Gameplay Games

Brasil Game Show 2019 – Xbox

Escrito por Pedro Ladino

Como já é tradição, a Xbox também esteve presente na Brasil Game Show 2019, e foi onde os jogadores encontraram uma diversidade maior de games. Seja jogos já lançados, como Gears 5 e Borderlands 3, ou algumas novidades, como Bleeding Edge e Battletoads.

Dragon Ball Kakarot:

O novo jogo dos Guerreiros Z estava disponível para ser testado no estande da Xbox e posso dizer que já criei uma expectativa para o vindouro RPG da CyberConnect2. A demo que testei coloca o jogador em um mundo aberto, com a missão de localizar Raditz, que sequestrou Gohan. Por ser tratar de uma demo, o número de coisas que pude fazer foi bem limitado. Podemos nos movimentar a pé, voando normalmente ou usando a Nuvem Voadora. O controle para voar e da nuvem está bem legal.

Agora sobre as lutas, não há estratégia, é só esmagar botão. Tem as habilidades já conhecidas como o Kamehameha que são ativadas ao carregar uma barra de especial, que é enchida na medida que você dá dano nos inimigos. De resto é, novamente, esmagar botões. O enredo, segundo informações dos desenvolvedores, vai adaptar até a saga de Buu.

Dragon Ball Kakarot chega em 16 de janeiro de 2020 para PlayStation 4, Xbox One e PC.

Bleeding Edge

Mais uma surpresa do estande da Xbox foi Bleeding Edge, novo jogo da Ninja Theory, que será exclusivo para o console da Microsoft. Diferente de Hellblade, que tinha foco em singleplayer, Bleeding Edge será totalmente multiplayer, trazendo combate de 4×4.

Tinha três classes disponíveis: atacante, tanque e suporte. Cada uma com o seu próprio jeito de jogar. O jogo é em terceira pessoa, e usa o melee como principal arma. Além das habilidades especiais que possuem um cooldown após usadas.

O gráfico do jogo é mais sujo que o de Overwatch (um dos jogos quando se trata de comparação), e eu gostei disso. Mesmo sendo uma alpha, o jogo estava rodando bem, pelo menos na minha partida. Uma reclamação, ou mais especificamente uma possível falta de costume, é que os personagens não correm, somente com o auxílio de um transporte, que some após um pulo ou dano levado.

Se feito da maneira certa, com equilíbrio entre personagens e suporte frequente, Bleeding Edge tem grandes chances de se tornar um fenômeno. Além de poder usufruir do Gamepass da Microsoft.

 Bleeding Edge ainda não possui data de lançamento.

Battletoads

Quando avistei aquele logo no estande do Xbox que demarcava onde se testava Battletoads, muitas memórias vieram. Aos mais novos, muitos possivelmente não viveram a época em que, devido aos altos custos da mídia física que era majoritariamente de cartuchos, a forma mais popular de jogar videogame no Brasil era alugando títulos ou até mesmo jogando nas locadoras, onde se pagava por hora, como foi posteriormente adotado pelas Lan Houses. E em pouco tempo revivi mentalmente tudo isso: O cartucho, a locadora, os trocados arrecadados com o troco da padaria, a raiva passada sozinho e em grupo devido ao nível de dificuldade… 

Battletoads é uma das poucas franquias da Rare que a Microsoft ainda não havia explorado, mesmo sendo dona da empresa desde 2002. De lá pra cá, lançou vários jogos de franquias já conhecidas e outras inéditas, mas pouquíssimas emplacaram. Sua mais recente investida foi Sea of Thieves que, apesar da decepção inicial, se tornou recordista em vendas para a Rare.

Falando do jogo da vez, é muito estranha a mobilidade dos personagens. O intervalo entre cada golpe desferido é longo e os personagens se movimentam de forma lenta para um Beat ‘em Up. Os gráficos em animação 4K e o estilo 2D mantido ajuda na questão da nostalgia e aos que procuram um jogo mais simples. Beat ‘em Up é exatamente isso: Simplicidade e diversão. Ideal para jogar em grupo, ainda mais com todos os presentes ao redor da mesma TV. Para quem jogou Captain Comando, Cadillacs & Dinosaurs, Final Fight, Streets of Rage e Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time, esse último o que mais lembra a nova versão de Battletoads, sabe bem como é gostoso jogar esse estilo no modo multiplayer. Mas falando especificamente de Battletoads, a coisa é simples desse jeito? Não é bem assim…

Battletoads sempre foi conhecido por seu alto grau de dificuldade, muitas vezes não nos momentos de pancadaria, mas ao fim de cada fase onde se atravessa cenários com os personagens em suas motos. Isso sim já torrou a paciência e perseverança de muito jogador. E para manter a tradição, após a parte de ação bem tranquila na fase da demo, vem a parte automotiva. E então… o calo aperta.

O problema não é só o nível de dificuldade, mas também a noção espacial. É comum fazer o movimento que se julga necessário para desviar do obstáculo e bater mesmo assim. Para desviar de um objeto central é necessário  ir ao extremo da tela que, diferente da versão original nessa parte do jogo, não é horizontal. Aqui, a situação aparece em primeira pessoa. A única colher de chá que essa nova versão do jogo dá é que a fase só é interrompida se todos os jogadores morrerem e não der tempo de “renascerem” no jogo. Na primeira vez que tentei apesar dos checkpoints, morri várias vezes e o tempo de teste acabou sem a conclusão da fase. A situação me deixou tão estarrecido que no dia seguinte tentei novamente. Dessa vez deu certo e fomos até o fim da demo.

Vale pela nostalgia, pela diversão e pelo jogo coletivo, mas faltou capricho ainda mais quando o nível de dificuldade já é acentuado. Retrato bem fiel à Rare em sua era Microsoft.

Previsão de lançamento: 2020, sem mês e dia definidos.

Ori and the Will of the Wisps

A grata surpresa do estande da Microsoft. Nunca havia jogado sequer seu antecessor Ori and the Blind Forest lançado no já distante ano de 2015 e o que testei em Ori and the Will of the Wisps é o suficiente para provar que eu estava errado em subestimar esse jogo. Controlamos um espírito-guardião de uma floresta que a atravessa interagindo com os diversos animais habitantes da mesma em sua aventura para protegê-la. Roteiro deveras comum, inspirado em O Rei Leão e O Gigante de Ferro com jogabilidade de Metroid e Rayman, com cenários bem parecido com o último citado.

É um jogo de plataforma 2D da forma mais simples que se pode imaginar. Bem: Simplas, mas nem tanto.

Vários recursos são apresentados para transpor os obstáculos de cada nível. Vamos de “teias” de aranha com longo alcance para conectarmos a ganchos no todo da tela a habilidades que nos permitem perfurar a areia e assim atravessá-la como toupeiras. A ideia é essa: Agregar as habilidades de cada animal e usar de forma mais satisfatória. Os movimentos de batalha têm correspondência rápida e eficaz, coisa que ficou faltando para Battletoads. Gráficos? Bonitos, reluzentes, e que dão show em 4k. Um espetáculo.

Sinceramente, não há muito o que falar além disso. Sua simplicidade mostra o mais óbvio para tudo: Menos é mais. Joguei com um prazer que fez o tempo passar rápido e me deixou ávido por mais. Se possível, com certeza irei atras do jogo anterior antes da sequência sair pois Ori and the Will of the Wisps foi a meu ver o melhor jogo do estande. Quando nos faz buscar os demais títulos, é porque a coisa realmente deu certo. A espera pelo jogo que foi anunciado ainda em 2017 promete ser compensada.

Previsão de lançamento: 11 de fevereiro de 2020 para Xbox One e Windows.

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Sobre o Autor

Pedro Ladino

"Just when I thought I was out...they pull me back in."

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