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GRIS merece ser chamado de arte

Escrito por Pedro Ladino

Desde que foi anunciado, GRIS me chamou a atenção pelo seu estilo de arte, lembrando uma pintura em aquarela. Quando foi lançado para PC e Switch em dezembro do ano passado, eu logo adquiri, e não me arrependi. Na época, não consegui fazer uma review, mas agora, que além de ter sido indicado ao The Game Awards 2019, o jogo foi relançado para PlayStation 4, por que não dar meus dois centavos sobre ele?

Desenvolvido pela Nomada Studio e publicado pela Devolver Digital, GRIS é um game de plataforma, onde controlamos uma jovem personagem que dá nome à obra. O jogo se inicia quando Gris, ao tentar cantar, perde sua voz, e então, entra em uma crise existencial, um mundo sem cor.

O objetivo é simples: desvendar puzzles e construir o caminho até as estrelas. Mas o caminho até lá é uma experiência. Cada fase tem uma cor específica, o deserto vermelho, a floresta verde, o fundo do mar azul. Tudo isso regado de uma excelente animação e uma magnífica trilha-sonora. Mas é só isso?

GRIS é um daqueles jogos onde a história é 100% interpretativa, onde nada é concreto. A interpretação vem de cada jogador, ou do que ele pode estar passando em sua vida pessoal nesse momento. Se você estiver passando por dificuldades no momento, será difícil esquecer enquanto joga GRIS. Em ambas vezes que zerei, passava por momentos difíceis, então a interpretação mudou.

O level design é bem linear e fácil de se localizar, mesmo com vários elementos parecidos na tela. Os controles são fluidos, assim como tudo no jogo. No começo, você apenas anda e pula, mas conforme vai prosseguindo, novas habilidades vão aparecendo. Os puzzles são simples, não tem muito o que pensar e nem perder muito tempo neles.

Os gráficos, como mencionei antes, são parecidos como uma pintura em aquarela. Todos os cenários são lindos. A fase da água é de longe a minha favorita, ao se misturar com uma camada preta, dando um tom de sufoco.

Em termos de tempo de jogo, ele é bem curto. Eu terminei em cerca de três horas, apesar de eu já ter jogado no ano passado. Para quem é caçador de Platina, o jogo chega com essa opção ao PlayStation 4. Então adiciona mais um pouco de vida para o pós-game.

É difícil descrever GRIS. GRIS é uma experiência, Gris... é arte.

Agradecimentos à Devolver Digital pelo envio do código no PlayStation 4.

Platina – Obrigatório

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Sobre o Autor

Pedro Ladino

"Just when I thought I was out...they pull me back in."

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