Categorias
Detective Comics Quadrinhos

Quer começar a ler Tex? Conheça a série Tex Platinum!

Tex Willer, personagem criado em 1948 por Gian Luigi Bonelli e Aurelio Gallepini, é publicado no Brasil de forma ininterrupta desde os anos 70. Passando por várias editoras ao longo dos anos e contando mensalmente com diversas revistas publicadas em banca, um leitor novato pode se sentir perdido, sem saber exatamente por onde começar. Sanando este problema surgiu a série Tex Platinum da Mythos Editora!

Tex é um fenômeno italiano que se estendeu para o mundo todo. Um dos personagens de westerns mais longevos da história dos quadrinhos, sua longevidade remete não somente à sua fama como também aos infinitos nomes que escreveram ou ilustraram as milhares de aventuras do ranger texano. Entre muitas revistas (Tex, Tex Coleção, Tex em Cores, Tex Ouro, Tex Edição Histórica, etc.) lançadas no Brasil, sendo que algumas já passam ou alcançam o número 500, a cronologia é bem espalhada porém facilmente compreensível. Enquanto muitas séries já estão esgotadas, outras surgem republicando histórias com nova numeração e novo acabamento gráfico, podendo fisgar novatos neste universo tão rico. O caso mais recente é a já citada série Tex Platinum, que republica as famosas edições de Tex Anual.

Para explicar detalhadamente do que se trata Tex Platinum, vamos começar do início. Sim, a chamada “cronologia” do Tex é muito simples, porém existem alguns elementos-chave no decorrer da vida do herói que são minimamente necessários para aproveitar suas histórias. Nascido no Texas, criado num rancho e treinado na arte do tiro por um velho amigo da família chamado Gunny Bill, seu pai foi assassinado por bandidos mexicanos que roubaram o gado. Em busca de vingança, Tex vai atrás dos assassinos e faz justiça com as próprias mãos. Ao separar-se de seu irmão Sam, a quem deixou a fazenda e o rebanho, Tex passa por alguns trabalhos envolvendo rodeios e descobre que Sam também fora assassinado por bandidos. Mais uma vez o herói faz justiça com as próprias mãos e passa a ser perseguido como um fora-da-lei.

A vida de Tex a partir daí é cheia de reviravoltas. A série começa quando o personagem já é um fora-da-lei que vaga com seu cavalo, e passando por diversas aventuras, envolvendo-se com bandidos, índios e xerifes, dado momento ele consegue limpar seu nome e conhece Kit Carson, que viria a se tornar seu melhor amigo, um ranger que serve a justiça. Torna-se um ranger e acaba por se casar com Lilyth, filha do chefe dos índios navajos. Com ela Tex vive os melhores momentos de sua vida, tendo um filho e conhecendo neste período outro grande amigo da aldeia, Jack Tigre. Um dia a varíola levada ao vilarejo por bandidos tira a vida de sua esposa e deixa somente seu filho, Kit Willer (batizado em homenagem a seu padrinho e melhor amigo de seu pai), vivo. Tex entrega-se à vida de ranger, após buscar justiça pela morte de sua esposa, e passa a fazer trabalhos por todo o país, resolvendo os mais variados problemas.

Toda a história contada nos parágrafos anteriores é o básico sobre a vida do personagem. Entendendo as origens é possível aproveitar qualquer história do ranger sem muita dificuldade, com exceção obviamente das continuações diretas de histórias mais antigas. É possível ir até a banca e comprar um número aleatório de Tex ou Tex Coleção e pelo menos a maior parte da história será compreensível. Mas se o problema é com a numeração ou a sensação de acompanhar algo desde o início, a revista que dá nome a este artigo se encaixa neste quesito.

Na Itália são publicadas edições anuais, com mais páginas que o normal, chamadas Maxi Tex. No Brasil essas revistas especiais começaram a ser publicadas em 1999 pela Mythos Editora em uma série apelidada de Tex Anual, sendo que esta revista ainda sai até hoje, com a edição 18 publicada em dezembro de 2016. Como os primeiros números de Tex Anual são muito difíceis de se encontrar atualmente a editora deu início também em 2016 à republicação desta série, com novo acabamento gráfico, na coleção bimestral Tex Platinum.

Mas qual seria a diferença de Tex Platinum para as revistas normais como Tex Coleção? A principal é o fato destes volumes compilarem aventuras completas, sem continuações e praticamente isoladas do senso de cronologia. Com a possibilidade de acompanhar uma revista desde o primeiro número, as histórias apresentadas são 100% compreensíveis para o leitor que conhece somente o básico explicado acima, isoladas até mesmo entre as próprias revistas da mesma coleção.

Além disso, alguns clássicos estão presentes nessas edições. Os dois primeiros volumes de Tex Platinum compilam as aventuras “O Caçador de Fósseis” e “O Ouro dos Confederados“, ambas da dupla Antonio Segura (roteiro) e José Ortiz (arte), mestres das histórias em quadrinhos. Essas duas histórias específicas são tidas como algumas das melhores do personagem até hoje, rivalizando com outros clássicos. As edições seguintes apresentam outras grandes histórias, criadas por autores de primeiríssima qualidade, que entregam ótimas aventuras fechadas.

Até o momento foram publicadas sete edições desta série, todas facilmente encontradas na loja online do site da Mythos Editora. O lançamento mais recente, a sétima edição, chegou às bancas em abril de 2017 e entrega outra história fechada da dupla Segura & Ortiz, uma ótima aventura chamada “O Trem Blindado“, equivalente ao número oito da série Maxi Tex italiana.

Pode parecer complicado, mas não é. Tex e as outras séries da Sergio Bonelli Editore são bons quadrinhos, com temas variados e histórias de uma qualidade quase sempre acima da média, seja no roteiro ou na arte. A longa vida de Tex Willer nas bancas brasileiras é a prova de que seu público é fiel e pode estar se renovando graças a novos lançamentos e revistas que começam com nova numeração, chamando a atenção de novatos. Tex Platinum foi a empreitada mais recente neste quesito, um tiro certeiro para que a vida do ranger prossiga em terras tupiniquins.

Categorias
Quadrinhos

SESI-SP Editora lança Jardim Atlântico do artista Flávio Capi

Dando sequência a seus lançamentos da área de quadrinhos a SESI-SP Editora, que há pouco tempo lançou a primeira HQ do mundo, Monsieur Jabot, está lançando o álbum Jardim Atlântico do artista Flávio Capi, um “cine-livro” situado no futuro que foi publicado com apoio da editora.

“Ano de 2082. Meu nome é Jardim Atlântico. Sou um pequeno espaço de preservação ecocultural em uma área litorânea ultra-urbana e vivo constrangido entre grandes construções. Em meu ambiente crianças se perdem voluntariamente em busca de aventura, outras passam a tarde com brinquedos antigos, jovens mergulham atrás do peixe magnético e famílias desconhecidas transformam suas diferenças em amizade. Ao final de cada dia os portões se fecham e um funcionário me observa com saudade. Saudade de um mundo que já foi, quando seus antepassados viviam da pesca e do artesanato. Estas histórias, contadas no formato cine-livro, possuem várias camadas de entendimento. A harmonia das cores retrata uma supernatureza e a ação está implícita no silêncio da ausência de palavras.”

Flávio Capi se surpreendeu na infância quando marcando centenas de pontinhos numa folha de papel criou algo que parecia com uma superfície. De lá pra cá essa paisagem virtual vem se desenvolvendo em paralelo com sua realidade de professor, pai e profissional do desenho. Ilustrou os livros “Cadeira de Balanço”, de Vanessa Campos Rocha (Editora Hedra, prêmio PNBE 2009), “A Botija”, de Clotilde Tavarez (Editora 34, prêmio PNBE 2010) e “O Menino que Perdia as Palavras”, de Laércio Furquim, (Editora Bamboozinho, selecionado pelo Governo de Minas Gerais em programa de distribuição gratuita). É autor da narrativa visual “Melhor Amigo” em parceria com Gabi Mariano (Editora 34) e agora desse “cine-livro” Jardim Atlântico que tem o prazer de publicar com o apoio de SESI-SP Editora.

Esta não é a primeira empreitada da editora com produtos nacionais. Além de publicar diversas séries europeias (Gus, Valentine, Verões Felizes, Spirou e tendo anunciado recentemente Valérian e Blacksad), a editora aposta no mercado de quadrinhos brasileiros desde o início do selo SESI-SP Quadrinhos. A primeira publicação da editora, Quantoon, foi feita em parceria com a Quanta Academia de Artes e deu o pontapé para outras elogiadas histórias, como Daruma (do famoso artista Orlandeli), Paraíba (de Gabriel Mourão e Olavo Costa) e Púrpura (de Pedro Cirne e Mário César).

Para maiores informações visite o site da SESI-SP Editora clicando aqui.

Jardim Atlântico possui 168 páginas encadernadas em capa brochura no formato 29 x 21 cm e preço de capa sugerido R$ 47,00. Já está disponível para compra na Amazon.

Categorias
Quadrinhos

Editora Veneta lança Tabloide e Estudante de Medicina

Editora Veneta está lançando dois quadrinhos nacionais neste mês de abril de 2017. São eles Tabloide, de L. M. Melite, autor de Dupin e Desistência do Azul, e Estudante de Medicina, de Cynthia B., que sai simultaneamente no Brasil e na França. Confira os detalhes abaixo!

Tabloide: a cidade suja e sobrenatural

Samantha Castelo é uma ex-bailarina transformada em jornalista que ama o sobrenatural, mas é soterrada pelo real. Desde muito criança ela espera por revelações misteriosas, por descobertas fascinantes. Até que um crime a leva para as entranhas mais obscuras da cidade de São Paulo. E toda essa história passa a ser registrada no Tabloide, o jornal comandado por ela.

Tabloide é o trabalho mais ambicioso de L. M. Melite, uma das grandes revelações recentes dos quadrinhos brasileiros. Uma história cheia de suspense e ação, uma espécie de thriller surrealista que parece fundir tradições da literatura policial com a poesia beatnik, enquanto as imagens invadem os olhos do leitor.

O encadernado possui 136 páginas encadernadas em capa dura e formato 21 x 28 cm, com preço de capa sugerido R$ 74,90.

Estudante de Medicina: sexo, cerveja e corpos dissecados

Dissecações de cadáveres, abcessos purulentos e discussões eletrizantes sobre nucleotídeos, cromossomos e linfonodos. Por cinco anos (entre 2006 e 2011), essa foi a rotina de Cynthia B, aluna da mais tradicional e concorrida faculdade de medicina do país, a da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A mesma que, entre tantos outros notáveis, formou Carlos Chagas, Oswaldo Cruz, Emílio Ribas e o cirurgião plástico das estrelas Ivo Pitanguy.

Convivendo com algumas das mentes mais destacadas do Rio de Janeiro, que formariam no futuro a elite da classe médica do país, ela entra em uma rotina de festas, bebedeiras homéricassexo casual e dilemas existenciais. Todo esse cotidiano está registrado de forma franca e bem-humorada neste que é seu primeiro álbum de história longa, livro que sai simultaneamente no Brasil e na França. A autora já publicou tiras na Folha de S.Paulo, na revista Piauí, trabalhou no estúdio de animação Toscographics (de Allan Sieber) e criou fanzines como Golden Shower (2010) e Pintinho (2014).

Estudante de Medicina possui 176 páginas em formato 17 x 24 cm, com encadernação brochura e preço de capa sugerido R$ 49,90.

Ambos os lançamentos já estão disponíveis na Amazon.

Categorias
Quadrinhos

Editora Lorentz | Vem aí Dylan Dog: Retorno ao Crepúsculo

Como divulgado há uma semana, a estreante Editora Lorentz publicará três edições inéditas da famosa série italiana Dylan Dog, da Sergio Bonelli Editore, em comemoração aos 30 anos do personagem. Hoje, 18/04, foi divulgada qual será a primeira edição desta coleção especial. Confira os detalhes abaixo!

O primeiro volume será a história Retorno ao Crepúsculo, publicada na primeira década do personagem. Com roteiro de seu criador, Tiziano Sclavi, e arte de sua dupla habitual Giuseppe Montanari e Ernesto Grassani, esta aventura é uma revisitação da sétima história do Investigador do Pesadelo, chamada A Zona do Crepúsculo (no Brasil, publicada pela editora Record). Contudo, é importante ressaltar que não é necessário ler esta história para aproveitar o lançamento de Retorno ao Crepúsculo (edição 57 da série original italiana), visto que Dylan Dog não possui uma cronologia tão exigente.

O formato adotado foi o original italiano (maior que as costumeiras edições de Tex que saem hoje nas bancas), com capa plastificada e baixa tiragem. Serão 100 páginas ao preço de capa de R$ 16,00. O personagem foi criado pelo já citado Tiziano Sclavi, um dos maiores ícones dos quadrinhos italianos. Dylan Dog é uma das séries mais consumidas na Itália, tendo superado Tex por alguns anos.

Este primeiro volume chega na comic shop Tutatis, em Porto Alegre, no dia 26 de abril. Para as demais localidades do Brasil ficará a cargo da distribuidora, sendo que o eixo Rio-São Paulo deverá receber a revista em alguns pontos de venda em torno do dia 28. A editora oferecerá um sistema de vendas pela internet, com frete módico, além de disponibilizar alguns exemplares para o encontro em Uruguaiana (RS), e posterior terceirização das vendas pelo Mercado Livre.

Para maiores informações, siga a página da Editora Lorentz no Facebook. E fique ligado na Torre de Vigilância para acompanhar o retorno de Dylan Dog ao Brasil!

Categorias
Quadrinhos

Pipoca e Nanquim publicará Espadas e Bruxas, de Esteban Maroto

Estreando como editora no mercado de quadrinhos, o canal multimídia Pipoca e Nanquim, de Bruno Zago, Daniel Lopes e Alexandre Callari, publicará no Brasil o encadernado Espadas e Bruxas, de Esteban Maroto. Confira os detalhes abaixo.

As três narrativas gráficas do genial artista espanhol Esteban Maroto reunidas pela primeira vez no Brasil em um só volume, protagonizadas pelos guerreiros bárbaros Wolff, Dax e Korsar. Com texto introdutório do estudioso de quadrinhos e autor de ficção científica Juan Miguel Aguilera, declarações e contextualizações escritas pelo próprio autor, um depoimento de Roy Thomas e uma galeria de imagens exclusiva, esta edição é um épico do gênero Espada & Feitiçaria, repleta de batalhas, monstros, aventuras e… belíssimas mulheres!

Esta obviamente não é a primeira empreitada do Pipoca e Nanquim no mercado brasileiro. Os três editores também já publicaram a série de livros Quadrinhos no Cinema (Generale), que contém três volumes, e trabalham como editores. Zago é editor da Panini Mangás enquanto Callari e Lopes editam publicações da DC Comics.

Esteban Maroto é um famoso quadrinista espanhol nascido em Madrid. Começou sua carreira na década de 60, ganhando destaque em 1967 ao ilustrar a série Cinco por Infinitus, publicada no Brasil pela Ebal. O artista já passou pelas mais diversificadas séries e revistas do mercado, que incluem as famosas Creepy, Eerie, e a Vampirella. Também ilustrou histórias da Red Sonja.

Espadas e Bruxas contém 256 páginas em preto e branco, formato 21 x 28 cm e valor de capa sugerido R$ 120,00. Já está disponível em pré-venda na Amazon, com previsão de lançamento para o dia 2 de maio.

Categorias
Detective Comics Quadrinhos

Batman & Juiz Dredd | As duas faces da Justiça

O Juiz Dredd da revista semanal britânica 2000 AD encontra-se com o Batman da DC Comics. O Bom Juiz e o Cruzado Encapuzado já dividiram páginas de quadrinhos em quatro histórias, sendo uma das poucas séries de crossovers com senso de cronologia. Quer saber mais sobre essas histórias? Confira abaixo um dossiê completo, explicando os detalhes de cada uma delas!

Introdução

O Juiz Dredd foi criado em 1977 por John Wagner e Carlos Ezquerra. Sua popularidade cresceu rapidamente e hoje ele é o personagem mais reconhecido dos quadrinhos britânicos ao redor do mundo. Vivendo na cidade futurista de Mega-City Um, onde o sistema judicial é chefiado pelos Juízes (detentores dos direitos de juiz, júri e executor), o policial do futuro lida com marginais, mutantes, alienígenas e até mesmo seres sobrenaturais em suas histórias. Já o Batman, que dispensa longas apresentações, surgiu em 1939 pelas mãos de Bill Finger e Bob Kane, sendo hoje a marca mais rentável da DC Comics.

Apesar de ter sido criado por Wagner, que escreve as principais histórias até hoje, uma série de roteiristas de qualidade já criaram aventuras do Juiz Dredd. Entre diversos nomes destaca-se Alan Grant, que por muitos anos foi parceiro de trabalho de John Wagner, chegando até a morarem juntos por um tempo. Grant é reconhecido no mercado norte-americano por sua passagem no Lobo e no Batman, este segundo onde os dois amigos desenvolviam aventuras juntos, inclusive criando um dos vilões do herói de Gotham, o Ventríloquo. Com os parceiros de trabalho atuando juntos para os americanos e ingleses, surgiu a ideia do primeiro crossover entre Batman e Juiz Dredd, chamado Julgamento em Gotham.

Batman/Juiz Dredd: Julgamento em Gotham

Publicado originalmente em 1991, o primeiro encontro dos personagens foi escrito pelos já citados Wagner e Grant, com a arte do pop star Simon Bisley. O artista já havia trabalhado com o Juiz Dredd em publicações britânicas, especialmente em uma revista de heavy metal chamada Rock Power. Essas histórias foram compiladas no encadernado Juiz Dredd – Heavy Metal. Neste crossover o Juiz Dredd e o Batman se encontram pela primeira vez após uma série de eventos. O Juiz Morte, ser de uma dimensão onde a vida é um crime, vai para Gotham City após conseguir um Teletransportador Dimensional com o Máquina Malvada da Gangue Angel. Em Gotham, após alguns assassinatos, o monstro dá de cara com Batman, que vai parar em Mega-City Um, onde o Juiz Dredd o prende e inicia um interrogatório. Batman é salvo pela Juíza Anderson, e juntos eles voltam à Gotham com o objetivo de parar o Juiz Morte que está trabalhando em parceria com o Espantalho, matando diversas pessoas em um show de heavy metal. Juiz Dredd se teletransporta para Gotham com o objetivo de ajudar Anderson, prender o Máquina Malvada (que foi atrás de Morte querendo seu pagamento pelo Teletransportador), e levar o Batman em cana.

Algo interessante sobre este crossover é que, apesar de ser bem dividido em cada uma das cidades, Batman é o personagem que mais sofre por ter ido parar na cidade futurista onde quase tudo é um crime, principalmente vigilantismo. Ao longo da história o herói é sentenciado a algumas décadas de prisão, e somente no final o Juiz Dredd reconhece algum valor no Cruzado Encapuzado. O sucesso deste crossover foi estrondoso, fazendo até com que o dono de uma grande loja em Londres declarasse que as filas de autógrafos no lançamento da graphic novel se igualaram a uma sessão de assinaturas do cantor David Bowie, realizada um mês antes no mesmo local.

Contém cerca de 60 páginas e foi publicado no Brasil em 1992 pela editora Abril em uma minissérie dividida em duas partes.

Batman/Juiz Dredd: Vingança em Gotham

Em 1993 a dupla de roteiristas publicou o segundo encontro entre os personagens, motivados pelo sucesso da primeira história. Ilustrada por Cam Kennedy com arte de capa por Mike Mignola, esta aventura é tratada o tempo todo com a ideia de que Batman e Juiz Dredd já trabalharam juntos, e apesar das discordâncias com relação aos métodos um do outro, ambos de alguma forma se respeitam.

Dredd encontrou um jornal antigo que noticiava a morte de Batman, e o Juiz vai para Gotham com o objetivo de impedir que o Morcego morra, e a única forma de fazer isso é espancando-o por 45 minutos. Em paralelo, o Ventríloquo e seu chefe Scarface planejam o assassinato do filho de um senador. Ao final da pancadaria Dredd revela que os Juízes Psi de Mega-City Um, categoria que a citada Juíza Anderson faz parte, formada por detentores de fortes habilidades psíquicas, previram que Batman ajudaria a salvar a cidade futurista de uma grande catástrofe, e essa foi a única razão que levou o Juiz a impedir que o herói morresse, dando o gancho para uma futura continuação.

Contém 52 páginas e foi publicado no Brasil pela editora Abril em 1995.

Batman/Juiz Dredd: A Charada Definitiva

O terceiro crossover é também o mais desconexo dos quatro. Publicado originalmente em 1995, Wagner e Grant se unem aos artistas Carl Critchlow e Dermot Power para inserir os personagens em um Campo Mortal organizado pelo misterioso Imperador Xero e composto pelos oito maiores guerreiros de diversos mundos, que devem se enfrentar em busca da liberdade. Obviamente, entre os guerreiros estão Batman (teletransportado enquanto perseguia o Charada em Gotham) e o Juiz Dredd (transportado enquanto prendia um criminoso nas ruas).

Batman é sorteado como a presa e os sete guerreiros restantes deverão caçá-lo. Entre os competidores da arena está um khúndio, raça conhecida na mitologia da DC Comics como os maiores belicistas do universo. Juntos, os protagonistas enfrentam os inimigos e desvendam o mistério por trás da arena, que é revelada como uma ilusão criada por um artefato futurista trazido a esta era pela crise no tempo Zero Hora, principal saga da DC na época em que a história foi publicada.

Contém 52 páginas e foi publicado no Brasil pela editora Abril em 1998.

Batman/Juiz Dredd: Morra Sorrindo

Encerrando a saga, Morra Sorrindo foi publicado originalmente em 1998 em duas partes, contendo a arte Glenn Fabry na primeira e Jim Murray na segunda. Fabry, reconhecido capista de Preacher e outras séries, levou alguns anos para ilustrar sua história e a demora fez com que ele fosse substituído por Murray na continuação. Grant e Wagner, obviamente, retornaram como roteiristas para fechar o épico que levou sete anos para ser concluído, após o Julgamento em Gotham ter sido lançado em 1991.

Nesta história o Coringa se apodera de um transportador dimensional e vai para Mega-City Um com o objetivo de libertar os quatro Juízes do Apocalipse. Com um tom de urgência constante, este crossover lida com muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, que vão desde a destruição completa de um domo fechado com milhares de pessoas inocentes até o assassinato do Juiz-Chefe, possuído por um dos Juízes Negros. O Coringa visa a imortalidade, e os quatro seres malditos querem somente acabar com toda a vida, e a Juíza Anderson retorna a Gotham para alertar o Batman, que deve trabalhar ao lado do Juiz Dredd uma vez mais e dar um fim à profecia proclamada na aventura Vingança em Gotham. Tendo se encontrado tantas vezes anteriormente, os dois já conhecem o modus operandi um do outro e o respeitoaumentou. Aqui eles trabalham juntos, como verdadeiros iguais, para impedir os quatro demônios e seu novo companheiro, o inimigo do Homem-Morcego.

Contém cerca de 100 páginas e foi publicado no Brasil pela Mythos Editora em 2002, em formato minissérie dividida em duas partes.

Após tantos anos, Wagner e Grant conseguiram criar uma saga composta somente por crossovers, um feito verdadeiramente incrível que conseguiu dar uma popularidade para o Juiz Dredd fora do Reino Unido que até então era inimaginável. Muitas pessoas conheceram o personagem através destes encontros, e apesar de nunca terem sido republicadas no Brasil, as histórias foram compiladas no exterior pela DC Comics em um único volume, tornando possível que a editora Panini relance a série na íntegra, em novo formato e acabamento gráfico. Esperamos que isso aconteça.

E você, já conhecia os crossovers do Batman com o Juiz Dredd? Qual é o seu favorito? Podemos falar também sobre os confrontos do Juiz Dredd com o Predador e os Aliens, além da história maluca onde ele encontrou o Lobo, o Maioral. Comente abaixo!

Categorias
Detective Comics Quadrinhos

Alena | O amor e o terror com os traumas da adolescência

Um transtorno psicológico supõe uma alteração do comportamento e da razão de uma pessoa. Ao vivenciar algo extremamente chocante, um tipo de trauma, o acontecido acaba por alterar a estrutura mental de uma pessoa e deixa sequelas profundas. Alena, graphic novel sueca publicada no Brasil pela AVEC Editora, é uma história de terror que, entre diversos temas, fala sobre a psique de uma adolescente que deve lidar com as descobertas de sua sexualidade, bullying, aceitação e compreensão social, todos assuntos perturbadores para uma garota da sua idade.

Na obra criada por Kim W. Andersson, o autor demonstra uma exímia capacidade em retratar o que há de pior nas pessoas durante a adolescência. A história se passa na Suécia, numa escola privada de bom status, onde a jovem Alena é bolsista. Há um ano, ela e sua amiga Josefin passaram por uma situação, desenvolvida ao longo do álbum, que tornou a vida da protagonista um verdadeiro inferno: Josefin morreu neste fatídico dia, e o fardo da sua morte caiu sobre os ombros de Alena, que passou a ser ainda mais maltratada pelos outros alunos, cheios de preconceitos e incertezas. A grande questão é que, desde a tragédia, a garota consegue verdadeiramente interagir com sua amiga morta.

Toda a trama gira em torno de um mistério e das descobertas a respeito não somente do passado da personagem, como também dos coadjuvantes. Alena sofre bullying (físico, moral e sexual) constante de Filippa, a típica garota fútil e invejosa presente na vida de qualquer pessoa, que não mede esforços para humilhar quem ela julgar como inferior. Filippa, que é capitã do time de lacrosse, nutre uma inveja especial pela protagonista graças ao garoto Fabian, um dos poucos que tentam (sem muito sucesso) ajudar a “estranha” e “perturbada” personagem principal.

Não bastasse todo o inferno causado por Filippa, Alena lida com muitas dúvidas. Sua sexualidade é abordada de uma forma muito real, com dois pesos a puxando constantemente para um ou outro lado. Josefin é uma alegoria que representa todas as dúvidas da garota, a parte que sempre a puxa para o lado pessimista da vida. A existência da amiga morta, interagindo com Alena o tempo todo, cria um aspecto misterioso ao redor de sua presença física no decorrer da história. Nos momentos em que ela está sozinha, a arte assume tons de laranja e roxo, cores que representam vitalidade e sucesso (laranja) e espiritualidade, magia e mistério (roxo), criando um estilo que pode ser interpretado como a persistência que permite Josefin ainda existir, e o que de tão misterioso a faz viver após a morte.

O autor é muito bem sucedido em unir os elementos citados acima com uma arte cinematográficaexpressiva, para criar não somente bons e memoráveis momentos, como também para chocar bastante. A violência é esbanjada em graus que se elevam a cada capítulo, e todo o sanguinolento desenvolvimento cria dúvidas na cabeça do leitor com relação ao que está acontecendo. Afinal, o que Josefin representa na vida da “heroína” desta história? O que ainda precisa ser contado? A condução desta aventura trágica é apoiada por uma narrativa rápida, plot twists tensos e uma cadência que lembra bons filmes do tema. A dicotomia entre a vilania e o heroísmo também se faz presente, aumentando a angústia no decorrer das páginas.

As figuras adultas, retratadas como seres indiferentes, também soam reais. Durante boa parte da adolescência, muitos adultos simplesmente não entendem ou não se importam com o que se passa na cabeça dos jovens, e quem tenta ajudar acaba piorando a situação. Este tipo de situação ocorre de maneira similar com a conselheira do colégio de Alena, focada (também sem muito sucesso) em desvendar a mente da aluna que vem sofrendo tanto. Os outros professores, e até mesmo o diretor, basicamente aparentam não se importarem tanto com o que está acontecendo. E a garota está no fogo cruzado entre o desprezo e a superficial colaboração por parte de uma minoria.

O desfecho surpreende e fecha pontas soltas. Muitos dos acontecimentos mostrados em capítulos prévios, ao alcançar o final da história, tornam-se puramente interpretativos. Ao tentar decifrar a mente de Alena o leitor acaba mergulhando nas possibilidades, tentando explicar as coisas baseando-se na realidade. E os sentimentos de Alena, postos em xeque ao longo de tanto sofrimento, recebem um final inesperado, demonstrando não somente o que Josefin representou na vida da protagonista como também o quanto a angústia afetou seu psicológico: a prova definitiva de como as dúvidas podem transformar a vida de alguém num verdadeiro terror, tal qual um amor psicótico. Especialmente num período tão sensível da vida como é a adolescência.

A obra foi vencedora do Swedish Comics Academy’s Adamson, prêmio de quadrinhos de maior importância da Suécia, além de ter sido publicada nos EUA pela Dark Horse, casa de famosas séries como Hellboy e Conan.

O autor possui outras séries publicadas, como Love Hurts, de 2009 – onde estabeleceu seu estilo de contar histórias – e Astrid, série protagonizada por uma aventureira espacial. A graphic novel Alena foi adaptada para o cinema, com um longa dirigido e roteirizado por Daniel di Grado, com textos de Kerstin Gezelius e Alexander Onofri.

Alena possui 120 páginas em papel couché 115g fosco encadernadas em capa cartão no formato 19 x 28 cm e valor de capa sugerido de R$ 59,90.

Categorias
Quadrinhos

Mythos lança novo volume de Vampirella: Grandes Mestres

Dando continuidade à série iniciada em 2015, a Mythos Editora segue com suas publicações da Vampirella, clássica personagem criada por Forrest J. Ackerman. Com previsão de lançamento para o final do mês de abril, o segundo volume de Vampirella: Grandes Mestres já está em pré-venda.

Aqui você vai encontrar a temporada completa de Grant Morrison e Mark Millar, considerada uma das melhores de toda a história da personagem! Vampirella volta do túmulo com uma determinação sem igual de acabar com vampiros. Usando de uma criatividade sem limites para explorar as fraquezas dos predadores da noite, e sem ser afetada por nenhuma delas, Vampi é uma verdadeira máquina de extermínio. Só que existe uma máfia vampiresca e o sinistro Von Kreitz em seu caminho… e uma irmandade de caçadoras quer recrutá-la para enfrentar a ameaça do Antivaticano!

Os roteiros de Morrison e Millar criam vida através da arte de Amanda Conner e Jimmy Palmiotti. Este volume compila os clássicos: “Mal Ascendente” e “Guerra Santa”, dois arcos de história que apresentaram uma Vampirella mais durona e implacável, perigosamente obcecada em varrer os vampiros da face da terra, e as histórias “Jogo Sangrento”, de Grant Morrison e “Um Dia Frio no Inferno”, de Mark Millar, onde eles mostram seus talentos individuais.

Vampirella: Grandes Mestres – Grant Morrison & Mark Millar possui 180 páginas encadernadas em capa dura, formato 17 x 26 cm e preço de capa sugerido de R$ 69,90. Já disponível em pré-venda no site da editora e na Amazon.

Categorias
Quadrinhos

Greg Rucka deixará de escrever a revista da Mulher-Maravilha

A fase de Greg Rucka na Mulher-Maravilha, consolidada como uma das melhores revistas do Rebirth da DC Comics, está chegando ao fim. Confira os detalhes abaixo.

Em seu Tumblr, o autor divugou hoje (12/04) que a edição #25 da revista Wonder Woman será a última com roteiro escrito por ele. O autor retornou à DC Comics após um longo período afastado da editora por conta de diferenças editoriais, e recontou a origem da personagem alternando entre arcos quinzenalmente. A periodicidade quinzenal foi o principal fator para o afastamento de Rucka, que declarou ser uma decisão dele próprio, evitando as especulações sensacionalistas de possíveis problemas internos com a Editora das Lendas.

O acúmulo de trabalho, com as edições sendo publicadas quinzenalmente, estava impedindo que o autor fizesse outros serviços de sua agenda. Além da declaração, Rucka também agradece toda sua equipe (especialmente Liam Sharp e Nicola Scott), e diz que está ansioso pois novos trabalhos dele para a DC Comics com certeza serão anunciados em breve, e virão no futuro.

O autor também deseja toda a sorte do mundo para quem assumir o manto deixado por ele, e diz estar muito orgulhoso desta fase, especialmente em meio a tantas comemorações relacionadas aos 75 anos da personagem, e como o atual momento é o de maior fama da heroína na modernidade. O artista Liam Sharp também anunciou em seu Twitter que deixará a revista, na mesma edição.

Rucka é tido por muitos fãs como o melhor roteirista da personagem. Fique ligado na Torre de Vigilância para acompanhar as novidades!

Categorias
Quadrinhos

Editora Lorentz | Detalhes do primeiro volume de Dylan Dog

Há alguns meses a recém-criada Editora Lorentz divulgou que estrearia no mercado lançando três edições de Dylan Dog, em comemoração aos 30 anos do personagem, contendo somente histórias inéditas. Com previsão de lançamento para o final do mês de abril, a editora divulgou recentemente as informações acerca do primeiro volume, padrão que será seguido nas edições seguintes. Confira abaixo!

O personagem foi criado por Tiziano Sclavi, um dos maiores ícones dos quadrinhos italianos. Dylan Dog é uma das séries mais consumidas na Itália. Entre almanaques e números especiais, já passa da edição número 360. No Brasil, houveram algumas tentativas de importação deste gibi, para fazer companhia ao solitário Tex, porém sem muito sucesso. Foram publicados 12 números pela Editora Record, 1 pela Editora Globo, 6 pela Conrad e 46 pela Mythos.

Pela Editora Lorentz serão lançados, inicialmente, três volumes contendo somente histórias inéditas. O formato adotado foi o original italiano (maior que as costumeiras edições de Tex que saem hoje nas bancas), com capa plastificada e baixa tiragem. Serão 100 páginas ao preço de capa de R$ 16,00.

O primeiro volume deve sair da gráfica entre os dias 20 e 25 de abril, e a editora divulgará novas informações a respeito das formas disponíveis para comprá-lo.

Graças a tiragem reduzida, não será possível comprar as edições em todo o Brasil, e com isso a editora estará oferecendo um frete módico de R$ 2 a R$ 3,00 para quem comprar online, direto com eles. Fique ligado na Torre de Vigilância para acompanhar o retorno de Dylan Dog nas bancas brasileiras!