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Persona 5 Royal é um ótimo retorno ao mundo dos Phantom Thieves

Escrito por Pedro Ladino

Quando joguei Persona 5 em 2018, um ano após seu o lançamento ocidental, fiquei maravilhado com a série. A ponto de comprar um PlayStation Vita para jogar Persona 4 Golden. Porém, ao decorrer do tempo, quanto mais eu pensava sobre o jogo, mais ele caía no meu conceito, além de ter jogado outros JRPGs, que acho melhor escritos, incluindo o próprio Persona 4 Golden. Ainda o considero um dos melhores do gênero da última década, e é uma ótima porta de entrada para quem quer conhecer o mesmo

Agora em 2020, tive a chance de rejogar o game, mas em uma versão aprimorada, nomeada de Persona 5 Royal. Assim como Golden, novos conteúdos, social links e features foram incluídos nessa nova versão.

Voltar ao mundo de Persona 5 foi bem gratificante. Toda ambientação, estilo gráfico e trilha sonora me deixaram feliz. Explorar Tokyo com seus amigos continua sendo algo maravilhoso. Por 80% do tempo, o jogo permanece o mesmo de 2017, com pequenas alterações no roteiro para se encaixar com os novos acontecimentos. Basicamente tudo aquilo que fez o original ser consagrado, como seu roteiro, ainda está presente, na maior parte do tempo.

As mudanças já aparecem logo de cara, com o gancho e os novos confidants, Kasumi e Maruki, surgindo logo no começo do jogo. Diferente de Marie, de Persona 4 Golden, Kasumi é jogável e faz parte dos Phantom Thieves. Ela vai crescendo ao longo do jogo e sendo mais explorada após a metade do jogo. No entanto, devo dizer que, mesmo com as mudanças feitas no roteiro, o plot de Kasumi e Maruki deixa bastante a desejar, ainda que o conceito seja ótimo.

Um dos personagens que teve seu enredo alterado, foi Akechi Goro. Não vou entrar em detalhes por motivos de spoiler, mas ele ganha mais destaque no jogo. Haru Okumura é outra personagem que é melhor trabalhada em Royal, aparecendo desde o início do jogo, e não simplesmente aparecendo do nada.

O Mementos também foi alterado, com a presença de José, uma misteriosa criança que é capaz de mudar o status da área, trazendo bônus de mais XP, dinheiro e itens. Também é possível utilizar flores encontradas no lugar para trocar por itens.

Foi adicionado um local onde você pode matar tempo com seus confidants: o Thieves Den. É uma espécie de galeria, com estátuas de personas e bosses que você derrota durante o jogo, e minigames. O lugar pode ser acessado diretamente do menu principal ou no menu de pausa. Ele não conta como atividade diária.

Em termos de gameplay, o jogo ganhou várias melhorias, que, em minha opinião, foram as melhores coisas dessa nova versão. O gancho é uma boa uma maneira de você rejogar as dungeons sem se enjoar. Isso fez com que o layout delas sofresse leves mudanças. O Batton Pass agora dá um buff extra cada vez que você passa para outro membro da party.

Falando no Batton Pass, com a inclusão de uma nova cidade, Kichijoji, é possível aumentar o nível de poder dele ao jogar dardos com os seus amigos. Ao jogar sinuca, um dos seus status, com exceção de Kindness, aumenta aleatoriamente. Além do All-Out Attacks, há agora o Showtime, onde os membros atacam simultaneamente, mas diferente do All-Out, ele só é ativado em certos momentos da história.

Morgana agora não te obriga a dormir durante a noite, somente em momentos específicos, fazendo com que Joker tenha liberdade para aprimorar seus status. Novos personas foram adicionados, incluindo novas formas para os Phantom Thieves.

Em termo de gráficos, o jogo é mais polido que a versão original, e roda liso no PlayStation 4. O jogo original havia saído também para o PlayStation 3. A localização também foi melhorada, com alguns diálogos sendo reescritos e momentos de cunho homofóbicos excluídos.

  • Mas afinal, não poderia ter sido lançado via DLC?

Sim, poderia. Eu entendo que Persona 3 FES foi relançado por no Play Station2 não ter DLC e Persona 4 Golden por ser em uma plataforma totalmente diferente, mas atualmente já existem jeitos adicionar conteúdos em jogos sem o jogador, que já possui o game, ter que pagar preço cheio para ter as novidades.

Colocar todo o conteúdo presente em Royal, como se fosse uma espécie de New Game Plus, teria sido um jeito melhor de lidar com isso e, para quem nunca jogou, teria a edição completa à disposição. Então, para aqueles que já jogaram, recomendo esperar uma promoção.

Veredito:

Persona 5 Royal é um ótimo retorno ao mundo dos Phantom Thieves e uma excelente porta da entrada para novos jogadores. Apesar de errar no novo enredo, ele traz ótimas melhorias para o gameplay e continua sendo um dos melhores JRPGs da geração.

Agradecimentos à Atlus e Sega pelo envio do código.

 Para quem já jogou: Ouro – Recomendável

Para quem nunca jogou: Platina – Obrigatório

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Sobre o Autor

Pedro Ladino

"Just when I thought I was out...they pull me back in."

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