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Cinema

Novas imagens de Guerra das Correntes mostram mais do visual de Tom Holland

Guerra das Correntes, próximo filme protagonizado por Benedict Cumberbatch, ganhou novas imagens que destacam o personagem do ator de Tom Holland, que será aliado de Cumberbatch durante a produção.

Nascido em 1 de Junho de 1996, Holland obteve sucesso após contracenar ao lado de Chris Hemsworth em No Coração do Mar, chamando a atenção da Marvel Studios para mais tarde, contratá-lo com o intuito de ser o Homem-Aranha definitivo dos cinemas. Atualmente, Tom tem contrato assinado para cinco filmes solos do amigão da vizinhança.

Ambientado no final do século XIX, o filme conta a história da Guerra das Correntes, uma disputa entre Thomas Edison (Benedict Cumberbatch) e George Westinghouse (Michael Shannon) sobre como deveria ser feita a distribuição da eletricidade. Edison fez uma campanha pela utilização da corrente contínua para isso, enquanto Westinghouse defendia a corrente alternada.

The Current War estreia em 24 de Novembro.

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Séries

Netflix divulga as primeiras imagens da segunda parte de O Mundo Sombrio de Sabrina

A Netflix disponibilizou as primeiras imagens da segunda parte de O Mundo Sombrio de Sabrina, que estreia em 5 de Abril no serviço de streaming.

Sabrina é uma personagem criada por pelo escritor George Gladir e pelo artista Dan DeCarlo. Sua primeira aparição, foi feita em 1971 no gibi Sabrina the Teenage Witch, da Archie Comics. A bruxinha faz parte do mesmo universo de Riverdale, também da Archie.

O seriado mostra o cotidiano de Sabrina Spellman, uma garota que acabou de completar 18 anos e que esconde um grande segredo: ela é uma bruxa. Contudo, a produção explora o cotidiano da garota, ao lado de sua relação familiar e amorosa. Spellman é vivida por Kiernan Shipka.

A primeira temporada já está disponível na Netflix.

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Cinema

Começam as filmagens da continuação de Um Lugar Silencioso

O roteirista, produtor, diretor e ator John Krasinski anunciou o início das gravações de Um Lugar Silencioso 2, que contará com o retorno de Emily Blunt no papel principal.

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Em uma fazenda nos Estados Unidos, uma família do Meio-Oeste é perseguida por uma entidade fantasmagórica assustadora. Para se protegerem, eles devem permanecer em silêncio absoluto, a qualquer custo, pois o perigo é ativado pela percepção do som.

Um Lugar Silencioso 2 estreia em 2 de Maio de 2020.

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Cinema

Total Film libera novas imagens de Godzilla II: O Rei dos Monstros

A revista Total Film liberou novas imagens de Godzilla II: O Rei dos Monstros, que mostram mais do elenco humano e titã do filme.

Dirigido por Michael Dougherty, O Rei dos Monstros promete ser mais dramático em sua composição cinematográfica, tendo as atrizes Millie Bobby Brown (Stranger Things) e Vera Farmiga (Invocação do Mal 1 e 2) nos papeis principais. Ao que tudo indica, sua história irá mostrar o planeta Terra caminhando para a extinção após a descoberta que monstros gigantescos que habitam o seu interior, e por falta de recursos naturais, estão migrando para a superfície.

Godzilla, ou Gojira, fez a sua primeira aparição em 1954, no filme de mesmo nome criado pela produtora japonesa Toho Film Company Ltd. Atualmente, o monstro acumula 32 produções audiovisuais, sendo uma das criações japonesas mais lucrativas da história.

Godzilla II: O Rei dos Monstros estreia em 31 de Maio.

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Cinema

Capitã Marvel 2 pode chegar em 2022 e com a presença da Vampira

Segundo o jornalista Christopher Marc do site Omega Underground, a continuação de Capitã Marvel pode chegar em 2022, com Brie Larson retornando ao papel principal.

Outra novidade, é que a X-Men Vampira pode ter uma ponta no longa-metragem como personagem secundária. A participação faz sentido, visto que a Marvel planeja inserir os mutantes aos poucos em seu universo cinematográfico e logo após, fazer um filme da equipe.

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Ambientado nos anos 90, Capitã Marvel, do Marvel Studios, é uma nova aventura de um período inédito da história do Universo cinematográfico Marvel. Que acompanha a jornada de Carol Danvers para se tornar uma das heroínas mais poderosas do Universo. Enquanto uma guerra galáctica entre duas raças alienígenas atinge a Terra, Danvers encontra a si mesma e um pequeno grupo de aliados no centro do confronto.

Capitã Marvel estreia em 7 de Março.

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Quadrinhos

Berserker Unbound | Conheça o novo projeto de Mike Deodato e Jeff Lemire

Berserker Unbound será o novo projeto nos quadrinhos de Jeff Lemire e Mike Deodato, o anuncio foi feito hoje via Paste. Publicado pela Dark Horse, será o primeiro trabalho do brasileiro Deodato após sair da Marvel Comics e o segundo de Lemire pela editora. O roteirista fez o cultuado Black Hammer por lá também.

Capa criação de Mike Deodato Jr. e Frank Martin.

A trama vai mostrar um implacável guerreiro medieval que surge em uma metrópole urbana e moderna. totalmente fora do seu tempo ele tem que se adaptar ao lugar enquanto protege o seu novo lar de um bruxo cruel que também fez a mesma viagem no tempo e quer destruir tudo.

“Eu realmente queria desenhar uma história bárbara e Jeff transformou meu sonho em realidade com essa história profundamente emocional de amizade vista através de diversas dimensões”, disse Deodato em um comunicado. “Não estou exagerando quando digo que esse livro tem as batalhas mais épicas que desenhei! Berserker Unbound é um ponto de virada na minha carreira.”

Berserker Undeound, terá quatro edições e começa a ser comercializada em agosto desse ano nos EUA. A primeira edição terá uma capa variante com arte de Mike Mignola e chega no Brasil pela Editora Mino, ainda sem data de lançamento.

 

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Cinema

Jared Leto libera a primeira imagem oficial de Morbius

O ator e músico Jared Leto, liberou em suas redes sociais, a primeira imagem oficial do vindouro filme Morbius, que se passará no mesmo universo de Venom protagonizado por Tom Hardy.

O curioso, fica por conta da vestimenta do personagem, que aparenta usar uma espécie de camisa de força, típica dos clássicos hospitais psiquiátricos.

História de ação e horror sobre um cientista que, ao tentar achar a cura para uma rara doença no sangue, acidentalmente se transforma em um vampiro vivo, que, embora sinta-se enojado por sua sede de sangue, decide se alimentar de criminosos que ele considera indignos de viverem.

Morbius estreia em 21 de Julho de 2020.

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Séries

Os Sete Reinos se preparam para a grande batalha em primeiro trailer da última temporada de Game of Thrones

O Inverno finalmente chegou e com ele, Westeros testemunhará mais uma vez a Longa Noite. Este grande evento fará parte da oitava temporada de GoT e o primeiro trailer mostra todo o clima de tensão para a batalha. Veja logo abaixo:

Com a Queda da Muralha, a horda de criaturas junto com o Rei da Noite caminharão para Westeros trazendo caos e destruição.

Game of Thrones retorna em 14 de abril para a exibição de seis episódios e assim, concluir essa saga épica transmitida pela HBO e criada por David Benioff e D. B. Weiss. A série é baseada na obra de George R.R. Martin, que possui atualmente cinco livros lançados. O sexto (Ventos do Inverno) está sendo escrito faz mil anos atualmente e o sétimo (Sonhos de Primavera) não possui previsão do início de escrita.

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Detective Comics Quadrinhos

Papo de Saloon | Tex Willer, a nova revista de Tex

Sei muito bem o que você está pensando: OUTRA revista Tex? Não basta as histórias inéditas sendo publicadas nas bancas, vêm aí mais republicações de clássicos? Pois saiba que a nova Tex Willer não é nada do que você espera: aqui os leitores terão um vislumbre expandido da juventude do maior herói de faroeste dos quadrinhos. Sim, estamos voltando à fase “Procurado: Vivo ou Morto”!

A vida de Tex é cheia de redenções. Um dos mais famosos foras-da-lei em sua juventude, a primeira história do ranger abre com Tex e seu cavalo – ainda sem nome na época, e depois apelidado Dinamite -, um outlaw com gorda recompensa por sua cabeça. Histórias futuras viriam a mostrar como Tex tornou-se procurado pela justiça. Se vingando dos assassinos de seu pai e posteriormente dos assassinos de seu irmão Sam, a cabeça de Tex foi posta a prêmio e assim permaneceu por algum tempo.

O herói sempre teve um grande senso de justiça e honra. Apesar de procurado, Tex manteve grandes amizades com alguns homens brancos e índios, que tinham noção de sua boa índole. Entretanto, boa parte deste período da vida de Tex permanece inexplorada nos quadrinhos. Recentemente a Tex Graphic Novel (série semestral feita em formato maior e colorida) voltou ao passado do herói, pelas mãos do roteirista e editor Mauro Boselli, e foi comentada na Torre de Vigilância há algumas semanas.

Mas e os momentos que permanecem inéditos? Como já foi dito, a vida de Tex não é completamente conhecida. E a partir deste ponto surgiu a ideia de Davide Bonelli (atual chefia da Sergio Bonelli Editore) e Boselli, de criarem uma nova revista que explora o passado do ranger, e resgata também uma característica vital do início de sua publicação nos anos 40: um senso de continuidade e aventuras seriadas, que são contadas ao longo de várias revistas, em capítulos.

O lançamento da revista Tex Willer fez parte da comemoração de 70 anos de Tex. E curiosamente, a Mythos Editora está trazendo esta publicação ao Brasil pouquíssimo tempo após seu início na Itália. Com um acabamento similar às revistas italianas (abandonando o famoso formatinho brasileiro), em altura e com papel offwhite que remete diretamente ao original, Tex Willer recebeu o subtítulo “As aventuras de Tex quando jovem“, perfeitamente apropriado para a publicação.

E a história contada aqui, ligando os leitores à aventura do Totem Misterioso, é conduzida por Mauro Boselli com arte do veterano Roberto De Angelis (de Nathan Never). Boselli, em seu prefácio, promete que os fãs conhecerão todos os detalhes de coisas como o relacionamento de Tex e diversos xerifes, do jovem Kit Carson, de suas boas relações com índios (tal qual o já conhecido Cochise) e diversas outras figurinhas carimbadas da mitologia texiana.

Roberto De Angelis traz um visual clássico porém com características claramente modernizadas ao traço da aventura, trabalhando muito bem os tons de preto. Tex já é Tex desde sempre: justo, inventivo, um herói como poucos. E aqui nada difere em relação aos seus problemas comumente enfrentados, exceto o fato da justiça o perseguir. Porém, bandidos seguem sendo castigados por suas mãos.

A característica de “novidade” está presente nesta série, já que o objetivo é audaciosamente ir onde nenhum roteirista jamais esteve. Ou seja, é um ótimo ponto de partida para novos leitores! Apesar do ar imaturo de Tex, seus feitos chamam a atenção de leitores veteranos e também podem vir a encantar os recém-chegados, que buscam uma boa nova revista seriada para acompanhar nas bancas.

E o fator “série” não é um ponto negativo, pelo menos do meu ponto de vista. Certas aventuras funcionam melhor se contadas aos poucos, e sendo aqui a meta “remeter ao clássico”, nada mais justo do que fisgar o leitor com revistas baratas (Tex Willer chega custando R$ 14,90) e de rápida leitura. Mas a quantidade de desdobramentos e reviravoltas não deixa a desejar em comparação às grandes histórias: Boselli sabe criar um elenco de personagens convincentes, capazes de pôr em xeque a astúcia do ranger mais querido da nona arte.

Com duas edições publicadas até o momento (nos meses de janeiro e fevereiro de 2019), Tex Willer segue sua publicação mensalmente, com previsão de lançamento de um novo volume no vigésimo dia de cada mês. Cada edição é padronizada com um preview da próxima história na quarta capa da revista, e no interior, suas 64 páginas contam com o prefácio e a história propriamente dita.

Até onde irá a publicação desta série, não se sabe. Porém, é interessante notar como a editora italiana, casa de Tex, é capaz de criar novos materiais para o personagem sem prejudicar o cânone estabelecido. Somente as maiores figuras da história dos quadrinhos possuem esta maleabilidade cronológica, e definitivamente, o ranger é um dos grandes destaques mundiais neste sentido.

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Anime Cultura Japonesa Pagode Japonês

GRANBLUE FANTASY: The Animation é o ápice de uma adaptação de videogame

Sei que o título pode parecer sensacionalista – e se pararmos para analisar, esse post inteiro vai ser sobre como realmente é de um sensacionalismo descarado – mas é uma afirmação que eu gostaria de defender e só desistirei por cima do meu cadáver. Não que seja muito difícil.

Granblue Fantasy, um mobile game (popularmente conhecido como “mobage”) da gigante nipônica Cygames, completará cinco anos de vida no próximo dia 10 de março, e as festividades dentro do jogo só estão por começar. Aproveitando o momento, dedicarei uma postagem a sua adaptação em animê, que aconteceu em meados de 2017 e foi uma surpresa enorme para todos os envolvidos, uma enxurrada de dinheiro para os produtores, e uma lição não só de direção, como também de marketing.

Quando olhamos para o histórico de adaptações de jogos, sejam elas americanas ou japonesas, em quaisquer mídias que sejam… Não temos uma boa impressão. Aberrações como os filmes de Mortal Kombat e de Tekken são o que surgem na mente, e claro que com um passado assim, fica fácil duvidar de entradas futuras no gênero. Mas nem tudo é um Super Mario Bros. (1993) no mundo dos videogames, e a animação de Granblue Fantasy conseguiu mostrar que com grana e com jeito, se adapta o jogo do sujeito.

Aquela velha história: Eu sou fã e quero service

Questões que precisam ser muito bem pensadas quando passamos uma história de um videogame para um seriado são, entre outras: Como adaptar mecânicas do jogo para uma história “real”; Como deixar o desenvolvimento da trama mais dinâmico e verossímil; E como agradar os fãs que esperam ver suas personagens prediletas do jogo, mesmo elas não fazendo parte da trama principal. Isso tudo, enquanto se preocupam com os assuntos já comuns para um animê: direção, coreografia, animação, OST… É um saldo de trabalho extra que se faz necessário para garantir o sucesso do projeto.

Dissecando cada um dos pontos, começo pelo que eu acredito ser a essência da falha de qualquer adaptação de jogo: as suas malditas mecânicas e como transformá-las. Granblue Fantasy é um jogo relativamente complexo, e que possui cinco anos de conteúdo sendo adicionado com uma frequência semanal. Onde eu quero chegar é que: seria muito fácil de estragar o negócio, se você tentasse. Tem muita coisa que você poderia tentar trazer que ficaria simplesmente bizarro dentro de um universo animado, e por mais incrível que isso possa parecer, o mérito da animação em questão foi justamente… A inação.

Às vezes, a melhor forma de fazer alguma coisa é se ater ao básico. Não é preciso “frufrulizar” o negócio para ele ser consistente. Ao se manter longe de suas famosas extravagâncias, a animação conseguiu trazer sua essência mostrando apenas o essencial. Um exemplo perfeito disso? A mecânica de “evocações”, que é um conceito-chave do jogo, e que é over-the-top demais para uma animação que quer ser levada a sério. Para mostrar o seu efeito ingame (que é de fortalecer seus aliados ou enfraquecer os inimigos), não foi preciso trazer o fim do mundo ao evocar o Deus-Dragão da destruição.

Tá certo que evocaram o tal deus da destruição no primeiro episódio, mas depois? Uma luzinha e uma mão no peito tá mais que de bom tamanho.

Partimos pro segundo ponto, para analisarmos como fazer a história funcionar. Se você já jogou um mobage na sua vida (ou qualquer JRPG, pra ser sincero), sabe como eles são repletos de cenas fragmentadas, encontros aleatórios destruindo conversas e uma introdução fraca e genérica que claramente não foi feita com muito esforço pois o objetivo do jogo é ser um moneygrab instantâneo e não um mundo rico em ambientação. É normal que, só depois de se estabilizarem com relativo sucesso, que esse tipo de jogo comece a investir, de fato, em sua produção.

Granblue Fantasy não foge disso, e tem em seus primeiros capítulos uma trama tão aguada que parece caldo de cana de rodoviária. Mas é a introdução da história, e se você quer fazer uma adaptação do jogo, é preciso passar por ela. O que fazer, então? Você pode apenas cortar as partes irrelevantes e todos os encontros aleatórios (ou não, vai que você queira que monstros apareçam a cada três frases? Tem doido pra tudo) e deixar a história ainda sem graça, mas um pouco menos irritante… Ou você pode aproveitar essa chance para dar um empenho tão grande quanto o atual para uma parte antiga do seu trabalho.

Ao reescrever as partes iniciais, a animação conseguiu não mudar os principais pontos de roteiro, mas deixar tudo mais claro, mais lógico e com mais emoção. No show, eles foram capazes de destrinchar a personalidade das protagonistas, encaixar acontecimentos em momentos mais oportunos, e fazer com que encontros se tornassem mais naturais. É o reboot que arruma a maioria dos problemas causados pela falta de interesse da obra original.

Tem como não adorar essa garota?

Acredito eu, porém, que apesar de tudo já comentado, um detalhe menor mas que pode causar a maior quantidade de discórdia entre sua audiência é a falta de “secundários”. Tendo exatamente 546 personagens jogáveis no momento em que escrevo esta postagem (considerando versões alternativas e colaborações), fora os incontáveis NPCs que povoam os céus, é literalmente impossível agradar todas as pessoas que estão esperançosas de ver sua personagem predileta animada nas telinhas. E para piorar, fora de eventos específicos ou episódios especiais, a maioria dessas pessoas nunca nem dá as caras na história principal (que é o que você vai adaptar). Como lidar com essa situação, sem causar o apocalipse na internet?

Se tivéssemos tempo, dinheiro e dedicação o suficiente, seria fácil fazer um animê que fique vinte anos no ar (acredita que One piece estreou em 1999? Puta merda bicho), e adapte todas as histórias que já aconteceram no jogo. Mas como esse não é o caso, e você tem míseros três meses de exibição semanal para trabalhar, é preciso um planejamento extra para isso.

Dentro do próprio jogo, existem votações mensais de personagens prediletas, então saber quem são as mais populares foi fácil. Eles só precisavam de uma desculpa para colocá-las na animação, e estaríamos prontos. É aí que o parágrafo anterior ganha um brilho extra: já que já estamos mudando a história um pouco, qual o problema de uma ou duas mudanças a mais? De uma forma que pareceu natural e orgânica, as personagens marcantes do jogo foram inseridas dentro do mundo, e interagiram ou ganharam screentime sem parecer terem sido forçadas. Muito pelo contrário, conseguiram trazer personalidade e vida à ambientação, deixando cada ilha muito mais rica.

Mas é ÓBVIO que a maioria das personagens mais populares seriam todas garotas, o que você estava esperando?

Olhando todos esses fatores juntos, percebemos que a direção do animê (feita por Yuuki Itou) trouxe muito conhecimento de causa e conseguiu transformar um material mediano (para não dizer medíocre) em um show genuinamente interessante, não só para os fãs do jogo, como para quem está conhecendo a franquia por ele. E os números comprovam que não sou só eu quem acha isso, vendendo uma média de 57 mil cópias por volume (ficando em nono lugar no ranking de vendas de Blurays da história registrada!).

E lembra daquela lição de Marketing? Tenho certeza que adicionar códigos para itens exclusivos dentro do jogo não tem relação nenhuma com o magnificente sucesso de vendas da série.

A série completa pode ser assistida na plataforma de Streaming Crunchyroll, e uma segunda temporada já está em produção. E se tiver interesse, o jogo se encontra disponível em inglês para PC, Android e iOS.