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O Doutrinador: Edição Definitiva, reúne as aventuras do vigilante

Foi lançado durante a CCXP 2017 a edição definitiva de O Doutrinador. Esse especial reúne os três primeiros volumes já publicados do personagem criado por Luciano Cunha, que ganhou notoriedade ao sair às ruas para protestar durante a Copa das Confederações, apesar de sua origem ser muito antes disso, mas precisamente em 2008, quando ainda se chamava de Vigilante.

O Doutrinador é um ex-militar, que usa coturnos, máscara de gás e camisas de banda de rock, e que ficou desiludido com a política nacional, e passa a caçar corruptos, sem dar colher de chá para nenhum poderoso.

Os planos para O Doutrinador vão longe nos próximos anos. Já está em produção um longa metragem sobre a HQ, com roteiro de Luciano e do produtor e editor Gabriel Wainer. A dupla criou a Guará Entretenimento, que tem como objetivo publicar HQs com conteúdo multiplataforma, e uma série animada, que também está sendo desenvolvida.

A Paris Filmes e Downton Filmes produzirão a adaptação para os cinemas, que terá direção de Afonso Poyart. O filme tem previsão de lançamento já para 2018, e a série para o ano seguinte no canal Space.

O Doutrinador Edição Definitiva é uma publicação em parceria entre as editoras Red Box e Guará Entretenimento, reunindo os três volumes em um encadernado de 212 páginas com capa dura e o preço de R$ 59,90. Você pode comprar o seu exemplar em lojas especializadas ou no site.

 

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Hell, No! Meu Pai é o Diabo está sendo publicado pela Balão Editorial

Em toda mitologia e nas religiões existem diversas histórias de filhos de deuses com mortais. Eles são chamados de semideuses, que são apresentados como heróis que precisam passar por provações para conquistar um lugar no Olimpo. Mas, e quando é filho de uma mortal com um demônio? Você conquista um lugar aonde? Será que quer passar por provações que para assumir um lugar no Inferno? Você se torna um semi-demônio ou um semi-fracassado? São essas coisas que Lúcio vai ter que descobrir.

Leo Finocchi apresenta Hell, No! Meu Pai é o Diabo! onde narra a história de Lúcio, que é filho do capeta em pessoa e maldade, com uma mortal e tem a complicada missão de estudar (e se dar bem) no infernal Colégio São Cipriano, sendo um meio-humano. Além de ter que se adaptar a nova escola, ele ainda é atormentado pelos seus meios-irmãos Bel e Satã, além do corpo docente que não vai com a sua cara. Sem contar o fato que ser um demônio não é a onda de Lúcio.

Enquanto as desventuras de Lúcio na escola vão acontecendo, uma trama maior que envolve o verdadeiro controle do Inferno está crescendo cada vez mais.

Com uma bela arte cartoon e personagens que parecem que vão saltar das páginas, Hell, No! Meu Pai é o Diabo! é uma divertida e deliciosa história que segue por toda o gibi. Os personagens têm personalidades fortes e envolvem o leitor a cada página. O Leo Finocchi já trabalhou em diversos projetos de desenhos animados, quem sabe um dia veremos Hell, No! Também como animação?

A HQ é independente e foi oriunda de uma campanha de financiamento coletivo no Catarse. Foi publicado inicialmente em formato digital no Tapastic e  foi editado e distribuído fisicamente pela Balão Editorial.

Hell, No! Meu Pai é o Diabo! tem formato 15 x 23 cm, 32 páginas e preço de R$ 18,00. E pode ser adquirido no site da Balão Editorial, clique AQUI.

 

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Mythos Editora lança Zumbis vs. Robôs, a origem de… porra nenhuma

O quadrinho descompromissado Zumbis vs. Robôs está chegando às livrarias em lançamento da Mythos Editora. Confira abaixo alguns detalhes sobre a principal série esnobada pelo Prêmio Eisner.

Uma história inovadora, com um visual incomparável, misturando zumbis, robôs, amazonas e o última bebê humana numa trama que vai muito além dos clichês e ainda inclui cientistas incompetentes, um minotauro morto-vivo e até um polvo gigante! Com o roteiro irreverente de Chris Ryall e a revolucionária combinação de pintura a óleo e arte digital de Ashley Wood.

Zumbis vs. Robôs foi uma série publicada nos Estados Unidos pela editora IDW, tendo mais edições do que os dedos de um cadáver ambulante podem contar. O encadernado nacional publicado pela Mythos, como você pode conferir na galeria abaixo, dá um gostinho do que é este universo tão criativo:

 

Também foram publicados alguns spin-offs (sabe Deus como), produzidos por diferentes equipes criativas e lançados com algum espaçamento de tempo. Alguns exemplos de spin-offs são Zombies vs. Robots Adventure e Short Stories.

Zumbis vs. Robôs possui 164 páginas encadernadas em capa dura e formato 26,4 x 17,2 cm. O preço sugerido é R$ 69,90. Garanta sua edição com 34% de desconto clicando aqui.

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Panini lança os encadernados Marvel 1602, Elektra Vive e Guardiões da Galáxia

A Panini Lançou nesse final de ano alguns encadernados da Marvel Comics para todos os tipos de público. Para os leitores mais antigos e saudosistas, temos Elektra Vive de Frank Miller. Para os leitores mais recentes, tem Guardiões da Galáxia em dose dupla: A Queda e O Julgamento de Jean Grey. E para os que gostam de outras realidades e algo mais “cabeça”, foi lançado Marvel 1602 de Neil Gaiman.

Elektra Vive

Lançado originalmente em 1990 nos Estados Unidos, Elektra Vive conta a história da sua ressurreição pelo clã ninja Tentáculo. A HQ é uma das obras primas de Frank Miller com a ninja que ele mesmo criou para as páginas de Demolidor no inicio dos anos 80. É a primeira vez que a HQ ganha uma reedição no Brasil desde 1991, quando foi publicada pela Editora Abril em Graphic Album #6.

Elektra Vive tem formato 24,5 x 31,5 cm, 80 páginas e capa dura


Guardiões da Galáxia: A Queda

O Senhor das Estrelas está desaparecido e toda a galáxia está caçando o que sobrou da equipe dos Guardiões da Galáxia. Então o time faz novas adições com Venom e a Capitã Marvel para ajudar a superar essa fase dificil. É da fase elogiada de Brian Michael Bendis.

Guardiões da Galáxia: A Queda tem formato 26 x 17 cm, 128 páginas e capa dura.

 


Guardiões da Galáxia: O Julgamento de Jean Grey

Quando os X-Men originais chegaram do passado e se instalaram no presente, todo o Universo Marvel ficou em polvorosa. Mas até, então só tínhamos presenciado as reações no planeta Terra. O problema é quando o Império Shiar descobre que Jean Grey, a hospedeira da entidade Fênix, está viva. Eles então resolvem julgá-la pelos crimes e mortes da entidade cósmica. Sem se importar que essa versão da Jean, nunca entrou em contato com a Fênix. Então, os Mutantes se aliam aos Guardiões para resgatarem Jean.

Guardiões da Galáxia: O Julgamento de Jean Grey tem formato 17 x 26 cm, 136 páginas e capa dura.

 


Marvel 1602

Neil Gaiman apresenta uma versão diferente do Universo Marvel ambientada há 400 anos. Enquanto as intrigas minam a corte da Rainha Elizabeth I, os principais personagens da Casa das Ideias buscam resolver o mistério por trás de sua própria existência. Nick Fury é o chefe da inteligência britânica, Doutor Estranho é o médico da rainha, Peter Parker é o assistente de Fury, o Demolidor é um menestrel cego que conta canções sobre um grupo de navegadores que adquiriram poderes especiais chamado de Os Quatro do Fantásticko. Capitão America, Homem de Ferro, X-Men e outros personagens também participam. Os desenhos são de Andy Kubert.

Marvel 1602 tem formato 15,5 x 27,5 cm, 248 páginas e capa dura.

Fique ligado na Torre de Vigilância para mais notícias e lançamentos

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Conheça Angola Janga – Uma História de Palmares

Lançado recentemente pela Editora Veneta, Angola Janga a HQ épica de Marcelo D’Salete, é com certeza uma das grandes publicações do ano nos quadrinhos nacionais. A obra levou 11 anos para ser finalizada depois de um longo e árduo trabalho de pesquisa de Marcelo, que acaba apresentando, como diz o autor, não “a” história de Palmares e sim “uma” história de Palmares.

Confira a sinopse:

“Angola Janga, ‘pequena Angola’ ou, como dizem os livros de história, Palmares. Por mais de cem anos, foi como um reino africano dentro da América do Sul. E, apesar do nome, não tão pequeno: Macaco, a capital de Angola Janga, tinha uma população equivalente a das maiores cidades brasileiras da época. Formada no fim do século VXI, em Pernambuco, a partir dos mocambos criados por fugitivos da escravidão, Angola Janga cresceu, organizou-se e resistiu aos ataques dos militares holandeses e das forças coloniais portuguesas. Nesse lugar nasceu um menino, que viria a se tornar um dos maiores símbolos históricos contra a escravidão. Zumbi, que virou lenda e inspirou a criação do Dia da Consciência Negra.”

D’Salete não usa muitos letreiro, mas consegue narrar  os diversos plots que emaranham as dezenas de personagens nas milhares de investidas do governo contra o quilombo e suas lideranças. O que obriga o leitor a ficar atento a cada página. Por outro lado, o autor, colocou textos explicativos, mapas e ilustrações, o que torna a leitura também um ato de pesquisa.

“Um dos objetivos da HQ é propor uma nova leitura sobre a luta dos grupos negros, populares e indígenas contra o modelo colonial baseado em uma forte hierarquia social”, disse D’Saleste ao site UOL. “No Brasil temos uma subcidadania praticada e reafirmada cotidianamente. O poder permanece na mão de poucos. Isso só é possível a partir de estruturas de poder e descriminação eficientes que permanecem desde o período colonial.”

Angola Janga – Uma História de Palmares, tem formato 23,6 x 15,7 x4,1 cm, 432 páginas e está com um desconto de 42% na Amazon Brasil.

 

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Torre Entrevista | Dan Goldman

Um dos grandes lançamentos dos quadrinhos aqui no Brasil no final de 2017 foi com certeza Imobiliária Sobrenatural de Dan Goldman. Publicado pelo Plot! Editorial, o selo de quadrinhos da editora Alto Astral, e lançada oficialmente na CCXP, a HQ conta sobre uma empresa que vende casas desassombradas. Você pode ler a nossa resenha sobre Imobiliária Sobrenatural clicando AQUI.

Dan Goldman é autor de obras aclamadas pela crítica como Shooting War, Priya’s Shakti, 08: A Graphic Diary of the Campaing Trail entre outras. Apesar de ter morado no Brasil alguns anos atrás, Imobiliária Sobrenatural é o seu primeiro trabalho publicado no país.

Um dia, então, Felipe Castilho, editor da Plot! me falou que Dan Goldman estava vindo ao Brasil para lançar a HQ por aqui, e me falou que uma entrevista com o autor poderia ser realidade. Contato feito (obrigado Felipe!), Dan foi super gente boa, muito solícito e simpático, e recebeu as nossas perguntas que você, lindo leitor, pode ler a seguir:

Você está lançando finalmente Imobiliária Sobrenatural aqui no Brasil. E lendo a HQ percebe-se que a história é sobre crises com um tempero fantasmagórico. Crise no mercado imobiliário, crise no casamento, crise pela falta de dinheiro…  De onde surgiu a ideiade misturar isso tudo com esse tom de sobrenatural?

Nós vivemos num tempo de crise e senti que está piorando ainda mais. Quero falar sobre isso, porque essas épocas revelam nossas forças e fraquezas… e tudo isso é fonte de um bom drama. Quando um personagem não tem nenhuma outra forma de providenciar para a família ou para a empresa, o leitor entende a essência dele de verdade. É misturando esses dramas universais com coisas sobrenaturais e metafísicas, que a estrutura narrativa se conecta com conceitos que nos abrem as outras maneiras de experienciar a estória.

Foto: Papo Zine

Eu li que existiram planos para Imobiliária Sobrenatural se tornar série de TV ou até mesmo um longa metragem. Ainda existem essas possibilidades? E se viesse a acontecer como você veria a sua obra sendo adaptada para outra mídia?

Sim. Eu estou trabalhando com uma equipe de produtores em Los Angeles para adaptar o série para a tv a cabo. Meu sonho tem sido montar um show com ideias mais profundas sobre a vida depois da morte, amor e consciência em nossa “cultura-pop” (que contém mais pop e menos cultura) que ainda se mantém bem anti-intelectual.

A coisa mais importante para mim é a história, a narrativa. Acredito na ideia da narrativa transmídia que existem entre formas diferentes de mídia ao mesmo tempo (por exemplo, O Matrix)–e sempre penso qualquer forma de mídia servirá melhor a estória e as jornadas dos personagens.

No painel que você participou na CCXP, você falou que tem um projeto que é voltado para o Brasil. Poderia adiantar alguma coisa?

Quero que a história se mantenha em segredo, mas posso revelar que ela irá falar muito de corrupção espiritual nas cidades e nas florestas, a força venenosa do capitalismo, e o retorno dos espíritos nativos meio-esquecidos. Quando morei em São Paulo, gostava de passar meus dias em Sebos, tentando ler e entender alguns livros antigos de lendas e folclores brasileiros. Mas agora, já falei demais.

Você chegou a conhecer algum quadrinho de artistas brasileiros durante a CCXP ou por esse período que está aqui no Brasil?

Encontrei os trabalhos de Marcelo D’Salete em 2011 quando fui convidado para a Rio Comic-Con, e neste ano peguei o livro novo, ANGOLA JANGA, na CCXP. As obras dele são importantes, representando a face afro-brasileira antiga (e moderna) que a mídia nacional prefere ignorar por uma fantasia de ser branco e rico. Conheci também os trabalhos do ilustrador Kako, e dos excelentes quadrinistas Georges Schall, Hector Lima e Felipe Cunha.

Durante a CCXP, conheci as obras de Psonha, de Felipe Castilho e de Tainan Rocha que gosto muito. O show foi gigantesco, e por isso não tive bastante tempo na Artists Alley para conhecer todos os animais mágicos de lá.

Painel do Dan Goldman na CCXP.

Você é um dos grandes nomes no mercado de webcomics.  Este segmento não é tanto explorado aqui no Brasil como acontece nos Estados Unidos; por exemplo, a primeira empresa de quadrinhos online, a Social Comics, só apareceu aqui tem dois anos. Com todo o avanço que a tecnologia deu, o mercado evoluiu bem ou ainda tem mais a crescer?

Hoje em dia, eu acho que “webcomics” é uma nomenclatura bem do passado. HQs digitais precisam ganhar um nome novo porque as tecnologias de touchscreen, realidade-aumentada (e virtual, ou misturada) estão crescendo agora, e HQs tem que fazer parte na evolução da forma.

Atualmente você está com um projeto muito bacana, que ainda é inédito no Brasil: Priya’s Shakti em parceria com Ram Devineni e Lina Srivastava. Trata de um assunto bem delicado que é a violência contra as mulheres na Índia. E você esteve naquele país. Quando Priya’s Shakti foi lançado na Índia, inicialmente teve alguma rejeição?

Na realidade, não. Mas eu fiquei nervoso na época – sendo o único não-indiano na nossa equipe – mas foi mais por isso. Durante meses, eu fiz uma investigação cultural para representar a cultura indiana, roupas e artes e deuses deles. Se a cara do meu trabalho fosse inautêntica, a missão do nosso projeto não serviria os jovens, o que era o nosso objetivo.

Felizmente, a primeira HQ foi lançada e rapidamente viralizou, saíram muitas notícias, quando nós fomos para a Índia, fizemos workshops com os jovens e fomos indicados com honras pela UN Women (ONU Mulheres). Nosso segundo livro também foi viral.

Cena de Priya’s Shakti.

Eu fiquei sabendo que cópias físicas de Priya’s Shakti foram distribuídas em escolas rurais na Índia para servirem de projeto piloto para criar consciência em crianças e jovens sobre o mal da violação e sobre como as vítimas de estupro são tratadas. Eu particularmente achei fantástico isso. Era o ponto que vocês queriam chegar ao criarem a HQ?

Absolutamente. Nossa equipe conversou durante nove meses antes de escrever o roteiro: sobre como montar esse projeto e de que forma poderíamos criar consciência nesses jovens. Não queremos apenas criar diversão… queremos transmitir a mensagem do ativismo no mundo real dentro dos quadrinhos.

Você sempre foi bem ligado em política, e isso reflete em alguns de seus trabalhos ao longo da carreira. Você deve estar sabendo do momento conturbado que vivemos aqui no Brasil. Acho que as sucessões de escândalos de nossos políticos dariam até boas HQs. Nos estados Unidos, como você enxerga o início da “Era Trump”? Rende alguma história?

Não quero criar uma obra só contra o Trump. Assuntos políticos são pústulas na pele. Seria mais poderoso montar uma obra contra a máquina global que ele faz. Isso é um câncer de ego e ganância que está infectando todas as nações do mundo. Trump e Temer e nacionalismo e racismo e sexismo são sintomas de problemas muito mais profundos.

Quais são os planos para 2018?

Quero salvar o mundo — e depois, vou dormir.

Para quem não pôde ir à CCXP e quer mais uma chance de comprar Imobiliária Sobrenatural e conseguir trocar um bom papo, na Ugra Press em São Paulo, vai rolar o Plot Day com participação de Dan Goldman, Felipe Castilho e Tainan Rocha (de Realezas Urbanas). Saiba mais sobre o evento AQUI.

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Caçador de Marte é mencionado na nova edição de Liga da Justiça

Na edição 35 de Liga da Justiça lançada hoje, Christopher Priest reintroduziu uma de suas personagens: Glenn Gammeron. Ele é um caçador de recompensas que fez sua primeira aparição em Justice League Task Force #28. Ele tem uma relação de amizade e rivalidade com o Caçador de Marte. Na nova edição da equipe, ele procura pelo herói para ajudá-lo a desinfectar a Terra de uma invasão de insetos. Entretanto, ele acaba não o encontrando e Batman diz que não vê o marciano há muito tempo.

Glenn Gammeron

Todos sabemos que o Caçador de Marte é um dos fundadores da Liga da Justiça, mas com a chegada dos Novos 52, J’onn J’onzz se tornou um dos membros da equipe construída por Amanda Waller, a Liga da Justiça da América. Logo depois, durante o DCYou, o personagem ganhou uma revista solo que durou 12 edições. Ainda durante essa fase editorial, Bryan Hitch escreveu uma história onde o Caçador de Marte se sentia distante da Liga. Essa menção ao personagem na edição lançada hoje significa que Os Novos 52 nunca existiram? Sabemos que a continuidade do Superman foi reescrita e que a DC está trazendo os elementos clássicos de volta. Talvez esse seja um indício de que o Caçador de Marte deve retornar em breve.

Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

 

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Homem-Aranha terá um novo vilão nos quadrinhos

A Marvel liberou um vídeo mostrando a trajetória do Duende-Verde e do Homem-Aranha no decorrer dos anos, passando por vários momentos icônicos dos personagens em diversas histórias nos quadrinhos.

Assista ao vídeo abaixo:

No final do trailer, a Casa das Ideias mostra o primeiro vislumbre de um novo inimigo do Cabeça de Teia. Ainda não se sabe quem ou o que é  o novo antagonista, mas, especula-se que o personagem seja uma fusão do Carnificina com o Norman Osborn

Veja a imagem abaixo:

Para mais informações a respeito do Homem-Aranha e seu universo, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância!

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Encontro duplo em nova prévia de Batman #37

Batman #37 trará um encontro duplo entre Bruce Wayne, Selina Kyle, Clark Kent e Lois Lane. A edição dará continuidade ao arco Superfriends, centrado na amizade entre o Morcego e o Kryptoniano. Uma pequena prévia da edição foi divulgada hoje. Confira:

“Superamigos parte dois. A incrível conclusão para o crossover de duas partes. Separados pela traição, O Cavaleiro das Trevas e o Homem de Aço tentam voltar a confiar um ao outro. Ambos sabem que o futuro do universo DC depende dessa relação, que suas vidas desmoronarão se não ajudarem um ao outro. Um continua sendo o menino rico, e outro continua sendo o garoto nativo do campo. Homens de dois mundos se confrontam e tentam ver a esperança atrás da loucura.”

Batman #37 será publicada amanhã. Depois desse arco, Tom King trará uma história focada na origem de Bruce Wayne, e logo depois, na amizade entre o Cavaleiro das Trevas e a Princesa Amazona. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

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Grande Império Akira

O história vista pelo lado brasileiro do mangá que conquistou inclusive os leitores que queriam detestá-lo. 

Em 20 de dezembro de 1982, o primeiro capítulo de um dos mangás mais famosos do planeta foi publicado em seu país de origem. A obra nipônica rendeu muito mais que o reconhecimento de seu autor: Akira é um mangá que atende até quem não gosta desse estilo. O reconhecimento é tanto que Katsuhiro Otomo se tornou o primeiro autor japonês de quadrinhos a ser agraciado com o Grand Prix de Angoulême. Mas a França é um país que trata as HQs de uma forma muito mais respeitosa. Por lá, quadrinhos são assunto até em revistas de fofoca. E no Brasil? Como deu certo num mercado que quase não tinha leitores de mangá e até hoje tem vários colecionadores que repudiam essa escola da nona arte? A resposta é longa.

A Estrada

Não gosto de chegar a esse ponto, mas desta vez se faz necessário: Meu depoimento pessoal sobre minha relação com uma história em quadrinhos.

Lembro exatamente a primeira vez que ouvi falar de Akira: Na semana que precedeu o sábado de 8 de abril de 2000, data que o Cine Band exibiu a animação. Passou foi muito tarde, não aguentei e fui dormir antes do fim, ainda mais porque estava compromissado com o desfile de aniversário da minha cidade natal que aconteceria exatamente no dia seguinte. Não reclamei de ter que acordar cedo naquele domingo, mesmo que 9 de abril sempre era feriado. Eu ainda estava extasiado pelo (pouco) que tinha visto de Akira na noite anterior. Explicando: Eu era um garoto com ainda 10 anos incompletos, não tinha visto até então algo tão absurdo mesmo já tendo experimentado os animes que passavam na já finada Rede Manchete. Aquilo realmente chamou minha atenção.

No mesmo ano, numa data que não lembro exatamente, encontrei uma edição do mangá em Santos. Era o nº 8 publicado pela editora Globo. Depois de certa insistência, convenci minha mãe a pagar os R$4,00 que o jornaleiro queria. Ouvi ela reclamando até o fim da viagem de volta para casa, mas valeu a pena.

Assim como na minha introdução à animação, meu início no mangá de Akira foi fragmentado. Li uma edição aqui, outra ali… mas cada capítulo se juntava como um quebra-cabeças e eu lembrava exatamente cada edição e as reunia mentalmente à medida que ia lendo-as.  Ainda em 2000, achei uma cópia do VHS mofando em uma locadora. Aluguei dois dias depois pagando R$1,50 pelo serviço.

VHS de Akira lançado no Brasil pela Europa Home Video (Reprodução: mercadolivre.com.br)

E esse artigo é exatamente para isso: Juntar as peças sobre a história de publicação do primeiro mangá que eu e muitos colecionadores de HQ leram. No Brasil e fora dele.


O Despertar

A versão de Akira mais conhecida pelos leitores brasileiros espelha-se na edição norte-americana, que foi lançada em agosto de 1988 pelo selo Epic, uma divisória da Marvel Comics fundada em 1982 e capitaneada por Jim Shooter e Archie Goodwin. Oriunda da publicação Epic Illustrated, o selo visava dar maior autonomia aos seus colaboradores e publicar obras mais adultas, nacionais e internacionais. Sem maior fiscalização do Comics Code Authority, essa foi a chance de ouro para sair (ou entrar) no papel HQs que se tornariam clássicos com republicações até hoje: Elektra Assassina, Elektra Vive, Legião Alien e Dreadstar, de Jim Starlin, este o primeiro título publicado pelo selo na data de novembro de 1982. Buscando essa diferenciação, os lançamentos da Epic eram publicados em edições em melhor qualidade comparadas às mensais tradicionais da Marvel.

Assim, a Marvel introduziu no (até então) fechado e conservador mercado norte-americano materiais de Alejandro Jodorowski (O Incal) e Moebius (A Garagem Hermética). Curiosamente, essa conexão entre o velho e o novo mundo gerou um posterior intercâmbio e, pelo mesmo selo, Moebius publicou Surfista Prateado – Parábola. Faltava então o oriente. O Japão já levava algumas animações aos cinemas de todo o mundo, mas mangás eram uma raridade. Juntando as duas mídias, o escolhido foi Katsuhiro Otomo. Com um longa em animação batendo na porta dos cinemas, a obra escolhida (claro) foi Akira, que por sua vez foi toda impressa em papel off-set, lombada quadrada e preço de capa no valor de U$3,50, chegando às lojas especializadas em agosto de 1988, mês seguinte à estreia do filme nos cinemas.

Peça publicitária para o lançamento de Akira pela Epic Comics (Reprodução: pinterest.com)

Guerra de Gangues

O tratamento diferenciado dado às HQs lá fora mudou inclusive o nosso mercado, fazendo a Editora Abril lançar seus selos de Graphic Novel, Graphic Album e Minissérie de Luxo à partir de 1988. Se tornou constante a publicação com acabamentos nesse padrão, que até então raramente se via nas bancas brasileiras. A primeira referência sobre a publicação de Akira do Brasil partiu da própria Abril, que na seção de cartas da HQ Homem-Aranha nº69 de março 1989, a editora Sadika Osmann anuncia o título junto com outros que estavam por vir. Por algum motivo desconhecido, essa foi a única HQ da lista a não ser publicada pela então editora de Victor Civita.

Seção de cartas de Homem-Aranha nº69. Editora Abril. Março de 1989. Em destaque, o anúncio do lançamento de Akira que não aconteceu.

Veio então a Editora Globo, que publicou outros títulos da Epic antes e depois de Akira. A Guerra de Luz e Sombras, Moonshadow e O Último Americano são alguns exemplos. Todos seguiram o padrão de luxo adotado pela editora concorrente.

Com os direitos de Akira, a Globo explorou de diversas formas a divulgação do material. Com base em um briefing desenvolvido pelos editores da Globo, um vídeo de propaganda da HQ era exibido como uma espécie de Trailer no vídeo VHS da animação e nos intervalos comerciais de emissoras de televisão:

https://www.youtube.com/watch?v=k41tuoL1FTs

Pôsteres gigantes foram pendurados nas bancas brasileiras. Um padrão para as publicações da Globo na época era que as 6 primeiras edições terem essa forma de divulgação, mas como se confirma pelas imagens, os cartazes de Akira foram bem além:

Cartazes de banca. Contribuição do colecionador William Shibuya

Propagandas de Akira eram estampadas em vários produtos da Globo, inclusive HQs de estilo totalmente oposto como Tex. Neste título, a propaganda de Akira apareceu pela primeira vez na edição 261 e estampou a contracapa ininterruptamente do número 268 até o 273, sendo interrompida na edição 274 para uma propaganda de Sandman e voltando pela última vez no número 275.

Akira como propaganda de Tex Nº261. Julho de 1991

Além disso, uma festa de lançamento do mangá foi realizada no Hotel Nikkey, situado no bairro da Liberdade, reduto asiático no centro da cidade de São Paulo. Após tanto investimento, a primeira edição veio às bancas em dezembro de 1990 com o preço de capa de Cr$350,00, equivalente a R$18,04 na cotação de 2017.

Imperador do caos

Como em várias mídias, os quadrinhos também sofrem muito preconceito. No Brasil não é diferente: Até os dias atuais há leitores que instantaneamente não gostam de Fumetti, Bande Dessinée, Manhwa, Quadrinhos nacionais e… mangá. É comum ver leitores que não gostam de determinada escola de narrativa gráfica simplesmente por não gostar. Se hoje as coisas são dessa forma, quase 30 anos atras era ainda pior.

Assim, a Globo decidiu publicar Akira no Brasil seguindo os padrões da edição estadunidense. Nosso primeiro Akira tinha cerca de 68 páginas por volume publicadas em formato americano. “A série AKIRA sempre foi tratada como uma série de luxo e, por este motivo, desde o início, o projeto foi concebido para ter um acabamento gráfico diferenciado. Em vez do couchê, que era um papel muito caro naquele período, optamos por um papel chamado LWC. Seminobre, mas melhor do que o papel adotado nas revistas em quadrinhos comuns”, afirma Leandro del Manto, editor do mangá pela Globo. As edições (assim como as da Epic) eram coloridas por Steve Oliff, escolhido pelo editor Archie Goodwin para a tarefa, já que publicar a obra em preto e branco como no original era um risco grande. Até a tradução seguiu esse padrão, já que as edições da Globo foram traduzidas do inglês e continham muitos palavrões e linguagem coloquial. A diferença de linguajar foi escolhida graças à ser um título destinado ao público adulto.

Mas, um detalhe foi diferente: As capas. Estas foram feitas no Brasil. As capas da edição Epic foram consideradas pouco atraentes pela Globo e no começo gostariam de ter publicado como a versão de luxo japonesa, porém na época estas não se adequavam por conter imagens que seriam censuradas. Com isso, a solução proposta foi de fazer suas próprias capas. O logo na vertical foi uma referência à forma japonesa de leitura, apesar de, como nos EUA formato adotado ser o sentido ocidental. O design foi inspirado pela edição espanhola de Akira.

Exemplo de capa da versão espanhola (reprodução: todocolleccion.net)

O responsável foi José Moreno Capucci e do diretor de arte Helcio Pinna de Deus. O Capista era Kim Oluf Jorgensen. Nesta época, ele lembra que “Recebia uma montagem em xerox e uma indicação de colemetria em tamanho 1 por 1, tamanho da capa final. No caso da primeira capa me chamaram para fazer apenas esta, por problemas com a chegada dos fotolitos dos Estados unidos. Portanto, fiz a primeira capa nesta proporção. O desenho eu passava para papel Scheller poroso, usando mesa de luz e uma lapiseira com grafite duro sem marcar o papel. Montava a folha numa placa de madeira com fita crepe, para evitar que o papel enrugasse ao pintar. Poderia ter usado papel premontado da scheller, mas precisava de algumas das características mais frágeis da folha. Preparava uma base com tintas acrílicas, dos tons mais claros da ilustração, para revelar o brilho com pincel e água, lavando a camada de guache e tirado excesso de água com um rolo de papel toalha. Resultava num resultado mais poroso”.

O trabalho feito na confecção das capas foi bem mais minucioso: “Brilhos menores recebiam um tratamento com lápis de borracha; A pintura geral era feita com aerografia tradicional, máscaras de Friskfilm; As tintas eram guache, acrília, ecoline e aquarella para filetar os traços. Achava que aquarella me dava uma resistência que combinava mais comigo. Depois que ficou determinado que faria as demais capas passei a fazer as ilustrações maiores. A minha capa favorita deveria ser a primeira, por ser aquela que abriu portas para mim por toda a minha carreira, mas como fiz no tamanho 1 por 1, passei a gostar mais de outras. Olhando para trás… realmente gosto das capas e eu estou entre a número 10 e/ou 21″ acrescenta o capista, que acabou ficando até a edição 25.  Capucci continuou sozinho com o design das capas até a edição 33 com eventual ajuda de outros profissionais.
Akira 10 e 21: As capas favoritas de Kim Jorgensen

Akira teve uma venda constante nas bancas brasileiras. Cerca de 7.000 exemplares eram vendidos todos os meses e era um valor satisfatório para a época levando em consideração o tratamento escolhido e preço mais caro. A publicação ocorreu mensalmente sem muitos obstáculos. Em novembro de 1992 as distribuidoras de materiais às bancas entraram em greve e várias cidades ficaram sem receber o volume 23, mas fora isso, tudo ia bem. A situação mudou na edição 33, lançada em setembro de 1993 quando após essa, assim como na trama original, Akira desapareceu em um longo período de hibernação.

Em meio às ruínas

Outubro de 1993. Quem foi às bancas atrás da edição 34 de Akira, não a encontrou. Era uma época diferente, não havia como ter tanta informação. Vários leitores brasileiros não sabiam que, há mais de um ano da data descrita, quem ficou sem entender o que estava acontecendo eram os leitores dos Estados Unidos mesmo com a série já ter se encerrado no Japão em junho de 1990.

A paralisação foi global. O pai de Akira deixou de supervisionar sua obra para trabalhar em outros projetos. Nesse período, Otomo dirigiu os filmes World Apartment Horror (1991), Memories (1995) e Steamboy, esse último que só estrearia nos cinemas em 2004. Otomo fez poucas HQ nessa época, sendo a mais famosa uma curta para a coletânea Batman Preto e Branco.

Batman por Katsuhiro Otomo. Tradução/adaptação feita por Mary Jo Duffy, mesma pessoa que realizou este trabalho em Akira (Reprodução: pinterest.com)

Uma particularidade do mercado editorial japonês é a rigorosa supervisão que fazem em todas as versões de seus mangás ao redor do mundo. Quase todas as editoras japonesas exigem receber inclusive uma cópia física de cada volume independente de onde é publicado até os dias atuais. Até a Marvel sofreu com isso: A tradução da obra era feita no Japão por funcionárias da Kodansha, que enviavam o texto aos EUA para a editora Mary Jo Duffy adaptá-lo para os padrões norte-americanos. Feito isso, o texto era introduzido nas provas de impressão já com os balões pré estabelecidos pela Kodansha e Otomo e enviados novamente ao Japão. Depois, passava por mais um processo de aprovação para só assim ir para a fase de colorização digital realizada por Oliff em seu estúdio Olyoptics. Somado a isso, vinha o perfeccionismo de Otomo em querer redesenhar algumas páginas do mangá para esta nova versão. Todo o processo de idas e vindas era feito por serviço postal e até hoje vários mangás são produzidos assim para sua versão em outras partes do mundo.

Sem esse serviço, Akira entrou em hiato. Apesar do contrato em vigor, a Globo ficou impossibilitada de continuar. Segundo Del Manto, “O contrato foi feito uma vez com a Kondansha e a interrupção ocorreu por causa da falta de material disponível para a reprodução. Quando esse problema foi resolvido, a Kodansha propôs uma extensão do contrato para o término da publicação. Houve o risco da série não ser mais publicada porque não existia uma definição de quando haveria mais material para licenciamento.” Ainda de acordo com o editor, um fato que por muitos anos foi tratado como lenda urbana é verdade: Uma reclamação no Procon foi feita por um leitor exigindo o prosseguimento da publicação. Mas, como explicado, esse não foi o motivo da Globo ter retomado Akira de onde parou.

Akira está de Volta!

Desfeito o imbróglio, Akira voltou aos EUA em outubro de 1995. No Brasil, a edição 34 só chegou em dezembro de 1997. A editora publicou na segunda página da edição brasileira um comunicado explicando o que havia acontecido:

Mesmo com o plano real já em vigor, o valor de capa ainda era alto para a época: R$7,00. Corrigido pela inflação, era aproximadamente R$32,00. Esse é apontado como um dos fatores para as edições de 34 em diante serem as mais raras da coleção brasileira, sendo vendidas por valores que, ainda em 2017, chegam a R$100,00 por exemplar. Del Manto, que voltou a editar Akira em seu retorno às bancas brasileiras, ainda diz que “Por causa das crises econômicas que assolaram o país durante o tempo em que a série ficou interrompida, as tiragens e as vendas dos quadrinhos tiveram de ser adequadas ao novo momento do mercado de revistas. As tiragens de todas as revistas diminuíram. Por causa disso, os preços de capa ficavam mais elevados. Quando menor a tiragem de uma revista, maior é o preço de capa.”

Akira teve sua derradeira edição publicada em março de 1998 no Brasil, totalizando 38 exemplares. Como nos EUA, esta teve alguns extras com histórias curtas e pin-ups de vários artistas homenageando o mangá; Dentre eles, Michael Allred, Joe Madureira, Warren Ellis, John Romita sr., Kevin o’Neill e Moebius:

A única baixa foi a não publicação do último encadernado. Akira no Brasil e em outros países tinha seus capítulos reunidos em edições mais grossas, cada uma com cerca de 7 a 8 edições mensais. Com o hiato, o último encadernado nunca foi lançado no Brasil. Nos EUA, a mesma coisa aconteceu com a versão encadernada por lá. “As edições encadernadas eram feitas reaproveitando o encalhe das revistas. Para a distribuição de bancas naquela época eram impressas muitas revistas já se prevendo uma perda com o encalhe. Como a história de AKIRA era contínua, podíamos reunir volumes na sequência. Após a interrupção da publicação e a diminuição da tiragem, sobraram pouquíssimos exemplares de encalhe. Por causa disso, houve bem menos exemplares para se fazer uma edição encadernada. Assim, não conseguiram uma quantidade suficiente para se fazer um volume. Também por causa disso, há bem menos exemplares disponíveis no mercado paralelo de atrasados.”, completa o editor.

Por quase 20 anos Akira não foi mais publicado no Brasil, apesar de reedições em outros países, inclusive com a versão em cores. Apenas em 2015 a editora JBC garantiu os direitos de uma nova publicação por aqui. O lançamento era previsto para dezembro de 2015 durante a segunda edição da Comic Con Experience, mas só aconteceu em julho de 2017 devido à uma exigência da editora Kodansha de que a nova versão brasileira seguiria os padrões de uma edição que estava ainda em preparação. O Brasil foi o segundo país do exterior a publicar essa nova versão, ficando apenas atras da França. O “Novo Akira” tem previsão de ter, ao todo, 6 volumes como o original japonês, publicado em preto e branco com volumes que variam de 350 a 500 páginas cada e ordem de leitura original. Apenas o primeiro volume foi publicado até agora, o segundo era previsto para dezembro de 2017, mas ainda não foi lançado.

Agradecimentos mais que especiais à Leandro Del Manto e Kim Jorgensen pelos depoimentos prestados que, sem estes, não teria como concluir este trabalho.

E ainda não acabou. Um detalhe muito importante do “nosso Akira” ainda necessita de melhores respostas. Em breve aqui no Torre de Vigilância algo muito especial será publicado. Aguardem!