustrações do Batman no estilo que o consagrou na era de ouro e prata. Porém, a autoria destas telas é discutível. Tom Andrae, co-autor do livro Batman & Me, autobiografia de Bob Kane publicada em 1989, chegou a dizer que tais pinturas não eram da autoria de Kane, mas não se sabe ao certo quantas telas foram produzidas nem o nome de seu(s) autor(es). Em um evento de exposição destes quadros até Tim Burton, diretor dos filmes do Batman de 1989 e 1992, esteve presente. Como homenagem póstuma, Kane teve seu nome imortalizado na calçada da fama em Hollywood.
Bob Kane com algumas telas de autoria contestada (Reprodução: popculturesafari.blogspot.com)
Tais problemas em relação aos devidos créditos a produtos relacionados gerou inimizade de Bob Kane com outros autores, como por exemplo, Jim Steranko. Ainda em sua autobiografia, Kane chega a informar que Bill Finger teria “50% ou mais” de participação na criação de Batman. Apesar de tentar consertar a falta de crédito dada a Finger, Kane no mesmo livro publica uma folha com sketches datada de 1934 com várias características ligadas ao que se tornaria o Homem-Morcego inspirada nos esboços que Leonardo da Vincifazia para suas criações.
Sketches datados de 1934 (Reprodução: www.entrecomics.com)
“Super-heróis são ficção. Seus criadores, claro, são reais, o que os fazem ser humanos e o que tornam imperfeitos. Não espero que ninguém seja perfeito mas espero que todos sejam bons e justos, até se você NÃO criou personagens que são conhecidos por serem bons e justos! Eu não respeito Bob pelo desrespeitoso jeito que ele tratou Bill e outros que o ajudaram em sua carreira”, completa Nobleman que, com seu trabalho no livro e no documentário, teve acesso a arquivos de áudio com conversas de Bill Finger e conheceu uma neta de Bill que até então não sabia que existia.
Depois de tudo
Além de seu trabalho como roteirista nos quadrinhos, Finger também foi parar na televisão, inclusive escrevendo o roteiro de dois episódios da série de TV Batman dos anos 60 (The Clock King’s Crazy Crimes / The Clock King Gets Crowned, respectivamente, 11º e 12º episódios da 2ª temporada). Ainda nos quadrinhos, tentou no início dos anos 70 trabalhar para a Marvel de acordo com Roy Thomas, que tem “certeza que foi na época (se não, um pouco antes) de eu ser o editor-chefe, mas eu não me lembro do Stan [Lee] sugerindo a mim interesse em ter Bill escrevendo para a Marvel. Estranho… porque por mim poderíamos usá-lo nas [então] novas revistas em preto e branco, ao menos. […] eu gostaria de por conta própria ter buscado Finger para escrever algo ou que ele tivesse vindo até mim em meados de 1972 (quando eu me tornei o editor-chefe) porque eu poderia ter oferecido algum trabalho à ele ou então sugerir a outros (como Marv Wolfman) para fazer. Claro, ele morreu não muito depois… então não posso sequer ser 100% seguro que ele estava procurando trabalho naquele dia que ele (provavelmente a seu próprio pedido) ter se encontrado com Stan, embora é difícil imaginar qualquer outra razão pela qual ele estava lá. Porque Stan não o referiu a mim, eu não sei…”
Bill Finger morreu pobre e solitário em 18 de janeiro de 1974, num apartamento em Nova Iorque com sua TV em preto e branco ligada em um canal fora do ar. Seu cadáver foi encontrado por Charles Sinclair, um amigo que tinha a cópia da chave do apartamento. O laudo médico apontou causas naturais. Sua morte deixou no ar vários mistérios, um deles, por que nunca reivindicou um direito maior sobre suas criações. Uma suspeita é que sua condição financeira não permitiu.
Por muito tempo veiculou-se que Finger foi enterrado como indigente, porém em Batman & Bill é informado que seu filho Fred Finger atendeu o desejo do pai de ser cremado e espalhou suas cinzas em uma praia sob uma marca na areia em forma de morcego. A informação não é dada diretamente por Fred Finger, que morreu em 1992 devido problemas de saúde ocasionados por ser portador do vírus HIV. Fred era bissexual e teve uma filha chamada Athena, nascida em 1976 que lutou para o nome de seu avô ser creditado nas publicações relacionadas ao super-herói, cujo acordo firmado teve início nas ediçõesBatman and Robin Eternal nº 3 e Batman: Arkhan Knight – Genesis nº 3, ambas datadas de outubro de 2015.
Uma das primeiras HQs a darem crédito a Bill Finger, mais de 40 anos após sua morte (Reprodução: comixology.com)
Intermináveis agradecimentos a Roy Thomas e Marc Tyler Nobleman pela ajuda na realização desta matéria
As editoras DC Comics e Dargaud, em parceria, anunciaram hoje a publicação de um novo especial do Batman, que será escrito e ilustrado pelo superstar europeu Enrico Marini.
Com planejamento definido para dois volumes, Enrico Marini produzirá uma história que, até o momento, não teve título divulgado. O primeiro volume será lançado no dia 3 de novembro de 2017, enquanto a continuação está prevista para a primavera de 2018.
Enrico Marini é um artista italiano famoso por séries como Gipsy, Scorpion (mais de 2 milhões de álbuns vendidos mundialmente), Les Aigles de Rome e Predadores, publicada no Brasil pela editora Devir. Sua arte é marcada por um estilo único de narrativa cinematográfica, e seu trabalho com o Cavaleiro das Trevas será um evento especial para o mercado europeu.
“Estou muito orgulhoso por fazer parte deste projeto,” disse Marini. “Batman é meu herói favorito desde a infância. Ter a oportunidade de reinterpretar seu universo e adicionar meu ponto de vista é um grande privilégio.“
Em entrevista, o Publisher da DC Comics Jim Lee, disse: “Nós estamos muito empolgados por termos Enrico Marini proporcionando sua visão e habilidade excepcionais a este projeto, que trará uma história original do Batman para os fãs da DC Comics na Europa.“
No Brasil, as histórias da DC Comics são licenciadas pela editora Panini. A série do Batman de Marini é a primeira investida das editoras em uma parceria para produção de material inédito.
Há 25 anos atrás em um episódio da clássica série animada do Batman, a Arlequina fazia a sua primeira aparição. Foi no dia 11 de setembro de 1992 no episódio “Joker’s Favor” (Um Favor para o Coringa aqui no Brasil). Criada por Paul Dini e Bruce Timm, a personagem chegou a um patamar que nem a dupla gestora imaginou que a Dra. Harleen Frances Quinzel alcançaria.
A Arlequina já saiu da sombra do Coringa faz tempo, e é sucesso em diversas plataformas. Ganhou sua própria HQ, se tornou um dos principais nomes do Esquadrão Suicida e é um dos personagens mais rentáveis da Editora das Lendas.
Confira a capa variante feita por Jim Lee:
O one-shot tem lançamento planejado para setembro, no mesmo dia em que o episódio foi ao ar 25 anos atrás. E vai contar com diversas histórias da Arlequina, na equipe criativa fazem parte os escritores Amanda Conner e Jimmy Palmiotti. Oco-criador Paul Dini também vai produzir uma história. Os desenhos serão de Chad Hardin. Além deles a dupla Chip Zdarsky e Joe Quinones, que trabalharam muito tempo com Howard o Pato na Marvel Comics, também vão participar da edição.
Você ficou sabendo AQUI na Torre de Vigilância que a DC Comics vai publicar uma HQ especial protagonizada pelo Steve Trevor. Aproveitando o embalo e sucesso do filme da Mulher-Maravilha, a editora lançou na última quarta-feira (07/06) Wonder Woman: Steve Trevor #1. Confira algumas páginas na galeria abaixo:
Na HQ a trama é totalmente focada em Trevor, tendo uma participação de Diana apenas no início e no final, é essencialmente sobre o Major e seus amigos Charlie, Samir e Chefe. Se você já assistiu o filme sabe quem são essas figuras.
“A amizade de longa data entre Steve e Diana é inspiradora. Apesar de serem de mundos diferentes” disse o roteirista Tim Seeley. “Nessa história teremos a chance de ver Steve contra um vilão do passado de Diana, e terá que vencer sem a ajuda da Amazona.”
Wonder Woman: Steve Trevor #1 tem roteiros de Seeley e desenhos de Christian Duce.
A DC Comics divulgou a prévia do último capitulo de Cavaleiro das Trevas III – A Raça Superior, a edição Nº 9 encerra a terceira investida no universo criado por Frank Miller. A HQ hega nas Comics Shops americanas nesse final de semana.
Confira a prévia e as capas variantes na galeria abaixo, um recado para quem não leu ainda as edições anteriores, as páginas contém spoilers:
Cavaleiro das Trevas III – A Raça Superior, uma parceria de Miller com Brian Azzarello, começou a ser publicada em 2015 mensalmente. Logo após passou para bimestral. Os atrasos, infelizmente, atrapalharam o “pique” da minissérie, e também (sem querer) o inicio da fase Renascimento, fizeram o parte público perder o interesse na boa minissérie. Na trama, Batman e Superman são obrigados a lutarem lado a lado, após uma invasão de Kandorianos ao planeta Terra.
Aqui no Brasil, Cavaleiro das Trevas III é publicada pela Editora Panini e se encontra na edição Nº 7.
Mulher-Maravilha finalmente chegou aos cinemas e é um tremendo sucesso de público e crítica. Um dos elementos mais importantes do filme é a espada Matadora de Deuses, mas ela não foi criada para o filme. Ela surgiu nos quadrinhos do Exterminador. Como assim? Explicarei detalhe por detalhe e farei algumas comparações com a versão do filme, contendo alguns spoilers.
Nos quadrinhos
O objeto surgiu durante a fase de Tony Daniel pelo Exterminador. Após voltar a ter uma aparência mais jovem, Hefesto contrata Slade para matar Jápeto, um titã que ameaça o Panteão. Para cumprir tal tarefa, ele precisa usar uma espada chamada Matadora de Deuses. Forjada por Hefesto, age como se estivesse viva, nem todos podem controlá-la. Ela tem uma vontade insaciável por sangue e morte, com a possibilidade de controlar quem a está usando. Ela também pode se adaptar conforme a batalha, dividindo-se em duas ou se tornando um bastão. Seu poder pode permitir contato com o ferreiro.
A arma apareceu na edição #7 do Exterminador do DCYou. O arco envolvendo a espada, tem participações especiais de Mulher-Maravilha e Superman. A história já foi publicada no Brasil pela editora Panini no encadernado Exterminador: O Assassino de Deuses.
No filme
SPOILERS A SEGUIR
No filme solo da Princesa Amazona, a espada foi feita também com um objetivo de matar um Deus: Ares. As Amazonas juraram que ele retornaria, e quando este momento chegasse, a maior das guerreiras a empunharia. E é esta a história que inspira a Diana do filme a se tornar a maior das guerreiras, título então ocupado por Antíope. Depois de Steve Trevor contar sobre a guerra que assola o Mundo dos Homens, ela acredita que Ares é o responsável por isso e deixa Temiscira, roubando a espada e o traje de guerreira. Precipitadamente, a Mulher-Maravilha mata o General Ludendorff pensando que ele era o Deus da Guerra.
Quando a verdadeira identidade de Ares é revelada, nós descobrimos que a espada nada mais é do que uma farsa e que a verdadeira Matadora de Deuses é a Princesa Amazona.
Comparações
Ambas foram criadas com propósitos semelhantes mas com alvos diferentes. O visual dos quadrinhos é muito mais exagerado em relação a versão cinematográfica. Slade Wilson é o portador da arma das HQ’s, no filme, Diana. A versão das telonas estabelece a espada como uma farsa inventada por Hipólita para proteger sua filha da verdade, assim como é feito em inúmeras de suas origens, mas de forma diferente. A das páginas, como uma arma letal no sentido literal.
Mulher-Maravilha já está em cartaz e você pode conferir a nossa crítica do filme aqui. Você também pode conferir a resenha do quadrinho Mulher-Maravilha: Terra Umaqui.
É chegado o momento da Mulher-Maravilha! Com o filme solo prestes a debutar nas telonas do mundo inteiro, a DC Comics vai subir no “Jato-Invisível do embalo” e publicar o primeiro Anual da Amazona desde o começo da era do Renascimento! Serão histórias curtas de diversos artistas que ainda contarão o primeiro encontro com Batman e Superman.
Confira a prévia na galeria abaixo:
Um grande e respeitado time compõe a equipe criativa das histórias do começo da carreira da Mulher-Maravilha.Collin Kelly, Greg Rucka, Jackson Lanzing, Michael Moreci e Vita Ayala são responsáveis pelos roteiros. Enquanto as artes são de Claire Roe, David Lafuente, Nicola Scott e Stephanie Hans.
Wonder Woman Annual #1 vai mostrar os dias após o Ano Um de Diana, e começa a ser vendida no próximo dia 31/05 nos Estados Unidos.
A Warner divulgou um novo trailer de Batman e Arlequina (Batman And Harley Quinn), próximo longa-metragem da DC Comics, que contará com o retorno de Bruce Timm, em história criada por ele.
A atriz de The Big Bang Theory, Melissa Rauch, fará a voz de Arlequina, ao lado de Kevin Conroy como Batman e Loren Lester como Asa Noturna.
O filme seguirá as aventuras de Batman e Asa Noturna, que são forçados a se aliarem com Arlequina, para impedirem uma catástrofe global causada pela Hera Venenosa (Paget Brewster) e Jason Woodrue, o Mestre das Plantas.
O filme será lançado no verão americano em DVD e Blu-Ray.