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Apagão, da Editora Draco, Ilumina e Reflete a Mudança da Sociedade Atual

Nos anos de 2014 e 2015, o roteirista Raphael Fernandes imaginou como seria o mundo se caíssemos em um caos total sem luz. Como a sociedade suportaria tendo que abrir mãos de todas as “maravilhas” tecnológicas, que faz mais parte das nossas vidas, e ao mesmo tempo ter as autoridades não se pronunciando sobre a situação. E ao mesmo tempo diversas vozes e grupos surgindo para demostrarem seus ideais e exemplos de como a lei deve ser.

Ou como eles acham que a lei deve ser.

As edições Apagão – Ligação Direta e Cidade Sem Lei/Luz apresenta no melhor estilo dos quadrinhos de The Walking Dead, onde o ser humano pode chegar e como ele pode se organizar em um lugar sem regras. Ou melhor, em um lugar onde cada um faz a sua própria lei, ideologia, regra e as apresentam como superior em cima das outras. Muitas vezes (ou na maioria delas) essas leis ou ideologias são empurradas goela a força dos mais fracos. Como pequenas ditaduras que se formam por territórios, à la Mad Max, buscando a sobrevivência do mais forte ou simplesmente colocarem para fora o pior de si.

O clima da São Paulo sem luz é aterrorizante e te faz pensar como você sobreviveria naquela situação distopica. A arte de Camaleão é gigante e os personagens, principalmente os Macacos Urbanos, que parecem que vão saltar da página em cada lance de capoeira. A mesma emoção e sentimento temos nas cenas de perseguições, ou nas pancadarias em auto velocidade das Irmãs Canivete. E do mesmo jeito em que os personagens parecem saltar, a arte te leva para vivenciar as ruas escuras e sujas da cidade. O constante pensamento de que não saber o que encontrar virando cada beco escuro ou página faz o leitor aprofundar mais na história.

Eu não li Apagão quando foi lançado. Somente agora consegui ler as HQs e considerando os fatos das gangues, as ideologias de algumas como Guardiões da Moral e dos Filhos de Deus, podemos afirmar que essas gangues já estão por aqui proliferando as suas ideologias. Racistas, nazistas, religiosas ditatoriais e até mesmo narcisistas. O que Raphael Fernandes escreveu lá em 2015 foi uma previsão do que surgiu nos esgotos de alguns fóruns de internet e de pessoas que se reuniam secretamente. E que por meio de personalidades e políticos A e B tiveram a coragem de começar a sair dos seus armários.

 

 

De lá para cá, o universo de Apagão cresceu, ganhou audiobook interativo Apagão – Entre o lobo e o cão. Narrado por Guilherme Briggs, o áudio-jogo se passa durante uma série de protestos políticos contra e a favor do presidente do Brasil. E vemos a jovem Heloísa no meio da calamidade, sendo obrigada a duas escolhas: salvar sua namorada que está presa em no elevador de um hospital próximo, ou voltar para o Capão Redondo e levar a insulina para a sua avó debilitada. O jogo foi produzido pela Rede Geek e você pode conferir AQUI.

E agora mais uma edição intitulada Apagão – Fruto Proibido, com desenhos do Abel e cores da Fabi Marques, e um belo card game Apagão – Ruas de Fúria criado por Gustavo Barreto e que será publicado pela FunBox Editora. O jogo foi ilustrado por Abel e Tiago Palma, além da arte da capa ser do Camaleão. Você pode conferir e apoiar a campanha no Catarse clicando AQUI.

Se algum dia a luz será ligada no universo de Apagão, somente o Raphael Fernandes pode falar. Mas acredito que ainda temos muito o que andar, correr, saltar e discutir sobre as ideologias das gangues e de como assustadoramente elas se aproximam da nossa realidade.

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Anime Cultura Japonesa Pagode Japonês

Um pouco de esperança com “Pretty Cure”

Obrigado por ser um dos poucos que se deu ao trabalho de clicar nessa matéria. Sei que a grande maioria desistiu antes mesmo de chegar aqui. Só de olhar para o título e a imagem, já consigo imaginar os suspiros e viradas de olhos que muitos deram.
E a essa altura, já estou acostumado. E como eu quero terminar essa introdução com uma piada ao invés de falar que isso é puro preconceito, lá vai: Isso acontece pois as pessoas temem aquilo que não compreendem.

"Rate", personagem de Healin' Good Pretty Cure
Como recompensa por ter aberto a postagem, toma: Uma cachorrinha super fofa.

A imagem da capa é do show “Healin’ Good Pretty Cure“, um animê com publico-alvo infantil, sobre garotinhas mágicas lutando contra monstros. E é claro que, como comentado, essa é uma obra feita para crianças, e não estou aqui para tentar negar isso. Pretty Cure é e sempre foi uma série infantil. O que eu quero te convencer é que apesar de ser uma série infantil, ela ainda tem muito a oferecer para um adulto, caso a pessoa deixe o preconceito de lado e dê uma chance para ela.
Esse é um argumento que serve para animês no geral (que, por algum motivo, acaba sempre sendo associado a um produto para crianças, mesmo quando não é), e não apenas para os infantis. Mas dessa vez, vou falar especialmente sobre os infantis, e espero que você entenda o motivo até o final da leitura.

Primeiro, vamos entender qual a função e a importância de um show para crianças para… as crianças. Muitas vezes baseados nas fábulas, temos uma historinha com o objetivo de ensinar uma valiosa lição de moral para os pequeninos. Usando Healin’ Good Pretty Cure como exemplo mais uma vez, temos episódios onde apredemos que a diferença entre os amiguinhos é algo que torna a amizade especial; vemos que o trabalho em equipe pode trazer resultados incríveis; ou até mesmo um incentivo para a prática de atividades físicas. Isso tudo sanduichado entre cenas de ação contra monstros caricatos e sequências de transformação com muito brilho. É um entretenimento saudável pra garotada.

Cena de Healin' Good Pretty Cure, episódio 33
Um show infantil, como Pretty Cure, pode ser educativo para crianças, mas também ter muito valor para um adulto.

Porém, o show também fala sobre perseverança, força de vontade e, principalmente, esperança. Estamos passando por uma época que exige uma garra descomunal, onde muitas vezes temos até mesmo dificuldade para levantar da cama. Nos questionamos quando isso tudo vai passar, se vai passar. Quando as coisas vão voltar ao normal. Xingamos o micróbio maldito e balançamos os braços para o alto como se fossemos velhos rabugentos pedindo para saírem do nosso gramado.

Passamos nosso dia assistindo jornais, lendo notícias e ouvindo histórias de como as coisas estão lá fora, e o que sentimos é que a realidade não tem a capacidade de nos dar aquilo que precisamos para continuar. Mas é algo que podemos encontrar na inocência da infância. Um show infantil como Pretty Cure é um raio de esperança que te faz lembrar das coisas pelo qual valem a pena lutar. Ter uma visão tão otimista e tão encorajadora é algo revigorante, que pode te ajudar a superar essa fase com um pouco mais de magia.
E com lutas iradas no melhor estilo tokusatsu, uma cachorrinha super fofa, e uma capivara rapper.

Batetemoda, personagem de Healin' Good Pretty Cure
É sério. Um dos vilões é uma capivara maligna que canta rap.

Inclusive, talvez como uma enorme ironia do destino, o tema da temporada atual de Pretty Cure é justamente sobre médicos. As garotas lutam contra monstros que são “doenças” e querem “infectar a Terra”. Ao longo dos episódios, vemos um desenvolvimento especial envolvido em um sentimento que é extremamente importante no ano de 2020: A fé na medicina e na ciência.
Mas puxa vida, temporadas novas são sempre planejadas com, pelo menos, um ano de antecedência. Calhar de vir um tema sobre médicos bem num ano de pandemia, ein.

Depois de anos e anos no “limbo” de licenciamento, Pretty Cure pode finalmente ser assistido legalmente no Brasil, e em sua forma integral (Já que tivemos “adaptações” que saíram na Netflix antes, sob o nome de “Glitter Force”). Tanto a temporada atual (Healin’ Good Pretty Cure), como a temporada de 2017 (Kira Kira Pretty Cure a La Mode) estão disponíveis com legendas em português na Crunchyroll.
Dar suporte a essas duas licenças pode abrir caminho para que ainda mais raios de esperança venham no futuro. Afinal, não sabemos quanto tempo essa desgraça vai continuar, né, e as vezes até esquecemos como era a vida antes disso tudo.

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Cinema

Godzilla vs. Kong deve ser lançado nos cinemas e no streaming em 2021, Netflix demonstrou interesse

O The Hollyood Reporter reportou com exclusividade, que o filme Godzilla vs. Kong pode ser lançado nos streamings e nos cinemas em 2021; de modo semelhante com Mulher-Maravilha 1984 e Cherry.

De acordo com o site, a Netflix se interessou pelo longa e ofereceu cerca de US$ 200 milhões para adquirir a produção. Ao que tudo indica, a oferta foi negada.

Contudo, a Warner usará a mesma estratégia de Mulher-Maravilha 1984, ou seja, fazer uma estreia do filme nos cinemas e no HBO Max. Contudo, em uma declaração oficial, a produtora afirmou que Godzilla vs. Kong segue planejado apenas para as telonas no próximo ano.

Kong, o gigante, encontra-se com o incontrolável e temível Godzilla. Com isso, a população mundial aguarda pelo vencedor que usará a coroa do próximo rei dos monstros. Prepare-se para uma batalha épica e intensa entre criaturas e linguagem leve.

Para futuras informações a respeito de Godzilla vs. Kong, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Detective Comics Quadrinhos

E quando Maradona foi personagem de Mauricio de Sousa? Conheça a Turma do Dieguito

Eram o começo dos anos 80, quando o jovem Diego Maradona começava a ser considerado o melhor jogador da época, sua passagem para ir defender a camisa do Barcelona já estava pronta. Então em um encontro realizado na concentração da seleção argentina, Mauricio de Sousa teve apresentou uma proposta para El Pibe. Lá ele manifestou a vontade de transformar o jogador em personagem em quadrinhos.

Já existia, nessa época, o Pelezinho. Sucesso nos quadrinhos no Brasil, o projeto idealizado por Mauricio de Sousa era seguir os mesmos passos do brasileiro mas buscando atingir um publico argentino. Foram feitos testes e até um desenho animado foi produzido, a animação foi guardada para lançar em um melhor momento. A tática de guardar valeria a pena, depois de um amistoso da seleção argentina conta a Inglaterra, com mais um show de Maradona, o empresário Jorge Fisbein, representante de Maurício no país hermano, alegou que estavam com uma mina de ouro nas mãos. O brasileiro tinha acabado de recusar uma proposta de 500 mil dólares de um grupo italiano pelos direitos.

A animação foi exibida no La Noche del 10, programa de TV de Maradona, bem no dia em que ele recebeu o brasileiro Pelé. Confira abaixo:

 

O lançamento seria simultâneo na Argentina, Espanha e Itália. E não tinha previsão de chegar nas bancas brasileiras. As histórias de Dieguito Maradona (essa foi uma das exigências do jogador, de não chamar o personagem de “Maradoninha”), ou Turma do Dieguito, iam reunir momentos da infância do jogador, tendo como cenário os campos de futebol, ao lado de criações baseadas em amigos e familiares do atleta. Os personagens se chamariam El Negro, Vaquita, Peluza, Bombolito, Coloradito, Choco, Flaquito, Sylvia, Morena, Rosita e Chena.

Porém o projeto não foi para frente. As inúmeras transferências de carreira de Maradona, comprometeram o planejamento. Mas o seu comportamento fora campo também foi um fator importante para o Dieguito Maradona ficar para escanteio. Maradona frequentemente se envolvia em polêmicas com jornalistas, drogas, bebidas, violência etc.

Pela conta do Twitter da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa lamentou a recente morte de Maradona e falou um pouco sobre o projeto, de como o jogador foi solicito e ainda sugeria temas para as histórias. Mauricio disse que todo o material foi encaminhado para a família do jogador.

E hoje, dia 25 de novembro de 2020, Diego Maradona veio a falecer de aos 60 anos em sua casa em Tigre, cidade vizinha de Buenos Aires, depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória.

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Quadrinhos

Mafalda – Feminino Singular está sendo publicado pela WMF Martins Fontes

A editora WMF Martins Fontes está publicando Mafalda – Feminino Singular, uma nova antologia da icônica personagem criada pelo cartunista argentino Quino. Mafalda foi criada originalmente em 1963, para uma propaganda de eletrodomésticos Mansfield, porque o nome da personagem deveria começar com MA, para lembrar o nome da empresa. Mas as publicações em forma de tirinhas só começou mesmo em 1964.

Uma antologia de tiras da Mafalda em que a personagem questiona o papel e o espaço da mulher no mundo, começando em casa. Como diz a jornalista Patricia Kolesnicov no prefácio, o aspecto mais explicitamente feminista de Mafalda é que “o familiar – o pessoal – é político”. A edição apresenta discussões sobre movimento feminista, maternidade, estereótipos e masculinidade tóxica, entre outros

É uma boa oportunidade para começar, para quem ainda não tem, a ler Mafalda. A menina que fala o que pensa e sempre coloca os adultos em situações embaraçosas, com sua opinião, visão bastante critica da realidade. Quino, o seu criador, faleceu no final do último mês de agosto, aos 88 anos.

Mafalda – Feminino Singular tem formato 21 x 21 cm, 108 páginas, capa cartonada e o valor de R$ 39,90.

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Quadrinhos

Elogiada Minissérie da Lois Lane, escrita por Greg Rucka, é publicada no Brasil

A Panini começou a pré-venda de Lois Lane – Inimiga do Povo, elogiada série que tem roteiro de Greg Rucka. A minissérie foi publicada originalmente em 12 edições nos EUA entre 2019 e 2020. Rucka pega sua experiência em trabalhar com personagens mais “secundários” de importantes universos (como ele fez com Gotham Central) e transforma em grandes histórias. Esse ponto foi muito elogiado lá fora.

Mas as comparações ficam somente por aí, pois Lois Lane é uma série sobre seres humanos lidando com grandes poderes e situações complexas. O roteirista nunca se esquece da humanidade de cada personagem na página e, assim, consegue transformar os elementos do super-herói em uma metáfora para conflitos relacionáveis ​​em nosso próprio mundo.

A trama mostra a repórter descobrindo o mais perigoso segredo no Universo DC… e agora precisa de provas. Após uma coletiva de imprensa na Casa Branca e carregando um segredo que pode abalar a vida do Homem de Aço, Lois Lane embarca em uma jornada para impedir uma ameaça a seu marido e desvendar uma conspiração que chega aos mais altos escalões internacionais de poder. Os desenhos são de Mike Perkins.

Lois Lane – Inimiga do Povo tem formato 17 x 26 cm, 296 páginas, capa dura e o valor de R$ 104,00. A edição reúne a minissérie completa.

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Música

O que há de mais bizarro no Grammy 2021

Na última terça-feira (24) a Recording Academy divulgou a esperada lista de indicados à 63ª edição do Grammy, a maior premiação da música. Assim como todos os anos, não houve outro assunto na internet durante algumas horas ou dias. Fãs comemoravam as indicações de seus ídolos, outros se lamentavam pelas faltas dela. E claro, assim como todos os anos, houveram injustiças que abalaram a rede de fãs da música.

Que o Grammy é uma premiação polêmica não é novidade para ninguém. Seja nas indicações ou nas vitórias (ou faltas delas) os resultados da premiação sempre geram certo frisson entre o público. Nas últimas cerimônias, diversos artistas testemunharam atitudes da academia considerada “injustas” por diversos fãs e entusiastas. A lista é longa e tem nomes como Beyoncé, Kendrick Lamar, Mariah Carey, Nicki Minaj, Ariana Grande, Lorde e Kanye West. 

Entretanto, a nova edição da premiação mal começou e já marcou a história do evento de maneira negativa entre seus telespectadores. Veja a seguir alguns fatos que contribuíram para as intensas queixas que se espalharam pela internet na última terça-feira:

The Weeknd

Começando pela maior polêmica e injustiça da edição e com certeza, de toda história do Grammys, temos o caso de esnobação de The Weeknd, que era visto como o favorito do ano por todas as apostas de críticos e entusiastas. Só no último ano o cantor canadense vendeu cerca de 4.4 milhões de cópias de seu álbum “After Hours” e ainda emplacou o smash hit “Blinding Lights” que já está há 337 dias no top 10 da parada global do Spotify, além de ter sido unanimemente bem recebido pela crítica especializada. Todavia, esses três fatores não foram o suficiente para a bancada do Grammy que resolveu o esnobar de qualquer indicação possível. The Weeknd não está nas categorias gerais, não está nas categorias pop e também não está nas categorias R&B.

Não é de hoje que o Grammy e demais premiações da indústria fonográfica são acusadas de serem racistas. Há alguns meses, um artigo foi publicado aqui sobre a indicação de “Blinding Lights”, uma música pop, na categoria de R&B do VMAs, premiação da MTV. Porém, desta vez, The Weeknd não teve nem a oportunidade de ser redirecionado a um outro gênero por conta de sua cor. Foi completamente ignorado e boicotado. 

“Os Grammys continuam corruptos. Vocês devem transparência a mim, a meus fãs e à indústria” – Disse The Weeknd em suas redes sociais após a divulgação dos indicados. 

Justin Bieber 

Diferente de The Weeknd, Justin Bieber foi indicado ao Grammy 2021. Indicado até demais. Seu último álbum “Changes”, que foi recebido mornamente pela crítica especializada e rendeu hits igualmente mornos comparado à seu auge comercial alcançado com “Purpose” de 2015. O canadense apareceu nas categorias Melhor Performance Pop Duo/Grupo com “Intentions”, Melhor Performance Pop Solo por “Yummy” e Melhor Álbum Pop. Não contente com o questionável reconhecimento, o cantor reclamou em suas redes sociais por ter sido colocado nas categorias pop e não nas do gênero “R&B”, qual ele acredita que seu último registro pertence. 

“Não quero parecer ingrato, mas eu fiz um álbum R&B. Changes foi e é um álbum R&B.”

Com todo respeito ao cantor e seus fãs, mas se teve alguém que possa ter “roubado” vagas na premiação e ter ajudado na injustiça contra The Weeknd, essa pessoa é definitivamente Justin Bieber.

Coldplay

 

Surpreendendo até os seus fãs mais fiéis e sonhadores, o álbum “Everyday Life” foi indicado na categoria mais importante do Grammy, a de “Álbum do Ano”. Lançado em Novembro de 2019, o disco passou longe de ser um sucesso comercial. Na verdade, diferente dos últimos projetos da banda, ele foi o menos pop possível. O que rendeu até uma grande aclamação da crítica. Contudo, a banda simplesmente só aparece nomeada a esta categoria. Justo a maior. Sem dar as caras no segmento rock, pop ou alternativo. 

Não é como se a banda britânica não seja lembrada a cada registro pela academia, longe disso. Todos os álbuns do Coldplay renderam ao menos uma indicação na premiação, já figuraram “Álbum do Ano” em outra vez. Mas dessa vez tudo é muito, muito estranho. 

Fiona Apple, Perfume Genius e Rina Sawayama

Talvez em edições anteriores do Grammy esse tópico não seria adicionado em um texto como esse. O Grammy nunca foi de  dar bola para artistas undergrounds nas categorias principais. Vez ou outra algum aparecia na categoria alternativa e por aí ficava. Mas, a partir do momento que a premiação coloca em suas categorias principais álbuns e músicas que passaram longe de ser um sucesso comercial como o já citado “Everyday Life” do Coldplay ou o “Djesse Vol. 3” de Jacob Collier e o “Chilombo” de Jhéne Aiko.

Longe de menosprezar o trabalho desses artistas, é bom para que trabalhos fora da bolha mainstream consiga um lugar de destaque. Mas, dito isto onde está Rina Sawayama com seu álbum de estreia e Perfume Genius com “Set My Heart On Fire Immediatly”? Dois discos impecáveis na qualidade, conhecidos dentro da cena alternativa e extremamente bem recebidos pela crítica especializada. 

A veterana Fiona Apple que sempre é lembrada pela premiação quando lança um novo disco, felizmente está na lista. Seu quinto álbum de estúdio, o monumental “Fetch The Bolt Cutters” conta com 3 indicações, ele aparece em “Melhor Álbum Alternativo”, “Melhor Canção de Rock” e “Melhor Performance de Rock” pela faixa Shameika. 3 nomeações é um grande feito, de fato. Entretanto, o disco mais aclamado de 2020 (e dos últimos anos) merecia muito mais. A esnobação do registro que “previu a quarentena” em “Álbum do Ano” dói tanto quanto a de “After Hours”. 

 

Para conferir a lista completa de indicados clique aqui.

 

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Anime Cultura Japonesa

Crunchyroll anuncia dublagem de Yashahime: Princess Half-Demon

A Crunchyroll anunciou hoje mais um título que irá ganhar dublagem, trata-se de Yashahime: Princess Half-Demon, spin-off do clássico Inuyasha, de Rumiko Takahashi.

A dublagem do primeiro episódio estreará já nessa sexta-feira, 27 de novembro. Os episódios serão adicionados semanalmente para os usuários Premium. A versão legendada já está em andamento.

No Japão feudal, um incêndio florestal separa as gêmeas meio-youkai Towa e Setsuna. Em busca de sua irmã, Towa acaba entrando num misterioso túnel que a leva para o Japão moderno, onde ela é criada por Sota, irmão de Kagome Higurashi. Dez anos depois, o túnel que conecta as duas eras se reabre, permitindo que Towa reencontre sua irmã, que tornou-se uma caçadora de youkai a serviço de Kohaku. Para espanto de Towa, Setsuna parece ter se esquecido completamente ela. Junto de Moroha, filha de Inuyasha e Kagome, as três jovens viajam pelas eras numa aventura para reaver seu passado perdido.

O título é mais uma adição da iniciativa Dublagens Expressas.

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Cinema

Liberado o first look de Clifford, assista!

Foi divulgado o first look de Clifford The Red Big Dog, filme em live-action que será baseado na animação de mesmo nome. No Brasil, o título do longa não ganhou um nome oficial.

Jay Scherick, David Ronn, Annie Mumolo e Stan Chervin são os roteiristas da produção, que chega em 2021 nos cinemas.

Clifford era um pequeno filhotinho de cachorro vermelho que vivia em uma casa repleta de amor e cuidado. Porém, o amor de sua jovem dona, Emily Elizabeth, por ele é tão grande, que o cão cresce até atingir um tamanho gigantesco.

Para futuras Informações a respeito de Clifford, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Música

Beyoncé, Taylor Swift e Harry Styles são indicados ao Grammy 2021, confira a lista completa

A Recording Academy divulgou hoje (24) a lista completa de indicados à 63 cerimônia do Grammy, principal prêmio da música. O evento ocorrerá no dia 31 de Janeiro de 2021, em Los Angeles.

Dentre os indicados, Beyoncé é a recordista da edição com 9 indicações. A cantora está nomeada nas categorias, de Música e Gravação do Ano por “Black Parade” e “Savage Remix”, faixa da rapper Megan Thee Stallion na qual faz participação especial. Além de concorrer em Melhor Clipe por “Brown Skin Girl” e Melhor Filme Musical por seu longa “Black Is King”.

Taylor Swift, Harry Styles, BTS, Post Malone, Dua Lipa, Justin Bieber, Lady Gaga, Roddy Ricch são outros nomes presentes na lista.

O período de elegibilidade para o Grammy 2021 foi do dia 1 de Setembro de 2019 até 31 de Agosto deste ano. A nova edição da premiação trouxe algumas mudanças para a disputada, como a mudança do nome da categoria “Melhor Álbum Urbano” para “Melhor Álbum de R&B Progressivo” devido a política antirracista adotada pela academia e a extinção de um limite de músicas lançadas para um artista concorrer ao premio de “Melhor Artista Novo”.

A grande surpresa da edição foi o cantor The Weeknd sem nenhuma indicação. Seu álbum “After Hours” é um dos mais vendidos e um dos mais bem recebidos pela crítica especializada no ano de 2020.  Seu smash hit, “Blinding Lights” que acabou de se tornar a música com mais tempo de permanência no Top 10 da Billboard Hot 100 com 40 semanas consecutivas também foi ignorada da premiação.

Confira alguns dos indicados a seguir, o link para a lista completa estará no final da matéria.

 

Álbum do Ano

“Chilombo” — Jhené Aiko

“Black Pumas (Deluxe Edition)” — Black Pumas

“Everyday Life” — Coldplay

“Djesse Vol.3” — Jacob Collier

“Women in Music Pt. III” — HAIM

“Future Nostalgia” — Dua Lipa

“Hollywood’s Bleeding” — Post Malone

“Folklore” — Taylor Swift

 

Gravação do Ano

“Black Parade” — Beyoncé

“Colors” — Black Pumas

“Rockstar” —DaBaby Featuring Roddy Ricch

“Say So” — Doja Cat

“Everything I Wanted” — Billie Eilish

“Don’t Start Now” — Dua Lipa

“Circles” — Post Malone

“Savage” — Megan Thee Stallion Featuring Beyoncé

 

Música do Ano

“Black Parade” — Denisia Andrews, Beyoncé, Stephen Bray, Shawn Carter, Brittany Coney, Derek James Dixie, Akil King, Kim “Kaydence” Krysiuk & Rickie “Caso” Tice (Beyoncé)

“The Box” — Samuel Gloade & Rodrick Moore (Roddy Ricch)

“Cardigan” — Aaron Dessner & Taylor Swift (Taylor Swift)

“Circles” — Louis Bell, Adam Feeney, Kaan Gunesberk, Austin Post & Billy Walsh (Post Malone)

“Don’t Start Now” — Caroline Ailin, Ian Kirkpatrick, Dua Lipa & Emily Warren (Dua Lipa)

“Everything I Wanted” — Billie Eilish O’Connell & Finneas O’Connell (Billie Eilish)

“I Can’t Breathe” — Dernst Emile II, H.E.R. & Tiara Thomas (H.E.R.)

“If the World Was Ending” — Julia Michaels & JP Saxe (JP Saxe Featuring Julia Michaels)

 

Artista Revelação

Ingrid Andress

Phoebe Bridgers

Chika

Noah Cyrus

D Smoke

Doja Cat

Kaytranada

Megan Thee Stallion

 

Melhor Álbum Pop 

“Changes” — Justin Bieber

“Chromatica” — Lady Gaga

“Future Nostalgia” — Dua Lipa

“Fine Line” — Harry Styles

“Folklore” — Taylor Swift

 

Melhor Álbum de Rock

“A Hero’s Death” — Fontaines D.C.

“Kiwanuka” — Michael Kiwanuka

“Daylight” — Grace Potter

“Sound & Fury” — Sturgill Simpson

“The New Abnormal” — The Strokes

 

Melhor Álbum de Rap

“Black Habits” — D Smoke

“Alfredo” — Freddie Gibbs & The Alchemist

“A Written Testimony” — Jay Electronica

“King’s Disease” — Nas

“The Allegory Royce” — Da 5’9″

 

Melhor Álbum de R&B Progressivo

“Chilombo” — Jhené Aiko

“Ungodly Hour” — Chloe X Halle

“Free Nationals” — Free Nationals

“F*** Yo Feelings” — Robert Glasper

“It Is What It Is” — Thundercat

 

Melhor Vídeo

“Brown Skin Girl” — Beyoncé

“Life Is Good” — Future Featuring Drake

“Lockdown” — Anderson .Paak

“Adore You” — Harry Styles

“Goliath” — Woodkid

 

Confira a lista completa de indicados aqui.