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Análise | Horizon: Zero Dawn

Pós-apocalipse. Essa palavra tem o poder de te levar a imaginar solos desérticos, poeira e corrida pela sobrevivência. Mas e o que acontece depois pós-apocalipse? Como seria o pós-pós-apocalipse? O que acontece depois que toda a tragédia, toda a catástrofe acaba? Horizon: Zero Dawn te entrega todas as respostas para essas perguntas.

Jogo desenvolvido pela Guerrilla Games e publicado pela Sony Interactive Entertainment exclusivamente para o PlayStation 4.

O projeto do jogo surgiu a partir de ideias para a continuidade de Killzone 3. Foram escritos vários roteiros e vários conceitos foram surgindo até chegar ao ápice, o produto final, Horizon: Zero Dawn.

torre de vigilancia Horizon Zero Dawn Aloy

Aloy é uma caçadora que utiliza a velocidade, esperteza e agilidade para permanecer viva e proteger sua tribo, que sai para descobrir por que as máquinas em toda o planeta estão se corrompendo, o que está levando-as a atacar indiscriminadamente qualquer um, e a propagar doenças. Aloy está longe de ser comparada a outros protagonistas de RPG´s, ela não é um quadro em branco. Desde o início ela é decidida, com um fragmento de fúria dentro de si. Jogando com ela parece que você está se unindo a alguém ambicioso e inteligente, sua atitude é impressionante, tudo perfeitamente nivelado a agitação de encarar seres mecanôides intimidantes. Conversar com outros personagens permite que você escolha entre respostas compassivas, conflituosas ou diplomáticas, tornando cada vez mais evidente que Aloy é a única pessoa que ousa encara essas bestas. Ligeiramente imperfeita, mas perseverante, ela é o meio perfeito para você imergir nesse mundo novo de criaturas mecânicas e de façanhas destemidas.

Torre de Vigilancia Horizon Zero Dawn Three

Em Horizon: Zero Dawn a ambientação está esplendida, o mundo pede para ser explorado em todas as suas minucias, o objeto mais valioso que Aloy possui é o Focus, um gadget do mundo antigo grampeado em sua orelha. Ele permite que a sua percepção ao que acontece nos arredores seja mais fácil e ágil, como um verdadeiro predador observando sua presa. O gadget permite detetar e marcar inimigos, procurar loot, ou pairar seu olhar sobre uma parte do corpo de uma máquina o que permite a visualização de seu ponto de fraqueza. Andar pelas ruínas da antiga civilização seria um exercício seco, se não fosse por esse pequeno dispositivo, que também permite acessar registros de áudio e textos que mantêm o núcleo da vida de milhares de anos atrás. Ou, se for o caso, a morte. A morte de um mundo há muito desaparecido, cujos ossos você observa debaixo de cada passo.

As ruínas são parte integrante da jornada de Aloy e do mundo em que você ela se encontra. Eles não estão apenas lá para parecer assustadores. Claro, rastejar através da concha de um prédio, de casas em ruínas envia arrepios, mas entre os escombros há contos que há muito tempo não se ouviam falar. As vozes dialogam sobre seus medos, falando do caos que reinou quando as cidades começaram a entrar em colapso e a sociedade entrou em pânico. Suas histórias são breves, mas aterraram as experiências de Aloy, lembrando-lhe que embora a vida tenha encontrado uma maneira de sobreviver no futuro, há milhões que não conseguiram.

Torre de Vigilancia Horizon Zero Dawn secundário

Um ponto crítico para a criação do universo de Horizon: Zero Dawn era a criação das criaturas, basicamente os animais que foram substituídos por máquinas e como isso poderia ser crível aos olhos dos jogadores. Substitua a carne por metal. Feito. Mas eles exigem mais crédito do que apenas serem robôs. Porque você simplesmente não mata em Horizon: Zero Dawn. Você caça. E isso é importante, por que o jogo não é um simples shooter ou algo do tipo. Seguindo sua pedreira, adaptando suas armaduras e armas, e adaptando cada tiro a uma parte específica do corpo faz cada luta entre Aloy e uma besta mecânica um duelo. Sem exceção, nesse aspecto não há como negar que o jogo é incrível.

Um dos únicos lugares onde Horizon: Zero Dawn entra em trancos e barrancos é na frustrante queda de velocidade em combates corpo a corpo, infelizmente no momento onde é tão importante para o desenvolvimento da luta. Vendo como você está navegando entre paisagens, o movimento é chave, mas quando você tenta saltar acima de um par de pedras durante um duelo com os mecanôides é algo frustrante. Ataques de corpo a corpo são os que mais sofrem deste atraso minúsculo mas significativo. Não que o combate corpo a corpo seja sempre necessário. Pacifistas, regozijem-se: você nem precisa matar as máquinas depois de certo ponto.

Torre de Vigilancia Horizon Zero Dawn robots

É uma experiência sem esforço para os exploradores curiosos. Há tanta coisa para ver e fazer., side quests, quests tutorial, e quests principais (obviamente) são apenas o começo. Para aqueles que preferem o combate à história, os desafios de caça chovem para você ganhar medalhas, ou se você quer uma luta realmente desafiadora, cavernas perigosas espreitam nas montanhas – ventres robóticos misteriosos que parecem mais organismo do que máquina. E isso sem nem sequer mencionando as ruínas texturizadas com segredos sobre o passado, os colecionáveis para encontrar, os campos de bandidos para erradicar… a variedade de escolha é esmagadora.

Mesmo pequenos detalhes como o layout do inventário ajudam você a se familiarizar com o jogo sem ser intrusivo. Não há nenhum mar de itens desajeitados aqui: recursos são marcados com o que eles são, crafting, munição ou atualizações, negociação de outros itens, ou venda, bem como uma lista de máquinas que você pode obter. Um catálogo de todas as bestas robóticas que você encontrou dá detalhes de suas fraquezas e ataques para que você possa consultá-lo antes de lutar, e melhore cada vez mais suas táticas. Uma observação importante é o pequeno detalhe, sem passar por um tutorial exaustivo o jogo já consegue ser familiar ao olhar. O que se resume que Aloy conhece as coisas. Cabe a você tirar o melhor proveito dela.

VEREDITO: 

Como um verdadeiro ecossistema, Horizon: Zero Dawn é brilhantemente equilibrado. Aloy se sente como uma parte dele. O jogo leva você em um passeio de descobertas. Um sentimento interminável de admiração que o empurram para a frente, não importa o que você esteja fazendo. Quanto mais tempo eu passar no mundo de Horizon: Zero Dawn, menos eu quero sair. Um mundo aberto que se adapta a todos e a cada interesse, o que mantém a curiosidade oxigenada, com um intrigante protagonista para corresponder.

Não sei se o jogo irá se manter com essa proposta ao passar do tempo, mas no momento ele, com certeza, é uma obra-prima.

Torre de Vigilancia Analise Horizon Zero Dawn

Horizon: Zero Dawn  tem data de lançamento confirmada para 28 de fevereiro de 2017 e será exclusivo para PlayStation 4.

Torre de Vigilancia Horizon Zero Dawn logo

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Quadrinhos

Justice League of America | As primeiras páginas da nova HQ da DC Comics

No dia 22 de fevereiro nos Estados Unidos vai começar a ser comercializada uma das HQ’s mais esperadas da era Rebirth da DC Comics. A Justice League of America vai começar a sua trajetória com sua nova e inusitada formação.

Lidando com os resultados dos eventos da minissérie Justice League vs. Suicide Squad, Batman resolve montar um time que tem no seu corpo docente personagens como Nevasca, Canário Negro e o Lobo. A editora divulgou via Newsarama a prévia e as primeiras quatro páginas da HQ. Lembrando que a Torre de Vigilância, saindo na frente na informação em âmbito nacional, tinha divulgado algumas páginas dessa primeira edição. Confira AQUI.

 

O time liderado pelo Homem Morcego irá contar com além dos já citados Nevasca, Canário Negro e Lobo. Ainda tem Eléktron (Ray Palmer), Átomo (Ryan Choi) e Vixen. As perguntas que se mantém no ar são: Nevasca está realmente reabilitada? E o Lobo vai cair na matança, mesmo com o Batman na liderança da equipe? O que o resto da Liga da Justiça vai achar desse grupo?

Bem, essas e outras questões só terão respostas ao passar das edições. O que se tem conhecimento é que o plano do Batman é que esse grupo possa fazer o “trabalho sujo” que a Liga da Justiça não faz e uma forma de dar uma segunda chance para outras pessoas usarem seus poderes para o bem.

Justice League of America terá roteiro de Steve Orlando e desenhos do brasileiro Ivan Reis.

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The Lazarus Contract | Saiba mais sobre o novo evento da DC Comics

A DC Comics anunciou mais um grande evento na fase do Rebirth. Depois de Justice League vs Suicide Squad, das futuras The Button e de Bane: Conquest será a vez de The Lazarus Contract, que será estrelado pelo Exterminador, Jovens Titãs e os Titãs. A minissérie vai trazer de volta uma antiga rivalidade do universo da Editora das Lendas, Slade Wilson e os Jovens Titãs.

A trama girará em torno do Exterminador caçando Wally West em uma tentativa de ressuscitar seu filho, Grant, o Devastador original. Com a ligação de Wally com o universo dos Novos 52, novos segredos sobre o seu retorno podem vir a tona no evento.

Confira as capas do crossover que vai se desenrolar em Titans #11, Teen Titans #8, Deathstroke #19 e Teen Titans Annual: The Lazarus Contract #1:

 

O nome da minissérie é uma referência à clássica história O Contrato de Judas (1984) de Marv Wolfman e George Pérez, onde o Exterminador aceita um contrato para entregar os Os Novos Titãs para a organização C.O.L.M.E.I.A.. A história se tornou um clássico da DC Comics, com suas reviravoltas e a traição de um dos heróis, além de marcar a estreia de Dick Grayson como Asa Noturna. Esse ano teremos o lançamento da animação O Contrato de Judas. Você pode conferir o trailer AQUI.

Os Novos Titãs - O Contrato de Judas

Uma teoria é que Slade pode tentar utilizar o Poço de Lázaro para trazer seu filho de volta a vida. A palavra Lazarus poderia ser relacionada a isso, ou uma referência ao personagem bíblico Lázaro, que também retornou dos mortos.

The Lazarus Contract começa a ser publicado em Titans #11 dia 10 de maio.

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Lanfeust de Troy: O Marfim de Magohamoth

Um dos grandes sucessos dos quadrinhos franco-belgas, Lanfeust de Troy chegou ao Brasil em definitivo no ano de 2015 graças a Jupati Books, selo de quadrinhos da Marsupial Editora. Unindo elementos de grandes obras de fantasia medieval, com muita magia e criaturas estranhas, a obra entrega altas doses de diversão, com uma história criativa de excelentíssima qualidade narrada através de uma arte belíssima.


Troy é um mundo fascinante, onde a magia faz parte do cotidiano de todos. Neste universo, todas as pessoas possuem um tipo de poder, de grande ou baixa utilidade. Os poderes variam muito, desde transformar água em gelo até o poder de gerar coceiras, e todos são mantidos localmente através das vilas graças ao poder dos magos anciãos, Sábios de Eckmul, que possibilitam que as pessoas utilizem seus dons mágicos através da canalização das energias.

O protagonista da série, Lanfeust, possui o dom mágico de fundir metais com sua visão, e graças a este dom ele trabalha como ferreiro. Um dia, um guerreiro chamado Cavaleiro Ourazul chega à Aldeia Glinin, onde Lanfeust habita, para reparar sua espada danificada na batalha contra um troll. Ao entrar em contato com a empunhadura da espada, feita de marfim, Lanfeust misteriosamente consegue utilizar todas as magias existentes. A partir deste ponto começa a jornada dos heróis desta aventura para desvendarem o mistério do chamado “Marfim de Magohamoth“, criatura misteriosa e desaparecida cuja força psíquica criou o campo de magia sob Troy, da qual os Sábios funcionam como condutores.

A premissa desta aventura soa como uma junção de aspectos conhecidos por fãs de fantasia medieval e RPG. Toda a aventura é desenrolada através de um núcleo de personagens composto por Lanfeust, pelo mago de Glinin, Nicoledes, e suas duas filhas: Cixi e C’ian. Juntos eles partem para a cidade de Eckmul, onde os três grandes sábios residem, com o objetivo de esclarecer as dúvidas acerca deste poder misterioso. No caminho, outros personagens retornam, e até mesmo um troll (criatura horrenda e devoradora de seres vivos) chamado Hebus, une-se ao grupo. Através de um encanto psíquico, obviamente. Não fosse o caso, ele devoraria a todos.

O roteirista Christophe Arleston trabalha muito bem a relação entre os personagens e explora as características e maneirismos de cada um deles, fazendo com que o leitor crie uma empatia com todos por motivos diversos. Cixi, que possui o poder de transformar água em gelo ou vapor, é uma jovem atirada que “só pensa naquilo“, enquanto C’ian, que pode curar pessoas a noite, é uma típica garota recatada e prometida de Lanfeust. Hebus, com seu jeito animalesco porém educado (quando controlado) é o alívio cômico violento, e Nicoledes funciona como o mentor desta equipe. Com muitos encontros com animais estranhos, ação, ótimas sacadas de texto e reviravoltas constantes, esta viagem torna-se algo extremamento prazeroso de se acompanhar.

A arte fica a cargo de Didier Tarquin, dono de um traço detalhista e muito expressivo, que ao mesmo tempo é bastante caricato. Tarquin capricha em todos os quadros, preenchendo cada milímetro do cenário com pequenos itens que acrescentam bastante principalmente à flora e fauna deste universo, algo que desperta a curiosidade do leitor devido aos designs completamente estranhos aos nossos olhos. As cores de Matteo Livi são vibrantes e alguns efeitos, aplicados por outros dois coloristas, tornam a belíssima arte do artista principal ainda mais bonita.

Ao longo da jornada também são apresentados elementos-chave da história, como o antagonista e pirata Thanos, que possui um poder similar ao do herói, e outras formas de magia, algumas delas tidas como superstições. Um exemplo é a capacidade de ler o futuro através das entranhas de animais recém eviscerados. Não bastassem as novidades, os autores também fazem questão de mostrar as diferentes maneiras de se utilizar as magias, de forma criativa e inusitada para cada uma delas. Nas mãos de uma pessoa com melhor visão das circunstâncias, até mesmo o poder mais banal pode ser utilizado de forma útil.

A editora Marsupial teve a boa iniciativa de compilar dois álbuns originais (de cerca de 45 páginas cada) em uma única edição, tornando a leitura mais proveitosa. A série possui oito álbuns publicados no exterior, porém o sucesso foi tão estrondoso que surgiram diversos spin-offs situados neste universo, alguns deles com outros personagens ou situados em outros momentos cronológicos. Um destes spin-offs, Trolls de Troy, foi trazido ao Brasil em 2016 pela editora.

Uma ótima pedida para fãs do gênero, com momentos memoráveis, muitas criaturas bizarras (dragões inclusos) e piadas sexuais e escatológicas, Lanfeust de Troy faz jus a sua fama. Em 2017 os leitores brasileiros devem poder conferir outros dois álbuns que serão publicados na edição seguinte, chamada Castelo Ourazul. E fica a esperança de que o selo Jupati Books (que aliás, merece os parabéns por não cometer nenhum deslize editorial nesta publicação) continue a publicar a série até o fim, saciando a vontade dos fãs que anseiam por boas histórias em quadrinhos fantásticas. E quem sabe no futuro outras obras relacionadas a série sejam lançadas por aqui. Ouvi dizer que existe até mesmo uma Enciclopédia do Mundo de Troy

Lanfeust de Troy – Volume 1: O Marfim de Magohamoth possui 96 páginas encadernadas em capa cartão e valor de capa sugerido de R$ 42,00. Meu poder mágico é o de convencer as pessoas a comprarem.

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Quadrinhos

Bane | Vilão vai ganhar minissérie solo feita por seus criadores

Bane é o destaque nos próximos meses na DC Comics. Além de estar no atual arco na HQ mensal do Batman, intitulado “I Am Bane” de Tom King e David Finch, o personagem vai estrelar a série Bane: Conquest, que tem como equipe criativa o escritor Chuck Dixon e o artista Graham Nolan, seus co-criadores na década de 90.

Dixon, Nolan e David Moench, foi o trio criador do personagem, e as principais cabeças pensantes na clássica A Queda do Morcego (1993 – 1994), onde todos sabemos que o vilão “quebrou” o Homem-Morcego. Não foi informado se Moench também participará do novo projeto.

“É muito emocionante retornar com Chuck a um personagem que tanto amamos e que entrou para a seleta galeria de vilões clássicos do Batman”, disse Graham Nolan. “A DC nos permitiu a devolvê-lo para as suas raízes, trazer de volta velhos amigos e criar novos personagens que vão sacudir o mundo de Bane e Batman”.

 

Em Bane: Conquest, o vilão vai se reunir mais uma vez com sua trinca de capangas da época da Queda do Morcego: Passáro (Bird), Trogg e Zumbi (Zombie). O trio retorna na história “I Am Bane”. Os eventos do arco de Tom King vão refletir na série de 12 capítulos.

“O Homem que quebrou o Morcego vai para além de Gotham para descobrir novas cidades para conquistar e novos inimigos para esmagar, e não vai parar até que esteja no topo do mundo do crime!” Diz a descrição liberada pela DC Comics.

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“O melhor desse projeto é que não se trata de uma sessão nostalgia entre Graham e eu”, falou Chuck Dixon em um comunicado. “É como se estivéssemos de volta depois de todo esse tempo para trabalhar em uma história épica sobre o Bane, mas sem esse intervalo de anos que passaram. É como se fosse uma sequência”.

Bane: Conquest #1 começa a ser publicada em maio e terá capa variante de Kelley Jones.

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e-Sport | Brasil no pódio de público

Um levantamento realizado pela consultoria Newzoo, empresa especializada em estudos sobre games e tecnologia, apontou o Brasil como terceiro país do mundo com o maior número de entusiastas de e-Sports. Ao todo, cerca de 11,4 milhões de pessoas acompanham a modalidade com frequência aqui nas terras tupiniquins, atrás apenas de China e Estados Unidos.

Conforme os dados da pesquisa, o número de entusiastas no Brasil corresponde a quase metade de toda a América Latina, uma margem de 23,7 milhões de espectadores frequentes. Diversos games ajudaram o país a se tornar uma potência nesse segmento. Alguns deles são League of Legends, CS:GO e Rainbow Six Siege, que atualmente conta com mais de 600 mil jogadores aqui no país.

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Counter-Strike: Global Offensive entra na lista de grandes títulos, a resposta vem do público que durante a ESL Pro League de “CS:GO” realizada em outubro do ano passado em São Paulo foi considerada uma dos maiores eventos presenciais da modalidade com mais de 15 mil pessoas presentes para acompanhar as disputas presencialmente.

E claro que League of Legends é outro game que se mantém popular no país. Além da realização d o International Wildcard Qualifier (IWCQ) em 2016, o país irá receber no final de abril o Mid-Season Invitational, espécie de “mundialito” do jogo. Além do país ter conquistado uma vaga direta no campeonato mundial do game.

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Gus – 1. Nathalie | Bandidos, uísque e o amor

Criação do famoso quadrinista francês Christophe Blain, autor de “Isaac, o Pirata“, Gus é uma série composta por quatro volumes que narram as aventuras de três bandidos numa temática de faroeste, lidando com dinheiro (provido de assaltos), bebidas e principalmente com as mulheres.

Nathalie é uma moça bonita. E moças bonitas geralmente já possuem um companheiro. Mas isso não deve ser um empecilho para Gus, parceiro de assaltos de Clem e Gratt, os três protagonistas deste primeiro álbum publicado no Brasil pela SESI-SP Editora. Através destes três personagens e uma série de coadjuvantes, Blain narra as desventuras no amor, as inseguranças, espinhos e problemas da vida amorosa e de quebra entrega bons momentos de amizade e confiança, com muita diversão… Por mais difícil que seja acreditar que isto é possível entre três bandidos safados. E na verdade alguns deles se interessam por todas as mulheres existentes, mesmo. Sem distinção.

Arte de Christophe Blain.
Arte de Christophe Blain.

Lidar com o relacionamento de amizade entre homens é algo constante nas obras de Christophe Blain. Os leitores de “Isaac, o Pirata“, publicado no Brasil pela editora Conrad, já haviam presenciado isso, e com a série Gus o autor envereda para os quadrinhos western, tão famosos na Europa, para estabelecer aos poucos cada uma de suas novas criações. “Gus – 1. Nathalie” é um compilado de histórias curtas que giram em torno dos três protagonistas, desvendando um pouco mais sobre cada um deles no decorrer das páginas, ao mesmo tempo em que os laços de parceria são atados. O foco desta história é divagar sobre a forma como os homens se relacionam, ou não, com as mulheres.

Apesar de bem sucedidos em suas pilhagens, e em determinado momento até mesmo trabalhando como xerifes (!), Gus, Clem e Gratt estão constantemente insatisfeitos com suas vidas amorosas e sempre em busca de suas almas gêmeas. O autor faz uso de seu traço típico, com proporções anatômicas exageradas e caricatas, com cenários estilizados porém profundos e com sua representação formosa de belas mulheres, somando todo este estilo de desenho às belas cores de Walter, entregando o melhor uso da arte em cada quadro, com uma agilidade narrativa muito gostosa de se acompanhar.

Gus, Clem e Gratt.
Gus, Clem e Gratt.

Cada personagem possui suas próprias características. Clem representa o homem compromissado vivendo uma relação insatisfeita enquanto mantém contato com sua jovem filhinha, Jamie. Gratt é o homem atrapalhado e azarado, porém de boa aparência, enquanto Gus é o típico mulherengo. Os três escondem seus verdadeiros sentimentos (por exemplo, Clem pela fotógrafa que conhece em uma das aventuras, e Gus por Nathalie, sua paixão platônica desde o início), porém compreendem uns aos outros, mantendo sempre o aspecto de parceria e respeito entre grandes amigos. Parceria esta constantemente celebrada com bons assaltos a bancos e trens, e com muita bebida.

Enquanto o autor usa suas páginas para narrar estas aventuras de amizade, companheirismo e amor entre tudo que circunda os três bandidos, existem também sacadas bem humoradas sobre estes relacionamentos, já que algumas das situações em que estes “heróis” se metem não são nada típicas ou não saem nos conformes planejados.

Capa nacional do primeiro volume da série Gus.
Capa nacional do primeiro volume da série.

Gus é um ótimo compilado do melhor (e altíssimo nível) dos quadrinhos de Christophe Blain. Com personagens interessantes, aventuras ágeis e momentos marcantes, a série começa de forma cativante e tem muito a oferecer no desenrolar dos próximos álbuns, podendo continuar a tratar destes relacionamentos ou entregar aventuras dos bandidos fazendo suas bandidagens. Quem sabe?

Gus – 1. Nathalie é um álbum de 80 páginas em formato 29,1 cm x 21,2 cm, contendo lombada quadrada, capa cartão e preço de capa sugerido de R$ 35,00.

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Injustice 2 | Agora os deuses estão chegando nos celulares

Com o sucesso de Injustice para as plataformas mobile, a NetherRealm divulgou que Injustice 2 também será lançado para iOS Android.

Confira o vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=Npv3OIV8bo8

O jogo terá a presença de todos os personagens que já foram confirmados na versão para os consoles, além da participação de Lanterna Verda, Cyborg Espantalho.

Injustice 2 será lançado em 16 de Maio para Playstation 4, XBOX ONE PC.

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Brasil Game Cup | Um dos maiores eventos de eSport da América Latina

Todos os gamers do Brasil estão contando os dias para o início do evento. Pela primeira vez a Brasil Game Cup terá novas sedes para os eventos de esportes eletrônicos, o Rio de Janeiro foi escolhido como primeira cidade a receber as competições fora da Brasil Game Show. Na capital fluminense, a edição será realizada entre os dias 7 e 9 de abril, no Centro de Convenções SulAmérica.

A Brasil Game Show era o único palco para as competições realizadas pela Brasil Game Cup desde 2014, sediando as finais de forma presencial. As classificatórias, por sua vez, eram feitas via internet. A edição da BGS de 2016 trouxe, além de DotA 2, os aclamados Clash Royale e Counter Strike: Global Offensive.

Confira abaixo um teaser da Brasil Game Cup Rio  2017.

Além da competição de Counter Strike: Global Offensive, a BGC RIO 2017 irá contar com várias atrações como:

  • A exposição A Evolução do Videogame que conta com parte do acervo do maior colecionador de videogames do país. Onde você poderá fazer uma viagem pela história e produção dos videogames que marcaram época, ver como eles se transformaram ao longo dos anos e também participar de campeonatos de jogos clássicos, com premiação!
  • Cosplay Zone será o ponto de encontro dos melhores Cosplayers do país. Com concursos diários e premiações, além de apresentações em um palco com iluminação e DJ!
  • Área Indie, onde você poderá bater um papo com os desenvolvedores de jogos independentes além poder entender melhor como funciona o mercado de games no Brasil.
  • Arena Free Play, onde os vistantes poderão experimentar os principais jogos de PC e console do momento para você jogar de graça e o quanto quiser. 

Os jogos da fase eliminatória podem ser assistidos pelos canais da Twitch e YouTube da Brasil Game Cup.

Para adquirir ingressos para a BGC Rio 2017 basta clicar aqui. E se você já está querendo garantir seu ingresso para a Brasil Game Show clique aqui.

Lembrando que a Brasil Game Cup acontecerá entre os dias 7 e 9 de abril, no Centro de Convenções SulAmérica no Rio de Janeiro e a Brasil Game Show entre os dias 11,12,13,14 e 15 de outubro no Expo Center Norte em São Paulo.

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Face Oculta: O Rosto da Aventura

Com uma história situada no final dos anos 1800, Face Oculta (Volto Nascosto no original) é uma minissérie em 14 edições publicada pela Sergio Bonelli Editore. Narrando o período da expansão colonialista da Itália sobre a Etiópia, o quadrinho, que teve um primeiro volume encadernado lançado recentemente pela Panini, é uma história envolvente situada num período não explorado por outras narrativas da nona arte.

Publicada em terras italianas entre os anos de 2007 e 2008, a série situa-se no final do século XIX, quando a Itália possuía ambições expansionistas e voltava sua atenção para a África, especificamente para a Etiópia. Nesta época, tanto os italianos quanto os britânicos rivalizavam por influência na região. Porém, graças especificamente à Itália, uma guerra acabou eclodindo. É em meio a este cenário que o jovem Ugo Pastore e seu pai se veem envolvidos em alguns dos momentos mais decisivos do período, ao mesmo tempo que há o surgimento de um homem sagrado que usa uma máscara prateada, arrebanhado por uma legião de soldados e seguidores por toda a Etiópia. Seu nome é Face Oculta.

Capa do primeiro volume encadernado de Face Oculta, lançado pela Panini em 2016.
Capa do primeiro volume encadernado de Face Oculta, lançado pela Panini em 2016, em parceria com a loja Comix.

A minissérie é uma criação do famoso roteirista italiano Gianfranco Manfredi, criador das bem quistas séries Mágico Vento e Adam Wild, também publicadas pela Bonelli. O texto de Manfredi faz jus a sua fama, seja qual for a história escrita por ele, e Face Oculta não foge deste altíssimo padrão de qualidade, especialmente pelo fato do autor se distanciar dos arquétipos de “lado bom e lado mau” típico de visões históricas como esta. Apesar da história parecer algo muito italiano, feito para italianos lerem, a aventura te prende do começo ao fim através de personagens cativantes, reviravoltas e muitas outras características típicas dos ótimos quadrinhos Bonelli. É importante lembrar que a iniciativa da Bonelli em lançar minisséries fechadas existia há algum tempo, com séries como Brad Barron, Demian e posteriormente Cassidy, mas também era uma empreitada relativamente nova e bem sucedida.

A história apresentada nas quatro primeiras edições encadernadas pela Panini é narrada através dos três personagens italianos principais: Ugo Pastore, um jovem leal que trabalha como contador; Vittorio De Cesari, melhor amigo de Ugo e Tenente do exército italiano, e Matilde Sereni, vítima de uma doença de estresse traumática envolvida numa espécie de triângulo amoroso com os outros dois personagens, algo típico das heroínas de romances e das óperas líricas do período em que a obra se situa. Além destes, temos Face Oculta, o líder de uma espécie de culto da Etiópia, e o Rei Menelik II acompanhado de sua esposa Taytu, estes últimos, um casal de figuras históricas etíopes reais.

A misteriosa figura chamada Face Oculta move parte da narrativa neste início de série.
A misteriosa figura chamada Face Oculta move parte da narrativa neste início da série.

Manfredi conta sua história de forma magistral, passando aos poucos por alguns anos deste período, sem pressa e atento aos mínimos detalhes da trama construída. Seu texto é cativante, envolvente e desperta a curiosidade do leitor, que é ainda mais convencido ao presenciar tamanha beleza em prosa somada à belíssima arte de alguns mestres dos quadrinhos, sendo os responsáveis por estas primeiras edições Goran Parlov, Massimo Rotundo, Alessandro Nespolino e Ersin Burak. Os quatro nomes citados possuem estilos artísticos bem distintos, porém cada um traz uma característica nova e positiva para dentro do quadrinho, fazendo com que o leitor sinta uma boa mudança de ares a cada novo capítulo.

O autor também tem o cuidado de situar o leitor através de textos editoriais no término de cada edição e início da próxima, com comentários adicionais e informações que mostram o que é fato real e o que foi inventado para esta aventura. Manfredi brinca com os fatos e figuras históricas e toma a liberdade que qualquer autor necessita para criar sua própria e, muitas vezes melhor que qualquer outra totalmente fiel à realidade, narrativa.

Os três italianos que protagonizam Face Oculta.
Os três protagonistas italianos de Face Oculta.

O capricho editorial da editora Panini também merece destaque, já que esta é a segunda vez que a obra é publicada no Brasil. Em meados de 2012, a editora multinacional deu início a série lançando-a em capítulos, como no formato original italiano. Com as baixas vendas, o segundo capítulo foi o último a aparecer nas bancas, e a minissérie foi descontinuada. Com esta nova edição os leitores têm a chance de conferir material inédito, visto que o encadernado de 384 páginas compila os quatro primeiros capítulos. A forma que a editora encontrou para lançar este material foi em parceria com a Comix Book Shop, como parte da comemoração de 30 anos da empresa, com baixa tiragem e sendo vendido exclusivamente nesta loja parceira.

Arte de Goran Parlov.
Arte de Goran Parlov.

Apesar do empecilho e da possível dificuldade para encontrar este material, a história apresentada é altamente recomendada para qualquer apreciador de bons quadrinhos, e essencial para qualquer fã dos quadrinhos Bonelli. Na Napoli Comicon de 2008 a série recebeu o Prêmio Attilio Micheluzzi de Melhor Série de Desenho Realista. Nos próximos capítulos (ainda faltam dez para a conclusão da história) os leitores presenciarão a arte de outros ótimos artistas como Leomacs, Roberto Diso, Giovanni Freghieri, Giuseppe Matteoni e Gigi Simeoni, além do retorno de alguns ilustradores presentes nesta primeira edição. A editora Panini prometeu novidades com relação a série para 2017, então permanece viva a esperança de que finalmente poderemos ler a ótima história de Face Oculta até o seu final.

Face Oculta – Volume Um possui 384 páginas no formato 16 x 21 cm, e reúne as quatro primeiras histórias da série italiana com preço de capa de R$ 39,90. O encadernado pode ser encontrado exclusivamente nas lojas física e virtual da Comix.