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Steel Assault | O Arcade hardcore não está morto!

Trazido pela Zenovia Interactive em parceria com Tribute Games,  Steel Assault aparece como uma homenagem clara aos jogos de ação da era de ouro dos 16-bits 32-bits e Arcades.

As referências passam desde Contra, Castlevania (os primeirões) e vão até Megaman e MegaMan Zero, e isso vale tanto para a dificuldade quanto para a jogabilidade. O jogo inclusive, não é widescreen, com as bordas arredondas e filtro de linhas simulando bem uma boa e velha TV de tubo.

A mecânica é bastante simples, o jogo é divido em capítulos que são fases lineares onde o seu personagem, Taro Takahashi,  deve seguir de uma direção até a outra chegando ao final da fase e, no caminho, estraçalhar inimigos que aparecem aos montes e estrategicamente em partes onde podem te atrapalhar da mais diversas maneiras, seja por emboscadas e hordas, seja pelo level design de modo a fazer com que você seja empurrado a penhascos. Os principais poderes do personagem consistem em um chicote relâmpago e uma tirolesa,  que pode ser utilizada até na diagonal para escalar e atravessar certas partes do cenário, contanto que você sempre a encaixe entre duas paredes do cenário. Algumas cenas rápidas exigem agilidade na escalada mas o jogo conta com um tutorial bem amigável já que o recurso é amplamente utilizado durante todo o game.

A história, como a maioria dos games dos anos 90, fica em segundo plano e é só um pretexto para que o seu personagem saia em uma jornada contra um grupo de supervilões.

Os chefões, inclusive, ganham bastante destaque e são apresentados com mais cerimônia. As mecânicas são variadas e as batalhas contra chefes são bem divertidas, e desafiadoras, quando não são injustas pois o jogo não é nada, nada fácil.

Na base da clássica repetição e erro você segue avançando, e no meio você provavelmente vai encontrar muito com esta telinha aqui:

Superados os desafios, há uma boa dose satisfação ao passar para o próximo estágio. E o jogo ainda conta com várias opções de dificuldade que podem ser uma mão na roda para  jogadores que não estão tão dispostos a se dedicarem tanto ao desafio, ou até mesmo aos jogadores iniciantes e casuais. Você pode escolher entre as opções de Muito Fácil, Fácil, Normal e Difícil onde a dificuldade artificial é ajustada, seja alterando o dano e até mesmo a barra de vida do personagem.

Os cenários são lindos, a trilha sonora nostálgica e tudo é aproveitado bem harmonicamente, apesar de um ou outro eventos de puro abuso de dificuldade artificial e excesso de inimigos, situações que vão requerer, conforme informado, algumas repetições e boa vontade do jogador.

O único problema é que quando você realmente se percebe adaptado ao jogo, e acompanhando os desafios subsequentes, acontece o inesperado: O jogo acaba.

É preciso entender, que, um jogo não precisa necessariamente ser longo para ser bom, alguns podem se tornar enfadonhos e arrastados e um jogo deve saber quando acabar. A sensação, no entanto, é que acontece aqui abrupta demais. Mas que não desmereça o título, principalmente quando falamos de um jogo de preço e orçamentos baixos, no lançamento desta matéria, por exemplo, o jogo custa R$ 31,49 na plataforma da Valve.

Considerando que o jogo possui excelente  jogabilidade, Taro conta com salto duplo, esquiva e agilidade, bem como eventuais PowerUps como escudo elétrico e tudo é muito cadenciado. É preciso prestar atenção ao timming dos pulos e esquivas já que o jogo não oferece janelas muito generosas para erro já que tudo aqui foi intencionalmente colocado como parte do desafio.

Muito embora os estágios sejam curtos é preciso não subestimá-los, até se acostumar com tudo o que tenta te matar você o repetirá por muitas, muitas vezes, até conseguir chegar ao objetivo se sentindo o melhor jogador do mundo. Uma boa sensação que não dura muito já que o novo trecho apresenta sempre diversificados e bem executados confrontos do personagem com absolutamente o resto do cenário.

Muito bem executado, com pelejas até mesmo memoráveis, Steel Assault é um game que traz sorrisos ao seu público alvo, sejam os jogadores hardcores ou os nostálgicos. A missão é bem cumprida, uma pena que seja bem curta. Demorei um pouco mais de uma hora para chegar ao final do jogo, mas ainda há uma opção adicionada reservada aos sádicos de plantão com um modo com uma única vida POR TODO O JOGO. Há um imenso gosto de “quero-mais” abrindo torcida para uma sequência que seja tão boa em jogabilidade e execução, mas também consideravelmente mais longa.

Nota 4.0 (Ouro)

O jogo foi lançado no dia 28 de outubro para PC (Steam) e  Nintendo Switch.

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Sobre o Autor

Luiz Cláudio Chaves Andrade

Advogado durante o horário comercial, gamer apaixonado nas demais horas do dia e invisível durante os finais de semana.

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