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Profecia do Inferno e a u(dis)topia do mundo sem pecadores

De acordo com Jesus, quem vive pecando é escravo do pecado e não tem lugar na família de Deus, não importa qual seja a sua origem. Seja judeu ou gentio, se for escravo do pecado, não tem parte com o Senhor (João 8:34-36).

A Bíblia sempre foi a principal fonte para termos uma ideia sobre o pecado, uma vez que ela listou várias formas de como alguém poderia pecar e assim, impedir a sua entrada no Reino de Deus. Através de representantes religiosos fomos capazes de entender este conceito a partir de suas interpretações. Uma pequena palavra que carrega o poder de definir o destino de sua alma. Assustador, né?

Aprendemos desde pequenos sobre as atitudes corretas e anos depois, esse mesmo aprendizado ganha um tom mais sombrio e ameaçador. Ficamos cientes de mais regras de como andar na linha para não queimar nas labaredas do Inferno por toda a eternidade. Se sucumbir ao pecado e não se arrepender, trago péssimas notícias para vocês. Tentamos a vida inteira caminhar na obediência (ordem) para não trazer a desobediência (caos). É um peso que precisamos carregar para sermos aceitos. Então, imaginem atualmente o nosso mundo vivendo rigidamente nessa obediência com o temor do julgamento público. Essa foi a premissa de Profecia do Inferno, a produção sul-coreana que entrou recentemente no catálogo da Netflix.

Quando criaturas sobrenaturais começam a mandar pessoas para o inferno após condenações brutais, surge uma seita religiosa que tem a justiça divina como maior preceito. 

Retirando a parte sobrenatural daria para afirmar que o restante da sinopse foi retirada de algum noticiário atual. Conhecemos também histórias de tempos remotos sobre o levante de seitas religiosas pregando o divino para todos os povos e trazendo mais almas para o Criador. O grande problema é quando essa visão utópica da religião acaba alcançando uma dura distopia e não estou falando apenas da série. A realidade já provou inúmeras vezes de como essa inversão acontece com mais frequência do que queríamos.

Profecia do Inferno teve apenas seis episódios em sua temporada de estreia, porém conseguiu definir bem o caminho que queria traçar do início ao fim. Dando para perceber de forma explícita como o plot foi dividido para mostrar duas fases da Nova Verdade: Ascensão e Controle. Sendo a primeira contando com o protagonismo do presidente Jung em explicar o motivo para as condenações e assim, tornar mais fácil para as pessoas aceitarem que o pecado não fica impune. Sempre a conta será entregue para o pecador, ou seja, a morte. Já a segunda acontece por causa de uma decisão e por consequência, acarreta em toda a u(dis)topia. Foi muito interessante acompanhar essa evolução do grupo e como impactou a sociedade de tal forma que o pecado se tornou sinônimo de desonra para a família e amigos.

As condenações foram feitas de maneiras brutais e sujas com um rastro de sangue deixado após o término. O julgamento imposto pelas criaturas era fisicamente intenso e claramente deixava um aviso para todos os pecadores. O medo é o melhor elemento para doutrinar alguém e conseguiram esplendidamente. O fanatismo religioso foi apresentado pelo grupo Arrowhead com uma ideologia radical, entrando em choque com a Nova Verdade.

Isso prova como Profecia do Inferno foi muito além de uma trama sobrenatural. Mostrou a doutrinação religiosa como um instrumento perigoso nas mãos erradas e a manipulação da massa para agir como um rebanho de ovelhas seguindo todas as ordens de seu bondoso pastor.

Profecia do Inferno (Hellbound) é uma excelente pedida para quem gosta de debater os principais conceitos religiosos e os dilemas morais da sociedade para viver seguindo fielmente os fundamentos de Deus, Jesus e o Espírito Santo. Podendo então rolar uma identificação notável com a trama e seus personagens por causa desses temas próximos de nossa realidade. Outros motivos seriam: teorizar sobre a origem desses arautos da Justiça e tentar entender a cena final. O gancho foi jogado e esperemos que venha mais uma temporada para esclarecer as principais dúvidas.

Nota: 4/5

Profecia do Inferno está disponível atualmente na Netflix.

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Mestres do Universo: Revelação (Parte 2) e o protagonismo de He-Man sem ofuscar Teela

Depois de quatro meses de espera após o término sensacional da Parte 1 (Salvando Eternia), eis que finalmente a Netflix liberou os cinco episódios finais que fazem parte da primeira temporada de Mestres do Universo. Sabe quando o que já estava bom conseguem melhorar bastante? É dessa forma que consigo pontuar essa segunda parte dessa grande mitologia que envolve Eternia e todos os seus habitantes.

A responsabilidade de manter a qualidade estava no alto, porém não precisaram se esforçar tanto para entregarem algo tão excelente quanto os episódios anteriores. Todos os elementos que apareceram antes continuaram sendo mostrados e isso não quer dizer que a série animada entrou num ciclo de inércia. Longe disso. Ação continua como um personagem presente na trama ao mesmo tempo que o terreno vai sendo preparado para a grande batalha final.

A primeira parte finalizou com um importante gancho com Esqueleto tornando-se poderoso o suficiente para acabar com o mundo num estalar de dedos, ou seja, não existe mais nenhuma esperança de vitória para detê-lo. Só que a série segue mostrando que enquanto um representante do bem estiver de pé, este não medirá esforços para encerrar com a vilania.

Príncipe Adam está de volta e agora com uma presença maior em tela. Tanto Adam quanto He-Man participam bastante e entregam cenas legais, até emocionantes quando pensamos em sua família tendo que lidar com seu retorno. Isso mostra como o roteiro ganha muito quando trabalha tão bem nesses personagens e conclui como ambos são importantes para os planos. Creio que isso tenha cessado o ranger de dentes em relação ao protagonismo de Teela nos episódios iniciais.

Mesmo com o protagonismo em He-Man, a nossa querida Teela continua tão grande quanto antes e adentramos melhor em sua essência mágica. Não era surpresa que esse assunto seria explorado eventualmente, pois só prestar atenção no que foi dito e mostrado sobre a personagem antes. Sendo assim, ela se torna tão essencial quanto o musculoso loiro para trazer a paz Eterniana.

A parte dramática fica por conta de sua relação com a Feiticeira, sua mãe. Seu plot diz muito sobre os sacrifícios necessários para manter o mundo seguro e tendo como o contraponto essa distância familiar.

Além da amizade e família como pautas, Mestres do Universo trouxe para a sua segunda parte algumas mudanças no seu status quo e garantiu vários movimentos pontuais nesse grande tabuleiro. Troca de poder, aliança inesperada e retorno de esquentar o coração de qualquer ser humano. Maligna merece toda a atenção e reconhecimento. Personagem incrível demais e repleta de camadas. Foi um prazer conhecê-la melhor.

Posso dizer também que o desfecho foi bastante satisfatório e quando imaginei que não teria mais nada, deram um gostinho de quero mais para uma segunda temporada. Será que rola? Se for do desejo de Eternia, seu filho está pronto.

Mestres do Universo foi uma grata surpresa deste ano ao acertar numa versão moderna de He-Man e trazendo um sopro fresco para a sua mitologia. Ao mesmo tempo que foi respeitoso com o passado, apesar que o clássico continua e continuará existindo sem cerimônia. O importante é saber aproveitar e curtir quando querem nos contar histórias que merecem nossa atenção. Tal como foi Mestres do Universo.

Nota: 5/5.

Crítica da Parte 1

A segunda parte de Mestres do Universo: Salvando Eternia está disponível na Netflix.

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Mesmo sem inovar, Alerta Vermelho convence com diversão, ação e química entre o trio protagonista

Para quem não está familiarizado com o termo, a difusão vermelha (Red Notice), cuja natureza está ligada ao cumprimento de mandados de prisão expedidos em desfavor de pessoa que se encontre em país diverso daquele onde teve decretada a sua prisão. Portanto, a difusão vermelha nada mais é do que um alerta internacional (na Interpol), expedido por autoridades judiciais de países membros, para fins de extradição de pessoas procuradas pela justiça criminal. Via: Jusbrasil

É a partir da introdução deste conceito que o novo filme da Netflix apresenta a sua trama de comédia investigativa, quando O Bispo está sendo procurado internacionalmente por seus roubos. O bom de Alerta Vermelho é que ele não tenta ser sério demais ou tenta acrescentar algo inédito nesse universo de roubos e caçadas de artefatos históricos, então tudo que foi apresentado já vimos anteriormente em produções como Indiana Jones, A Lenda do Tesouro Perdido e Missão Impossível. A graça está justamente nisso: Em não ser ambicioso, o longa trouxe bastante diversão e entretenimento ao telespectador.

Nos primeiros minutos já somos apresentados aos personagens John Hartley (The Rock) e Nolan Booth (Ryan Reynolds) brincando de gato-e-rato após o roubo de um dos preciosos ovos de Cleópatra. Vale destacar as sequências de fuga e luta, onde a câmera chega a flutuar para acompanhar toda a perseguição.

Conhecemos os dois atores por serem inundados de carisma em seus filmes e também fora de tela, então são excelentes exemplos de como atrair o público para consumir determinados produtos. Se um é bom, dois é ainda melhor. Gal Gadot entra em cena para fechar como três é bom demais.

O trio reunido agrega bastante para a trama, graças a ótima interação entre os personagens. Os atores em cena demonstram naturalidade e boa química, assim acabamos em criar empatia imediata por John, Nolan e Bispo. As sequências de luta de Gal mostram bem o seu lado femme fatale e só me veio em mente de como ela poderia participar fácil de Missão Impossível ou 007. Quem sabe, né?

A inspetora Das (Ritu Arya) é uma personagem formidável mesmo não tendo o mesmo apelo do nosso trio e suas cenas até que são boas. Nada muito extraordinário, pois núcleo policial é sempre uma peça em produções de aventura.

Falando nesse gênero, um plot twist sempre movimenta a história e Alerta Vermelho trouxe isso. Apesar das pequenas pistas sendo jogadas inocentemente, não cheguei a perceber que poderiam utilizá-las como gatilho para uma possível revelação.

Considerado como o maior orçamento da Netflix até o momento (Forbes informa que custou entre US$ 160 milhões e US$ 200 milhões), Alerta Vermelho não desperdiça o nosso tempo em quase duas horas de duração. O filme é muito bom e garante muitas doses de diversão e ação. Isso mostra como algo simples consegue nos prender a atenção. O final entrega um gancho satisfatório e solta no ar a necessidade de uma sequência. Que será muito bem-vinda.

Nota: 4/5

Alerta Vermelho está disponível na Netflix.

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Tela Quente

‘Eternos’ se consagra como um dos melhores filmes da Marvel

Dirigido por Chloé Zhao, vencedora do Oscar 2020 pelo seu trabalho incrível em Nomadland, ‘Eternos’ chegou nos cinemas brasileiros dividindo opiniões: enquanto uma parte das críticas deram notas baixas para o filme, outra parte elogiou bastante o que foi visto em tela – apresentando, inclusive, 48% no Rotten Tomatoes e a pior pontuação entre todos os filmes do MCU no CinemaScore

Por sorte, nem toda crítica deve ser considerada uma verdade universal ao se encarar qualquer filme. Neste caso em específico, mesmo diante das críticas negativas e com ciência das mesmas, decidi conferir e acabei de me deparando com um dos melhores filmes já feitos dentro deste universo cinematográfico.

Os Eternos: Marvel revela trailer de cair o queixo dos super-heróis – Jornal Pequeno

Nos quadrinhos criados por Jack Kirby durante a década de 70, os Eternos são seres geneticamente modificados criados pelos Celestiais – os deuses espaciais deste universo. Em tese, Kirby se inspirou nos elementos de sua saga da DC, Quarto Mundo, e no famoso livro ‘Eram os Deuses Astronautas?’ lançado em 1968. Além dos Eternos, os celestiais foram responsáveis também por criar os Deviantes: o oposto destes protagonistas, sendo uma raça destrutiva que entra em conflito com estes seres.

A trama do filme segue o que foi exposto nos quadrinhos originais: os Eternos foram criados pelos Celestiais com a missão de proteger a humanidade dos Deviantes e vieram para a Terra cumprir este objetivo. Por sete milhões de anos, os protagonistas presenciaram toda a história mundial e fizeram suas respectivas partes nela, até que optaram por viver tranquilamente.

Sem poder interferir diretamente nos conflitos humanos, aqui usado como uma desculpa para a ausência do grupo na luta contra Thanos durante o arco do Infinito, o grupo segue separado observando os eventos da Terra até que os Deviantes retornam e indicam que o fim do mundo acontecerá dentro de sete dias – dessa forma, os membros devem se unir novamente e evitar o pior para o planeta.

Eternals': Even with MCU's First Real Sex Scene, Series Is Sex-Less | IndieWire

O mais interessante de se observar na obra de Kirby é que, por mais que os protagonistas de seus quadrinhos sejam comparados com os deuses greco-romanos por conta de suas habilidades e seus feitos ao longo da história humana, os mesmos são os equivalentes aos guardiões presentes no cristianismo. O principal ponto é ver como os Celestiais se equiparam ao Deus cristão e suas criações, os Eternos, aos anjos enviados para proteger a humanidade de sua criação que deu errado.

Porque eu disse isso? pois Chloé Zhao consegue manter essa essência intacta enquanto nos apresenta a este novo lado místico e, de certa forma, religioso dentro deste grandioso universo que a Marvel iniciou em 2008. A diretora já concretiza este argumento ao apresentar mudanças na formação da equipe onde, cada membro se apresenta em pares de sexo opostos que veio à Terra em uma arca espacial – semelhante a Arca de Noé nas histórias sagradas.

Saiu o trailer final de Eternos, agora com Kit Harington e muito mais dos Deviantes

E falando na Chloé Zhao, sua direção neste filme está surpreendente e faz jus ao seu Oscar na prateleira. A diretora consegue trabalhar bem a trama mesmo que o roteiro envolva inúmeros acontecimentos em tela e diversos personagens para desenvolver. Por mais que um ou outro se torne subdesenvolvido, – com destaque a Dane Whitman, personagem de Kit Harington – todos os principais são bem trabalhados e se entende que a trama tem como foco o relacionamento entre os protagonistas e em abrir a porta para a entrada de Dane Whitman no MCU. Sua direção é tão leve que consegue trabalhar com a devida naturalidade a primeira cena de sexo em um filme da Marvel e todas as representatividades presentes no longa.

Zhao consegue trabalhar o tempo de tela de cada um, desenvolver toda a trama dos Celestiais e introduzir de forma sólida este novo lado para o universo cinematográfico da Marvel. Porém, devido ao excesso de informações e de personagens presentes no roteiro, alguns elementos acabam não sendo trabalhados da forma que deveriam e se tornam furos durante a exibição. Além disso, é tanta coisa acontecendo em tela que algumas passam despercebido aos olhos do telespectador.

Neste ponto, acaba que um dos poucos defeitos do título se encontra dentro do seu roteiro, que se apresenta desarmônico em certos momentos e deixa o telespectador confuso diante de tanta informação exposta em tela. Entretanto, Zhao dirige o seu filme da melhor forma possível e consegue deixar este roteiro o menos irregular nas quase três horas de exibição do longa. E já que estamos falando dos defeitos, outro grande ponto é a edição do longa que também se torna irregular ao transitar sempre entre passado e futuro, além de iniciar o filme com uma abertura que mastiga a principal trama do título – esta que, é exposta em uma simples conversa entre Whitman e Sersi no primeiro ato.

Eternos: trailer deixa claro onde o filme se encaixa na linha do tempo

Quanto ao elenco, todos os integrantes apresentam a química necessária para interagirem entre si e desenvolverem suas respectivas tramas e lados dentro da história. Cada membro da equipe apresenta um arco individual que é bem elaborado em tela e, quando todos estão juntos, se complementam de forma perfeita. Não somente em suas relações interpessoais como também nas batalhas que ocorrem ao longo dos anos.

Assim como os efeitos visuais, a fotografia do filme está incrível e cada cena é de tirar o fôlego! Ben Davis consegue enquadrar bem todos os elementos presentes em tela e transmitir uma sensação única ao telespectador que vê eles em tela. Por último, os figurinos do longa podem ser considerados alguns dos melhores já feitos para o MCU.

Então, é bom?

Ao adaptar para as telas toda a premissa cristã desenvolvida por Jack Kirby em seus quadrinhos na década de 70, Chloé Zhao consegue introduzir com maestria este novo lado do universo cinematográfico da Marvel, apresentando um desenvolvimento honesto dos personagens que compõem a equipe, da composição deste lado místico e com uma trama única que consegue escapar por um triz da fórmula Marvel.

Com uma fotografia excepcional, efeitos visuais de tirar o fôlego e um elenco incrível que funciona bem em conjunto nas telas, ‘Eternos’ consegue se consagrar como um dos melhores filmes já produzidos dentro deste universo.

Nota: 4.5/5

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Gameplay Games

Riders Republic é ação e aventura até dizer chega!

Riders Republic está aqui e já adiantamos que esportes radicais são o verdadeiro sentido da vida. Além de oferecer uma proposta bem inteligente que mistura os esportes radicais com um mundo aberto repleto de localidades bem interessantes, como vários parques dos Estados Unidos, eles são apresentados como verdadeiros cartões postais.

Logo de cara o sentimento de comunidade, liberdade e diversão que Riders Republic oferece é insano. Dentro de todas as pessoas existe um sentimento de nostálgia e felicidade quando lembramos dos tempos onde corríamos, brincávamos com nosso amigos. O jogo tenta capturar esse sentimento “infantil”,  que para muitos até hoje está presente, no sentindo positivo da palavra, pois muitos tem isso tão verdadeiramente cravados em sua vida que acabam optando como estilo de vida.

Todo o ambiente apresentado aqui, te permite ser uma pessoa radical, dentro de seu quarto ou de sua sala. Transformando seu espaço de vida em um playground pessoal onde você é livre para seguir suas paixões.

 

O que vemos aqui não é completamente diferente dos jogos de mundo aberto da Ubisoft. Você pode se sentir bastante familiarizado com Riders se ja teve a experiência de jogar Steep, o jogo de snowboard da Ubisoft. Esqui e snowboard, mountain bike e voo com Wingsuit são as modalidades que encontramos por aqui. Se alguma dessas atividades parecer desagradável, você não precisa se preocupar, porque aqui em Riders Republic raramente você terá impedimento de fazer o que você quer, você está livre para se aventurar nos parques nacionais dos EUA podendo encontrar sua própria diversão.

Isto é o que faz o jogo funcionar, sua falta de progressão linear, não há desafios obrigatórios ou requisitos de vitória que te impedem que fazer as atividades disponibilizadas.

Uma coisa que chama atenção, mas desta vez para o lado negativo, são os diálogos e NPCs. Infelizmente há momentos onde os diálogos enchem seus ouvidos, com piadas e brincadeiras que poderiam funcionar, mas que acabam sendo colocadas fora de contexto ou de hora. Além da trilha sonora que passa muito longe de ser empolgante.

Um problema raso para um jogo nesta proposta. Visto que basta você conectar (PS5 e Xbox Series X) ou abrir a aba em seu PC de algum streaming de música, colocar sua playlist preferida e curtir o jogo.

 

Ainda falando um pouco do mapa, a Ubisoft falou a respeito da recriação dos Parques Nacionais dos EUA, utilizando dados de GPS. A empresa recriou a geologia de cada região de maneira mais fiel possível. É sem dúvidas um espaço impressionante para se divertir o suficiente. O mapa não é apenas agradável para se passar o tempo, conforme você se move, verá outros jogadores conectados, aumentando a sensação de comunidade que falei logo antes, e poderá deslumbrar lugares muito bonitos no decorrer do percurso. Eu nunca tive a oportunidade de visitar um Parque Nacional nos Estados Unidos, então acreditando na representação feita pela Ubisoft, são espaços realmente muito bonitos.

E você pode ficar tranquilo. Se os esportes não forem suficientes para você, existem competições reais com mais de cinquenta jogadores simultâneos. E caso você não encontre alguma competição que te interesse, você pode criar a sua própria e compartilhá-la com outras pessoas. São corridas padrões, onde você precisa ultrapassar a linha de chegada primeiro, também há modos Tricks Battle que consiste em reunir uma equipe de outros jogadores para mostrar seus movimentos mais legais e enfrentar equipes adversárias.

É disponibilizado um modo carreira, com seis progressões diferentes em jogo solo ou PvP e infinitas opções de personalização, assim como opções de modo gratuito.

 

Posso dizer que Riders Republic não é perfeito, mas é muito divertido e atende a tudo que o jogo se propõe a realizar. A Ubisoft aprendeu muito com seus últimos lançamentos e sua construção de mundo aberto. Além de tudo isso, trazer uma base de esportes radicais me deixa confortável, muitos terão acesso a novas experiências e poderão buscar elas na realidade, de certa forma Riders Republic incentiva e dá uma nova energia para os que viveram dias terríveis nos últimos meses. Aproveite da melhor maneira possível!

 

Riders Republic foi lançado para PS5, Xbox Series X, PC, Xbox One e PS4 em 28 de outubro.

Riders Republic foi analisado por código fornecido pela Agência Drone para PC.

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Crunchyroll fará evento digital com artistas nacionais e maratona de animê

Em um release para a imprensa e em suas redes sociais, a Crunchyroll, plataforma de streaming de animê, anunciou hoje (04) que realizará um evento virtual no Twitch, entre os dias 08 e 12 de novembro. Segundo a Crunchyroll Brasil, será um evento “celebrando a cena nacional de artistas e a comunidade de fãs de anime”.

Na programação, teremos a participação de cinco artistas brasileiros, que darão vida ao novo design brasileiro da Crunchyroll-Hime, mascote do site. Além disso, fãs brasileiros e portugueses terão a oportunidade de maratonar a versão dublada de “The Ancient Magus’ Bride“, animê de 2017, para poderem se preparar para o lançamento “The Ancient Magus’ Bride -The Boy from the West and the Knight of Blue Storm-“, a nova série de OVAs que está com lançamento planejado para dezembro deste ano.

Confira a programação completa do evento, e mais informações sobre os artistas convidados e sobre o animê:

  • Local: Twitch da Crunchyroll Brasil ( twitch.tv/crunchyroll_pt )
  • 08/novembro (segunda), às 19:00:
    • Live drawing com Silva João
    • Exibição dos OVAs 01-03 de The Ancient Magus’ Bride: Those Awaiting a Star
    • Exibição dos episódios 01-02 de The Ancient Magus’ Bride
  • 09/novembro (terça), às 19:00:
    • Live drawing com Gabi Tozati
    • Exibição dos episódios 03-07 de The Ancient Magus’ Bride
  • 10/novembro (quarta), às 19:00:
    • Live drawing com Natália Prata
    • Exibição dos episódios 08-12 de The Ancient Magus’ Bride
  • 11/novembro (quinta), às 19:00:
    • Live drawing com Leonardo Cesar
    • Exibição dos episódios 13-17 de The Ancient Magus’ Bride
  • 12/novembro (sexta), às 19:00:
    • Live drawing com Monge Han
    • Exibição dos episódios 18-24 de The Ancient Magus’ Bride
Imagem mostrando a foto do artista "Silva João", fornecida pela Crunchyroll
Silva João estará no primeiro dia de lives. (Imagem fornecida pela Crunchyroll)

Silva João é um quadrinista, ilustrador e roteirista de São Paulo. É mais conhecido pela sua webcomic HQ de Briga e suas tirinhas. Fã de Mob Psycho 100 (informação importante).

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Imagem com a foto de Gabi Tozati, fornecida pela Crunchyroll
Gabi Tozati estará no segundo dia de lives. (Imagem fornecida pela Crunchyroll)

Gabi Tozati é uma ilustradora freelancer do interior de São Paulo, formada em Design Gráfico e pós graduada em Animação 2D. Seu foco de trabalho é em ilustração editorial infantil/infanto-juvenil e design de personagens, prestando serviços para empresas como Storytime Magazine, Programa Pleno, Editora Moderna e possuindo parcerias com plataformas como Faber Castell e Crehana.

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Imagem com foto de Natália Prata, fornecida pela Crunchyroll
Natália Prata estará no terceiro dia de lives. (Imagem fornecida pela Crunchyroll)

Natália Prata é uma ilustradora freelancer cearense, Arquiteta e Urbanista de formação que largou a profissão e foi se aventurar nesse mundo de ilustrações. Seu foco principal é ilustração infantil, além de cuidar de uma loja onde faz seus próprios produtos.

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Imagem com foto de Leonardo Cesar, fornecida pela Crunchyroll
Leonardo Cesar estará no quarto dia de lives. (Imagem fornecida pela Crunchyroll)

Leonardo Cesar é um artista afrodescendente e bissexual do Rio de Janeiro. Já trabalhou em alguns desenhos animados como ilustrador e animador para a Netflix, Cartoon Network e Discovery Kids. Em seus trabalhos autorais sempre tenta levar representatividade latina, negra e LGBTQIA+.

Redes sociais: Twitter (@leocesaturn) | Instagram (@leocesaturn)

Imagem com foto estilizada de Monge Han, fornecida pela Crunchyroll
Monge Han estará no quinto dia de lives. (Imagem fornecida pela Crunchyroll)

Monge Han é o nome artístico de Eric Han Schneider, asiático-brasileiro descendente de coreanos. Busca em seu trabalho autoral o desenvolvimento de sua linguagem na arte e no desenho, para que seu trabalho seja sempre um reflexo de seu interior e, sendo assim, um veículo para entender-se melhor como artista e pessoa racializada. Seus trabalhos permeiam narrativas autobiográficas, histórias ficcionais influenciadas por quadrinhos leste-asiáticos e tirinhas existenciais e humorísticas. Já trabalhou com empresas como Doritos, Universal Music, Editora Rocco e Sony Music (e agora Crunchyroll 💛).

Redes sociais: Twitter (@MongeHan) | Instagram (@mongehan)

Imagem de capa do animê "The Ancient Magus' Bride", fornecida pela Crunchyroll
“The Ancient Magus’ Bride” terá episódios dublados exibidos todos os dias do evento, após a participação dos artistas (Reprodução: Crunchyroll)

Criada pela mangaká Koré Yamazaki e adaptada para anime em 2017 pelo WIT Studio, The Ancient Magus’ Bride combina a magia do folclore celta e britânico com ação, romance e drama. A versão brasileira foi dublada pelo estúdio Som de Vera Cruz e contou com a direção de Leonardo Santhos. A sinopse, fornecida pela Crunchyroll, segue:

Abandonada por sua família e vendida para um traficante de escravos, Chise Hatori (voz de Raquel Masuet) é comprada por um estranho indivíduo envolto em mistério, que esconde seu rosto por trás de uma caveira de animal. Elias (voz de Guilherme Briggs) é um antigo mago que identifica em Chise um poder incomum, e decide comprá-la para libertá-la da escravidão… e para fazer dela sua noiva.

Imagem fornecida pela Crunchyroll com ilustração do novo OVA de "The Ancient Magus' Bride"
O novo OVA da obra estará disponível na plataforma de streaming em Dezembro (Reprodução: Crunchyroll)

Em dezembro de 2021, The Ancient Magus’ Bride -The Boy from the West and the Knight of Blue Storm-, uma nova história no universo de The Ancient Magus’ Bride chega com exclusividade à Crunchyroll junto com o lançamento global, com áudio original em japonês e legendas em português. Confira o trailer:

Para mais informações sobre a Crunchyroll, o mundo dos animês e da cultura nerd, fique ligado na Torre de Vigilância.

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“Fena: Pirate Princess” é uma bela e confusa mistura

A discussão de “piratas vs ninjas” é uma das mais antigas da internet, e já causou horas e horas de acalorados argumentos. Se me perguntarem, acredito que demorou até demais para termos um animê inteiro dedicado a responder esse questionamento.

Fruto de uma parceria entre a Crunchyroll e o Adult Swim, “Fena: Pirate Princess” é um animê original que estreou em Agosto na plataforma de streaming, e foi concluído recentemente com 12 episódios. Animado pelo estúdio Production I.G. e dirigido por Kazuto Nakazawa, o show foi inspirado por mangás shoujo” e possuía como objetivo “ser uma história de fantasia e romance, que não se preocupa em ser historicamente realista.

A sinopse e trailer do show, como apresentados pela Crunchyroll, seguem:

Fena Houtman se lembra pouco da sua infância. Orfã e criada como serva em um bordel, sua vida muda quando ela foge para uma ilha de piratas onde descobre a verdade por trás da sua família. Fena sendo a única capaz de desbloquear os segredos da sua família, e com um grupo formidável de piratas na sua cola, ela precisa assumir seu lugar como capitã de sua tripulação de Samurai para uma aventura em alto mar!

Falar de “Fena” é falar de visuais deslumbrantes, e qualquer comentário que diga menos que “espetacular” seria uma mentira. Do início ao fim, fomos presenteados com cenários desenhados a mão, baseados em diversas localidades históricas ao redor do mundo, trazendo uma imersão no tema de “aventura na era das navegações” de fazer inveja para muitos shows populares.

E não só os visuais, mas todas as partes artísticas do animê se mostraram como de alto nível e com uma consistência inacreditável: O design de personagens que deu um charme único para cada uma delas; a trilha e efeitos sonoros que se complementam perfeitamente com os visuais; a escolha e interpretação das vozes, que contou com um elenco de dubladores AAA; a coreografia das cenas de ação, que embora poucas, foram extremamente marcantes… O show se destaca positivamente como sendo um espetáculo técnico.

Visual da cidade de "Shangri-lá", em imagem utilizada na produção de "Fena: Pirate Princess"
“Shangri-lá”, apenas a primeira de muitas paisagens maravilhosas da série (Imagem cedida pela Crunchyroll)

Os problemas começam, porém, quando olhamos para o enredo. “Fena” parece ser uma obra com crise de identidade, que não consegue escolher o que quer ser ou qual rumo deseja tomar, e acaba ficando sem tempo para concluir sua trama quando finalmente se decide (se é que dá pra falar que uma decisão foi tomada).

No início, somos apresentados a um mundo incrível, com personagens de personalidade forte e com toda a parte artística supracitada como base. Terminei o primeiro episódio completamente boquiaberto, pronto para explorar os mares nessa história que parecia estar se moldando para ser uma jornada de auto-realização e de entendimento pessoal. Minha empolgação estava tão pra cima quanto o narizinho da Fena.

Captura de tela do episódio 8 de "Fena: Pirate Princess", mostrando Fena
Narizinho da Fena. É isso, essa é a legenda. (Reprodução: Crunchyroll)

Com o passar dos episódios, mais e mais elementos foram sendo adicionados, sem dar a chance para os anteriores se concretizarem ou serem explicados. Em pouco tempo, a trama já estava completamente perdida, com tantas coisas empilhadas que nenhuma delas conseguiu ser coerente. Acabamos com um monstro de Frankenstein, que juntou retalhos de diversos gêneros e bebeu de diversas fontes, mas não pensou na ética ou na consequência de seus atos. Eles estavam tão preocupados em saber se conseguiam, que não pararam pra pensar se deveriam.

Piadas à parte, a impressão que fica é que de duas, uma: Ou a produção foi muito ambiciosa, e precisava de pelo menos 24 episódios para explorar todos os pontos da salada de frutas que eles fizeram; ou a produção foi muito ingênua, e acreditou que conseguiria fazer sentido das ligações sem pé nem cabeça que inventaram com apenas 12 episódios. Um exemplo claro dessa linha de raciocínio são os próprios samurais que compõem a tripulação. Eles tiveram participações desiguais ao longo da série, e não sei dizer se os menos favorecidos seriam aprofundados se tivéssemos tempo para isso, ou se estavam lá apenas por estar desde o início.

Existe uma linha tênue entre o conceito de “ser misterioso e deixar as coisas no ar puramente pela estética do desconhecido“, e “não fazer absolutamente nenhum sentido“. E, embora consiga ficar no lado certo em alguns momentos, o animê acaba não apenas passando pro outro lado dessa linha em múltiplas ocasiões, como decide correr uma maratona além dela em sua conclusão.

Captura de tela do episódio 7 de "Fena: Pirate Princess", mostrando Fena e uma explosão ao fundo
Representação visual de como foi acompanhar a história do animê (Reprodução: Crunchyroll)

“Fena” não precisava ir tão longe, até porque ninguém estava esperando que fosse. O show precisava escolher se seria uma aventura mais pé-no-chão, focada em descobrir a história e o passado da protagonista, e como ela lidaria com essas descobertas… Ou se seria uma aventura fantástica, onde as personagens fossem apenas os veículos para nos mostrar a magia, que seria o verdadeiro ponto central. São duas visões completamente opostas, e justamente por isso, não funcionam quando unidas. E, pra mim, esse é o maior defeito do animê.

Com um embaraçado de temas, e pouco tempo para desembaraçá-los, “Fena: Pirate Princess” se perde em si mesmo e se torna uma mera experiência visual. Mas que os visuais são lindos, isso não dá pra negar. É um animê que entretê, mas que não possui substância, e por isso, minha nota pessoal e intransferível para ele é 2,5/5,0. Levemente decepcionado com a jornada que nunca me foi prometida, mas que eu achei que iria receber.

O animê está disponível na Crunchyroll, completo em doze episódios, e com legendas em português.

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Blade Runner: Black Lotus e a Expansão do Universo de Philip K. Dick

Em 1968, Philip K. Dick publicou uma das obras mais relevantes para o gênero da ficção-científica: ‘Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?’. E, na trama original, acompanhamos Rick Deckard, um caçador de recompensas que vive em uma São Francisco decadente em um futuro distópico onde aconteceu uma guerra nuclear e diversas colônias planetárias foram criadas. Quem permaneceu na Terra, vive em um lugar coberto por poeira radioativa onde as espécies de plantas e animais foram aniquiladas após o evento.

Neste cenário, todos almejam melhorar de vida e com Deckard não seria diferente: sua meta é substituir a sua ovelha elétrica por uma de verdade. Para isso, o protagonista aceita um novo trabalho cuja a missão é caçar androides que fugiram e encerrar suas atividades.

O interessante é observar que, neste livro, Philip K. Dick cria toda essa ambientação futurista tão imersiva e detalhista, que serve como base até hoje para diversos jogos, filmes e RPGs de mesa apenas com o intuito de abordar diversas questões sobre o que é ser humano, o poder da tecnologia sobre a massa e sobre toda a natureza da vida que envolve a gente – além de, é claro, apresentar uma excelente trama cuja a leitura é fundamental até os dias atuais.

Blade Runner": as previsões do filme para 2019 que não são realidade - Revista Galileu | Cultura

E mesmo que o autor já tivesse apresentado este vasto universo junto com uma história sensacional, Ridley Scott foi além e, em 1982, trouxe para os cinemas sua adaptação estrelada por Harrison Ford. Blade Runner: O Caçador de Androides consolidou de forma definitiva todo o universo apresentado no livro e, na minha opinião, melhorou a trama original mantendo as mesmas reflexões que o autor pretendia.

Mesmo marcado por polêmicas e opiniões divididas na época de seu lançamento, a adaptação foi a principal responsável por definir este universo e gerar as posteriores expansões do mesmo. Tanto que, logo após este, tivemos uma incrível sequência dirigida por Denis Villeneuve e outras mídias situadas no mesmo universo.

Blade Runner 2049 misses rise of creative artificial intelligence

Uma das expansões desde universo sensacional mais recentes que vêm sendo lançada é uma série de quadrinhos intitulada Blade Runner 2019. Lançada aqui no Brasil pela editora Excelsior desde o ano passado e em capa dura, a trama desta se passa no mesmo ano que o filme dirigido por Ridley Scott e é considerada também uma sequência direta do mesmo.

Neste título acompanhamos Ash: uma policial que, assim como Deckard, também vive caçando androides. Um dia, a mesma recebe como missão encontrar a esposa e a filha de um bilionário em Los Angeles cujo os únicos suspeitos do desaparecimento são replicantes. Estes quadrinhos do universo de Blade Runner ainda se apresentam em dois volumes aqui no Brasil. Esta expansão é extremamente bem-vinda pois, por mais que pareça a mesma coisa que os filmes, toma outro rumo e explora bem mais a natureza de um replicante do que as outras mídias – dessa forma, caso seja fã deste universo, é uma boa sugestão para expandir sua relação com o mesmo.

Blade Runner 2019: Off-World' Goes to Colonies – The Hollywood Reporter

Por fim, a mais nova expansão do universo criado por Philip K. Dick chegará na Crunchyroll no dia 13 de Novembro com seus dois primeiros episódios disponíveis. Blade Runner: Black Lotus é a mais nova animação da Adult Swim e trás uma trama totalmente original e envolvente.

Na história, acompanhamos uma mulher chamada Elle no ano de 2023 em Los Angeles, onde a mesma acorda sem memórias, com habilidades desconhecidas e com uma tatuagem misteriosa. Além disso ela também apresenta um drive com arquivos criptografados, e seu objetivo é descobrir o que aconteceu e qual é a sua história dentro deste universo.

Começando pela trama, temos uma personagem cativante que consegue envolver o telespectador em sua própria história e pelo mistério de sua identidade logo nos primeiros minutos de tela. Junto a isso, há também uma excelente animação gráfica composta por uma fotografia que promove não só a imersão de quem assiste como também mostra toda a sujeira presente em Los Angeles naquele ano.

Em apenas dois episódios disponibilizados para a nossa redação, já foi possível observar todo o potencial que essa série tem de expandir com maestria todo o universo de Blade Runner.

Nestes dois primeiros episódios, basicamente observamos Elle se encontrando em Los Angeles e procurando resposta acerca de seu passado e de como foi parar ali – com bastante cenas de ação e efeitos visuais que deixam qualquer um apaixonado.

De certa forma, a história presente desta animação se torna promissora pelo simples de fato de não ter como protagonista (aparentemente, visto que é cedo para afirmar isso) uma caçadora de recompensas. Afinal, em todas as mídias citadas acima o protagonista era um, o que faz com que o universo seja observado em apenas um ponto de vista.

Por fim, Blade Runner: Black Lotus se apresenta como uma excelente adição na cronologia da franquia e apresenta um grande potencial para ser desenvolvido em seus treze episódios, que serão lançados com exclusividade na Crunchyroll.

 

Blade Runner: Black Lotus, uma produção original da Crunchyroll e do Adult Swim, estreia no dia 13 de novembro na Crunchyroll.

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Army of Thieves encontra o equilíbrio virtuoso entre único e familiar

Após o sucesso estrondoso do filme dirigido por Zack Snyder, ‘Army of the Dead’ (Clique aqui para conferir nossa crítica do filme), esse novo universo tende a se estender mais ainda mostrando o passado do amado personagem do longa original, Ludwig Dieter (Matthias Schweighöfer). Enquanto o mundo estava passando pelo surto dos zumbis em Las Vegas, a atenção foi completamente roubada, e então uma misteriosa mulher decide contatar Ludwig para um dos maiores assaltos já vistos na história, nos cofres mais lendários já feitos, e que são a paixão do protagonista, e que conectam ambos os filmes.

Sua história tem seus pontos singulares, como a trama com zumbis, o conto por trás de cada cofre, personagens originais, mas em um todo: Não é revolucionário no meio de filmes de assalto a bancos, e não há problema nenhum nisso, pois seu charme não está em se diferenciar nisso: Está em como isso é criado. A construção da identidade aqui é algo que é feito com maestria, e que definitivamente, não teria o mesmo impacto se não fosse pela direção e roteiro.

Quem dirige o longa é o próprio protagonista, Matthias Schweighöfer, e seu roteiro é feito por Shay Hatten (John Wick: Parabellum)  e Zack Snyder. O fator de seu personagem ser a pessoa por trás de tudo isso só torna mais fácil a imersão e o entendimento da história, logo que, tudo aqui é visto através do contar do próprio Dieter. E como o seu início de carreira em filmes norte-americanos, sua direção apenas foi explorada em uma série e poucos filmes estrangeiros, pode se dizer que Matthias tem um futuro extremamente promissor; apesar de não ser perfeita e em poucos momentos cometer certos deslizes (alguns até por culpa da edição em si), a atenção ao detalhe e o ritmo se alcança de maneira esplêndida. O seu excelente roteiro também é um grande auxílio, a criação das personagens, cenas, interações foi fundamental para que a direção capturasse a verdadeira essência do que estava sendo proposto aqui. Cenas mais tensas, mais cômicas (que, sem dúvidas, é o suprassumo do longa) e o desenvolver de tudo, é magnifico. Em alguns momentos é possível ver uma influência de Zack na direção, e pode acabar tirando foco da marca de Schweighöfer, mas também auxilia para que seja feito com uma mão mais experiente – é uma faca de dois gumes.

E falando sobre os atores, a composição de tudo, desde química até background, tudo é muito encaixado e diverso para que funcione de fato. A escolha de ter cada um com uma nacionalidade cria uma identidade e diferencia de outros estereótipos do gênero. Consequentemente, alguns tem mais destaque que outros, mas mesmo assim, tudo tem sua belíssima funcionalidade. O único fator ruim no elenco, foi seu ‘vilão’, Delacroix (Jonathan Cohen), que é extremamente caricato e pouquíssimo interessante. Por mais que tenhamos mais de um, como Beatrix (Noemie Nakai), entrega algo muito mais interessante, mas pouco focada. Também temos uma cena envolvendo crianças supostamente ‘brasileiras’ que ficou no mínimo esdrúxulo, por mais que tenha sido uma cena divertida.

Em seus pontos técnicos, não há o que falar sem ser elogios. Sua trilha-sonora é composta por Hans Zimmer, e somente por esse nome já se cria uma expectativa enorme, mesmo não sendo seu maior trabalho, não desaponta nem por um segundo. Sua fotografia é incrivelmente bem executada, e também chega a se lembrar o trabalho de Snyder, que é exemplar. Mas sua maior graça está no trabalho sonoro, que é muito bem detalhado, mas poderia ter sido mais explorado, de certa maneira. Vale também pontuar o ótimo uso da cenografia e locais, assim como de um trabalho de figurinos incríveis, e que sabem se imergir bem com a trama. O seu CGI é muito satisfatório, principalmente em cenas onde os cofres são abertos.

Army of Thieves é um filme divertido, que consegue entregar diversão e certos momentos de tensão (por mais que, tenha seu final meio “estragado” para quem já assistiu Army of the Dead”), pode decepcionar quem busca algo mais sério. Definitivamente, é um ótimo filme para o início da carreira de Matthias, e que consolida mais ainda o universo que Zack Snyder está criando com tanta atenção e dedicação.

Nota: 4/5 – Ouro

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Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado: Nova versão até se esforça, mas falha em contar sua história

Os anos de 1990 estavam surfando bem no subgênero slasher e trouxe algumas produções dignas de notas para os apreciadores de um bom terror. Apenas um ano após o lançamento do inesquecível Ghostface em Pânico, fomos apresentados ao temido Homem do Gancho em Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado e mostrou que segredos não ficam muito tempo nas sombras. Muito pelo contrário, a qualquer momento poderiam retornar para assombrar os responsáveis. Da trilogia lançada, apenas os dois primeiros merecem atenção. O terceiro é para fingir que nunca aconteceu.

Mais de duas décadas depois, o Amazon Prime Video lançou no última sexta-feira (15) a versão televisiva dessa franquia. Com os quatro episódios iniciais lançados foi possível analisar como a série tentou se distanciar em alguns pontos de sua versão cinematográfica, mas ao mesmo tempo conseguiu até manter todo o clima de suspense e desespero durante a tomada de decisão após o acidente. O problema foi que quanto mais se esforçava, mais falhava em contar sua história para o público.

Em poucos minutos do episódio Piloto já fomos apresentados ao flashback que conduziria o plot principal e explicaria os diálogos dos personagens nesse curto início com o retorno de Lennon. É claro que teríamos uma festa com jovens desinibidos, cheios de amor para dar e com uma boa bagagem de drama familiar como excelentes ingredientes para um posterior desastre. Conhecemos as gêmeas Allison e Lennon, assim como os amigos desta. Por serem gêmeas, já era possível esperar conflitos por conta de personalidades distintas.

O desfecho dessa noite de festa emulou de forma satisfatória todo o caos na estrada quando o acidente aconteceu e minha mente voltou no tempo na mesma hora. O roteiro ainda foi mais além em descartar um desconhecido para ser morto e acabou trazendo mais empatia pela pessoa falecida. Outro diferencial foi o plot twist jogado ainda no primeiro episódio como estratégia para prender o telespectador e fazê-lo continuar assistindo aos episódios restantes. Alguns poderiam ter previsto tal decisão e outros não, mas acabaram queimando a largada muito rápido. Podiam ter guardado essa reviravolta para a metade da temporada, quem sabe. Acredito que traria um impacto bem maior.

Longe de ser perfeito, a série apresentou alguns problemas nessa primeira parte. Começando pela decisão de esconder algumas mortes do público. Ficamos no escuro assim como os personagens principais. Mesmo que foque mais no suspense, seria bacana se tivessem pensado numa montagem sob a perspectiva do assassino(a) e/ou da vítima. Retirar isso tira um pouco do peso de uma produção que envolva assassinatos.

Outro fato negativo apontado é como o fato de existir um serial killer não interromper por completo a vida dos habitantes, principalmente dos adolescentes. Não teve toque de recolher ou qualquer coisa que transmitisse alguma segurança. Pelo contrário, teve uma Corrida Naturalista.

Desse elenco quem mais me incomodou foi o Bruce (Bill Heck) com sua frieza em ter lidado com determinados assuntos. Só não sei se faz parte de colocá-lo como suspeito óbvio ou apenas mais um problema entre os já mencionados acima. A atuação dos demais não foi algo extraordinário, mas deu para engolir.

Resumo do mistério: Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado não é uma produção perfeita, porém te instiga a continuar vendo por causa do mistério. A série conseguiu homenagear a franquia, mas não conseguiu manter suas próprias ideias na história. Agora é torcer que a próxima leva de 4 episódios (agora de forma semanal) consiga consertar os principais problemas para o bem desse roteiro.

Nota: 3/5

A exibição do quinto episódio de Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado será nessa próxima sexta-feira (22).