Anime Cultura Japonesa

Crítica | B: The Beginning

Escrito por Pedro Ladino

Estreou nessa última sexta-feira (2), o anime B: The Beginning, que tem produção do estúdio Production I.G (Haikyuu!!, Psycho-Pass), e possui exibição exclusiva pela Netflix, ou seja, ao contrário de animes como Kakegurui, Nanatsu no Taizai, o anime não foi exibido no Japão antes de chegar ao serviço de streaming.

A direção ficou nas mãos de Kazuto Nakazawa (sequência animada de Kill Bill) a e Yoshiki Yamakawa (Little Busters!).

A animação, de longe é a parte mais chamativa de B: The Beginning, e é o que o fará ser bem popular. As sequências de luta são excepcionalmente bem animadas, se você procura fluidez, aqui encontrará. Prepare-se para os inúmeros AMVs que irão surgir. A Production I.G soube aproveitar o fato do anime ir direto para um serviço de streaming, e com isso colocou bastante sangue e gore durante as lutas.

A única ressalva, é em relação aos CGI utilizado nos carros. Ele funciona durante os primeiros episódios, em cenas de perseguição, mas conforme o anime vai avançando, os carros acabam destoando muito em relação aos cenários e personagens, e eles aparecem bastante. Não é algo que possa estragar a experiência, mas é incomodo.

A ideia de colocar os pensamentos do Keith na tela foi bastante acertada e trouxe um diferencial ao anime.

O design de personagens não é lá muito original, é mais algo que irá chamar o publico geral para assistir ao anime.  Já o design de mundo, chama atenção, sobre o quão bem ele é estruturado, a cidade é muito bonita.

A trilha sonora composta por Yoshihiro Ike também chama bastante atenção, em especial nos momentos finais do anime. E o encerramento com a música “Perfect World“,  é simplesmente incrível.

No entanto, se as partes técnicas são bastante bem feitas, não se pode dizer o mesmo do roteiro. Primeiramente, nem de longe B: The Beginning é um anime para pensar (apesar dele querer forçar isso com os tiques do Keith), ele é puro entretenimento. Mas, isso não quer dizer que os mistérios do mesmo, possam ser bastante previsíveis. O próprio “plot twist” sobre quem é o vilão é bastante meia boca, e é praticamente revelado por causa do visual do mesmo, assim que o personagem aparece pela primeira vez, você já sabe que ele é o vilão.

O desenvolvimento de personagens é algo que poderia ser mais explorado, alguns deles são unidimensionais e você acaba esquecendo que estão ali. A relação entre eles também é algo deficiente. Gostaria de ter visto o que o Koku fez durante esses anos (além de matar), e até mesmo como ele conheceu a Lily e sua família. Dá a entender que ele só apareceu ali e pronto.

Os diretores decidiram incluir uma cena pós-créditos nos levando a acreditar que uma possível segunda temporada está por vir. Desnecessária, ao meu ver, pois o anime já havia encerrado sua história, e não precisava ser continuado.

Apesar de previsível e esquecível, B: The Beginning funciona como entretenimento.

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Sobre o Autor

Pedro Ladino

Estudante de Jornalismo, fã de jogos e mangás.

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