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Quadrinhos

ResurrXion | Marvel Comics divulga trailer com os títulos Mutantes

A Marvel Comics divulgou um trailer sobre o evento ResurrXion. Onde toda a linha Mutante da editora vai ganhar novas HQ’s com novas equipes criativas. A renovação chega no rastro das sagas Death of X e Inhumans vs X-Men, os eventos elevaram a disputa entre os Inumanos e os Mutantes a níveis elevados com sérias consequências para o futuro das duas raças.

A ideia da editora é tentar trazer aquele passado glorioso dos mutantes de volta, meio que mirando na década de 90: trajes coloridos, títulos familiares e linhas distintas. O vídeo tem 1:22 minutos e a trilha sonora é bem conhecida dos fãs dos X-Men da época. Confira abaixo:

O clipe apresenta as artes e as equipes criativas dos 10 títulos da iniciativa: X-Men Gold, X-Men Blue, All-New Wolverine, Old Man Logan, Weapon X, Cable, Jean Grey, Generation X, Iceman e Astonishing X-Men.

Uma versão editada do trailer será exibida na TV, e a Marvel Comics pretende anunciar seus quadrinhos em comerciais da TV e antes de filmes.

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Entretenimento Quadrinhos

SESI-SP Editora divulga evento de lançamento de Valerian

Há cerca de um mês, a SESI-SP Editora anunciou que publicará a famosa série franco-belga de ficção-científica Valérian et Laureline. Hoje, dia 16/03, a editora anunciou uma data para a chegada da obra no Brasil, bem como um evento do lançamento do primeiro álbum. Confira abaixo.

O lançamento acontecerá na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo (Avenida Paulista, n° 2073), no dia 13 de Maio, das 10h as 12h00. Em breve a editora divulgará maiores informações sobre a série de HQs, criada por Pierre ChristinJean-Claude Mézières e Évelyne Tranlé.

A série narra as aventuras de Valérian, um agente espaço-temporal, e sua colega Laureline, enquanto viajam pelo universo, espaço e tempo, e é um clássico dos quadrinhos europeus de ficção-científica, contando com mais de 20 álbuns publicados, sempre figurando entre as dez séries mais vendidas da editora Dargaud. Uma mistura de space opera com viagem no tempo, a primeira edição foi publicada no ano de 1967, tendo surgido no número 420 da revista Pilote, casa das primeiras publicações de outras séries grandiosas como, por exemplo, Asterix o Gaulês.

Uma adaptação cinematográfica da série será lançada nos cinemas no dia 20 de julho de 2017. O filme conta com a direção de Luc Besson e elenco composto por Cara Delevingne, Dane DeHaan, Rihanna, Clive Owen, Ethan Hawke, John Goodman e Kris Wu. Um dos autores da obra, Mézières, trabalhou juntamente com Moebius no desenvolvimento do visual do filme O Quinto Elemento, também de Luc Besson.

A SESI-SP Editora conta com outras famosas séries europeias em seu catálogo, como Spirou, Gus, Valentine e Verões Felizes, além de ter anunciado recentemente o retorno de Blacksad ao Brasil.

Para maiores informações, visite o evento criado pela editora no Facebook clicando aqui e fique ligado na Torre de Vigilância para acompanhar todas as novidades.

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Cinema

Transformers: O Último Cavaleiro ganha novo trailer com cenas inéditas

O quinto filme da franquia de Michael Bay recebeu o seu segundo trailer no início da noite desta quinta-feira (16). Confira abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=SnkwMo5-7vI

O Último Cavaleiro estilhaça os mitos principais da franquia Transformers, e redefine o que é ser um herói. Humanos e Transformers estão em guerra, Optimus Prime se foi. A chave para salvar nosso futuro está enterrada em segredos do passado, na história oculta dos Transformers na Terra. Salvar nosso planeta recai sobre os ombros de uma aliança improvável: Cade Yeager (Mark Wahlberg); Bumblebee, um lorde inglês (Anthony Hopkins) e uma professora de Oxford (Laura Haddock). Chega um momento na nossa vida em que somos chamados a fazer a diferença. Em Transformers: O Último Cavaleiro, os caçados serão heróis. Heróis serão vilões. Só um mundo sobreviverá: o deles, ou o nosso.

Dirigido por Michael Bay e roteirizado por Akiva Goldsman, Transformers: O Último Cavaleiro tem o elenco composto por Mark Wahlberg, Anthony Hopkins, Isabela Moner, Josh Duhamel, Jerrod Carmichael, Stanley Tucci, John Turturro. A estreia está prevista para 22 de junho.

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Quadrinhos

AVEC | Conheça Alena, premiada graphic novel sueca de terror

Lançamento do mês de março da AVEC Editora, Alena é uma graphic novel sueca criada por Kim W. Andersson, com uma trama que mistura elementos de romance e terror. A HQ é a segunda empreitada com quadrinhos europeus feita pela editora, casa brasileira da personagem January Jones.

Capa nacional aberta.
Capa nacional aberta.

Kim W. Andersson estreou no mercado de quadrinhos com a série de curtas Love Hurts, no ano de 2009, e a partir desta o autor já estabeleceu seu estilo de contar histórias. Alena é sua primeira empreitada com uma narrativa mais longa, e foi vencedora do Swedish Comics Academy’s Adamson, prêmio de quadrinhos de maior importância da Suécia, além de ter sido publicada nos EUA pela Dark Horse, casa de famosas séries como Hellboy e Conan.

Confira abaixo a sinopse da obra:

“A vida de Alena é um inferno. Desde que começou a estudar em um colégio cheio de colegas esnobes, ela sofre bullying de Filippa e das outras meninas do time de lacrosse. A melhor amiga de Alena acha que já chega de aguentar todo esse abuso. Seja da conselheira, do diretor, de Filippa ou de qualquer outra pessoa nessa escola repulsiva.

Josefin promete resolver o assunto por conta própria a menos que Alena dê o troco. Só existe um problema: Josefin está morta há um ano.

O autor brinca com a dicotomia entre vilania e heroísmo através da protagonista da obra, e a trama é baseada em suas próprias questões e sentimentos crescentes, tornando-a também uma história sobre amadurecimento. Em 2015 a obra foi adaptada para o cinema, com um longa dirigido e roteirizado por Daniel di Grado, com textos de Kerstin Gezelius e Alexander Onofri.

Pôster do filme "Alena" (2015).
Pôster do filme “Alena” (2015).

Andersson também é fã da banda brasileira ‘Sepultura‘. Em um recado deixado por ele, afirmou que deseja visitar o Brasil logo, e que gostaria que os membros da banda de heavy metal possam ler seu quadrinho.

Alena possui 120 páginas em papel couché 115g fosco encadernadas em capa cartão no formato 19 x 28 cm e valor de capa sugerido de R$ 59,90.

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Cinema

Novo Matrix não será reboot ou remake, diz Zak Penn

Mais Matrix? Pode apostar nisso!

Ainda não está claro qual o formato do projeto, mas fontes dizem ao The Hollywood Reporter que a Warner Bros. está nos estágios iniciais de desenvolvimento.

Além disso, há um potencial interesse no ator Michael B. Jordan para fazer parte do projeto.

Neste ponto, os irmãos Wachowski, que escreveram e dirigiram a trilogia, não estariam envolvidos.

ATUALIZADO: Após sair a notícia de que a Warner Bros. estaria trabalhando no próximo projeto inserido no universo Matrix com Zak Penn sendo o roteirista, o mesmo foi até o Twitter sugerindo que pode ser uma sequência direta ou um prequel.

”Tudo o que eu posso dizer neste momento é que ninguém poderia ou deveria rebootar Matrix. Pessoas que sabem ‘Animatrix’ e os quadrinhos entendem. Não é possível comentar ainda, exceto dizer que as palavras ‘reiniciar’ e ‘remake’ foram de um artigo. Vamos parar de responder a notícias imprecisas. Eu quero ver mais histórias no universo de Matrix? Sim. Porque é uma ideia brilhante que gera grandes histórias.”

Enquanto promovia John Wick: Um Novo Dia para Matar, o ator Keanu Reeves disse que ele estaria aberto a voltar para uma possível sequência caso os Wachowski estivessem envolvidos.

Matrix foi lançado em 1999 e ganhou duas sequências (Reloaded em 2002 e Revolutions em 2003). O elenco era formado por Reeves como Neo, Carrie-Anne Moss como Trinity, Laurence Fishburne como Morpheus e Hugo Weaving como Agent Smith.

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Gameplay

Análise | For Honor

A Ubisoft decidiu seguir um caminho bem diferente de outras empresas! Todos estão acostumados a toneladas de produtos comerciais, merchandising aos montes, mas quando nos deparamos com For Honor, uma dúvida se estabeleceu na mente dos gamers. Ninguém sabia ao certo a premissa do jogo, a poucos passos do lançamento, muitos não tinham noção de como For Honor seria, alguns especulavam que era um game de ação, aventura, e estratégia ou até mesmo um tipo de RPG, estruturado com um mundo aberto. Entretanto esse mistério foi se desvendando aos poucos, e com o tempo fomos descobrindo o que nos esperava.

For Honor é categoricamente um game de luta. Você pode se perguntar. E isso é ruim? Muito pelo contrário! A menos, é claro, que você não tenha paciência de encarar a dificuldade e realismo nos combates de espadas, que basicamente compõem o jogo.

For Honor Torre de Vigilancia

A câmera em terceira pessoa, as configurações medievais e as armas corpo-a-corpo pegam qualquer um desprevenido. Isso se dá pelo fato de muitos pensarem tratar-se de uma ação-aventura, ou um hack-and-slash que lembraria um tal de… Ryse: Son of Rome. E longe de toda expectativa negativa gerada pelo receio de apenas termos mais um jogo para embelezar a prateleira, For Honor consegue arrancar várias sensações diferentes, desde raiva e aflição, até felicidade quando se derrota um oponente utilizando todas as suas técnicas de gameplay.

Enraizada em um sistema claro de controles e com base na física real, que exigem movimentos variados e interceptações de ataques inimigos, a jogabilidade de For Honor oferece alguns dos mais criativos combates corpo a corpo já vistos. Há, entretanto, algo a ser dito em relação aos combates, para realmente enfrentar outras pessoas em nível satisfatório é preciso um pouco de paciência e determinação, para aprender os movimentos e ser capaz de ler seu adversário e saber antecipadamente o seu próximo passo. E a verdade é que hoje, não existe algo comparável a For Honor.

For Honor Torre de Vigilancia

Como um verdadeiro jogo de luta, a maioria dos méritos do For Honor está em seu multiplayer. Sim, ainda contamos com uma campanha singleplayer, mas ela não encanta como o restante da composição. Felizmente, não temos aquela campanha disfarçada de multiplayer, como vimos em Titanfall e nos primeiros Star Wars Battlefront. A história aqui tem início, meio e fim, começando pelos cavaleiros, partindo para os vikings e terminando nos samurais, uma chance de experimentar todos os heróis contra tipos de inimigo específico em ambientes mais estruturados.

Não temos realmente um personagem principal como de costume, específico, icônico de uma linha de jogo de luta. Temos aqui três facções, os Vikings, Cavaleiros e Samurai, cada têm quatro lutadores: um guerreiro padrão, um atacante rápido mas vulnerável, um pesado e, em seguida, um híbrido de duas das classes precedentes. Os diferentes heróis de cada facção, embora possam pertencer à mesma “classe”, todos possuem jogabilidade distintas. O Conquistador dos Cavaleiros (uma classe pesada) por exemplo, tem seu foco em bloqueios, enquanto os Vikings pesados, tem seu foco no contra-ataque, tornando-o mais viável em certas situações. A distinção de atributos dada a cada um dos 12 heróis é o ponto crucial de For Honor.

For Honor Torre de Vigilancia

Uma das coisa que mais se destaca em For Honor, além da sua jogabilidade cadenciada, são seus gráficos. Principalmente em seu modo campanha. Seus tons pastéis são incrivelmente agradáveis ao olhar, além de não contar com exageros dos efeitos gráficos, evitando cenas surreais, que muito pensam ser a chave para ganhar o mercado. Com isso, For Honor acaba tendo um visual próximo ao real.

Sem contar com nenhum encontro com o downgrade, e tudo é simplesmente incrível. Texturas e ambientação foram pontos muito bem trabalhados pela equipe. Tudo isso somado a um sistema de personalização próprio. Cada partida multiplayer garante uma série de itens extras, como cabos de lanças, novas lâminas e armaduras. O interessante é como cada um desses itens, muda os atributos dos personagens, oferecendo uma movimentação diferente mudando até o estilo de jogo de um personagem.

For Honor entrega o que tem de melhor em seus modos de combate. Tudo de melhor para incentivar a criação de táticas diferentes para o player. O modo por exemplo Domínio consiste em uma luta de quatro contra quatro, com alguns minions, para ambos os lados, para consagrar a vitória é necessário conquistar alguns pontos de influência no mapa e matando os adversários. O modo Mata-Mata, possui duas ramificações o Eliminação e o Conflito, também com 4 jogadores para cada lado, na primeira ramificação temos a missão de apenas estraçalhar os oponentes, enquanto na segunda temos uma missão parecida com o Domínio.

Já o Duelo e Briga é ao mesmo tempo o melhor e o mais controverso, com a opção de x1, você enfrenta um adversário em um campo reduzido, comparado aos outros 2 modos anteriores. Mas o modo Duelo conta também com a opção x2 onde você pode enfrentar com um amigo, outros dois oponentes, mas sendo que um de vocês enfrenta um oponente em um canto do mapa, e do outro lado, os outros dois lutam entre si. Estranho não?

For Honor Torre de Vigilancia

Diferente de outros jogos competitivos, como Overwatch  a porradaria acontece em locações bem pequenas e que só possuem o intuito terem seus pontos dominados. Não há missões de escoltar objetivos, invadir fortalezas ou mapas grandes segmentados em várias etapas. Mesmo com o sistema de personalização é o combate que conta aqui. E por isso, se você doar seu tempo para a experiência de For Honor, chegará um momento em que não haverá combos novos ou novidades que mudem a sua experiência, assim como, quando você dominar todos os heróis. 

For Honor não é um jogo para qualquer um. Isso é fato! É importante saber que se trata de um game de luta corporal, com um grau de dificuldade baseado na realidade, e que possui uma curva de aprendizagem relativamente longa, mas fácil, a depender da sua disposição.

VEREDITO:

For Honor se sente muito bem quando apresenta aquilo que ele têm a oferecer. Mas vai depender e muito de futuras atualizações para se consolidar. Como jogo para divertimento com amigos de maneira regrada é uma excelente aquisição. Durante todo o gameplay, você se conecta ao sistema de perda e aprendizado, descobrindo onde está seu ponto fraco e resolvendo esse problema. Os jogadores devem se perguntar se estão dispostos a se colocar no trabalho e na prática para conhecer a talentosa competição em For Honor, que apresenta uma proposta de longa e longa duração em seu modo multijogador.

For Honor marca uma nova era em relação aos games de luta.

Analise For Honor Torre de Vigilancia

For Honor foi revisado pelo Xbox One, cópia física cedida pela Ubisoft. Você pode encontrar mais informações sobre For Honor, acessando o link aqui.

For Honor Torre de Vigilancia

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Cinema

Blade Runner 2049 | Personagem Gaff estará de volta

O ator Edward James Olmos confirmou em um entrevista para o The Trend Talk que o seu personagem Gaff, presente no clássico Blade Runner (1982), estará na continuação da obra intitulada Blade Runner 2049. Confira os trechos da entrevista:

“Eu assinei um contrato de confidencialidade de sete páginas. Eu, meu agente, meu empresário, todos. Eu não podia falar nada. Não podia contar nada para ninguém. Essa é a primeira vez que estou falando: sim, eu serei Gaff em Blade Runner 2049. Esse filme não é sobre Gaff, mas é sobre alguém que vai tentar descobrir coisas de nosso passado. Meu papel é igual no original — na época eu só tive quatro cenas, nesse eu tenho só uma. Mas é uma cena crucial.” – disse Olmos.

Ridley Scott, diretor do primeiro Blade Runner, será produtor executivo. O ator Harrison Ford (Rick Deckard) estará de volta junto de Ryan Gosling como Oficial K, personagem novo da franquia. Além de Edward James Olmos (Gaff), Jared Leto e Robin Wright.

Blade Runner 2049, dirigido por Dennis Villeneuve, está com estreia prevista para outubro deste ano.

Sinopse: “Trinta anos após os eventos do primeiro filme, um novo Blade Runner, o policial K (Ryan Gosling), do Departamento de Polícia de Los Angeles, desenterra um segredo que tem o potencial de mergulhar o que sobrou da sociedade em caos. A descoberta de K o leva a uma jornada em busca de Rick Deckard (Harrison Ford), um antigo Blade Runner da LAPD que está desaparecido há três décadas.”

 

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Detective Comics Quadrinhos

Gus – 2. Belo Bandido | Distância e novos ares

Criação do famoso quadrinista francês Christophe Blain, autor de “Isaac, o Pirata“, Gus é uma série composta até o momento por quatro volumes que narram as aventuras de três bandidos numa temática de faroeste, lidando com dinheiro (provido de assaltos), bebidas e principalmente com as mulheres.

Após apresentar todos os personagens desta fantástica série de western no primeiro volume, chamado Gus – 1. Nathalie, Blain utiliza a segunda edição para mudar um pouco o foco, trazendo novos ares para os leitores. Enquanto no primeiro álbum os três “heróis”, Gus, Clem e Gratt tinham seus momentos de protagonismo, esta edição é focada quase inteiramente em Clem, nas suas aventuras de ação e amor, com breves participações de seus parceiros bandidos.

Arte de Christophe Blain.
Arte de Christophe Blain.

Apesar de Belo Bandido iniciar com uma história quase inteiramente protagonizada por Gus em mais uma desventura amorosa, dela em diante a relação entre os três parceiros se distancia. A distância entre eles só é retomada nas aventuras finais, e durante todo o álbum Clem lida com outra distância, a dele com relação a sua esposa e filha, e também de sua amante. Os foras-da-lei se separam graças a formas diferentes de pensar, especialmente com relação a Clem, que utiliza seus roubos para retornar à família com tudo do bom e do melhor.

As saidinhas de Clem e Isabella, sua amante fotógrafa, movem boa parte dos contos. O ator utiliza os dois personagens para contar histórias do passado e também imaginar possíveis futuros, aprofundando ambos e situando o leitor com relação a vida pessoal e íntima de cada um deles. Em dado momento, a vida de ambos parece inclusive se alternar, com o bandido e a fotógrafa trocando de posição. E tudo com relação aos dois é sempre retratado de forma picante e aventuresca, como o romance entre eles é mostrado desde o início. O extremo oposto das desilusões de Gus, o azarão.

Clem, em: Um Dia de Fúria.

Blain faz brincadeiras com a arte de maneira ainda mais primorosa, retratando cenas ágeis e bem humoradas em cada uma das páginas. O autor invade o pensamento e as viagens mentais dos personagens em diversos quadros de uma forma criativa e as cores de Alexandre Chenet e Walter dão o ar da graça de diversos cenários e situações, criado um aspecto único para cada ambiente.

Em certa altura, o bom humor é substituído por uma dose de drama familiar e nostalgia, algo que ressalta bastante o pensamento mais maduro de Clem em comparação com seus amigos. A convivência dele com todos ao seu redor e a forma como o autor imagina a profissão de Ava, esposa de Clem, adicionam outra camada de dramaticidade para as narrações. No fim das contas, todo o núcleo que circunda este protagonista é explorado bastante de uma forma convincente.

Capa nacional do segundo volume da série.
Capa nacional do segundo volume da série.

O segundo volume desta coleção não só mantém o ótimo nível do início da série, como também explora ainda mais este mundo e cria laços mais fortes com o leitor. Apesar da mudança de foco, Blain prova-se capaz de continuar contando suas “histórias de homens” mesmo enveredando para outro lado, sem perder sua forma cativante de criar gibis, que prende a atenção de todos. Trazida ao Brasil pela SESI-SP Editora, a coleção continua na França com mais dois álbuns, e fica a torcida para que tudo relacionado a este universo tão bem desenvolvido seja publicado por aqui.

Gus – 2. Belo Bandido é um álbum de 88 páginas em formato 29,1 cm x 21,2 cm, contendo lombada quadrada, capa cartão e preço de capa sugerido de R$ 35,00.

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Cinema

GRANDE HERA! Mulher-Maravilha ganha seu último trailer

O primeiro filme-solo de Diana Prince é um dos mais esperados deste ano por inúmeros fatores e mesmo faltando menos de três meses para o seu lançamento, a Warner Bros. liberou mais um trailer inédito para divulgar o próximo projeto inserido no Universo Estendido da DC. O trailer foi exibido nesta noite de sábado no Nickelodeon Kids’ Choice Awards 2017. Confira em HD:

O filme tem em seu elenco: Gal Gadot no papel da Princesa Diana/Mulher Maravilha e Chris Pine como o Capitão Steve Trevor. Mulher Maravilha conta também com: Robin Wright, Connie Nielsen, Doutzen Kroes, Danny Huston, David Thewlis, Ewen Bremner, Saïd Taghmaoui, Elena Anaya e Lucy Davis. Mulher Maravilha está sendo dirigido por Patt Jenkins (Monster, AMC’s The Killing).

Mulher-Maravilha será lançado em 1 de junho deste ano.

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Colunas Gameplay Games

Análise | Nier: Automata

Nier: Automata é o novo jogo de ação em terceira pessoa desenvolvido pela Platinum Games em parceria com Square Enix e o visionário Yoko Taro. Disponível para PlayStation 4 e PC (via Steam), o título transporta o jogador para um mundo pós-apocalíptico devastado por androides.

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Talvez, de imediato, o jogo gere uma certa repulsa! Logo nos minutos iniciais, Nier: Automata não é o jogo que você estava esperando, mas ao decorrer, você entende o propósito ao qual foi escolhido um início tão controverso. Isso ficou claro, durante as horas de jogatina, com algumas questões que ele procura abordar do início ao fim da gameplay. Todo esse complexo desenvolvimento, acaba por atrapalhar os mais desavisados, o que basicamente seria a retratação de uma andróide, lutando contra outros robôs com espadas e uma torre, torna-se um entrelaçado de conflitos existenciais, partindo em pontos filosóficos e sociais.

Todo essa complexidade de informações e ações, é exatamente o que você terá se jogar Nier: Automata, somado a uma saudável dose de acrobacias marciais inspiradoras e swordplay.

A Platinum Games pode ser uma desenvolvedora conhecida por seus jogos de ação em terceira pessoa, mas não se engane, este é um RPG em pequena escala e de mundo aberto. Você vai encontrar e equipar novas armas, assim como subir de nível, lutando contra os inimigos mais difíceis, explorar grandes ecossistemas que vão desde floresta, deserto e a cidade afundada, side-quests completas e coleta de materiais para o crafting, para que você possa melhorar o seu arsenal. Todas as armadilhas de um RPG estão aqui, é apenas um pouco simplificada para abrir caminho para exibições de deslumbrantes combates épicos.

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Simplesmente deslumbrante. Neste contexto, o jogador é colocado na pele de 2B, um androide YoRHa do sexo feminino, ela é acompanhada pelo fiel companheiro 9S. Os protagonistas do jogo são todos guerreiros ágeis, poderosos, capazes de empunhar katanas, broadswords, lanças, bracers, entre outras várias armas.

O framerate contínuo durante o combate de 60fps mantém a sensação de fluidez necessária, esse sistema de combate desenvolvido pela Platinum Games foi a evolução perfeita do que foi visto em outros títulos de estúdios japoneses. Rápido, dinâmico, rico em possibilidades e apoiado por um grande número de armas e itens. Elementos de ação típicos da Platinum Games estão sobrepostos com uma estrutura profunda e equilibrada, com personagens que ganham experiência, nível, novas habilidades e melhorias com novas armas. Simples e divertido de assistir.

Como um android, você tem acesso a uma riqueza de opções de personalização via plug-in chips de computador. Estes, juntamente à sua escolha de armas e a ajuda de uma unidade de apoio (chamado Pods), permitem que você encontre o estilo de jogo que mais lhe convêm. Se você preferir pendurar para trás e deixar seu Pod levar inimigos á baixo em um granizo de balas e lasers, você pode equipar chips que aumentar essas habilidades. Se você quiser ficar na ofensiva, equipar fichas que lhe dão uma porcentagem de dano para os ataques corpo-a-corpo.

Nier: Automata navega sem esforço em seu próprio mundo. Em um minuto você está procurando sua caça nas ruínas de uma cidade, e no próximo você está correndo para baixo de corredores de castelos, fazendo com que o jogo se torne um sidescrolling beat-em-up, ou esquivando uma barragem de projéteis quando a câmera se mantém acima da sua cabeça. É um testamento para o trabalho da Platinum Games que aqui se sente natural e confortável.

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Não temos um número incrivelmente grande de armas dentro do jogo, mas há o suficiente para sentir que você tem a opção da escolha. Infelizmente, há também pouco incentivo para experimentar. Uma vez que você encontra um conjunto que se encaixa no seu tipo de jogo, dificilmente esse conjunto será trocado, a menos que ele seja fraco. O crafting e moedas são lentos para adquirir, então uma vez que sua espada favorita é atualizada, é improvável que você se desgaste para conseguir uma lança melhor que raramente será utilizada. Nier: Automata absolutamente pregos a corrida de combate, por isso teria sido bom se alguns dos elementos de RPG como gerenciamento de inventário e crafting foram um pouco mais aprofundado.

Eu não posso enfatizar o quão grande é a trilha sonora de Nier: Automata. Ela não é atormentada por boops sintéticos e beeps ou outras armadilhas superficiais para fazê-lo soar futurista ou sci-fi. Em vez disso, tem strings altíssimos, tambores intimidadores, cantos poderosos, chimes etéreos e pianos tristes que acentuam e pontuam a ação na tela. Você vai ouvir notas de inspiração de shows como Neon Genesis Evangelion e Puella Magi Madoka Magica – anime com o qual compartilha alguns batimentos de história e temas também.

A pontuação capta perfeitamente e define o humor de qualquer momento, e eu não estou exagerando quando digo que ouvir uma dessas músicas por quatro horas não seria ruim, ou tedioso.

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Infelizmente não posso dar o mesmo louvor para o… chamá-lo de “enredo” ou até “uma série de coisas que acontecem” é errado. Mesmo depois de mergulhar no mundo de Nier: Automata, e completar uma boa parte das side-quests disponíveis, o jogo te deixa com um gosto estranho na boca, uma amargo, por existir momentos e motivações que são inexplicado ou sem sentindo algum. E isso te deixa na liberdade de não precisa jogar o primeiro Nier, mas isso não irá ajudá-lo a entender alguns dos pontos mais finos de Automata.

Entretanto, esse pequeno tropeço não prejudica muito os tempos em que os Autômatos conseguem contar sua história. Há muitos giros inteligentes e momentos de quebra de parede, como ser capaz de remover o chip do sistema operacional, o que resulta em um dos muitos fins do jogo ou navegar menus durante a configuração, apenas para ver seus movimentos e seleções de reprodução exatamente como você executou.

Há também momentos de profunda ressonância emocional. Quando a história é on-point, é uma das mais expressivas e belas parábolas que eu já se tem visto em um jogo de vídeo-game.

VEREDITO:

Embora não seja perfeito, Nier: Automata é, no entanto, uma lufada de ar fresco que irá desafiar os polegares, bem como o seu pensamento – um jogo com coração de hidrocarbonetos e alma de silício que vai ficar com você muito depois de ter definido o controlador. Certamente se não fosse por esses pontos negativos apontados, Nier: Automata seria um “clássico obrigatório”. No entanto, recomendamos que você feche os olhos para os problemas e viva o turbilhão de emoções e reviravoltas que o game tem a oferecer. Um jogo com uma identidade única e reconhecível, que você não vai se esquecer tão cedo. 

Análise Torre de Vigilancia Nier Automata

Nier: Automata foi lançado em 23 de fevereiro de 2017 para PlayStation 4 e posteriormente para PC.

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