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Legion | Poderia a série consertar a franquia dos X-Men nos cinemas?

A franquia dos X-Men já possui mais de 15 anos e a qualidade de seus filmes teve inúmeros altos e baixos. Só que uma coisa permaneceu constante em sua trama: a continuidade que é uma tremenda bagunça. Alguns fãs pensaram que a viagem temporal mostrada em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido daria a oportunidade de definir a sua cronologia, mas em vez disso, só manteve toda a confusão. Só que nem tudo está perdido. Legion. Esta série pode ser a chave para colocar tudo no eixo correto.

 

Por que o Deadpool de X-Men Origens: Wolverine não possui nenhuma relação com o Mercenário Tagarela no mais recente filme, apesar do fato que ambos foram interpretados por Ryan Reynolds? Como tem nenhum personagem que tenha envelhecido entre a década de 60 (X-Men: Primeira Classe) e década de 80 (X-Men: Apocalipse), mas de repente parecem recuperar o atraso em seu envelhecimento quando os mutantes da trilogia original aparecem? Quantas vezes Jubileu foi reprovada em suas aulas se ela começou a frequentar o instituto na década de 80 e ainda continua estudando nos anos 2000?

Estas são apenas algumas perguntas que deixam os fãs acordados durante à noite. Tudo ainda se complica com o filme do Deadpool, onde parece ter um pé na linha cronológica da franquia e outro pé em seu próprio universo, gerando suas próprias sequências. Para juntar ainda mais nessa salada, a Fox ainda está preparando spin-offs como Novos Mutantes e Gambit. Lembrando também que a expansão desse universo compartilhado continuará com as séries de TV.

David Haller.
David Haller.

É um tanto irônico que, possivelmente, a melhor esperança de corrigir tantos furos apareça nas mãos de Legion. A série contará a história de David Haller que descobre ser portador de uma grande habilidade. Para aqueles que não estão familiarizados, David (criado por Chris Claremont e Bill Bill Sienkiewicz) é o filho do Professor X e Gabrielle Haller.  Gabrielle foi uma sobrevivente do Holocausto e acabou ficando catatônica. Charles Xavier a cura através de seus poderes psíquicos enquanto trabalhava em uma clínica psiquiátrica em Israel.

David possui imenso poder psiônico que se manifesta como um número de diferentes capacidades, incluindo telecinese e pirocinese. O problema é que seus poderes se manifestaram após um ataque terrorista que fraturou sua psique em múltiplas personalidades. Cada uma dessas personalidades controla uma habilidade diferente dele e daí o nome Legião.

Legião já provou ser um dos mutantes mais potentes que existem. Ele já reescreveu toda a realidade na Marvel Comics diversas vezes. No arco Legion Quest, o personagem coloca em sua mente que Xavier seria um pai melhor se não tivesse que lidar sempre com Magneto. Por conta disso, ele viaja no tempo para matar Erik antes dele adotar a icônica alcunha, mas Xavier sacrificou-se para salvar seu amigo. Isso fez com que a Era de Apocalipse substituísse a continuidade normal.

Age of X.
Age of X.

Mais tarde, Professor X e Dr. Nêmesis tentaram tratar desse transtorno de identidade, mas a psique de Legião respondeu por reescrever novamente a realidade para o Age of X, uma realidade onde os mutantes estavam separados da humanidade, porém estavam sob constante ataque. Essa foi a oportunidade para David ser o herói que sempre quis ser. Só depois que o personagem finalmente obteria o controle total de seus poderes juntamente com uma certa paz de espírito. Como seu ato final, ele escreveu-se para a fora da existência e reescreveu a continuidade de forma que ele nunca tivesse nascido.

David Haller em Legion.
David Haller em Legion.

Então, Legião é um mutante capaz de alterar toda a realidade e está prestes a ser introduzido no universo compartilhado dos mutunas. Essa poderia ser uma oportunidade, pois ele poderia ser o responsável por uma reinicialização da continuidade dos filmes ou viajar no tempo para realizar correções ao longo dos erros cometidos durante a franquia. Essa é uma perspectiva interessante, mas, provavelmente, a Fox não seguiria por esse caminho. Se o estúdio queria uma chance para reiniciar e tratar a cronologia bem a sério, tiveram a chance em Dias de um Futuro Esquecido. Além do mais, a emissora FX não permitiria que a produção servisse como uma fita adesiva para as produções cinematográficas.

Fonte: ComicBook.

Não custa nada sonhar, né? Enquanto o pensamento acima ficará apenas na teoria, permaneceremos esperançosos que um dia o Universo X-Men entre nos eixos em relação à sua cronologia.

Legion tem previsão de estreia em 2017.

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DC Comics | Vem aí a morte do Gavião Negro

Recentemente a DC Comics anunciou uma nova minissérie que carrega um nome bem sugestivo: “Death of Hawkman. Quando anunciada anteriormente pela editora, a nova série carregaria o nome de “Hawkman and Adam Strange: Out of time”, mas parece que os planos mudaram.

A editora também divulgou uma sinopse do título:

“Após uma carreira de aventuras galáticas, Adam Strange se encontra tentando voltar a uma vida normal quando é puxado mais uma vez para uma calamidade interplanetária! Quando a transmissão do raio Zeta o leva para o planeta Rann, ele encontra sua capital Ranagar em ruínas e sua outrora amada Alanna clamando pelo sangue do mais antigo inimigo de Rann, Thanagar.”

Preview divulgado pela editora.
Preview divulgado pela editora.
Preview da série que levava o subtítulo de Out of Time.
Preview da série que levava o subtítulo de Out of Time.

Mesmo que nada seja permanente no universo dos quadrinhos, aparentemente, algo bem marcante acontecerá em meio ao título, basta esperarmos o que virá.

A minissérie que trará o roteiro de Marc Andreyko e arte de Aaron Lopresti terá 6 edições no total, e a primeira está marcada para sair no dia 05 de Outubro nos EUA.

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Alan Moore confirma a sua aposentadoria das histórias em quadrinhos

Com obras como Watchmen, Batman: A Piada Mortal e V de Vingança, Alan Moore se tornou um ícone entre os fãs de quadrinhos. Ele trouxe um nível de sofisticação e prestígio para os quadrinhos que normalmente é reservada às obras literárias e seus autores. Apesar de ser respeitado por sua complexidade e profundidade em suas tramas, Alan nunca abraçou a fama e as oportunidades que o acompanharam.

Ele sempre foi notoriamente franco em emprestar seus trabalhos para serem adaptados, tanto no cinema quanto em animação. Assim como sua crítica ao estado atual dos quadrinhos e suas grandes editoras (Marvel e DC Comics).

Não é essa a frustração que levou o autor a se aposentar, mas sim um sentimento de conclusão.

The Guardian reportou que Moore estará se aposentando em breve, onde o mesmo afirmou numa entrevista que ainda tem cerca de 250 páginas de quadrinhos restantes.

”Eu acho que tenho feito o suficiente para os quadrinhos. Fiz tudo que eu posso. Acho que se fosse para continuar a trabalhar em quadrinhos, inevitavelmente as ideias sofreriam por causa de reciclagens. E creio que eu e você provavelmente merecemos algo melhor do que isso. Sei que sou capaz de fazer qualquer coisa que alguém também é capaz de fazer. Eu não preciso provar nada para mim ou qualquer outra pessoa.”

Um dos trabalhos finais envolve o final de A Liga Extraordinária.

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O DERRADEIRO VOO DO ROBIN | “A Última Cruzada” é uma boa leitura. Boa o bastante.

“Antes de retornar em toda sua sombria glória, o Cavaleiro das Trevas de Frank Miller viveu uma de suas aventuras mais violentas e traumáticas. Uma cadeia de eventos que acabou transformando-o para sempre e resultou nos acontecimentos que todo fã de quadrinhos acompanhou no clássico absoluto Batman: O Cavaleiro das Trevas.”

Lançado pela Panini em paralelo com Cavaleiro das Trevas III: A Raça Superior, atualmente nas bancas, a trama de Cavaleiro das Trevas: A Última Cruzada chega para enriquecer o “Millerverso”. Escrita por Brian AzzarelloFrank Miller, A Última Cruzada conta os anos que antecedem Cavaleiro das Trevas de 1986, incluindo os motivos que levaram a aposentadoria de Bruce Wayne como vigilante e a morte do segundo Robin, Jason Todd pelas mãos do Coringa.

https://www.instagram.com/p/BKGuZR1AGal/
https://www.instagram.com/p/BKGuZR1AGal/

A arte fica a cargo de John Romita Jr., que tenta fazer uma espécie de releitura do icônico traço de Miller, e mesmo dividindo opiniões entre os fãs sobre a qualidade de seu trabalho, consegue entregar um traço muito satisfatório aqui.

O roteiro arroz com feijão até se arrisca a tecer algumas críticas sociais, mas muito superficialmente, nada comparado ao clássico de 86. Personagens como Selina Kyle ganham um background a mais, e algumas questões deixadas em aberto anteriormente são complementadas. Vilões clássicos como Crocodilo e Hera Venenosa também dão as caras.

Teimoso, arrogante, violento e com fortes sinais de psicopatia… são as características que compõem a personalidade de Jason Todd, o segundo Robin. Jason é o foco principal da história, e que muitas vezes se mostra despreparado para assumir o lugar do Homem Morcego, que teme em deixá-lo, pois sabe de suas limitações. De certo modo, Bruce se sente culpado pelo seu comportamento violento.

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Bruce por sua vez, começa a sentir os primeiros sinais de sua própria mortalidade. Seus conflitos internos e sua relutância em deixar o manto sem alguém a altura tiram sua paz e acabam com seu corpo limitado.

Alfred: “-Jovens querem lutar.

Bruce: “-E o que querem os velhos?”

Alfred:“-Serem jovens. Mas nada dura para sempre, senhor.

O Coringa aparece contundente e manipulador em suas poucas aparições.

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“Lobos, cordeiros… Qual a diferença?”

A crescente tensão nos prepara desde o início para o clímax derradeiro e inevitável. O final da trama é seco, abrupto e te deixa com uma sensação ruim, um gosto amargo na boca. Talvez tenha sido essa a intenção da dupla Azzarello/ Miller: chocar o leitor.

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Ainda ficamos com algums dúvidas pendentes em relação aos heróis daquele universo, e o destino de alguns deles, como o Arqueiro Verde. Sabemos que o Arqueiro perdeu um dos braços em um confronto com o Superman, e que depois disso foi preso. Mas como isso aconteceu? E Dick Grayson, o primeiro Robin? São coisas que os fãs gostariam de ver. Talvez tenha ficado para um volume 2? Saberemos em breve.

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Batman: O Cavaleiro das Trevas (1986)

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A Panini ainda disponibilizou 4 belas capas, para todos os gostos:

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Na ordem: John Romita Jr., Lee Bermejo, Bill Sienkiewicz e Jim Lee.

Cavaleiro das Trevas: A Última Cruzada é uma ótima One-Shot, vai direto ao ponto sem frescura. Com um preço justo de R$11,90, contendo 68 páginas e um acabamento muito competente, ela é um prato cheio para os já familiarizados e um ponto de partida para os curiosos.

Uma boa leitura . Boa o bastante.

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Panini | A conclusão do ano 3 em Injustiça

Parece que foi ontem que saiu o Vol. 5 para quem não leu, já para quem acompanha a noção de tempo é outra, mentalmente passaram-se anos, mas fiquem tranquilos por que a espera terminou. A Panini acaba de anunciar em seu hotsiteInjustiça: Deuses Entre Nós vol. 6, que trará a conclusão do terceiro ano do título. protejam seus pescoços DCnautas e leiam a sinopse desse capítulo.

Sinopse:

A guerra entre Batman e Superman nunca esteve tão perto de aniquilar nosso planeta. Após meses e meses de conflito, ambos os lados recorrem agora a um perigoso e poderoso recurso, que não compreendem totalmente: magia!

Imagem divulgada pelo Hotsite.
Imagem divulgada pelo Hotsite.

HISTÓRIAS ORIGINAIS:

Injustice: Gods Among Us – Year Three 8-12 e Injustice: Gods Among Us – Year Three Annual

DETALHES DA PUBLICAÇÃO:
Formato 17 x 26 cm
Capa Cartão
Lombada quadrada
Miolo LWC, 164 Páginas
Distribuição Nacional
Ponto de venda: Bancas
Preço: R$22,90

Com roteiro de Brian Buccellato (Flash) e Ray Fawkes(Constantine) e com arte de Bruno Redondo (Alvo Humano), Mike S. Miller (The Imaginaries), o encadernado chega às bancas no final mês de outubro.

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Panini | Chega ao fim a fase do Peter Milligan em Hellblazer

Você que é fã e leitor do mago mais pilantra dos quadrinhos, já pode começar a se despedir dos seus lançamentos periódicos. É isso mesmo a Panini acaba de anunciar Hellblazer: Morte e Cigarros, o arco que fecha a fase de Peter Milligan, e que também é o último run do título pela Vertigo. (se você está um pouco perdido quanto as histórias, não se preocupe, pode conferir tudo aqui no nosso Guia de Leitura).

Confira o que a editora disse sobre a publicação e a capa dessa edição:

“Constantine levou uma vida surpreendentemente longa, além de fantástica, mas a sua hora derradeira está aqui… coletando as últimas edições da longeva revista Hellblazer, Peter Milligan nos leva a dar adeus ao mago mais querido da Inglaterra.”

Capa da edição.
Capa da edição.

 

DETALHES DA PUBLICAÇÃO:
Formato 17 x 26 cm
Capa Cartão
Lombada quadrada
Miolo LWC, 140 Páginas
Distribuição Nacional
Ponto de venda: Bancas e Lojas especializadas
Preço: R$21,90

E aí, qual o sentimento que passa por vocês? Tristeza por acabar ou ansiedade para ler logo esse último volume?

 

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Monstros à Solta | Novo quadrinho da Marvel

A Marvel Comics vinha divulgando teasers com os nomes de Cullen Bunn, Adam Kubert, Greg Land, Salvador Larroca, Steve McNiven e Leinil Yu,  junto a sigla MU. Especulava-se que poderia estar relacionado ao Universo do Mutantes, porém, o anuncio oficial foi algo mais surpreendente. MU significa Monsters Unleashed, ou Monstros à Solta, que se trata de uma nova série da casa das ideias com foco nos monstros dos anos 70 da editora, com monstros clássicos da ficção como Frankenstein e Drácula, e também monstros da própria Marvel, como o Homem-Coisa.

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Monstros à Solta terá o roteiro de Cullen Bunn e contará com os desenhos de: Adam Kubert, Greg Land, Salvador Larroca, Steve McNiven e Leinil Yu. A Estreia está prevista para Janeiro de 2017 nos EUA. 

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DC Comics | Editora anuncia minissérie Liga da Justiça vs Esquadrão Suicida

Embalada pelo sucesso nas bilheterias de Esquadrão Suicida, na ansiedade do filme da Liga da Justiça (que será lançado em novembro de 2017) e o aumento nas vendas depois do Rebirth, a DC Comics divulgou hoje uma arte da minissérie que vai mostrar o confronto entre a Liga da Justiça e o Esquadrão Suicida. No desenho vemos o Batman junto com a Arlequina e membros de ambas as equipes caídas aos seus pés.

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A minissérie terá seis edições, sendo que duas serão lançadas em dezembro desse ano e quatro em janeiro de 2017. Na trama o Batman vai questionar sobre a necessidade da Força Tarefa X, em um mundo onde a Liga da Justiça é presente. O roteiro da HQ será de Joshua Williamson e desenhos de Jason Fabok.

“O Batman chega à decisão que ele precisa colocar um ponto final na equipe de vilões de Amanda Waller,” disse Williamson. “O grande desafio foi fazer que cada personagem tenha seu momento sem parecer forçado.”

Williamson ainda disse que uma parte da história será contada pelo ponto de vista da personagem Nevasca. Que recentemente entrou para o Esquadrão. A minissérie vai explorar temas como redenção e a corrupção, e as duas equipes também vão enfrentar um inimigo em comum. “Você acredita em segunda chance? Eu acho que grande parte do Rebirth é sobre isso”, completou o roteirista.

Agora é aguardar e conferir Liga da Justiça VS. Esquadrão Suicida no final do ano.

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Panini | Vem aí Constantine: Hellblazer – Indigno

Para continuar e fechar o arco do último encadernado que saiu pela DC e Você (conhecida originalmente como DC YOU) do mago mais canalha da editora, a Panini anunciou na data de hoje em seu Hotsite, Constantine: Hellblazer – IndignoConfira as informações sobre o lançamento e sua sinopse aqui:

Sinopse:

“Agora morando em Nova York, John Constantine achou que ia ficar longe de todo caos místico que o persegue desde a adolescência. Mas é claro que não é o caso! Com uma misteriosa e maligna figura amealhando todo o poder possível a partir do Central Park, o mago inglês precisará driblar o mal absoluto e mais uma vez salvar o mundo da destruição com a ajuda de alguns de seus “amigos” — entre eles, oMonstro do Pântano e o Desafiador — e até de alguns inimigos, como o infame Papa Meia-Noite.”

HISTÓRIAS ORIGINAIS:

Constantine: The Hellblazer 7 a 13

DETALHES DA PUBLICAÇÃO:
Formato 17 x 26 cm
Capa Cartão
Lombada quadrada
Miolo LWC, 156 Páginas
Distribuição Nacional
Ponto de venda: Bancas
Preço: R$22,90

A equipe criativa é a mesma do primeiro encadernado, com Ming Doyle e James Tynion IV cuidando dos roteiros e Riley Rossmo na arte. A capa da edição ainda não foi divulgada.

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Como o Rebirth salvou o Superman

Superman. O maior herói de todos os tempos, condenado a sofrer nas mãos de roteiristas que das duas, uma: ou não entendiam o personagem ou simplesmente distorciam tudo que ele sempre representou. Desde o reboot dos Novos 52 em 2011, o Superman deixou de ser um personagem chamariz da DC. A cueca por cima da calça sumiu, e o amor dos fãs mais antigos foi junto. Personagens como a Arlequina começaram a vender mais que o azulão. Mas a nova reformulação da Editora das Lendas, o Rebirth, vem fazendo jus ao personagem, salvando o herói da exposição ao sol vermelho dos últimos cinco anos.

Voltemos à 2011. A DC Comics anuncia seu reboot, com origens dos heróis recontadas (quase todas, pelo menos), artistas assumindo o cargo de roteiristas, velhos nomes voltando (e outros simplesmente largando de vez a editora), entre outras mudanças radicais. Um grande nome recebe a missão de recontar a origem do Superman neste universo mais jovem e com mais “atitude”: Grant Morrison.

Morrison, se encaixando à premissa de um universo de heróis jovens e sem quaisquer experiência, decide aproximar o Superman de suas origens da década de 30, quando Jerry Siegel e Joe Shuster o idealizaram. A revista Action Comics #1 de 1938 foi onde o herói surgiu. E em 2011, também na Action Comics #1 (que teve sua numeração zerada no reboot), Morrison deu início à sua fase que durou cerca de vinte edições. A origem do personagem foi recontada, e nestas revistas podemos captar diversas referências ao Superman inicial dos anos 30, um pouco mais violento e menos “símbolo de esperança“. Esse Superman jovem e mais violento, usando calça jeans e camiseta, posteriormente se tornou o herói com roupa azul sem a clássica cueca por cima da calça (que perdura até os dias de hoje). Mas a atitude menos racional e mais muscular continuou, se expandindo às outras revistas como a Liga da Justiça, Batman/Superman e a própria Superman, que inicialmente era escrita pelo grande George Pérez. Pérez inclusive largou a DC Comics de vez graças à péssima experiência no reboot, perdido no meio da bagunça.

Apesar da boa fase de Morrison no título (que do meio para o fim começou a envolver loucuras como Mxyzptlk e duendes de outras dimensões), pouquíssimas vezes o personagem agia como o que todos os leitores estavam acostumados. O conceito de reset foi literal no herói, enquanto Batman e Lanterna Verde mantiveram suas cronologias. Após essa fase, roteiristas como Greg Pak, Geoff Johns e Scott Lobdell assumiram o personagem, e mesmo com alguns bons momentos (especialmente na curta passagem do Johns), ele não evoluiu em momento algum, e tais fases serviam mais como histórias para cumprir tabela do que boas aventuras propriamente ditas. Em diversos momentos, a DC simplesmente parecia estar perdida: tirou os poderes do herói, revelou sua identidade, fez com que ele ganhasse novos poderes, criou novas revistas (razoavelmente bem sucedidas em vendas, como Superman Sem Limites, que apesar da história fraca contava com nomes top sellers na equipe criativa), etc. E nada parecia atrair a atenção dos leitores. Neste momento estamos prestes a entrar no Rebirth.

Convergência foi publicada. A saga que unia todos os universos alternativos da DC (pré-Crise, pré-Flashpoint, Entre a Foice e o Martelo e uma infinidade de outras realidades) em batalhas por suas sobrevivências serviu cronologicamente para trazer de volta um personagem querido dos fãs: o Superman. O mesmo que teve sua origem recontada por John Byrne na década de 80 logo após a Crise nas Infinitas Terras. O mesmo que se sacrificou enquanto lutava com Apocalypse para salvar a humanidade, e voltou dos mortos algum tempo depois. O personagem que teve sua origem reformulada por Mark Waid. O herói casado com Lois Lane (sem romance com a Mulher-Maravilha, como nos Novos 52), e mais: um pai. Esta Lois Lane pré-Flashpoint (a saga que deu origem aos Novos 52) tem um filho no final da Convergência, e então o Superman e sua esposa ganharam uma revista própria escrita por Dan Jurgens (roteirista do Superman dos anos 90, responsável pelo épico de ação que foi a morte do herói), aclamada pela crítica e fãs, chamada Lois & Clark. O casal está focado em criar seu filho, Jon, e isto foi o pontapé inicial que culminou no Rebirth.

O Superman clássico e querido pelos fãs havia voltado. Mas o Superman jovem dos Novos 52 ainda estava vivo. O que fazer? Simples: matar o dos Novos 52 e ao mesmo tempo criar um legado para este personagem, marca registrada da DC Comics. Com sua morte, o Superman mais velho (que até então agia nas sombras, evitando atrair holofotes) assume seu posto com o objetivo de honrar o símbolo da casa de El ostentado por ambos, e novos heróis surgem, como o Lex ‘Superman’ Luthor e a Superwoman. Grandes nomes como Peter J. Tomasi Patrick Gleason (dupla responsável pela excelente revista Batman & Robin) assumem a revista do Superman. Dan Jurgens fica com Action Comics, com a numeração antiga voltando a partir da edição #957. Isto é uma mensagem clara aos fãs: a esperança e o otimismo proclamados por Geoff Johns na edição especial DC Universe Rebirth também retornaram para o maior herói de todos os tempos. É o mesmo que todos amávamos antes dos Novos 52, aquele que se importa com todas e quaisquer vidas.

Não bastasse este resgate, as referências à história do personagem não param. Ao mesmo tempo, em Action Comics Dan Jurgens traz de volta toda a angústia da Morte do Superman ao fazer o Apocalypse retornar ameaçando a vida de todos, e mostrando o lado heroico de Lex Luthor, inspirado pelo sacrifício do jovem Kal-El, enquanto em Superman, Tomasi e Gleason trazem o Erradicador (personagem do Retorno do Superman) como o principal vilão, botando em risco a vida de Jon Kent, o super-filho, desenvolvendo ainda mais a relação familiar dos dois, algo similar ao excelente trabalho feito pela mesma dupla criativa na revista Batman & Robin, quando Damian e Bruce se aproximaram verdadeiramente como pai e filho.

Derivados como Superwoman guardam ideias que pegaram todos os leitores de surpresa, algo difícil de ser feito nos dias de hoje. Ao mesmo tempo em que a revista da heroína possui ligação com o “Super-universo”, Phil Jimenez também a utiliza para aparar pontas soltas deixadas pela Convergência, entregando brilhantemente uma história que soa como uma homenagem ao passado de Lois Lane e ao mesmo tempo honrando o mito do Superman. Na China, surge o New Super-Man de Gene Luen Yang. A Supergirl clássica está de volta pelas mãos de Steve Orlando. A Liga da Justiça de Bryan Hitch conta com a presença do Superman em tempo integral. E o universo do “Super” está mais próspero do que nunca, algo que não aconteceu nos últimos cinco anos. E os números do mês passado comprovam que o interesse dos leitores pelo personagem aparentemente foi retomado:

Com as edições #2 e #3 o herói continua firme no Top 20 de revistas mais vendidas dos EUA. Em dado momento dos Novos 52, o Superman chegou ao lamentável posto de revista número 310 nas vendas. O Superman Chinês aparece no Top 10, aparentemente tendo atraído a atenção dos leitores. E ainda não temos os números das vendas de revistas como Superwoman e Supergirl, que devem ser divulgados em breve.

Se números não são sinônimo de qualidade (e realmente não são), existe uma alternativa simples: perguntar a qualquer fã do Superman ou ler as diversas críticas em sites de quadrinhos. Superman e Action Comics, respectivamente, são duas das revistas mais elogiadas da reformulação da DC (ao lado do Batman de Tom King, da Mulher-Maravilha do Greg Rucka e do Arqueiro Verde de Benjamin Percy). E acredite: isso também é algo que não acontecia há um bom tempo.

A promessa aparente da DC para com o universo do Superman continua promissora, já que outras séries devem surgir em breve, como Super Sons, focada em Jon (já como Superboy) e Damian, tendo assim mais uma revista relacionada ao kryptoniano. Dan Jurgens, Peter Tomasi e Patrick Gleason seguem insanamente suas histórias, com ganchos promissores, cenas memoráveis e arcos de estreia muito interessantes. O sol amarelo voltou a brilhar e o Superman recobrou seus poderes, agora capaz de alçar vôos inalcançáveis até então. E a esperança dos fãs é de que a editora não jogue mais Kryptonita no personagem num futuro próximo, tornando-o incapaz novamente. O maior herói de todos merece ter o seu melhor oferecido a todos os leitores podendo voltar a inspirar novas gerações, mostrando o verdadeiro significado de ser um símbolo de esperança.