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Jumanji: Próxima Fase supera seu antecessor e conquista com inovação um novo patamar

Sendo um marco entre gerações, Jumanji foi um dos maiores clássicos da aventura no cinema. Seu primeiro filme com Robin Willians marcou muitas infâncias, e trazia um contexto que se encaixava mais na época, um jogo de tabuleiro. E então, 2017 somos apresentados ao ‘Jumanji: Bem Vindo à Selva‘, que agradou a crítica e ao público por se encaixar em uma nova geração. E podemos dizer que continua sendo marcante.  O maior medo dessa continuação, era que talvez se tornasse desnecessária para a história. Mas felizmente, novos elementos e novas oportunidades salvam a continuação de cair na mesmice e ganham a atenção e amor do telespectador, se tornando até melhor que seu antecessor.

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O filme  inicia mostrando o protagonista já apresentado no longa anterior, e vemos que o personagem de Alex Wolff (Hereditário), Spencer, está distanciado da turma. E então, ele acaba entrando novamente no jogo, e seus amigos tem se esforçar em uma nova fase do jogo, para encontrar seu amigo e salvar Jumanji mais uma vez.

Talvez, a parte mais negativa do filme seja a motivação dos personagens de entrarem novamente no jogo, que é bem fraca. Enquanto a história e o roteiro pecam nessa parte, no resto eles acertam em cheio. O humor do longa tem um timing excelente, e diferente demais do seu antecessor; explorar coisas novas e colocar novos personagens na trama foi uma ótima escolha, o que elevou muito o nível do longa. E o filme também não entrega só humor, já que suas cenas de ação também são muito bem feitas, e também se encaixa com um drama que funciona e emociona. Esse longa também tem elementos de filmes como ‘coming-of-age‘, que mostra o amadurecimento das personagens e da vida adulta chegando na trama de cada um. Mais uma vez, algo que o filme não decepciona e que deixa a história maior ainda.

E a grande parte por conta desse acerto é o elenco, que consegue ter uma química tão boa e reciproca entre todos. Momentos onde os atores precisam trocar de personagem, ou fazer graça com outro, funcionam de forma esplêndida. Quando os personagens precisam imitar os personagens de Danny DeVito e Danny Glover, eles triunfam e roubam a cena, em todo momento. Um grande acerto do elenco, onde cada um tem seu tempo em tela e seus próprios brilhos. Com toda certeza, é o elemento que mais conquista no longa.

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Em aspectos técnicos, também não decepciona de forma alguma. A direção de Jake Kasdan foi o papel principal no longa, que trouxe vários dos aspectos positivos, principalmente na dosagem de cenas de ação, luta, drama e etc. A fotografia e a edição do filme é algo que funciona de forma tão única, em momentos cômicos é perceptível a mudança nesses quesitos, e em momentos dramáticos, há outro estilo. A produção do longa realmente não deixa a desejar.

Os efeitos especiais do filme são ligeiramente fracos em certos casos, em algumas cenas até perceptível o que é fundo verde e criaturas irrealistas demais, e isso causa certo estranhamento. Mas, em outras cenas, funcionam bem. Esse quesito vai de espectador à espectador, mas pela imersão do longa, é quase imperceptível tais erros.

Outro ponto que agrada muito é a trilha-sonora composta de Henry Jackman, que encaixa certo com o que a cena necessita, e de forma que fica na sua cabeça. O trabalho de edição de som é ótimo.

 

Jumanji: Próxima Fase leva a franquia de forma sútil e inovadora, que não deixa a desejar. Com toda certeza, é uma comédia ótima para todas as idades. O filme tem seu lançamento para quinta-feira, dia 16, em todos os tipos de sala de cinema em todo o Brasil.

Nota: 3,5/5

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Liberado o trailer do vindouro serviço de streaming Quibi

Foi disponibilizado o primeiro trailer do vindouro serviço de streaming Quibi, que terá diversos atores e cineastas renomados em suas produções originais.

https://twitter.com/Quibi/status/1214963580790927360

O Quibi é a próxima plataforma streaming que terá como foco, produções originais com duração entre 10 e 15 minutos. Sua sede é em Los Angeles, Califórnia, e foi fundada em 2018 por Jeffrey Katzenberg e com lançamento previsto para 6 de abril de 2020.

Para futuras informações a respeito do Quibi, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Kick Ass e os vigilantes de Mark Millar

Você já imaginou como seria se super-heróis, ou melhor dizendo, vigilantes mascarados existissem na vida real? Aposto que sim, e mostrar como seria isso (e acabar provando que tem tudo para dar errado) é o objetivo central de Kick Ass, HQ escrita por Mark Millar e desenhada por Romita Jr. Em suma, a HQ mostra a vida de Dave Lizewski e nela acompanhamos o começo, as consequências e o final de sua vida como um vigilante em três volumes recheados de violência e sangue.

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Kick Ass: Quebrando Tudo! é o primeiro volume da série nos apresenta Dave, um adolescente de 16 anos, fã de quadrinhos, com poucos amigos e que, assim como todo leitor de quadrinhos, sempre se indagou: e se existissem heróis mascarados? Tendo isso em mente, ele decide vestir uma roupa de mergulho verde e, com dois bastões, resolve procurar justiça. Logo na sua primeira noite como vigilante já é recebido com diversos socos, uma facada e ainda é atropelado durante sua fuga. Após tudo isso, ele entra em cirurgias e recebe diversas placas de metal em seu corpo e, o que ele decide fazer em seguida? Isso mesmo, voltar para as ruas vestido de Kick Ass e continuar sua jornada. Com isso, sem pensar nas consequências e sempre agindo por impulso, acaba descobrindo a existência de mais dois vigilantes: Big Daddy e Hit Girl, pai e filha; E acaba inspirando outras pessoas a fazerem o mesmo – uma dessas pessoas é o vigilante Red Mist.

Big Daddy (McCready) era outro viciado em quadrinhos que virou vigilante e treinou sua filha para seguir ele nesse estilo de vida. Hit Girl (Mandy McCready) foi treinada a vida toda, se mudando de cidade em cidade com o seu pai e basicamente é uma criança de 12 anos com sérios problemas de agressividade (bem sérios, por sinal). Já Red Mist (Chris Genovese) é, supostamente, um vigilante inspirado pelas ações de Dave como Kick Ass. Big Daddy e Hit Girl estão numa caçada contra os membros da máfia, onde seu alvo final é John Genovese. Kick Ass se junta aos vigilantes nessa missão e esse acaba sendo o enredo principal do primeiro volume da série.

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Se em seu primeiro volume vimos a origem da vida de Dave como vigilante, em Kick Ass: Volume 2 vemos as enormes consequências de seus atos. A trama já começa com Mandy aposentada e ocupada somente em treinar Dave, afinal, ele não sabia quase nada de luta no volume anterior além de bater seus bastões nos outros. A inspiração causada pelo surgimento de Kick Ass fez diversas pessoas a se revelarem como vigilantes mascarados, resultando na criação da Forever Justice: uma espécie de Liga da Justiça amadora, inclusive até temos a presença de uma mesa enorme para as futuras reuniões da mesma.

Dentro dessa equipe, temos nomes como Doutor Gravidade, que diz ser um professor de física que criou um bastão que fica vinte vezes mais pesado ao ser ativado, mas na verdade é um estudante de Letras; Coronel Stars e sua cachorra, Sofia; Tenente Stripes; Night-Bitch; Homem-Inseto; Batalheiro, que acaba sendo revelado ser um dos amigos de Dave; Entre outros. Decidi não aprofundar muito a história de cada um pois não se sabe exatamente a versão verdadeira das mesmas, afinal, cada um cria sua própria história e motivação para ficarem semelhantes aos personagens dos quadrinhos tradicionais. A atuação da equipe não fica só restrita a evitar assaltos ou invadir locais ilegais, mas sim em também doar sangue, distribuir sopa para desabrigados, espalhar panfletos de crianças desaparecidas, dentre outras ações sociais.

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Mas não é somente Kick Ass que inspira as pessoas, com o surgimento do super-vilão Motherfucker várias outras pessoas decidiram se aliar a sua causa e, com isso, temos a formação de um exército de vilões. Como consequência dos atos terroristas desse grupo, os policiais decidem caçar e prender todos os mascarados independente de serem heróis ou vilões. Com isso, o pai de Dave acaba sendo preso no lugar dele e morto na cadeia, que faz com que Mandy decida vestir o traje de Hit Girl mais uma vez. Todos os eventos de Kick Ass 2 resultam em uma épica batalha em plena Times Square, onde temos todos os vigilantes contra todos os vilões.

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Agora, chegamos na conclusão dessa história em Kick Ass: Volume 3. A trama começa após os eventos anteriores, onde vemos os vigilantes lidando diretamente com as consequências do volume anterior e o retorno da máfia de Genovese. Dave se forma na escola, começa um relacionamento e continua vivendo sua vida dupla como vigilante. A máfia começa a se fortalecer novamente e Genovese tem o plano de dominar toda a cidade obtendo poder de todas as outras famílias mafiosas. Don Rocco começa a caçar todos os membros da Forever Justice e encomenda a morte de Mindy, que faz com que ela volte como Hit Girl – e aí temos a última missão da dupla Kick Ass/Hit Girl: livrar Nova York dos mafiosos de uma vez por todas.

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Nesses três volumes, Mark Millar fez um trabalho sensacional e bem radical, digamos assim. Por que radical? Pois colocar em uma HQ adolescentes e uma criança de 10 anos que saem na rua bancando os heróis e espancando bandidos é algo bastante chocante, ainda mais com uma forte violência visual. Porém tal violência cumpre o seu papel diante do quadrinho, não é feito somente para chocar o leitor e mostrar uma história que só tenha pancadaria, muito pelo contrário, a trama dos três volumes se desenvolvem de uma forma bastante inteligente. Um detalhe interessante é o que Millar fez com Kick Ass e Hit Girl, ambas as personalidades são totalmente opostas: enquanto um é mais próximo da realidade, um nerd fraco que não sabe se defender mas se vira com a máscara, a outra é uma menina de 10 anos que sabe várias artes marciais e manusear armas de fogo, katanas, facas, dentre outras coisas.  Diferente de muitas sagas em quadrinhos, Kick Ass apresenta um término satisfatório ao leitor.

A arte de Romita Jr não tem defeitos, é algo que se encaixa perfeitamente no tom que a HQ propõe, nada que fuja da realidade mas nada tão próximo da mesma. Em suma, a trama escrita por Mark Millar e a arte de John Romita Jr, juntas, formam uma grande obra que vale a pena conferir.

As três edições de Kick Ass foram lançadas pela Panini aqui no Brasil, em um encadernado com capa dura e todos eles com, em média, 200 páginas.

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Um comentário rápido: foi lançado em 2010, antes inclusive do primeiro volume de Kick Ass ter o seu final publicado, a adaptação cinematográfica da primeira HQ. Em 2013, sua continuação foi para os cinemas. Falando sobre os filmes, o primeiro é uma adaptação bastante fiel do quadrinho nas telonas, funciona tanto no roteiro como com o elenco. Entretanto, não se pode dizer o mesmo do segundo filme que começa com sua fidelidade mas no final sofre um desvio enorme que não dá para ignorar, o que acaba estragando um pouco a experiência do filme. Mas em suma, até que ambos os longas valem a pena serem assistidos depois de ler os quadrinhos.

 

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Os dez melhores filmes de 2019

2019 foi um ano extremamente único e de tirar o fôlego para os amantes do cinema, com mega-produções incríveis e filmes independentes de arrancar lágrimas, é uma tarefa extremamente dificil ter que listar 10 melhores. Talvez, este ano foi um dos melhores da história moderna do cinema, se não, o melhor. Nossa redação também fez a lista de 10 piores filmes do ano, confira clicando aqui.

Confira nossa lista de melhores longas a seguir:

        10° – Alita: Anjo de Combate 

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Alita é um filme que talvez tenha passado despercebido pelo público. Dirigido por Robert Rodriguez e com produção de James Cameron, o filme é uma adaptação de mangá com o mesmo nome, e conta a história da guerreira Alita, em uma cidade futurista e que tem seus problemas, principalmente de desigualdade. Com toda certeza, o longa é recheado de muita ação, efeitos especiais incríveis e com um visual muito bem adaptado. Mesmo não tendo uma bilheteria tão alta, os fãs da saga amaram e pedem hoje por uma continuação, que depende da Disney.

9° – Shazam!
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Extremamente cômico, divertido e fora da caixa, Shazam! conquista o público com seu humor muito bem feito e por ser uma história tão peculiar. A direção de David F. Sandberg foi de grande ajuda ao filme, ele sabe como trabalhar com cada personagem de forma que não exclua os outros, e também consegue criar um filme bem fiel aos quadrinhos. Se você gosta ou não de filmes de heróis, esse aqui é quase improvável de não gostar.

8° – John Wick 3: Parabellum

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De tirar o folego, a franquia John Wick conquista o público em cada filme que lança. Com cenas de ação tão espetaculares, bem coreografadas e com uma história que cativa muito o público, o terceiro filme não erra, e se consagra nesse ano como um dos melhores blockbusters. Com um estilo extremamente diferente dos filmes de ação hollywoodianos, esse filme puxa sua direção para algo como cenas de ação de longas asiáticos; onde a câmera é limpa para você conseguir ver a ação, diferente da maioria dos filmes, onde é utilizada a técnica da câmera tremida.

  7° – The Lighthouse

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Dirigido pelo mestre do terror, Robert Eggers, The Lighthouse se caracteriza por um terror maritimo bem parecido com os contos do grande escritor H.P. Lovecraft. O filme tem uma direção impecável, atuações extremamente bem feitas pelos atores William Dafoe e Robert Pattinson. Com toda certeza é um clássico do terror atual, assim como seu filme anterior, A Bruxa.

6° –  Ford v Ferrari

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Para os fãs de corrida, e até quem não entende nada de carro, Ford v Ferrari é um filme que simplesmente cativa o público de uma forma única e eletrizante. Baseado em fatos reais, a história segue Carroll Shelby e o piloto Ken Miles, em busca da grande corrida de 24 horas de Le Mans. O filme não é só corridas o tempo todo, e sim consegue intercalar entre o drama familiar de Ken Miles, a busca de Carroll pelo carro perfeito e também da história por trás da criação. É provavelmente o filme mais imersivo do ano.

5° – Bacurau

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É do Brasil! Bacurau chega com os pés na porta com uma grande crítica social que é extremamente necessária aos dias atuais. Se passando em 2020 o longa conta a história de uma cidade fictícia que está sendo atacada por algo inexplicável, logo após simplesmente ter sumido do mapa. Com a direção de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, o filme se tornou um dos maiores em Cannes e que mais chamou a atenção pelo mundo, o cinema brasileiro está em boas mãos. O filme fica melhor ainda quando você vê ele pela décima segunda vez, segundo espectadores.

4° – História de Um Casamento

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Simples e tocante , História de Um Casamento é um dos filmes que mais surpreenderam nesse ano. Com a direção de Noah Baumbach, o longa é inspirado no seu divórico com a atriz Jennifer Jason Leigh (Atypical, Good Time). O filme conta a história de Charlie e Nicole, que estão passando por um divórico, e nisso, mostra toda a história de separação, guarda do filho e também acaba se tornando uma competição entre os dois. Scarlet Johansson e Adam Driver arrasam em suas atuações, com certeza uma das melhores do ano.

3° – Entre Facas e Segredos

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Fãs de Agatha Christie com toda certeza amaram esse filme. O mais recente filme de Rian Johnson é uma obra prima do suspense, e também da comédia. O filme conta a história do famoso escritor de histórias policiais Harlan Thrombey (Christopher Plummer), que é encontrado morto dentro de sua propriedade. Logo, o detetive Benoit Blanc (Daniel Craig) é contratado para investigar o caso e descobre que, entre os funcionários misteriosos e a família conflituosa de Harlan, todos podem ser considerados suspeitos do crime. O filme, além de ser tão divertido, cria uma crítica social entorno dos imigrantes. Uma salva de palmas à atuação da Ana de Armas, que rouba a cena, conseguindo perfeitamente intercalar entre cenas cômicas e cenas dramáticas.

2° – Coringa

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Um divisor de águas, Coringa é simplesmente único em sua essência e traz para um momento onde filmes de quadrinhos estão perdendo seu rumo, para algo maior. Com uma história avassaladora, e com atuações primorosas, Coringa se encaixa sendo um dos mais primordiais filmes do ano. A construção do personagem e a direção de Todd Phillips é extremamente bem feita, e a atuação de Joaquin Phoenix é surreal. Sua crítica social também é bem feita e não é simplesmente jogada na tela.

1° – Parasite

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Mais um grande filme de Bong Joon-ho, que marcou a história do cinema. Parasite conta sobre a família de Ki-taek, que está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota de uma família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe, filho e filha bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um. No entanto, os segredos e mentiras necessários à ascensão social custarão caro a todos. O filme consegue transitar entre drama, suspense, comédia, crítica sociais e elementos assustadores sem tropeçar e perder a atenção do espectador. As atuações de todos são tão boas, e a direção de Joon-Ho só melhora a experiência. Com toda certeza, é um filme necessário.

Menção Honrosa: Dois Papas

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Dois Papas pode parecer um filme simples, mas é uma crítica politica, é uma reflexão religiosa, é uma obra necessária aos dias atuais. A direção de Fernando Meirelles alterna entre planos bem cinematográficos, como de um filme comum, e cenas onde remete um documentário; e isso é feito com maestria. Pryce e Hopkins são dois monstros na atuação, e com toda certeza, serão lembrados nessa temporada de premiações.

Com toda certeza o ano foi esplêndido para o cinema. A tarefa de só listar 10 filmes foi de certa forma dolorosa, já que temos pelo menos 30 filmes que deveriam estar nessa lista. Agora, é esperar para que em 2020 nós possamos ter um ano para o cinema tão bom quanto esse.

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Os dez piores filmes de 2019

É inegável que o ano de 2019 foi grandioso para o cinema, apresentando não só produções excelentes como também péssimos longas-metragens.  Pensando nisso, a equipe de redação da Torre decidiu preparar duas listas, uma expondo os melhores filmes do ano que passou e esta, mostrando os piores longas de 2019. Vale lembrar que esta lista apresenta a minha própria opnião a respeito e envolve apenas os blockbusters do ano.

10) Vidro – M. Night Shyamalan

Vidro é um suspense lançado em 17 de Janeiro de 2019, sendo o terceiro filme da trilogia iniciada em 2000 com Corpo Fechado e como continuação de Fragmentado. A trama gira em torno de David Dunn, personagem vivido por Bruce Willis, caçando a Fera, interpretada por James McAvoy. No desenrolar da trama, os dois acabam se encontrando em uma instituição psiquiátrica junto com Sr. Vidro, personagem de Samuel L. Jackson. Na instituição, os três são estudados por uma psiquiatra que acredita que eles apresentem um delírio de grandeza.

Por mais que o filme seja bem dirigido e que a premissa do filme seja interessante ao juntar os três personagens para explorar seu perfil psicológico, o longa se perde em seu terceiro ato querendo deixar o suspense de lado para se tornar mais um filme de super-herói, com um plot raso e um final que deixa a desejar. Entretanto, por mais que tenha esse defeito, o elenco trabalha bem e Anya Taylor-Joy se apresenta como um dos destaques do longa.

9) Hellboy – Neil Marshall

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Hellboy ganhou um reboot em 2019 – antes dirigido de forma excepcional por Guillermo del Toro, agora foi a vez de Neil Marshall comandar o personagem. O longa adapta quatro histórias em quadrinhos do personagem e sua trama gira em torno do retorno da vilã de Nimue, interpretada por Milla Jovovich. Com seu possível retorno e sua ameaça de destruir a vida na Terra, Hellboy é convocado para evitar que isso ocorra.

Por se tratar de um reboot foi bem pretensioso tentar adaptar um arco tão grandioso, criando um problema no ritmo do longa. Além disso, a direção torna um roteiro que aparentemente é simples ser complexo nas telas com sequências de eventos confusas e fora da ordem cronológica. Outro grande problema é o excesso de piadas fora de hora, quebrando o clima (já mal estabelecido) do longa. Por mais que David Harbour se apresente como um bom Hellboy e que o longa apresente bons efeitos visuais, o filme se perde muito ao querer cumprir mais do que um reboot deveria, comprometendo sua qualidade e se tornando facilmente um dos piores filmes do ano.

8) O Rei Leão – Jon Favreau

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A versão live-action de O Rei Leão, por mais que apresente a mesma trama que o desenho e as excelentes músicas interpretadas por Donald Glover e por Beyoncé, acaba quebrando a parte emocional da trama original ao mostrar na tela personagens em CGI sem nenhuma expressão. Foi uma adaptação desnecessária onde seria mais fácil relançar o desenho nos cinemas do que criar uma versão que não traga nenhum sentimento ou emoção ao telespectador. Eu, como fã apaixonado do desenho, não senti absolutamente nada assistindo ao filme.

Aladdin, também lançado esse ano, poderia ser um exemplo de que existem filmes certos para serem adaptados em live-action enquanto outros não deveriam nem ser cogitados para isso. Entretanto, com alguns acréscimos em relação a trama original, também prova ser um erro ser adaptado de tal forma.

7) X-Men: Fênix Negra – Simon Kinberg

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Dirigido e escrito por Simon Kinberg, a trama gira em torno de Jean Grey (Sophie Turner). Após um acidente durante uma missão no espaço, a mutante se apresenta fora de controle e com seus poderes ampliados. Com isso, cabe a Charles Xavier e o resto dos X-Men ajudar Jean a se recompor, enquanto Magneto quer matar a mutante. O roteiro é repleto de falhas: além do erro de cronologia (pelo qual a franquia é extremamente famosa), ele erra em não saber desenvolver nenhum personagem. O foco da trama é a Grey, e nem ela o roteiro consegue desenvolver – o que resulta em um filme sem emoção, mesmo nos momentos que deveria criar algum sentimento no telespectador.

Com essa falta de desenvolvimento, toda a história perde o sentido e todos se tornam coadjuvantes, até mesmo a personagem que carrega o filme. Outro grande problema é a insistência na fórmula do Magneto, onde o mesmo se apresenta como herói, se torna vilão e depois muda de lado novamente. Essa fórmula já enjoou em Apocalipse, e parece que novamente eles não aprenderam. O único destaque do filme é a Sophie Turner, que atua de forma excelente e passa o sentimento e o emponderamento da personagem de forma única – entretanto, o desenvolvimento porco da trama consegue também estragar isso. X-Men: Dark Phoenix é uma decepção e consegue ser pior do que X-Men 3: O Confronto Final. Personagens mal desenvolvidos, uma trama enrolada e apresentada de forma apressada que ficou parecendo um trabalho escolar feito durante a véspera da apresentação.

6) Malévola 2: A Dona do Mal – Joachim Rønning

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Em resumo, Malévola 2 é uma continuação desnecessária de um bom filme. A trama gira em torno do casamento de Aurora com Philip, onde a mãe do príncipe não aceita tão bem Malévola e é a vilã da história.

O filme apresenta um roteiro extremamente fraco e raso que não aproveita o talento das atrizes de peso (Angelina Jolie e Michelle Pfeiffer) presentes no longa. O primeiro filme, lançado em 2013, apresentou uma trama boa e um final adequado – o que deixa claro que sua sequência foi feita visando apenas ao lucro.

5) Annabelle 3: De Volta para Casa – Gary Dauberman

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Bom, Invocação do Mal é a melhor franquia de terror atual – créditos a James Wan, que dirige o filme com uma qualidade absurda e de seus enredos. Como toda franquia que gera lucro, há spin-offs desnecessários e assim como os dois filmes anteriores da boneca possuída e A Freira, Annabelle 3 não poderia ser outro caso.

O longa se passa após os Warren deixarem a boneca no porão de sua casa. Após isso, as amigas curiosas vão mexer nas coisas e liberam o espírito – não só da boneca, como de diversos itens de lá. Mas o filme é tão ruim que você chega a dar risada das situações que eram pra dar medo. Não tem história e também não tem momentos que causem medo ou sustos, apenas risadas do quão patético é esse filme. Nem a presença de Patrick Wilson e de Vera Farmiga como os Warren salva o filme do fracasso.

4) The Silence – John R. Leonetti

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A produção original da Netflix não passa de uma cópia barata do bem sucedido A Quiet Place. A trama é bem semelhante, a família precisa sobreviver em um mundo dominado por monstros que são atraídos por sons. O roteiro apresenta situações preguiçosas para dar tensão ao filme e a direção é péssima, não sabendo lidar com a construção da trama, com o desenvolvimento dos personagens e nem trabalhar com a criação da tensão ao telespectador.

3) Rambo: Last Blood – Adrian Grunberg

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Stallone precisa entender que já está velho para reviver seus personagens antigos de filmes de ação, e até mesmo para fazer um filme de ação com a mesma fórmula que fazia antigamente. Os tempos são outros, e ninguém mais se sente atraído por um filme nesse nível, ainda mais quando alguém que interpreta já deveria estar aposentado. Rambo: Last Blood é uma tentativa de reviver um dos seus personagens mais famosos e conhecidos, forçando uma história com um roteiro preguiçoso para dar justificativa a cenas de ação sem pé nem cabeça e a momentos de extrema xenofobia contra o povo mexicano.

É uma desculpa para a violência gratuita, mas mais do que isso, uma tentativa fracassada de reviver um personagem que já morreu, e que se alguém sentir saudades, basta rever os filmes antigos – que apresentam uma boa qualidade cinematográfica e justificativa para existir, visto que a trama é boa e baseada no livro de mesmo nome.

2) Esquadrão 6 – Michael Bay

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Mais uma produção original da Netflix na lista, sendo o fruto das fantasias mais delirantes de Michael Bay. A trama gira em torno do personagem de Ryan Reynolds, um bilionário que decide reunir um grupo de pessoas para derrubar forças ditatoriais ao redor do globo. Para isso, cada membro simula sua própria morte para fazer parte dessa missão. A proposta é até interessante porém se perde em um roteiro preguiçoso, uma direção porca e uma edição horrível repleta de cortes desnecessários onde até a trilha sonora sofre nisso.

O roteiro é tão raso que parece que não existe, a edição é extremamente preguiçosa e o diretor usa e abusa das explosões e dos efeitos especiais. Em suma, parece que o filme foi feito apenas para agradar o diretor e realizar o seu maior feitiche.

Clique aqui para ler a crítica completa.

1) Cats – Tom Hooper

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Em primeiro lugar, está o filme mais bizarro do ano: Cats. Primeiramente o musical da broadway é bom mas não merecia uma adaptação para os cinemas. Infelizmente, a adaptação veio e com ela as coisas mais estranhas desse mundo vieram juntas como se abrissem um portal diretamente do inferno onde gatos se fundiram com os humanos para dominar a Terra.

Criticado desde o lançamento do seu primeiro trailer assutador, Cats vem recebendo críticas negativas da internet – e com razão, o trailer só preparava pro desastre que estava por vir. As coregrafias de qualidade e a trilha sonora bem feita não conseguem fazer com que o longa avance ou fuja da sua bizarrice, tendo em vista que os visuais em CGI estão extremamente assustadores e mal feitos e que os atores aparentam atuar de forma desconfortável a todo o momento. O filme não cativa o telespectador e nem apresenta um roteiro para se sustentar. É, sem sombra de dúvidas, o pior filme de 2019.

Vamos torcer para que 2020 traga excelentes filmes, da mesma forma que o ano anterior trouxe, e que os filmes ruins venham em pouco número.

 

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The Witcher apresenta potencial para se tornar uma grandiosa produção original da Netflix

Toss a coin to your Witcher o’ Valley of Plenty.

Por volta da década de 80, Andrzej Sapkowski escreveu um conto sobre o bruxo Geralt de Rívia para participar de um concurso da revista polonesa Fantastyka. O conto ganhou o terceiro lugar no concurso e Sapokowski continuou escrevendo mais histórias a respeito do personagem e de seu imenso universo – sendo todas elas, inicialmente, publicadas na revista. A partir de 1990 o escritor reuniu todos os seus contos em dois livros intitulados O Último Desejo e A Espada do Destino. Após o segundo livro, o autor decidiu escrever os volumes seguintes em formato de romance, sendo ao todo oito livros publicados até os dias atuais.

Baseado nos contos, a CD Projekt desenvolveu três jogos sobre o bruxo, sendo o último o tão premiado The Witcher 3: Wild Hunt, considerado por muitos o melhor jogo da década. Agora, é a vez do bruxo ganhar uma nova versão live action de seus contos, dessa vez adaptada pela Netflix e estrelando Henry Cavill no papel do Lobo Branco.

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A trama da primeira temporada é uma adaptação de todos os contos presentes nos dois primeiros livros da saga, onde acompanhamos como Geralt de Rívia ganhou sua fama como Carniceiro de Blaviken, se tornando um bruxo conhecido e como Yennefer de Vangerberg se tornou uma poderosa feiticeira. Acompanhamos também o começo da história de Ciri e como o destino uniu os três personagens. A adaptação dos contos está excelente, mantendo a qualidade (e alguns erros) da obra original.

Entretanto, a adaptação sofre um único problema: a ordem cronológica dos episódios. Os três personagens principais – Geralt, Yennefer e Ciri – se encontram em linhas temporais diferentes para que, no fim, as linhas se encontrem e a história prossiga. Para quem não leu os dois primeiros livros é algo confuso de se notar inicialmente, tornando a experiência um tanto como confusa e massante. Dá para entender o que os diretores dos episódios quiseram fazer com isso, algo semelhante ao que foi visto em Dunkirk de Christopher Nolan, porém aqui não funciona direito e pode fazer com que algumas pessoas desistam da série pela metade.

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O elenco está sensacional. Henry Cavill como Geralt apresenta a mesma personalidade mostrada nos livros e nos jogos, com poucas palavras e poucas expressões. Como contraparte da falta de carisma do Bruxo, temos Jaskier (interpretado por Julian Alfred Pankratz)  que funciona como um alívio cômico bem aplicado, nos momentos certeiros e de forma bem carismática – sendo impossível não gostar do personagem ou das músicas que o mesmo canta (sério, é impossível tirar Toss a coin to your witcher da cabeça). Anya Chalotra consegue passar o poder de Yennefer através de sua atuação, se destacando dos demais. Freya Allan nos entrega uma ótima Ciri também. O elenco funciona bem em conjunto e se encaixam nas características dos personagens originais.

A fotografia da série está muito bem feita e as cenas de luta apresentam coreografias excelentes. Destaque para o plano sequência do primeiro episódio onde vemos Geralt lutando em Blaviken. O CGI da série está mediano em relação a alguns monstros, porém é justificável e não chega a ser nenhum incômodo durante o decorrer da série. A ambientação dos episódios e os figurinos utilizados estão de acordo com o que é apresentado nos livros e nos jogos, sendo excelentes.

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The Witcher foi uma enorme surpresa da Netflix para 2019, que apresentou uma série bem produzida e bem feita. A série tem potencial para se tornar a melhor produção original da companhia nos dias atuais, basta apenas que o problema cronológico não se repita nas futuras temporadas e que as mesmas apresentem a qualidade vista nesta – e, assim, chegará aos pés do que foi Game of Thrones para a HBO (esperamos que sem o final ruim). Vale a pena conferir The Witcher, mesmo que você não tenha tido contato com as outras mídias da franquia.

Nota: 4.5/5

Baseado no best-seller de fantasia, The Witcher é um conto épico sobre destino e família. Geralt de Rivia é um caçador de monstros solitário que luta para encontrar seu lugar em um mundo onde as pessoas são mais perversas do que as criaturas que ele caça. Quando o destino leva Geralt a uma poderosa feiticeira, e a uma jovem princesa com um segredo perigoso, os três devem aprender a navegar juntos pelo crescente e volátil Continente.

A primeira temporada de The Witcher já está disponível na Netflix.

 

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Lançamento do Disney+ no Brasil pode ter sido adiantado para Agosto de 2020

Segundo o site brasileiro Filme B, o lançamento do serviço de streaming Disney+ pode ter sido adiantado para Agosto de 2020.

Entretanto, durante a CCXP 2019, Kevin Feige, o CEO da Marvel Studios, havia confirmado que a plataforma chegaria em território nacional no final do mesmo ano. Até o momento, a Disney não revelou uma data de lançamento oficial do Disney+.

Até o momento, o Disney+ está disponível apenas nos Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, Países Baixos e Porto Rico. Atualmente, o serviço conta com 10 milhões de assinantes.

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Disney+ tem diversas novidades a respeito dos universos Star Wars, Marvel, Pixar e obviamente, Disney. Propriedades da FOX também estão no catálogo da plataforma.

Para futuras informações a respeito do Disney+, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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O Auge da Fórmula Bay em Esquadrão 6

Desde sempre Michael Bay faz seus filmes com os mesmos elementos, que envolvem explosões, uma fotografia colorida e super saturada, reflexos aleatórios na câmera, explosões sem sentido, câmera lenta, mais explosões e cenas de ação com a técnica que destruiu a beleza dos filme do gênero: a câmera trêmula. Em alguns casos, como na trilogia Transformers (digo trilogia pois os dois últimos não merecem existir) até chegam a funcionar, mas em outros… nem tanto. O grande problema é que a Fórmula Bay se tornou enjoativa por estar presente em todos os seus filmes e na real nunca foi algo bom, mas dava pra entreter – em Esquadrão 6, nem pro entretenimento serve.

Durante todo o longa, o diretor abusou da fórmula de uma forma que pode ser considerada escrachada e até mesmo cômica, como se tivesse satirizando o seu próprio jeito de dirigir um filme. Logo nos primeiros 10 minutos do longa, somos apresentados a uma perseguição de carro com todos os fatores citados acima de uma forma extremamente exagerada – como ocorre em todo o resto do filme, mas esses minutos iniciais nos preparam para o que está por vir (isso é, se você conseguir assistir até o final).

Pois bem, o que vemos aqui é o auge da Fórmula Bay.

A trama gira em torno do personagem de Ryan Reynolds, um bilionário que decide reunir um grupo de pessoas para derrubar forças ditatoriais ao redor do globo. Para isso, cada membro simula sua própria morte para fazer parte dessa missão. A proposta é até interessante porém se perde em um roteiro preguiçoso, uma direção porca e uma edição horrível repleta de cortes desnecessários onde até a trilha sonora sofre nisso. Sim, exatamente. Vamos por partes:

O roteiro é bem raso, ignora diversos aspectos importantes para a trama e se perde em meio a tanta cena de ação mal dirigida com os elementos no qual Bay é apaixonado desde sempre e em meio a frases clichês e sem nexo ditas pelos personagens a todo o momento (isso quando tem um dialógo, pois a maior parte do tempo são apenas explosões). As cenas de ação seriam melhores se não fizessem o uso da câmera tremida a todo o momento e a direção está uma preguiça, parece que Bay fez o filme apenas para ele ter prazer assistindo.

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A edição do filme é péssima, o longa é dividido entre flashbacks e momentos atuais onde o corte não colabora para você distinguir qual é qual. Além disso, o roteiro e a direção falham em desenvolver os personagens durante esse tempo. Em conjunto com a edição, apenas mostram cenas jogadas no ar para você saber a história e a motivação de cada um – como a edição é horrível, você continua sem saber. A trilha sonora sofre com a edição pelo fato de que a música começa e acaba em questão de segundos, junto com a cena. Inclusive, a trilha é marcada por rocks jogados aleatoriamente para fazer com que a ação pareça mais radical (como se a quantidade de sangue e explosões não fossem o suficiente para provar isso).

A fotografia é super colorida e saturada, característico de Bay. Realmente não tem muito o que falar sobre, chega a machucar os olhos de tanto reflexo branco forçado na câmera. Uma curiosidade é que o diretor reaproveitou algumas imagens de Transformers: A Era da Extinção durante o filme para mostrar takes das cidades, talvez ele tenha reaproveitado de outros filmes também, mas é, comprovando que esse é um filme preguiçoso feito para agradar somente o diretor. O elenco é mal aproveitado e nem Ryan Reynolds consegue se safar dessa, aqui ele interpreta ele mesmo mas seu carisma não salva o filme do fundo do poço. A atuação do resto é medíocre.

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Para ser sincero, não tem muito o que falar do filme. Ele é fruto das fantasias mais delirantes de Michael Bay e a culpa dele ser a bomba que é, é exclusivamente do diretor. Como eu disse acima, Esquadrão 6 é bombástico e nem Ryan Reynolds com todo o seu carisma consegue salvar esse filme do total fracasso. Opinião pessoal, eu só consegui terminar o filme pois precisava escrever essa crítica, se dependesse de mim eu largava na primeira meia hora. Mas se você é fã do diretor (o que eu acho difícil), boa sorte e bom filme!

Nota: 0/5

Liderados por um homem enigmático (Ryan Reynolds), seis bilionários forjam as suas próprias mortes e criam um grupo de elite para combater o crime e mudar o mundo, mesmo sem terem chances de ser identificados.

Esquadrão 6 já está disponível na Netflix.

 

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Star Wars Jedi: Fallen Order é uma excelente adição a franquia

Faltando apenas um mês para A Ascensão Skywalker, último episódio da nova trilogia de Star Wars, a Eletronic Arts lançou Star Wars Jedi: Fallen Order com o objetivo de nos preparar para o que está por vir. Ultimamente, a saga no mundo dos videogames não trazem boas notícias: como foram os casos dos últimos Battlefront ou o cancelamento do curioso Star Wars 1313. Porém, será que o novo título quebra esse paradigma?

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A trama de Star Wars Jedi: Fallen Order se passa entre A Vingança dos Sith e Uma Nova Esperança e nela controlamos Cal Kestis, um dos últimos jedi sobreviventes da Ordem 66. Na trama, acompanhamos o jedi se escondendo do Império anos após o ocorrido quando um evento faz com que ele se revele e entre na luta contra o Império com a missão de reerguer a Ordem Jedi. O jogo foi desenvolvido pela Respawn Enterteinment (mesma empresa responsável por Titanfall), e distribuido pela Eletronic Arts.

Diferente de The Force Unleashed, o combate do jogo não é em hack’n’slash. Sua gameplay é uma mistura interessante entre Dark Souls e The Witcher 3: Wild Hunt – o combate bebe da mesma fonte que o de The Witcher na questão de movimentação, entretanto sua composição é semelhante ao da série Souls onde o jogador precisa se esquivar dos ataques e bloquear sempre que possível.

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Não só no combate, a arquitetura do mapa é idêntica ao de Dark Souls onde você explora cada canto, descobre atalhos e encontra um lugar para meditar (este sendo semelhante a bonfire), recuperar hp e distribuir os pontos de habilidade. Porém, após fazer isso, seus inimigos renascem. Essa mistura gerou uma jogabilidade diferente, interessante e bem prazerosa de se passar o tempo. Além disso, durante a jogatina o personagem passa por diversos planetas diferentes onde sua exploração varia de terreno a terreno e você é obrigado a coletar informações sobre fauna, flora e combate se quiser sobreviver.

Outro ponto interessante da jogabilidade é a presença do drone BD-1, seu companheiro na jornada. Ele tem algumas utilidades como sobrecarregar paineis, hackear droides do Império, dentre outras e é possível encontrar melhorias para ele explorando o mapa e customizações diferentes.

O sistema de customização é outra adição que torna o jogo mais interessante, afinal, você pode customizar tudo: Cal Kestis, BD-1, sua nave e até mesmo o seu sabre de luz. Para quem é fã da franquia, é um prazer poder modificar todo o sabre de luz escolhendo cada um dos seus componentes – desde sua cor até o material do sabre.

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Caso você procure fazer 100% do jogo, explorando todos os planetas e coletando todos os artefatos do mapa e itens de customização, o jogo leva mais tempo para se acabar. Entretanto, focando apenas na trama e coletando o que dava pra coletar, o jogo levou em média 17 horas para o seu término – tempo considerável para um single player.

O jogo foi desenvolvido na Unreal Engine 4, logo os gráficos estão excelentes para um jogo da atual geração. Contudo, há inúmeros problemas durante a jogatina que ainda não foram corrigidos desde o seu lançamento. Conforme o jogo progredia, diversas vezes houve problemas na renderização do mapa e quedas absurdas de fps que causavam travamento do jogo por mais de um minuto, fora os famosos bugs de lançamento que sempre tem. O jogo foi rodado no Xbox One e, como já se passaram duas semanas de lançamento, alguns desses problemas já deveriam ter sido corrigidos.

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Já fazia um  tempo que a saga não ganhava um bom jogo e Star Wars: Jedi Fallen Order é o melhor jogo da franquia já lançado desde The Force Unleashed. Apresentando uma trama que se encaixa bem no cânone e uma jogabilidade criativa, o jogo consegue ainda ser um dos melhores que foram lançados em 2019. Jedi: Fallen Order entrega uma ótima trama e uma experiência única para o fã da saga. Agora, vamos torcer para que os futuros jogos da franquia se mantenham nesse nível.

  • Pontos Positivos: enredo, jogabilidade, customização e exploração.
  • Pontos Negativos: renderização, quedas de fps e bugs.
  • Veredito: ouro – recomendável.

Star Wars Jedi: Fallen Order já está disponível para Xbox One, Playstation 4 e PC.

 

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CCXP 2020 acontecerá de 3 a 6 de Dezembro

A CCXP anunciou por meio de seu site e redes sociais, as datas da próxima edição do evento, que acontecerá dos dias 3 a 6 de Dezembro de 2020.

Segundo dados do evento, a edição de 2019 contou com a presença de 280 mil pessoas, quebrando o seu próprio recorde de 2018.

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Comic Con Experience é um evento brasileiro de cultura pop nos moldes da San Diego Comic-Con cobrindo as principais áreas dessa indústria como: vídeo-games, histórias em quadrinhos, filmes e séries para TV.

Para futuras informações a respeito da CCXP, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.