O retorno de You está sendo bastante aguardado pelos fãs e para manter o hype, a Netflix lançou durante o TUDUM deste ano a primeira prévia da quarta temporada.
Depois que Joe voa para a Europa em busca de Marienne, ele acaba na cidade britânica. Lá, o sociopata conhece um novo amigo perigoso chamado Malcolm, que o leva ao mundo da elite de Londres. Em uma reviravolta não surpreendente, o novo cenário também traz um novo interesse amoroso na rica Lady Phoebe.
A quarta temporada de You será dividida em duas partes: 10 de fevereiro de 2023 e um mês depois, 10 de março de 2023.
A nova aventura da Walt Disney Animation Studios, Mundo Estranho, ganhou um trailer detalhando a exploração dos Clades por um mundo desconhecido com criaturas peculiares.
O diretor Don Hall disse que Mundo Estranho possui inspiração nas clássicas histórias de aventura, esta é uma animação original de aventura/comédia sobre três gerações da família Clade que superam suas diferenças enquanto exploram um mundo estranho, maravilhoso e muitas vezes hostil.
O longa animado apresenta os Clades, uma lendária família de exploradores em sua tentativa de navegar por uma terra inexplorada e traiçoeira ao lado de uma eclética equipe que conta com: Splat, um travesso companheiro de aventuras; Legend, um cachorro de três patas e um monte de criaturas vorazes.
Segundo informações do The Hollywood Reporter, os atores Charlie Barnett e Manny Jacinto entraram para o elenco de The Acolyte, a vindoura série inserida no universo de Star Wars.
Barnett é conhecido por seu trabalho em Boneca Russa e Jacinto em The Good Place, ambas da Netflix.
A nova série será ambientada no final da Alta República, cerca de 100 anos antes de A Ameaça Fantasma. A Alta República foi o período no qual os Jedi estiveram no auge de seu poder e influência, sendo os autênticos guardiões da paz e da justiça que costuma-se descrever. No entanto, a série irá contar uma história do Lado Sombrio da Força, e vem sendo descrita como um suspense de ação com elementos de artes marciais.
Fonte da capa: The Playlist.
The Acolyte ainda não possui data oficial de estreia no Disney+.
Durante a D23, a vindoura adaptação televisiva de Percy Jackson e os Olimpianos ganhou o seu primeiro teaser-trailer. Nele podemos perceber as primeiras impressões de Percy sobre ser um Meio-Sangue.
Veja:
Baseado nos romances escritos por Rick Riordan, a série acompanha o jovem Percy Jackson, um garoto que acaba de descobrir que é um semideus – metade humano, metade deus. Percy é filho de Poseidon, o Deus dos Mares e Oceanos na Mitologia Grega, e precisa aprender a controlar suas habilidades especiais. Frequentando o Acampamento Meio-Sangue, um lugar para crianças e adolescentes como ele, Percy se aproxima de Grover e Annabeth.
Percy Jackson e os Olimpianos está programado para ser lançado em 2024 no Disney+.
Durante a D23 Expo, a Lucasfilm revelou o trailer inédito de Willow para o Disney+. Confira:
O longa de fantasia dirigido por Ron Howard nos anos 80, que deu origem a futura série, foi escrito por Bob Dolman a partir de uma história de George Lucas, que produziu o projeto.
Outra novidade foi a adição de Christian Slater no elenco da série.
A história segue um agricultor e personagem titular, que é encarregado de levar aos humanos uma princesa destinada a derrotar a malvada Rainha Bavmorda, para que eles possam mantê-la segura. No caminho, ele enfrenta diversos obstáculos passando por uma terra misteriosa e mágica.
Willow está programada para ser lançado em 30 de novembro no Disney+.
Para promover o vindouro sétimo filme da maravilhosa franquia Missão Impossível, o ator apresentou o trailer da Parte I durante os bastidores e para fazer em grande estilo, eis que a façanha foi realizada num avião em movimento. Nada de novo sob o sol!
Confira:
O mundo corre grande perigo e o implacável agente do MI6 Ethan Hunt (Tom Cruise) está de volta em mais uma aventura de tirar o fôlego. Dessa vez, o ex-diretor da CIA Eugene (Henry Czerny) deixa claro para ele que essa será a mais importante e perigosa missão de sua vida. Hunt poderá contar com os parceiros Benji (Simon Pegg), Ilsa Faust (Rebecca Ferguson) e Luther (Ving Rhames). Enquanto o time de vilões (Esai Morales, Vanessa Kirby e Pom Klementieff) fará de tudo para impedir o sucesso de sua equipe.
Missão: Impossível – Acerto de Contas: Parte I está programado para ser lançado em 14 de julho de 2023.
A segunda metade dessa temporada de estreia de House of the Dragon começou de forma excelente e deu um tom mais tenso para os últimos passos antes da Dança dos Dragões cair sobre os Sete Reinos. Rhaenyra Targaryen e Alicent Hightower entraram num looping de provocações por conta da verdadeira paternidade de Jace, Luce e Joff. Ressentimento esse que acabou refletindo na competição entre as crianças.
Isso será apenas o começo e tudo indica que o promo do próximo episódio veremos o tão esperado confronto entre Aemond Targaryen e Lucerys Velaryon. Definindo ainda mais o ódio entre as duas protagonistas. Confira:
Fora isso, fomos apresentados também a Vermax (Jacaerys Velaryon), Dreamfyre e Vhagar (Laena Velaryon, mas agora sem nenhum Cavaleiro de Dragão). Sendo esta última remanescente dos dragões da Conquista.
Confira também aos comentários do elenco e equipe sobre o sexto episódio.
The Princess and the Queen já pode ser visto no HBO Max e durante as reprises nos canais da HBO.
O ditado diz algo sobre “não julgar o livro pela capa“, mas convenhamos… Certas coisas tem uma capa que faz com que seja muito difícil não julgá-la. Eu entendo, já estive nessa posição, e acho que todo mundo pode ser acusado disso, ao menos um pouco. Especialmente quando se é fã de animês e light novels.
Com um nome tão esdrúxulo como “My Stepmom’s Daughter is my Ex” (traduzido para algo como “a filha da minha madrasta é a minha ex-namorada“), e com o histórico que “animês adaptações de Light Novels com nomes longos e estranhamente específicos” tem, fica complicado não ter ao menos uma pulga atrás da orelha.
O destino nos dá algumas gratas surpresas, de vez em quando, e a baixa expectativa serve de combustível para o divertimento. É o caso de “My Stepmom’s Daughter is my Ex”, que eu vou chamar apenas de “Tsurekano” daqui pra frente, uma abreviação do seu nome em japonês, “Mamahaha no Tsurego ga Motokano datta“.
Fui impressionado logo de cara, quando o show teve a coragem (ou, talvez, a audácia) de simplesmente se recusar a explicar sua premissa e partir para a ação logo de cara. Bem, quando se tem um nome tão descritivo quanto o de Tsurekano, um diretor deve se sentir confortável o bastante para assumir que o público entende os conceitos básicos do universo da obra e que não precisamos perder tempo com bobagem. Sendo assim, não vou nem me dar ao trabalho de postar a sinopse. Veja o trailer, se julgar necessário.
Quando saímos da superfície, paramos de encher o saco e brincar com a premissa e deixamos de zoar o título, o que encontramos é uma comédia-romântica surpreendentemente gentil, mas agridoce. Uma inocência infantil, com atitudes e pensamentos adolescentes, mas ligados por um amor maduro. Os protagonistas são dois bobos (e eu devo destacar, bastante bobos) perdidamente apaixonados, mas que se depararam com uma situação que os impede de se reaproximar por fatores externos. É quase um Romeu e Julieta moderno, só que muito, muito mais “excêntrico“.
Embora eu tenha chamado o animê de comédia-romântica não tem nem um parágrafo, o maior charme de Tsurekano, pra mim, foi a sua parte “dramática”. Com uma narração interessante, que picotou o passado dos dois em pequenos blocos, vamos entendendo aos poucos o que aconteceu para chegarmos até onde chegamos, e recebemos informações elucidativas nos momentos certos. Não é nenhum mistério multidimensional e extremamente complexo que apenas fãs de Ricky & Morty com alto QI conseguem desvendar. Inclusive, diria que é o oposto: É algo bem simples de entender. Mas o que torna a história tão intrigante de se acompanhar não é entender o que aconteceu, mas sim, descobrir como aconteceu.
É um conto tão antigo quanto andar pra frente: Um primeiro amor, um relacionamento que tem alicerces instáveis pela simples falta de experiência. O problema não é falta de carinho, mas falta de comunicação. Como eles poderiam conversar? Eles nem sabem que precisam! E mesmo que soubessem, não saberiam o como, o quando ou o por que. E isso não é um spoiler, pois como comentei, essa é a parte fácil de sacar, e está toda no passado. A gratificação está no presente, de ver o que mudou (e se mudou) entre eles, e como eles lidam com as mudanças que lhe foram impostas.
Levar spoiler de coisas que você se importa é um dos principais motivos para virar o The Joker ™ nos dias de hoje (Reprodução: Crunchyroll)
Afinal, é, eu nem toquei no ponto que dá nome a série ainda, né? Eles se tornam irmãos adotivos. E, embora isso possa parecer mais uma desculpa fetichista do que qualquer coisa (e não nego que talvez seja, um pouco), é a parte mais importante para o desenvolvimento e crescimento do Mizuto (o garoto) e da Yume (a garota) na história: Apesar de ainda se amarem, eles também amam seus respectivos pais, que acabaram de se casar. É uma decisão de botar a felicidade dos adultos como prioridade à deles próprios, fingir e esconder o (ex-)relacionamento entre os dois para proteger a nova vida que os pais conseguiram após anos como viúvos. Equilibrar esses desejos é a corda-bamba que dá grande profundidade para o drama do animê.
Mas isso, talvez, seja olhando fundo demais pra Tsurekano. A superfície ainda existe e ainda é uma parte relevante do show. O aspecto “corriqueiro” da história ainda é um pouco capenga, que consegue divertir e tirar um riso aqui ou ali, mas ainda se apoia demais em estereótipos muito exagerados, piadas um pouco ríspidas e, como sempre, a insistência em falar de peitos.
O ponto mais fraco do animê é, de longe, o seu elenco secundário. As personagens que estão lá para serem “os amigos dos protagonistas” são insuportáveis e foram os responsáveis pela pior parte da temporada. A garota psicótica, Akatsuki, não só é uma pessoa ruim, como corrompe tudo ao seu redor. O arco onde ela tenta dar conselhos para a outra personagem secundária, Higashira, foi horrível por dar um grande foco para Akatsuki, e por tornar uma personagem até então bem interessante em uma piada desconexa e sem graça. Talvez sirva de consolo pensar que ela existe na narrativa como um exemplo do que a Yume poderia se tornar, caso não se desenvolvesse. Cruzes…
Tá aí, mostrei todos os problemas de Tsurekano em uma print só. Se você aguentar isso aqui, o resto é tranquilo (Reprodução: Crunchyroll)
Confesso que só comecei a assistir por conta do elenco de voz, que conta com dois dos meus dubladores prediletos como protagonistas (Rina Hidaka como Yume, e Hiro Shimono como Mizuto), e estava totalmente preparado para um animê caótico e que fosse o equivalente a acompanhar um prédio em chamas ruíndo sob seu próprio peso, mas… Acabei curtindo a direção inteligente, o drama surpreendente por ser pé no chão mesmo com uma premissa absurda, as propagandas descaradas de outras light novels da Editora Kadokawa, as músicas dançantes e toda a parte técnica, que não é nenhuma oitava maravilha do mundo, mas que é consistente e dentro da faixa do aceitável, coisa que não acontece com frequência.
Uma pesquisa rápida te mostra que a adaptação da light novel não foi muito fiel, com um roteiro acelerado e várias cenas e pedaços cortados para caber quatro volumes em doze episódios. Mas pra quem já é macaco velho nessa área, isso não é surpresa. Animês adaptações de LNs tem como objetivo principal atrair pessoas para comprar o livro, e a qualidade do produto é um ponto secundário. O problema é quando a qualidade fica tão em segundo plano, que você acaba afastando as pessoas ao invés de atraí-las, como já aconteceu antes. Ainda assim, Tsurekano conseguiu ser interessante o suficiente como animê para cumprir seu papel de me interessar pela novel. Ela é inédita no Brasil, mas é publicada em inglês pela J-Novel Club. Certamente adicionarei a minha interminável lista de livros para ler.
Eu despreocupadamente lendo minhas light novels com todos os livros na minha pilha de leitura ao meu redor, me julgando (Reprodução: Crunchyroll)
Acredito que há formas melhores de usar o seu tempo, mas “My Stepmom’s Daughter is my Ex” é divertido o bastante e específico o bastante para eu acreditar que é o animê certo para alguém por aí. O meio da temporada é um pouco complicado, mas o começo e o fim compensam esses dois ou três episódios ruins, e 3,5/5,0 parece uma nota justa para uma excelente propaganda de doze episódios.
“My Stepmom’s Daughter is my Ex”, ou “Tsurekano”, está disponível na plataforma de streaming Crunchyroll, completo em doze episódios, com legendas em português.
Pedro Pascal e Bella Ramsey serão Joel e Elli respectivamente, os protagonistas.
2033. Em um Estados Unidos pós-apocalíptico, Joel tem a missão de escoltar a jovem Ellie até um lugar seguro, longe dos zumbis e bandidos que assolam o país. A menina foi contaminada, mas não transformou-se, o que a torna a grande esperança de cura da humanidade.
Para futuras informações a respeito de The Last of US, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.
Na terceira obra do quadrinista franco-belga Marc-Antoine Mathieu publicada no Brasil, sendo a segunda da mesma série, a editora Comix Zone dá sequência ao inovador mundo de Julius Corentin Acquefacques que, a cada nova aventura publicada, surpreende o leitor com novas possibilidades de como se pode contar uma história em quadrinhos.
O Processo é, na verdade, o terceiro tomo da série Julius Corentin Acquefacques, O Prisioneiro dos Sonhos a ser publicado originalmente, no já distante ano de 1993. Por uma sacada editorial, a Comix Zone decidiu momentaneamente pular o “volume dois” para provar que a leitura de cada capítulo é independente e não faz diferença da ordem escolhida. Por exemplo: O leitor pode perfeitamente começar a leitura por O Processo e depois passar por A Origem que não haverá perda no entendimento.
Neste volume, a narrativa inicia filosofando a respeito de que, assim como em nossas vidas, um pequeno mal funcionamento de qualquer engrenagem pertencente a um objeto muito maior (no caso, um relógio), pode desencadear em uma mudança total na ordem de acontecimentos de todas as situações subsequentes. Devido à pequena falha de apenas uma peça no relógio de Julius, o protagonista acaba se adiantando para mais um dia de trabalho. Durante sua rotina matinal, acaba se deparando com uma duplicata de si mesmo que ainda estava dormindo em sua cama. A confusa situação, ocorrida graças a míseros 26 minutos de diferença, não impede “Julius 1” de ir trabalhar ao passo que “Julius 2” tenta o impedir uma vez que percebe que foi justamente um experimento em seu local de trabalho que desencadeou todo o processo, como o próprio título da obra sugere.
Assim como já havia feito em A Origem e também em Deus em Pessoa, Marc-Antoine Mathieu provoca o leitor constantemente, inclusive ao dar a impressão que O Processo seria um tomo inferior ao “anterior”. Que se explique: A leitura começa boa, mas a inquietação de que o volume “anterior” era melhor é constante. O leitor busca a cada momento aquela pitada de inovação que parece não chegar. Mais do que isso: a leitura de O Processo parece totalmente desconexa em várias partes. Porém, tudo não passa de uma peça que foi pregada, e quando já estava quase desistindo, o leitor é surpreendido.
Em mais uma sacada genial de Mathieu, o autor ousa ao repaginar totalmente o corte de uma HQ já na primeira página da parte 5, intitulada Infrasonho ou Ultrarrealidade. Assim como em A Origem, o corte de página é refeito, dessa vez adotando um recorte circular como um redemoinho, mostrando Julius saindo da história em que estava e indo parar em um limbo.
Assim, todas as pessoas que pareciam soltas se encaixam em cada quadro que se segue. Tudo agora faz sentido e dá a vontade de querer se pedir desculpas por parte do leitor pela inicial desconfiaça. De minha parte, peço que Mathieu me perdoe por outrora pensar que o mesmo me decepcionaria e que dessa vez Julius Corentin Acquefacques não teria uma aventura digna de sua fama. Desde o começo a dica estava já na capa e mesmo debaixo de nosso nariz não prevemos a sacada.
A edição da Comix Zone segue o mesmo padrão da anterior em número de páginas, papel, capa dura, formato e, principalmente, nos cortes de páginas inovadores quando assim é necessário. Em A Origem tivemos um quadro recortado no meio de uma página e agora temos um redemoinho em forma de HQ. As sacadas do autor são geniais, mas também deve-se reconhecer a coragem da editora em adotar tal projeto de forma fiel, não só porque se não fosse exatamente desse jeito a história não faria sentido, mas também levando em conta os altos custos desse tipo de produção, ainda mais levando em conta a crise mundial que temos em relação à disponibilidade de papel.
Uma ressalva que deve ser feita é que não era necessária a numeração de páginas, visto que a edição original já a possui. Mais do que isso: a partir da página 36 da numeração original (ou 38, com a renumeração da edição brasileira) a numeração desaparece para dar a ideia de que o personagem está fora da história em quadrinhos, mas essa impressão parcialmente some a partir do momento em que há duas numerações diferentes e uma persiste. Uma pena.
Apesar do deslize, O Processo continua sendo uma obra-prima digna de nota máxima e que vale cada centavo investido. É praticamente impossível não colocar a saga como um dos lançamentos do ano e, ao meu ver, a melhor HQ publicada no Brasil em 2022 até o momento. De acordo com a própria CZ, o plano é lançar dois volumes ao ano da série que, ao todo, tem sete. Mesmo entendendo perfeitamente a decisão editorial, fica aqui o desejo que esta seja revista porque, a cada capítulo lido, o leitor fica cada vez mais ávido para saber como o seguinte o surpreenderá.
Prisioneiro dos Sonhos Vol. 2: O processo
Marc-Antoine Mathieu (roteiro e arte)
Fernando Paz (tradução)
Comix Zone
Capa dura
48 páginas
28,5 x 20,5 cm
R$72,50
Data de publicação: 07/2022