Gameplay Games

Brasil Game Show 2019 – Nintendo

Escrito por Marcus Santana

Após uma participação tímida no ano anterior que se resumiu ao público geral bate-papos, sessões de autógrafo, concursos realizados em seu estande principal e o teste de jogos oferecido somente à imprensa e convidados em uma sala secreta na qual, dentre o seleto número de presentes, a Torre teve acesso, em 2019 pode-se dizer a Nintendo voltou para valer à Brasil Game Show. Agora todos os presentes puderam testar o que a empresa preparou para a feira, o que não acontecia desde 2012 às vésperas do lançamento do Wii U.

E assim filas se formaram no melhor estante da feira para jogar Super Mario Maker 2, Legend of Zelda: Link’s Awakening, Super Smash Bros. Ultimate e Luigi’s Mansion 3. Como o último citado era o único jogo na feira ainda não lançado pela Nintendo, foi o que provocou maior fila de espera. Sua alta procura também pode ser vista por outro lado: O menor número de jogadores ativos de Nintendo Switch no Brasil, em virtude de sua companhia não ter representação oficial no país e assim fazendo seu console e jogos serem adquiridos somente via importação. Dessa forma, muitos que visitavam o espaço para testar o jogo poucas ou até nenhuma vez tinham jogado o console e não tinham familiaridade com seu controle. Ali mesmo no estante era possível perceber uma consequência bizarra de tudo isso: os consoles disponíveis para teste estavam guardados em caixas trancadas com cadeado. Como o Nintendo Switch não está à venda no país, a empresa optou por não deixá-lo exposto.

Para contornar a situação, a Nintendo tomou o cuidado de cada máquina ter um instrutor para auxiliar o público durante o teste. Outra estratégia acertada foi a distribuição de brindes, algo visivelmente abandonado pelas demais fabricantes de consoles na BGS. Quem jogava Super Mario Maker 2 ou The Legend of Zelda: Link’s Awakening independente de sua performance ganhava um pôster como recordação. Outro pôster, menor, impresso em papel mais frágil e com ilustração de Luigi’s Mansion 3, poderia ser encontrado na revista-guia oficial do evento, encontrada nos postos de informação e sem necessidade de testar quaisquer jogos para adquirir. Como LM3 direcionava a maioria das atenções, o próprio foi escolhido por nós para teste.

Luigi’s mansion 3

Depois de na América do Norte seu antecessor estranhamente ser chamado de Luigi’s Mansion – Dark Moon, mesmo no resto do mundo intitulado de Luigi’s Mansion 2, a série solo do famoso coadjuvante da família Mario volta ao seu “formato original” nesse quesito em seu terceiro capítulo. Por incrível que possa parecer, o retorno do cânone nominal é o que mais se vê de novidade por aqui. A tradição em sua forma mais crua é gritante no novo jogo, onde pouquíssimas diferenças podem ser observadas em relação aos anteriores. Os controles são parecidos, assim como seus os objetivos, armas, ítens, antagonistas e efeitos gráficos e sonoros. Para completar a escalação do time que está ganhando, as passagens secretas, os minigames e objetos bônus, claro, não ficaram de fora. A única diferença de fato é a nova plataforma, sendo sua estreia no Nintendo Switch. Como os anteriores, o jogo é muito bom e viciante, apesar de parecer somente uma expansão do que já se viu.

O principal nome por trás de Luigi’s Mansion 3 é Kensuke Tanabe, também responsável pelo jogo que, fora do Japão, seria conhecido como Super Mario Bros 2. Mesmo mantendo seu estilo de plataforma com câmera lateral e sendo uma modificação de Yume Kōjō: Doki Doki Panic, o jogo é lembrado por ser completamente diferente do que se viu antes e depois nos títulos da linha principal de Super Mario Bros. No passado recente o hoje Produtor Senior da Nintendo já repaginou com sucesso o estilo de como se jogam os títulos protagonizados por Samus Aran co, Metroid Prime, mas em outras franquias infelizmente preferiu não modificar as obras de Shigeru Miyamoto, por qualquer motivo que seja.

A demo é apropriada ao tempo de cada jogador para testar na feira, o que me fez QUASE chegar ao fim. Apenas não passei do chefão da fase porque me confundi nos movimentos de estratégia para o atingir. Erro imperdoável da minha parte pois jogo Luigi’s Mansion desde o primeiro lançado para Gamecube e deveria ter tirado de letra. Ainda assim valeu a experiência apesar da falta de novidades. A situação pode mudar quando o jogo sair oficialmente, mas por enquanto nada nos leva a crer que assim será.

Previsão de lançamento: 31 de outubro de 2019 exclusivamente para Nintendo Switch.

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Sobre o Autor

Marcus Santana

O que seria de nós sem quadrinhos?

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