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SESI-SP Editora | Confira a capa, preço e sinopse de Valerian

Lançamento da SESI-SP Editora previsto para maio, Valérian et Laureline, série apelidada no Brasil apenas de Valerian, finalmente teve as características técnicas de seu primeiro volume divulgadas. Confira abaixo

Fruto da imaginação transbordante de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières, os personagens de “Valerian” e Laureline surgiram pela primeira vez nas páginas de Pilote, em 1967. Por sua inventividade e audácia, a série rapidamente se tornou referência absoluta para os leitores de histórias em quadrinhos de ficção científica.

A série do agente espaço-temporal é um clássico dos quadrinhos europeus de ficção-científica e conta com mais de 20 álbuns publicados, sempre figurando entre as dez séries mais vendidas da editora Dargaud. Um dos autores, Mézières, trabalhou juntamente com Moebius no desenvolvimento do visual do filme O Quinto Elemento, de Luc Besson. Narra as aventuras de Valerian e sua colega Laureline, enquanto viajam pelo universo, espaço e tempo. Uma mistura de space opera com viagem no tempo. A revista Pilote foi a casa das primeiras publicações de outras séries grandiosas como, por exemplo, Asterix o Gaulês.

Uma adaptação cinematográfica da série será lançada nos cinemas no dia 20 de julho de 2017. O filme conta com a direção de Luc Besson e elenco composto por Cara Delevingne, Dane DeHaan, Rihanna, Clive Owen, Ethan Hawke, John Goodman e Kris Wu.

A edição nacional terá 160 páginas, capa cartão, e compilará as três primeiras histórias, em formato 29 cm x 22 cm. O preço de capa sugerido é R$ 58,00.

No dia 13 de maio, a SESI-SP Editora fará um evento de lançamento em São Paulo, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, n° 2073), das 10h as 12h00. Para maiores informações, clique aqui, e não deixe de acompanhar a Torre de Vigilância.

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Alan Moore | D.R. & Quinch e Skizz serão relançados no Brasil

Duas séries de Alan Moore em início de carreira, publicadas na revista semanal britânica 2000 AD, verão a luz do dia do mercado brasileiro de quadrinhos mais uma vez. Skizz e D.R. & Quinch retornarão em uma edição de luxo pela Mythos Editora. Confira os detalhes abaixo.

O encadernado será chamado de Choques Alienígenas, fazendo referência ao lançamento do ano passado, os Choques Futuristas. Todas as histórias são em preto e branco, e a compilação terá uma média de 200 páginas, com previsão de lançamento para julho.

D. R. & Quinch é uma famosa série escrita por Alan Moore, contendo a arte de Alan Davis, com aventuras focadas em dois delinquentes alienígenas. A saga estreou na prog 317 da 2000 AD, e conta com sete arcos publicados entre 1983 e 1987, tendo sido muito bem recebida graças ao seu humor anárquico, destoando de outros trabalhos do roteirista na época.

Além desta, Skizz, a “versão adulta do E.T. de Steven Spielberg”, série co-criada por Moore e Jim Baikie, estará na mesma edição de luxo, finalizando as republicações de séries do autor. Ambas estas obras já foram lançadas por aqui no início dos anos 2000 de forma ilegal. Skizz possui três arcos escritos por Alan, tendo estreado na prog 308 da 2000 AD.

Ao lançar as duas séries, quase tudo que contém o nome Alan Moore na 2000 AD terá sido publicado em edições definitivas oficiais no Brasil. O lançamento mais recente da editora é o encadernado Monstro, uma história de terror criada por Alan Moore e escrita por John Wagner, publicada nas páginas da revista Scream! britânica. Fique ligado na Torre de Vigilância para acompanhar as novidades da 2000 AD no Brasil!

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Confira a capa nacional de Zenith, de Grant Morrison

Como foi noticiado há uma semana, a Mythos Editora estará republicando Zenith, obra de Grant Morrison e Steve Yeowell, previsto para ser lançado em maio de 2017. Agora, foram divulgadas as informações técnicas sobre o primeiro volume, incluindo a sinopse e sua capa. Confira abaixo.

Zenith – Volume 1
– Edição de luxo em capa dura
212 páginas em preto e branco
– Formato álbum (18,7 x 25,9 cm)
– Desaconselhável para menores de 13 anos
– Distribuição setorizada e venda permanente na loja virtual da Mythos
– Preço sugerido: R$ 74,90

Roteiro: Grant Morrison
Arte: Steve Yeowell

Sinopse: CONHEÇA O MIRACLEMAN DE GRANT MORRISON! Zenith, um popstar egoísta e escroto, é o único herói em atividade depois da morte dos combatentes da segunda guerra e da dissolução da superequipe Nuvem 9, dos anos 1960. Infelizmente para o mundo, deuses sombrios de outra dimensão querem tomar o planeta… e somente Zenith, com um punhado de heróis aposentados da geração paz e amor, têm condições de derrotá-los! E não é só isso: o geneticista responsável pela criação dos superbritânicos e um milionário megalomaníaco se aliam num plano nefasto. Zenith vai precisar impedir a destruição de Londres e, ao mesmo tempo, confrontar seu passado! Tudo pela cabeça brilhante de GRANT MORRISON!

Clique aqui para ler o preview do encadernado.

Serão lançados dois volumes compilando as quatro fases originais. No exterior foram quatro volumes com cerca de 100 páginas cada, enquanto aqui o número foi reduzido para dois volumes, com cerca de 200 páginas cada e tradução de Érico Assis, responsável pela adaptação de outras obras de Morrison como Os Invisíveis, Patrulha do Destino e Superdeuses.

Fique ligado na Torre de Vigilância para acompanhar as novidades!

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Guia de Leitura #15 | Juiz Dredd

Criado por John Wagner e Carlos Ezquerra no ano de 1977, o Juiz Dredd é o personagem mais famoso dos quadrinhos britânicos, publicado ininterruptamente na revista semanal  inglesa 2000 AD. Desde 2013 o Bom Juiz encontrou uma casa no Brasil através da Mythos Editora, inicialmente com uma revista mensal e atualmente em encadernados capa dura e capa cartão. Este Guia tem como objetivo introduzir o personagem a novos leitores e estabelecer uma ordem correta de leitura para seus encadernados, contendo todas as informações básicas e intermediárias para um iniciante.

Confira abaixo o Guia sobre Juiz Dredd mais completo do Brasil!

Introdução ao universo

Em abril de 2031, foi aprovado o novo Sistema Judiciário dos EUA, com uma nova força policial que detinha o poder de prender, julgar e executar. O objetivo desse novo sistema de justiça era combater as gangues que assolavam a vasta conturbação metropolitana que se estendia de Washington até Nova York, e que futuramente se tornaria a maior cidade do mundo, Mega-City UmJoseph Dredd e seu irmão, Rico Dredd, foram clonados do DNA do Juiz-Chefe Fargo, o primeiro Juiz-Chefe do mundo, em 2066.

No ano de 2070, o então presidente Robert L. Booth deu início à Terceira Guerra Mundial, que destruiu a maior parte do mundo. Algumas megalópoles sobreviveram, entre elas Mega-City Um, Mega-City Dois, Texas City, Brit City e poucas outras. Todo o restante do planeta tornou-se um grande deserto nuclear chamado Terra Maldita, e os resquícios da Guerra se estendem desde o surgimento de mutantes, vivendo neste deserto e alterados geneticamente graças a radiação – ou até mesmo pessoas com poderes psíquicos habitando as cidades – até a colonização do espaço por cidadãos que foram embora da Terra. O então presidente Booth foi julgado pelos Juízes de Fargo, sentenciado a criogenia, e os Juízes assumiram o poder da cidade, com o objetivo de conter os danos da Guerra, que incluíam o caos generalizado nas ruas, pânico, milhões de feridos e a necessidade de reconstrução de tantas vidas.

Mega-City Um: a população e os Juízes

A primeira aventura do Juiz Dredd publicada, ainda em 1977, se passa em 2099. Neste ano, os Juízes já estão estabelecidos como o principal poder das megacidades, e Dredd é o Juiz mais respeitado de todos. Mega-City Um possui uma população de 800 milhões de habitantes, sendo uma cidade futurista avançada tecnologicamente, onde as pessoas vivem em gigantescos blocos-condomínios, prédios onde muitos cidadãos nascem e morrem sem mesmo conhecer o mundo do lado de fora. Os números são impressionantes: há 87% de desemprego na cidade, e boa parte do trabalho é feita por robôs, sendo as pessoas desempregadas mantidas com um apoio mínimo do Estado. E do desemprego, nasce o crime. Todo cidadão é um criminoso potencial.

Os juízes passam por um rigoroso treinamento de 15 anos na Academia da Lei. As cidades possuem divisões muito exóticas, indo de áreas sexuais até becos suburbanos, passando por condos temáticos e espaços tecnológicos. Há todo tipo de coisa em Mega-City, e até mesmo alienígenas e seres dimensionais já existem no planeta Terra. Todos são rigorosamente patrulhados pelos juízes. A população da cidade variou com o passar dos anos: de 800 milhões de habitantes em Mega-City Um para 400 milhões durante a saga A Guerra do Apocalipse (publicada no Brasil pela Mythos Editora), onde a contraparte soviética de Mega-Leste Um deu início a uma guerra contra a cidade, e o Juiz Dredd impediu danos ainda mais catastróficos, tomando decisões cruciais para a sobrevivência. E os números flutuam com o passar dos anos conforme novos desastres ocorrem, como NecrópolisGuerra Total, Dia do Caos (os dois últimos publicados pela Mythos), etc. Algo interessante a se ressaltar é que a medicina já evoluiu a ponto das pessoas conseguirem viver muito mais que o normal, e Dredd aparenta ter cerca de 50 anos graças ao uso de drogas de rejuvenescimento utilizadas pelo Departamento de Justiça. Contudo, os anos correm em tempo real neste universo. Atualmente, já passaram dos anos 2140.

Inimigos, equipamentos, coadjuvantes e gírias

Dredd possui uma galeria de vilões pequena, especialmente se comparada a dos heróis dos quadrinhos americanos. O motivo é simples: existem duas opções para quem enfrenta os juízes, a morte ou a prisão. Entre os vilões recorrentes alguns se sobressaem, como os Juízes Negros (seres de uma dimensão onde a vida é um crime), o Máquina Malvada (homem lobotomizado por sua família de mutantes, transformado numa máquina de matar), Stan Lee (um lutador de Kung Fu), Chopper (um pichador) e meia dúzia de malfeitores. Entre os itens que Dredd utiliza para julgar os criminosos estão seus equipamentos, destacando-se sua arma, a Legisladora (que dispara cerca de oito tiros diferentes) e as motos Magistradas. Seu capacete possui uma gama de acessórios que vão desde zoom ótico até máscaras de gás e microfones. E o Juiz Dredd nunca mostrou seu rosto, sendo pura e simplesmente um avatar da justiça.

O elenco de apoio das histórias do Dredd varia bastante com o passar dos anos, e alguns até mesmo ganharam suas próprias séries, como a Juíza Anderson. Além dela, existem personagens incríveis como o Juiz Giant, a Juíza Hershey, Guthrie, América e outros. Neste universo também destacam-se as gírias utilizadas pelos personagens, como “Drokk“, uma espécie de profanação, e “Stomm“, que tem significado parecido. “Dreus” é o equivalente a Deus (no original, “Grud“); o dinheiro é chamado de “Creds“, os criminosos de “Vagais“, os mutantes de “Mutunas“, os corpos de “Presuntos“. E caso queira conhecer um pouco mais do background da criação do personagem, confira este texto.

Ordem de leitura

Confira abaixo a ordem de leitura cronológica dos encadernados e especiais publicados oficialmente no Brasil pela Mythos Editora até o momento. Boa parte das sagas essenciais do personagem, como A Terra Maldita e O Juiz Criança permanecem inéditas no Brasil, porém boa parte dos acontecimentos são situados aos leitores com os textos presentes nas compilações. Não é tão difícil quanto aparenta. A ordem não é exata, pois algumas edições possuem histórias de outros momentos da cronologia, porém o mais sensato a se fazer é ler na sequência abaixo. Outros materiais foram lançados, por outras editoras, porém não são facilmente encontráveis, então foram limados desta lista. Sem mais delongas:

Juiz Dredd: Guerra Total

Outros selos

Dredd já teve histórias publicadas por editoras americanas como IDW, Dark Horse e DC Comics. A IDW licenciou o personagem (e outros da 2000 AD, como o Renegado) em 2013 e vem produzindo material para os americanos desde então, sendo que um deles chegou às bancas brasileiras em 2015 e outro em 2020. Pela Dark Horse, os crossovers com o Predador e com Aliens foram os dois lançamentos, que também receberam duas edições de luxo brasileiras lançadas pela Mythos. E na DC Comics, o personagem já se encontrou com o Batman (em quatro histórias) e com o Lobo. No Reino Unido, o Juiz já teve histórias lançadas em revistas de música, compiladas no encadernado Heavy Metal onde boa parte são ilustradas por Simon Bisley, e também não fazem parte da cronologia oficial da 2000 AD.

Curiosidades

O Juiz Dredd inspirou alguns personagens da cultura pop, como o RoboCop. Um dos concept arts do RoboCop, feito em 1987, possuía uma enorme semelhança com o Juiz, especialmente por conta do capacete;

O personagem teve dois filmes live-action, um em 1995 protagonizado por Sylvester Stallone, e outro (mais fiel) em 2012, onde Karl Urban deu vida ao Dredd. Entre as produções feitas por fãs estão o curta Judge Minty e a série Cursed Edge. Nas animações, foi produzida uma série fan film animada chamada Judge Dredd Superfiend. A Rebellion/2000 AD anunciou há alguns anos que uma série de TV de Mega-City Um está em desenvolvimento.

Com relação aos quadrinhos, diversos gigantes da indústria escreveram ou ilustraram histórias do Dredd. Garth Ennis, Grant Morrison, Mark Millar, Frank QuitelyAlan Grant, Brian Bolland, Simon Bisley, Liam Sharp, Frazer Irving e muitos outros já passaram pelas páginas do Juiz.

A banda de heavy metal Anthrax possui uma música dedicada ao Juiz, chamada “I Am The Law“.

Nos games, existem pelo menos três jogos famosos: Judge Dredd vs Death (PS2), Dredd vs. Zombies (mobile) e Judge Dredd: Countdown Sec 106 (mobile). Nos board games, o Juiz tem alguns jogos de cartas e outros de miniaturas (com tabuleiro).

E aí? Ficou interessado em acompanhar as histórias do Juiz mais durão de Mega-City Um? Compre os encadernados através da Amazon e Loja Mythos, e fique ligado pois os lançamentos não param por aí e, conforme as novidades chegarem, este Guia irá acompanhá-las. Boa leitura, vagal.

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Juiz Dredd | A introdução de Origens

O Juiz Dredd vem sendo publicado no Brasil através de uma série de encadernados. É uma prática comum a presença de textos introdutórios ou extras, feitos para melhorar a experiência do leitor, nos quadrinhos em capa dura lançados por aqui e no exterior. Os compilados da Mythos Editora, casa nacional do personagem, não fogem desta prática.

Porém, muitas vezes a falta de espaço (ou páginas) impede que alguns materiais extras componham os quadrinhos, como é o caso do texto de introdução que não esteve presente no encadernado Juiz Dredd: Origens, de 2013. Apesar desse empecilho, você pode conferir este texto – que também serve como uma introdução ao universo do Dredd – com exclusividade abaixo! As imagens não ilustravam o texto original, cedido pelo tradutor e editor-assistente Pedro Bouça.

“Quando foi criado, em 1977, ninguém imaginava que o Juiz Dredd duraria muito tempo. Naquela época, os quadrinhos tradicionais britânicos enfrentavam uma profunda crise, que praticamente os destruiria. Dredd, porém, era um sobrevivente e tanto a série quanto a revista em que é publicada, a famosa 2000 AD, existem até hoje.

No entanto, isto significa que nos seus primeiros anos a série não se deu ao trabalho de estabelecer detalhadamente o personagem e o seu universo. O Juiz Dredd era um superpolicial com autoridade de juiz, júri e executor, impondo a lei em uma gigantesca metrópole futurista que era por sua vez cercada por um meio ambiente desolado, a Terra Maldita, consequência de um confronto nuclear que muitos viam como inevitável naqueles tempos de Guerra Fria. Mas pouco mais foi estabelecido e quando os autores (tanto o criador do personagem John Wagner quanto o editor – e principal escritor da série nos seus primórdios – Pat Mills) se referiam ao passado era geralmente de forma vaga e inconsistente. Um quebra-cabeça em que muitas peças faltavam e as poucas que existiam não se encaixavam muito bem.

Trinta anos depois, John Wagner decidiu botar ordem na história do seu personagem e finalmente detalhar o passado de Dredd e seu mundo, juntando os elementos apresentados anteriormente para criar uma história consistente. Ao seu lado estava o outro criador da série, o desenhista Carlos Ezquerra, para quem o passar dos anos apenas refinou o talento e a disciplina de trabalho. Nesse ponto, pode se dizer que foi um mérito que esta história tenha levado 30 anos para ser contada, já que a dupla Wagner/Ezquerra de 2007 é bem mais talentosa do que era em 1977.

Outro fator importante diz respeito à situação política em 2007. Ao criar o “último presidente americano” Robert L. Booth em 1978 e responsabilizá-lo pela guerra atômica que devastou o mundo de Dredd, Pat Mills parecia apenas demonstrar o seu lado iconoclasta. O presidente americano na altura, Jimmy Carter, era (e é) um conhecido pacifista e os seus equivalentes soviéticos pareciam muito mais propensos a iniciar um conflito nuclear. Em 2007, porém, o então presidente americano George W. Bush era um modelo muito melhor para a mistura de corrupção, beligerância e incompetência que caracteriza Booth nesta história. Claramente Mills estava à frente do seu tempo…

Mas Origens não se limita apenas a contar o passado do personagem. Nela Wagner lança também as bases de boa parte das tramas futuras da série, cujas ramificações são visíveis nas histórias publicadas até hoje em dia no Reino Unido. Por isso ela foi escolhida para iniciar o que esperamos que seja uma duradoura história de publicação do Juiz Dredd no Brasil.

E é essa a história que a Mythos Editora tem a honra de apresentar ao público brasileiro. Esperamos que vocês gostem e não deixem de acompanhar a revista mensal do personagem, que estará em breve em uma banca perto de vocês. Boa leitura!

E aí? Se você não estava certo de que este material é excelente, foi convencido agora? Juiz Dredd: Origens chegou às livrarias em 2013, contendo 196 páginas em capa dura, e foi o primeiro encadernado do Bom Juiz lançado pela Mythos, marcando o início de uma duradoura série de publicações que continuam a proporcionar experiências de leitura fascinantes aos seus fãs. E que siga dessa forma até o fim dos tempos, trazendo a Lei para os Sem-Lei.

Caso você tenha se interessado, acompanhe os encadernados do Juiz Dredd, com histórias clássicas e modernas, comprando através da Amazon:

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Os comerciais da 2000 AD para televisão

Algumas editoras americanas – como a DC e a Marvel – vez ou outra apostam em comerciais para a divulgação de seus respectivos materiais (principalmente em época de filmes no cinema). Mas você sabia que a 2000 AD, maior revista em quadrinhos britânica, também já teve alguns comerciais exibidos na TV? Confira algumas curiosidades abaixo!

Querendo ou não, a televisão é o meio de comunicação mais popular e utilizado no mundo, enquanto a internet ocupa a 2ª posição. Segundo pesquisas feitas pelo próprio governo, no Brasil cerca de 26% das pessoas utilizam mais a internet, enquanto mais de 65% assistem mais televisão.

Isso garante um mercado de divulgação na TV (que não é exclusivo do nosso país), com centenas de comerciais em diversos horários, dos mais aos menos “nobres”. E a 2000 AD já teve alguns comerciais durante sua existência, exibidos lá fora! Vale lembrar que estes são os comerciais que podem ser encontrados no YouTube, e não há informações suficientes para dizer se existiram outros.

O primeiro deles, de 1977:

Este comercial é apresentado pelo Editor Alienígena Tharg, e divulga a primeira edição da 2000 AD, fazendo propaganda do novo e invencível Dan Dare. É engraçado reparar que a nave do editor pousa na Terra e está recheada de 2000 AD’s, a nova revista em quadrinhos da galáxia, com um spinner grátis! Muito divertido.

Esta versão da 2000 AD já foi publicada no Brasil com poucas alterações (basicamente alterações de capa), pela extinta editora EBAL, e durou dez edições. Confira mais informações clicando aqui.

Outro comercial, de 1994:

Um fator curioso é que este comercial é muito bem feito visualmente, e custou muito caro para que se obtivesse este resultado. Com isso, ele se tornou muito mal sucedido, pois os gastos na produção impediram que ele fosse exibido em horários bons! Uma pena…

Os personagens mencionados são: Gideon, Rogue Trooper, Mambo, Sláine e Judge Dredd (este último, é claro, responsável pela frase de efeito para divulgação). Também vale ressaltar que Sláine e Juiz Dredd foram publicados mensalmente na Juiz Dredd Megazine, da Mythos Editora, e a partir da edição 13, Rogue Trooper (com o título Renegado) foi incluído no mix. Infelizmente a revista foi descontinuada na edição 24, porém a editora segue publicando diversos encadernados das mais variadas obras.

E por último, o comercial da “versão infantil” da 2000 AD:

A revista divulgada chamava-se Judge Dredd: Lawman of the Future, e foi publicada na época do lançamento do desastroso filme protagonizado por Sylvester Stallone. Esta revista durou 23 edições, sendo lançada entre Julho de 1995 e Maio de 1996.

Nos EUA uma revista do Juiz Dredd também foi comercializada (material produzido pelos americanos) nesta época graças ao filme protagonizado pelo garanhão italiano, e dizem que o longa foi responsável por uma brusca queda nas vendas das revistas relacionadas ao personagem (incluindo a revista britânica). Uma verdadeira catástrofe.

Capa da primeira edição de Lawman of the Future, que possuía um pôster do filme em seu interior.

Todos os comerciais produzidos pela 2000 AD tiveram algum impacto nas vendas da revista, seja para melhor ou pior. Há algum tempo a empresa não investe na mídia, focando todo seu esforço de produção para as redes sociais, como por exemplo, o canal no YouTube, onde são comentados os lançamentos, fazem dossiês e divulgam novidades.

Contudo, os comerciais ainda existem graças às gravações dos fãs, e servem como um valor histórico importante para retratar épocas do passado. Gostou das curiosidades? Comente abaixo!

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Juiz Dredd Apresenta | Missionário: Lua de Sangue

O Missionário habita a Terra Maldita, uma vastidão radioativa que engloba a maior parte do que já foram os Estados Unidos. Série spin-off do Juiz Dredd, Lua de Sangue é o primeiro lançamento da Mythos Editora que está correlacionado com o universo do Bom Juiz, entregando muita ação e histórias curtas, porém extremamente divertidas.

Missionário (Missionary Man, no original) surgiu em 1993 na revista inglesa Judge Dredd Megazine. Criada por Gordon Rennie e Frank Quitely, a série narra as aventuras do Pastor Cain, um homem enigmático e durão que traz a ordem e a palavra de Deus para a terra sem lei dominada pelos mutantes e criaturas perversas. Vagueando por estes territórios sem crença, como uma personificação física do anjo da morte, Cain pune os ímpios e perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem, proporcionando o descanso eterno para suas almas.

Com uma premissa simples, as aventuras do Missionário são tão simples quanto aparentam, e a simplicidade as torna extremamente proveitosas. Ao unir elementos de western com ficção-científica, o quadrinho cria um apego instantâneo para os leitores ávidos de Dredd, e funciona bem como stand alone, podendo ser consumido por leitores casuais.

As histórias são curtas, formato típico das publicações britânicas da 2000 AD, onde em poucas páginas os autores demonstram um poder de síntese absurdo. Gordon Rennie teve em Missionary Man a sua estreia escrevendo uma série longeva, e apesar do pouco reconhecimento entre os leitores brasileiros, Rennie veio a se tornar um dos nomes mais respeitáveis e sinônimo de boas histórias dentro da revista. Este início da série do Pastor Cain (que durou quase dez anos de publicação, e foi escrita por Rennie até o fim) já demonstra o bom nível do texto do autor, que entrega sequências de ação com versículos bíblicos extremamente divertidas, casando sempre com o contexto em que as cenas estão inseridas.

Não bastasse o carisma de “personagem durão” do Pastor Cain, alguns dos coadjuvantes também recebem destaque. É o caso de Joe, parceiro mutante do Missionário, condenado à forca por ser feio, e salvo pelo enigmático protagonista. Joe (coincidentemente, o mesmo nome do Juiz Dredd) funciona como uma ponte mais humana para o leitor, sendo o personagem que faz as perguntas ao quase divino (que ironia) e inflexível guerreiro que o auxiliou. E desde as primeiras páginas, o passado de Cain é um mistério que cria uma aura de incerteza ao redor dele, tornando a leitura ainda mais prazerosa.

O time de artistas reunidos nesta compilação encadernada também é de ponta. Frank Quitely, o grande destaque, estava em início de carreira na época em que a série começou a ser publicada, e seu belíssimo traço já era reconhecível como uma marca, sinônimo de qualidade artística em todos os trabalhos posteriores feitos por ele. Para a época em que este quadrinho saiu, a perspectiva de Quitely foi um sopro de ar fresco aos britânicos, visto que todos possuíam um estilo parecido. Todas as aventuras ilustradas por ele estão neste encadernado, e outros dois ilustradores, Garry Marshall e Sean Longcroft, completam o time e entregam belos desenhos em alguns dos sermões do Missionário.

Os problemas com os quais o herói desta série deve lidar são tão bizarros quanto quaisquer outros deste universo. Alienígenas, criaturas selvagens, mutantes, humanos perversos e até mesmo aparições fantasmagóricas são alguns dos que se opõem à palavra do Senhor. Entre estes inimigos, encaixam-se referências diretas ao (mais uma vez) universo dos Juízes, com citações a Texas City, aos acontecimentos de sagas anteriores e a participação ativa dos Gila-Munja, criaturas assassinas e mutantes que se assemelham a animais selvagens, mortais e extremamente violentos.

O encadernado compila seis arcos de Missionary Man, que ao todo possui vinte e quatro aventuras, tendo sido publicado até o ano de 2002. Entre os artistas que assumiram a série após a saída de Quitely estão grandes nomes dos quadrinhos, tais como Simon Davis, Henry Flint e Jesus Redondo.

A pregação do Missionário entrega o que há de melhor nos gibis da 2000 AD: ação, cenas memoráveis, boa ficção-científica, personagens carismáticos e artistas de primeiro escalão. Apesar do lançamento inesperado por parte da Mythos Editora, é importante lembrar que não existem outras compilações da série publicadas no exterior, e caso lancem uma sequência (que com certeza depende do sucesso deste volume), serão materiais exclusivos do mercado brasileiro. E esperamos que estas sequências apareçam por aqui, para que haja alguma chance de redenção para nós pecadores.

Juiz Dredd Apresenta: Missionário – Lua de Sangue é um encadernado de 108 páginas coloridas em formato 18,7 cm x 25,9 cm, contendo lombada quadrada, capa dura e preço de capa sugerido de R$ 59,90.

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Rebirth no Brasil | O que ler antes do Renascimento?

Em maio de 2016 a DC Comics deu início à sua mais recente e bem sucedida fase editorial, intitulada DC Rebirth. Sucesso de crítica e vendas, o objetivo deste relaunch foi aproximar a editora às suas antigas características, que envolvem o legado dos heróis, otimismo e mais amor. Esse novo momento da Editora das Lendas começou com uma edição especial lançada no mesmo mês, escrita por Geoff Johns e intitulada DC Universe: Rebirth Special #1, onde as primeiras sementes do que viria a seguir foram plantadas.

Esta edição especial está chegando agora ao Brasil, publicada pela Panini com o título Universo DC: Renascimento. Mas o que deve ser conferido antes para que haja total compreensão da cronologia? Confira abaixo as leituras essenciais que deixam o Renascimento ainda melhor!


 Lois & Clark

O Superman é o personagem que sofreu as maiores mudanças no Renascimento. Há algum tempo publicamos um enorme artigo explicativo sobre toda a cronologia do Superman desde os Novos 52 até a revista Convergência: Superman, consequentemente culminando em sua nova série mensal, escrita por Peter Tomasi, um dos maiores nomes da editora. Contudo, antes de aproveitar a nova fase do herói, a minissérie Lois & Clark de Dan Jurgens e Lee Weeks é uma das leituras obrigatórias. Publicada nos EUA logo após a saga Convergência, esta série estabeleceu o Superman antigo no universo atual da DC, trazendo de volta não somente o herói clássico como também sua família, composta pela Lois Lane e seu filho Jon Kent. Esta minissérie foi publicada no Brasil em um encadernado, e além de narrar as aventuras e adaptação do Superman mais velho neste mundo, também planta algumas ideias que serão reaproveitadas ao longo do Renascimento, tanto em Action Comics quanto em Superman e Super Sons.


Guerra de Darkseid

Uma das últimas sagas da Liga da Justiça, a Guerra de Darkseid teve grandes consequências para o Universo DC. Durando cerca de um ano, o épico foi escrito por Geoff Johns e ilustrado por Jason Fabok, e também plantou diversas ideias que serão aproveitadas ao longo do Renascimento. Uma nova Lanterna Verde, um misterioso parentesco da Mulher-Maravilha, um destino trágico para o maior herói de todos os tempos, além de outras grandes mudanças relacionadas a vilões como Lex Luthor, o Sindicato do Crime e ao próprio Darkseid foram alguns dos choques desta batalha. Sobrou até para o Coringa. No Brasil, a saga foi publicada na revista mensal da Liga da Justiça ao longo das edições #42 e #51. Além disso, a editora Panini também compilou as revistas especiais dos Novos Deuses no encadernado Liga da Justiça Especial: A Guerra de Darkseid.


Caça aos Titãs

A Caça aos Titãs de Dan Abnett, Paulo Siqueira e Stephen Segovia também é parte vital para a compreensão do Renascimento como um todo. Além de conectar-se diretamente com o início da revista Universo DC: Renascimento, esta minissérie em oito edições, compilada no Brasil em um único encadernado da Panini, explora toda a relação entre os Titãs originais, grupo composto por Dick Grayson, Donna Troy, Ricardito e outros. A trama lida com o passado supostamente apagado da memória destes heróis, e une toda uma cronologia referente aos personagens para que haja uma conexão e um retorno do grupo, que deixou de existir durante os Novos 52. O roteiro se esforça para unir todas as pontas e a revista dos Titãs na fase seguinte é uma das mais importantes para a DC atualmente, graças ao retorno de um herói esquecido.


Superman: Fim dos Dias

O arco final do Maior Herói de Todos os Tempos englobou as revistas Action Comics, Superman, Batman/Superman e Superman/Wonder Woman no exterior. Os últimos momentos do herói nesta continuidade foram narrados por Peter Tomasi, que posteriormente assumiu a revista principal já na fase Renascimento, e a arte de grandes nomes como Mikel Janín e Doug Mahnke fizeram parte das revistas. No Brasil o arco foi compilado em um único encadernado chamado Superman: Fim dos Dias, e a obra é vital para a compreensão do Renascimento, linkando diretamente com o fim da Guerra de Darkseid, com os acontecimentos de Lois & Clark e dando o gancho para revistas como Superwoman. Toda a fase do herói desde sua origem recontada em meados de 2011 se encerra aqui, mas alguns detalhes serão retomados em outro momento, no futuro…


O que mais?

Por mais que o Renascimento seja uma nova fase e um ponto de partida ideal para novos leitores, a cronologia foi mantida, e basicamente todas as séries desde o início dos Novos 52 possuem importância para este novo universo DC. Como toda reformulação, algumas questões de origens e ausência ou presença de personagens estão sendo alteradas pelas equipes criativas, como já vinha acontecendo anteriormente (o caso da já citada Caça aos Titãs), e ao mesmo tempo diversos detalhes são mantidos.

Abaixo, confira alguns tópicos importantes com relação a algumas das séries e heróis específicos, com pequenas explicações:

  • We Are Robin: publicada no Brasil na revista mensal A Sombra do Batman, a série de Lee Bermejo desenvolveu o atual companheiro do Batman, Duke Thomas. O personagem já havia sido utilizado ao longo da fase de Scott Snyder na revista mensal do Morcego, porém, em We Are Robin ele passou a ser um dos protagonistas. Toda esta fase é essencial para conhecer o personagem, e toda a Batfamília manteve-se.
  • A Mulher-Maravilha de Brian Azzarello é um caso diferente. Tida por muitos como a melhor revista dos Novos 52, na fase Renascimento o roteirista Greg Rucka, responsável por elogiadas histórias da personagem, está recontando não somente sua origem, mas lidando com todo o passado da heroína. É importante conhecer não somente a “fase guerreira” de Azzarello, mas também tudo o que veio antes, desde a fase de George Pérez após a Crise nas Infinitas Terras, caso você deseje saber o que está sendo alterado.
  • O Wally West dos Novos 52 foi mantido na cronologia do Renascimento, então tudo relacionado ao Flash e aos Jovens Titãs também permanece vivo, quando se trata do velocista.
  • Batgirl mantém-se com o mesmo estilo da fase Burnside, de Brenden Fletcher, Cameron Stewart e Babs Tarr. As séries relacionadas como Aves de Rapina e a Canário Negro também são correlacionadas.
  • O Arqueiro Verde de Jeff Lemire deve ser lido para que haja compreensão tanto da fase Renascimento quanto da fase prévia, já escrita por Ben Percy (roteirista que se manteve na reformulação), encerrando a fase dos Novos 52.
  • Heróis como o Lanterna Verde, Shazam, Aquaman, Supergirl, Caçador de Marte e Cyborg também mantiveram-se, com algumas pequenas alterações, caso da Supergirl e do Cyborg. A edição Universo DC: Renascimento mostrou acontecimentos específicos para alguns heróis e sidekicks, como o que houve entre Aquaman e Mera ou com relação ao Besouro Azul.

Bastante coisa, não é mesmo? É sempre importante lembrar que o Renascimento visa os leitores novatos, então nada é tão complicado quanto aparenta. É possível que alguns detalhes não tenham sido mencionados acima, porém é fatalmente impossível descrever com detalhes todos os acontecimentos da vida destes heróis nos últimos anos. Caso opte por ler somente as séries indicadas e a edição especial, a compreensão como um todo não será tão comprometida.

O Renascimento da DC Comics é um dos grandes sucessos dos últimos tempos, e uma das fases mais elogiadas pelos fãs. Veremos se a aceitação entre o público brasileiro será tão positiva, justificando o hype em torno desta bela empreitada da Editora das Lendas. Empolgado? Acha que faltou algo? Comente abaixo!

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Mythos Editora republicará Zenith, de Grant Morrison

Série de Grant Morrison em início de carreira, publicada na revista semanal britânica 2000 AD, Zenith retornará ao Brasil em edições de luxo publicadas pela Mythos Editora. Confira os detalhes abaixo.

Além de Zenith a editora também lançará outra edição da série Vampirella: Grandes Mestres. Este é o segundo volume da coleção.

Esta série, que teve início na prog 536 da 2000 AD (em agosto de 1987), com arte de Steve Yeowell e designs originais de Brendan McCarthy, já era uma amostra dos roteiros megalomaníacos de Morrison que iriam se estender para suas outras histórias no futuro. Nela, Zenith é o personagem principal, e o único descendente de uma geração de superseres desenvolvidos pelo governo britânico após/durante a 2ª Guerra Mundial.

Ao invés de utilizar seus poderes (voar, resistência, força) para o bem da sociedade, o protagonista usa o título de único super-herói em atividade para seguir carreira como pop star, até que se encontra envolvido em um confronto contra um ser de outra dimensão, que toma posse do corpo de um meta-humano nazista revivido por cientistas loucos para servir como receptáculo.

Capa da edição 536 da 2000 AD, onde Zenith fez sua estreia.
Capa da edição 536 da 2000 AD, onde Zenith fez sua estreia.

Muitos consideram esta obra como a “Crise nas Infinitas Terras” dos quadrinhos ingleses. A série já foi publicada no Brasil no início dos anos 2000 pela extinta Pandora Books. Agora, pela Mythos Editora, serão lançados dois volumes compilando as quatro fases originais. No exterior foram quatro volumes com cerca de 100 páginas cada, enquanto aqui o número foi reduzido para dois volumes, com cerca de 200 páginas cada e tradução de Érico Assis, responsável pela adaptação de outras obras de Morrison como Os Invisíveis, Patrulha do Destino e Superdeuses.

Zenith: Fase Um e Fase Dois. Capas dos encadernados britânicos.
Zenith: Fase Um e Fase Dois. Capas dos encadernados britânicos.

Os próximos lançamentos da editora serão Juiz Dredd: Heavy Metal, que conta com arte de Simon Bisley e outros grandes ilustradores, e Monstro, de Alan Moore e John Wagner. Ainda não há previsão de lançamento para as edições de luxo de Zenith, porém a obra deve chegar às livrarias ainda em 2017. Fique ligado na Torre de Vigilância para acompanhar as novidades!

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Erzsébet | HQ portuguesa é o novo lançamento da Zarabatana

Lançamento da Zarabatana Books (casa do personagem Lucky Luke) do mês de março, Erzsébet, do autor Nunsky, foi um dos vencedores do Festival de BD Amadora de 2015 em Portugal. Confira abaixo a sinopse e os detalhes desta premiada obra.

Erzsébet Báthory, a infame condessa húngara contemporânea de Shakespeare, ao contrário deste, incarnou como poucos o lado negro e animalesco do ser humano. Atribuem a Erzsébet centenas de crimes inomináveis – e por isso ficou conhecida como Tigresa de Csejthe e Condessa Sanguinária – que a colocaram no mesmo lendário patamar de Gilles de Rais e Vlad, o Empalador. Por detrás de seu rosto pálido, de olhar impassível e melancólico, ocultava-se o próprio demônio, Ördög.

Em Erzsébet, o quadrinista português Nunsky (nascido no ano de 1972) recria com maestria a vida sombria desta personagem misteriosa e assustadora. A obra foi editada em Portugal pela Chili Com Carne, onde em cerca de 140 páginas o autor registra a brutalidade da condessa. O livro ganhou o prêmio de Melhor Desenho no Festival de BD de Amadora em 2015.

Em 2015 Nunsky criou Nadja – Ninfeta Virgem do Inferno, verdadeiro deboche gráfico para fãs distópicos do RanXerox e, em 2016, Espero Chegar Em Breve, baseada em um conto de Philip K. Dick. Ambas as obras são inéditas no Brasil.

Erzsébet possui 144 páginas em preto e branco, encadernadas no formato 16 x 23 cm e valor de capa sugerido de R$ 40,00. A obra encontra-se disponível para compra no site da editora, que pode ser acesso clicando AQUI.