Durante o ano de 2016, o jornalista Jake Halpern, realizou entrevistas com duas famílias Sírias que se refugiaram nos EUA durante a devastadora guerra que aflige o seu país. Halpern, com a ajuda de uma agencia de reassentamento de refugiados, encontrou uma família que estava ainda no Oriente Médio e estava prestes a chegar na América. E assim ele conheceu os irmãos Jamil e Amnar e nasceu Welcome to the New World.
Welcome to the New World segue a perspectiva sobre a vida nos Estados Unidos desde a chegada das duas famílias. O olhar dos refugiados recém-chegados que ficaram atordoados, oprimidos, entusiasmados e tristes pelos entes queridos que tiveram que deixar para traz na Jordânia, ao chegarem ao solo americano. E a chegada deles ocorre um dia antes de Donald Trump ser eleito presidente dos Estados Unidos.
A história virou quadrinhos pelas mãos de Michael Sloan e publicada em 20 partes na coluna Opinion no The New York Times, e acabou sendo vencedora do Prêmio Pulitzer Prizer de Carttoning Editorial.
A última obra da nona arte a ganhar o mesmo prêmio foi Maus de Art Spiegelman, em 1992. A categoria foi proposta por que o comitê de premiação não se decidiu se colocava Maus como uma obra de ficção ou uma biografia.
Ainda não existem planos, ou pelo menos não foram revelados, sobre uma publicação na íntegra de Welcome to The New World. Muito menos se um dia chegará ao Brasil. Mas você pode ler a história clicando AQUI.
Foi divulgado uma prévia de The Mighty Thor #706, onde se encerra a elogiada série de Jason Aaron e do artista Russell Dauterman, com Jane Foster portadora do Mjolnir. Como todos sabem, depois que o Odinson de tornou indigno, Foster conseguiu empunhar o martelo e se tornou a nova Thor. A reta final, Mangog, foi derrotado, acorrentado ao Mjolnir e lançado ao sol. Sem o artefato mágico, ela perde os poderes e se torna uma simples mortal, e finalmente se sucumbe ao câncer.
Jane Foster está nos portões de Valhalla, o Salão dos Mortos, mas encontra alguém antes de entrar e poder descansar: O poderoso Pai de Todos, Odin.
Confira na galeria abaixo:
“Era você o tempo todo!”, Odin diz na prévia. “Você roubou o martelo! Você roubou meu filho o direito de primogenitura! Seu próprio nome!” Mas, mesmo estando zangado, Odin reconhece o sacrifício de Jane.
Apesar de estar fechando esse período em The Mighty Thor, Jason Aaron, ainda voltará a frequentar Asgard por muito mais tempo. Ele, juntamente com o desenhista Mike Del Mundo, estarão de frente a série do Thor, que voltará a ser estrelado por Odinson. A publicação faz parte da iniciativa Fresh Start da Marvel Comics. Saiba mais AQUI.
Como Wolverine retornou dos mortos? Esse mistério começa a ser desvendado em Hunt For Wolverine. O one-shot que começa a desvendar o segredo ganhou uma pequena prévia (bem pequena mesmo) das primeiras páginas da edição, onde vemos Donald Pierce e os Carniceiros indo fuçar o túmulo de Logan na conhecida Cabana no Canadá.
Na prévia não dá para saber, e nem explica também, como Pierce e sua gangue descobre onde o corpo de Logan descansa. O grupo planeja roubar o corpo para poder lucrar no mercado negro. Só que eles estão no meio de um despertar…
Confira na galeria abaixo:
Depois da sua morte em 2014, Logan fez a sua primeira aparição em Marvel Legacy #1, onde tomou posse da Pedra do Infinito do Espaço. Após, isso ele apareceu em algumas “cenas pós-créditos” nas HQs Captain America #695 e Mighty Thor #703. Confira detalhes AQUI.
Hunt For Wolverine tem roteiro de Charles Soule e artes de David Marquez, Rachelle Rosenberg, Paulo Siqueira, Walden Wong e Ruth Redmond.
E mais uma obra do escritor espanhol Antonio Altarriba será publicada no Brasil pela Editora Veneta. Em 2012, a editora já tinha lançado Arte de Voar (2009), Onde acompanhava a vida do pai do autor, que tinha o mesmo nome, desde a sua infância, passando pelo engajamento contra o fascismo da Guerra Civil Espanhola, a Resistência na França contra o nazismo, os anos pós-guerra e a depressão no fim da vida em um asilo.
Agora o que está sendo lançado é Asa Quebrada. Publicada pela primeira vez em 2006 e com artes de Kim, a graphic novel é o “outro lado” de Arte de Voar. Onde os autores revisam o ponto de vista dos espanhóis que foram forçados a ficarem em silencio durante a ditadura de Franco. E com a sua mãe, Petra, como protagonista.
Petra é uma mulher religiosa, modesta, discreta, que sempre buscava evitar ser o centro das atenções. E quando foi descobrindo mais sobre a história da personagem tão quieta e reservada, Altarriba descobriu outra história de seu país. Onde as pessoas para sobreviver e proteger aqueles que amavam, eram obrigadas a se manterem em silêncio.
A história de Petra é repleta de tragédias e lutas. A sua mãe morreu quando dava a luz à ela, então com a desgraça o próprio pai a tentou matar quando ainda era uma recém-nascida. O ato deixou Petra com um braço imóvel permanentemente. Anos depois, teve que cuidar do pai que ficou paralisado após uma briga. Chegando até salvar a sua vida durante a Guerra Civil Espanhola. Com 30 anos, Petra conhece Antonio, pai do autor, que retornava do exílio francês.
Asa Quebrada tem formato 24 x 17 cm, 272 páginas e o valor de R$ 64,90. E assim como Arte de Voar é uma leitura altamente recomendada!
História foi feita essa semana, Superman completou 80 anos desde sua primeira aparição. Action Comics #1000 foi lançada essa semana para celebrar o Homem de Aço. É um momento histórico para a indústria de quadrinhos. Por isso, a Torre de Vigilância listou todas as histórias da antologia. Da pior até a melhor. Para o alto e avante!
11 – “The Truth” por Brian Michael Bendis e Jim Lee
Action Comics #1000
A estreia de Bendis na DC Comics não poderia ter sido pior. The Truth serve apenas como ponte para a minissérie Man of Steel, a qual será publicada em junho. Mas o grande problema não está em servir como prólogo. Os diálogos são ridículos e a maioria deles envolvem discussões sobre o retorno da cueca vermelha. O grande vilão não parece tão grande, assim como a arte de Jim Lee. O desenhista não entrega um bom trabalho aqui. E a revelação no final, é algo tão batido na história do personagem. Infelizmente, não consegue celebrar o herói, muito menos, construir um prólogo para empolgar os leitores.
10 – “The Game” por Paul Levitz e Neal Adams
A história traz Superman jogando uma partida de xadrez com Lex Luthor. É interessante e cômico como Levitz expõe o ego frágil de Lex Luthor quando ele perde a partida. Soa um pouco infantil e datado, porém divertido. A arte de Adams entretanto, não se destaca de forma alguma, apesar de fazer uma referência muito bacana a uma capa famosa ilustrada pelo artista.
9 – “Five Minutes” por Louise Simonson e Jerry Ordway
Dois clássicos quadrinistas trabalham nessa história. Infelizmente, o problema não é a narrativa, muito menos a arte. Five Minutes é uma história curta e simples a qual mostra como Superman pode resolver problemas rapidamente. O grande problema aqui é como ela soa datada perto das outras histórias, mas está bem longe de ser ruim.
8 – “Action Land” por Paul Dini e José Luis Gárcia-López
Essa provavelmente tem um dos melhores plots da edição. A história se trata sobre um parque de diversões sobre o Superman. As atrações são bem criativas, a arte de Gárcia-López (Excelente como sempre), dá o tom de nostalgia necessário e bem-vindo. O roteiro de Dini conta com uma boa reviravolta e valoriza a importância dos vilões para o Homem de Aço.
7 – “An Enemy Within” por Marv Wolfman e Curt Swan
A mais aguardada depois da estreia de Bendis. Desenhada pelo lendário Curt Swan (Que Rao o ilumine), essa é uma história nunca publicada em sua época como desenhista da revista. Escrita por Marv Wolfman, a trama aborda a crença do Superman na humanidade, não os ajudando, mas deixando-os resolver seus próprios problemas. É uma das mais interessantes da coletânea.
6 – “The Car” por Geoff Johns, Richard Donner e Olivier Coipel
Lembram do carro arremessado pelo Superman na capa de Action Comics #1? Claro que lembram. Johns e Donner nos apresentam ao motorista do automóvel destruído. Uma história brilhantemente narrada pela arte de Olivier Coipel, que emula com maestria, o Homem de Aço da Era de Ouro e arrebenta na distribuição de quadros. A mais criativa (e inesperada), mas não a melhor.
5 – “The Fifth Season” por Scott Snyder e Rafael Albuquerque
Essa história se trata sobre a rivalidade Superman/Luthor. Snyder constrói a trama a partir de uma ida ao planetário, durante a infância e a vida adulta dos personagens. Mais uma vez, o roteirista mostra eficiência escrevendo Luthor, como já havia feito na minissérie Superman: Sem Limites. A arte de Albuquerque e o jogo de luz e sombras torna o conjunto da obra ainda mais poético. Com certeza merece um lugar entre as 5 melhores.
4 – “From The City that has Everything” por Dan Jurgens
Essa história leva o conceito de celebração ao pé da letra. O roteiro de Jurgens traz Superman preocupado com uma invasão alienígena enquanto a população de Metropolis faz uma homenagem para ele. O que há de mais bonito aqui, são os inúmeros pontos de vistas sobre ele apontados por pessoas as quais ele salvou. Também temos uma cena a qual já nasce icônica: Os heróis e vilões da DC agradecendo ao personagem por ele existir. Pois caso contrário, nenhum deles estaria aqui. Uma metalinguagem simples e funcional.
3 – “Faster than a Speeding Bullet” por Brad Meltzer e John Cassaday
Uma trama simples executada de forma perfeita. Superman tenta impedir um assassinato em uma estação de metrô. Todos sabemos que ele conseguirá, mas mesmo assim, o roteiro de Brad Meltzer causa extrema tensão. A forma como ele descreve as sensações do herói é simplesmente impecável. Ele distribui os quadros extremamente bem. Isso tudo somado à arte de John Cassaday e seu perfeito equilíbrio entre traços realistas e cartunescos. Além disso, a história foi feita em homenagem a Christopher Reeve. Uma das 3 melhores facilmente.
2 – “Of Tomorrow” por Tom King, Clay Mann e Jordie Bellaire
Superman, Sol e o fim da sua própria existência, sempre é uma boa ideia para uma história. Aqui, King escreve o seu próprio Grandes Astros Superman em cinco lindas páginas ilustradas por Mann e Bellaire. King já se provou em trabalhar muito bem a tragédia em suas histórias. Entretanto, mesmo com os diálogos trágicos, há uma grande veia positivista em torno da narrativa e uma lição extremamente valiosa sobre valorizarmos aquilo que um dia acaba. Uma das melhores histórias da antologia e o segundo melhor final para o Superman.
1 – “Never-Ending Battle” por Peter Tomasi e Patrick Gleason
Não basta a dupla ter encerrado perfeitamente sua ótima passagem pela revista do herói. Eles também trouxeram, no mesmo dia, a melhor história da edição comemorativa. Composta apenas por páginas sem quadros, a edição escrita por Tomasi e ilustrada por Gleason é narrada de maneira perfeita. O roteirista dá a desculpa perfeita para revisitar todas as eras do herói: Uma luta contra Vandal Savage. Enquanto Gleason retrata com perfeição, inúmeros acontecimentos da mitologia do personagens. Páginas as quais dão vontade de emoldurar. Valoriza o passado e o presente de forma única encerrando de vez a passagem dessa marcante dupla sobre o herói. Sem dúvidas, a melhor das 11 histórias.
Finalmente chega ao Brasil pela Editora Intrínseca, Black Hammer, obra de Jeff Lemire, produzida juntamente com o desenhista Dean Ormston e o colorista Dave Stewart. Originalmente publicada nos EUA pela Dark Horse Comics, ela foi vencedora do Eisner Awards de melhor série original em 2017.
Confira a capa nacional de Black Hammer – Origens Secretas:
A trama apresenta a vida de super-seres que depois de salvarem o mundo, levam vidas medíocres em uma cidade rural fora dos limites do tempo. Sem conseguirem fugir do lugar, Abraham Slam, Menina de Ouro, Coronel Weird, Madame Libélula e Barbalien empregam as suas habilidades extraordinárias para se libertarem desse estranho purgatório.
Mas ao mesmo tempo, o grupo tem que disfarçar os seus poderes, suas naturezas e origens para os outros habitantes. Interpretando uma típica família que busca levar uma vida normal.
Black Hammer – Origens Secretas tem formato 26 x 17 cm, 184 páginas e o (excelente) valor de R$ 39,90. O volume reúne as seis primeiras edições e ainda conta com posfácio do autor, perfis da construção de personagens e esboços originais.
Continuando seus anúncios dos títulos da iniciativa Fresh Start, a sua nova reformulação editorial, a Marvel Comics divulgou a nova HQ do Homem de Ferro juntamente com uma pequena prévia. Tony Stark: Iron Man tem em seu planejamento homenagear o passado do personagem e ao mesmo tempo introduzir novos conceitos e vilões em sua mitologia.
O roteirista Dan Slott está assumindo as rédeas da nova revista, depois de passar 10 anos a frente ao título do Homem-Aranha, falou que pretende surpreender os leitores. O escritor falou um pouco sobre o novo antagonista de Tony Stark.
“Será um rival de negócios não tão tradicional que o Tony está acostumado a lidar”, disse Slott. “Não é um Justin Hammer ou um dos Stanes. Quando as pessoas virem quem é, será uma grande pista para a direção que estamos indo, acho que vão surtar”.
Além de um novo inimigo, o roteirista tem outros planos para a HQ. Fã confesso do Homem de Ferro, Dan Slott tem planos de trazer de volta antigas figuras como Bethany Cabe e Jocasta.
“Teremos o retorno de armaduras especiais, exploraremos premissas de sci-fi que combinam com o mundo tecnológico do Tony Stark. Vai ficar maravilhosamente esquisito e construir grandes coisas secretas no Universo Marvel”.
Tony Stark: Iron Man, além dos roteiros de Dan Slott, terá desenhos de Valerio Schiti, e será lançada em julho desse ano.
A mais nova reformulação editorial da Marvel Comics, intitulada Fresh Start, está chegando e foi anunciada mais uma novidade: O Justiceiro deixará a armadura do Maquina de Combate de lado e voltará às origens com o uniforme preto e a icônica caveira no peitoral. O Anti-herói vai ganhar uma HQ solo.
“Vamos voltar a ver o Justiceiro com uma arma e uma faca, perseguindo criminosos nas ruas de Nova York e sujando as mãos”, disse o roteirista Matthew Rosenberg. “Mas também vamos ver um homem diferente depois de usar a armadura. Ele tomou gosto por desafios maiores e alvos mais difíceis. E não vai deixar isso para trás tão facilmente. Frank está de volta ao simples, mas agindo em maior escala”.
Rosenberg ainda salientou que apesar de desafios maiores estarem no caminho do Justiceiro no futuro, não significa que ele vai se envolver muito com os super-heróis do Universo Marvel.
“A primeira edição tem alguns dos maiores vilões da Marvel. E Frank agora está de olho nas nações que estão se formando atualmente. Os vilões clássicos estão ficando espertos. Não são mais simplesmente bandidos. Estão se elegendo a cargos importantes como prefeitos, CEOS de grandes empresas e até reis. Mas o Justiceiro está chegando para eles”.
Punisher #1, além de roteiros de Matthew Rosenberg, terá arte de Riccardo Burchielli. A nova série começa a ser publicada em agosto nos EUA.
Em Batman #51, Dick Grayson, o Asa Noturna, voltará a usar o manto do Homem-Morcego. A revelação foi feita pela própria DC Comics. Não é a primeira vez que Dick estampa o famoso morcego no peito, a mais famosa e elogiada passagem, foi quando depois da “morte” de Bruce Wayne após Crise Final, o jovem fez dupla com Damian Wayne como Robin.
Na trama da HQ, a lua de mel entre Bruce e Selina é interrompida porque o bilionário é recrutado como membro do júri no julgamento do Sr. Frio. O vilão pede para que o caso seja arquivado, alegando que Batman teria usado força excessiva para derrota-lo. O caso então vira um circo na mídia que começa a questionar o modo de operação do herói.
Enquanto cumpre o seu dever de cidadão, Bruce Wayne começa a repensar os métodos do Cavaleiro das Trevas. Enquanto isso, Gotham City não pode ficar sem a figura do seu maior campeão, e Dick volta a usar mais uma vez o manto.
Batman #51 tem roteiro de Tom King e desenhos de Lee Weeks. A HQ será publicada em julho nos EUA.
Durante a sua participação do podcast Confins do Universo 048 – Era Uma Vez no Oeste, o desenhista Pedro Mauro confirmou que Gatilho, HQ ilustrada por ele e escrita por Carlos Estefan, lançada no ano passado, vai se tornar uma trilogia. Confira AQUI.
“Já estamos trabalhando na segunda edição, e a história está praticamente fechada. Vou começar a desenhar daqui a pouco, e está ficando muito legal”, disse Pedro. “A trilogia é uma homenagem ao pistoleiro sem nome, e já temos uma ideia de como será a terceira edição”.
Publicada de forma independente no ano passado, Gatilho, conta a história de um caçador de recompensas chegando a uma cidade abandonada em busca de justiça. Mas, para conseguir o que quer, precisará enfrentar muito mais do que o homem que procura… terá que enfrentar fantasmas do passado.
A publicação se tornou um sucesso imediato e já está chegando a sua terceira tiragem. O planejamento é lançar o segundo volume na CCXP desse ano e o terceiro no mesmo evento, em 2019.