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Cinema

Marvel Studios alcança a marca de US$ 9 bilhões

Recentemente o 12º filme da Marvel Studios, Homem Formiga, estreou nos cinemas chineses. Por causa disso, a Marvel alcançou a inacreditável marca de 9 bilhões de dólares nas bilheterias mundiais somando todos os seus filmes.

O primeiro filme que reuniu todos os heróis da Marvel, Os Vingadores, ainda é o que mais arrecadou dinheiro, tendo uma renda de cerca de 1,5 bilhão de dólares. Atrás dele estão Os Vingadores: Era de Ultron e Homem de Ferro 3 que somados deram para o estúdio aproximadamente 2,7 bilhões de dólares.

Acredita-se que com a estreia de Guerra Civil em 2016, o embate entre Homem de Ferro e Capitão América, a Marvel baterá um novo recorde nas bilheterias aumentando a vantagem diante de seus concorrentes, sendo hoje o estúdio mais lucrativo da história do cinema.

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Consoles Games

Reveladas novas imagens de One Piece: Burning Blood

O site Saiyan Island revelou imagens inéditas do novo jogo baseado no anime e mangá de sucesso One Piece, produzido pela Bandai Namco.

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Consoles Games

Halo 5 | Trilha sonora será lançada em disco de vinil

Recentemente a Microsoft revelou alguns detalhes a respeito do novo capítulo da saga Halo. O jogo irá conter 35 trilhas sonoras, sendo que o disco estará a venda dia 30 de outubro, quatro dias após o lançamento do game.

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Séries

Flash | Imagens do próximo episódio mostram o novo Nuclear

No quarto episódio da segunda temporada de Flash teremos a introdução do novo Nuclear, Jax Jackson (vivido pelo ator convidado Franz Drameh). Confira abaixo algumas imagens divulgadas pelo canal CW.

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Anime Pagode Japonês

Análise | Gangsta. #1 a #6

O que temos quando juntamos um samurai surdo, um gigolô de tapa-olho, uma ex-prostituta com dependência química e uma cidade regada pelo crime? A resposta (que bem que poderia ser um novo filme do Tim Burton, estrelando Johnny Depp) está na obra da mangaká Kohske.

Com seu primeiro volume lançado em 2011, Gangsta. (com o ponto, para alegria de Eurico Miranda) é um mangá que acompanha as vidas de Arcangelo Worick e Nicolas Brown na cidade fictícia de Ergastulum. Cidade tal que nos fica bem claro, logo ao início da narrativa, que não se trata de um lugar onde você gostaria de passar as férias: drogas e prostituição preenchem cada esquina; cartéis, gangues e máfia são os que mandam nas ruas; corpos derrubados em combate profanam vielas; o dólar-turismo está em alta, etc.

Uma adaptação para anime foi aprovada e, com a temporada de julho, nos trouxe as desventuras dos Handymen para as telinhas nipônicas. Dirigido por Shukou Murase (um pouco famoso por seu trabalho como roteirista de Samurai Champloo) e animado pelo não-tão-famoso estúdio Manglobe (que animou Deadman Wonderland; The World God Only Knows e o infame mas divertido Samurai Flamenco), Gangsta. aparece como uma opção que se destaca no cenário atual – que é dominado pelo “moe” e pelo apelo sexual desenfreado que está levando o Japão ao declínio populacional – por ser uma obra que, perdão pela liberdade tomada, eu não encontraria melhor descrição do que “Edgy“.

Os protagonistas, casualmente chamados de Worick e Nic, são conhecidos na cidade como os “Handymen” (um termo inglês para algo como “quebra-galhos” ou “faz-tudo”). Num lugar onde várias partes precisam trabalhar mutualmente, mas não conjuntamente, para manter um equilíbrio delicado de forças, um grupo neutro é essencial para limpar a sujeira daqueles que tentam abalar as bases do sistema. É exatamente aqui que nossos mocinhos entram: eles tomam serviços tanto da polícia quanto da própria máfia, para resolver qualquer perturbação da “paz”.

Logo no primeiro episódio, conhecemos Alex, uma prostituta que era forçada a trabalhar numa área próxima à base dos Handymen. Mais tarde, descobrimos que ela era empregada por um zé-ruela que tentou criar uma nova facção na cidade, rompendo o tão querido equilíbrio de forças. Após acabar com a ameaça, Worick decide por “levá-la como espólio”, e ela se junta ao grupo como secretária.

Se esse papinho de guerra de gangues, limpeza e corrupção não foi o suficiente pra te comprar, pode sentar que ainda tem muita coisa pra jogar no ventilador. Como se todo esse cenário torpe não bastasse, temos ainda um fator de ficção-científica na história: Em Ergastulum, existem os Twilights. Não, eles não brilham no sol. É assim que são chamados os homens e mulheres que possuem uma alteração genética, que lhes dá capacidades físicas sobre-humanas, em troca de possíveis deficiências corporais e uma vida bem mais curta que o normal.

Consequência (ou causa, ainda temos seis episódios para esclarecer isso) de um tipo de droga usada no passado durante uma guerra, os Twilights – também chamados de “Dog Tags“, por causa de suas identificações militares (veja imagem abaixo) – sofreram perseguições por parte dos humanos “normais”, e muitas questões éticas foram levantadas para chegar a algum lugar nesse conflito, embora não tenha dado muito certo. Por vários anos, os Twilights viveram num estado de escravidão; tendo poucos – ou quase nenhum – direito civil, totalmente subjugados pelos “normais”.

Foi só após proposta por parte de uma das três famílias, e muito bate-boca (a maioria resolvido na base da porrada) que os Twilights conseguiram voltar a sociedade – ou tentam. Caso respeitassem As três leis impostas a eles pelos “normais”, poderiam ter direitos – quase – iguais ao de qualquer humano (provável referência à Isaac Asimov, criador das leis da robótica).

Piadas a parte, Gangsta. se aproxima muito mais de filmes hollywoodianos de temática policial e toques cômicos (Como um Bad Boys um pouco mais sério) do que da mídia em que ele realmente se originou. Apenas o fato dos protagonistas serem homens formados, na casa dos trinta anos, já mostra uma distância entre os milhares de colegiais que normalmente vemos em animes salvando o mundo e desafiando leis físicas para cair em cima de peitos (e que não me levem a mal, eu gosto deles também!).

Com uma classificação etária de R-17+, o show não tem pudor e mostra cenas de violência explícita e sexo implícito (com o que a TV japonesa permite) ao longo de todos os episódios. Eles adoram te lembrar que essa cidade é o berço do caos e não medem esforços pra reforçar essa lembrança a cada cinco minutos.

E como não pode faltar, a trilha sonora de Gangsta. é sensacional. Confesso não ser o maior apreciador de músicas de fundo do mundo; mas as que estão presentes nesse show são muito bem colocadas, e aumentam a imersão no clima tenso que está quase o tempo todo presente. Mais importante para pessoas alheias e desinteressadas ao estudo musical (como eu sou), os temas de Abertura (“Renegade” por STEREO DIVE FOUNDATION) e Encerramento (“Yoru no Kuni” por Annabel) são muito contagiantes e emocionais (respectivamente, embora não exclusivamente).

Para não acabar transformando essa análise num resumo, deixo minha língua parar de correr por aqui. Garanto que só contei o essencial para te dar uma visão ampla do que esses seis primeiros episódios nos mostraram, e que sua experiência com a série será maravilhosa (se gostar da temática, claro).
Caso inglês não seja um problema, e você curta ficar na legalidade, o serviço de simulcast Funimation transmite os episódios nas madrugadas de domingo. Por mais que eu não seja fã da empresa (mas isso é assunto pra outra postagem) essa é a única alternativa.

https://www.youtube.com/watch?v=L2xpcZn0nOI

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Entretenimento

CCXP 2015 | Evangeline Lilly confirma presença

Em uma parceria da CCXP com a Editora Aleph, a atriz, modelo e escritora Evangeline Lilly estará no evento para autografar seu novo livro, Os Molambolengos!

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Entretenimento

BGS 2015 | Estivemos lá

Durante os dias 08 à 12/10 a equipe da Torre de Vigilância esteve na Brasil Game Show 2015, o maior evento de games da América Latina, realizado no São Paulo Expo. Após muitas fotos e jogos testados, é chegada a hora de comentarmos o que achamos do evento!

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Consoles Gameplay Games PC

Análise | Transformers: Devastation – nostalgia e frenesi

Com uma trama simples e gráficos que remetem as primeiras animações da franquia, Transformers: Devastation chega para trazer o espírito nostálgico que faltava na nova geração de games.

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Para a galera acostumada a assistir aos filmes dirigidos por Michael Bay ou até mesmo as novas animações da franquia, ver esses robôs singelos, datados pelo tempo, sem muito detalhismo, com cores exageradas, deve ser um tanto quanto estranho. Mas a Platinum Games (Bayonetta, Metal Gear Rising) decidiu trazer, pra quem viveu a época pré-Bay, os verdadeiros protagonistas, os verdadeiros Autobots e Decepticons. Porém o jogo não só agrada quanto a nostalgia, ele nos entrega um produto divertido e frenético, características principais de animações, filmes e games dos anos 80 e 90.

A primeira impressão que Transformers: Devastation nos traz é a total inspiração na primeira geração das animações da franquia Transformers, a começar pelos gráficos, que de cara é o que mais chama a atenção no jogo. Nossa primeira reação ao jogar, é a estranheza. Porque? Bem, atualmente quando falamos de jogos, falamos de qualidade gráfica, o detalhismo e realismo que cada vez mais vai substituindo uma boa jogabilidade ou imersão no universo proposto.

Portanto, Transformers: Devastation faz um excelente fan service, prestando homenagem à série original.

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Entretanto, uma coisa que chama a atenção durante todo o gameplay é a cidade. Quanto mais a explorava, mais ela se mostrava menos interessante, por se tratar de cenários parecidos em detalhes ou até mesmo iguais a outros que já havíamos passados. Criando uma cidade sem vida, o que cria um imenso contraste com os transformers, ricos de espírito e animações impressionantes. Se não fosse o fato do jogo indicar o caminho pelo qual se deve seguir, impedindo o jogador de seguir certos caminhos, com certeza muitos se perderiam.

O enredo em si é simples, assim como eram os desenhos, uma trama rasa e de fácil compreensão. Os Decepticons, liderados por Megatron, encontram um artefato cybertroniano capaz de “cyberformar” o planeta Terra, cabe a Optimus Prime e aos Autobots detê-lo e salvar o mundo. Depois de uma introdução, onde você joga alternadamente com os personagens, o jogador fica livre para escolher entre Optimus, Bumblebee e Sideswipe, conforme avançamos na história podemos jogar com Wheeljack e Grimlock.

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Não fiquem esperando jogar por mais que cinco horas com seus robôs preferidos, a campanha é bastante curta, mas nos prende com sua jogabilidade simples, divertida e interativa.

Apesar dos dois games desenvolvidos pela High Moon Studios (War for Cybertrone, Fall of Cybertron), serem muito bons, era incomodo o foco praticamente exclusivo no combate à distância, tornando os jogos verdadeiros shooters, seguindo o modelo de tiro em terceira pessoa. Esquecendo o combate corpo a corpo, que é a marca registrada das franquias de animações e filmes.

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No entanto, as coisas estão mudadas, o jogo se distancia muito de um shooter, até porque sua mecânica de tiro é muito ruim, quando comparado com outros jogos que possuem essa característica de interação, shooter e hack ‘n’ slash .

A Platinum Games sabe onde atuar, e assim como em Bayonetta, Metal Gear Rising e Anarchy Reigns, o que podemos dizer é que a jogabilidade é bastante fluída, utilizando mecânicas já conhecidas pelo público da desenvolvedora, dispomos de dois botões para a realização dos combos, onde entre ataques podemos utilizar o “vehicle attack” um combo alternado com a forma de veículo, e há um botão de esquiva que, usado corretamente, desacelera o tempo deixando os inimigos mais vulneráveis ao ataque (“Witch Timede Bayonetta).

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E dentre tudo isso, o jogo ainda nos surpreende quando notamos que ao jogar, por exemplo, com o Optimus, e logo depois com o Bumblebee, vemos a magia da física  acontecendo, enquanto um é maior, tem a movimentação mais lenta e ataques mais fortes, o outro com sua estatura mais baixa, tem sua movimentação mais rápida, porém em compensação seus ataques não causam o mesmo dano aos inimigos quando comparado ao de seu companheiro.

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Porém essa mesma física que agrada as vezes nos chateia, como por exemplo, em alguns momentos notamos que os personagens ao caminhar, nem se quer tocam o chão, ou então a destruição da cidade, que por se tratar de grandes robôs se digladiando deveria acabar em ruínas, mas o que vemos é quase como o Megazord e seus prédios de papelão.

Alguns sistemas presentes em Devastation, acabam por nos deixar um pouco confusos, por não se encaixarem na mecânica de jogabilidade básica proposta pelo jogo, como é o caso das gears assim como o complexo sistema de tech upgrades, e perks que em nada acrescentam ou diminuem na experiência.

VEREDITO

O jogo se perde em algumas de suas premissas básicas, como nos sistemas de acessórios, os perks e/ou gear, se perdem em sua própria existência. O descaso com o cenário e algumas falhas na física do jogo acabam por deixar um ar de “inacabado”.

Porém, o sofisticado sistema de combate baseado em combos causa uma rápida sensação de prazer, trazidas pelos grandes clássicos do hack ‘n’ slash. Como jogo da nova geração, Transformers: Devastation, fica atrás de muitos jogos lançados anteriormente e de muitos outros que ainda estão por vir. Contudo, sua homenagem a clássica animação dos anos 80 e sua sólida aventura baseada na nostalgia e jogabilidade imersiva, tornam o jogo, para os fãs da franquia, principalmente para os da primeira geração, indispensável.

Pontos Positivos

  • Bom design.

  • Combate

  • Animações de qualidade.

  • Nostalgia

Pontos Negativos

  • Aventura curta.

  • Cenários pobres.

  • Apresentação geral de menus e interface.

  • Variedade de armas sem sentido.

 

NOTA FINAL: 7,5

Transformers Devastation está disponível nas versões PC, Playstation 4,Playstation 3, Xbox One e Xbox 360.

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Pagode Japonês Quadrinhos

Resenha | Parasyte #01

“Vocês não percebem que
nós somos dotados apenas por sermos humanos.
Nós somos predadores absolutos.
Nós não temos sequer um inimigo.
Talvez aqui estejam outros animais nos observando
e pensando que, um dia,
nós iremos derrubá-los.”

Let Me Hear – Fear, and Loathing in Las Vegas

Com tais palavras temos o início da música de abertura do anime de Parasyte (Kiseijū), mangá de horror e ficção-científica criado por Hitoshi Iwaaki e publicado em 10 volumes entre 1988 e 1995. A publicação deste clássico no Brasil foi anunciada pela Editora JBC e a primeira edição pode ser encontrada atualmente nas bancas, e graças a ela, podemos observar todos as camadas desta obra que vai além dos exageros típicos, lidando com diversas questões sociais e biológicas dos seres vivos.

Antes de mais nada devemos abordar alguns aspectos sobre as relações entre os seres. Na natureza, todo ser possui algum tipo de relação com outro, seja ela harmônica ou desarmônica. Na biologia caracterizamos inicialmente estas relações como intra-específicas e interespecíficas. No primeiro tipo podemos encaixar relações entre seres de uma mesma espécie, como sociedades, colônias ou canibalismo (as duas primeiras, harmônicas, visto que todos os seres colaboram uns com os outros, e a terceira, desarmônica pois alguém sai perdendo). Já as interespecíficas são caracterizadas pelas relações entre seres de diferentes espécies, e aí encaixamos coisas como o mutualismo, o predatismo e o parasitismo.

Mas quais seriam as diferenças entre estas três principais relações interespecíficas? O mutualismo é caracterizado pelos participantes mantendo uma relação de dependência e se beneficiando reciprocamente da associação entre eles. Já o predatismo, como o nome sugere, se dá quando um ser mata um outro ser, de outra espécie, para lhe servir de alimento. E por fim, o parasitismo se dá quando um ser vive no corpo de outro, denominado hospedeiro, com o objetivo de retirar alimentose de modo geral estes parasitas trazem-lhe apenas prejuízos. Existem outros tipos de relações interespecíficas, mas no caso de Parasyte, apenas estas três bastam para um desenvolvimento sobre a obra.

Em Parasyte temos dois protagonistas: Shinichi Izumi e Miggy. Este segundo é simplesmente um parasita alienígena de uma raça que, aparentemente, se apodera do cérebro dos seres vivos e iniciam comportamento canibal, visto que o ser possuído pelo parasita perde o controle sobre seu corpo, morrendo no processo. Além desta característica (na nossa visão) atroz, a área onde o parasita habita também se torna mutável, podendo assumir outros aspectos ou densidades corporais, incluindo uma enorme elasticidade e velocidade. No caso de Miggy o parasitismo não saiu como o esperado e ele passou a habitar somente a mão direita de Shinichi. Com a falha, esta relação acaba se tornando também um mutualismo, com ambos agindo juntos (unidos, por motivos óbvios) para sobreviverem e desvendarem os mistérios acerca dos parasitas alienígenas canibais.

Somente a proposta de Parasyte já deveria conquistar diversos leitores. Mas a obra vai além disso, abordando também questionamentos sociais e biológicos acerca do próprio ser humano. Em determinados momentos podemos observar Shinichi questionando o canibalismo dos humanos parasitados, julgando tais atitudes como horrendas, e Miggy contrabalanceia tais questionamentos com respostas como: “Nós estamos apenas exercendo a nossa biologia. Alimentação é algo natural e intrínseco a todo ser vivo. A vida de seus semelhantes é tão importante assim? Pra mim, a preservação da própria vida sempre virá acima de tudo.” Com tais palavras, também abrem-se as questões sobre o parasitismo do ser humano em relação à Terra. Afinal, nós devastamos o planeta, cometemos atrocidades, nos alimentamos de outros seres… Nossa vida é tão importante assim? É necessária esta quantidade absurda de seres humanos? E podemos julgar uma criatura que está apenas exercendo seu comportamento natural?

Através do convívio com Miggy, um ser frio e calculista que se importa apenas com o que fizer bem à ele, Shinichi começa a valorizar cada vez mais a vida como um todo. Não somente a vida humana, mas também o direito de viver dos animais, dos insetos, de tudo. E também a questionar sua própria ideologia sobre a preservação da vida humana. Será que somos tão importantes ou exclusivos assim? E eu devo combater, ou até mesmo matar estes seres que estão aniquilando meus semelhantes? Aparentemente, sim. E isso cria um embate ideológico mostrando a ideia mais pura de defesa à humanidade encarnada em Shinichi, e o egoísmo somada à autopreservação característica de Miggy.

O primeiro volume termina levantando uma questão: quem cederá? Shinichi virá a se tornar alguém mais frio graças à esta relação, ou Miggy passará a compreender os bons lados da humanidade? Quem se tornará o predador, e quem será a presa? Em algumas cenas o autor deixa bem claro que os parasitas são os predadores. Mas será que isso pode vir a mudar? O ser humano, tido como o topo da cadeia alimentar, voltará a assumir tal posto, mesmo com a presença de seres tão poderosos?

E se os seres humanos não fossem o topo da cadeia alimentar? 

Abordando tantos assuntos interessantes, desenvolvendo uma excelente trama, sendo muito bem ilustrado e contendo ótimas ideias, Parasyte é, para mim, o melhor lançamento de mangá do ano. A edição da JBC está sendo lançada com uma qualidade incrível que inclui laminação fosca e belíssimas ilustrações (dos kanzenbans japoneses) nas capas, papel de boa qualidade, além de ótima tradução e revisão.

Vale lembrar que tudo o que foi dito neste texto foi extraído somente do primeiro volume. A história pode dar uma guinada assombrosa e tomar rumos completamente diferentes, mas isso apenas atiça ainda mais a nossa curiosidade como leitores. Qual será o destino da dupla Shinichi e Miggy?  Por quais outras situações extremas eles passarão?

Parasyte é um mangá mensal, contém cerca de 220 páginas em papel offset e será completo em 10 volumes. O preço é de R$16,90, e a distribuição, por fases. O anime pode ser assistido através da plataforma Crunchyroll.

https://www.youtube.com/watch?v=MrEX23xl-eM

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Quadrinhos

Confira as capas variantes de ‘Dark Knight III: The Master Race’

Dark Knight III: Master Race será o capitulo final da trilogia ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas‘ de Frank Miller. Desta vez, Miller terá a ajuda de outro escritores como Brian Azzarello (Mulher-Maravilha), e contará com os desenhos de Klaus Janson e Andy Kubert.

A primeira edição da revista será lançada dia 25 de Novembro, e a DC Comics anunciou diversas capas variantes para a revista, onde 24 delas serão encontradas em lojas varejistas e outras capas especiais serão exclusivas de eventos relacionados a quadrinhos, podendo ser encontradas nos sites dos artistas que as fizeram.

Até o momento foram totalizadas 49 capas. Confira todas na galeria abaixo:

São capas para muitos gostos diferentes e parece que a DC Comics está apostando alto nessa primeira edição. Após uma série de gibis pouco elogiados, será que DK3 se firmará como a redenção de Frank Miller?