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Entretenimento

Anne Rice morre aos 80 anos devido a complicações de um AVC

A informação sobre o falecimento da icônica autora foi feita por seu filho, Christopher Rice, na noite de sábado (11). A causa da morte foi por complicações devido a um AVC que ela sofreu.

Christopher postou na conta oficial de sua mãe no Facebook.

Escrita em 1976, Entrevista com o Vampiro inicia a série que apresentou o vampiro Lestat e a Rainha dos Condenados, levando os críticos à descoberta de que se trata da mais voluptuosa e sedutora história de horror do nosso tempo. Uma história que começa com a ousadia de um jovem repórter ao entrevistar Louis de Pointe du Lac, nascido em 1766 e transformado em vampiro pelo próprio Lestat, figura apaixonante que terminará, ao longo da série, arrebatando multidões como cantor de rock. Diz a sinopse de Entrevista com o Vampiro, primeiro livro das Crônicas Vampirescas.

O livro ganhou uma versão cinematográfica em 1994 e este ano anunciaram uma nova adaptação, porém no formato televisivo pela emissora AMC. A Rainha dos Condenados ganhou uma adaptação em 2002.

Anne Rice será enterrada no mausoléu da família em Nova Orleans. Em 2022 acontecerá uma celebração de sua vida na cidade.

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Tela Quente

Imperdoável (2021) e o destaque para a excelente atuação de Sandra Bullock

Na última sexta-feira (10), a Netflix adicionou no catálogo o seu mais novo filme dramático com Sandra Bullock no papel principal e com outros rostos conhecidos em seu elenco. A trama traz a tentativa de Ruth Slater (Bullock) em reencontrar sua irmã após ter cumprido pena por assassinato e assim restabelecer esse laço familiar após 20 anos. Ou tentar.

A sinopse não apresenta nada original, porém o diferencial é como essa história está sendo contada e com quem. Imperdoável poderia ter sido um marasmo completo, mas teve uma grande ajuda para garantir a atenção do espectador.

A interpretação de Sandra Bullock foi sensacional do início ao fim e considerei como a pessoa responsável por ter deixado a história ainda mais agradável. O visual abatido e sem maquiagem de Ruth nos entregou como a personagem tinha preocupações mais urgentes para tratar do que andar toda deslumbrante como a Miss Simpatia. Sua expressão vazia foi outro ponto notável de sua atuação para mostrar as marcas de uma vida encarcerada devido ao seu crime. Apenas uma consequência de seus atos passados.

A atriz também conseguiu passar ao telespectador que sua personagem merecia uma segunda chance e reconstruir a sua vida ao recuperar o tempo perdido com sua irmã. Isso foi fácil, mas tentar convencer os pais adotivos de Katherine foi a parte mais difícil nessa trajetória. Como todo o clichê esperado em produções assim, criou-se uma atmosfera de medo e desconfiança em puxar a filha para memórias traumatizantes de sua vida antes da adoção. A cena da conciliação é o belo exemplo de embate entre os três personagens envolvidos (Ruth, Rachel e Michael). Tendo uma Bullock destacando-se com a Ruth explosiva e desesperada nessa tentativa de ter a irmã de volta em sua vida.

O elenco de apoio é composto por figurinhas carimbadas no universo televisivo e cinematográfico da Marvel/DC, tendo então Viola Davis, Vincent D’Onofrio e Jon Bernthal. Os três contracenaram com a personagem principal, porém não conseguiram roubar a atenção necessária do público. O foco continuou sendo na Ruth e apenas na Ruth. Isso foi o que acabei percebendo enquanto assistia. Só notarmos que o tempo de tela de Viola, por exemplo, é bem contido e intercalado. Não a vemos de forma constante, porém destaco o diálogo dramático entre Liz e Ruth. Jon até aparece mais um pouco por interpretar um colega de trabalho de Ruth. Já o Vincent possui um papel a desempenhar na trama, mas depois desaparece.

É nesse diálogo entre as duas personagens que tivemos o twist da história, mas olhos mais atentos podem ter matado a charada antes da revelação ter sido feita. Só me dei conta dessa virada instantes antes de apresentarem a última peça que faltava desse importante quebra-cabeça. Antes disso, o flashback era apresentado em pequenos frames sobre o dia fatídico. Claro que já dava para ter uma ideia do que aconteceu, então esses cortes não eram tão chamativos. Apenas esse último corte merecia a nossa atenção total.

O plot de vingança foi a cereja clichê desse bolo e sigo com a opinião de que não precisava ter inserido na trama. Uma vez que podiam ter trabalhado tranquilamente com as ideias apresentadas e assim acabariam tendo mais tempo de tela para serem desenvolvidos. Ao menos rendeu um diálogo bacana sobre como lidar com o luto e as consequências de uma atitude desesperada.

Para os amantes de dramas sobre segunda chance, Imperdoável é a melhor pedida atual no catálogo do streaming vermelho. Vale muito a pena ver toda a entrega de Sandra Bullock na construção de uma personagem corroída pelo fantasma de seu crime. Mostrando como o passado condena e mesmo com o presente sempre lembrando de seu pecado, nada impede que a redenção seja construída a pequenos passos.

Nota: 4/5

Imperdoável já pode ser visto na Netflix.

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Serial-Nerd

Profecia do Inferno e a u(dis)topia do mundo sem pecadores

De acordo com Jesus, quem vive pecando é escravo do pecado e não tem lugar na família de Deus, não importa qual seja a sua origem. Seja judeu ou gentio, se for escravo do pecado, não tem parte com o Senhor (João 8:34-36).

A Bíblia sempre foi a principal fonte para termos uma ideia sobre o pecado, uma vez que ela listou várias formas de como alguém poderia pecar e assim, impedir a sua entrada no Reino de Deus. Através de representantes religiosos fomos capazes de entender este conceito a partir de suas interpretações. Uma pequena palavra que carrega o poder de definir o destino de sua alma. Assustador, né?

Aprendemos desde pequenos sobre as atitudes corretas e anos depois, esse mesmo aprendizado ganha um tom mais sombrio e ameaçador. Ficamos cientes de mais regras de como andar na linha para não queimar nas labaredas do Inferno por toda a eternidade. Se sucumbir ao pecado e não se arrepender, trago péssimas notícias para vocês. Tentamos a vida inteira caminhar na obediência (ordem) para não trazer a desobediência (caos). É um peso que precisamos carregar para sermos aceitos. Então, imaginem atualmente o nosso mundo vivendo rigidamente nessa obediência com o temor do julgamento público. Essa foi a premissa de Profecia do Inferno, a produção sul-coreana que entrou recentemente no catálogo da Netflix.

Quando criaturas sobrenaturais começam a mandar pessoas para o inferno após condenações brutais, surge uma seita religiosa que tem a justiça divina como maior preceito. 

Retirando a parte sobrenatural daria para afirmar que o restante da sinopse foi retirada de algum noticiário atual. Conhecemos também histórias de tempos remotos sobre o levante de seitas religiosas pregando o divino para todos os povos e trazendo mais almas para o Criador. O grande problema é quando essa visão utópica da religião acaba alcançando uma dura distopia e não estou falando apenas da série. A realidade já provou inúmeras vezes de como essa inversão acontece com mais frequência do que queríamos.

Profecia do Inferno teve apenas seis episódios em sua temporada de estreia, porém conseguiu definir bem o caminho que queria traçar do início ao fim. Dando para perceber de forma explícita como o plot foi dividido para mostrar duas fases da Nova Verdade: Ascensão e Controle. Sendo a primeira contando com o protagonismo do presidente Jung em explicar o motivo para as condenações e assim, tornar mais fácil para as pessoas aceitarem que o pecado não fica impune. Sempre a conta será entregue para o pecador, ou seja, a morte. Já a segunda acontece por causa de uma decisão e por consequência, acarreta em toda a u(dis)topia. Foi muito interessante acompanhar essa evolução do grupo e como impactou a sociedade de tal forma que o pecado se tornou sinônimo de desonra para a família e amigos.

As condenações foram feitas de maneiras brutais e sujas com um rastro de sangue deixado após o término. O julgamento imposto pelas criaturas era fisicamente intenso e claramente deixava um aviso para todos os pecadores. O medo é o melhor elemento para doutrinar alguém e conseguiram esplendidamente. O fanatismo religioso foi apresentado pelo grupo Arrowhead com uma ideologia radical, entrando em choque com a Nova Verdade.

Isso prova como Profecia do Inferno foi muito além de uma trama sobrenatural. Mostrou a doutrinação religiosa como um instrumento perigoso nas mãos erradas e a manipulação da massa para agir como um rebanho de ovelhas seguindo todas as ordens de seu bondoso pastor.

Profecia do Inferno (Hellbound) é uma excelente pedida para quem gosta de debater os principais conceitos religiosos e os dilemas morais da sociedade para viver seguindo fielmente os fundamentos de Deus, Jesus e o Espírito Santo. Podendo então rolar uma identificação notável com a trama e seus personagens por causa desses temas próximos de nossa realidade. Outros motivos seriam: teorizar sobre a origem desses arautos da Justiça e tentar entender a cena final. O gancho foi jogado e esperemos que venha mais uma temporada para esclarecer as principais dúvidas.

Nota: 4/5

Profecia do Inferno está disponível atualmente na Netflix.

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Séries

Netflix expande universo de La Casa de Papel e anuncia derivado sobre Berlim

Recentemente, a Netflix anunciou a expansão de La Casa de Papel com Berlim no papel principal da vindoura série derivada. Veja o anúncio abaixo:

Oito habilidosos ladrões se trancam na Casa da Moeda da Espanha com o ambicioso plano de realizar o maior roubo da história e levar com eles mais de 2 bilhões de euros. Para isso, a gangue precisa lidar com as dezenas de pessoas que manteve como refém, além dos agentes da força de elite da polícia, que farão de tudo para que a investida dos criminosos fracasse.

O derivado de La Casa de Papel com Berlim tem previsão de estreia em 2023.

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Séries

Versão sul-coreana de La Casa de Papel contará com participação de ator de Round 6

Na última terça-feira (30), a Netflix revelou que o ator Park Hae-Soo (Round 6) estará no elenco da versão sul-coreana de La Casa de Papel.

Confira abaixo o anúncio:

Park interpretará o Berlim.

Um misterioso homem que atende pela alcunha de “Professor” (Álvaro Morte) planeja o maior assalto a bancos da história. Para colocar seu plano em prática, ele monta uma equipe de oito habilidosos ladrões que terão de invadir a Casa da Moeda de Madri e roubar 2 bilhões de euros. Diz a sinopse da primeira temporada de La Casa de Papel.

A vindoura versão sul-coreana de La Casa de Papel possui lançamento previsto para 2022.

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Serial-Nerd

Mestres do Universo: Revelação (Parte 2) e o protagonismo de He-Man sem ofuscar Teela

Depois de quatro meses de espera após o término sensacional da Parte 1 (Salvando Eternia), eis que finalmente a Netflix liberou os cinco episódios finais que fazem parte da primeira temporada de Mestres do Universo. Sabe quando o que já estava bom conseguem melhorar bastante? É dessa forma que consigo pontuar essa segunda parte dessa grande mitologia que envolve Eternia e todos os seus habitantes.

A responsabilidade de manter a qualidade estava no alto, porém não precisaram se esforçar tanto para entregarem algo tão excelente quanto os episódios anteriores. Todos os elementos que apareceram antes continuaram sendo mostrados e isso não quer dizer que a série animada entrou num ciclo de inércia. Longe disso. Ação continua como um personagem presente na trama ao mesmo tempo que o terreno vai sendo preparado para a grande batalha final.

A primeira parte finalizou com um importante gancho com Esqueleto tornando-se poderoso o suficiente para acabar com o mundo num estalar de dedos, ou seja, não existe mais nenhuma esperança de vitória para detê-lo. Só que a série segue mostrando que enquanto um representante do bem estiver de pé, este não medirá esforços para encerrar com a vilania.

Príncipe Adam está de volta e agora com uma presença maior em tela. Tanto Adam quanto He-Man participam bastante e entregam cenas legais, até emocionantes quando pensamos em sua família tendo que lidar com seu retorno. Isso mostra como o roteiro ganha muito quando trabalha tão bem nesses personagens e conclui como ambos são importantes para os planos. Creio que isso tenha cessado o ranger de dentes em relação ao protagonismo de Teela nos episódios iniciais.

Mesmo com o protagonismo em He-Man, a nossa querida Teela continua tão grande quanto antes e adentramos melhor em sua essência mágica. Não era surpresa que esse assunto seria explorado eventualmente, pois só prestar atenção no que foi dito e mostrado sobre a personagem antes. Sendo assim, ela se torna tão essencial quanto o musculoso loiro para trazer a paz Eterniana.

A parte dramática fica por conta de sua relação com a Feiticeira, sua mãe. Seu plot diz muito sobre os sacrifícios necessários para manter o mundo seguro e tendo como o contraponto essa distância familiar.

Além da amizade e família como pautas, Mestres do Universo trouxe para a sua segunda parte algumas mudanças no seu status quo e garantiu vários movimentos pontuais nesse grande tabuleiro. Troca de poder, aliança inesperada e retorno de esquentar o coração de qualquer ser humano. Maligna merece toda a atenção e reconhecimento. Personagem incrível demais e repleta de camadas. Foi um prazer conhecê-la melhor.

Posso dizer também que o desfecho foi bastante satisfatório e quando imaginei que não teria mais nada, deram um gostinho de quero mais para uma segunda temporada. Será que rola? Se for do desejo de Eternia, seu filho está pronto.

Mestres do Universo foi uma grata surpresa deste ano ao acertar numa versão moderna de He-Man e trazendo um sopro fresco para a sua mitologia. Ao mesmo tempo que foi respeitoso com o passado, apesar que o clássico continua e continuará existindo sem cerimônia. O importante é saber aproveitar e curtir quando querem nos contar histórias que merecem nossa atenção. Tal como foi Mestres do Universo.

Nota: 5/5.

Crítica da Parte 1

A segunda parte de Mestres do Universo: Salvando Eternia está disponível na Netflix.

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Cinema

Loucos Por Justiça ganhará remake em inglês com Shawn Levy na produção

O The Hollywood Reporter conta que o estúdio Lionsgate obteve os direitos para a adaptação em inglês de Loucos Por Justiça, comédia de ação dinamarquesa dirigida por Anders Thomas Jensen e com o ator Mads Mikkelsen no papel principal.

Além de Shawn Levy, também estarão Dan Levine e Dan Cohen responsáveis pela produção. Eles fazem parte do 21 Laps. O interessante é que Jensen e Nikolaj Arcel, do longa anterior, escreverão o roteiro dessa nova versão.

Erin Westerman, presidente de produção da Lionsgate, falou sobre o assunto.

”Existem poucos filmes que equilibram a ação, emoção e humor negro que Anders fez com tanto sucesso em Loucos Por Justiça. Estamos confiantes de que o filme se traduzirá perfeitamente para o público de língua inglesa também.”

A versão em inglês de Loucos Por Justiça ainda não possui data de lançamento.

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Cinema

Mel Gibson confirmado como diretor de Máquina Mortífera 5

Com informações dadas pelo The Hollywood Reporter, o ator e diretor Mel Gibson estará assumindo a direção do quinto filme da franquia Máquina Mortífera.

O projeto foi deixado no limbo quando o diretor Richard Donner faleceu em julho deste ano. Ele foi o responsável pela direção dos longas anteriores.

Segundo o jornal londrino The Sun, Mel falou sobre a novidade durante um evento.

”Ele faleceu. Mas ele pediu que eu fizesse e, na hora, eu não disse nada. Ele disse isso para sua esposa, para o estúdio e para o produtor. Então, eu irei dirigir o quinto.”

Após a morte de sua esposa, o detetive da polícia de Los Angeles, Martin Riggs, torna-se temerário e suicida. O detetive é transferido e imediatamente entra em choque com o novo parceiro, Roger Murtaugh, o mais antigo funcionário do departamento. Juntos, eles descobrem um cartel do tráfico de drogas. As situações cada vez mais perigosas formam um vínculo entre os dois. Diz sinopse de Máquina Mortífera (1989).

Máquina Mortífera 5 ainda não possui detalhes sobre início de filmagens e estreia.

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Cinema Entretenimento

A magia continua | HBO Max confirma reunião de 20 anos com elenco de Harry Potter sem J.K. Rowling

O HBO Max confirmou o reencontro do elenco de Harry Potter para comemorar os 20 anos da franquia cinematográfica. A novidade foi dada no Twitter:

https://twitter.com/HarryPotterFilm/status/1460655235437785088

Vale notar que a autora da obra literária, J.K. Rowling, não foi confirmada no evento.

Harry Potter é um garoto órfão que vive infeliz com seus tios, os Dursleys. Ele recebe uma carta contendo um convite para ingressar em Hogwarts, uma famosa escola especializada em formar jovens bruxos. Inicialmente, Harry é impedido de ler a carta por seu tio, mas logo recebe a visita de Hagrid, o guarda-caça de Hogwarts, que chega para levá-lo até a escola. Harry adentra um mundo mágico que jamais imaginara, vivendo diversas aventuras com seus novos amigos, Rony Weasley e Hermione Granger. Diz a sinopse de Harry Potter e a Pedra Filosofal.

O retorno para Hogwarts acontecerá no ano novo na plataforma de streaming.

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Tela Quente

Mesmo sem inovar, Alerta Vermelho convence com diversão, ação e química entre o trio protagonista

Para quem não está familiarizado com o termo, a difusão vermelha (Red Notice), cuja natureza está ligada ao cumprimento de mandados de prisão expedidos em desfavor de pessoa que se encontre em país diverso daquele onde teve decretada a sua prisão. Portanto, a difusão vermelha nada mais é do que um alerta internacional (na Interpol), expedido por autoridades judiciais de países membros, para fins de extradição de pessoas procuradas pela justiça criminal. Via: Jusbrasil

É a partir da introdução deste conceito que o novo filme da Netflix apresenta a sua trama de comédia investigativa, quando O Bispo está sendo procurado internacionalmente por seus roubos. O bom de Alerta Vermelho é que ele não tenta ser sério demais ou tenta acrescentar algo inédito nesse universo de roubos e caçadas de artefatos históricos, então tudo que foi apresentado já vimos anteriormente em produções como Indiana Jones, A Lenda do Tesouro Perdido e Missão Impossível. A graça está justamente nisso: Em não ser ambicioso, o longa trouxe bastante diversão e entretenimento ao telespectador.

Nos primeiros minutos já somos apresentados aos personagens John Hartley (The Rock) e Nolan Booth (Ryan Reynolds) brincando de gato-e-rato após o roubo de um dos preciosos ovos de Cleópatra. Vale destacar as sequências de fuga e luta, onde a câmera chega a flutuar para acompanhar toda a perseguição.

Conhecemos os dois atores por serem inundados de carisma em seus filmes e também fora de tela, então são excelentes exemplos de como atrair o público para consumir determinados produtos. Se um é bom, dois é ainda melhor. Gal Gadot entra em cena para fechar como três é bom demais.

O trio reunido agrega bastante para a trama, graças a ótima interação entre os personagens. Os atores em cena demonstram naturalidade e boa química, assim acabamos em criar empatia imediata por John, Nolan e Bispo. As sequências de luta de Gal mostram bem o seu lado femme fatale e só me veio em mente de como ela poderia participar fácil de Missão Impossível ou 007. Quem sabe, né?

A inspetora Das (Ritu Arya) é uma personagem formidável mesmo não tendo o mesmo apelo do nosso trio e suas cenas até que são boas. Nada muito extraordinário, pois núcleo policial é sempre uma peça em produções de aventura.

Falando nesse gênero, um plot twist sempre movimenta a história e Alerta Vermelho trouxe isso. Apesar das pequenas pistas sendo jogadas inocentemente, não cheguei a perceber que poderiam utilizá-las como gatilho para uma possível revelação.

Considerado como o maior orçamento da Netflix até o momento (Forbes informa que custou entre US$ 160 milhões e US$ 200 milhões), Alerta Vermelho não desperdiça o nosso tempo em quase duas horas de duração. O filme é muito bom e garante muitas doses de diversão e ação. Isso mostra como algo simples consegue nos prender a atenção. O final entrega um gancho satisfatório e solta no ar a necessidade de uma sequência. Que será muito bem-vinda.

Nota: 4/5

Alerta Vermelho está disponível na Netflix.