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Velho Logan | Fúria Selvagem

Fúria Selvagem é o primeiro arco da revista do Velho Logan após a saga Guerras Secretas. Foi lançado entre as edições 1-4 do título Old Man Logan Vol.2, com roteiro de Jeff Lemire, desenho de Andrea Sorrentino, e colorização de Marcelo Maiolo.

Após a minissérie de quatro edições do Velho Logan que foi lançada durante Guerras Secretas, Logan foi um dos sobreviventes do Mundo Bélico que foi parar no universo principal da Marvel, agora chamado de Universo Prime, e passou a integrar o elenco de personagens principais da editora.

Antes de tudo, explicarei o que foi a saga Guerras Secretas de um modo bem simplista para um entendimento mais completo do texto.

Quando o Multiverso Marvel estava morrendo, surgiu alguém muito poderoso, com poder para salvar fragmentos de diversos universos. E, assim, nasceu o Mundo Bélico, criado de pedaços de diversos universos mortos, e regido por um monarca que foi considerado Deus. Um dos universos que integram esse mundo é o do Velho Logan, criação de Mark Millar e Steve McNiven em um universo alternativo apocalíptico.

Old Man Logan Vol.1 #5
Old Man Logan Vol.1 #5

Não é necessário ter lido nada do que já foi lançado do Velho Logan para entender esse novo título do personagem. Porém, enriquece a experiência já ter lido Guerras Secretas de Jonhathan Hickman e Esad Ribic, a minissérie Velho Logan de Brian Michael Bendis e Andrea Sorrentino, e o arco Velho Logan de Mark Millar e Steve McNiven.

O roteirista Jeff Lemire utiliza estratégias narrativas para situar o leitor com acontecimentos que são importantes para o desenvolvimento da trama, e também insere novas camadas de profundidade dentro do que já foi apresentado. Portanto, acompanhar ou não o que veio anteriormente, fica a cargo do leitor.

Old Man Logan Vol.2 #1
Old Man Logan Vol.2 #1

A narrativa de Lemire já começa com o Velho Logan acordando atordoado em um mundo diferente, que não é dominado por vilões e não está destruído. Logan logo percebe que está no passado, mas não tem certeza se é o seu passado, mas está em um mundo que ainda existe esperança de ser salvo, em um mundo que ele ainda pode salvar sua família. E, então, ele decide começar uma caçada aos principais culpados pela morte de seus entes queridos, a fim de que seu futuro trágico não aconteça.

Como o próprio nome do arco diz, Logan está de volta a sua raiz selvagem. Não mais chamado de Wolverine, nem um X-Men, nem um herói, apenas Logan, um homem com uma fúria selvagem tentando evitar que um futuro trágico aconteça.

Durante as quatro primeiras edições que compõe o arco, Lemire fica alternando a narrativa entre o presente do Universo Prime e o futuro apocalíptico do Velho Logan, levando o leitor a questionar se de fato o futuro do Logan é o futuro do Universo Marvel principal, e não uma realidade alternativa.

A cada edição são apresentados conflitos de um Logan traumatizado e com medo de que seu futuro se concretize. E nesse contexto, algumas figuras importantes do universo do Velho Logan de Mark Millar são inseridas na trama.

Old Man Logan Vol.1 #1
Old Man Logan Vol.1 #1

O arco conclui com Logan enxergando a possibilidade de que o presente em que está vivendo talvez não seja o seu passado, mas uma nova chance. Apesar de ter perdido tudo no futuro, no presente, percebe que os X-Men ainda estão vivos, portanto, ainda há esperança.

Se passar tempo o bastante tentando fugir do passado e mudar o futuro, você começa a esquecer que ainda está vivo neste momento. O passado se foi. E o amanhã pode trazer todo o inferno que eu mais temo. Mas hoje… hoje é muito bom se sentir vivo.” – Velho Logan Vo.2 #4

Old Man Logan Vol.2 #2
Old Man Logan Vol.2 #2

Em relação arte, que ficou a cargo de Andrea Sorrentino e Marcelo Maiolo, a dupla casou perfeitamente com a proposta do título. As ilustrações ao mesmo tempo em que são escuras para combinar com o tom da trama, nos momentos de ação e ~SNIKT~ do Logan, ganham cores vivas com um fundo vermelho, que remete a violência, e deixam as sequências de ação bem visíveis e detalhadas.

A composição dos cenários também é algo a se prestar atenção, pois estão recheados de easter eggs, como a cena que Logan faz uma referência a Cavaleiro das Trevas de Frank Miller.

Old Man Logan Vol.2 #1
Old Man Logan Vol.2 #1

A estreia do Velho Logan no universo principal da Marvel começou muito bem, resgatando alguns elementos que os fãs do carcaju sentiam falta, como a dualidade entre homem e besta, e a sua busca por um lugar no mundo.

Para quem assistiu o filme Logan e gostou,  aqui está uma ótima oportunidade de começar a acompanhar o personagem nos quadrinhos também.

 

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Alena | O amor e o terror com os traumas da adolescência

Um transtorno psicológico supõe uma alteração do comportamento e da razão de uma pessoa. Ao vivenciar algo extremamente chocante, um tipo de trauma, o acontecido acaba por alterar a estrutura mental de uma pessoa e deixa sequelas profundas. Alena, graphic novel sueca publicada no Brasil pela AVEC Editora, é uma história de terror que, entre diversos temas, fala sobre a psique de uma adolescente que deve lidar com as descobertas de sua sexualidade, bullying, aceitação e compreensão social, todos assuntos perturbadores para uma garota da sua idade.

Na obra criada por Kim W. Andersson, o autor demonstra uma exímia capacidade em retratar o que há de pior nas pessoas durante a adolescência. A história se passa na Suécia, numa escola privada de bom status, onde a jovem Alena é bolsista. Há um ano, ela e sua amiga Josefin passaram por uma situação, desenvolvida ao longo do álbum, que tornou a vida da protagonista um verdadeiro inferno: Josefin morreu neste fatídico dia, e o fardo da sua morte caiu sobre os ombros de Alena, que passou a ser ainda mais maltratada pelos outros alunos, cheios de preconceitos e incertezas. A grande questão é que, desde a tragédia, a garota consegue verdadeiramente interagir com sua amiga morta.

Toda a trama gira em torno de um mistério e das descobertas a respeito não somente do passado da personagem, como também dos coadjuvantes. Alena sofre bullying (físico, moral e sexual) constante de Filippa, a típica garota fútil e invejosa presente na vida de qualquer pessoa, que não mede esforços para humilhar quem ela julgar como inferior. Filippa, que é capitã do time de lacrosse, nutre uma inveja especial pela protagonista graças ao garoto Fabian, um dos poucos que tentam (sem muito sucesso) ajudar a “estranha” e “perturbada” personagem principal.

Não bastasse todo o inferno causado por Filippa, Alena lida com muitas dúvidas. Sua sexualidade é abordada de uma forma muito real, com dois pesos a puxando constantemente para um ou outro lado. Josefin é uma alegoria que representa todas as dúvidas da garota, a parte que sempre a puxa para o lado pessimista da vida. A existência da amiga morta, interagindo com Alena o tempo todo, cria um aspecto misterioso ao redor de sua presença física no decorrer da história. Nos momentos em que ela está sozinha, a arte assume tons de laranja e roxo, cores que representam vitalidade e sucesso (laranja) e espiritualidade, magia e mistério (roxo), criando um estilo que pode ser interpretado como a persistência que permite Josefin ainda existir, e o que de tão misterioso a faz viver após a morte.

O autor é muito bem sucedido em unir os elementos citados acima com uma arte cinematográficaexpressiva, para criar não somente bons e memoráveis momentos, como também para chocar bastante. A violência é esbanjada em graus que se elevam a cada capítulo, e todo o sanguinolento desenvolvimento cria dúvidas na cabeça do leitor com relação ao que está acontecendo. Afinal, o que Josefin representa na vida da “heroína” desta história? O que ainda precisa ser contado? A condução desta aventura trágica é apoiada por uma narrativa rápida, plot twists tensos e uma cadência que lembra bons filmes do tema. A dicotomia entre a vilania e o heroísmo também se faz presente, aumentando a angústia no decorrer das páginas.

As figuras adultas, retratadas como seres indiferentes, também soam reais. Durante boa parte da adolescência, muitos adultos simplesmente não entendem ou não se importam com o que se passa na cabeça dos jovens, e quem tenta ajudar acaba piorando a situação. Este tipo de situação ocorre de maneira similar com a conselheira do colégio de Alena, focada (também sem muito sucesso) em desvendar a mente da aluna que vem sofrendo tanto. Os outros professores, e até mesmo o diretor, basicamente aparentam não se importarem tanto com o que está acontecendo. E a garota está no fogo cruzado entre o desprezo e a superficial colaboração por parte de uma minoria.

O desfecho surpreende e fecha pontas soltas. Muitos dos acontecimentos mostrados em capítulos prévios, ao alcançar o final da história, tornam-se puramente interpretativos. Ao tentar decifrar a mente de Alena o leitor acaba mergulhando nas possibilidades, tentando explicar as coisas baseando-se na realidade. E os sentimentos de Alena, postos em xeque ao longo de tanto sofrimento, recebem um final inesperado, demonstrando não somente o que Josefin representou na vida da protagonista como também o quanto a angústia afetou seu psicológico: a prova definitiva de como as dúvidas podem transformar a vida de alguém num verdadeiro terror, tal qual um amor psicótico. Especialmente num período tão sensível da vida como é a adolescência.

A obra foi vencedora do Swedish Comics Academy’s Adamson, prêmio de quadrinhos de maior importância da Suécia, além de ter sido publicada nos EUA pela Dark Horse, casa de famosas séries como Hellboy e Conan.

O autor possui outras séries publicadas, como Love Hurts, de 2009 – onde estabeleceu seu estilo de contar histórias – e Astrid, série protagonizada por uma aventureira espacial. A graphic novel Alena foi adaptada para o cinema, com um longa dirigido e roteirizado por Daniel di Grado, com textos de Kerstin Gezelius e Alexander Onofri.

Alena possui 120 páginas em papel couché 115g fosco encadernadas em capa cartão no formato 19 x 28 cm e valor de capa sugerido de R$ 59,90.

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Uma nova cronologia para o Superman no DC Rebirth

A vida do Superman estava uma bagunça, o próprio herói estava sentindo que algo não estava certo. E se nada do que ele estivesse vivendo naquele momento fosse real? Após os eventos do arco Reborn, o personagem ganhou uma nova cronologia com elementos já conhecidos pelos leitores. 

Em Action Comics #977 e #978, o herói ganha uma nova origem, mesclando e eliminando vários conceitos das anteriores. Krypton não é frio e totalmente científico como a origem escrita por John Byrne após a Crise nas Infinitas Terras, por mais que existam semelhanças com as vestimentas desenhadas por Byrne, é muito mais parecido com o mundo futurista da Era de Prata e de O Legado das Estrelas.

Ka-El é enviado ainda bebê para a Terra, Martha e Jonathan o encontram no meio da estrada, assim como na maioria das versões. Na adolescência, os melhores amigos de Clark são Pete Ross e Lana Lang, alguns momentos de Origem Secreta de Geoff Johns estão nessa fase da vida do Homem de Aço assim como o primeiro encontro com Lex Luthor, uma ideia estabelecida pelo roteirista Mark Waid em O Legado das Estrelas. Todos os eventos relacionados à Morte e o Retorno continuam a valer aqui. A maior mudança na fase adulta do personagem foi ter Perry White como padrinho de seu filho com Lois LaneJonathan Kent, introduzido durante a minissérie Lois e Clark. 

Porém não pensem que o Superman dos Novos 52 foi apagado da cronologia. Durante Reborn nós descobrimos que ele é a metade que falta ao Pós Crise para se tornar completo. Dan Jurgens integrou a controversa versão do herói de maneira eficiente à essa continuidade. O Superman não passa por um reboot, passa por uma troca de trajes. Além disso, os pais de Clark continuam mortos. O roteirista também fez um pequeno retcon com a minissérie Lois e Clark. Nesse retcon, o Homem de Aço se afastou da Liga por um tempo para criar o seu filho. 

Com vários mistérios solucionados e uma nova cronologia, o Superman finalmente se restabelece no Universo DC, mas a aventura continua. 

Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

 

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A Poderosa Thor | Trovão em Suas Veias

Trovão em Suas Veias é o primeiro arco da revista The Migthy Thor (A Poderosa Thor). Lançado entre as edições 1-5 do título, essa nova fase da Deusa do Trovão é uma continuação direta de Thor Vol.4, que conta com a estreia da nova Thor da Marvel.  Nesse novo começo, a equipe criativa continua sendo Jason Aaron no roteiro, Russell Dauterman nos desenhos e Matt Wilson nas cores.

No final do volume anterior é revelado a identidade da mulher que está portando o Mjolnir após o fatídico acontecimento da saga Pecado Original, em que Thor Odinson deixa de ser digno de seu martelo.  A grande surpresa envolvendo a nova Deusa do Trovão é a revelação de que se trata de Jane Foster assumindo o cargo de seu amado e, mais do que isso, Jane está com câncer e ser Thor a deixa cada vez mais próxima da morte.

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Thor/Jane Foster

A história de A Poderosa Thor situa-se oito meses depois de Thor Vol.4 e começa com Jane Foster fazendo quimioterapia e explicando sobre sua doença e porque transformar-se em Thor tira um pouco de sua vida. A causa da morte lenta de Jane é até simples e envolve uma questão real sobre o câncer.

As químicas da quimioterapia são veneno para o corpo humano, elas destroem as células cancerígenas, mas também devastam a saúde do enfermo. Jane, ao portar o martelo mágico, elimina todo veneno de seu corpo. Portanto, ela não pode curar seu câncer. A magia do martelo não é capaz de eliminar o câncer, pois é uma doença que é parte do indivíduo, não é um vírus que se hospeda no corpo humano, são as próprias células do corpo que se voltam contra o individuo.

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The Mighty Thor #5

Há ainda outro fator que dificulta a vida da Thor: Odin.

Desde que Odin descobriu a existência de uma nova Thor, o Pai de Todos não está nada feliz de ter ver alguém portando um Mjolnir mudado que não aceita que ninguém o use além da Thor.

Odin proibiu a presença da Thor em Asgard e faz dela um alvo do Congresso dos Mundos, que é uma aliança formada entre os dez reinos; Asgard, Midgard, Jotunheim, Vanaheim, Alfheim, Muspellheimr, Svartalfaheimr, Nidavellir, Niflheim, e o mais recente reino introduzido na Marvel, o Heven. Cada reino é representado por uma figura de seu povo. Asgard tem Volstagg, o volumoso, e Midgard tem Jane Foster.

Devido a sua dupla função de Thor e representante de Midgard no Congresso dos Mundos, Jane precisa esconder um segredo mortal, o que a impossibilita de manter-se na forma de Thor e evitar as consequências de sua transformação em Deusa do Trovão.

The Mighty Thor #4
The Mighty Thor #4

Junto ao desenvolvimento da personagem principal acontece o desenrolar de uma Guerra Civil em Asgard, causada pela tirania de Odin, e uma Guerra de Elfos; luminosos e negros, causada pelo vilão Malekith em parceria com Dario Agger, o líder maligno da corporação Roxxon que pretende explorar os recursos naturais de Alfheim. Os dois vilões desse arco já vinham sendo desenvolvidos em Thor: Deus do Trovão e Thor Vol.4.  A novidade está na formação de uma aliança dos dois com outras figuras malignas do Universo do Thor, como Loki, Laufey e Encantor.

The Mighty Thor #1
The Mighty Thor #1

Loki tem um grande destaque nesse primeiro arco. A dualidade complexa do personagem é desenvolvida em alguns momentos com o Deus da Trapaça mostrando a sua faceta de vilão, que alterna entre uma intenção heroica de evitar uma ameaça maior, a Guerra dos Reinos. E como um personagem complexo que é, o trapaceiro acaba surpreendendo o leitor com uma atitude um tanto vilanesca no final do arco.

The Migthy Thor #3
The Migthy Thor #3

Quem já vinha acompanhando toda a fase de Jason Aaron com Thor tem ciência de que o escritor caminha todos os seus arcos para uma trama maior que, nesse caso, é a Guerra dos Reinos. Essa guerra foi descrita como a guerra que deu fim a todas às guerras em um vislumbre do futuro que aconteceu em Thor: Deus do Trovão. Portanto, tudo que acontece nesse primeiro arco são prelúdios para o que está por vir nessa saga épica construída por Aaron.

Acontecem muitas coisas em apenas cinco edições e tudo com muita ação do começo ao fim. Para deixar tudo mais empolgante, Russell Dauterman e Matt Wilson trazem um espetáculo visual de arte com muitas cores, efeitos de magia espalhafatosos, onomatopeias estrondosas, pancadarias e expressões furiosas.

Trovão em Suas Veias é um bom começo para uma nova fase da Thor. Cumpre com muita exatidão a função de empolgar o leitor, desenvolver personagens e trazer uma arte de encher os olhos.

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Os 5 melhores títulos do DC Rebirth

Com previsão de chegar às bancas no fim do mês, o Renascimento DC, a nova fase da editora, é um verdadeiro sucesso de vendas e está sendo muito bem recebida pelos fãs. Como acompanhar tudo é praticamente uma tarefa impossível, venho listar os 5 melhores títulos dela. 

5 – Aquaman de Dan Abnett

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Depois da aclamada fase escrita por Geoff Johns, Aquaman volta a figurar entre as melhores revistas. Quem escreve o título agora é Dan Abnett e o trabalho continua sendo bem feito. O roteirista traz um Arthur mais diplomata, tentando unir o povo de Atlântida com o da superfície. O dilema do homem entre dois mundos continua, mas com um ritmo muito mais frenético e urgente, a cada capítulo a tensão aumenta. Vale a pena conferir. 

4 – Trindade de Francis Manapul

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Depois de ilustrar as histórias do Flash de forma magistral, Manapul assume os três maiores heróis da DC: Batman, Superman e Mulher-Maravilha. Ao invés de focar na ação, ele explora profundamente a personalidade de cada um e traz de volta alguns elementos de Para o Homem que Tem Tudo, um clássico do Homem de Aço. Outro título que merece atenção. 

Uma curiosidade: o roteirista e desenhista descreve o momento ocorrido entre Superman e Jonathan Kent na segunda edição como a relação que ele gostaria de ter tido com o seu pai.

3 – Batman de Tom King 

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Tom King é provavelmente um dos maiores prodígios dos quadrinhos na atualidade. Depois de escrever a elogiada minissérie Visão, fechou um contrato de exclusividade com a DC, então nada mais justo ele escrever o Batman. Depois de uma longa e elogiada fase nos Novos 52 pelas mãos de Scott SnyderKing assume o título, traz algumas novidades como Gotham e Gotham Girl, retorna com o Pirata Psíquico, alguns vilões esquecidos do morcego e explora todo o psicológico perturbado e sombrio do personagem. Quer mais motivos para acompanhar?

2 – Action Comics de Dan Jurgens

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Responsável por escrever A Morte do Superman, Dan Jurgens é um roteirista que compreende o personagem. Jurgens traz muita ação em uma narrativa frenética fazendo jus ao nome da revista, volta com o vilão Apocalypse, desenvolve inúmeros personagens secundários e constrói perfeitamente por mais de dez edições o mistério do novo Clark Kent. Empolgante e divertida, é com certeza um dos melhores títulos e merece estar em segundo lugar. 

1 – Superman de Peter J.Tomasi

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Se tem alguém que escreve bem relações entre pais e filhos, esse alguém é Peter J. Tomasi. Depois de escrever Batman & RobinTomasi agora lida com um núcleo mais otimista. Superman agora tem um filho e precisa ensiná-lo a usar seus poderes. A premissa é tão simples que funciona, sendo que o Jon Kent é um personagem muito carismático e já caiu na graça dos fãs. O título encanta justamente pela sua simplicidade e por ser apenas uma leitura descompromissada, momentos como uma ida ao parque de diversões tornam-se muito prazerosos de se ler. Depois dos Novos 52, Superman deu a volta por cima e é com certeza o melhor título dessa nova fase. 

Uma curiosidade: no terceiro arco da revista é feita uma homenagem a Darwyn Cooke, falecido no ano passado.

Concorda? Discorda? Qual título você acrescentaria nesta primeira fase do Renascimento da DC Comics? Comente abaixo!

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Batwoman | Elegia e Origem

Elegia e Origem são dois arcos, com o roteiro de Greg Rucka e arte de J. H. Williams III, que foram lançados entre as edições 854-860 d Detective Comics em 2009. O foco das histórias é a Batwoman, que ainda era uma personagem em ascensão na DC Comics, mas após sucesso dessas duas histórias, consolidou-se de vez na editora e não demorou muito até que ganhasse um título próprio nos Novos 52 em 2011.

Em Elegia, Batwoman, a mais recentemente combatente do crime de Gotham, está envolvida em um caso envolvendo um culto violento liderado por uma vilã misteriosa conhecida como Alice, que pretende transformar a cidade num pesadelo ao estilo Alice no País das Maravilhas. Até então, isso é só mais um dia comum em Gotham.

Alice e Batwoman e Detective Comics #854
Alice e Batwoman e Detective Comics #854

A grande sacada de Elegia é ligar todos os elementos da trama à Kate Kane, a Batwoman, e a sua origem que, aos poucos, é construída de uma forma mais concisa do que tinha sido apresentado até então. Essa tarefa de construção da personagem recaiu sobre Greg Rucka, escritor familiar a muitos leitores de quadrinhos, cuja uma das marcas registradas é trabalhar com personagens femininas fortes e independentes.

O nome do arco só passa a fazer sentido no final da trama. Sendo elegia uma poesia que lamenta a morte de um ente querido, no final, descobrimos que se trata de um lamento a morte de Alice, que na verdade é a irmã gêmea de Kate, que até então era considerada morta em um sequestro quando as duas ainda eram crianças.

Logo que termina Elegia já começa o arco Origem, desenvolvendo o passado da Batwoman e suas motivações que a transformaram em ume o e um dos fatores que fatores que  uma das personagens mais representativas da comunidade LGBT dos quadrinhos.

Detective Comics #859
Detective Comics #859

Parte do sucesso da Batwoman nos quadrinhos também se deu pela de arte de J. H. Williams III, já conhecido por alguns pelo seu trabalho em Promethea com Alan Moore. Williams dá um show visual com dois tipos de arte. O primeiro estilo envolve belíssimas páginas duplas recheadas de ação quando o foco é o desenvolvimento heroico da Batwoman, mas o cenário muda quando o foco é a vida particular de Kate, pois o artista traz um traço mais simples e dinâmico para contrastar com a faceta de vigilante da personagem.

Toda a maestria de arte apresentada em Elegia e Origem rendeu dois prêmios a J. H. Williams III no Eisner Awards 2010 nas categorias de Melhor Arte e Melhor Capa.

Detective Comics #857
Detective Comics #857

 

Se uma das histórias definitivas do Batman é o Ano Um de Frank Miller e David Mazzucchelli, Elegia e Origem de Greg Rucka e J. H. Williams III são as histórias definitivas da Batwoman.

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Viúva Negra | Na Mira da S.H.I.E.L.D

Na Mira da S.H.I.E.L.D é o primeiro arco do novo quadrinho da Viúva Negra. Acontece entre as edições 1-6  de Black Widow Vol.6. O roteiro é de Mark Waid e o desenho é de Chris Sanmee, a dupla dinâmica de Demolidor  Vol.3 e Vol.4, que retorna em uma parceria para uma série da maior espiã do Universo Marvel.

Antes de tudo, é importante ressaltar a grande importância da arte nessa história, afinal, em histórias em quadrinhos, grande parte da narrativa não está só na escrita, mas na arte também. E aqui, o desenho de Chris Samnee, com a belíssima coloração de Matt Wilson, se faz mais importante do que os diálogos em alguns momentos, principalmente no que se refere à ação. As sequências de ação são fascinantes de se ver, e ao mesmo tempo dizem muito sobre a Viúva Negra.

A coloração de Wilson deixa todos os momentos ilustrados por Samnee bem coloridos e visíveis, o que torna tudo mais empolgante.

Ela transforma uma queda de 10 metros em um balé.

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Luta simulando uma dança de balé com flashs do passado.

Agora, vamos à trama.

Natasha Romanoff, ex-assassina da KGB, ex-agente da S.H.I.E.L.D, e, eventualmente, uma Vingadora. Ela tentou espiar seus pecados passados, mas espiar não é apagar. Uma hora todo o seu passado sombrio começará a vir à tona.

Como o nome do arco sugere, a Viúva Negra está sendo perseguida pela S.H.I.E.L.D., e o motivo não é explicado logo na primeira edição, pois a história já começa com muita ação envolvendo combate corpo a corpo, saltos de prédios e paraquedas, e momentos de tensão. E tudo isso com poucos diálogos.

Viúva Negra #2
Viúva Negra #2

 

É um thriller de espionagem, e uma das características dessas histórias são os mistérios que envolvem algo maior do que é apresentado em um primeiro momento.  Portanto, há algo por trás da perseguição da S.H.I.E.L.D, e isso está relacionado ao passado de Natasha.

A infância de Natasha na Rússia sendo treinada na Sala Vermelha para ser uma assassina profissional a leva de volta à sua Terra Natal para enfrentar fantasmas do passado. Junto a isso, há ainda a revelação dos segredos sombrios da Viúva Negra ao mundo, e a presença de um novo antagonista conhecido como Leão Choroso.

No final, tudo acaba bem na medida do possível, e ao mesmo tempo não acaba, pois os segredos de Natsha se tornaram públicos, e ainda ficaram pontas solta e um gancho para o que vem a seguir: as consequências de um passado sombrio.

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Viúva Negra #6

 

Waid e Samnee conquistaram muitos fãs pela alta qualidade no título do Demolidor. A dupla não decepciona nesse primeiro arco da Viúva Negra.

O próximo arco abrange as edições 7-12 e conclui o título da Viúva.

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Doutor Estranho | O Método do Bizarro

O método do bizarro é o nome do primeiro arco do novo título mensal do Doutor Estranho. Foi lançado entre as edições 1-5 do título Doctor Strange Vol.4, com o roteiro de Jason Aaron e arte de Chris Bachalo. Atualmente, esse arco já foi finalizado na revista mensal do Doutor Estranho que a editora Panini está publicando.

A fase de Aaron e Bachalo com Stephen Strange vem sendo bastante elogiada, o que é um bom sinal para o personagem que, recentemente, teve um filme de sucesso no cinema e, agora, também está vivendo um bom momento nos quadrinhos.

Esse primeiro arco pode ser resumido como uma história introdutória, para quem não conhece o personagem e também para quem já conhecia, afinal, a última vez que o Doutor Estranho teve uma série regular mensal foi nos anos 80. Desde então, ele só fazia aparições nos títulos de outros personagens da Marvel e, eventualmente, ganhava minisséries.

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Doutor Estranho #1

“Os danos nos meus nervos nunca se curaram totalmente. Minhas mãos ainda doem e tremem a maior parte do tempo. É por isso que minha caligrafia é atroz, mesmo para um médico. E é por isso que deixo meu assistente, Wong , cozinhar. Mas quando lanço um feitiço do livro de Vishanti … Bom, veja por sim mesmo. Nenhum tremor a vista. O que é ótimo, já que estas mãos são tudo o que se interpõe entre vocês e as forças das trevas. “  – Citação de Doutor Estranho #1.

Como já citado, a história começa introduzindo brevemente a origem do Doutor e ainda traz alguns elementos novos que enriquecem o personagem.  Ainda no começo, também é explicada a função do Mago Supremo e algumas “leis” da magia, leis entre aspas porque não são exatamente leis, estão mais para consequências da magia.

“Quanto mais forte  o soco, mais você se machuca. Essa é a lição mais importante para um mago.”  – Fala do Ancião para Stephen em um flashback.

Doutor Estranho #1
Doutor Estranho #1

A problemática principal da trama envolve o aparecimento recorrente de criaturas de outras dimensões que não deveriam aparecer na Terra. E, nesse contexto é inserida a personagem Zelma Stanton que, inicialmente, é uma pessoa que precisa de uma cirurgia fora do comum e por isso procura o Doutor Estranho. No final do arco ela acaba se tornando a bibliotecária do Sanctum Sanctorum de Stephen.

Um elemento novo e muito interessante no universo místico do Estranho é a inserção do Bar Sem Portas, que nada mais é do que um lugar em que os magos se encontram para um Happy Hour e também para discutir acontecimentos envolvendo magia. Algumas figuras místicas já conhecidas do Universo Marvel frequentam esse bar, como a Feiticeira Escarlate, Doutor Vodu, Shaman, Magia e Daimon Hellstrom.

Em uma das reuniões de Stephen com seus colegas magos é mencionado que há algo estranho acontecendo com a magia e isso envolve a recorrente aparição de criaturas que não deveriam aparecer na terra. Aqui, é onde começa as pistas para o próximo arco, intitulado os “Os Últimos dias da Magia”.

Durante as cinco primeiras edições que compõe o primeiro arco, são deixadas diversas dicas e plots em aberto, que posteriormente são trabalhados. E isso envolve a morte de magos de vários universos, a morte da magia, e também um novo antagonista chamado Empirikul.

Doutor Estranho #2
Doutor Estranho #2

Agora, vamos falar da arte de Chris Bachalo, que já é um velho conhecido dos leitores de quadrinhos, principalmente por ter ilustrado diversas fases dos  X-Men e uma minissérie da Morte de Sandman. Ele não é um desenhista que agrada a todos e até divide opiniões por causa de seu traço com influência do traço oriental dos Mangas. Os seus personagens não têm um físico escultural, que é o mais comum nos quadrinhos de super-heróis, e a anatomia pode parecer estranha em alguns momentos e é exatamente por isso que ele se encaixa perfeitamente nesse título.

Stephen Strange não é um super-herói com corpo escultural, pelo menos não em sua criação por Steve Dikto, e também está fora do padrão comum de beleza, talvez esteja em um padrão de beleza mais excêntrico. Bachalo consegue transmitir satisfatoriamente as peculiaridades do Doutor Estranho e também de toda a maluquice envolvendo monstros e magia,com muita riqueza de detalhes.

Em relação à escrita é preciso dizer que os textos de Jason Aaron são ótimos. Não é a toa que o escritor foi premiado na categoria de Melhor Escritor do Eisner Awards 2016 por Star War, Doutor Estranho, Thor e Southern Bastards. Aaron utiliza muito bem os diálogos e as caixas de pensamentos para caracterizar Stephen Strange e os personagens secundários da história e também para criar uma trama envolvente.

Doutor Estranho #3
Doutor Estranho #3

O método do bizarro é um arco bastante satisfatório. Introduz diversos elementos novos para uma nova era do Mago Supremo da Marvel. Ao mesmo tempo que arrebata novos leitores com diversos mistérios, também encanta leitores antigos como novos desenvolvimentos que enriquecem o Doutor Estranho.

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Juiz Dredd | A introdução de Origens

O Juiz Dredd vem sendo publicado no Brasil através de uma série de encadernados. É uma prática comum a presença de textos introdutórios ou extras, feitos para melhorar a experiência do leitor, nos quadrinhos em capa dura lançados por aqui e no exterior. Os compilados da Mythos Editora, casa nacional do personagem, não fogem desta prática.

Porém, muitas vezes a falta de espaço (ou páginas) impede que alguns materiais extras componham os quadrinhos, como é o caso do texto de introdução que não esteve presente no encadernado Juiz Dredd: Origens, de 2013. Apesar desse empecilho, você pode conferir este texto – que também serve como uma introdução ao universo do Dredd – com exclusividade abaixo! As imagens não ilustravam o texto original, cedido pelo tradutor e editor-assistente Pedro Bouça.

“Quando foi criado, em 1977, ninguém imaginava que o Juiz Dredd duraria muito tempo. Naquela época, os quadrinhos tradicionais britânicos enfrentavam uma profunda crise, que praticamente os destruiria. Dredd, porém, era um sobrevivente e tanto a série quanto a revista em que é publicada, a famosa 2000 AD, existem até hoje.

No entanto, isto significa que nos seus primeiros anos a série não se deu ao trabalho de estabelecer detalhadamente o personagem e o seu universo. O Juiz Dredd era um superpolicial com autoridade de juiz, júri e executor, impondo a lei em uma gigantesca metrópole futurista que era por sua vez cercada por um meio ambiente desolado, a Terra Maldita, consequência de um confronto nuclear que muitos viam como inevitável naqueles tempos de Guerra Fria. Mas pouco mais foi estabelecido e quando os autores (tanto o criador do personagem John Wagner quanto o editor – e principal escritor da série nos seus primórdios – Pat Mills) se referiam ao passado era geralmente de forma vaga e inconsistente. Um quebra-cabeça em que muitas peças faltavam e as poucas que existiam não se encaixavam muito bem.

Trinta anos depois, John Wagner decidiu botar ordem na história do seu personagem e finalmente detalhar o passado de Dredd e seu mundo, juntando os elementos apresentados anteriormente para criar uma história consistente. Ao seu lado estava o outro criador da série, o desenhista Carlos Ezquerra, para quem o passar dos anos apenas refinou o talento e a disciplina de trabalho. Nesse ponto, pode se dizer que foi um mérito que esta história tenha levado 30 anos para ser contada, já que a dupla Wagner/Ezquerra de 2007 é bem mais talentosa do que era em 1977.

Outro fator importante diz respeito à situação política em 2007. Ao criar o “último presidente americano” Robert L. Booth em 1978 e responsabilizá-lo pela guerra atômica que devastou o mundo de Dredd, Pat Mills parecia apenas demonstrar o seu lado iconoclasta. O presidente americano na altura, Jimmy Carter, era (e é) um conhecido pacifista e os seus equivalentes soviéticos pareciam muito mais propensos a iniciar um conflito nuclear. Em 2007, porém, o então presidente americano George W. Bush era um modelo muito melhor para a mistura de corrupção, beligerância e incompetência que caracteriza Booth nesta história. Claramente Mills estava à frente do seu tempo…

Mas Origens não se limita apenas a contar o passado do personagem. Nela Wagner lança também as bases de boa parte das tramas futuras da série, cujas ramificações são visíveis nas histórias publicadas até hoje em dia no Reino Unido. Por isso ela foi escolhida para iniciar o que esperamos que seja uma duradoura história de publicação do Juiz Dredd no Brasil.

E é essa a história que a Mythos Editora tem a honra de apresentar ao público brasileiro. Esperamos que vocês gostem e não deixem de acompanhar a revista mensal do personagem, que estará em breve em uma banca perto de vocês. Boa leitura!

E aí? Se você não estava certo de que este material é excelente, foi convencido agora? Juiz Dredd: Origens chegou às livrarias em 2013, contendo 196 páginas em capa dura, e foi o primeiro encadernado do Bom Juiz lançado pela Mythos, marcando o início de uma duradoura série de publicações que continuam a proporcionar experiências de leitura fascinantes aos seus fãs. E que siga dessa forma até o fim dos tempos, trazendo a Lei para os Sem-Lei.

Caso você tenha se interessado, acompanhe os encadernados do Juiz Dredd, com histórias clássicas e modernas, comprando através da Amazon:

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Meia-Noite e Apolo | Ninguém vence o diabo em seu próprio jogo

Meia-Noite e Apolo é uma minissérie de seis edições lançada no selo DC Rebirth.  O roteiro é de Steve Orlando, um nome em ascensão na DC Comics, e a arte é de Fernando Blanco, Rômulo Fajardo Jr. e John Rauch.

Antes de ler essa mini, é necessário ter ciência de que se trata de uma história adulta (+18) com muita violência, sangue e um conteúdo levemente erótico. Estando ciente desse aviso, vamos à história.

A história gira torno do relacionamento do casal Lucas e Andrew, Meia-Noite e Apolo, respectivamente, e, como todo casal, eles tem alguns dilemas a enfrentar, como o fato de Apolo não aprovar o método de matar sem piedade de seu amado. Apesar disso, o relacionamento dos dois seguia firme, até que Apolo é morto. Porém, a morte é só um acontecimento corriqueiro nos quadrinhos. Assim que Lucas descobre que Andrew está no inferno decide resgata-lo.

Enquanto Meia-Noite busca uma forma de chegar ao inferno, Apolo tem uma conversa filosófica com Neron, que não é exatamente um vilão dentro da trama, mas ele tenta convencer o Deus Sol que seu lugar é no Inferno.

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“Finalmente eu vou para o Inferno.”

Um fato bastante interessante da história é a reformulação que Steve Orlando traz do personagem Extraño.

Extraño foi um personagem polêmico em sua criação nos anos 80. Ele é um mago hispânico e gay que, mais tarde, é atacado por um vampiro com AIDS chamado Hemo-Goblin e acabou sendo infectado com o vírus. O personagem foi muito mal visto pelo público devido à carga negativa de estereótipos e logo foi parar no limbo editorial.

Graças a Orlando, o personagem que já foi considerado um dos piores da DC Comics, recebeu um novo background e um novo visual. Na trama, Extraño é quem ajuda Meia-Noite descobrir o destino de seu amado após a morte, e também o auxilia em sua ida ao inferno.

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Extranõ – Antes | Depois

Na busca por Andrew, Meia-Noite passa por uma série de desafios, enfrenta diversos demônios e encara o próprio inferno personificado. E toda essa aventura fica mais empolgante com a arte de Fernando Blanco, Rômulo Fajardo Jr. e John Rauch. O resultado final da arte é especular do começo ao fim. Para os amantes de ação violenta essa minissérie é um prato cheio.

Pura ação
Pura ação

Teoricamente, ninguém vence no inferno além de Neron, mas, tal façanha é conquistada pelo casal mais poderoso dos quadrinhos. Meia-Noite com seus punhos, e Apolo com sua sabedoria, que lança uma questão que Neron não é capaz de responder corretamente.

Um beijo para celebrar a vida
Um beijo para celebrar a vida

A minissérie termina com um “final feliz” para Lucas e Andrew e uma despedida que faz referência à Action Comics #583, a famosa história do Alan Moore O que aconteceu com o Homem de Aço”.

Action Comics #583 | Midnighter and Apolo #6
Action Comics #583 | Midnighter and Apolo #6

Em Meia-Noite e Apolo, o Homem Mais Mortal do Mundo e o Deus Sol, tiveram uma história à altura de suas posições.

A única ressalva é que os dois não têm previsão para retornar para os quadrinhos, logo, essa história serve como uma despedida, por enquanto.