Consoles Games

Brasil Game Show 2018 – Especial Nintendo

Escrito por Marcus Santana

Antes da BGS de 2018 começar uma notícia pegou todos de surpresa: A Nintendo voltava ao evento após um hiato de seis anos. Ao publico geral e imprensa, foi divulgado que seria em forma de apoio à área de cosplay. E realmente aconteceu: O espaço para os desfiles e apresentação do público fantasiado que recheava a feira em vários pontos se concentrou lá. Inclusive, diariamente era possível tirar fotos com os personagens Mario, Luigi e Donkey Kong. Charles Martinet, dublador da turma dos encanadores bigodudos também esteve lá e mobilizou filas em busca de fotos e autógrafos.


Mas algo mais estava, tal qual um cheat code dos velhos tempos de videogame, escondido na feira: Um pequeno espaço onde era possível experimentar jogos de Nintendo Switch, inclusive os inéditos Pokemon Let’s Go! e Super Smash Bros Ultimate. Os testes estavam disponíveis apenas para a imprensa, porém não era divulgado: Os organizadores que vinham nos convidar. Conseguimos? Sim! E agora compartilho esta epopeia com vocês.

Desde o primeiro dia, o dedicado exclusivamente à imprensa e VIPs, na sala de imprensa havia conversa sobre a tal sala secreta, uma vez que alguns já tinham experimentado. O problema é que muitos não sabiam onde a mesma era localizada tampouco como ter acesso. Inclusive fomos ao espaço cosplay várias vezes em busca de informação e nada sabiam por lá. Após algumas conversas, descobrimos que se situava numa pequena sala onde a fachada indicava ser para quem estivesse disposto a fazer negócio com espaço e estande para a BGS 2019. Ou seja: A área Business.

No terceiro dia, um companheiro nosso chamado Marcelo, da Rio Rock Way, conseguiu testar os jogos, mas como estávamos no mesmo momento na área indie (que vamos contar em outra matéria) não pudemos correr para lá por ser do outro lado do extenso pavilhão. Por sorte, ele levou com ele um cartão da Torre com o nome e contato do Pedro Ladino, e em caso de espaço na agenda, seria possível para nós testar também.

Eis que no sábado, dia 13 e mais concorrido da feira, pouco antes de eu testar Tetris Effect, recebo uma mensagem do Pedro que um representante o procurou. O problema: Justo naquele dia Pedro não estava na feira e eu estava testando no mesmo momento um jogo em VR que nem me permitia ver as mensagem no celular. Assim que termino Tetris, quase que simultaneamente uma pessoa identificada como Igor me contacta e pede para ir correndo ao espaço secreto. Mandou uma foto da entrada e fui, atravessando uma correnteza de pessoas e cortando caminho dentro de estandes. Chegando lá, o segurança espera alguém me autorizar a entrar. Mostro a foto do Igor e sou habilitado.

A sala, chamada apenas de SALA B realmente era pequena e dei sorte de no momento de adentrar, por volta das 16h de sábado, poucas pessoas estarem lá além de cerca de seis instrutores. Outros jogos estavam disponíveis para testar no Nintendo Switch: Fifa 19, Mario Tennis Aces e Mario Kart 8. Esses poucos jogavam, pois já haviam sido lançados. Dois representantes estrangeiros estavam na sala, um parecia ser japonês e outro norte-americano. Estes, os mais vigilantes sobre a atividade la dentro.

Muito importante: O registro de conteúdo do lugar era muito restrito. Não era permitido filmar, fotografar ou gravar as instruções de Pokemon Let’s Go! e para Super Smash Bros Ultimate apenas poderia fotografar durante as partes de gameplay e não diretamente a tela. Somente mostrando pessoas jogando também. Tela de personagens e escolha de cenário estavam proibidos. Dito isso, vamos às nossas impressões dos jogos:

Pokemon Let’s Go! Pikachu

Nesta demo de rigorosamente 8 minutos, fui auxiliado por um instrutor para escolher o personagem companheiro e saber como mexer no controle em forma de pokébola e navegar pelo cenário. O controle é pequeno, parece do tamanho das pokébolas do desenho antes de inflarem. O controle tem um direcional bem no meia da pokébola e pressional funciona como botão A. Na parte vermelha da pokébola, temos o botão B. O controle ainda tem efeitos sonoros, onde ouvimos o pokemon ao ser capturado. É possível usar o controle normal de Nintendo Switch, porém escolhi o controle especial.

O jogo tem uma visão parecida com os jogos de Gameboy, a diferença é que não se batalha mais com o pokemon antes de tentar capturá-lo e os mesmos não ficam mais escondidos na grama. São salientes ao cenário. Pode-se analisar cada pokémon capturado e até brincar com eles, numa espécie de Tamagotchi. Assim como escolher qual pokémon para seguir seu criador pelo cenário além do Pikachu, que não saia do seu ombro.

Não encontrei dificuldade nos lançamentos nem na captura, apesar de ser canhoto e a pokébola sempre ser lançada na direção oposta que eu mirava por esse motivo (que pode ser calibrado, mas não fiz pelo pouco tempo que tinha) e simplesmente nenhum pokemon capturado fugiu ao primeiro arremesso. Nenhum pokémon fugiu ao primeiro arremesso. Capturei Jigglypuff, Ratatat, Nidoran ♀ e Oddish. Nenhum Shiny, apesar de ouvir uma conversa que durante a E3 conseguiram capturar pokémon deste tipo na mesma Demo. Interessante é que, a cada captura, todos os seus pokémon também ganham experiência. Já nas batalhas, é igual ao Gameboy: Chega-se perto do oponente, escolhe-se o pokémon e os ataques são em turno. Simples.

A interação prometida com Pokemon Go, o jogo de celular, nem sequer foi cogitada no teste devido ao sigilo. Nenhum videogame estava conectado à internet. Curiosamente, alguns visitantes jogavam Pokemon Go! no celular esperando sua vez.

Pokemon Let’s Go! Pikachu e Pokemon Let’s Go! Eevee serão lançados em 16 de novembro de 2018, exclusivos para Nintendo Switch.

Super Smash Bros Ultimate

Aqui pude jogar mais. BEM mais. Joguei cerca de 7 partidas com turmas sempre de 4 jogadores, cada uma com um personagem diferente. 30 personagens de diversas franquias estavam à disposição na Demo. Joguei com Ryu, Mewtwo, Cloud, Link, Zelda, Fox Mccloud e Samus. Demorei um pouco para me acostumar com o controle, ainda mais porque um dos ataques fica no direcional da parte direita do controle. Quando faltava participantes, algum instrutor vinha jogar conosco.

O jogo é uma bagunça, no melhor sentido que podemos considerar a palavra. Quatro jogadores ao mesmo tempo digladiando para no fim sobrar um. É muito divertido, mas às vezes se perde o personagem controlado na tela. Tomei uma boa surra e fiquei em último nas duas primeiras rodadas, mas fui me acostumando. Ver Mewtwo com a pele de tanooki de Super Mario Bros 3 é impagável. Em caso de empate, os personagens participam de uma morte súbita. Um golpe e temos o campeão. Foi assim que consegui a primeira vitória.

Os cenários aguardam várias surpresas, até nos que temos partes dos jogos de Sonic The Hedgehog, por exemplo. O chão de desfaz.

Itens estão espalhados em tudo que se vê e os personagens Bowser Koopa e Bayonetta são os mais fortes. Apelação é a palavra para quem os escolhe. Mas com estes não joguei, só levei porrada. Um que gostaria de ter jogado era a versão poligonal “invisível” de Little Mac, de Punch Out! Divertida inclusive a quantidade de uniformes alternativos dos personagens.

Joguei tanto que galguei todas as posições qualificatórias possíveis: do 1º ao 4º lugar. Terminei apenas pois mais participantes chegavam. E ao sair na sala, que ainda tinha uma boa quantidade de suco, doces e salgados aos convidados, pude ver que apareci na hora certa, apesar de sábado ser o dia mais concorrido da feira: cerca da 12 convidados esperavam sua vez para entrar.

Data de lançamento: 7 de dezembro de 2018.

Com nosso amigo Marcelo tentei voltar à sala mais próximo do encerramento pois ele gostaria de tirar fotos em melhor qualidade, mas a fila de espera não permitiu. Definitivamente, fui no melhor horário possível.

E este foi o último dia da sala secreta. No domingo, esta não estará funcionando. Sorte nossa que conseguimos no último dia. Espero sinceramente, que mesmo com uma ação restrita em território brasileiro, a Nintendo volte e alcance mais espaço novamente na BGS. Sem um estande na feira desde 2012, onde mais de três horas de fila foram necessárias para jogar Wii U, o público se mostrou satisfeito com seu retorno.

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Sobre o Autor

Marcus Santana

O que seria de nós sem quadrinhos?

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