Domingo, 23 de outubro de 2016. O dia em que finalmente teremos o aguardado vilão Negan estreando na série televisiva The Walking Dead. A Torre de Vigilância já traçou o perfil do personagem que você pode conferir aqui. Um dos vilões mais carismáticos da HQ será uma das figuras, ou melhor, será A figura mais importante da sétima temporada dos zumbis andantes. E o cara escolhido que vai dar vida para um personagem tão importante da mitologia de TWD é Jeffrey Dean Morgan, um nome que agradou a todos.
Morgan junta o Negan a sua galeria de personagens bacanas que interpretou como o Comediante na adaptação de Watchmen, o John Winchester de Supernatural e o Thomas Wayne em Batman V Superman: A Origem da Justiça.
Quem vai ganhar o “beijo” da Lucille na TV?
O último episódio da sexta temporada parou em um momento considerado épico e divisor de águas nos quadrinhos de TWD, quando Negan mata um dos personagens principais a golpes de Lucille, o seu bastão de baseball enrolado com arame farpado.
Lucille para Negan é como uma amante que nunca irá traí-lo, uma extensão do seu braço. Também é sabido que nos quadrinhos a vitima é o queridinho Glenn (não seja chato e não reclame de spoiler, todos estão carecas de saber isso). Personagem muito queridos pelos fãs, teve seu fim em uma brutalidade que salta da página da HQ (lembro que fiquei impressionado com os desenhos na época).
Lucille “beijando” Glenn na HQ.
Na série ficou em aberto quem ganhará o beijo de Lucille. Temos entre os “sortudos”: Rick, Carl, Glenn, Daryl, Michonne, Abraham, Eugene, Aaron, Maggie, Sasha e Rosita. Algum deles vão ver Jesus (sem piadas, por favor).
Vou abrir um adendo nesse artigo: se querem saber minha opinião, seria uma forma de premiar o personagem da série e o ator Steven Yeun, se Glenn for a vitima. Ele é um personagem muito querido e a série está pedindo uma morte de peso, eu não mudaria o acontecido em relação à HQ (lembrando que esse artigo foi escrito antes do retorno da nova temporada). E, na boa, não quero ver uma morte, desculpem falar, de um personagem que não cheira e nem fede. Não quero ver Rosita, Eugene, Aaron ou Abraham levando o beijo de Lucille. Quero ver nomes de peso tomando!
Voltando à nossa programação normal, ficamos felizes em saber que Negan finalmente chegou na TV. Mas a pergunta que não quer calar: qual Negan que a TV vai entregar para a gente? Faço essa pergunta voltando no tempo, mais precisamente na terceira temporada, quando o temível Governador entrou em cena.
Nessa época eu não estava acompanhando a série na TV, mas acompanhava (como acompanho até hoje) os quadrinhos. E ao saber que o Governador iria estrear, tratei de colocá-la em dia. Maratonei a primeira e a segunda (e maravilhosa) temporadas e ansiei pelo vilão. E para mim não foi nada daquilo que esperava.
O Governador da série, interpretado pelo ator David Morrissey e o Governador da HQ.
Não se pode culpar o competente David Morrissey pela sua atuação. Ele fez o personagem de maneira magnífica. O Governador da TV era uma pessoa ruim, ambicioso, mentiroso e articulador. O problema é que o da HQ era tudo isso também, só que muito mais. E quem leu, queria pelo menos um pouco DAQUELE Governador. Esperávamos ver aquele que cortou a mão do Rick Grimes; que tortura mentalmente o Glenn; que barbariza e violenta a Michonne. Queríamos ver ESSE Governador. Não que o que tenha mostrado tenha sido ruim, mas ficou a sensação que ele foi podado.
“Ahhhhhhhh Ricardo… deixa de ser um leitor de quadrinhos chato! Você sabe que não tem como adaptar tudo com a mesma fidelidade de uma mídia para a outra…”
Sim, eu sei. Mas pode-se usar de sutilezas. Não veríamos a mão de Rick ser decepada, o próprio autor Robert Kirkman falou que esse foi um dos maiores erros que ele fez, pois acabou meio que limitando o personagem. Eu particularmente achei genial.
Não queremos ver cenas de abuso ou violência em uma série onde a indicação etária é de 16 anos, mas poderiam deixar subentendido. Enfim, passou, não vamos entrar em uma discussão de algo da terceira temporada. Olhamos para o futuro, e no futuro temos Negan.
Mais um adendo nesse textinho: o Sneak Peek, que a Torre de Vigilância já mostrou AQUI, dá a entender que a mão do Rick será decepada pelo Negan. Que os deuses queiram que sim. Assim como a morte de Glenn por meio da Lucille e Carl perder o olho, Rick ficar “maneta” é sim importante na mitologia do próprio.
Negan precisa e deve falar palavrão e quem o conhece das HQ’s sabe que ele não fala pouca coisa. A arte de insultar com comentários ofensivos, de linguagem profana e sexista é algo recorrente do personagem. Negan tem um “santuário” onde mantém mulheres que ele escolhe para serem seus “brinquedos sexuais”, algumas delas eram esposas de seus próprios capangas.
E quem tenta ter relação com alguma delas tem o rosto queimado com ferro quente como castigo. Negan é casual, alegre, tem um humor perverso e uma selvageria que se alimenta de violência e caos, e isso deixa o personagem apaixonante.
O discurso que procede o golpe.
E qual o Negan que queremos ver? Qual que merecemos ver? Bem amigo leitor, mesmo sabendo que não será possível ver 100% da HQ, eu quero ver algo mais próximo possível. Espero que não tentem humanizar o personagem, para que o grande público simpatize com ele. Não. Negan não é isso.
Negan conquista pelo seu jeito malévolo e desbocado. Ele é um cara que matou um personagem importante e querido e, mesmo assim, o vilão é amado. Ele conquista com sua forma de agir e palavreado pesado e sujo, com sua astúcia e sangue frio.
E é isso que esperamos que a série nos entregue, sem muitas invenções, sem muitos rodeios; esse é o Negan que queremos e merecemos, como leitores da HQ ou espectadores da série.
Americanos, Franceses e Russos foram escolhidos pela editora Hedra para compor coletâneas de contos e romances, organizadas pelo poeta Luis Dolhnikoff. Ilustres nomes da literatura como Voltaire e Dostoiévki, que continuam a influenciar a escrita e o pensamento do homem moderno, participam dos três volumes que reúnem mais de 2000 páginas.
Para alguns podem parecer genérico tais volumes, uma vez que toda uma ‘’literatura não cabe em um volume’’. Contudo, essa coletânea é ótima para futuros leitores que nunca se enveredaram nesses ramos literários.
Em Os Franceses o iluminismo francês, o realismo de Balzac, Proust e dentre outros, marcam presença. Enquanto em Os Americanos as histórias de horror de Edgar Allan Poe, contos policiais e suspense, além do conto de Scott Fitzgerald que deu origem ao filme ‘O curioso caso de Benjamin Button’. No volume Os Russos é implacável a exploração da alma humana apenas em saber que Dostoiévki se encontra no índice, Púchkin um dos maiores nomes da poesia russa, Tolstoi exaltado pelo magmático romance Guerra e Paz, tanto em volumes quanto qualidade, é representado pelos contos de Sebastopol.
Outros escritores como Melville, Twain, Rousseau e outros, estão incluídos. Os preços podem pesar um pouco, mas vale o investimento por causa da economia que se faz ao invés de comprar os contos separadamente. Espero que gostem das sugestões, tenham uma ótima leitura.
Anunciado em agosto de 2015, Paladins é um jogo de tiro online com elementos de MOBA, o objetivo do jogo diferente de alguns outros do mesmo gênero, é marcar pontos através de tarefas específicas. O jogo foi desenvolvido pela Hi-Rez Studios, a mesma empresa por trás de SMITE e Tribes Universe, o jogo teve seu período de beta fechado no início do ano. E durante o mês de setembro o jogo foi adicionado a Steam em open beta.
Paladins tem uma jogabilidade bastante simples. O jogo foge do raio de ação da maioria dos tradicionais shooters, que normalmente buscam o esteriótipo de modernismo e futurismo, e nos apresenta uma temática fantástica, com leves pinceladas medievais. Dentro do jogo seu principal objetivo além de eliminar seus adversários é conquistar um ponto de controle que ao ser capturado concederá a equipe um carrinho que deve ser levado até um ponto específico próximo à base adversária.
Mas as diferenças em relação a outros shooters que já podemos experimentar não ficam apenas na jogabilidade, e vão além dos objetivos “simples” e diretos, Paladins tem um twist que ainda não tinha visto em nenhum shooter, o sistema de cartas! O game tem, para cada champion, cartas com níveis de raridades diferentes – vão de comuns a lendárias – e cada carta dá um bônus a uma das três habilidades de um determinado personagem. Umas cartas podem aumentar o dano das habilidades, outras reduzem o cooldown, outras aumentam o tempo de duração de habilidades, etc.. Confesso que esse conceito é bem engraçado pois mesmo jogando sempre com o mesmo champion cada partida pode ser diferente e quanto mais cartas desbloqueadas maiores podem ser as combinações!
Mesmo com toda a repercussão positiva, Paladins sofre muito em relação a certas acusações. De imediato quando comecei a jogar o open beta do game, notei certa similaridade com um jogo que possuí quase que a mesma proposta do novo game da Hi-Rez, estou falando de Overwatch. De certa forma os dois são muito bem parecidos, sua animação no estilo cartunesco, e sua jogabilidade. E foi por conta disso que o Diretor de Operações da Hi-Rez Studios, Todd Harris, veio a público para poder esclarecer todas as acusações que a empresa vinha recebendo desde seu closed beta.
“O desenvolvimento de jogos é um processo interativo com ideias vindo de vários projetos passados. Para o gênero shooter com heróis, o jogo que merece mais créditos é Team Fortress 2. Nós lançamos um shooter baseado em classes inspirado em TF2, chamado Global Agenda, em 2010. Paladins foi idealizado como uma versão de fantasia de Global Agenda, e de aproximadamente 85 habilidades de combate atualmente em Paladins, a vasta maioria veio do jogo que fizemos há 10 anos, Global Agenda.”
Mesmo com alguns imprevistos Paladins é sim um ótimo jogo para aqueles que curtem novidades. E os números estão ai para provar, mal o jogo foi adicionado à Steam e já conquistou uma vaga entre os 10 jogos mais jogados do serviço de jogos da Valve. O sucesso do jogo é reflexo do bom trabalho da Hi-Rez que colheu feedback e moldou o jogo durante a fase de closed beta.
Mesmo estando no momento em open beta, o jogo já é visto por muitos como um dos grandes nomes para se encaixar no cenário competitivo, pois o jogo já suporta partidas de rank e já existem times formados para competir em Paladins.
Dado tamanho crescimento, a Hi-Rez Studios anunciou que em janeiro de 2017, mais especificamente entre os dias 5 e 8 durante a Hi-Rez Expo, que ocorrerá em Atlanta, será realizado o primeiro Paladins Invitational Tournament, que irá incluir equipes da América do Norte, Europa, Brasil, América Latina, Nova Zelândia e China.
O torneio presencial irá ter como prêmio US$150.000,00 dólares, um valor alto para o primeiro torneio oficial do jogo. Os parceiros de distribuição do jogo em cada região serão responsáveis pelos torneios que irão selecionar os participantes do Paladins Invitational Tournament.
Paladins está disponível em open beta para PC, PlayStation 4, Xbox One.
Ao longo das últimas semanas, os fãs puderam acompanhar uma forma bem interessante de divulgação para Logan: A liberação de imagens em preto e branco, onde não revela nenhum detalhe da trama. Só que hoje (20), finalmente foi revelado um primeiro vislumbre do próximo filme do Carcaju. Confira o trailer abaixo:
Logan marcará a despedida de Hugh Jackman no papel do personagem-título, assim como veremos pela última vez o Professor Xavier (interpretado por Patrick Stewart). Tudo indica que a história se passará em 2024 e estaríamos diante de um Wolverine envelhecido, perdendo seu fator de cura, e sendo um grande suporte para seu grande mentor.
Como você viu aqui na Torre, a Salvat está trazendo uma nova coleção, dessa vez focada no Amigão da vizinhança, e a primeira pergunta que vem à cabeça é: “qual serão os títulos da coleção?”
Para responder a essa pergunta, preparamos aqui uma lista sobre os próximos lançamentos da coleção, confira:
Lançamento
Título
Numeração
1
Caído Entre os Mortos
N° 40
2
Percepções
N° ?
3
A Saga Original do Clone
N° ?
4
O Mal no Coração dos Homens
N° ?
5
Feroz
N° ?
6
Herói da resistência
N° ?
7
Tormento
N° ?
8
A Morte de Jean DeWolff
N° ?
9
Com grandes poderes…
N° ?
10
O Fator Mutante
N° ?
11
Potestade
N° ?
12
Um Teia Embaraçada
N° ?
13
A Vingança do Sexteto Secreto
N° ?
14
O Casamento
N° ?
15
Homem-Aranha Noir
N° ?
16
Origens
N° ?
17
A Saga do Uniforme Alienígena
N° ?
18
O Nascimento de Venom
N° ?
19
O Outro: Evolução ou Morte vol. 1
N° ?
20
O Outro: Evolução ou Morte vol. 2
N° ?
Como todas as edições ainda não foram divulgadas pela Salvat, estaremos sempre atualizando essa matéria e colocando as novas publicações. Ainda sobre a coleção, a foto da lombada será do artista Marko Djurdjevic.
Segundo relatos, a coleção terá 60 edições e publicará quase tudo desde a fase inicial do aranha até o ano de 2010, então preparem-se pois vem muita coisa boa por aí.
Entre 2014, 2015 e 2016 vivemos a Era de Ouro dos mangás no Brasil. Publicados entre diversas editoras, das maiores às menores, os gibis japoneses são atualmente lançados em diversos formatos, do luxo ao mais simples, com preços para todos os bolsos. E um dos motivos dos últimos anos terem sido tão positivos para o mercado brasileiro é a quantidade de relançamentos e reimpressões de mangás.
Yu Yu Hakusho, Berserk, Rurouni Kenshin, Vagabond, Fullmetal Alchemist, Éden, Blade, Chobits, Hellsing, parte de Dragon Ball e títulos vindouros como Akira, InuYasha e Slam Dunk são alguns dos que compõe a extensa lista de relançamentos dos últimos anos, concluídos, iniciados ou anunciados neste período. SHIKASHI, ainda existem títulos que merecem ser relançados no Brasil, e este TOP 15 visa citar alguns destes títulos que deveriam ser republicados (em outro formato) ou que simplesmente poderiam ser reimpressos. Confira abaixo a lista dos quinze mangás escolhidos.
15 – Negima!
Uma das obras mais famosas de Ken Akamatsu, ao lado da já republicada Love Hina, Negima! foi completo no Brasil em 76 volumesmeio-tanko (dividindo um volume japonês em dois). A obra possui originalmente 38 volumes, e merecia uma republicação no estilo do já citado Love Hina. Além da fama, Negima! também faz parte do universo do atual mangá de Akamatsu, UQ Holder!, que já é publicado no Brasil pela JBC e ganhará uma versão em anime muito em breve. Com um relançamento de Negima! a editora JBC teria um catálogo completo das mais famosas obras de Ken Akamatsu em seus formatos originais, com bom acabamento e nova revisão de texto.
14 – Fushigi Yuugi
Obra da famosa mangakáYuu Watase (O Mito de Arata), Fushigi Yuugi é o maior sucesso da carreira da autora. Publicado no Japão de 1992 a 1995, a história é ambientada na China Antiga e foi publicada no Brasil pela editora Conrad de 2002 a 2005, no formato meio-tanko, totalizando 36 volumes (18 tankos originais japoneses). Por se tratar da obra mais famosa da autora, Fushigi merecia uma republicação em terras brasileiras, no formato original japonês com melhor acabamento gráfico. Porém, é importante lembrar do cancelamento de O Mito de Arata (obra mais recente da autora) pela Panini, visto que as vendas foram insatisfatórias na época (entre 2011 e 2013), e se alguma editora viesse a republicar Fushigi ela estaria, talvez, arriscando um pouco mais do que o normal.
13 – Hunter x Hunter
Este entra para a lista de reimpressões. Obra mais longeva do gênio Yoshihiro Togashi, Hunter x Hunter é publicado atualmente no Brasil pela editora JBC, já em seu formato original. No Japão, Togashi publica alguns capítulos por ano (se publicar), e isso faz com que a obra esteja em hiatos constantes. Contudo, os primeiros volumes de Hunter foram lançados por aqui em meados de 2008, aproximadamente oito anos atrás. Graças a este fator é praticamente impossível encontrar as edições em bom estado por preços justos. Apesar de ainda estar em publicação no Japão, outros mangás republicados no Brasil (como Berserk) são a prova de que seria possível relançar (ou reimprimir) um mangá que ainda esteja saindo por lá, caso o licenciante permita. Não é necessário um lançamento com qualidade superior (ao estilo de Yu Yu Hakusho, obra do Togashi mais famosa no Brasil republicada recentemente pela JBC), podendo somente repor as edições esgotadas para que se formem novos leitores, e estes possam acompanhar os lançamentos, como o vindouro volume 33 que deverá sair em breve nas bancas.
12 – Claymore
Outro para a lista de reimpressões. Ou talvez um relançamento com melhor acabamento? Publicado no Brasil pela Panini bimestralmente (e depois quadrimestralmente) entre 2009 e 2015, Claymore é um mangá de ação criado por Norihiro Yagi. Apesar de ter sido concluído há pouco mais de um ano no Brasil, Claymore sofre dos mesmos problemas de Hunter: a falta de edições em catálogo. Ainda é possível encontrar com certa facilidade os volumes finais (a obra é completa em 27 volumes) para compra, porém, os primeiros são mais complicados e quando estão disponíveis são por preços abusivos ou bem desgastados. A publicação espaçada (convenhamos, um volume a cada quatro meses é algo complicado) fez com que muitos volumes desaparecessem do mercado, impedindo que leitores interessados tentem completar a coleção. E um novo lançamento seria muito bem-vindo.
11 – Gunnm – Hyper Future Vision
Este entra para a categoria de Negima! Gunnm foi publicado no Brasil pela JBC entre 2003 e 2004 em formato meio-tanko, completo em 18 volumes. Mangá de ficção-científica criado por Yukito Kishiro, Gunnm possui uma temática ao estilo Mad Max, com uma cidade flutuante e o convívio entre humanos e ciborgues, que se encaixa numa categoria similar ao mangá Éden – It’s An Endless World que a JBC está finalizando a republicação no recém criado formato Big. Gunnm saiu no Japão entre 1991 e 1995 e é completo em 9 volumes, tornando um relançamento em terras tupiniquins algo bem agradável por ser um mangá curto com uma temática que está em alta na editora (que publica outras ficções-científicas e derivados como Terra Formars e Knights of Sidonia). Além disso, é a chance de revisar a tradução e adaptação e dar a oportunidade de novos leitores conhecerem um ótimo título.
10 – Bleach
Finalizado recentemente no Japão, Bleach, a maior obra de Tite Kubo, é publicado no Brasil pela Panini desde 2007, encontrando-se atualmente no volume 70. A série durou até a edição 73, e assim como Hunter e Claymore os primeiros volumes são impossíveis de se encontrar para compra. Como Bleach foi durante muito tempo um dos maiores sucesso da revista Shonen Jump, é possível que haja interesse da Panini em querer relançá-lo como fez duas vezes com Naruto (com a versão Pocket e recentemente com a edição Gold). Com o fim da série, mais leitores criaram interesse pela obra e seria uma boa chance para a Panini reeditar o texto, publicando o mangá com as onomatopeias originais japonesas e até uma revisão na tradução.
9 – Adolf
Clássico de Osamu Tezuka publicado no Japão entre 1983 e 1985, Adolf foi publicado no Brasil pela editora Conrad entre 2006 e 2007. A editora que recentemente finalizou a clássica série Gen – Pés Descalços desde então não fez uma reimpressão dos cinco volumes que compõe a obra de Tezuka na íntegra. A NewPOP vem publicando outras séries do Tezuka há alguns anos (Dororo, Kimba, Don Dracula e one-shots), porém, a editora nunca deixa seus títulos do Tezuka saírem de catálogo, e Adolf é uma das obras que deveriam estar sempre disponíveis, assim como a Conrad faz com o já citado Gen.
8 – Buda
Outro clássico de Osamu Tezuka publicado no Brasil pela Conrad, Buda possui 14 volumes e durou onze anos de publicação no Japão (de 72 a 1983). A série completa foi finalizada no mercado brasileiro entre 2005 e 2006, e assim como as publicações citadas anteriormente, é praticamente impossível encontrar todos os volumes para compra, tornando uma reimpressão do título algo essencial para o mercado.
7 – Gantz
Série criada por Hiroya Oku, Gantz é um seinen (mangá para adultos) de ficção-científica lançado no Brasil pela Panini em 2007, durando até 2014, tendo sido finalizado no volume 37. O mangá é um dos casos em que a editora já publicava seus novos títulos com as onomatopeias originais japonesas, porém a obra cai na mesma questão de Claymore, Bleach e Hunter x Hunter: é basicamente impossível encontrar os primeiros volumes em bom estado por um preço justo, e uma reimpressão ou relançamento seriam muito bem-vindos. Gantz é uma obra que, apesar de encerrada no Japão em 2013 rende frutos até hoje, como o recente filme em computação gráfica Gantz: O.
6 – Video Girl Ai/Len
Mangá de Masakazu Katsura, criador de Zetman, Video Girl é uma comédia romântica de ficção-científica publicada no Japão entre 1989 e 1991. No Brasil a série foi publicada pela editora JBC de 2001 a 2003 em meio-tanko, durando 30 edições. A versão original japonesa possui 15 edições, sendo treze de Video Girl Ai e duas de Video Girl Len. Com a recente publicação de Zetman no Brasil caminhando para o fim, é provável que Video Girl seja um dos futuros títulos relançados pela editora JBC, juntando-se aos relançamentos de mangás publicados em meio-tanko anos atrás, agora com nova tradução e melhor acabamento. E se isso não está nos planos da editora, deveria estar, pois nem só de relançamentos dos Cavaleiros do Zodíaco vive o mercado.
5 – Uzumaki
Uma das obras mais famosas do mestre do horror Junji Ito, Uzumaki não vê a luz do mercado brasileiro desde 2006, quando a Conrad publicou a série completa em suas três edições originais. Recentemente a editora DarkSide, conhecida por seus livros com ótimo acabamento gráfico, anunciou que estaria publicando a obra Fragments of Horror em 2017, também de Junji Ito, marcando assim sua estreia no mercado brasileiro de mangás. Com isso as expectativas ficam altas com relação a Uzumaki, que já recebeu uma edição integral de luxo publicada nos Estados Unidos pela Viz Media perfeita para o padrão de qualidade da DarkSide Books.
4 – Sanctuary
Yoshiyuki Okamura, também conhecido como Buronson ou Sho Fumimura, é o criador do famoso mangá Hokuto no Ken. Contudo, além de Hokuto no Ken, Sho publicou entre 1990 e 1995 um mangá policial inspirado em Mad Max ilustrado por Ryoichi Ikegami (Crying Freeman), completo em 12 edições, chamado Sanctuary. A obra teve cinco volumes publicados no Brasil pela editora Conrad entre 2006 e 2007, com o lançamento do sexto volume em 2008. O mangá foi então cancelado pela editora e os leitores brasileiros nunca tiveram a chance de ler o final da série. Uma excelente obra criada por dois ótimos mangakas, Sanctuary merecia uma segunda chance no Brasil.
3 – Cowboy Bebop
Cowboy Bebop possui duas séries em mangá com aventuras inéditas e paralelas em relação à animação. Cowboy Bebop: A New Story (completo em 3 volumes) foi publicado pela editora JBC no formato meio-tanko em seis edições, semanalmente, no ano de 2004. Recentemente a editora disponibilizou uma votação para que o público decidisse qual seria o próximo relançamento, e Cowboy Bebop era uma das opções. Infelizmente o título perdeu para InuYasha, porém a promessa é que Bebop também será relançado no futuro. E quem sabe a outra série inédita no Brasil, chamada Cowboy Bebop: Shooting Star, também seja lançada por aqui, completando as publicações de um título baseado em um famoso anime.
2 – Yu-Gi-Oh!
Yu-Gi-Oh! é um sucesso da Shonen Jump no Brasil e no mundo, e rendeu diversos spin-offs e diferentes cartas para jogos. A coleção completa possui 38 volumes e foi publicada no Brasil pela JBC entre 2006 e 2010, já no formato original japonês. O autor, Kazuki Takahashi, queria criar um mangá onde as pessoas não batessem em nada, mas sim competissem de outras formas. Então surgiu a ideia das batalhas através de um cardgame. Yu-Gi-Oh! tornou-se um sucesso estrondoso no Brasil graças ao anime exibido na Rede Globo, Nickelodeon e PlayTV, criando uma legião de fãs em terras tupiniquins. Por se tratar de uma obra nostálgica e com uma fanbase devota ou novos potenciais leitores, a saga de Yugi Muto merecia uma republicação no Brasil com melhor acabamento gráfico, no mesmo estilo do que foi feito com Rurouni Kenshin e Yu Yu Hakusho, outros clássicos da Jump.
1 – Shaman King
Por fim, outro título que estava na lista da pesquisa feita pela JBC e que ficou em segundo lugar, perdendo para InuYasha. Shaman King (1998-2004), criação de Hiroyuki Takei, foi publicado na íntegra pela editora no formato meio-tanko com um acabamento gráfico lamentável entre 2003 e 2006, totalizando 64 edições (32 tankos originais japoneses). Contudo, a JBC só publicou o que foi lançado pela Shonen Jump, e o verdadeiro final foi publicado após o fim da coleção no Japão, em um kanzenban. Graças a este fato os leitores brasileiros nunca tiveram a chance de conhecer o verdadeiro final da obra, tornando o relançamento em novo formato com melhor acabamento gráfico, tradução revisada e compilando todo o material algo essencial para o mercado brasileiro, visto que se trata de uma obra famosa no Japão e com um anime de suporte exibido no Brasil anos atrás.
Obviamente existem diversos outros títulos que merecem ser republicados ou reimpressos no Brasil. A Princesa e o Cavaleiro, Battle Royale, Angelic Layer, Fruits Basket, Bastard!!, Monster (que já está esgotado há algum tempo) e diversos outros poderiam até mesmo compor uma segunda lista ou serem incluídos em um TOP 20. Vale também lembrar que as posições do TOP não são necessariamente a preferência ou necessidade de cada título para ser republicado, mas sim uma ordem aleatória.
Concorda com a lista? Discorda? Gostaria de citar outros mangás? Comente abaixo!
John Ostrander, autor de quadrinhos e criador do Esquadrão Suicida,já trabalhou com mestres em suas décadas de DC Comics, escreveu no blog Comicmix um artigo que pode enfurecer os fãs e dividir opiniões.
No texto, Ostrander aponta as diferenças gritantes entre o Superman de Batman vs Superman: A Origem da Justiça, interpretado por Henry Cavill, e o Superman de Tyler Hoechlin, recém estreado na série da Supergirl.
“O Superman dos filmes é mais sombrio, pensativo, com um pouco de Batman. Esse Superman de roupa azul escuro nos é vendido como um Superman mais realista. É aí que mora o problema. Agora o Superman da série é mais tradicional, mais confiante e tem uma visão mais esperançosa das coisas, e sem desmerecer Henry Cavill, mas Hoechlin é um ator melhor.”
E completa:
“Hoechlin também nos entrega um ótimo Clark Kent, que lembra muito o de Christopher Reeve, com aquele humor que retrata o cara atrapalhado. Quando sua prima o elogia no elevador, ele se atrapalha todo e diz que aquilo não foi uma encenação. Isso é cativante. A Warner Bros. agora tem um problema: O melhor Superman não está na tela grande do cinema, e sim na pequena da TV.”
https://www.youtube.com/watch?v=hX7MTteRvCg
Exibido pelo canal CW, Supergirl vem gerado críticas muito positivas acerca de seu novo personagem, o Superman. Críticas totalmente opostas primeiras reações na internet sobre o seu visual. O Superman da TV promete dar muito pano pra manga.
Encerrada sua segunda temporada em agosto deste ano, Scream teve sua terceira temporada confirmada pela MTV. A estreia está prevista para ser em 2017. A nova temporada terá apenas seis episódios, que podem ser os últimos, já que faltam poucos arcos para a série encerrar.
Contudo, os showrunners Michael Gans e Richard Registers, não estarão no terceiro ano e serão substituídos. Não há nomes confirmados, ainda.
Além da sua nova temporada, Scream irá ter um especial de Dia das Bruxas, que será exibido no dia 31 de outubro. Confira o trailer clicando aqui.
Scream tem suas duas temporadas disponíveis na Netflix, o especial também será liberado no serviço. A Torre de Vigilância escreveu sobre o segundo ano, apontando os pontos positivos e negativo. Veja aqui.
Durante as partidas de ontem, as equipes brasileiras SK Gaming e Immortals conseguiram resultados importantes para as possíveis classificações para as finais de Counter-Strike da ESL Pro League Season 4, depois de vencerem a equipe do Canadá OpTic Gaming e a norte-americana Winterfox, respectivamente.
Agora as duas equipes brasileiras se encontram na sombra da norte-americana Cloud9, que é líder isolada no campeonato, restando apenas três vagas da América para a próxima fase.
Hoje quinta-feira (13) a SK terá mais duas partidas contra a Cloud9, enquanto a Immortals enfrenta duas vezes outra equipe norte-americana, a Echo Fox. Os últimos classificados devem ser definidos ainda hoje.
As tabelas atualizadas estão disponíveis:
#Américas
#Europa
Para acompanhar as partidas de Counter-Strike que já aconteceram e as que ainda estão por vim basta clicar aqui.
As finais da ESL Pro League S4 serão realizadas no Ginásio do Ibirapuera, entre os dias 28 e 30 de outubro. A compra de ingressos para as finais já está disponível aqui.
Hoje o papo é sério, então não podemos começar com piadinhas. Se quiser rir por causa de japonês, essa nova novela das seis está cobrindo minha cota muito bem. Sério, vocês viram a Giovanna Antonelli falando (ou tentando falar) em glorioso NIHONGO? Nem preciso mais perder algumas linhas pra dizer que japonês é um povo estranho.
Você, caro leitor das partes menos obscuras (e mais ativas) da Torre, pode não dar a mínima para os meus outros posts. Eu escrevo sobre aqueles desenhos japoneses cheios de garotinhas, afinal de contas. E você gosta mesmo é do Bátima. Eu sei, eu sei. Acontece que esse post em específico, assim como aquela série (que eu ainda vou terminar, prometo) sobre como entrar no mundo dos animes, foi feito justamente pra você.
Dessa vez, vou tentar te vender outra roubada, mas um pouco diferente da anterior. Essa está bem mais próxima da sua zona de conforto do que você imagina, e tem uma influência midiática tão colossal, que a probabilidade de você já ter cruzado com algo diretamente amaldiçoado por ela é enorme. Começaremos pelo começo:
O recado está sendo dado na própria capa da Novel! Não diga que não avisei!
O que são Light Novels?
Segundo a Wikipédia: “são romances ilustrados geralmente no estilo anime/mangá, compilados de folhetins de revistas ou sites na internet“. Mas é claro que isso não explica nada. Vamos expandir um pouco a definição café-com-leite que nos foi dada.
A começar por “São romances“. Apesar de grande parte dos títulos terem algum tipo de relação de fato, romântica, entre seus personagens, o termo ‘romance‘ provém de seu significado mais amplo: uma prosa, um gênero narrativo. No ápice dos meus doze anos de idade, achei engraçado o fato de, na capa nacional de “O Diário de um Banana“, estar escrito que se tratava de “um romance em quadrinhos“. De forma semelhante, light novels são, portanto, prosas. Prosas que, por sua vez, são escritas, como é de se imaginar, em forma de textos. Em bom português, se trata, basicamente, de um livro.
Mas não apenas um livro. Continuando, temos que são “ilustrados“. Interessante, estamos começando a pegar o espírito da coisa. Então, além de ser um livro, uma light novel também possui ilustrações. Isso não é tão incomum assim, claro. Existem diversos livros ilustrados por aí. Se expandirmos o conceito o suficiente, podemos até incluir suas amadas HQs nesse conjunto.
A questão muda de figura (entendeu? Estamos falando de ilustrações! Há!) quando prosseguimos na leitura: “geralmente no estilo anime/mangá“. É agora que a porca torce o rabo. Sei que você fez cara feia quando chegou nessa parte. Tudo bem, eu te entendo. Como já comentei outras vezes, eu também mudaria de calçada se cruzasse comigo mesmo na rua. Nem todo mundo gosta desse estilo de arte, e isso faz com que a resistência dessas pessoas aos ‘animes‘ seja enorme. Muitos acabam perdendo ótimas tramas, com excelentes roteiros e histórias envolventes, apenas por desdém ao modo de exibição.
Você ainda vai ter que lidar com isso, só que em doses homeopáticas.
Mas é por isso que as light novels são tão importantes: elas trazem, no geral, o tipo de trama, narrativa e roteiro que você encontraria em animes e mangás… Mas com 347% (segundo fontes confiáveis) menos arte que você odeia! Hooray! Enquanto ambos os casos citados são repletos desse tipo de desenho, as light novels possuem poucas ilustrações em seu miolo, tendo o seu bruto preenchido por letras. É uma oportunidade que você tem de conhecer esse tipo de escrita sem precisar sofrer com imagens que fazem seus olhos sangrarem.
Fechamos, então, com “compilados de folhetins de revistas ou sites na internet“. Se você está no famigerado grupo dos “Millenials”, que tem causado muitas discussões extremamente irrelevantes na mídia ultimamente, muito provavelmente nunca ouviu falar desse bagulho. E é claro que nunca ouviu mesmo. O único título nacional que eu conheço, que saiu nesse formato, é “Memórias de um Sargento de Milícias“, cuja publicação é datada em mil oitocentos e vovó menina (1852). Imagine algo próximo de… Harry Potter. A autora poderia ter escrito um grande livro contando toda a história do rapaz, mas decidiu fazer sete livros diferentes, com lançamentos mais ou menos igualmente espaçados entre si. Light Novels são publicadas nesse estilo: a cada seis ou doze meses, um ‘volume‘ novo é lançado, continuando a história de onde ela parou da última vez. Pensando enquanto digito, é quase que a mesma coisa que mangás e HQs, não é? Viu só como esse universo não é tão diferente do que você já conhece?
Por que elas são importantes?
Agora que você sabe (mais ou menos) do que estamos tratando, podemos dar um passo à frente. No começo do post eu disse que, além de apresentarem boas narrativas, Light Novels possuem uma influência midiática extraordinária. Você, com certeza, não acreditou em mim; e por isso eu irei provar meu ponto. Me acompanhe:
Se até JoJo tem conteúdo em Light Novels, como você pode ignorar algo tão FABULOSO?
Começarei com a mídia que, obviamente, é a mais afetada pelo surto de Light Novels, iniciado em meados dos anos 2000: os animes. E eu sei o que você está pensando, você não se importa com animes, certo? Meu grande objetivo de vida (e a única coisa que me mantém vivo atualmente) é fazer você se importar um dia. Por isso, é importante você saber dessas coisas.
Contando as últimas três temporadas de animes que já não estão mais entre nós (julho, abril e janeiro), aproximadamente um dezesseis avos (1/16) dos títulos são adaptações de Light Novels. Isso pode não parecer muito (e não é mesmo, se comparado ao número de adaptações de mangás, por exemplo), mas se levarmos em conta que cada temporada nos trás, em média, entre quarenta e cinquenta novos shows (com algumas abominações, como Julho/2016, que teve exorbitantes sessenta e quatro novas animações), e que essa proporção está mais ou menos constante nos últimos DEZ ANOS, podemos estimar aproximadamente 125 adaptações de Light Novels, na última década.
Não há como discordar…
E não apenas em quantidade, mas em volume de informações, esse dado é importante: uma obra originalmente escrita para animação é fácil de se trabalhar; um mangá requer um mínimo esforçode leitura, mas grande parte da adaptação pode se basear nas massivas ilustrações. Agora, Light Novels? O diretor do show precisa ler e reler diversas vezes cada volume da obra original, e tirar totalmente de sua cabeça todo o cenário e distribuição de todas as cenas que não são ilustradas. O trabalho nas costas do diretor é diversas ordens de grandeza maior, quando a obra a ser adaptada é uma Light Novel. E mesmo assim, elas continuam sendo adaptadas. Se isso não é um sinal de que elas são importantes, então eu não sei o que é.
Se isso não te convenceu, posso usar mais números para te assustar. Sem problemas. O mercado de Light Novels é surpreendentemente gigante, e movimenta muito dinheiro por ano. Em 2009, esse setor movimentou 30,1 bilhões de Ienes (392 milhões de dólares, na época), representando quase um quarto de todo o lucro da indústria de livros japonesa. Os títulos mais famosos vendem, anualmente, na faixa de um milhão de cópias, apenas no mercado nipônico. E os números são ainda maiores, quando expandimos para o mercado ocidental. Recentemente, a Editora Kadokawa publicou dados sobre as vendas mundiais da Novel de Sword Art Online, e os números ultrapassam os dezenove milhões de exemplares.
Acredite, essa imagem é Real™
Mas você não se importa com nada disso, não é? Parece que tudo que eu falei não está assim “tão influenciado” por Light Novels como eu fiz parecer no início. E se eu disser que, na realidade, até mesmo TOM CRUISE já encarnou um personagem vindo desse meio? Que foi, não acredita? “No Limite do Amanhã“, filme de Doug Liman (diretor de “Senhor e Senhora Smith”, a série de filmes de Jason Bourne, entre outros títulos que eu nunca ouvi falar… Exceto “Jumper”. Adoro esse filme, puta merda.) estrelado pelo galã citado é uma adaptação cinematográfica de nada mais, nada menos… Que uma light novel!Escrita por Hiroshi Sakurazaka em 2004, “All You Need is Kill” foi o primeiro (e único) grande sucesso do autor, que recebeu além do filme, adaptações para graphic novel e para mangá (esse último, publicado no Brasil pela JBC).
Ok, “Isso é um caso a parte“, você deve estar pensando. “Esse negócio de Light Novels continua sendo coisa de Japonês safado“. Ah amigo, eu bem que queria concordar contigo. Bem que queria dizer que você está certo dessa vez… DAGA KOTOWARU Mas eu estaria mentindo. O maior exemplo que posso dar para refutar essa sua hipotética afirmação é uma pessoa que, coincidentemente, surge das terras em que nós pisamos agora: Thiago Lucas Furukawa, nascido no Brasil. Este jovem rapaz futuramente seria conhecido pelo nome artístico de “Yuu Kamiya” (afinal, tenho certeza que ele sofreria bullying no Japão, se tentasse publicar qualquer coisa com o nome de “Thiago Lucas”), é a prova viva que para fazer algo dar certo, só é preciso dar um jeitinho brasileiro.
Piadas a parte, “No Game No Life“, maior obra do jovem tupiniquim, é um sucesso absurdo em todo o mundo: no primeiro semestre de 2013 foram vendidas mais de 255 mil cópias da novel, e um dos volume mais recentes vendeu, só na primeira metade deste ano, 168 mil cópias; Foi adaptado em uma série animada pelo estúdio Madhouse, que teve uma média de 8,5 mil blurays vendidos (que é um bom número, caso você não esteja familiarizado), e que causou uma comoção colossal com o público na internet. Enfim, é uma Light Novel importante nos dias de hoje, e de fazer inveja em muito japonês safado.
Tudo bem, você me convenceu! Que Light Novels eu encontro no Brasil?
Ok, ok, formem uma fila organizada para comprar as suas Light Novels! Tem pra todo mundo! (Isso não são Novels, mas use sua imaginação)
Ora pois, que bom que perguntou! Embora existam milhões de títulos super interessantes e que não apenas eu, mas muitas pessoas adorariam ver sendo publicados por aqui (inclusive… Junior, se estiver lendo esse post… Dá uma olhada no cantinho de sugestões com carinho, vai? Nunca te pedi nada, só queria um Encontro ao Vivo… *wink*), o mercado nacional de Light Novels ainda está começando a engatinhar. É um nicho relativamente recente, e com poucos títulos a disposição. O seu apoio é essencial nessa fase importante da vida dessa criança, pois é neste momento que começamos a moldar o seu futuro, começamos a ver se ele crescerá forte e saudável e conquistará muitas realizações memoráveis em sua vida, ou se vai acabar como umblogueiro depressivo que escreve sobre desenhos chineses. E eu tenho certeza que, por mais que você não se importe com isso, você não ia querer um destino tão ruim para ninguém, não é?
A melhor forma de mostrar para as editoras que você gosta (ou gostaria de começar a gostar) da mídia, e que adoraria um catálogo maior de títulos, é apoiando os títulos atuais, e orientando-os a que rumo seguir. Se os títulos atuais não te agradam, peça novos! Comente, procure, recomende às editoras! Elas, apesar de parecerem, não são monstros de sete cabeças que vivem em outra dimensão. Se você conversar civilizadamente com elas, elas te responderão com todo o prazer.
No Brasil isso não está tão grave… Ainda…
De qualquer maneira, vamos deixar essa parte chata de lado e ir logo ao ponto. Embora existam publicações mais antigas de outras editoras, atualmente, apenas JBC e NewPOP publicam Light Novels no mercado brasileiro, normalmente apenas em lojas especializadas (ou seja, você pode não encontrá-las em sua banca de esquina predileta). Mas é claro que compras online são sempre viáveis. Segue lista:
E… Ufa! Acabamos por aqui, hoje. Se você realmente chegou até aqui, espero que eu tenha te convencido sobre a importância das Light Novels na mídia atual. E mesmo se você não goste, entenda a sua influência, que aos poucos, se alastra pelas vastidões, e logo logo alcançará você. Isso se já não alcançou. Eu não olharia para trás se fosse você…