Lançado em 23/08/2021, o tão aguardado primeiro trailer de Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa quebrou o recorde de visualizações globais em 24 horas. Anteriormente, o detentor da posição era o primeiro trailer de Vingadores: Ultimato.
Em apenas um dia, o trailer de Sem Volta Para Casa foi visto por 355 milhões de vezes ao redor do mundo, enquanto Ultimato teve 289 milhões em 24 horas.
Tom Holland, e o perfil oficial do longa, comemoram o marco histórico.
Após Mystério revelar ao mundo que Peter Parker é o Homem-Aranha e transformar o herói em vilão, Peter terá que correr contra o tempo para provar a sua inocência e fazer com que a população esqueça quem é o amigão da vizinhança… mesmo que isso dependa da ajuda de um certo mago supremo do universo.
Para futuras informações a respeito do Homem-Aranha, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.
Foi revelado pelo Deadline, os primeiros nomes que irão compor o elenco de vozes do prequel de O Rei Leão lançado em 2019.
Kelvin Harrison Jr. e Aaron Pierre darão vozes ao Mufasa e Taka (Mufasa) respectivamente. Barry Jenkins dirige.
Kelvin é conhecido respectivamente por Monster, Weaves e Ao Cair da Noite, enquanto Aaron ganhou notoriedade pelos seus papéis em Krypton e The Underground Railroad.
EXCLUSIVE: #TheLionKing prequel is roaring into life. We can reveal that Kelvin Harrison Jr. and Aaron Pierre are set to lead voice cast https://t.co/pWiDAmtZaT
Simba (Donald Glover) é um jovem leão cujo destino é se tornar o rei da selva. Tudo corre bem, até que uma grande tragédia atinge sua vida mudando sua trajetória para sempre.
Para futuras informações a respeito de O Rei Leão, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.
Spencer é um longa cujo título faz referência ao sobrenome de solteira de Diana. Ele conta uma história passada nos anos 90, em um período onde ela se dá conta que seu casamento com o príncipe Charles não está mais dando certo.
Fique ligado aqui, na Torre de Vigilância para futuras informações a respeito de Spencer.
A 20th Century Studios, liberou o mais novo trailer de King’s Man: A Origem, que será um prequel da franquia Kingsman estrelada por Taron Egerton.
Stanley Tucci, Harris Dickinson, Gemma Arterton, Ralph Fiennes, Daniel Brühl, Aaron Taylor-Johnson, Djimon Hounsou, Matthew Goode, Tom Hollander, Alexandra Maria Lara, Charles DanceCharles Dance e Rhys Ifans fazem parte do elenco do filme.
The new trailer for ‘THE KING’S MAN’ has been released.
Um homem precisa correr contra o tempo para impedir que os piores tiranos e criminosos da história exterminem milhões de pessoas e destruam a humanidade.
Segundo informações do The Hollywood Reporter, o ator Jacob Anderson fará Louis na adaptação televisiva de Entrevista com o Vampiro.
Sua descrição: Um jovem que será seduzido pelo vampiro Lestat (Sam Reid).
Jacob é conhecido por interpretar o Verme Cinzento em Game of Thrones, além de ter aparecido em Episodes, The Mimic e Broadchurch. O ator também aparecerá em Doutor Who.
No longa-metragem de 1994, Brad Pitt interpretou Louis e Tom Cruise fez o papel de Lestat.
Nascido como um senhor do século 18, Louis é agora um vampiro bicentenário que conta sua história para um biógrafo. Suicida, após a morte de sua família, ele encontra Lestat, um vampiro que quer persuadi-lo a escolher a imortalidade e se tornar seu companheiro. Eventualmente, o gentil Louis resolve deixar seu violento criador, mas Lestat faz com que ele sinta-se culpado quando transforma uma jovem. Diz a sinopse do filme.
A estreia de Entrevista com o Vampiro está programada para 2022 pela AMC.
O retorno de Jennifer Carpenter já tinha sido noticiado há algum tempo, porém a atriz teve a oportunidade de falar mais sobre o assunto recentemente no painel da Television Critics Association.
Ela pontuou que essa versão da Debra não é um fantasma, mas funcionará ”como um link ou um eco ou uma inconveniente verdade para Dexter. Ela volta para assombrar, punir, cuidar, provocar e amar ele”.
Assim como o pai, Harry Morgan, a personagem assumirá a função da consciência de Dexter em determinadas situações como uma espécie de guia.
Para a Variety, Jennifer disse o seguinte:
”Eu realmente não queria voltar e consertar uma partitura quebrada. Eu sinto que Deb teve um final diferente do show. Então, eu decidi que meu trabalho era ir ao fundo do oceano e pegá-la e ver se ela queria ser uma testemunha para assistir a uma experiência de assassino em série não medicada, decodificada, não punida e não verificada.”
Para o TV Line, o ator Michael C. Hall falou sobre Debra:
”Por mais que Deb seja uma personagem internalizada para Dexter, acho que ela representa o quão longe ele caiu… sem uma bússola. Eu estava tão animado com Jennifer fazendo isso, pois eu sabia que ela seria capaz de mudar e confrontar Dexter de vários modos. E, claro, ela fez. E foi muito divertido abrir nosso senso, porque é muito mais pirotécnico e louco do que costumava ser.”
A série mostrará o nosso querido assassino vivendo sob uma nova identidade e se passará 10 anos após o seu desaparecimento no Furacão Laura.
Com 10 episódios, Dexter terá o retorno de Clyde Phillips (showrunner original). O protagonista terá um novo vilão para enfrentar: o prefeito não-oficial de Iron Lake, a cidade pequena em que Dexter estará escondido, interpretado por Clancy Brown. O enredo será ambientado tanto em Iron Lake quanto em Nova York.
Dexter: New Blood retorna para mais uma jornada com seu Passageiro Sombrio em 7 de novembro.
Chegou ao catálogo da Netflix neste mês a nova série protagonizada por Sandra Oh, atriz muito conhecida por seu trabalho no famoso seriado Grey’ s Anatomy e no aclamado Killing Eve, onde a atriz pôde mostrar ainda mais de seu talento, tal como nesta nova produção.
Criada por Annie Wyman e Amanda Peet, a trama se passa na Universidade Pembroke, e a Dra. Ji-Yoon Kim (Sandra Oh) se torna chefe do Departamento de Inglês. Aqui, acompanhamos a protagonista passar pelos desafios de ser a primeira mulher não-branca a comandar a renomada universidade, com todos os problemas do racismo fortemente presente ali, além de polêmicas e cancelamentos, o decaimento no número de matrículas, a dificuldade dos professores em se adaptar às mudanças do ambiente acadêmico, sua relação com colegas de trabalho e a vontade de propor modificações neste meio tão dominado pelo patriarcado. Ainda, volta um olhar para sua vida pessoal, onde ela cria sozinha sua filha pequena, apesar da relação problemática entre elas. Todas essas adversidades aumentam a pressão sobre Ji-Yoon, mas não tornam a série pesada como parece. Pelo contrário, ela manifesta suas críticas sociais através de um humor sofisticado e ao mesmo tempo ácido, o que torna o produto final mais suave e leve.
Abrindo com uma fotografia intimista e bastante particular, começamos a nos ambientar no espaço onde a série se passa. Iniciar o primeiro episódio assim já serve como uma imersão à história, e o cenário também serve para tal, visto que com um ambiente acadêmico e espaços elegantes, foge-se do que quase sempre se vê nas produções ambientadas em faculdades, onde tem as clichês festas de fraternidades. Além disso, já nos primeiros minutos do primeiro (1) episódio, é estabelecido o tom que o seriado quer seguir, com seu humor orgânico e ácido por vezes, que não te faz gargalhar, mas cumpre com seu aparente propósito. The Chair não demora para fazer suas análises ao sistema de ensino, que cada vez mais se transmuta e evolui, e com isso vem a dificuldade de muitos professores para se adequar aos novos métodos, tão diferentes de outrora.
Talvez a melhor característica da série seja a tentativa de estabelecer uma relação entre o antiquado e o atual e suas diferenças. Isso ocorre não só no âmbito acadêmico, mas em valores sociais, linhas de pensamento, questões sobre a minoria, a supremacia de homens brancos em altos cargos e o machismo. Questões essas que são abordadas ora em críticas com seu modo sarcástico -e que tem sucesso em passar a mensagem pretendida-, ora em diálogos dramáticos mas que não deixam o clima da série denso. Vê-se isso até sem diálogos, como no quarto (4) episódio, onde os alunos realizam uma aula dinâmica e diferenciada, enquanto o professor mais velho, interpretado por Bob Balaban (Caçadores de Obras-Primas), observa como os tempos mudaram e o ensino passa por transformações. Na cena em questão, isso fica claro pela sua expressão facial ao se deparar com métodos diferentes. “A disciplina teve avanços e você ainda está preso em outra era” é a frase dita pela protagonista, que define todo o objetivo da obra e no que ela se pauta, visto que alguns não querem reformas por serem tão apegados ao arcaico. Temáticas como os problemas que vem com a adoção também se fazem muito presentes. O relacionamento entre mãe e filha se mostra transtornado, porém com a comédia fortemente evidente. Esse ponto coopera para que o assunto não se torne maçante, principalmente por ser desenvolvido em todos os episódios.
O maior destaque da série é o protagonismo de Sandra Oh, que tem carisma de sobra e uma atuação bastante cativante, dando sempre um toque de personalidade e presença aos seus papéis. Através de sua interpretação, simpatizamos com a personagem e seus objetivos, pois o seu modo tão extrovertido de atuar nos aproxima mais da história. A atriz consegue dar seu tom único em seus diálogos, tanto engraçados quanto dramáticos, assim como a carismática Holland Taylor, que interpreta a cômica e determinada professora Joan Hambling, que tenta combater o machismo sofrido no departamento. Com suas frases francas e afiadas, ela é também o ponto alto da série. Positivamente falando, todo o elenco se relaciona muito bem nas telas, com uma relação caricata e genuína, assim como seria a relação pessoal entre professores, algo que torna o enredo mais natural.
No entanto, o defeito da série é não instigar ao próximo episódio, e não conseguir despertar muito interesse da parte do espectador na narrativa, sendo cada episódio muito parecido um com o outro. Dito isso, a escolha de apenas seis capítulos, com vinte a trinta minutos cada, foi uma ótima escolha para que a série não se tornasse fatigante e sim um passatempo leve, como uma boa pedida para se ver em uma tarde, pois ela não se torna rápida demais, nem enrolada demais. Vale dizer que a série merece uma segunda temporada, para que as possibilidades de arcabouços socioculturais que ela ainda pode trazer possa ser mais explorado, mas também para expandir arcos dos outros professores e da relação de Kim com o professor Bill Dobson (Jay Duplass), que se mostra bastante realista por expor as pedras no caminho desse relacionamento.
The Chair traz uma abordagem pouco explorada no mundo cinematográfico, e com um roteiro bem feito se torna uma das boas surpresas da Netflix para o ano de 2021. A série não chama atenção pelo fato de não ser do gosto geral dos assinantes, como ficção ou romance, mas traz temas tão necessários que deveriam ser vistos por todos, trazendo uma visão crítica de mundo e da esfera acadêmica através de um humor refinado e prazeroso de assistir.
Estamos testemunhando um belo resgate da obra do ilustrador e autor de histórias em quadrinhos Flavio Colin por várias editoras. O legado de Colin para os quadrinhos brasileiros e com um estilo próprio e inconfundível, inspirou e segue como grande referência para muitos artistas, mesmo depois de 19 anos de seu falecimento.
Editoras como Figura, Conrad, Pipoca & Nanquim e MMarte Produções anunciaram publicações que resgatam trabalhos que há muito tempo não estavam presentes nos catálogos brasileiros. É importante manter sempre viva e comemorar, não somente para os quadrinhos nacionais mas também como um pilar da cultura brasileira.
Aventuras do Anjo
Blank white book cover
A editora Figura iniciou uma campanha de financiamento coletivo no Catarse para a publicação de Aventuras do Anjo, sendo esta uma Edição do Artista. Publicada pela extinta Rio Gráfica Editora (RGE), no final dos anos 1950, onde Flávio Colin iniciou a sua carreira de quadrinhista. A história que será publicada será O Lenhador Maldito da edição número cinco da revista, em 1959. É muito visível reparar, como nessa época a arte de Colin era fortemente inspirada pelo Milton Caniff (autor de Terry e os Piratas).
Aventuras do Anjo foi uma série de radionovela policial criada e interpretada por Álvaro Aguiar (1907-1988), que durante 17 anos foi um grande sucesso da radio dramaturgia brasileira. O Anjo é um misterioso milionário que se ocupa em investigar crimes com a ajuda de seus comparsas Faísca, Metralha e Jarbas.
As publicações intitulada de Edição do Artista, imprimem uma história em quadrinhos no formato original da arte e sem os retoques gráficos. Deste modo, é possível visualizar todo o processo artístico realizado pelo autor: as marcas de lápis, as tonalidades do entintamento, as correções com tinta branca, os recortes e as colagens. Por tudo isso, é um excelente material para o estudo das técnicas que envolvem a produção do desenho de HQs.
Aventuras do Anjo terá formato 30 x 42 cm, 60 páginas e capa dura. Para saber mais sobre a campanha clique AQUI.
Terror no Inferno Verde
Terror no Inferno Verde será publicado pela editora Pipoca & Nanquim, além da HQ que dá título ao volume, este também traz outros dos principais trabalhos do quadrinista, como Honorato, já leu Dickens?, Filho do Urso, O Caso dos Dez Negrinhos, Os Minatá-Karaiá, A Terceira Arca, Viu a Caveira?, O Passeio da Peste e Joaquim: O Magnífico; publicadas em diferentes períodos de sua prolífica jornada, em revistas fundamentais como MAD, Spektro e Calafrio.
Para contextualizar a vida de Colin e sua relação com os quadrinhos, Terror no Inferno Verde ainda conta com depoimentos de pessoas que foram influenciadas por ele, como o jornalista Francisco Ucha, o editor Franco de Rosa e o quadrinhista Jefferson Costa.
Terror no Inferno Verde tem formato 21 x 38 cm, 220 páginas, capa dura e está em pré-venda na Amazon com 30% de desconto.
Estórias Gerais
Já a editora Conrad vai trazer de volta Estórias Gerais, possivelmente um dos lançamentos mais esperados, em uma edição especial de 20 anos. Ela foi publicada originalmente em 2001, de forma independente, com apoio da Lei de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte. Em 2005, a própria Conrad a relançou e em 2012 foi a vez de sair pela Editora Nemo.
Com artes de Colin e roteiro de Wellington Srbek, Estórias Gerais transporta o leitor para o sertão mineiro, ao norte do estado, na pequena cidade fictícia de Buritizalà margem do rio São Francisco, lá pela década de 1920. Um jornalista chega ao lugar com a missão de apurar a história do cangaceiro Antonio Mortalma, que costumava aterrorizar o povo do vilarejo.
O jornalista quer investigar e registar informações e a origem de Mortalma, que muitos moradores afirmam que é um bandido que seria um demônio, ou pelo menos teria parte com o Coisa-Ruim. Com um espírito cético, o jornalista logo descarta tais afirmações, imaginando nelas crendices de um povo de pouca cultura, e esperando que a expedição comandada pelo Coronal Odorico Pereira logo chegue para resolver a violência que assola a região.
Porém, seu guia é um jagunço disfarçado, que logo coloca o jornalista cara a cara com Mortalma, num rincão no meio do nada. E eis, então, que sua visão sobre os moradores do local começa a sofrer uma tremenda mudança a cada personagem que aparece na trama.
Estórias Gerais tem formato 19 x 27 cm, capa dura e logo estará em pré-venda pela Conrad. Fique ligado no site da editora clicando AQUI.
Os Estranhos Hóspedes do Hotel Nicanor
Os Estranhos Hóspedes do Hotel Nicanor será a publicação de Flávio Colin que a MMarte Produções irá trazer para os leitores, a notícia foi revelada pelo editor Márcio Paixão no podcast Confins do Universo da última semana e tem previsão para o próximo mês de dezembro, trazendo a colaboração de Colin com Otacílio d’Assunção Barros, o Ota, que na época usou o pseudônimo Juka Galvão.
As histórias, com toques de sarcasmo de humor negro, giram em torno do Hotel Nicanor, um lugar mantido pelo idoso Nicanor que recebe hospedes bem incomuns: monstros!
Originalmente, foram cinco HQs, sendo que quatro delas saíram da revista Spektro (Vecchi), além de outra história curta. A última vez que esse material foi publicado aconteceu na revista Hotel do Terror (1994) pelo selo Ota Comix.
O destaque da antologia fica para uma grande descoberta: uma história inédita, produzida pela dupla e jamais publicada antes. Além disso, a edição trará materiais extras contextualizando a obra, o trabalho de Flavio Colin e a importância do autor.
Durante a Gamescom, evento de games de maior escala da Europa, na data de hoje (25) foi anunciado o novo jogo da Marvel produzido pela 2K Games e Firaxis (mais conhecida por Civilization e XCOM).
O game será do gênero tático com elementos de RPG, na mesma linha de conhecidos como Fire Emblem, XCOM e Final Fantasy Tactics.
Em seu elenco se encontram personagens clássicos dos quadrinhos da editora, entre eles Capitão América, Homem de Ferro, Dr. Estranho, Blade e outros.
O trailer cinematográfico, ainda sem gameplay, já pode ser conferido logo abaixo:
O jogo tem previsão de lançamento para março de 2022 para as plataformas PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X/S e PC.
Pouco mais de um ano depois de seu último lançamento no Brasil (A Grande Odalisca, publicado em duas partes pela editora Pipoca & Nanquim), Bastien Vivés retorna ao mercado nacional com Polina, que narra a ascensão da dançarina Polina Ulinov com foco em sua relação com Nikita Bojinski, seu exigente e carrancudo professor.
É curioso como esta obra pode ser comparada como a real carreira de Bastien Vivés pois, assim como a protagonista, o autor apareceu na cena de quadrinhos franco-belga ainda jovem e, com o passar do tempo, acompanhamos o seu desenvolvimento tal qual criança aprendendo a andar, falar e, com razão, arrancar sorrisos bobos de seus genitores a cada nova descoberta.
E é exatamente o que se sucede: acompanhamos atentamente todos os passos de Polina desde suas tímidas tentativas de desenvolvimento na carreira até alcance de níveis maiores e mais difíceis. Seu mentor e professor Bojinski sempre está lá como uma pagem ou uma ave que não deixa a cria desgarram de seu ninho e assim comprometendo voos mais altos da bailarina.
Apesar de ser lançado no Brasil depois, Polina foi originamente publicado antes de Uma Irmã em seu país de origem, e percebe-se bem a diferença da arte de Vivés: Seu traço aqui é muito mais simples e rudimentar, com rostos que muitas vezes sequer se completa o desenho de suas partes. Muitos personagens mesmo em destaque são retratados somente como silhuetas. Bojinski, por exemplo, sua barba em diversas oportunidades é mais vista que seus olhos.
Tal peculiaridade na arte remete muito aos momentos que vivemos na vida, onde algumas pessoas têm mais importância que outras, mas com o passar do tempo nossas relações vão se desgastando ou fortalecendo, assim ganhando ou perdendo valor, demonstrado na quantidade de detalhes nos atributos físicos retratados na narrativa.
Polina é o quarto título de Vivés publicado no Brasil, que teve sua estreia por aqui com O Gosto do Cloro, pela editora Barba Negra em março de 2012. Dentre todos, é segundo publicado pela Nemo, que segue o padrão de edição de Uma Irmã com capa cartonada e mesmo formato ainda explorando a bibliografia do autor em seu catálogo da Casterman. Uma sugestão de próximo passo possivelmente seria de Le Chemisier, também da Casterman, pela editora brasileira. Independente do que vier, Vivés tem um catálogo extenso, e vale a pena ficar de olho em boa parte de sua bibliografia.
Polina
Bastien Vivés (roteiro e arte)
Fernando Scheibe (tradução)
Eduardo Soares (revisão)
206 páginas
17 x 24 cm
R$59,80
Capa Cartonada
Nemo
Data de publicação: 04/2021