Categorias
Séries

Ao som de Brain Damage, HBO libera trailer de Westworld III

O futuro distópico transmitido pela HBO ganhou um vídeo inédito antes da exibição do Series Finale de Game of Thrones.

Westworld é um parque temático futurístico para adultos, dedicado à diversão dos ricos. Um espaço que reproduz o Velho Oeste, povoado por andróides – os anfitriões –, programados pelo diretor executivo do parque, o Dr. Robert Ford (Anthony Hopkins), para acreditarem que são humanos e vivem no mundo real. Lá, os clientes – ou novatos – podem fazer o que quiserem, sem obedecer a regras ou leis. No entanto, quando uma atualização no sistema das máquinas dá errado, os seus comportamentos começam a sugerir uma nova ameaça, à medida que a consciência artificial dá origem à “evolução do pecado”. Entre os residentes do parque, está Dolores Abernathy (Evan Rachel Wood), programada para ser a típica garota da fazenda, que está prestes a descobrir que toda a sua existência não passa de bem arquitetada mentira.

Muita coisa mudou desde o início da série e agora, lidaremos com Dolores e Bernard como os grandes antagonistas da história após saírem do parque temático.

Westworld retorna com novos episódios em 2020.

Categorias
Serial-Nerd

Do Gelo ao Fogo, quem realmente merece o Trono de Ferro?

Bastardo. Refugiada. Intendente. Khaleesi. Senhor Comandante da Patrulha da Noite. Quebradora de Correntes. Rei do Norte. Conquistadora.

É bastante comum que a trajetória de um herói seja marcada por alegrias e tragédias. Elementos basais para amadurecer o personagem e se tornar aquilo que está destinado, como se fosse uma espécie de profecia há tantos anos contada. Nada de Azor Ahai e Nissa Nissa. Aqui temos, Jon Snow e Daenerys Targaryen. E só.

A rejeição e o medo que ambos sofreram bem no início foram a prova necessária para o início de suas jornadas como herói e heroína. Sem olhar para trás, Jon foi para a Muralha. Daenerys como refugiada e distante de seu lar, permitiu ser moeda de troca para que seu insano irmão, Viserys, conseguisse um exército digno para conquistar os Sete Reinos. Decisões que mudariam suas vidas para sempre. Até porque, caos é uma escada.

Momentos icônicos de Dany.

Daenerys da Casa Targaryen, a Primeira do Seu Nome, Rainha dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens, Nascida na Tormenta, Khaleesi do Grande Mar Dothraki, A Não-Queimada, Mãe dos Dragões, Quebradora de Correntes e Mhysa.

Quando você possui Targaryen no sobrenome, os olhos se voltam para você e esperam muito de você. A dinastia dos senhores dos dragões que teve início quando Aegon I desembarcou com suas irmãs-esposas Visenya e Rhaenys, e chegou ao fim com a morte de Aerys II durante o Saque de Porto Real. A magia e soberania tinham morrido, mas o destino resolveu agir novamente. A Nascida na Tormenta foi capaz de trazer o renascimento dos dragões e com isso, o retorno da magia. Só faltou a soberania.

É sabido que os títulos dizem muito sobre o seu portador e assim, Dany o fez. Sua fama foi feita por seus grandes feitos do Outro Lado do Mar Estreito em Essos. Enquanto em Westeros acontecia a Guerra dos Cinco Reis e tudo que veio em seguida como consequência, nossa personagem foi aos poucos conquistando seu devido espaço e ganhando respeito mesmo sendo uma mulher. Até porque o valor feminino era desprezado e muitas vezes, ignorado pelos homens.

Existe recompensa no esforço, certo? Daenerys fez e fez muito mais para si, e principalmente por seu povo. Até porque além de Mãe dos Dragões (ao menos na época), ainda era uma Mhysa. Todas as suas realizações foram por mérito próprio. Suas conquistas na Baía dos Escravos (Astapor, Yunkai e Meereen) serviram para catapultar o seu nome pelo Mundo Conhecido, onde ajudou a libertar seus filhos da escravidão e dando uma nova vida para todos. Meereen serviu como um grande preparatório para a mesma no que diz respeito ao ato de governar, tendo assim acertos e erros. Nada anormal para uma governante. A prova de fogo veio em Westeros e apesar das vitórias, vieram a partir de sacrifícios. Que deixaram uma marca em sua alma e resultou numa atitude sombria, porém esperada há muito tempo.

Principais momentos de Jon na série.

Snow não possui um apelo popular quanto Daenerys possui, mas é impossível não reconhecer seus feitos durante sua trajetória como herói. O que ele fez pela Patrulha durante a Batalha na Muralha e a consequente aliança com os selvagens merecem nota, apesar de ter sido a sua queda como Senhor Comandante. A traição doeu nele e doeu na gente. Foi sujo e cruel, mas permitiu o seu amadurecimento. Sem as amarras do importante juramento, agora precisava colocar ordem em casa. Sua Casa.

O título denominado Rei do Norte é uma herança que remonta por milhares de anos quando aquele que tinha a coroa era chamado de Rei do Inverno. O último foi Torrhen Stark, também conhecido como o Rei Que Ajoelhou, durante a Conquista de Aegon. Este título retornou com a proclamação de Robb Stark durante o conflito dos Cinco Reis. Jon veio receber um pouco depois após a vitória na Batalha dos Bastardos. Sua proclamação foi tão bonita quanto de seu primo. Além de merecido, foi também a recompensa por vingar o sangrento Casamento Vermelho. Os Stark estavam de volta em seu lar ancestral.

Jon durante toda a sua vida foi reconhecido como um bastardo, porém vem descobrir que na verdade tem sangue de dragão. Como lidar com esta importante revelação? Algo que o retira de uma posição de tremendo conforto e o joga para uma posição de suma relevância perante todos. Ah, se Janos Slynt e Alliser Thorne estivem vivos agora. O Rei Corvo agora é um Rei Targaryen, primogênito de Rhaegar e Lyanna Stark. Não é qualquer coisa. O verdadeiro herdeiro para o Trono muda tudo aquilo que a Rainha Prateada estava almejando por anos.

Gelo e Fogo. A união de elementos que ferem, mas que também possuem sua estética e significado. Podemos considerar que as Crônicas de Gelo e Fogo faz referência aos dois personagens? Saberemos em algum século. Só que aqui nesta adaptação televisiva, a referência se fez mais presente. Seus feitos foram responsáveis por juntá-los. A aliança se transformou em amor. Essa ironia do destino permitiu que familiares se juntassem sem saberem do real parentesco por um instante e assim, honrando o preceito Targaryen de manter o sangue puro entre os próprios parentes.

A legitimidade ao Trono de Ferro sempre foi uma linha tênue durante a história westerosi e esta questão se complica quando nos deparamos com dois familiares da mesma Casa como pretendentes a governar, tal como foi durante a guerra civil conhecida como a Dança dos Dragões, que levou a grande conflitos desses dois lados.

Com apenas um episódio para encerrar a série, pode ser que exista uma certa pressa para lidar com o assunto e por assim dizer, ser aquém do esperado. Esse plot demandaria mais episódios para ser explorado, mas entendo que as Batalhas em Winterfell e Porto Real demandaram um esforço maior para uma temporada mais reduzida.

O lance é que Daenerys seria a mais digna para governar devido ao seu longo histórico até aqui. Só que se descobrissem a verdade, Jon seria o preferido pelo povo. Ele é mais amado em seu lar que a própria Rainha. É uma problemática para considerar. Quem estará disposto a abrir mão de sua pretensão por amor? Quais serão as consequências depois da Destruição de Porto Real? Saberemos logo mais com o Series Finale.

Categorias
Serial-Nerd

Com um elenco feminino poderoso, Big Little Lies é uma lição de amor, amizade e superação.

É notório que a HBO se destaca em suas produções originais e garante atenção merecida de seus telespectadores devido a qualidade de roteiro, elenco cativante e temporadas curtas, permitindo que não haja enrolações em demasia. Big Little Lies se encaixa nesses quesitos e oferece mais. Muito mais.

A história se passa na península de Monterey (Califórnia) e acompanhamos a adaptação de Jane (Shailene Woodley) junto com seu filho Ziggy neste lugar. Num simples ato de gentileza, a relação entre ela e Madeline (Reese Witherspoon) teve início.

Amizade é definida como: ”Afeição, estima, dedicação recíproca entre pessoas: laços de amizade.” Esse sentimento veio de uma forma tão orgânica e bem construída, que parecia algo de muitos anos. Celeste (Nicole Kidman) também aceita Jane de braços abertos e assim, temos o Trio de Monterey. Cada uma esconde algo e as respectivas revelações vão sendo feitas sem pressa, e no momento certo.

Você aprende a se importar com essas personagens quando as atrizes conseguem entregar a atuação correta para nos convencer sobre o que acontece com ambas e como isso as afetam, além de seus filhos.

Mãe solteira e tendo na bagagem um grande trauma em seu passado, a personagem de Shailene retrata a realidade de boa parte da população feminina atualmente. Não entrarei em detalhes, pois não quero estragar a experiência de você que possa iniciar essa deliciosa maratona após finalizar o texto.

Só queria deixar claro a atuação fantástica da atriz em retratar todo o desespero e receio por conta deste trauma, que não pede licença para entrar e acaba causando pesadelos por fazê-la reviver tudo aquilo mentalmente. Isso é desgastante e Jane demonstra isso no seu dia-a-dia, juntamente com o fato de temer pelo futuro de seu filho por algo que possa estar enraizado em seu interior.

Renata (Laura Dern) aparece como ”antagonista” e entra em guerra com o Trio devido ao bullying recorrente que sua filha Amabella sofre na escola. A revelação sobre o verdadeiro culpado expõe o que citei ali em cima. Como as atitudes dos pais influenciam o comportamento de seus filhos em outros ambientes. Isso nos leva diretamente para Celeste.

O ser humano foi dotado da capacidade de não deixar transparecer nada que o deixe vulnerável perante outras pessoas. Isso vale desde um sorriso para disfarçar tristeza profunda ou um casamento de aparências. Achávamos que Celeste vivia perfeitamente com seu marido Perry (Alexander Skarsgård) até uma leve puxada de braço entregar aquilo que estava na penumbra.

A partir do momento em que utilizam do ódio como moeda de troca para o sexo selvagem e violento, configura num relacionamento abusivo e doentio. E o pior que ninguém percebe como esse círculo é bastante perigoso. Ninguém acredita no nível tóxico que isso se tornou. Não há espaço para refletir em como isso é errado, já que na concepção dada está tudo perfeito. Isso é normal entre eles e acabou.

Um empurrão hoje se transforma no soco amanhã. ”Desculpa! Vou mudar” < o mesmo lamento que já estamos cansados de ler e ouvir em tantas mídias. As agressões trazem repulsa para o telespectador e a atuação de Nicole é monstruosa. Alexander também merece elogios por sua interpretação que convence muito, pois você caminha por duas vias: pela simpatia ao personagem e depois inicia um ódio sem precedentes para com o mesmo.

O elenco mirim cativa e deixa qualquer um apaixonado. Chloe é o grande destaque com suas famosas playlist e sua boca afiada graças a sua mãe, Madeline. Os gêmeos de Celeste, Amabella de Renata, Skye da Bonnie (Zoë Kravitz) e Ziggy de Jane são tão fofos quanto. É um complemento para o que já estava bom com o elenco feminino.

Com um assassinato montado aos moldes de Revenge e How to Get Away with Murder, ele instiga e ao decorrer dos episódios, é possível imaginar quem é a vítima. Apesar do desfecho previsível, ainda é muito proveitoso todo o seu desenvolvimento até aquela fatídica noite.

São poucas as séries que me conquistam na abertura e me fazem assistir ou ouvir a trilha sonora até o final. Aqui é o exemplo perfeito.

https://www.youtube.com/watch?v=meJ2yK4boJE

A música é Cold Little Heart de Michael Kiwanuka. Os créditos iniciais de Big Little Lies mostram as personagens com seus filhos em direção à escola mesclando com a perfeita paisagem da Califórnia. Aliás, toda a trilha merece ser ouvida. Boas escolhas que intensificam as cenas.

E cadê a segunda temporada? Calma! Calma! Faltam um pouco mais de três semanas para o retorno e temos o trailer oficial.

https://www.youtube.com/watch?v=eCWevZV945M

Considero Big Little Lies como uma das séries mais importantes atualmente pela sua temática apresentada e todo cuidado em desenvolvê-la de forma competente em apenas sete episódios em sua primeira temporada. Pare um dia e veja o que esta belíssima produção tem para lhe mostrar.

Segunda temporada de Big Little Lies começa em 9 de junho.

Categorias
Literatura

‘Não, Os Ventos do Inverno e Um Sonho de Primavera não estão terminados.” – Informa George R.R. Martin.

Quando o ator Ian McElhinney (Barristan Selmy) comentou numa entrevista que George teria finalizado seus dois últimos livros, porém um acordo entre os criadores da série o impedia de publicar, a internet foi a loucura mais uma vez para fomentar a mais antiga teoria: ”Os livros já estão prontos e ele só lançará quando a série chegar ao fim.”

Por conta deste mais novo relato, o autor da icônica saga precisou esclarecer mais uma vez em seu blog oficial sobre esses boatos.

”Jornalismo na Internet é um oxímoro, estou cada vez mais convencido.

Ultimamente parece que há uma nova história sobre mim em algum lugar na rede todos os dias ou perto o suficiente para fazer qualquer coisa. Muitos entendem errado. Na maioria das vezes, eu os ignoro. Tenho coisas melhores para fazer do que tentar descobrir cada rumor estranho ou fabricação que aparece em algum site obscuro.

De vez em quando, no entanto, uma dessas histórias ganha uma circulação improvável e apenas rir da insanidade não é mais suficiente.

Isso parece estar acontecendo agora. De repente, esta história maluca sobre a finalização de Os Ventos do Inverno e Um Sonho de Primavera está surgindo em todos os lugares. Não vou fornecer links. Não quero recompensar fornecedores de desinformação.

No entanto, direi para registro – Não, Os Ventos de Inverno e Um Sonho de Primavera não estão prontos. Um Sonho nem foi iniciado ainda. Não começarei a escrever o sétimo volume até terminar o sexto.

Parece absurdo para mim que precise afirmar isso. O mundo é redondo, a Terra gira em torno do Sol e a água é molhada. Preciso dizer isso também? Confunde-me que alguém consiga acreditar nessa história mesmo que por um instante. Não faz muito sentido. Por que eu iria sentar por anos em romances já completos? Por que meus editores – não apenas aqui nos EUA, mas em todo o mundo – consentiriam com isso? Eles ganham milhões e milhões de dólares toda vez que um novo Gelo e Fogo é lançado, assim como eu. Atrasar não faz sentido. Por que a HBO queria que os livros atrasassem? Os livros ajudam a criar interesse no programa, assim como o programa cria interesse nos livros.

Então, não. Os livros não estão prontos. A HBO não me pediu para atrasá-los. Nem David e Dan. Não há acordo para segurar os livros. Asseguro-lhe que eles teriam ficado entusiasmados e satisfeitos se Os Ventos do Inverno tivesse sido entregue e publicado há quatro ou cinco anos… e ninguém teria ficado mais satisfeito do que eu.

Eu já disse isso antes: Não acredite em tudo que você lê na internet.

Exceto aqui, é claro.”

Todo mundo está cansado de saber que Martin possui uma escrita bastante lenta e quando se depara com um POV (Ponto de Vista) de personagem, sempre vai acrescentando novas informações. Sendo assim, ele vai revisitando esses POV’s até se sentir seguro o suficiente para avançar.

Vale lembrar que o último livro lançado, A Dança dos Dragões, foi em 27 de junho de 2012 aqui no Brasil. Quase completando sete anos em hiatus, ou seja, o mais longo envolvendo As Crônicas de Gelo e Fogo.

Categorias
Séries

The Last Watch | HBO lança trailer do documentário sobre a última temporada de Game of Thrones

Apesar do Series Finale se aproximando, a HBO não pretende deixar os westerosi órfãos de sua principal série de fantasia. Eis que será lançado um documentário uma semana após o episódio final. Confira o primeiro trailer:

Intitulado The Last Watch, ele promete vasculhar os bastidores da oitava e última temporada com relatos da equipe técnica, criadores e todo o elenco. Mostrando em riqueza de detalhes como as importantes cenas foram realizadas para impressionar os telespectadores.

Após os eventos assustadores em Porto Real, finalmente conheceremos a nova Rainha dos Sete Reinos. Ou será que teremos novas surpresas?

Game of Thrones encontrará o seu derradeiro final no próximo domingo (19).

Categorias
Séries

Game of Thrones | Promo do Series Finale mostra vitória da Rainha das Cinzas e seu exército

Muitos reclamaram. Outros gostaram. Alguns não esperavam. Outra parte sim. Esse misto de emoções foi parte de uma das sequências mais controversas e sombrias na história da Casa Targaryen, assim como na jornada de Daenerys. Porto Real está destruída e muitos inocentes foram mortos na investida feroz naquela que era a Mãe dos Dragões.

As consequências deste ato ecoará pelos Sete Reinos. Preparados para o desfecho? Veja abaixo o primeiro promo do Series Finale.

Westeros conhecerá a sua nova Rainha ou teremos algumas surpresas pelo caminho?

O último episódio de Game of Thrones será exibido no próximo domingo (19).

Categorias
Serial-Nerd

O lado mais sujo do ser humano é exposto em Chernobyl, nova série da HBO.

Choque. Medo. Ceticismo. Negligência. Omissão. Esperança. Tensão.

É completamente natural o ser humano entrar num misto desses sentimentos e atitudes quando se depara com uma grande catástrofe. É como um mar o afogando e não conseguir ver a superfície. Suas próprias emoções podem atrapalhar o seu julgamento. O pior é quando essa confusão emocional permite decisões falhas em prol do Estado e sem saber das consequências desses atos. Pensando que está fazendo um bem para o seu povo, pois este mesmo governo tem tudo sobre o controle. Esse é o clima que o Piloto de Chernobyl passou para o seu telespectador.

Pripyat, abril de 1986. A rotina de todos seguia de forma natural até o início de tudo. O início do fim. O incêndio pode ser visto por quilômetros e os habitantes locais começaram a se preocupar. Ninguém sabia o que estava acontecendo. Já no interior da usina, a equipe de engenheiros cientes do problema começam a traçar planos para conter o incidente. Nisso entra o Camarada Dyatlov. Apesar dos relatos cada vez mais desesperadores sobre a explosão do núcleo, ele permaneceu cético e seguiu o episódio inteiro com uma opinião contrária sobre o ocorrido. Até porque era impossível fisicamente um núcleo explodir, certo?

Dyatlov expôs uma reação já conhecida de alguém que acredita ter a resposta para tudo nessas situações e jamais concluiria algo que fosse o contrário de sua ideia. Essa arrogância misturada com ceticismo são como veneno servido. Tapa os olhos para a verdade. E isso leva para uma outra camada que o episódio apresentou muito bem: A forma como o Estado soube lidar com a situação.

Sempre que acontece um evento desta magnitude é criado um Conselho de Crise com os principais representantes para lidar com o ocorrido e planejar de forma imediata planos de ação. O conselho deste episódio conseguiu deixar o telespectador indignado com a resolução dada, uma vez que souberam ser egoístas o suficiente para concluir de forma rápida que estava tudo tranquilo, apesar do protesto de apenas um membro. Foi como se fosse uma voz no meio da multidão. Foi em vão e essa negligência custou caro.

De um lado, bombeiros apagando o incêndio, segurando partes dos destroços contendo radiação e sofrendo queimaduras. De outro, crianças brincando e adultos olhando para cima enquanto são revestidos por fuligem contaminada. Além dos trabalhadores se tornando vítimas fatais. São cenas fortes que dão agonia por mostrar a falta de preparo de profissionais e a inocência destes moradores, mesmo sabendo que o caos foi iniciado no interior de uma usina nuclear.

Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.

Essa célebre frase foi dita pelo ministro nazista Joseph Goebbels e se encaixa como luva quando encontramos Valery Legasov, que após esconder gravações contendo todo o seu relato sobre Chernobyl decide cometer suicídio. Ao longo dessa cronologia de dois anos conheceremos inúmeras mentiras sendo ditas assumindo o poder da verdade e Valery será testemunha de tudo como o engenheiro que fez parte do comitê de investigação.

A minissérie convenceu em dar um grau de realismo ao capturar para as telinhas o maior desastre nuclear da história e seus efeitos são sentidos até hoje pela Ucrânia. HBO conseguiu deixar o telespectador compartilhar dos mesmos sentimentos dos personagens em toda a sua duração e o melhor é que os personagens são reais, dando mais veracidade para a trama. Tem tudo para manter a qualidade ao longo dos próximos episódios.

Sendo assim, finalizo mostrando atualmente como está a região afetada pela radiação.

Chernobyl terá apenas 5 episódios.

Categorias
Serial-Nerd

Bem-vindos ao Fim! Supernatural surpreende em revelar o Criador da história como último vilão

Deus escreve com uma pena que nunca borra. Fala com uma língua que nunca erra. Age com uma mão que nunca falha.

Inicio este singelo texto com uma frase retirada da internet sobre uma das principais características que os religiosos utilizam para defini-Lo: como um escritor. Um Ser com o poder de escrever a nossa história, ou seja, o autor do maior best-seller conhecido pelo homem, a própria vida. Sendo assim, podemos afirmar que Ele é o dono do nosso destino? Esse questionamento pode deixar muitos sem uma resposta formada, porém Supernatural já respondeu na quarta temporada e nove anos depois, reafirmou de um jeito poderoso. E também perigoso.

Quando Chuck apareceu no episódio 4.18 (The Monster in the End of This Book), ele simplesmente era um escritor que escrevia sua única e importante obra: Supernatural. Situação esta que não passou despercebida pelos Winchesters que ficaram assustados com a fidelidade sobre os eventos de suas vidas sendo narradas nos livros. Numa temporada que estava lidando com a aparição cada vez mais frequente de anjos e demônios, a revelação de que o personagem era, na verdade, um profeta do Senhor acrescentou bastante para a mitologia bíblica para aquele ano que encerraria o maravilhoso ciclo da Era Kripke (criador da série).

Já em Swan Song (5.22) após o fim do embate entre Miguel e Lúcifer (usando Sam Winchester como receptáculo), Chuck é visto escrevendo seu último livro e trajado todo de branco acaba desaparecendo no ar. Tendo retornado apenas na décima temporada, ele deixou a importante pergunta no ar: Ele era Deus? Essa teoria foi a mais aceita pelos fãs, enquanto a própria série não tratava de confirmá-la ou desmenti-la. A resposta veio em 11.20 (Don’t Call Me Shurley) da forma mais simples e sem muitos alardes. Deus por muitas vezes deixou que os caçadores resolvessem os principais problemas e por causa disso, apenas interviu em assuntos de cunho apocalíptico. Sendo o último na forma do nefilim Jack. Desde o desfecho da Escuridão em 11.23 (Alpha and Omega), Deus se fez ausente mais uma vez e retornou apenas no Season Finale da atual temporada para lidar com o filho de Lúcifer.

Assim diz o Senhor dos Exércitos: Administrem a verdadeira justiça, mostrem misericórdia e compaixão uns para com os outros.

–  Zacarias 7:9

Quando Deus assume que a história deve seguir do jeito que escreveu, só mostra o quão egoísta demonstra ser com a sua série favorita. Ele preferiu não interveio durante grandes perdas de nossos personagens ao longo de toda a série. Apenas ficou observando nas sombras. Isso é compaixão?! Não existe misericórdia ao negar ajuda necessária para deter algum mal. Esta ajuda só se torna conveniente para os seus próprios meios, pois ameaça sua escrita. Algo que um escritor odeia é algo atrapalhando a sua narrativa. Por isso, mente. É um choque para Sam e Dean descobrirem que são marionetes do Criador e como sofreram por conta dessa falta de sensibilidade. Tudo por uma boa história, não é mesmo?

Nosso instinto em ler algo que não gostamos é simplesmente fechar o livro e deixá-lo guardado para uma próxima oportunidade. Chuck não dá uma segunda chance. A decisão de Dean em não assassinar Jack acaba com todo o seu planejamento e isso gera uma certa surpresa, pois não era para acontecer. Sua escrita deveria ser imutável, ou seja, sua função acaba perdendo todo o significado.

Ao dar boas-vindas ao Fim de Tudo, temos aqui o anúncio oficial do término de Supernatural. Seu livro acabará por definitivo na 15° temporada. O prazo foi dado com uma enorme bomba relógio trazendo todas as criaturas que os caçadores enfrentaram nessa longa estrada até aqui. Foi uma das táticas mais geniais da equipe criativa da série tornar uma criatura Onipresente, Onipotente e Onisciente como o principal vilão para o seu último ano. Nada mais poético que enfrentar o principal monstro que já assolou o universo desde que O mesmo o criou.

O futuro parece muito promissor e se for feito em mãos capazes, teremos um final digno para uma série que iniciou na busca pelo pai desaparecido sedento por vingança ao demônio que assassinou sua esposa e finalizará com a caçada definitiva a Deus. Chegada a hora de administrar a verdadeira justiça. Sem compaixão. Sem misericórdia.

Categorias
Serial-Nerd

Loucura ou Grandeza: Os Deuses abençoaram ou amaldiçoaram Daenerys Targaryen?

“O Rei Jaehaerys disse-me um dia que a loucura e a grandeza eram dois lados da mesma moeda. “Sempre que um novo Targaryen nasce”, disse ele, “os deuses atiram uma moeda ao ar e o mundo segura a respiração para ver de que lado cairá.”

–  Sor Barristan Selmy (Arstan Barba-Branca) em Tormenta de Espadas.

Essa tradição foi tema do diálogo entre Tyrion e Cersei ainda na segunda temporada da adaptação televisiva.

https://www.youtube.com/watch?v=9kejw3PgapM

Um dos privilégios de George R.R. Martin em sua longa escrita é permitir que sua narrativa não seja algo simples. Seus personagens possuem camadas para serem descobertas pelos leitores e como consegue chamar atenção pela riqueza de detalhes sobre o passado do Mundo Conhecido e as principais Casas. O grande exemplo é a Casa Targaryen.

Desembarque de Aegon I aconteceu junto com suas irmãs-esposas, Visenya e Rhaenys.

Tendo uma duração de 300 anos, a dinastia Targaryen foi muito bem balanceada por reis e rainhas notáveis, sendo estes margeando entre a bondade, crueldade e piedade. Características estas que levaram os Sete Reinos numa tormenta (Maegor I, o Cruel) ou na paz absoluta (Jaehaerys I, o Conciliador) ou num período de fanatismo religioso (Baelor I, o Abençoado).

Essa balança permitiu alimentar a tradição do lançamento da moeda para definir o caráter do próximo que viria a sentar no Trono de Ferro. As linhas da fala de Selmy deixam bem claro como todos os habitantes ficavam apreensivos a cada nascimento. Dado ao histórico familiar, a inclinação para a loucura foi aumentando de forma gradativa a cada nova geração e podemos afirmar que esta mácula foi apresentava de formas distintas por seus portadores. Baelor I era o piedoso, porém fanático. Maegor I, Aerion, Aerys II e Viserys eram arrogantes insanos. Então, qual lado da moeda caiu para Daenerys Targaryen?

Tudo parece bastante fácil quando você possui dragões, que lhe garanta vitórias sucessivas. A confiança se transforma em arrogância e esta se torna em algo mais maligno o suficiente para apontar o dedo e confirmar que a maldição continua sendo palco de deuses cruéis. Daenerys já provou um pouco desses sentimentos ao longo da série e com o Series Finale chegando mais rápido que o Gendry bolt correndo sem parar do Além-Norte até a Muralha, a equipe criativa parece-me apressada em torná-la como seu pai, o Rei Louco.

Dany precisou somente de seis temporadas completas para amadurecer, criar um exército, passar por provações e tentar não cometer muitos erros. Até porque como conseguiria governar Westeros se não aprendesse as principais lições como uma Quebradora de Correntes por toda extensão da Baía de Escravos, certo? Ela não foi perfeita, porém deu muito de si para criar novas regras e por fim, esperar o momento certo para quebrar a tão famosa roda westerosi. Este momento chegou e vai custar quanto?

O episódio recente provou que ainda existia algo para ser tirado de nossa personagem principal e assim foi de forma brutal com Rhaegal num ataque surpresa feito por Euron Greyjoy, e no final com a decapitação de Missandei perante a um desesperado Verme Cinzento. Dany vira as costas e sai com um ódio que a chega a gelar a alma. Agora todo cuidado é pouco, pois ela se encontra num campo minado muito bem preparado por Cersei Lannister. Paz nunca foi uma opção. Agora é guerra. As duas rainhas não possuem mais nada a perder e estão dispostas a vencer. Custe o que custar.

É deste sentimento que a mácula se alimenta como um câncer e se alastra sem chance de cura. A Mãe dos Dragões está bem perto de abraçar essa insanidade que sempre esteve flertando com ela nas sombras. O Burn Them All! foi dito por Rei Louco como seu último ato extremo antes de Jaime Lannister assassiná-lo. Sua última ordem foi simplesmente trazer o fogo como o beijo da morte. Ela poderia estar repetindo a atitude do pai? Anteriormente, defenderia que jamais faria isso. Só que após a morte dos Tarly e os eventos deste episódio mais recente, não espero mais nada. Dany pode recuperar a razão e ser mais branda, enquanto acontece o cerco ou impor total medo como seus antepassados fizeram há séculos quando o céu era o palco para a Dança dos Dragões.

A disputa para o Trono ficará acirrada nestes dois últimos episódios.

Categorias
Séries

Game of Thrones | Promo do penúltimo episódio é marcado por mais tensão em Porto Real

Faltando apenas dois episódios para Game of Thrones chegar no fim e revelar quem sentará no Trono de Ferro, a HBO liberou o promo oficial do quinto episódio com bastante tensão para o desenrolar de mais uma batalha, sendo esta a definitiva.

https://www.youtube.com/watch?v=K4-iIm0dNGE

A disputa para o Trono chegará no seu clímax nas próximas semanas e além disso, há a disputa interna entre os Targaryen que claramente será usada para movimentar ainda mais a trama de sua temporada final.

O episódio 8.05 será exibido no próximo domingo (12).