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Análise | Dark Souls III

Dark Souls III chega no mercado como uma sequência de uma das séries mais importantes do cenário gamer. Você não pode, simplesmente amá-lo ou odiá-lo, sua relação com os jogos Souls é sempre uma linha tênue entre a sanidade e a loucura.

E é exatamente nesse ponto que o novo game acerta. Desenvolvido pela From Software e co-realizador por Hidetaka Miyazaki criador da série, e distribuído pela Nanco Bandai. O quarto jogo da série Souls, veio para suprir a carência que tivemos com Bloodborne. Não que o jogo seja ruim, longe disso, mas o próprio Miyazaki afirmou em entrevista, que as limitações encontradas no título fizeram com que ele desejasse voltar a Dark Souls. (Obrigado, Bloodborne!)

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Podemos começar falando que Dark Souls III, não só aprendeu muito bem o que ele deve fazer, como faz. Usando seus antecessores como base inspiratória, o jogo traz tudo que já conhecíamos e adorávamos na franquia, conseguindo manter uma identidade própria. Nunca tivemos um uso mais adequado para a frase “Aprenda com seus erros!”.

Desde o início, o game deixa claro que, o que temos em mãos, é um fruto do trabalho árduo dos produtores dedicados aos fãs. Em termos gerais, o jogo é uma reescrita do original, o jogador é mais uma vez um morto-vivo amaldiçoado, que agora ressuscitado tem como objetivo buscar a redenção.

Para isso teremos que os derrotar seres demoníacos em combate, tendo como principal objetivo encontrar os recém-ressuscitados senhores de Cinder. A maior parte da história é contada através de detalhes que vamos encontrando ao longo da gameplay. Exceto por parte da introdução, não temos cutscenes durante as quase 60/70 horas de jogo, ou sequer diálogos longos, nada para explicar de forma metódica o que está acontecendo. Deixando no ar um clima de suspense, característico da série.

Durante o jogo você explorará, castelos gigantescos, rodeados de aldeias, florestas, catedrais, pântanos doentes e catacumbas cheias de esqueleto e cidadelas congeladas. Muitos dos principais locais são visíveis à distância, deixando a experiência de contemplar uma área que você acabou de superar, a partir de um precipício satisfazer de uma maneira que nenhuma recompensa poderia.

Visualmente, este é o jogo mais bonito da saga, o que não é surpreendente considerando que é o primeiro criado de raiz para a nova geração de consoles. Mas mesmo comparando com Bloodborne, exclusivo para PS4 e dos mesmos produtores, Dark Souls III leva vantagem. O jogo parece ter melhor qualidade visual, e a experiência decorre de forma mais fluída do que em Bloodborne. Também ficamos surpreendidos com a quantidade de cor que algumas áreas do mundo mostram. A beleza dos cenários é de tirar a respiração, deixando muitas vezes o jogador distraídos com sua imponência.

O sistema próprio de combate que já conhecemos continua consideravelmente complexo, e incisivo. Assim como nos antecessores ele é constituído mais uma vez em torno dos bloqueios, rolamentos, backstabs, além do poder de dano extra causado por armas de duas mãos. No entanto, a grande novidade é a introdução dos Critical Arts. Estas opções permitem, por exemplo, elevar status da arma, equipar ataques, como o “spin” ou “rush in“. Que podem desferir poderosas estocadas, e quebrar até mesmo a guarda do inimigo. E, na melhor das hipóteses, os golpes também podem ser combinados com ataques especiais.

Além de ter ganho uma ótima melhoria, um dos pontos negativos do jogo aparecem na jogabilidade, ou melhor, durante ela. Considerando o tamanho do jogo e todas as suas propriedades, encontrar um probleminha dentre tantas coisas boas não é surpresa, durante alguns momentos em que lutávamos, podemos observar uma queda significativa no frame-rate do jogo. Nada de extraordinário, mas considerando o valor do jogo no mercado, é de se preocupar.

 

VEREDITO:

Dark Souls III tem muito de familiar e acomodamo-nos facilmente no seu estilo, sendo o típico jogo que atrai sua atenção, que frustra, que faz a gente agonizar, que impressiona e que nos faz raiva. É talvez o melhor título de toda a série Souls, polindo tudo aquilo que havia para ser polido e retirando o desnecessário. Sendo uma remodelação persuasiva do conjunto de recursos, ele acaba introduzindo novas mecânicas de combate, expandindo as opções à disposição, mas também relacionadas com a exploração, combate, e trilha sonora, deixando tudo no ponto.

Em suma Dark Souls III não foge muito daquilo que já foi visto nos títulos anteriores e limitou arestas, polindo assim a experiência do jogador ao mais alto nível.

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Resenha | O Código do Caçador de Recompensas

Você ama o universo expandido de Star Wars, é fã do Boba Fett, gosta do modo como os caçadores de recompensa trabalham, ou apenas gosta da franquia e queria saber mais? Acabou de encontrar o livro perfeito para isso tudo! E o nome dele é: O Código do Caçador de Recompensas.

Já diferenciando de qualquer outra obra, aqui não trataremos de uma narrativa e sim de um manual. E aí você se pergunta: “O que eu faria com um manual de caçadores de recompensas intergaláticos do universo expandido de uma franquia fictícia?”. Bom, primeiramente não é qualquer “manual intergalático do universo expandido de uma franquia fictícia” mas sim, um manual que já “passou pelas mãos” dos caçadores Boba Fett, Greedo, Dengar, Bossk e de alguma forma, depois de um tempo, acabou parando nas mãos do próprio Han Solo.

Respectivamente: Bossk, Dengar, Boba e Greedo
Respectivamente: Bossk, Dengar, Boba e Greedo

Bom, vamos ao que interessa. O primeiro detalhe que se pode observar é o trabalho maravilhoso que foi feito no acabamento da obra, tudo, em toda a coleção (que será comentada nas resenhas seguintes), foi feito para sentirmos que estamos pegando em um objeto que foi utilizado pelos próprios personagens da franquia (sensacional, né?). A capa se parece realmente com um manual espacial, desde a pintura até a espessura, e o mais legal é que logo atrás, em baixo relevo, temos um brasão Mandaloriano, que pode ser considerado um indício que a edição foi encadernada pelo próprio Boba Fett.

Capa do livro
Capa do livro

Logo ao abrir, temos uma espécie de relatório Rebelde anexado dizendo como, quando e onde o manual foi encontrado (o que já mexe bastante com a imaginação do leitor). No decorrer do livro, temos o manual com tudo o que se precisa saber para se tornar um caçador de recompensas: As noções básicas, requisitos de alistamento em guildas, credos, regulamentos de guilda, recompensas por regiões, história dos caçadores de recompensas, armas que se devem ser utilizadas, veículos, procedimento com o império, as quatro fases de como caçar uma aquisição, enfim, exatamente tudo que você precisaria para se tornar um caçador de recompensas.

Anotações de Boba Fett e gravuras de modelos de Landspeeders.
Anotações de Boba Fett e gravuras de alguns modelos de Landspeeders.

Além de todo o manual muito bem estruturado, e com cada parte escrita por um membro importante da guilda dos caçadores de recompensas, temos o ponto alto do livro, enquanto você aprende tudo sobre esse universo, também pode desfrutar de comentários feitos pelos próprios caçadores quando também estavam lendo a obra. veja um exemplo abaixo:

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Comentário feito por Bossk em relação ao que era a guilda antigamente.

Em termos cronológicos, respondendo a pergunta: “Mas como eles pegaram o mesmo livro e leram ao mesmo tempo?” A leitura de cada um ocorreu em tempos diferentes, fica subentendido que primeiro, o manual estava nas mãos de Greedo, após um tempo foi para as mãos de Bossk, depois Dengar que o entrega para Boba, até que finalmente vai parar com Han Solo através da Aliança Rebelde.  Em determinadas partes da obra é possível ver respostas dos que pegaram o livro depois, para alguns comentários dos que pegaram antes, outro atrativo sensacional.

Por fim, nas ultimas páginas, temos outra história, um manifesto dos sentinelas da morte Mandalorianos (raça do caçador Boba Fett), Onde podemos ver a origem da fama e a grandeza da espécie. Ideal para desvendar inúmeros mistérios sobre o Caçador. Dentro desta parte podemos desfrutar dos comentários de Jango fett, que são direcionados para o filho Boba, que depois, deixa comentários para a filha Ailyn Vel, já que se trata de um exemplar passado de geração em geração. Além deles ainda temos palavras de Aurra Sing e do pirata Weequay Hondo Ohnaka.

Respectivamente: Aurra Sing, Jango Fett, Ailyn Vel
Respectivamente: Aurra Sing, Jango Fett , Weequay Hondo Ohnaka e Ailyn Vell.

O livro é considerado para mim, um item indispensável para um colecionador de Star Wars, principalmente para quem foca a sua coleção nos caçadores de recompensa da franquia.

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Saber o que você está assistindo é algo bom

Ou também, “Como sua opinião deve ser afetada pela alheia“.

Japonês é um povo estranho. E por mais que esse post não seja totalmente relacionado a japoneses, eu não sei iniciar textos de outra forma… É assim ou “Venho por meio desta“.

De qualquer maneira, venho por meio desta, descrever um aspecto que deveria ser óbvio para todo fã de alguma coisa (seja lá o que for), mas que percebo, pelas minhas interações amigáveis (e as não-amigáveis também) internet afora, que não é tão óbvio assim: Pessoas tem gostos diferentes, e a indústria faz seus produtos sempre pensando num determinado público-alvo. E que é normal você não gostar de algo que não foi feito pensando em você.

Tipo isso. Você claramente não é o público-alvo disso. Créditos: あれっくす (Pixiv)

Algumas semanas atrás, eu peguei um anime para assistir: Ore, Twintails ni Narimasu. Não vou entrar muito a fundo na série em si, mas vou usá-la como mote da discussão. O nome se traduz para algo próximo de “Então, eu me tornei uma Garota de Chiquinhas“, e como eu costumo dizer, coisas nipônicas sempre são tão idiotas como elas soam. Twintails não é muito diferente.

O rapaz literalmente se transforma numa garota de chiquinhas. Não é uma cilada; não temos desculpas esfarrapadas. O cara é uma garota. E embora isso não seja o que eu queria comentar de verdade, é só um ponto que vale ser ressaltado. Voltando…

A questão é como tal anime trata a tag “humor” no verso de seu Blu-Ray. Eu sou um cara esquisito, e adoro piadas retardadas, humor nonsense e ciente de si mesmo. Quebrar a quarta parede, debochar descaradamente das pessoas que estão assistindo e fazê-las gostar disso. Esse é meu tipo de humor. Eu não conseguia parar de gargalhar enquanto assistia cada episódio.

Porém, uma coisa que não saía de minha cabeça, com o passar das cenas em minha frente, era o pensamento de o quão de nicho era aquilo que eu assistia. Digo, eu sabia que a série seria algo que nem todos gostariam, até mesmo antes de parar para vê-la… Mas eu não imaginava que seria algo assim. Embora tenha sido uma surpresa agradável pra mim, trouxe a tona o pensamento descrito anteriormente.

Mais ou menos assim... Eu acho?
Mais ou menos assim… Eu acho?

O quão boa é a especificação? Pensando em biologia (ou qualquer outra coisa), sabemos que com ela se perde generalidade, mas se ganha eficiência. É melhor ser um perito num único assunto ou ser mediano em todos? Essa discussão também é levantada quando falamos de entretenimento: Ou se faz um show para todos os públicos e que não agrade nenhum deles de forma satisfatória, ou se faz um show que seja excelente para um grupo seleto e todos os outros o vejam com maus olhos. O meio termo existe, mas consegue ser menos eficiente do que qualquer um dos extremos.

A cultura é uma coisa que, mesmo sem estar ‘viva’, consegue seguir os conceitos definidos por Darwin. O que está melhor adaptado sobrevive. É por isso que esses dois pontos tão distantes acabaram se tornando os mais comuns hoje em dia. E, de novo, embora não seja o foco da postagem, merece um pouco de atenção.

Voltando à biologia, lá a especificação é algo bom. Quanto mais focado em algo você é, melhor naquilo você se torna, e maiores são as suas chances de sobreviver naquele ambiente. Se analisarmos a indústria de entretenimento, isso também é verdade. Nunca neguei que ser uma obra de nicho não gera lucros. E inclusive, acredito que gera até mais do que o outro caso. Mas a questão não é a indústria em si, mas sim como o comportamento dela é interpretado pelo público, e como tal público parece ignorar características e propriedades das obras.

Um exemplo bom de se dar aqui na Torre é o meu próprio. Vocês, caros leitores das partes menos obscuras do site, e que não desistiram de ler essa postagem lá no segundo parágrafo, muito provavelmente julgaram o tal anime onde o cara vira uma garota de chiquinhas como algo bizarro, não? E tenho quase certeza de que mudariam de calçada se cruzassem comigo na rua. Mas vocês já pararam pra pensar em como eu vejo vocês? Como eu julgo essas curtidas em fotos do “Deadpool Zueiro” ou esses miseráveis que trouxeram a guerra até nós lutando contra o reino de terror de um homem só?

Está na hora, rapazes.
Está na hora, rapazes.

E é por isso que, antes de dizer que algo é bom ou ruim, você precisa analisar se o que você está vendo foi, de fato, feito para você. Foi até bom eu postergar essa postagem por umas três semanas, pois agora temos um exemplo infame para acrescentar. Vocês sabem muito bem do que estou falando: A tal “crítica especializada” parece ter odiado Batman vs Superman, mas eu ainda estou pra encontrar uma só pessoa de carne e osso (que eu tenha certeza que não é um robô controlado pelos illuminatti programado para digitar postagens em sites) que diga que achou o filme “mais ou menos”.

Apenas uma prova a mais de que saber o que você está assistindo é algo bom. O filme de Batman vs Superman é bom mesmo, afinal? Eu não sei, pois não assisti (e nem vou tão cedo, com o preço que tá o cinema), mas segundo contatos (o Gabriel) ele foi muito bom pra quem é fã da DC. Mas se um dia eu parar pra vê-lo, saberei que o que estou vendo é algo feito para fãs da DC, e relevarei aquelas falas que parecem sem sentido para mim, ou aquelas cenas extremamente prolongadas que não entendo o motivo de ter mais de seis segundos. Afinal, isso não foi feito pra mim. Essas falas e cenas foram feitas para agradar o público-alvo, e não a mim. Para eles, tudo fez o maior sentido do mundo e foi sensacionalmente bem bolado.

Isso só quer dizer uma coisa: Ninguém, além de você, pode dizer se algo é bom ou ruim para você. “Crítica especializada” é algo que beira a idiotice, quando não é tratada como simplesmente uma análise da parte técnica – pois essa sim, possui regras e existe “certo” e “errado” do que se fazer. Embora isso sempre esteja acorrentado a doutrinas pré-estabelecidas. “Resenhas” e “análises” são apenas pontos de vista colocados no papel, e que devem ser levados em conta por você, apenas caso exista identificação com o tal autor. Afinal, você é um ser vivo adulto, andante e pensante, e tem capacidade de discernir quais informações são úteis ou não, certo? Esse post mesmo, pode ser totalmente irrelevante. You gonna carry that weight.

Mas nossa, em pleno ano corrente e temos que fazer postagens pra conscientizar pessoas de como gostos são diferentes e como isso precisa ser respeitado? Pois é, Oliver. Pois é.

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Análise | Quantum Break

Quantum Break chega ao mercado com a premissa de mudar a conduta básica de narrativas em jogos eletrônicos.

Desenvolvido pela Remedy Entertainment (Alan Wake; Max Payne), e distribuída pela Microsoft, o game aborda a ficção científica, e consegue conciliar um jogo com uma série episódica em live-action, além de possuir um elenco de fazer inveja.

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A trama do game se inicia quando o protagonista Jack Joyce (Shawn Ashmore), e seu amigo Paul Serene (Aidan Gillen), testemunham um experimento temporal. Em questão de poucos minutos, percebemos que as coisas saíram completamente do controle.

O incidente é gatilho para a trama de Quantum Break e a partir disso o enredo se desenvolve, vemos a relação de Jack e Paul transformando-se em uma inimizade. Jack tendo que escapar do exército particular da empresa Monarch Solutions, ao mesmo tempo em que descobrimos a relação conturbada entre ele e seu irmão William Joyce (Dominic Monaghan), e a descoberta de Jack sobre os seus poderes de manipulação do tempo-espaço.

Quantum Break nos entrega uma narrativa linear, guiada em princípios “reais” de viagem no tempo, e uma mescla necessária de fantasia.

Tendo como característica, ao final de cada ato fazer o jogador escolher como seguir na história, por meio das chamadas Bifurcações, elas trarão impacto na série live-action, na continuidade do game e em certos personagens.

Infelizmente nos decepcionamos quando chegamos ao fim do jogo, temos um desfecho mal aproveitado, tão previsível quanto insuficiente. Mas conseguimos suprir a carência de um final, mais épico, pela atuação excelente por parte dos atores, não só na série live-action, como no quesito captura de movimentos. O que ajuda a passar um pouco de credibilidade aos acontecimentos retratados durante toda a gameplay.

A jogabilidade implementada no game, não é nada mais que um shooter em terceira pessoal, algo como o que Uncharted já havia nos entregado. Mas o que realmente faz a diferença aqui são as habilidades do personagem, o gameplay é divido entre a utilização de armas de fogo, e o poder de cronocinese de Jack.

Seguindo o caminho básico, como por exemplo, utilizar de maneira moderada os seus poderes, você não encontrará perigos realmente desafiadores durante todo o jogo. Os inimigos que você encontrará são facilmente derrotados. Porem em certos momentos, aparecerão alguns tipos diferentes de soldados, alguns com equipamentos que os permitem possuir por alguns instantes os poderes de Jack e outros que acabam por desabilitar o uso da cronocinese. Mesmo assim, se acostumar e entender o modus operandi desses soldados diferenciados não é tarefa difícil.

E além de utilizar os poderes de Jack para acabar com os soldados da Monarch Solutions, você pode gastar um pouquinho mais de tempo de gameplay, realizando puzzles que exigem o uso dos poderes temporais do personagem. Infelizmente, os poderes que controlamos não podem ser usados em qualquer objeto ou lugar que queremos, apenas em ocasiões específicas, pre-definidas pelos desenvolvedores.

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A Remedy apostou tudo na qualidade visual, mas infelizmente o jogo não corre nativamente a 1080p. A resolução falha é perceptível em alguns momentos, mas nada que comprometa sua experiência.

Certamente o ideal seria que fosse mantido uma resolução superior, mas uma maior resolução nem sempre significa gráficos melhores, e Quantum Break é a prova disso. Dando um show em quesitos gráficos, não só pela beleza técnica, encontrada em seus efeitos especiais, mas pela dinâmica de iluminação que torna as paisagens urbanas e industriais do jogo em belos panoramas. Conferindo ao jogo uma atmosfera cinematográfica.

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VEREDITO:

O estúdio soube aproveitar o conceito de viagens no tempo, amarrando uma história envolvente, com personagens que marcam, nem que seja apenas durante a gameplay. Quantum Break é um game para jogadores pacientes que gostam de narrativas bem elaboradas e jogos lineares. Não revoluciona, mas também não decepciona, utilizando de artifícios já estabelecidos para nos entregar um produto com muitas qualidades. Quantum Break é indispensável para quem possui Xbox One, e para os apaixonados por ficção-científica.

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Quantum Break será lançado no 5 de abril, e disponível nas plataformas Xbox One e PC.

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Análise | Tom Clancy’s The Division

Desde seu anúncio, Tom Clancy’s The Division, gerou muito hype em torno da sua jogabilidade, mas em contra partida chegou cheio de dúvidas sobre o seu potencial, tudo por conta da herança deixada por outros jogos da desenvolvedora.

Desenvolvido por subsidiárias da Ubisoft e distribuída pela mesma, o game nos leva até uma Nova York distópica, logo após um surto de varíola dizimar parte da população. Sua missão é desbravar essa floresta de concreto, em busca de atividades criminosas e buscar informações sobre a origem do vírus. Suas ordens “salvar o que restou” de Nova York.

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Em termos de enredo, as coisas são bastante simples em The Division. Há um vírus que se espalhou por notas infectadas de dólar, durante uma Black-Friday, e você é um entre vários agentes secretos que são mandados para manter alguma ordem, ou apenas transparecê-la, em uma cidade que foi devastada pela morte e pelo crime. Você faz parte da “Second Wave” agentes de divisão mandados após a primeira caravana não ser bem-sucedida, por razões que se tornam claras com o passar das 40/50 horas de história e side-quests.

Considerando que muitos outros jogos Clancy’s contextualizam suas narrativas militares e jogam um pouco de intriga conspiratória na mistura, The Division acaba se afastando deles, pois não há realmente muito desse tempero aqui.

A New York de The Division é um lugar sombrio, enquanto o menor detalhe faz com que certas áreas pareçam um pouco diferente, a maioria parece praticamente a mesma. Uma rua com carros abandonados e amontoados de lixo parece praticamente o mesmo que vimos há poucos minutos. Entretanto esses aspectos ajudam a passar credibilidade necessária para acreditarmos que realmente a cidade está desolada. Em suma, o mundo de The Division é um tanto quanto deprimente.

E se pararmos para lembra da E3 de alguns anos atrás, as coisas ficam um pouco mais feias. Acontece que a versão final jogo apresenta um downgrade em relação ao que foi apresentado na E3 em 2013. Além dessa queda gráfica, durante as partidas é notório uma diminuição no frame-rate, acarretado por uma quantidade enorme de informações sendo mostradas ao mesmo tempo na tela. Caso você utilize um PC gamer, e joga com todas as configurações no máximo, essa diferença será ainda mais perceptível.

O jogo tem como característica, ser um RPG-shooterele é basicamente um shooter, em terceira pessoa, com elementos de RPG, como customização de características físicas e de habilidades dos personagens, e elementos típicos de survivors.

E sua jogabilidade é levada muito a sério, funcionando perfeitamente em sintonia com o meio ambiente. Níveis de design de alto nível , e áreas de ação habilmente trabalhadas para atender perfeitamente as mecânica de jogo. Como coberturas, ou janelas cuidadosamente localizadas para permitir a você, oportunidade de arriscar um ângulo melhor durante as partidas.

Porém quando falamos da premissa inicial, The Division nos frustra, ficando muito distante do que foi prometido, missões adequadas para a tática de equipes inteligentes são inexistentes, você pode planejar emboscadas como um perito no assunto, no entanto o jogo simplificará para você, lhe entregando inimigos “buchas de canhão” que acabam nos deixando fadigados pela repetição. O jogo encontra-se em seu melhor, quando estamos em constante movimento e matando integrantes de gangues, sem pestanejar, para ganhar um convite e ir de encontro com o seu Líder.

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E não podemos esquecer dos elementos onlines presentes em The Division. O game pode ser jogado sozinho, sem problemas, mas existe a possibilidade de você participar de uma campanha com outros três amigos, mas caso você não tenha amigos para acompanhar você, nada mais justo que o sistema de Matchmaking, que permite que você entre em algum grupo aleatório, ou solicite que outros jogadores possam jogar na sua campanha. Infelizmente, não há nenhuma necessidade real de esforço conjunto, fazendo o jogador esquecer dessa oportunidade.

Há um elemento porém que realmente define o jogo, a Zona Escura ou Dark Zone. É o modo PvP que é maravilhosamente tenso e totalmente irritante (no bom sentido) tudo de uma só vez. Você e aliados inquietos contra uma horda de inimigos cada vez mais difíceis que se encaixam na essência do jogo, melhor que a maioria dos inimigos no modo campanha. Um sistema brilhante, e facilmente inteligente, e nada mais justo que ser uma das característica mais agradável de The Division.

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VEREDITO:


The Division entende que é um RPG-shooter. E sua principal vantagem é ser realista na medida certa, e se apoiar nas mecânicas de jogo, para conquistar novos jogadores. Pois, até o final do jogo, o que é tecnicamente inviável, não temos a variedade ou substância necessária para ficarmos entretidos a longo prazo. Em outras palavras, The Division é um jogo recomendado para todos os fãs do gênero, que não querem gastar horas e horas em uma campanha sem sentido e que queiram desfrutar de uma relação co-op bem fundamentada.

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Tom Clancy’s The Division, está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC.

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Indicação – Boku dake ga inai machi

Durante a maior parte do ano, a grande maioria dos animes vivem de clichês e sempre repetem uma fórmula; mas há casos em algumas obras que ganham destaque, pois fogem de tais clichês. Desta vez venho falar de uma obra chamada “Boku dake ga inai machi – Erased“, merecedora de todo o destaque que ganhou durante a temporada atual de animes, assim como já foi explicado pelo meu colega Vini (clique aqui).

Boku dake se destacou por tratar de um tema muito polêmico, a violência infantil, mas com uma sensibilidade gigantesca, visto poucas vezes em qualquer obra audiovisual.

A SINOPSE

”Satoru Fujinuma é um mangaká recluso sem planos para o futuro, que enquanto não consegue emplacar o sonho de ser mangaká, trabalha como entregador de pizza. O que o distingue dos outros preguiçosos em sua cidade é uma habilidade de viagem no tempo involuntária, que lhe permite prever acontecimentos futuros, sendo assim, capaz de evitar acidentes e até mortes. Satoru possui um arrependimento de infância, o de não ter feito nada sobre acontecimentos do seu passado que levaram a uma série de mortes de crianças. Ele finalmente começa a questionar o que trouxe a sua capacidade para a superfície, e se é ou não poderoso o suficiente para mudar o passado, que provoca acontecimentos que podem trazer prejuízos a sua própria vida e a quem está ao seu redor, lembrando muito o filme “Efeito borboleta”.

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Eis o nosso herói!

Só que “o herói” da trama não é perfeito, pois está longe de ser um policial ou um detetive. Ele é uma pessoa comum, que não possui know-how para a maioria das coisas que precisa fazer.O que torna a trama mais interessante é que durante sua infância nos são apresentados vários personagens,que mesmo com a inexperiência de lidar com problemas reais e, teoricamente, de responsabilidade adulta, causa uma tensão típica do gênero suspense; mas mesclado com momentos que são bastante divertidos, quebrando bem a tensão e desenvolvendo os personagens com situações corriqueiras, desde os mais participativos aos coadjuvantes, que não têm tanto tempo de tela mas que, quando aparecem, roubam a cena.

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Os motivos de Satoru, querer ser herói.

 

Outra qualidade muito relevante a obra é a abordagem da relação do personagem principal com a primeira vítima dos assassinatos, Hinazuki Kayo. Quando Satoru volta ao passado, ele tem a mentalidade adulta, mas em um corpo de criança, e isso gera um pouco de polêmica pelo fato de, em alguns momentos, ter alguma insinuação amorosa entre os personagens; mas vejo que tais críticas não fazem sentido, pois o que há é um sentimento de proteção, mais do que um sentimento amoroso entre os personagens. Mas, enfim, a cultura japonesa tem as suas bizarrices e aqui abre tal possibilidade, apesar de achar ridícula.

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Que cena bonita!

Outro destaque do roteiro é quanto ao suspense sobre quem é o assassino. Esse tipo de fórmula sempre nos prende a atenção, e sempre queremos teorizar quem é o real causador de todos os males e isso é algo que estimula, e muito, a curiosidade. Mas o maior ponto que o anime tem é a relação familiar da Kayo e a mãe dela em contraste com a relação do Satoru com mãe dele, que aborda, como já dito acima, a violência doméstica, com alguns momentos em que a animação nos comove profundamente.

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Muito mais do que um prato de comida!

Por fim, tenho que dizer que o anime vale muito a pena, pois acima de tudo é uma história sobre amizade, sem ser algo que fique piegas, que soe como aquele espírito do “gambaré” ,visto em vários desenhos japoneses, mas que nos faz refletir como pessoas comuns que somos e o quanto isso reflete nas nossas vidas.

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Até a próxima!

Boku Dake ga inai machi – Erased
Estudio: A1 Pictures
Número de episódios: 12
Pode ser visto aqui

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Detective Comics

Os seis melhores Retcons da Marvel e da DC

O que é um Retcon? Esse termo é bastante conhecido pelos fãs de quadrinhos. Nada mais que é que um termo derivado de Continuidade Retroativa, que significa inserir elementos novos em uma continuidade já existente para trazer novas possibilidades de narrativa.

Existe uma certa confusão com os termos Retcon e Reboot. Porém, a diferença está no fato do reboot se tratar de algo mais radical, que acarreta o reset total de uma história, enquanto o retcon só insere novos elementos em uma história já existente.

Muitos fãs se queixam dos retcons quando são mal elaborados, mas quando bem feitos, acrescentam novas camadas de profundidade e possibilidades de narrativas que enriquecem uma história.

Confira os seis melhores retcons já feitos na Marvel e na DC:

Damian Wayne – O Filho do Batman

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Damian Wayne é um personagem polêmico, odiado por muitos, e amado na mesma proporção. É o Robin mais agressivo e o mais prodigioso entre os sidekicks do Batman.  Ele é filho de nada mais nada menos que Bruce Wayne e Talia Al Ghul. A sua primeira aparição foi em Batman: O Filho do Demônio(1987), uma história que até então não era canônica, e a partir daí foi retratado com diversos nomes em realidade alternativas. Em 2006, o personagem se tornou Damian Wayne nas mãos de Grant Morrison e foi introduzido na continuidade das histórias do Batman em Batman #665, no arco “Batman e Filho”.

Damian está presente nas histórias do Batman até hoje e cada vez ganha mais espaço, é considerado o melhor Robin por muitos fãs.

A primeira aparição de Damian foi adaptada para um filme animado chamado O Filho do Batman, lançado em 2014.

Capuz Vermelho – Jason Todd não está morto 

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Jason Todd foi o segundo Robin e um dos mais agressivos e teimosos (depois do Damian). A sua personalidade foi a causa de muitos conflitos com o Batman. No famoso arco “Morte em Família”, pulicado em Batman #426-429 e escrito por Jim Starlin, o personagem foi torturado com um pé de cabra pelas mãos do Coringa e deixado para morrer com um bomba. A culpa pesou no Batman, pois apesar de estarem constantemente em conflito, existia uma relação de pai e filho entre eles. Só mais tarde que Tim Drake, o terceiro Robin e um dos favoritos dos fãs, conseguiu amenizar a culpa do morcegão.

Em Batman – Silêncio, publicado entre 2002-2003, um figura vestida de Capuz Vermelho surge. Batman descobre que se trata de uma versão adulta do Jason Todd, porém, é revelado que era o Cara de Barro se passando por ele.

Mais tarde, nas histórias do Batman escritas por Judd Winick, é revelado que Jason realmente foi morto pelo Coringa, mas reviveu quando o Superboy Primordial provocou alterações na realidade durante os eventos de Crise Infinita. Ele passa um tempo hospitalizado em coma e com amnésia, até ser encontrado por Talia Al Ghul, que o mergulha no Poço de Lazarus e traz de volta a sua memória e seu vigor físico. Eles se juntam e planejam uma vingança contra o Batman. O encontro dramático entre Bruce e Jason acontece, eles se resolvem, mas as magoas ainda continuam. Capuz Vermelho se torna um anti-herói, pois não acredita nos métodos do Batman e atua até hoje, sozinho ou em parceria com outros personagens.

A história de vida e morte de Jason Todd foi adaptada em formato de filme animado em 2010 com o titulo de Batman Contra Capuz Vermelho.

 

Barbara Gordon – De Batgirl para Oráculo 

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Barbara Gordon é considerada uma das melhores heroínas dos quadrinhos por muitos fãs. É uma personagem que oscilou entre abordagens leves e sombrias durante toda a sua trajetória. As suas duas faces de heroína, Batgirl e Oráculo, são de grande importância.

O Batman não queria uma parceira para lutar contra o crime, mas ela não precisava da autorização dele, foi assim que a filha do Comissário Gordon começou a sua trajetória como vigilante de Gotham. Durante um tempo, o Batman foi contra a ideia de uma garota lutar contra o crime, porém, ela conseguiu provar o seu valor a ele.

A sua carreira como Batgirl não durou muito. Na graphic novel Batman – A Piada Mortal de Alan Moore, Barbara  já está aposentada do manto e leva uma vida normal. Até que um dia o Coringa arruína sua vida, decidindo provar que até a pessoa mais sã de Gotham (Comissário Gordon) pode enlouquecer. O palhaço atira na coluna de Barbara e a deixa paraplégica, e não contente com isso, ele tira fotos dela nua e manda para o Gordon. Esse evento foi muito importante para a história da nona arte. Mais tarde foi parcialmente canonizado na continuidade da DC.

Barbara ficou paraplégica, mas isso não tirou a sua vontade de fazer o bem e lutar contra o crime. Adotou o codinome Oráculo e passou a ser um das heroínas mais inclusivas dos quadrinhos, lutando pelo acredita mesmo estando de cadeiras de rodas.

Atualmente, Barbara retornou como Batgirl, pois voltou a ter uma abordagem mais leve e jovem.

A Piada Mortal foi  adaptada recentemente com censura +18 em um filme animado.

Elektra – O Complexo de Matt Murdock

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Elektra Natchios foi criada nas história do Demolidor durante a fase que Frank Miller escreveu o personagem. Ela é intensa e complexa como o seu nome, que é derivado do Complexo de Electra, que basicamente pode ser resumido em uma paixão de uma filha pelo pai. Quando era criança, foi abusada por seu pai e desde então passou a acreditar em uma estranha relação entre abuso e amor.

Foi inserida em Demolidor #168 como vilã, mas Matt Murdock a reconhece como seu primeiro amor (história contada em Demolidor – O Homem sem Medo). Na época em que eles namoravam na faculdade, faziam juras de amor e pareciam almas gêmeas. O romance durou pouco, pois a universidade em que eles estudavam foi atacada por nacionalistas gregos que queriam matar o pai de Elektra. Ela fica traumatizada e retorna para a sua terra de origem, a Grécia. Anos depois, eles se reencontram, Matt já é o Demolidor, e Elektra é uma assassina.  A relação entre eles se torna complicada, devido a natureza violenta e mercenária de Elektra, o que acaba por dividir-los em extremos completamente diferentes.

Elektra é contratada para ser a assassina particular do Rei do Crime, cargo que era ocupado pelo Mercenário, mas ele foi  preso pelo Demolidor e quase foi morto por um tumor. Quando o vilão decide retornar ao seu cargo, ele assassina Elektra com as próprias armas dela (sais). O assassinato da personagem foi um dos momentos mais memoráveis nos anos 80 da Marvel. Ela se arrasta até o apartamento do Demolidor e morre em seus braços, o que causou um grande trauma em Matt Murdock e se tornou um momento muito importante para os quadrinhos de super-heróis.

Mais tarde, Elektra é ressuscitada por Stick e os Virtuosos. Ela ganhou muitos fãs e trouxe uma intensidade enorme para as histórias do Demolidor, mas depois de ressuscitada (a contra gosto do seu criador), a personalidade da personagem foi alterada várias vezes. Ela se tornou apenas um zumbi que vagou por diversas histórias na sombra do que já foi um dia.

Elektra Natchios já teve duas versões adaptadas em Live Action. Na primeira versão, ela foi interpretada por Jennifer Garner no filme do Demolidor em 2003, que mais tarde resultou em um filme solo da Elektra em 2005 . A segunda adaptação da personagem é interpretada Elodie Yung na segunda temporada da série do Demolidor na Netflix, lançada recentemente

Jessica Jones – Uma (ex)heroína que sempre existiu

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Jessica Jones é protagonista de ALIAS, um quadrinho que foge do padrão da maioria dos quadrinhos de super heróis. Criada por Brian Michael Bendis e Michael Gaydos em 2001, Jessica é uma ex-heroína que adotava o codinome de Jewel e que já atuou como membro dos Vingadores. Algo traumatizante aconteceu a ela, o que a fez abandonar a vida de super-heroína e passar a dedicar seu tempo em lidar com os seus problemas psicológicos e tentar a ganhar a vida sendo investigadora particular.

A história de ALIAS  é bem diferente do que costuma acontecer nas histórias de heróis. A protagonista da trama não começa aprendendo a ser uma heroína, é o processo contrário. Jessica já tentou ser uma heroína e isso deu muito errado. A trama se desenvolve em cima disso e vai inserindo ela como uma personagem que sempre existiu no Universo Marvel, mas que nunca participou de eventos relevantes e teve uma participação muita breve como heroína. Um dos momentos que ficam mais claro que ela é um retcon inserido em um universo já estabelecido, é no flashback que mostra que ela estudou na mesma escola do Peter Parker e foi apaixonada por ele.

ALIAS foi muito importante para a criação do selo adulto Marvel MAX, uma fase muita aclamada por muitos fãs de quadrinhos. A história de Jessica Jones tem uma temática adulta e contém mais diálogos do que ação, fugia do padrão dos materiais da Marvel que eram publicados na época (2001), e por isso foi necessário a criação de um selo adulto.

ALIAS foi adaptado como Jessica Jones para uma série live-stream no Netflix em 2015. A segunda temporada está prevista para 2017.

 

Bucky Barnes – O Soldado Invernal 

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Bucky Barnes foi o parceiro mirim do Capitão América, criado por Joe Simon e Jack Kirby. Sua primeira aparição foi em Capitão América #1(1941), quando a Marvel ainda se chamava Timely Comics.

Bucky é um órfão, filho de um soldado morto no campo de treinamento. Depois desse acontecimento, ele foi adotado pela  tropa do campo como seu mascote, que foi onde ele conheceu Steve Rogers, o Capitão América. Bucky e Steve lutaram juntos, e também ao lado do Tocha Humana original e do Namor. Em uma missão contra o Barão Zemo,  Capitão América e Bucky tentam desarmar uma bomba, mas ela detona, fazendo o Capitão América cair e ser congelado no Atlântico Norte, onde mais tarde foi encontrado pelos Vingadores, que o recrutaram como membro da equipe.

O corpo de Bucky nunca foi encontrado pelos americanos, e portanto foi dado como morto. Durante muito tempo ele não foi visto nos quadrinhos. Até que em 2005, em Capitão América v5 #1, escrito por Ed Brubaker, o Soldado Invernal surgiu. Existia uma mistério a cerca do personagem, que foi retratado como um assassino frio que não deixava rastros e atuou principalmente durante a Guerra Fria. No decorrer da trama é revelada a identidade e o motivo por trás da transformação de Bucky Barnes no Soldado Invernal.

Quando Bucky foi dado como morto no período do fim da Segunda Guerra Mundial, ele na verdade havia sido encontrado e revivido pelo russo General Vasily Karpov, que alterou suas memórias e o transformou em um assassino de primeira linha. Ele foi enviado por todo Globo para assassinar políticos da Guerra Fria.  O implante que o fazia ter a memória corrompida causou instabilidade mental nele, e por isso foi mantido imobilizado de tempos em tempos, para que a sua consciência não voltasse e ele se rebelasse. No século 21, ele havia envelhecido apenas 5 anos, foi quando os fatos sobre o Soldado Invernal começaram a vir a tona. Steve Rogers descobriu a identidade dele. O embate dramático entre parceiros aconteceu e mais tarde Bucky teve a sua consciência de volta.

Para muitos leitores de quadrinhos, o Soldado Invernal é considerado o melhor retcon da Marvel, e também um dos melhores das histórias em quadrinhos em geral.

O arco do Soldado Invernal foi adaptado para o cinema em 2014 na Marvel Studios.

 

 

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Detective Comics

Afinal, o Batman mata?

O Batman mata? Criado em 1939 por Bill Finger e Bob Kane, o personagem inspirado no Sombra e no Zorro chegou na DC Comics para ser uma linha diferente de seu companheiro de editora, o Superman.

Zorro

Mas vamos voltar a década de 30 e 40 e ver como as coisas funcionavam por lá. Em suas primeiras histórias, o Vigilante de Gotham matava, e matava com gosto.

cronicas
Detective Comics #27
Detective Comics #30
Detective Comics #30

Isso é muito mórbido!

Batman matando enforcado
Batman #1

Então chegaram os anos 50 e a censura. A CMAA (Comics Magazine Association of America ou Associação Americana de Revistas em Quadrinhos) era o orgão responsável por decidir o que era ou não de bom gosto para os jovens leitores, que na época eram em sua maioria crianças. Muitos títulos faliram por conta da censura, e as histórias que outrora cativavam crianças e adultos, se tornaram banais.

Mas não foi pra saber da censura que você clicou aqui não é? Já sabemos que o Morcego da década de 30 e 40 matava, mas afinal, o Batman contemporâneo mata ou não mata? Sim, ele mata. Vamos ver alguns exemplos:

Besta
Em ”As Dez Noites da Besta (1988)”, o vilão é deixado para morrer trancado no esgoto.
detective-omics2
”Detective #572” usando um bandido como escudo humano contra uma rajada de metralhadora.
messias
Explodindo snipers no topo de um prédio em ”Batman: O Messias”
filho
Eletrocutou o vilão Qayin em ”Batman: O Filho do Demônio”
vampira
Já matou uma vampira em ”Action Comics Anual #1”
batman-425
Ele mata mesmo que indiretamente. ”Batman #425”
carros
”Batman #425”
xama
Empurra um assassino para a morte em ”Batman: Xamã”
helicpot
Derruba um helicóptero com todos seus tripulantes para salvar uma criança. ”Batman #576”
boa
Será que esse cara voa? ”Detective Comics #814”
trem
Empurra um assaltante na linha do trem. ”Detective Comics #821”
rip
Em ”Batman #673” fez Joe Chill, o assassino de seus pais se suicidar com sua própria arma.
omega
Não matou, mas o que vale é a intenção. ”CRISE FINAL”
animais
Lobos, tubarões e alienígenas. Ninguém escapa.

E nos filmes também!

retornio
Bem passado! ”Batman: O Retorno” de 1992
save
”Eu não vou te matar. Mas não preciso te salvar.” Batman Begins (2005)

Então, meus amigos, o Batman mata! Não é algo recorrente, e sempre que possível é evitado. E nem estou levando em consideração outras linhas temporais e universos distópicos.

faleceu
“Superman Anual #3”

Mas…

matar
”Batman #650”

Isso são apenas discrepâncias de roteiro, já que o personagem é escrito por vários autores, é normal haver essa quebra de regras de vez em quando. É totalmente aceitável, quadrinhos não são uma ciência exata e estão sempre mudando. Furos de roteiro são frequentes e os leitores são os que mais sofrem com essa bagunça.

E quanto ao Batman do novo filme? Bom, se estamos falando de um personagem inspirado na Graphic Novel de Frank Miller, que quebra pescoços… o que são um ou dois capangas não é mesmo?

batplano

 

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Tela Quente

Batman & Superman vs A Crítica Especializada

Nas últimas horas a internet tem sido inundada com críticas sobre um dos filmes mais aguardados do ano. Algumas positivas e outras muito, mas muito negativas. Traçando um paralelo entre elas, podemos identificar as principais reclamações.

”O filme não tem humor.”

critica

Essa é a crítica mais recorrente. Realmente, o longa quase não possui cenas de alívio cômico. Isso é um ponto muito positivo, pois se distancia de sua concorrente criando uma nova vertente do gênero. Esquadrão Suicida, que estreia em Agosto deste ano pode suprir esta demanda de filmes mais leves.

”As lutas possuem muita computação gráfica.”

apoca

Tudo em Batman vs Superman é grandioso. As batalhas não poderiam ser diferentes. A DC Comics é conhecida por seus personagens Super Poderosos, e quando falamos de Superman e Mulher Maravilha, estamos falando de Deuses. O filme ainda reforça isso, mostrando que não somos nada perto deles. A luta final contra o vilão Apocalypse é arrasadora, assim como nos quadrinhos.

”O Batman está muito sombrio e violento.”

krakk

Zack Snyder e Chris Terrio beberam de muitas fontes, dentre elas O Cavaleiro das Trevas. Obra escrita por Frank Miller em 1986 em plena tensão nuclear da Guerra Fria. É uma história com críticas sociais, políticas e econômicas, com um Batman violento, amargurado e sádico. Querer leveza em algo assim é no mínimo ingênuo.

”O filme possui muitas cenas tiradas dos quadrinhos (fan service)”

raio

Isso é um problema?

Batman vs Superman mal estreou e já está rodeado de polêmicas. Meses atrás, especialistas previram que as pré-vendas fracassariam, teoria que foi duramente contrariada já que o filme continua quebrando recordes em suas vendas.

– 59% dos ingressos vendidos em suas primeiras 24hs

– Segunda melhor estreia na semana de Páscoa

– Crítica da Torre de Vigilância

– Primeiras reações no Twitter

Assistam e tirem suas próprias conclusões. Batman vs Superman: A Origem da Justiça estreia dia 24 de Março nos cinemas nacionais.

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Tela Quente

CRÍTICA | Batman vs Superman: A Origem da Justiça

Descreva Batman vs Superman: A Origem da Justiça em uma palavra: Grandioso.

Uma introdução magnífica e romantizada nos mostra o que está por vir nas próximas duas horas e meia. A cena inicial é digna de uma animação do Bruce Timm e faz até o mais careca dos espectadores arrepiar.

Você é um daqueles que acham que ”os trailers mostraram demais”? Esqueçam tudo o que viram, Zack Snyder nos trollou lindamente com muitos cortes, imagens giradas e falas novas sobre as cenas. Fez seu dever de casa nos trazendo um filme totalmente ”Gibi” para a tela. Algumas cenas saíram diretamente da HQ, inclusive com falas idênticas. O roteirista Chris Terrio é um nerd, no sentido didático da palavra.

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Ben Affleck é o Batman que merecemos! Sem dúvidas é o mais fiel aos quadrinhos de Frank Miller, detetive, perito em artes marciais e com um nível de violência que beira ao sadismo. Sua primeira aparição bota muitos filmes de terror no chinelo, com cenas dignas de fazer você pular da cadeira.

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Toda a mística dos quadrinhos está ali presente, onde muitas vezes ele é descrito como uma lenda urbana, ou até mesmo um demônio. Seus Gadgets são muito bem apresentados, e o icônico batarang funciona tanto como arma quanto um cartão de visitas. Ainda falando de seus apetrechos, o traje lhe dá total mobilidade (sim, ele move o pescoço), além de ser funcional e salvar sua pele  por muitas vezes. Bruce e Alfred também formam um belo time. O humor inglês do icônico mordomo é um dos pontos altos do filme.

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Aplausos, muitos aplausos! Foi assim que a Mulher Maravilha foi recebida em sua primeira aparição na tela. E não é pra menos, ela simplesmente rouba a cena quando aparece. Gal Gadot consegue ser sexy, misteriosa e badass ao mesmo tempo, uma legítima guerreira que sorri durante a batalha.

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Lembram das críticas negativas sobre o seu corpo e receios sobre sua atuação? Pois é, foram obliterados.

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Lex Luthor (Jesse Eisenberg) ganhou uma releitura, mesclando o personagem de Gene Hackman do filme de 1978 e Mark Zuckerberg. Muitas vezes o personagem se perde em sua própria megalomania, e talvez seja o ponto mais negativo pra quem estava esperando um Lex mais sério. Eu particularmente gostei muito do contraste do gênio magricela com o Homem de Aço.

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E falando do cara que trouxe a guerra até nós… Henry Cavill dispensa apresentações, já fora introduzido em seu filme de 2013 e nos traz um Superman com novos conflitos morais. O mundo está contra você, ainda vale a pena seguir as regras e continuar sendo o escoteiro do Kansas? Se você curtiu Superman: Paz na Terra e Homem de Aço (2013) certamente vai gostar do Azulão e seus dilemas neste filme. Martha Kent (Diane Lane) e Lois Lane (Amy Adams) funcionam como uma parte da consciência do Último filho de Krypton.

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A trilha sonora é o tempero épico, dando um clímax em quase toda sua duração. Hans Zimmer e Junkie XL arrebentaram.

A cena com a Trindade é sensacional e os demais membros da Liga da Justiça são apresentados num certo ponto do filme, isso inclui o Flash, Ciborgue e Aquaman. Aparições curtas porém muito marcantes.

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Após quase 3 anos de hype acumulado, posso afirmar com extrema certeza que valeu cada minuto. As quase três horas de filme passam num piscar de olhos e você vê ali na tela os personagens que você tanto ama nos quadrinhos.

Duas dicas que eu te dou: Fujam dos spoilers, eles podem estragar as surpresas. Veja o filme  o quanto antes. E leia nosso Guia do que ler antes do filme para não perder nenhum detalhe (que não são poucos) e maximizar sua experiência.

O filme ainda deixa um belo gancho para sua continuação, fazendo referência a um vilão de escala galáctica. Sim, é Dele que eStou falando.

Falaremos deste filme por muitos e muitos anos, pode apostar.

Agradecimentos especiais a Warner Bros. e ao Omelete pela hospitalidade e pelos brindes.

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Batman vs Superman: A Origem da Justiça estreia dia 24 de Março nos cinemas nacionais.