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Batman & Juiz Dredd | As duas faces da Justiça

O Juiz Dredd da revista semanal britânica 2000 AD encontra-se com o Batman da DC Comics. O Bom Juiz e o Cruzado Encapuzado já dividiram páginas de quadrinhos em quatro histórias, sendo uma das poucas séries de crossovers com senso de cronologia. Quer saber mais sobre essas histórias? Confira abaixo um dossiê completo, explicando os detalhes de cada uma delas!

Introdução

O Juiz Dredd foi criado em 1977 por John Wagner e Carlos Ezquerra. Sua popularidade cresceu rapidamente e hoje ele é o personagem mais reconhecido dos quadrinhos britânicos ao redor do mundo. Vivendo na cidade futurista de Mega-City Um, onde o sistema judicial é chefiado pelos Juízes (detentores dos direitos de juiz, júri e executor), o policial do futuro lida com marginais, mutantes, alienígenas e até mesmo seres sobrenaturais em suas histórias. Já o Batman, que dispensa longas apresentações, surgiu em 1939 pelas mãos de Bill Finger e Bob Kane, sendo hoje a marca mais rentável da DC Comics.

Apesar de ter sido criado por Wagner, que escreve as principais histórias até hoje, uma série de roteiristas de qualidade já criaram aventuras do Juiz Dredd. Entre diversos nomes destaca-se Alan Grant, que por muitos anos foi parceiro de trabalho de John Wagner, chegando até a morarem juntos por um tempo. Grant é reconhecido no mercado norte-americano por sua passagem no Lobo e no Batman, este segundo onde os dois amigos desenvolviam aventuras juntos, inclusive criando um dos vilões do herói de Gotham, o Ventríloquo. Com os parceiros de trabalho atuando juntos para os americanos e ingleses, surgiu a ideia do primeiro crossover entre Batman e Juiz Dredd, chamado Julgamento em Gotham.

Batman/Juiz Dredd: Julgamento em Gotham

Publicado originalmente em 1991, o primeiro encontro dos personagens foi escrito pelos já citados Wagner e Grant, com a arte do pop star Simon Bisley. O artista já havia trabalhado com o Juiz Dredd em publicações britânicas, especialmente em uma revista de heavy metal chamada Rock Power. Essas histórias foram compiladas no encadernado Juiz Dredd – Heavy Metal. Neste crossover o Juiz Dredd e o Batman se encontram pela primeira vez após uma série de eventos. O Juiz Morte, ser de uma dimensão onde a vida é um crime, vai para Gotham City após conseguir um Teletransportador Dimensional com o Máquina Malvada da Gangue Angel. Em Gotham, após alguns assassinatos, o monstro dá de cara com Batman, que vai parar em Mega-City Um, onde o Juiz Dredd o prende e inicia um interrogatório. Batman é salvo pela Juíza Anderson, e juntos eles voltam à Gotham com o objetivo de parar o Juiz Morte que está trabalhando em parceria com o Espantalho, matando diversas pessoas em um show de heavy metal. Juiz Dredd se teletransporta para Gotham com o objetivo de ajudar Anderson, prender o Máquina Malvada (que foi atrás de Morte querendo seu pagamento pelo Teletransportador), e levar o Batman em cana.

Algo interessante sobre este crossover é que, apesar de ser bem dividido em cada uma das cidades, Batman é o personagem que mais sofre por ter ido parar na cidade futurista onde quase tudo é um crime, principalmente vigilantismo. Ao longo da história o herói é sentenciado a algumas décadas de prisão, e somente no final o Juiz Dredd reconhece algum valor no Cruzado Encapuzado. O sucesso deste crossover foi estrondoso, fazendo até com que o dono de uma grande loja em Londres declarasse que as filas de autógrafos no lançamento da graphic novel se igualaram a uma sessão de assinaturas do cantor David Bowie, realizada um mês antes no mesmo local.

Contém cerca de 60 páginas e foi publicado no Brasil em 1992 pela editora Abril em uma minissérie dividida em duas partes.

Batman/Juiz Dredd: Vingança em Gotham

Em 1993 a dupla de roteiristas publicou o segundo encontro entre os personagens, motivados pelo sucesso da primeira história. Ilustrada por Cam Kennedy com arte de capa por Mike Mignola, esta aventura é tratada o tempo todo com a ideia de que Batman e Juiz Dredd já trabalharam juntos, e apesar das discordâncias com relação aos métodos um do outro, ambos de alguma forma se respeitam.

Dredd encontrou um jornal antigo que noticiava a morte de Batman, e o Juiz vai para Gotham com o objetivo de impedir que o Morcego morra, e a única forma de fazer isso é espancando-o por 45 minutos. Em paralelo, o Ventríloquo e seu chefe Scarface planejam o assassinato do filho de um senador. Ao final da pancadaria Dredd revela que os Juízes Psi de Mega-City Um, categoria que a citada Juíza Anderson faz parte, formada por detentores de fortes habilidades psíquicas, previram que Batman ajudaria a salvar a cidade futurista de uma grande catástrofe, e essa foi a única razão que levou o Juiz a impedir que o herói morresse, dando o gancho para uma futura continuação.

Contém 52 páginas e foi publicado no Brasil pela editora Abril em 1995.

Batman/Juiz Dredd: A Charada Definitiva

O terceiro crossover é também o mais desconexo dos quatro. Publicado originalmente em 1995, Wagner e Grant se unem aos artistas Carl Critchlow e Dermot Power para inserir os personagens em um Campo Mortal organizado pelo misterioso Imperador Xero e composto pelos oito maiores guerreiros de diversos mundos, que devem se enfrentar em busca da liberdade. Obviamente, entre os guerreiros estão Batman (teletransportado enquanto perseguia o Charada em Gotham) e o Juiz Dredd (transportado enquanto prendia um criminoso nas ruas).

Batman é sorteado como a presa e os sete guerreiros restantes deverão caçá-lo. Entre os competidores da arena está um khúndio, raça conhecida na mitologia da DC Comics como os maiores belicistas do universo. Juntos, os protagonistas enfrentam os inimigos e desvendam o mistério por trás da arena, que é revelada como uma ilusão criada por um artefato futurista trazido a esta era pela crise no tempo Zero Hora, principal saga da DC na época em que a história foi publicada.

Contém 52 páginas e foi publicado no Brasil pela editora Abril em 1998.

Batman/Juiz Dredd: Morra Sorrindo

Encerrando a saga, Morra Sorrindo foi publicado originalmente em 1998 em duas partes, contendo a arte Glenn Fabry na primeira e Jim Murray na segunda. Fabry, reconhecido capista de Preacher e outras séries, levou alguns anos para ilustrar sua história e a demora fez com que ele fosse substituído por Murray na continuação. Grant e Wagner, obviamente, retornaram como roteiristas para fechar o épico que levou sete anos para ser concluído, após o Julgamento em Gotham ter sido lançado em 1991.

Nesta história o Coringa se apodera de um transportador dimensional e vai para Mega-City Um com o objetivo de libertar os quatro Juízes do Apocalipse. Com um tom de urgência constante, este crossover lida com muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, que vão desde a destruição completa de um domo fechado com milhares de pessoas inocentes até o assassinato do Juiz-Chefe, possuído por um dos Juízes Negros. O Coringa visa a imortalidade, e os quatro seres malditos querem somente acabar com toda a vida, e a Juíza Anderson retorna a Gotham para alertar o Batman, que deve trabalhar ao lado do Juiz Dredd uma vez mais e dar um fim à profecia proclamada na aventura Vingança em Gotham. Tendo se encontrado tantas vezes anteriormente, os dois já conhecem o modus operandi um do outro e o respeito só aumentou. Aqui eles trabalham juntos, como verdadeiros iguais, para impedir os quatro demônios e seu novo companheiro, o inimigo do Homem-Morcego.

Contém cerca de 100 páginas e foi publicado no Brasil pela Mythos Editora em 2002, em formato minissérie dividida em duas partes.

Após tantos anos, Wagner e Grant conseguiram criar uma saga composta somente por crossovers, um feito verdadeiramente incrível que conseguiu dar uma popularidade para o Juiz Dredd fora do Reino Unido que até então era inimaginável. Muitas pessoas conheceram o personagem através destes encontros, e apesar de nunca terem sido republicadas no Brasil, as histórias foram compiladas no exterior pela DC Comics em um único volume, tornando possível que a editora Panini relance a série na íntegra, em novo formato e acabamento gráfico. Esperamos que isso aconteça.

E você, já conhecia os crossovers do Batman com o Juiz Dredd? Qual é o seu favorito? Podemos falar também sobre os confrontos do Juiz Dredd com o Predador e os Aliens, além da história maluca onde ele encontrou o Lobo, o Maioral. Comente abaixo!

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Velho Logan | Fúria Selvagem

Fúria Selvagem é o primeiro arco da revista do Velho Logan após a saga Guerras Secretas. Foi lançado entre as edições 1-4 do título Old Man Logan Vol.2, com roteiro de Jeff Lemire, desenho de Andrea Sorrentino, e colorização de Marcelo Maiolo.

Após a minissérie de quatro edições do Velho Logan que foi lançada durante Guerras Secretas, Logan foi um dos sobreviventes do Mundo Bélico que foi parar no universo principal da Marvel, agora chamado de Universo Prime, e passou a integrar o elenco de personagens principais da editora.

Antes de tudo, explicarei o que foi a saga Guerras Secretas de um modo bem simplista para um entendimento mais completo do texto.

Quando o Multiverso Marvel estava morrendo, surgiu alguém muito poderoso, com poder para salvar fragmentos de diversos universos. E, assim, nasceu o Mundo Bélico, criado de pedaços de diversos universos mortos, e regido por um monarca que foi considerado Deus. Um dos universos que integram esse mundo é o do Velho Logan, criação de Mark Millar e Steve McNiven em um universo alternativo apocalíptico.

Old Man Logan Vol.1 #5
Old Man Logan Vol.1 #5

Não é necessário ter lido nada do que já foi lançado do Velho Logan para entender esse novo título do personagem. Porém, enriquece a experiência já ter lido Guerras Secretas de Jonhathan Hickman e Esad Ribic, a minissérie Velho Logan de Brian Michael Bendis e Andrea Sorrentino, e o arco Velho Logan de Mark Millar e Steve McNiven.

O roteirista Jeff Lemire utiliza estratégias narrativas para situar o leitor com acontecimentos que são importantes para o desenvolvimento da trama, e também insere novas camadas de profundidade dentro do que já foi apresentado. Portanto, acompanhar ou não o que veio anteriormente, fica a cargo do leitor.

Old Man Logan Vol.2 #1
Old Man Logan Vol.2 #1

A narrativa de Lemire já começa com o Velho Logan acordando atordoado em um mundo diferente, que não é dominado por vilões e não está destruído. Logan logo percebe que está no passado, mas não tem certeza se é o seu passado, mas está em um mundo que ainda existe esperança de ser salvo, em um mundo que ele ainda pode salvar sua família. E, então, ele decide começar uma caçada aos principais culpados pela morte de seus entes queridos, a fim de que seu futuro trágico não aconteça.

Como o próprio nome do arco diz, Logan está de volta a sua raiz selvagem. Não mais chamado de Wolverine, nem um X-Men, nem um herói, apenas Logan, um homem com uma fúria selvagem tentando evitar que um futuro trágico aconteça.

Durante as quatro primeiras edições que compõe o arco, Lemire fica alternando a narrativa entre o presente do Universo Prime e o futuro apocalíptico do Velho Logan, levando o leitor a questionar se de fato o futuro do Logan é o futuro do Universo Marvel principal, e não uma realidade alternativa.

A cada edição são apresentados conflitos de um Logan traumatizado e com medo de que seu futuro se concretize. E nesse contexto, algumas figuras importantes do universo do Velho Logan de Mark Millar são inseridas na trama.

Old Man Logan Vol.1 #1
Old Man Logan Vol.1 #1

O arco conclui com Logan enxergando a possibilidade de que o presente em que está vivendo talvez não seja o seu passado, mas uma nova chance. Apesar de ter perdido tudo no futuro, no presente, percebe que os X-Men ainda estão vivos, portanto, ainda há esperança.

“Se passar tempo o bastante tentando fugir do passado e mudar o futuro, você começa a esquecer que ainda está vivo neste momento. O passado se foi. E o amanhã pode trazer todo o inferno que eu mais temo. Mas hoje… hoje é muito bom se sentir vivo.” – Velho Logan Vo.2 #4

Old Man Logan Vol.2 #2
Old Man Logan Vol.2 #2

Em relação arte, que ficou a cargo de Andrea Sorrentino e Marcelo Maiolo, a dupla casou perfeitamente com a proposta do título. As ilustrações ao mesmo tempo em que são escuras para combinar com o tom da trama, nos momentos de ação e ~SNIKT~ do Logan, ganham cores vivas com um fundo vermelho, que remete a violência, e deixam as sequências de ação bem visíveis e detalhadas.

A composição dos cenários também é algo a se prestar atenção, pois estão recheados de easter eggs, como a cena que Logan faz uma referência a Cavaleiro das Trevas de Frank Miller.

Old Man Logan Vol.2 #1
Old Man Logan Vol.2 #1

A estreia do Velho Logan no universo principal da Marvel começou muito bem, resgatando alguns elementos que os fãs do carcaju sentiam falta, como a dualidade entre homem e besta, e a sua busca por um lugar no mundo.

Para quem assistiu o filme Logan e gostou,  aqui está uma ótima oportunidade de começar a acompanhar o personagem nos quadrinhos também.

 

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Direto dos anos 90 | Marvel lançará capas variantes dos X-Men de Jim Lee

Como uma canção da fênix, a franquia X-Men vem renascendo com força em 2017. Primeiro com o sucesso do filme Logan, e também com o sucesso inesperado de Legion, série de TV da FOX. Indo para os quadrinhos, temos uma nova onde de quadrinhos mutantes que incluem X-Men: Gold, X-Men: Blue, Arma-X, Jean Grey, Homem de Gelo, Cable e Surpreendentes X-Men.

Para celebrar a estreia do novo quadrinho de  Surpreendentes X-Men em Julho, a Marvel lançará uma linha de capas variantes com a arte remasterizada e recolorida dos X-Men da Era Jim Lee dos anos 90.

Originalmente com o desenho de Jim Lee e coloração de Scott Williams, os coloristas Jesus Aburtov, Israel Silva & Chris Sotomayor aplicaram técnicas modernas em artes dos X-Men que foram lançadas como cards de troca, e transformarão em capas variantes.

Confira as variantes divulgadas até agora:

 

As capas variantes serão lançadas em diversos títulos da Marvel em Julho nos EUA.

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Homens-Aranha | Mistério sobre Miles Morales finalmente será revelado

Em 2012, a Marvel Comics lançou um minissérie de cinco edições que contou com a primeira parceria entre Peter Parker, o Homem-Aranha, e o novato Miles Morales, Homem-Aranha do Universo Ultimate.

A mini foi intitulada de Spider-Men (Homens-Aranha). O roteiro é de Brian Michael Bendis e a arte é de Sara Pichelli. A história fez sucesso entre os fãs do Aranha, e, no final, deixou uma grande mistério sobre quem seria o Miles do Universo Marvel 616. 

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Capa de Spider-Men #1

De 2012 pra cá, muitas coisas aconteceram, incluindo o fato de Miles Morales não ser mais um personagem do Universo Ultimate. Agora, o garoto integra o universo principal da Marvel, é membro dos Vingadores, e os dois Homens-Aranhas se encontrarem se tornou algo comum.

O mistério envolvendo Miles já tinha até sido esquecido, até que a Marvel divulou um teaser revelando que finalmente os leitores teriam uma reposta para questão que foi levantada há cinco anos atrás.

Não se sabe como acontecerá essa revelação, mas, segundo a Marvel, será em breve. Então, fiquem atentos.

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Jornada para Star Wars: Os Últimos Jedi | Capitã Phasma ganhará quadrinho solo na Marvel

A Marvel Comics anunciou uma minissérie de quatro edições com a Capitã Phasma, personagem introduzida em Star Wars: O Despertar da Forçar, interpretada por Gwendoline Christie. 

O roteiro da mini será de Kelly Thompson (Capitã Marvel e Gaviã Arqueira) e o desenho será de Marco Checchetto (Gamora e Justiceiro).

A história se passará após os eventos de Star Wars: O Despertar da Força e começara mostrando a fuga da Capitã Phasma da nova Estrela da Morte que foi comprometida no final do filme.

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Star Wars: Capitã Phasma estreia em setembro nos EUA e servirá com um preludio para o novo filme de Star Wars que estreia no final desse ano.

Além do quadrinho, Phasma também ganhará um livro escrito por Delilah S. Dawson.

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Alena | O amor e o terror com os traumas da adolescência

Um transtorno psicológico supõe uma alteração do comportamento e da razão de uma pessoa. Ao vivenciar algo extremamente chocante, um tipo de trauma, o acontecido acaba por alterar a estrutura mental de uma pessoa e deixa sequelas profundas. Alena, graphic novel sueca publicada no Brasil pela AVEC Editora, é uma história de terror que, entre diversos temas, fala sobre a psique de uma adolescente que deve lidar com as descobertas de sua sexualidade, bullying, aceitação e compreensão social, todos assuntos perturbadores para uma garota da sua idade.

Na obra criada por Kim W. Andersson, o autor demonstra uma exímia capacidade em retratar o que há de pior nas pessoas durante a adolescência. A história se passa na Suécia, numa escola privada de bom status, onde a jovem Alena é bolsista. Há um ano, ela e sua amiga Josefin passaram por uma situação, desenvolvida ao longo do álbum, que tornou a vida da protagonista um verdadeiro inferno: Josefin morreu neste fatídico dia, e o fardo da sua morte caiu sobre os ombros de Alena, que passou a ser ainda mais maltratada pelos outros alunos, cheios de preconceitos e incertezas. A grande questão é que, desde a tragédia, a garota consegue verdadeiramente interagir com sua amiga morta.

Toda a trama gira em torno de um mistério e das descobertas a respeito não somente do passado da personagem, como também dos coadjuvantes. Alena sofre bullying (físico, moral e sexual) constante de Filippa, a típica garota fútil e invejosa presente na vida de qualquer pessoa, que não mede esforços para humilhar quem ela julgar como inferior. Filippa, que é capitã do time de lacrosse, nutre uma inveja especial pela protagonista graças ao garoto Fabian, um dos poucos que tentam (sem muito sucesso) ajudar a “estranha” e “perturbada” personagem principal.

Não bastasse todo o inferno causado por Filippa, Alena lida com muitas dúvidas. Sua sexualidade é abordada de uma forma muito real, com dois pesos a puxando constantemente para um ou outro lado. Josefin é uma alegoria que representa todas as dúvidas da garota, a parte que sempre a puxa para o lado pessimista da vida. A existência da amiga morta, interagindo com Alena o tempo todo, cria um aspecto misterioso ao redor de sua presença física no decorrer da história. Nos momentos em que ela está sozinha, a arte assume tons de laranja e roxo, cores que representam vitalidade e sucesso (laranja) e espiritualidade, magia e mistério (roxo), criando um estilo que pode ser interpretado como a persistência que permite Josefin ainda existir, e o que de tão misterioso a faz viver após a morte.

O autor é muito bem sucedido em unir os elementos citados acima com uma arte cinematográfica e expressiva, para criar não somente bons e memoráveis momentos, como também para chocar bastante. A violência é esbanjada em graus que se elevam a cada capítulo, e todo o sanguinolento desenvolvimento cria dúvidas na cabeça do leitor com relação ao que está acontecendo. Afinal, o que Josefin representa na vida da “heroína” desta história? O que ainda precisa ser contado? A condução desta aventura trágica é apoiada por uma narrativa rápida, plot twists tensos e uma cadência que lembra bons filmes do tema. A dicotomia entre a vilania e o heroísmo também se faz presente, aumentando a angústia no decorrer das páginas.

As figuras adultas, retratadas como seres indiferentes, também soam reais. Durante boa parte da adolescência, muitos adultos simplesmente não entendem ou não se importam com o que se passa na cabeça dos jovens, e quem tenta ajudar acaba piorando a situação. Este tipo de situação ocorre de maneira similar com a conselheira do colégio de Alena, focada (também sem muito sucesso) em desvendar a mente da aluna que vem sofrendo tanto. Os outros professores, e até mesmo o diretor, basicamente aparentam não se importarem tanto com o que está acontecendo. E a garota está no fogo cruzado entre o desprezo e a superficial colaboração por parte de uma minoria.

O desfecho surpreende e fecha pontas soltas. Muitos dos acontecimentos mostrados em capítulos prévios, ao alcançar o final da história, tornam-se puramente interpretativos. Ao tentar decifrar a mente de Alena o leitor acaba mergulhando nas possibilidades, tentando explicar as coisas baseando-se na realidade. E os sentimentos de Alena, postos em xeque ao longo de tanto sofrimento, recebem um final inesperado, demonstrando não somente o que Josefin representou na vida da protagonista como também o quanto a angústia afetou seu psicológico: a prova definitiva de como as dúvidas podem transformar a vida de alguém num verdadeiro terror, tal qual um amor psicótico. Especialmente num período tão sensível da vida como é a adolescência.

A obra foi vencedora do Swedish Comics Academy’s Adamson, prêmio de quadrinhos de maior importância da Suécia, além de ter sido publicada nos EUA pela Dark Horse, casa de famosas séries como Hellboy e Conan.

O autor possui outras séries publicadas, como Love Hurts, de 2009 – onde estabeleceu seu estilo de contar histórias – e Astrid, série protagonizada por uma aventureira espacial. A graphic novel Alena foi adaptada para o cinema, com um longa dirigido e roteirizado por Daniel di Grado, com textos de Kerstin Gezelius e Alexander Onofri.

Alena possui 120 páginas em papel couché 115g fosco encadernadas em capa cartão no formato 19 x 28 cm e valor de capa sugerido de R$ 59,90.

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Panini | Hellblazer, Suicidas e outros lançamentos da Vertigo

Entre os meses de março e abril estão chegando às bancas de todo o Brasil algumas novidades, continuações e relançamentos do selo Vertigo da Panini Comics. Confira abaixo.

John Constantine, Hellblazer – Origens Vol.1: Pecados Originais (NOVA EDIÇÃO)

Como um dos poucos magos que compreendem tanto as possibilidades quanto os riscos de sua arte, o nativo de Liverpool John Constantine conseguiu não se deixar perder nas artes negras, mas não foi capaz de evitar completamente suas garras sedutoras. Infelizmente, enquanto John sabe o verdadeiro preço da magia, o mundo está cheio de amadores dispostos a entregar suas almas por um gostinho de poder mágico. E, para o bem ou para o mal, todo o conhecimento arduamente adquirido ao longo dos anos garante que John esteja no meio de qualquer confusão que possa surgir… Nascido nas páginas do Monstro do Pântano de Alan Moore, John Constantine começou sua carreira solo sob o domínio da imaginação afiada de JAMIE DELANO (Homem-Animal) e JOHN RIDGWAY (Juiz Dredd), que agora reapresentam aos leitores suas primeiras páginas com o personagem. Esse volume reúne as seis primeiras edições da série John Constantine, Hellblazer.

Lançado originalmente em agosto de 2011, este primeiro volume da série Hellblazer – Origens está sendo relançado em novo formato, com 180 páginas em papel LWC, capa cartão sem orelhas, e lombada quadrada. O preço de capa sugerido é R$ 25,90.

Suicidas Vol.1

Apenas os mais fortes e selvagens sobreviveram quando o Grande Terremoto atingiu a Cidade dos Anjos. Um muro foi erguido para proteger a cidade que ressuscitou dos escombros e viu surgir uma nova e letal indústria de entretenimento. Enquanto a massa de pobres, sujos e indesejados se debate para sobreviver do lado de fora da muralha, os Suicidas – gladiadores biomecanicamente aprimorados – se tornam deuses de um novo Coliseu. O maior deles é o Santo.

Em entrevistas ele fala da necessidade de limpar New Angeles dos indignos, e é exatamente o que faz na arena. Mas pouco se sabe desse gigante mascarado, e o mistério deixa seus fãs sedentos por mais. Mas ele tem seus próprios segredos. Como a gigante corporação que banca seu estilo extravagante de vida e monitora todos os seus passos. Segredos sobre a jornalista encontrada morta em sua mansão. Segredos sobre o passado que poderiam abalar as fundações de New Angeles como nunca antes…

O aclamado escritor/artista LEE BERMEJO revela uma ousada, bela e brutal visão distópica em SUICIDAS VOL. 1. Você tem o necessário para sobreviver? Este volume compila as edições 1 a 6 da série Suiciders, em 164 páginas com papel LWC, capa cartão, lombada quadrada e preço de capa sugerido R$ 24,90.

Monstro do Pântano: Raízes do Mal Vol. 1

Nova fase na vida do Monstro! Ele era a encarnação do reino vegetal do planeta Terra – o espírito de todos os brejos, charcos e pântanos. Tinha uma bela esposa, com quem concebeu uma filha, e o poder e a beleza da natureza para dar sentido à vida. Ele era o Monstro do Pântano. E estava feliz.

E então acordou. Sem nenhum tipo de aviso, o Dr. Alec Holland se encontra a  milhares quilômetros dos pântanos da Lousiana, local que acreditava ser seu lar. Ele agora tem uma vida da qual não lembra nada e recuperou o corpo humano que um dia acreditou ter perdido para sempre. O tempo como Monstro do Pântano não parece nada além de um sonho distante que se esvanece, um delírio, uma terrível alucinação. Mas o monstro que assola o bayou que ele deixou pra trás parece muito real. Assim como a bela mulher que o amava, o perigo que ela agora encara e a terrível vingança dos poderes que ele outrora serviu – os deuses dos campos e das florestas que formam o Parlamento das Árvores.

Para encontrar a verdadeira identidade e salvar aqueles que ama, Alec deve partir em uma jornada espiritual através de continentes, oceanos e dos bilhares de anos de segredos do próprio planeta!

As lendas dos quadrinhos Grant Morrison (Homem-Animal, Os Invisíveis, Patrulha do Destino) e Mark Millar (Kick-Ass) formam equipe com os artistas Phil Hester (Arqueiro Verde) e Kim DeMulder (HELLBLAZER, Os Defensores) para escavarem fundo na mitologia do Monstro do Pântano em RAÍZES DO MAL. Este volume contém 148 páginas em papel LWC, capa cartão e lombada quadrada, com preço de capa sugerido R$ 24,90. Compila as edições 140 a 145 de Swamp Thing.

Tom Strong – A Terrível Vida Real de Tom Strong

Tom Strong ao lado de sua esposa Dhalua, sua filha Tesla, e seus parceiros Rei Salomão – o símio inteligente –, e Pneuman – o servo mecânico –, encaram uma série de desafios na base de Millennium City em mais uma incrível coletânea com a participação de diversos brilhantes roteiristas e artistas convidados, como Mark Schultz (Xenozoic Tales), Pasqual Ferry (Adam Strange – Mistério no Espaço), Steve Aylett, Shawn McManus (Monstro do Pântano), Brian K. Vaughan (Y: O Último Homem), Peter Snejbjerg (Livros da Magia),  Ed Brubaker (Gotham DPGC) e Duncan Fegredo (Kid Eternidade)!

Este é o quinto encadernado da série, que compila as edições 26 a 30 de Tom Strong em 140 páginas com papel LWC, capa cartão, lombada quadrada e preço de capa sugerido R$ 21,90.

DPF – Departamento de Polícia da Física: Audeamus

“Prevenir e proteger a humanidade do impossível.” Em teoria, essa é a razão pela qual as pessoas se tornam agentes do Departamento de Polícia da Física. Mas, o desmantelamento das leis que governam o Universo escancarou ao mundo que teoria e realidade são duas coisas muito diferentes. Para Cícero Deluca, o DPF foi uma alternativa para escapar do bullying eterno sofrido pelos nerds. Para Adam Hardy, o DPF foi uma oportunidade de descobrir os segredos do pai – um cientista revolucionário que arruinou a carreira por revelar a verdade sobre suas descobertas. Proteger a humanidade não era a razão principal de nenhum dos dois.

Mas talvez os enormes tornados quânticos que assolam o planeta façam com que repensem suas prioridades. O universo está passando por grandes mudanças, e a menos que Adam e Cícero possam ajudar o DPF a encontrar a causa e revertê-la, não haverá muita humanidade para ser protegida…

Audeamus é o terceiro encadernado da série e compila as edições 8 a 13 da série FBP em 148 páginas com papel LWC, capa cartão, lombada quadrada e preço de capa sugerido R$ 23,90.

Fique ligado na Torre de Vigilância para acompanhar os lançamentos de quadrinhos!

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Mythos lança novo volume de Vampirella: Grandes Mestres

Dando continuidade à série iniciada em 2015, a Mythos Editora segue com suas publicações da Vampirella, clássica personagem criada por Forrest J. Ackerman. Com previsão de lançamento para o final do mês de abril, o segundo volume de Vampirella: Grandes Mestres já está em pré-venda.

Aqui você vai encontrar a temporada completa de Grant Morrison e Mark Millar, considerada uma das melhores de toda a história da personagem! Vampirella volta do túmulo com uma determinação sem igual de acabar com vampiros. Usando de uma criatividade sem limites para explorar as fraquezas dos predadores da noite, e sem ser afetada por nenhuma delas, Vampi é uma verdadeira máquina de extermínio. Só que existe uma máfia vampiresca e o sinistro Von Kreitz em seu caminho… e uma irmandade de caçadoras quer recrutá-la para enfrentar a ameaça do Antivaticano!

Os roteiros de Morrison e Millar criam vida através da arte de Amanda Conner e Jimmy Palmiotti. Este volume compila os clássicos: “Mal Ascendente” e “Guerra Santa”, dois arcos de história que apresentaram uma Vampirella mais durona e implacável, perigosamente obcecada em varrer os vampiros da face da terra, e as histórias “Jogo Sangrento”, de Grant Morrison e “Um Dia Frio no Inferno”, de Mark Millar, onde eles mostram seus talentos individuais.

Vampirella: Grandes Mestres – Grant Morrison & Mark Millar possui 180 páginas encadernadas em capa dura, formato 17 x 26 cm e preço de capa sugerido de R$ 69,90. Já disponível em pré-venda no site da editora e na Amazon.

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Spawn | Image Comics celebra os 25 anos do Soldado do Inferno

Em comemoração aos 25 anos do Spawn e da Image Comics, uma série de capas variantes vão estampar as HQ’s da editora em homenagem ao Soldado do Inferno durante todo o mês de maio. Confira na galeria abaixo:

 

Greg Hinkle, Kaare Kyle Andrews, Jim Mahfood, David Finch, Jerome Opena, Sjepan Sejic e Chris Samnee são alguns dos artistas criadores das capas. Em maio será lançada Spawn #1 25th Anniversary Director’s Cut uma edição comemorativa que é escrita por Todd McFarlane, que também fará a arte e as capas serão de Ashley Wood e Clayton Crain.

O personagem criado por Todd McFarlane em 1992 caiu no gosto dos leitores rapidamente e se tornou um dos títulos mais rentáveis da Image Comics desde a sua fundação. De lá pra cá foram lançados um filme, uma série animada no canal HBO e vários games. Nos quadrinhos diversos roteiristas conceituados como Frank Miller, Alan Moore e Neil Gaiman já trabalharam em aventuras do Spawn.

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Venom | O retorno de Eddie Brock para o simbionte ganha prévia

Foi divulgada a prévia de Venom #6 onde vai mostrar o reencontro do simbionte alienígena com seu hospedeiro clássico e mais famoso. Eddie Brock. Na HQ o atual hospedeiro, Lee Price, vai com tudo para cima do Homem-Aranha. Em uma batalha em meio ao caos e fúria um rosto conhecido aparece (sim, é o Brock mesmo). E algumas questões serão levantadas: será que o simbionte e um antigo hospedeiro podem coexistir como antes? Brock volta como um vilão ou um anti-herói? E o que será de Lee Price?

Confira as primeiras páginas e as capas variantes de Dan Mora e Todd McFarlane na galeria abaixo:

 

Logo depois do personagem clássico voltar, será lançada a Venom #150 que a Marvel Comics está descrevendo como “a maior história do Venom em dez anos”. A HQ vai ser publicada no mês de maio, quando o personagem completa 29 anos. A sua primeira aparição foi em Amazing Spider-Man #300 em 1988.

“Nós temos grandes planos para Brock e o simbionte” disse o editor Nick Lowe. “E Venom #150 é o pontapé inicial para eles. Os fãs vão gostar.”

A série mensal do Venom tem roteiro de Mike Costa e artes de Gerardo Sandoval.

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