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Netflix anuncia Ghost in the Shell SAC 2045

Com o intuito de deixar o seu catálogo com até 50% de produções originais, a Netflix anuncia várias novidades praticamente todos os dias. Dessa vez, a produtora anunciou que está produzindo um novo anime de Ghost in the Shell, que terá como subtítulo, SAC 2045.

Produzido por Kenji Kamiyama (Ghost in the Shell: Stand Alone Complex)Shinji Aramaki (Appleseed), a primeira temporada do anime terá 12 episódios e estreará em algum momento de 2020. Não foi revelado se SAC 2045 é uma sequência, prelúdio ou spin-off do material original.

Dirigido por Mamoru Oshii, Ghost in the Shell fala sobre a evolução do planeta até chegar no ano de 2029, onde se tornou um local altamente informatizado, a ponto dos seres humanos poderem acessar extensas redes de informações com seu ciber-cérebros. A agente cibernética Major Motoko é a líder da unidade de serviço secreto Esquadrão Shell, responsável por combater o crime. Motoko foi tão modificada que quase todo seu corpo já é robótico. De humano só teria sobrado um fantasma de si mesma. Em 2017, Scarlett Johansson deu vida à Motoko na versão em live action americana do anime.

Para futuras informações de Ghost in the Shell SAC 2045

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Panini anuncia Golden Kamuy, WotaKoi e+ na CCXP 2018

Durante o painel da Panini na CCXP 2018, a editora reservou um tempo para falar de novos anúncios em relação a mangás. E tivemos algumas surpresas, confira abaixo:

Omoi, Omoware, Furi, Furare

Escrito e desenhado por Io Sakisaka.
Shoujo, em andamento com 10 volumes.

A história é centrada em torno de Yuna e Akari, que possuem duas visões diferentes sobre amor: Yuna é alguém que vê amor como um sonho, e Akari, é alguém que é bastante realística sobre suas escolhas românticas. Enquanto isso, temos dois garotos, Kazuomi e Rio, que também possuem diferentes visões sobre o amor: Kazumi é avoado e não entende o conceito de amor, já Rio, aproveita a oportunidade de se confessar, se a garota for bastante fofa.

Wotaku ni Koi wa Muzukashii

Escrito e desenhado por Fujita
Josei, em andamento com 6 volumes.

Narumi Momose é uma jovem que ama idols, games e tudo relacionado a animes e mangás, especialmente se for Yaoi. Em outras palavras, ela é uma otaku, mais especificamente, uma fujoshi. Após terminar o seu namoro devido a esses interesses, ela se demite de seu trabalho e se junta à uma nova companhia. Em seu novo trabalho, os únicos colegas que sabem de seus gostos, são: seu amigo de infância, Hirotaka Nifuji, um viciado em jogos otakus; Hanako Koyanagi, uma mulher legal e linda; e Tarou Kabakura, um atraente cara uma face assustadora, que sempre briga com Hanako.

Enquanto bebiam, Hirotaka aconselha que Narumi deveria namorar alguém que entenda seus hobbies. Mas ela hesita- pois otakus são encarados como esquisitos, e os únicos que podem entender eles, são os próprios otakus. Como uma relação entre otakus podem funcionar?

Funouhan

Escrito por Miyatsuki Arata e desenhada por Kanzaki Yuuya.
Seinen, em andamento com 8 volumes.

Em um certo parque existe um homem misterioso, que traja um terno preto e tem olhos vermelhos. Tal homem aceita pedido das pessoas para assassinar alguém. Ele nunca pode ser culpado pelos assassinatos já que nunca comete qualquer ilegalidade no ato. Sua força está no poder da sugestão e no arranjo de eventos. Ele aceita esses pedidos, enquanto ao mesmo tempo zomba dos tolos que tem seus desejos idiotas garantidos.
Golden Kamuy
Escrito e desenhado por Satoru Noda.
Seinen, em andamento com 15 volumes.
Em Hokkaido, nas terras do extremo norte do Japão, Sugimoto sobreviveu à guerra Russo-Japonesa da era Meiji. Apelidado de “Sugimoto, o Imortal” durante a guerra, ele agora procura as riquezas prometidas pela corrida do ouro, na esperança de salvar a esposa viúva de seu falecido companheiro de guerra. Durante a sua caça ao ouro, ele descobre sobre um estoque enorme escondido por um criminoso. Através de uma parceria com uma garota da tribo Ainu, que salva a sua vida, ele luta contra os criminosos, os militares, e a própria natureza para encontrar o tesouro. (via: BBM)

Dragon Ball “Ultimate”

Escrito e desenhando por Akira Toriyama.

Vocês não precisam de sinopse, né?

Durante o Painel foi dito que a publicação será um Kanzenban, edição definitiva, porém, também seria totalmente colorido. O que deixou as pessoas confusas, visto que nem Levi Trindade e Beth Kodama, sabiam dessa informação. Em breve a editora trará mais detalhes sobre a edição.

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Cultura Japonesa

Anime Black Lotus será o spin-off de Blade Runner produzido pelo Adult Swim

O Adult Swin anunciou que está produzindo um anime denominado de Blade Runner: Black Lotus, que será um spin-off de Blade Runner e Blade Runner 2049.

A animação japonesa se passará em 2032 e conectará os dois filmes da franquia, sendo uma espécie de ponte entre eles. Rostos novos e conhecidos irão compor a trama de Black Lotus. Shinichiro Watanabe (Cowboy Bebop) será o produtor criativo enquanto Sola Digital Arts é quem está cuidando do visual do projeto.

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No século 21, uma corporação desenvolve clones humanos para serem usados como escravos em colônias fora da Terra, identificados como replicantes. Em 2019, um ex-policial é acionado para caçar um grupo fugitivo vivendo disfarçado em Los Angeles. Diz a sinopse do primeiro longa de 1982.

Blade Runner: Black Lotus não possui data de lançamento.

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Cultura Japonesa

Assista ao trailer de Ultraman, a nova adaptação original Netflix

A Netflix disponibilizou o primeiro trailer oficial do novo anime de Ultraman, que será baseado no arco escrito por  Eiichi Shimizu e desenhado por Tomohiro Shimoguchi e que conta a história do filho de  Shin Hayata, o Ultraman original.

O agente Hayata morre em um acidente, e Ultraman resolve restituir a vida do humano. Ultraman transfere sua energia vital para o corpo de Hayata e lhe entrega a Cápsula Beta. Ao apertar o botão da cápsula, Hayata se transforma em Ultraman. Diz a sinopse do seriado original.

Ultraman estreia em 1 de Abril de 2019.

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Cultura Japonesa

Filmes e anime de Evangelion serão exibidos pela Netflix a partir de 2019

A Netflix adquiriu os direitos de Neon Genesis Evangelion, para exibir o anime de 26 episódios, lançados em 1995 e para transmitir os filmes Death & Rebirth e The End of Evangelion, de 1997.

Neon Genesis Evangelion é uma série de ação pós-apocalíptica que gira em torno de uma organização paramilitar chamada NERV, criada para combater seres monstruosos chamados Anjos, utilizando seres gigantes chamados Unidades Evangelion (ou EVAs). Estes seres são controlados por adolescentes, que por um mero acaso nasceram no ano do Segundo Impacto, sendo um deles o personagem principal, Shinji Ikari. Com outros adolescentes que foram treinados para pilotar os EVAs (por serem compatíveis com os mesmos) e com a ajuda dos membros da NERV, eles tentam derrotar os Anjos e evitar o Terceiro Impacto, que levaria a destruição da humanidade.

 Neon Genesis Evangelion estará disponível a partir do primeiro semestre do ano que vem.

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Light Novel de Sword Art Online tem capa e preço divulgados

Anunciado no último Anime Friends, a Light Novel de Sword Art Online teve os seus primeiros detalhes divulgados, em um Checklist de Dezembro da Editora Panini, publicado no site Planeta Gibi.

O Checklist traz consigo as capas dos dois primeiros volumes de Sword Art Online, que compõem o primeiro arco da obra: Aincrad.

Confira:

Conforme a imagem mostra, a Light Novel virá no formato 13,7 cm x 20 cm e custará R$ 39,90. Além disso, podemos perceber que a linha de Light Novels da Panini terá o nome de “Romance“.

Sword Art Online começou a ser publicado em 2009 e possui 20 volumes até o momento, com o lançamento do 21º programado para Dezembro no Japão. A franquia ainda possui um anime, cuja a terceira temporada, Sword Art Online: Alicization, está em exibição no Brasil pela Crunchyroll.

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Anime

Crunchyroll TV anuncia nova grade de programação

Após o fim das exibições das versões dubladas de  Mob Pyscho 100Kobayashi-san Chi no Maid Dragon e da primeira temporada de Bungou Stray Dogs, a Crunchyroll TV anunciou a sua nova grade de programação, que irá ao ar a partir desse sábado na Rede Brasil.

Confira os novos animes e horários abaixo:

Bungo Stray Dogs (Segunda Temporada) – Segundas e quartas, às 22:00

Expulso do orfanato e prestes a morrer de fome, Atsushi Nakajima conhece alguns homens bastante estranhos. Um deles, Osamu Dazai, é um suicida tentando se afogar em plena luz do dia. Outro, chamado Doppo Kunikida, fica parado, folheando nervosamente seu bloco de anotações. Ambos são membros da Agência de Detetives Armados, e se dizem responsáveis por solucionar casos que nem a polícia e o exército ousam tocar. Atsushi acaba acompanhando-os em uma missão para eliminar um tigre comedor de gente que está aterrorizando a população…

Free! Iwatobi Swin Club – Terças e quintas, às 22:00

Haruka Nanase é apaixonado pela água e fanático por natação. No fundamental, ele venceu uma prova de revezamento com seus três amigos Rin Matsuoka, Nagisa Hazuki, e Makoto Tachibana. Após esta vitória, cada um dos quatro amigos seguiu seu próprio caminho, mas se reencontraram ao virar colegas de colegial. Contudo, Rin não quer saber de fazer as coisas voltarem a ser o que eram – seu único objetivo de vida é provar que é um nadador melhor que Haruka. Após esse amargo reencontro Haruka, Nagisa, e Makoto foram o Clube de Natação do Colégio Iwatobi, mas precisam de um quarto membro para participar do próximo torneio. Eis que Nagisa recruta Rei Ryuugazaki, ex-membro da equipe de atletismo. À medida que a competição se aproxima, os quatro forjam laços firmes e treinam intensamente para vencer e resolver a rixa entre Haruka e Rin de uma vez por todas.

Black Clover (Episódios Inéditos) – Sábados, às 20:00 e às 20:30

Num mundo onde todos possuem poderes mágicos, dois órfãos são abandonados juntos em uma igreja. Yuno, dotado de poderes mágicos excepcionais; e Asta, o único indivíduo do mundo inteiro sem esse dom. Aos quinze anos, ambos recebem Grimórios – livros mágicos que amplificam os poderes do detentor. Asta recebe um raro Grimório de anti-magia, capaz de negar e repelir os feitiços do oponente. Dois opostos que nutrem uma rivalidade amigável, Yuno e Asta estão prontos para encarar os mais difíceis desafios para conquistar seu sonho em comum: tornar-se o Rei dos Feiticeiros.

Todos os animes serão disponibilizados no site da Crunchyroll no dia seguinte, para assinantes Premium.

O canal RBTV pode ser assistido no Brasil inteiro através das operadoras de TV a cabo Claro (13), Algar (717), GVT (248), Oi (10), Sky (17), Vivo (237) e NET (13, apenas no estado de SP). O canal também pode ser assistido ao vivo através do site oficial do canal: https://rbtv.com.br/aovivo.

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Primeiras Impressões | IRODUKU: The World in Colors

Shows originais – isto é, que não são adaptações de algo, e sim escritos originalmente para o animê – são uma faca de dois gumes para o redator que vos digita. Por um lado, me economiza um parágrafo inteiro sobre o que diacho é o negócio original. Por outro, faz com que meu trabalho de criar um texto onde eu consiga dizer que “Japonês é um povo estranho” seja muito maior. Dessa vez, o que temos é um desses: Um Show Original, e que me dá muita dificuldade em reclamar sobre os japoneses… De qualquer maneira, vamos à introdução de fato:

O termo “magia” vem sendo usado pela humanidade há muito tempo. Ele mudou de significado com o passar das eras, mas sempre desperta a curiosidade de qualquer que seja o indivíduo envolvido. O nosso ser clama pelo sobrenatural, ele busca qualquer coisa que seja diferente o bastante para abalar nossas rotinas, para mexer com os alicerces de nossa existência. Afinal, o mundo como o conhecemos é… chato, sem cor… Buscamos na fantasia algo que possa nos trazer divertimento numa vida pacata.

Só que, o que acontece quando essa mágica se torna parte do dia-a-dia? Quando ela perde aquilo que a tornava tão especial? Assim que ela se mescla com o que consideramos “normal”, qualquer coisa passa a ser vista com os mesmos olhos entediados de sempre. E é justamente nesse mundo onde esse show quer se aventurar.

E quando falamos de magia, visões espetaculares sempre surgem em nossas mentes. Pode escolher sua ficção predileta, que você vai lembrar de grandes planícies repletas de árvores balançando ao vento; Fortalezas de pedra cercadas por monumentais muros que se estendem por até onde os olhos conseguem ver; Caldeirões fumegantes que exalam uma leve bruma de cor suspeita, com bolhas estourando e gerando pequenos fogos de artifício a cada instante… Bem, vocês me entenderam, né?

O ponto é que uma história desse tipo precisa de um visual deslumbrante para acompanhar. E nesse quesito, estamos muito bem servidos. O estúdio responsável pelo show, a PA Works, é famosa por sua belíssima animação e cenários de tirar o fôlego. Vou falar mais na parte técnica, mas a beleza é um dos fatores que faz com que o show funcione como deveria. Muito mais do que é mostrado no mundo, o próprio mundo te mostra que a mágica é real.

Acontece que, para as personagens que estão lá dentro, esse mundo fantástico e fantasioso não passa de algo comum. Então quando paramos para ver como elas vivem… Não há nada inimaginável. Elas vivem normalmente, têm suas atividades corriqueiras e continuam tocando a vida como nós fazemos. Assim, mesmo com o fator sobrenatural que está arraigado ao cerne da trama, estamos lidando com um Slice of Life comum.

Nisso, acabamos caindo numa contradição: queremos algo que nos cative por ser diferente, mas recebemos algo que é o mais pão com ovo das refeições. Pra fazer o comum ser cativante, é preciso algo que chame a atenção, mesmo sendo normal. E o que IroDuku entrega nesse quesito são suas personagens.

Se até eu que sou a pessoa mais apática do mundo, consigo perceber as emoções por trás das personagens, você também consegue.

De novo, as personagens são pessoas normais fazendo coisas normais. O charme delas está em suas peculiaridades. Não só a sua aparência (que também é bem trabalhada), mas suas personalidades são postas a prova logo de cara. Elas não são portas falantes, ou pedaços de papelão em tamanho real, muito menos estereótipos ambulantes. Você percebe que elas foram muito bem pensadas, e nota a grande humanidade por trás de cada ação que elas tomam. Humanidade que faz com que você possa se identificar instantaneamente com cada uma delas, positiva ou negativamente.

Outro detalhe que preciso dedicar um parágrafo pra falar é sobre as cores. O uso delas no show é muito mais do que como uma ferramenta artística para dar vida ao mundo mágico, como comentei até demais anteriormente. Ela é uma ferramenta de roteiro.

A protagonista, Hitomi, tem claros problemas psicológicos. A garota é introvertida, tem dificuldades em socializar, sofre por conta de preconceitos e pra melhorar a situação, tem sérios problemas de TER QUE LIDAR COM A TECNOLOGIA DE CINQUENTA ANOS ATRÁS. E apesar de não termos tido uma confirmação da série, fica claro que sua Acromatopsia (joguei no Google mesmo. É o nome da doença que faz com que você não enxergue cores e veja tudo em tons de cinza) é uma metáfora para sua visão de mundo.

Lembra quando eu comentei, no primeiro parágrafo, que um mundo chato é um mundo sem cor? É exatamente isso que a protagonista passa, e que o diretor quer passar. Em diversas cenas – cenas onde a garota está claramente de saco cheio da vida, com aquela famosa vontadezinha de morrer – o show faz questão de eliminar todas as suas belas cores para nos mostrar a visão dela. Fica clara a mensagem que quer ser passada.

Você, largando a fase emo e começando a ouvir Restart.

Com tantas personagens boas e que são feitas para nós nos apegarmos rapidamente, e uma direção honestamente excelente que consegue trazer todos os efeitos desejados, nós nem paramos pra notar o quão arroz com feijão o show em si é. Sério, se você parar por trinta segundos e juntar todos os pontos, vai ver que não tem nada de especial no animê. Como já dito, é um Slice of Life pão com ovo. Mesmo com suas peculiaridades, tudo é muito simples e acaba trazendo um enorme senso de tranquilidade para o clima da obra. Mas essa simplicidade acaba sendo um charme a mais que se soma a todas as qualidades já mencionadas.

Como prometi, um pouco sobre a parte técnica: vou dar destaque para os astros, e nomear Toshiya Shinohara pelo seu trabalho na direção, que já cansei de elogiar ao longo do texto; e Naomi Nakano, por fazer o “Design de Cores” do show (que, certamente, é um dos papéis mais importantes para ESSE SHOW EM ESPECÍFICO). Ambos trabalham com uma equipe ligada ao estúdio P.A. Works, que tem seu repertório cheio de shows de qualidade (e alguns nem tanto). Ainda, a música (por Yoshiaki Dewa) e a dublagem (com diversos nomes conhecidos) são de alto nível e só agregam à produção.

Um show que surpreende por ser bonito de se olhar e gostoso de se assistir, IroDuku fica como uma estréia 8/10 e me deixa muito ansioso por mais. Você pode assistir pelo serviço de streaming da Amazon, o Prime Video, com novos episódios todas as segundas-feiras.

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Sword Art Online | Da saturação até o renascimento

Assim que foi lançado, o anime Sword Art Online, baseado em uma Light Novel, nos trouxe um segmento “novo” dentro do mundo dos animes, que atraiu incontáveis fãs e um público que se formou muito rápido logo em seu episódio de estréia no ano de 2012.

Apresentar um anime onde por meio da tecnologia pudéssemos imergir em um mundo de realidade virtual dentro de um MMO RPG foi uma sacada bem legal. E pra segurar ainda mais a trama do anime, o desenvolvedor do jogo prendeu todos os jogadores, os impedindo de deslogar até concluí-lo, com o detalhe que se você morresse no jogo, também morreria na vida real, e assim apresentando o plot principal.

[Para quem ainda não assistiu o anime pode parar de ler, a matéria contém Spoilers]

SWORD ART ONLINE

Kirito e Asuna no arco Aincrad

Apesar de termos aí um plot que poderia render até um conteúdo para longas temporadas, esse arco do anime se encerrou em 14 episódios, onde o protagonista Kirito zera o jogo de forma prematura quando descobre que um de seus companheiros era a consciência do desenvolvedor que os prendeu e o derrota em uma batalha. Após o episódio, o anime sofreu um hiato que gerou uma enorme expectativa em seu público, e consequentemente quando há muita expectativa, há uma enorme chance de decepção.

Daí inicia-se o arco Fairy Dance dentro do jogo Alfheim Online. os 14 episódios passados, chamados também de arco Aincrad (nome da terra onde todos moravam no primeiro jogo) desenvolveram a história do protagonista e seu par romântico Asuna, que inclusive foi uma das responsáveis por zerar o jogo juntamente com Kirito. Acontece que quando todos são libertados, Asuna não volta à consciência e Kirito descobre que ela acabou ficando presa em outro jogo.

Arco Fairy Dance do jogo Alfheim Online

Quando esse plot foi apresentado aos fãs, muitos acharam uma espécie forçação de barra pra continuarem tendo história pra algo que já chegou ao fim e acabaram abandonando o anime. Mas ao fim dessa saga em que aparecem diversos personagens e histórias legais (lembrando que não estamos aqui para falar muito sobre personagem X ou Y, ou até mesmo da história do anime, somente da sua evolução), quando o “herói” salva a “mocinha”, o anime acaba se dando por encerrado.


SWORD ART ONLINE II

Devido à grande legião de fãs e ao rápido sucesso que foi SAO, a indústria não queria “largar o osso” e trouxe para os fãs o anime SAO II.

Kirito e Sinon no jogo Gun Gale Online

Sword Art Online II trouxe mais uma vez uma segmentação “diferente”, que seria usar o sistema de imersão em um jogo de tiro, o Gun Gale Online, e a temporada se chamou Phantom Bullet. O plot dessa temporada utilizou recursos parecidos de Aincrad, misturando a vida do jogo à vida real dos jogadores, só que dessa vez, jogadores específicos estavam matando uma lista de alvos produzida por meio do jogo. E como de costume, nosso protagonista derrota o “vilão” da vez e acaba com a onda de homicídios virtuais.

Quando esse último plot é encerrado, e todos acham “Ah então encerrou os plots, não deve ter mais como explorar isso aí”, Inicia-se o arco Caliber (bem pequeno que apenas mostra como Kirito ganha a espada que usa no próximo arco) e o Mother’s Rosário, um arco bastante interessante que deixa Kirito como coadjuvante, explora o relacionamento de Asuna com sua mãe, e ao mesmo tempo a morte e drama de amigos recentes que ela faz no Alfheim online.

Asuna e Yuuki no arco Mother’s Rosário

Em determinado momento do anime, também é bom falar aqui, que todos os jogadores de SAO (Sword Art Online), ALO (Alfheim Online), e GGO (Gun Gale Online) com quem Kirito fez amizade se juntam em um novo jogo criado pelos jogadores para zerarem todos os andares de Aincrad, já que o jogo tinha sido finalizado prematuramente.  Na minha opinião seriam as partes mais saturadas do anime, já que eram completamente sustentadas por fanservice. Por causa da saturação muitos nem terminaram de assistir e foi onde a maioria do público se dispersou.


SWORD ART ONLINE ALICIZATION

Chegamos ao ponto principal que me levou a fazer esse texto. Recentemente no Crunchyroll, saiu o novo anime de Sword Art Online, e com o primeiro arco chamado Alicization, que atualmente (no momento em que foi escrito o texto) se encontra no episódio 4.

Kirito e Eugeo em Sword Art Online: Alicization

No primeiro episódio vemos que Kirito está fazendo testes em um novo dispositivo de imersão, mas como acordado previamente com ele, toda memória do que acontece dentro do dispositivo é apagada quando ele sai da imersão. Trechos da imersão são mostradas dentro do episódio e retratam a vida do personagem em forma de criança (sem memórias do mundo real) com novos personagens e aparentemente uma nova vida, dentro desse mundo virtual ocorre alguns incidentes e uma amiga de Kirito chamada Alice acaba sendo levada por um guarda (mais detalhes a gente vê assistindo o episódio).

Após voltar desse dispositivo novo de imersão, quando está em um passeio com Asuna, Kirito acaba sofrendo uma tentativa de assassinato e o anime volta para o mundo virtual da fase de testes, só que ao  invés dele ser criança novamente ele já está na idade atual e com suas memórias do mundo real e como não lembra do mundo virtual em que está (já que suas memórias eram apagadas assim que saía do dispositivo), acaba se passando por alguém que perdeu a memória. Além dele não se lembrar de nenhum habitante do mundo virtual, ninguém também se lembra dele embora aparentemente ele tenha participado da vida de todos enquanto criança nas primeiras simulações.

Deixando de lado todas essas características confusas de memórias e dispositivos de imersão, é interessante falar o porque SAO conseguiu ressurgir após um período saturado com os arcos anteriores. O elemento curiosidade voltou ao anime, com teores novos e mistérios a mais para serem resolvidos, ficamos bem entretidos nos plots mostrados e bastante curiosos para saber o porque aquilo aconteceu e o que pode acontecer dali em diante.

As cenas de ação, como toda cena de ação em SAO são um forte tremendo, muito bem trabalhadas e agora com um diferencial: características novas como sangue e dor causados por ferimentos são agora mostrados até nos seres de realidade virtual.

O anime tomou um caminho diferente e ao mesmo tempo conseguiu repassar aquele hype inicial que todos tiveram no seu primeiro episódio do arco Aincrad. Agora resta saber se nos surpreenderemos ou mais uma vez nos decepcionaremos com o futuro da franquia. Mas agora não custa continuar assistindo né.

Sword Art Online: Alicization estreou dia 06/10/2018 e possui lançamento semanal aos sábados, o anime pode ser encontrado na plataforma de Streaming Crunchyroll.

 

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Primeiras Impressões | Rascal Does Not Dream of Bunny Girl Senpai

Sei que vai ser difícil de acreditar, mas é verdade, então leia tudo até o fim. Faça isso, por favor! Apesar de estarmos falando de um animê, com um nome pouco chamativo e que provavelmente já te passou uma péssima primeira impressão, fazendo você achar que Japonês é um povo estranho… Dessa vez, tem algo a mais nisso. Algo que você precisa ver com seus próprios olhos. Dessa vez, até que animê não foi uma ideia tão ruim assim.

Fica bem fácil de saber que esse animê é baseado numa Light Novel, não fica? Digo, os sinais são óbvios: um nome longo e que descreve (ao menos) metade da sinopse; Nome, aliás, que soa ridículo para qualquer pessoa que já não esteja acostumada com esse tipo de coisa; Uma garota bonita na capa em alguma situação inusitada; Estrutura em arcos que fica óbvio onde cada volume acaba e onde o próximo começa… Poderia ficar aqui por horas, mas meu papel nessa postagem é outro, né?

Sabe o que é importante sobre uma Light Novel? Seu Autor. E o da Novel que deu origem a este animê é um já bem conhecido pelos fãs de melodrama adolescente: Hajime Kamoshida. Esse japonesinho com cara de simpático já passou pelas Primeiras Impressões quando o Luís comentou sobre Just Because!, quase um ano atrás. Se você assistiu a última obra adaptada do homem, sabe exatamente o que esperar disso aqui.

O estilo de escrita dele continua o mesmo, só mudando o enfoque: enquanto Just Because! se destacou por ser extremamente realista e pé no chão, Bunny Girl (que, desculpem, vou abreviar) parece ser uma primeira tentativa de trazer o sobrenatural para seu repertório.

E rapaz… Não é que ele está acertando em cheio?

Para explicar como que o nosso autor predileto consegue manter sua escrita “humanizada” enquanto parte para histórias além da compreensão humana, precisamos analisar justamente os humanos que estão inseridos nessa história: suas personagens.

Basta olhar para trás, que você verá o histórico do cara com seus protagonistas: tanto o Sorata de Sakurasou no Pet na Kanojo, como o Eita de Just Because! são farinha do mesmo saco. Apesar de terem suas próprias peculiaridades que conseguem distingui-los bem, eles têm um ‘esqueleto’ em comum: sua boa vontade e bom coração, sempre buscando ajudar os outros, mas cercado por diversas camadas de ironia e sarcasmo, que vão sendo derrubadas (e, às vezes, reconstruídas) com o passar da trama.

Em Bunny Girl, ele repete a fórmula, e consegue fazê-la bem, mais uma vez. E o motivo é simples: esse é o perfil mais genérico para um adolescente dos dias de hoje. É difícil errar quando você sabe exatamente onde quer acertar.

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Já a garota, tem suas peculiaridades (até por conta de suas circunstâncias), mas também é convincente. Também é uma pessoa que você consegue imaginar sendo real, existindo e tendo problemas semelhantes aos que você vê na tela. E o jeito como ela reage, tanto ao mundo ao seu redor (já falo disso) como aos esforços do garoto, duas coisas que beiram o sobrenatural… É deveras realista. Você se surpreende com a racionalidade dela.

A ambientação do mundo é a grande novidade da obra. Pela primeira vez, ele tenta fazer algo além de sua zona de conforto, e traz o místico pro palco principal. Fica claro que ele não tem muita experiência com o assunto, mas que está se esforçando para dar o seu melhor.

Ele explica a visão geral das coisas e deixa com que você preencha as lacunas com seus próprios pensamentos e ideais sobre o oculto… Mas cinco minutos depois, traz a personagem que é o bode expiatório da sua própria culpa, e tenta desmentir tudo.

Você reclamando de política na sua timeline depois de já ter excluído todo mundo.

Exatamente, essa analogia é perfeita: o autor queria escrever uma obra sobrenatural, mas sua racionalidade é muito arraigada ao seu jeito de redigir… Daí, para desencargo de consciência própria, ele fez questão de tentar racionalizar, equacionar e desmistificar qualquer aspecto que não seja cientificamente comprovável.

Talvez esse defeito acabe sendo uma de suas maiores façanhas, no final das contas. O clima que temos acerca desta tal “Síndrome da Adolescência” é justamente de mistério. É uma “doença” que não faz sentido algum para a “ciência tradicional”, mas que, quando analisada psicologicamente por moleques de quinze anos, faz todo o sentido.

É a tal da “puberdade” sendo explicada em formato mais entretível. Ambas as personagens estão mergulhadas no oculto, em coisas sem explicação… Mas você consegue trazer todos os problemas que elas possuem para o âmbito de carne e osso. O real “inimigo” da série não é o fenômeno sobrenatural que é chamado de “Síndrome da Adolescência”, mas sim o fenômeno real de se viver numa sociedade e de ver e experienciar as consequências disso.

Agora, vem cá… O QUE ESSES JAPONESES TEM COM O SCHRÖDINGER E SEU MALDITO GATO? Desculpem a exaltação, mas francamente… Toda hora, o tempo todo, esse maldito experimento sendo citado e redesenhado e remodelado por animês e afins. E o pior de tudo? METADE DAS VEZES, ELES TÃO ERRADOS! O Gato de Schrödinger é um experimento criado pelo cientista de mesmo nome para mostrar justamente… o quão ABSURDO é o conceito por trás da Mecânica Quântica. Mas parece que gostam de citá-lo como uma fonte de razão e de racionalidade sempre que possível… E não é isso… Não assim… Não desse jeito…

Desculpem o desabafo.

Eu nem vou me dar ao trabalho de mostrar os erros científicos do show, então fiquem com esse meme de baixa qualidade ao invés disso…

Voltando a programação normal, podemos falar da parte técnica, que vejam só, não está decepcionando nem um pouco! A animação é do estúdio CloverWorks (que fez relativo sucesso recentemente com Darling in the FranXX); tem direção de Souichi Masui (que já tem um bom tempo na indústria); Um destaque também vai para Satomi Tamura, que fez os excelentes Designs de Personagens, e participou da animação dos primeiros episódios.

O visual é lindo, as personagens são muito bem desenhadas e se envolvem perfeitamente com o mundo (também belamente desenhado) em que estão. Até os figurantes e personagens de fundo, que muitas vezes são ignorados (ou renderizados em 3D) acabaram ficando bons. E a trilha sonora não deixa a desejar, sendo perfeita para todas as ocasiões, quase todas as vezes.

No mais, fica claro que Bunny Girl é muito mais do que aparenta ser, e que traz muito mais do que seu título poderia te fazer imaginar. É, literalmente, um livro que não se pode julgar pela capa, e parte disso se reflete até na própria trama do show. Sinceramente, não gostaria de me exaltar aqui, mas creio que, no mínimo, 8/10 para essa estreia é o que ela merece.

A série está sendo transmitida pela Crunchyroll, com novos episódios todas as quartas-feiras.