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Gameplay Games

Brasil Game Show 2019 – Xbox

Como já é tradição, a Xbox também esteve presente na Brasil Game Show 2019, e foi onde os jogadores encontraram uma diversidade maior de games. Seja jogos já lançados, como Gears 5 e Borderlands 3, ou algumas novidades, como Bleeding Edge e Battletoads.

Dragon Ball Kakarot:

O novo jogo dos Guerreiros Z estava disponível para ser testado no estande da Xbox e posso dizer que já criei uma expectativa para o vindouro RPG da CyberConnect2. A demo que testei coloca o jogador em um mundo aberto, com a missão de localizar Raditz, que sequestrou Gohan. Por ser tratar de uma demo, o número de coisas que pude fazer foi bem limitado. Podemos nos movimentar a pé, voando normalmente ou usando a Nuvem Voadora. O controle para voar e da nuvem está bem legal.

Agora sobre as lutas, não há estratégia, é só esmagar botão. Tem as habilidades já conhecidas como o Kamehameha que são ativadas ao carregar uma barra de especial, que é enchida na medida que você dá dano nos inimigos. De resto é, novamente, esmagar botões. O enredo, segundo informações dos desenvolvedores, vai adaptar até a saga de Buu.

Dragon Ball Kakarot chega em 16 de janeiro de 2020 para PlayStation 4, Xbox One e PC.

Bleeding Edge

Mais uma surpresa do estande da Xbox foi Bleeding Edge, novo jogo da Ninja Theory, que será exclusivo para o console da Microsoft. Diferente de Hellblade, que tinha foco em singleplayer, Bleeding Edge será totalmente multiplayer, trazendo combate de 4×4.

Tinha três classes disponíveis: atacante, tanque e suporte. Cada uma com o seu próprio jeito de jogar. O jogo é em terceira pessoa, e usa o melee como principal arma. Além das habilidades especiais que possuem um cooldown após usadas.

O gráfico do jogo é mais sujo que o de Overwatch (um dos jogos quando se trata de comparação), e eu gostei disso. Mesmo sendo uma alpha, o jogo estava rodando bem, pelo menos na minha partida. Uma reclamação, ou mais especificamente uma possível falta de costume, é que os personagens não correm, somente com o auxílio de um transporte, que some após um pulo ou dano levado.

Se feito da maneira certa, com equilíbrio entre personagens e suporte frequente, Bleeding Edge tem grandes chances de se tornar um fenômeno. Além de poder usufruir do Gamepass da Microsoft.

 Bleeding Edge ainda não possui data de lançamento.

Battletoads

Quando avistei aquele logo no estande do Xbox que demarcava onde se testava Battletoads, muitas memórias vieram. Aos mais novos, muitos possivelmente não viveram a época em que, devido aos altos custos da mídia física que era majoritariamente de cartuchos, a forma mais popular de jogar videogame no Brasil era alugando títulos ou até mesmo jogando nas locadoras, onde se pagava por hora, como foi posteriormente adotado pelas Lan Houses. E em pouco tempo revivi mentalmente tudo isso: O cartucho, a locadora, os trocados arrecadados com o troco da padaria, a raiva passada sozinho e em grupo devido ao nível de dificuldade… 

Battletoads é uma das poucas franquias da Rare que a Microsoft ainda não havia explorado, mesmo sendo dona da empresa desde 2002. De lá pra cá, lançou vários jogos de franquias já conhecidas e outras inéditas, mas pouquíssimas emplacaram. Sua mais recente investida foi Sea of Thieves que, apesar da decepção inicial, se tornou recordista em vendas para a Rare.

Falando do jogo da vez, é muito estranha a mobilidade dos personagens. O intervalo entre cada golpe desferido é longo e os personagens se movimentam de forma lenta para um Beat ‘em Up. Os gráficos em animação 4K e o estilo 2D mantido ajuda na questão da nostalgia e aos que procuram um jogo mais simples. Beat ‘em Up é exatamente isso: Simplicidade e diversão. Ideal para jogar em grupo, ainda mais com todos os presentes ao redor da mesma TV. Para quem jogou Captain Comando, Cadillacs & Dinosaurs, Final Fight, Streets of Rage e Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time, esse último o que mais lembra a nova versão de Battletoads, sabe bem como é gostoso jogar esse estilo no modo multiplayer. Mas falando especificamente de Battletoads, a coisa é simples desse jeito? Não é bem assim…

Battletoads sempre foi conhecido por seu alto grau de dificuldade, muitas vezes não nos momentos de pancadaria, mas ao fim de cada fase onde se atravessa cenários com os personagens em suas motos. Isso sim já torrou a paciência e perseverança de muito jogador. E para manter a tradição, após a parte de ação bem tranquila na fase da demo, vem a parte automotiva. E então… o calo aperta.

O problema não é só o nível de dificuldade, mas também a noção espacial. É comum fazer o movimento que se julga necessário para desviar do obstáculo e bater mesmo assim. Para desviar de um objeto central é necessário  ir ao extremo da tela que, diferente da versão original nessa parte do jogo, não é horizontal. Aqui, a situação aparece em primeira pessoa. A única colher de chá que essa nova versão do jogo dá é que a fase só é interrompida se todos os jogadores morrerem e não der tempo de “renascerem” no jogo. Na primeira vez que tentei apesar dos checkpoints, morri várias vezes e o tempo de teste acabou sem a conclusão da fase. A situação me deixou tão estarrecido que no dia seguinte tentei novamente. Dessa vez deu certo e fomos até o fim da demo.

Vale pela nostalgia, pela diversão e pelo jogo coletivo, mas faltou capricho ainda mais quando o nível de dificuldade já é acentuado. Retrato bem fiel à Rare em sua era Microsoft.

Previsão de lançamento: 2020, sem mês e dia definidos.

Ori and the Will of the Wisps

A grata surpresa do estande da Microsoft. Nunca havia jogado sequer seu antecessor Ori and the Blind Forest lançado no já distante ano de 2015 e o que testei em Ori and the Will of the Wisps é o suficiente para provar que eu estava errado em subestimar esse jogo. Controlamos um espírito-guardião de uma floresta que a atravessa interagindo com os diversos animais habitantes da mesma em sua aventura para protegê-la. Roteiro deveras comum, inspirado em O Rei Leão e O Gigante de Ferro com jogabilidade de Metroid e Rayman, com cenários bem parecido com o último citado.

É um jogo de plataforma 2D da forma mais simples que se pode imaginar. Bem: Simplas, mas nem tanto.

Vários recursos são apresentados para transpor os obstáculos de cada nível. Vamos de “teias” de aranha com longo alcance para conectarmos a ganchos no todo da tela a habilidades que nos permitem perfurar a areia e assim atravessá-la como toupeiras. A ideia é essa: Agregar as habilidades de cada animal e usar de forma mais satisfatória. Os movimentos de batalha têm correspondência rápida e eficaz, coisa que ficou faltando para Battletoads. Gráficos? Bonitos, reluzentes, e que dão show em 4k. Um espetáculo.

Sinceramente, não há muito o que falar além disso. Sua simplicidade mostra o mais óbvio para tudo: Menos é mais. Joguei com um prazer que fez o tempo passar rápido e me deixou ávido por mais. Se possível, com certeza irei atras do jogo anterior antes da sequência sair pois Ori and the Will of the Wisps foi a meu ver o melhor jogo do estande. Quando nos faz buscar os demais títulos, é porque a coisa realmente deu certo. A espera pelo jogo que foi anunciado ainda em 2017 promete ser compensada.

Previsão de lançamento: 11 de fevereiro de 2020 para Xbox One e Windows.

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Brasil Game Show 2019 – Warner, EA e Capcom

O estande da Warner contou, além dos seus próprios jogos, como Mortal Kombat XI e Harry Potter: Wizards Unite, com a presença da EA e Capcom, ambas empresas cuja a WB distribui jogos no Brasil. Além dos jogos, era possível encontrar duas atividades relacionadas a filmes, sendo eles Annabelle 3: De Volta Para Casa e Doutor Sono, a continuação do clássico O Iluminado.

A Capcom trouxe para o estande o já lançado Monster Hunter World: Iceborne e o vindouro Project Resistance, o mais novo spin-off de Resident Evil. Já a EA trouxe algumas estações de FIFA 20 e Plants vs. Zombies: Battle for Neighborville. Vale lembrar que o guia oficial da Brasil Game Show 2019 dizia que Need For Speed: Heat estaria presente no estande, no entanto, foi uma informação equivocada, visto que nem o assessor sabia.

Project Resistance

A nova aposta da Capcom para encerrar a geração é Project Resistance, um spin-off da franquia Resident Evil, que ninguém sabe ao certo do que se trata (rumores dizem que pode ser algo relacionado ao remake de Resident Evil 3). Mas o que sabemos é isso: é um jogo multiplayer, de 4×1, aos moldes de Dead by Daylight e Friday the 13th. Muitos fãs estão torcendo o nariz quanto ao jogo, afinal, a Capcom vinha de uma ótima sequencia de jogos elogiados, com Monster Hunter World, que recém lançou sua expansão Iceborne, também muito elogiada, o remake de Resident Evil 2 e Devil May Cry V. Mas afinal, o que achamos da demo?

É ruim. A demo estava bem bugada e desequilibrada. É claro que o Mastermind tem que ter uma vantagem contra os sobreviventes, mas era quase impossível jogar na build da BGS. A engine utilizada é a mesma de Resident Evil 2, mas parece que os desenvolvedores desaprenderam a usar. A mira não funcionava direito e os zumbis pipocavam na tela sem mais nem menos, em vez de surgirem do chão, como armadilha do Mastermind.

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Conheça The 3rd Night, jogo de terror inspirado nos clássicos do PS1

The 3rd Night é uma demo concebida por Andre Yin, da Asteristic (Dreaming Sarah) e Danilo Noites, da Joy Masher (Blazing Chrome) com a composição de Dominic Ninmark.

A demo foi lançada nessa segunda-feira (04) e conta com mais ou menos 15 à 20 minutos de duração. Ela começa com o jogador acordando de uma ressaca e tendo que explorar a cabana onde ele se encontra. O jogo possui uma pegada de terror, inspirada em clássicos do PS1, como Resident Evil. Não só a pegada, mas como as animações de portas e escadas remetem diretamente ao clássico da Capcom.

O jogo foi desenvolvido em apenas 15 dias para a campanha Haunted PS1’s Horrifying Halloween, uma game jam com foco em jogos de terror. A estética e a ambientação feitas pelo Danilo são ótimas e causam uma boa imersão. Além da sonoplastia muito bem feita, como os passos em madeiras.

Para os fãs mais saudosos daquela época, The 3rd Night é uma pedida certa. Além de ter um final bem inesperado, que me deixou ansioso para o que vem por ai. Para conferir a demo disponível para Windows e navegador, basta clicar aqui. Para aqueles que curtirem, também é possível doar para os desenvolvedores com valores à partir de 1 dólar.

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Cultura Japonesa Mangá

Panini anuncia a publicação de Monster Perfect Edition

Por meio de suas redes sociais, a Editora Panini anunciou a publicação de Monster Perfect Edition, a versão em kanzenban da obra de Naoki Urasawa. Essa será a segunda vez que a editora publicará o mangá no Brasil.

A nova edição reduzirá os 18 volumes em apenas 9 encadernados e começará a ser publicada em dezembro, muito provavelmente na CCXP 2019.

Monster narra a história do brilhante Dr. Kenzo Tenma, um famoso cirurgião com uma carreira promissora. Tenma arrisca sua reputação e carreira para salvar a vida de um garoto. Sem que ele saiba, a criança o está fadada a um terrível destino.

O mangá virá no formato 15 x 21 cm, com capa durasobrecapa e papel couchê 150g. O preço não foi divulgado.

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Gameplay Games

Atelier Ryza é muito mais que um par de coxas bonitas

Atelier Ryza: Ever Darkness & the Secret Hideout é o vigésimo primeiro jogo na franquia de RPG da Gust que existe desde o primeiro PlayStation

A série Atelier em geral se destaca dos demais JRPGs pelo simples fato de que, suas histórias normalmente são simples e mais calmas. Como um anime de cotidiano. As personagens tendem a serem donas (ou trabalharem em um) de um Atelier onde fazem alquimia e essa acaba sendo por boa parte o que dita a história. Obviamente existem jogos na série com plots mais sérios, mas normalmente o que a série tem a oferecer são garotas bonitas fazendo alquimia e interagindo com as pessoas na cidade. Mas Atelier Ryza é diferente nesse quesito?

Essa review foi escrita por Luís Silva.

Essa é uma pergunta complicada de se responder, porque a resposta verdadeira seria sim e não. Sim porque ele tem um foco enorme em sua narrativa, e até demora bastante para liberar o Atelier. E não porque, por mais que tenha esse foco na história e narrativa, o jogo ainda tem a vibe calma e aconchegante dos outros da série e ainda se usa a alquimia para criar itens que ajudaram no combate, exploração e em side quests. Mas vamos por partes.

Em quesito de gameplay, o que deve se esperar de Atelier Ryza? 

Podemos dizer que existem três variantes de gameplay. A exploração e coleta de materiais para alquimia, o combate e o coração da série que é a criação de itens através da alquimia. A exploração é simples, você controla Ryza no mundo, e anda pela sua vila, campos abertos, matas, vulcões, etc. e enquanto coleta materiais que ficam espalhados no mapa e que são identificáveis por brilharem. 

Um típico local de coleta

E nessa etapa de coleta de materiais, temos uma adição nova a serie nesse jogo, que são as ferramentas. Ferramentas essas que o jogador tem acesso ao criá-las. As ferramentas funcionam de maneira simples, após criar uma, você deve equipá-la pelo menu (e lembre-se de fazer isso dentro de seu atelier, pois quando sair dele, não poderá equipar elas até retornar ao mesmo), e cada ferramenta tem seu próprio uso. O machado corta arvores, o martelo quebra pedras e assim por diante. Porém, vários locais de coleta podem ser utilizados com ferramentas diferentes e isso vai resultar em itens coletados diferentes no mesmo ponto. Então, no inicio do jogo, é extremamente recomendável que se crie as ferramentas disponíveis para aumentar sua capacidade de coleta de materiais o mais rápido possível.

Um adendo é que basicamente todas as ferramentas ficam disponíveis para criação logo de cara, porém alguns itens não são encontrados até mais para frente no jogo, então não adianta ficar desesperado procurando aquele item que você ainda não tem, porque muito provavelmente ele só ficara disponível em uma área mais avançada.

A primeira ferramenta que fica disponível

Além da coleta, que acontece tanto em áreas seguras (como a vila que serve como hub do jogo) como em áreas com monstros, é possível pegar varias side quests com NPCs da cidade. Existem basicamente quatro tipos diferentes de sidequests, que são: conversar com o NPC que dá a quest (essas que são as mais rápidas, simples e com a menor recompensa disponível, mas que serve para preparar o terreno para outras quests que aquele NPC vai entregar), conversar com pessoas na cidade, normalmente tem o padrão de conversar com três NPCs sem nome e depois retornar para a pessoa que deu a quest e receber a recompensa, tem quests de extermínio de monstros, que são autoexplicativas e por último, a grande maioria e que entregam as maiores recompensas são as quests em que o NPC pede para que Ryza criar um item especifico utilizando de alquimia.

Por mais que passe a impressão de simplesmente serem fetch quests, eu recomendo que façam o máximo que poderem, pois as recompensas são itens com qualidade extremamente alta e que vão ajudar demais na sua alquimia.

E falando na alquimia, temos a estrela da série: a criação de itens. Muitas pessoas acabam ficando com o pé atrás com a série por ter um foco tão grande em criação de itens, mas como a base do jogo foi criada em volta desse sistema, ele funciona bem demais. Mas como funciona esse sistema de criação de itens?

A árvore de opções de uma receita durante alquimia

Quando o jogador interage com o caldeirão, ele será levado para a interface de criação de itens, onde em primeiro lugar, se deve escolher a receita do item (essas que são adquiridas através da história, comprando livros em lojas ou como recompensa de side quest). Após escolher a receita, você será jogado em uma espécie de “mapa” parecido com o sphere grid de Final Fantasy X. Nessa área estão todos os matérias necessários para criar o item e além dos matérias mínimos necessários também é possível colocar materiais que melhoraram a qualidade do produto final. Existe uma espécie de link de um quadrado ao outro, que conforme mais materiais forem utilizados, mais vão se abrindo e por consequência melhor será o produto final. Pode parecer complicado lendo assim, porém quando se tem acesso é muito simples e prático. Fora que, caso você não esteja afim de escolher manualmente todos os matérias para criar tal item, o jogo oferece uma função de criação automática, onde você apenas escolhe se quer um item de qualidade alta ou baixa.

Existem também “receitas mutadas”, que é basicamente, você escolher criar um item, e durante o grid desse item seguir um caminho onde liga a uma outra receita. Se fizer isso, o item que será criado não será primeiro escolhido e sim esse do caminho novo. Dessa forma liberando a receita padrão dele. Tente sempre usar isso, pois as armas e equipamentos mais fortes estão disponíveis apenas assim. Não deixa que a explicação complexa e confusa o assuste, o sistema é bem simples uma vez que se pega e possui muitas opções de customização para o mesmo item. É algo viciante ficar criando itens e foram horas perdidas apenas nisso, coletando materiais para criar um item para poder criar outro item e assim por adiante. É facilmente a parte mais divertida do jogo.

E enfim chegamos no combate. Atelier Ryza abandonou o combate por turnos básico da série e optou por algo mais próximo do ATB. No começo esse combate leva um tempo pra se acostumar, mas depois de um tempo, ele simplesmente funciona. Porém não é nada excepcional. 

Durante o combate se tem três personagens e eles atacam automaticamente caso não se esteja controlando-os. É possível controlar a party inteira, mas é algo tão frenético que depois de um tempo eu deixei que a IA cuidasse dos outros personagens, utilizando-os apenas em momentos específicos. Cada ação durante o combate é ligada a um botão do controle, sendo círculo o ataque básica, X se mover no campo de batalha, quadrado utilizar itens e triângulo são as skills dos personagens.

Existe também a barra de AP. Essa barra é utilizada tanto para subir o nível de táticas quanto para executar as skills. Ataques normais recuperam AP. Subindo o nível de táticas, não só se abre mais possibilidades de combos de ataque normais, que funcionam como uma espécie de QTE, como também afetam skills, que ficam mais fortes dependendo do nível de tática. Para utilizar itens primeiro deve-se equipa-los no atelier. Um fator importante a se considerar é que os itens não tem um limite, mas sim um contador chamado Core Charge ou simplesmente CC. Cada item utiliza um valor próprio do CC e quando chegar a zero, não se pode mais usar item nenhum. Porém pode-se utilizar um dos itens equipados para recuperar o total de CC, mas tal item ficará indisponível para uso até retornar ao Atelier, então deve-se pensar bem em quando se deve utilizar e qual item “sacrificar” para recuperar. 

Durante as batalhas, seus companheiros pediram para você realizar uma ação, desde atacar com magia, usar itens, diminuir status dos oponentes entre vários outros tipos, e caso seja concluído, o personagem executara uma espécie de golpe especial. Então fique sempre atento ao que eles pedem, pois pode acabar determinando o resultado da batalha.

Em questão gráficas, no PlayStation 4 normal o jogo roda liso sem nenhuma queda de frames e é bem bonito. Não é nada surpreendente, mas tanto o cenário quanto o modelo dos personagens principais são bem feitos e agradam aos olhos. O que não agrada são as animações durante as cutscenes. São travadas, e em boa parte do tempo, sem vida. A dublagem passa toda uma emoção na fala, porem o modelo 3D dos personagens não consegue representar isso visualmente.

Mas o aspecto técnico em que o jogo brilha mesmo é em sua trilha sonora. Os compositores da Gust estão de parabéns pelas ótimas músicas. Toda música combina com o ambiente em que tocam e são muito boas, e destaque especial para o tema de batalha normal e o tema de boss. São facilmente um dos melhores que o gênero tem a oferecer em memória recente.

E finalmente, sobre a história do jogo, ela funciona. É simples e cumpre seu objetivo. Os personagens principais são carismáticos e conseguem carregar a trama, e os secundários tem o seu charme. É interessante ver a resolução dos conflitos de cada e como crescem durante a jornada. Porém vale ressaltar que por boa parte do tempo todo o roteiro segue uma pegada mais para o lado do slice of life, então pessoas que não gostam do gênero podem se incomodam pelo fato de que o plot não está andando a todo momento.

Vale ressaltar também que, se fizer apenas a história principal, o jogo é relativamente curto, podendo chegar a ter menos de 25 horas de duração, mas não recomendo isso, pois existem também historias nas side quests, que conforme vai fazendo, uma vai ligando a outra em suas histórias, pois como toda cidade pequena, na vila todos se conhecem, então houveram vários momentos que eu fui surpreendi pela rota que a side quest daquele NPC pegou. 

Atelier Ryza é um bom jogo, que abraça tanto quem é novato pela serie quanto quem é fã de longa data. O sistema de alquimia é robusto e pode parecer assustador, mas se apresenta de maneira gradual e é fácil de se acostumar. O combate em tempo real pode ser um ponto negativo para alguns, principalmente em dificuldades mais altas, porém não é de todo mal, apenas precisa de um pouco de prática. Com personagens carismáticos e uma historia que é interessante o suficiente pra manter o jogador interessado, ambientações lindas (mesmo com NPCs e animação no geral horríveis) e com uma trilha sonora fenomenal, Atelier Ryza: Ever Darkness & the Secret Hideout é um jogo que com certeza vai manter os fãs da franquia e vai chamar muito mais pessoas para a mesma, independente de ter sido pela ideia inicial de um par de coxas bonitas.

Agradecimentos à Koei Tecmo pelo envio do código para análise. O jogo será lançado no dia 29 de outubro para PlayStation 4, Nintendo Switch e PC. Novamente, a review foi feita por Luís Silva.

Ouro – Recomendável

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Trails of Cold Steel III é o reflexo de um mundo bem construído

Construir um universo e personagens que funcionam nos videogames (ou em qualquer outra mídia) não é uma tarefa fácil. Mais difícil ainda, é carregar uma história com 15 anos de planejamento sem perder a mão. Trails of Cold Steel III é o oitavo jogo da série Trails e é o começo de um fim. A sub-série criada pela Nihon Falcom em 2004, com Trails in the Sky, possui um dos melhores worldbuilding já existentes nos videogames.

Em Trails of Cold Steel III, jogamos novamente com Rean Schwarzer, agora professor, onde lidera uma nova Class VII, ao mesmo tempo que precisa lidar com as consequências de ter se tornado um herói do Império de Erebonia.

  • Uma porta de entrada para a franquia?

Vamos tirar logo esse ponto da frente. A resposta é NÃO. Por mais que a NISA, que gentilmente cedeu um código para a gente, fique batendo na tecla que Trails of Cold Steel III é uma porta de entrada para a franquia, isso não é nada mais que uma estratégia de marketing, que poderá se voltar contra para o jogo.

O jogo possui um sumário no menu inicial, contextualizando apenas os acontecimentos dos dois jogos anteriores (sem mencionar os outros dois arcos), mas é basicamente nomes sendo jogados na tela, sem nenhum tipo de contexto, o que deixa o jogador ainda mais confuso. E jogando, o resultado não é muito melhor. Então, caso queira começar a jogar Trails, esse não é um bom começo. Comece por Trails in the Sky ou até mesmo o primeiro Cold Steel.

  • Um protagonista atormentado e uma nova Class VII.

Aqueles que me conhecem, sabem o quanto eu não gosto do Rean como protagonista, porém, em Trails of Cold Steel III, ele me conquistou. Ainda que esteja longe de se comparar à Estelle e Lloyd. Rean ainda continua igual a um personagem de harém tradicional dos animes, no entanto, ele é bem trabalhado nesse jogo. Seu psicológico ainda está abalado após o trauma sofrido no jogo anterior, e mesmo assim decide se tornar um professor.

Darei o mínimo de spoilers possíveis sobre os jogos anteriores, mas o fato do Rean não querer ser reconhecido durantes as viagens é algo bem utilizado no jogo. Ele odeia ser conhecido como Ashen Chevalier, o herói de Erebonia.

Sobre a nova Class VII, já começo dizendo que os novos personagens são muito melhores dos que os companheiros de Rean. Apesar de ainda serem tropes de animes, um grande problema em Cold Steel, funcionam. Acompanhar suas histórias e desenvolvimento é bem satisfatório e você se importa com esses personagens, Juna, Kurt, Altina, Ash e Musse são ótimos personagens e praticamente todos são ligados à acontecimentos prévios da franquia, e ver como esses eventos impactaram no tempo atual é recompensador para qualquer fã de Trails.

Quanto aqueles que retornam, são bem usados, para aquilo que eles se propõem. 

O bonding system está de volta. Eu não curto esse sistema, muito por conta de que você perde muito da história de certos personagens, caso não passe um tempo com ele no jogo. No entanto, em Cold Steel III, eles acertaram bastante. A Falcom conseguiu reduzir bem o número de personagens com quem você interage nesse sistema e deu pontos o suficientes para explora-los.

  • Gráficos ultrapassados, mas enredo de primeira

Quando se joga um game da Nihon Falcom, você não espera que eles tenham um gráfico de última geração e em Cold Steel III isso não é diferente. Os gráficos são superiores aos dos últimos dois jogos, que saíram para PS3 e PS Vita, mas se comparar com outros JRPGS saídos na mesma época (2017), ele fica bem abaixo. E isso não só para os personagens em si, mas para o ambiente. Em TVs com mais qualidades é possível ver falhas nas texturas.

A gameplay é basicamente a mesma dos outros jogos. Não há muitas novidades aqui além das Brave Orders, que são comandos para dar buffs na party. Lembra bastante a função de suporte em Trails in the Sky the 3rd. A HUD de batalha é claramente inspirada em Persona 5. Os fãs mais antigos podem estranhar no começo, mas é fácil se acostumar.

A pescaria está de volta, agora com um sistema diferente, em vez de apertar rapidamente os botões, o jogador tem que pressionar o círculo e calcular o timing para capturar o peixe. O minigame de cartas agora é o Vantage Masters, onde o jogador tem que derrotar o mestre adversário. Há diversas cartas de buff e skills que ajudam na batalha.



Agora, em termos de roteiro e worldbuilding, Cold Steel III possui uma das melhores histórias dos JRPGs atuais e um dos melhores da franquia. O jogo é estruturalmente parecido com o primeiro: dia livre, estudo de campo, sidequests mundanas e então história principal. A diferença é que o jogo possui um ritmo melhor e não é cansativo. O primeiro Cold Steel demorava muito para “engatar” enquanto tentava apresentar os personagens.

A trilha-sonora, outra grande marca dos jogos da franquia, estão de volta arrasando mais uma vez. Há músicas que irão deixar os fãs mais antigos engolindo seco e de olhos molhados. Mas no geral, ela é a mais fraca até então.

  • O mundo de Trails

Um dos pontos mais chamativos de Trails é o seu mundo. São 9 jogos no total (já contando Sen no Kiseki IV, que em breve chegará por aqui, EU SUPLICO NISA) e em todos eles somos capaz de vermos NPCs tão vivos quanto os personagens principais. Ver como eles reagem aos acontecimentos do jogo é magnífico, cada um deles tem algo para dizer, e você não sente que são apenas falas automáticas e clichês, como vemos em outros JRPGs e ou muitos dos jogos ocidentais.

Tudo está conectado de alguma forma, não são apenas referências jogadas aqui e ali, como em filmes da Marvel. Tudo isso se perde se você começar a jogar Trails por esse jogo. Simplesmente ficará perdido e sem entender grande parte dos diálogos.

Em termos de localização, ela está bastante funcional. É difícil falar concretamente, por conta do meu inglês não muito bom, mas eu consegui passar 90% do jogo sem precisar procurar alguma palavra. A tradução ficou bem simples. Por outro lado, alguns termos da franquia em si foram alterados. Não sei se ficaram assim para sempre ou se irão corrigir em alguma atualização. A equipe de tradução é praticamente a mesma dos jogos anteriores, e creio que devem se pronunciar em breve quanto a isso.

  • Edição definitiva?

Há algumas novidades em comparação ao lançamento japonês, entre elas a presença do modo turbo, que acelera a velocidade do jogo, reduzindo o tempo da exploração nas dungeons e campo aberto. Outra novidade bastante bem-vinda, é a possibilidade de carregar seus níveis para o New Game+. No jogo original não era possível fazer isso, tendo que começar do nível 0.

No entanto, assim como o original, o jogo possui quedas de framerate, tanto no PS4 normal, quanto no PS4 PRO (segundo pesquisas), na parte final do jogo. Não é nem culpa da NISA em si, mas sim da Falcom.

Trails of Cold Steel III é um reflexo de um mundo bem construído. Traz personagens marcantes, retornos inesperados e momentos emocionantes. Além de um final de deixar o queixo caído.

O jogo foi testado em um PS4 normal. Agradecimentos à NIS America pelo envio do código para review.

Pontos Positivos:
Roteiro impecável.
Personagens bem escritos.
Trilha-sonora.
Bonding system funcional.

Pontos Negativos:
Framerate instável na parte final do jogo.
Marketing da NISA sobre ser uma porta de entrada.

Platina – Obrigatório

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Games

The Outer Worlds será lançado no Brasil com legendas e cópias físicas

Faltando algumas semanas para o lançamento de The Outer Worlds, novo jogo desenvolvido pela Obsidian e encabeçado pelos criadores de Fallout, Tim Cain e Leonard Boyarsky, a Solutions 2 Go anunciou que estará lançado o game no Brasil, com direito a legendas em português e mídia física.

The Outer Worlds apresenta uma história sombria e espirituosa guiada pela decisão dos jogadores e ambientada em uma colônia situada nos confins da galáxia. Quando os segredos sórdidos da burocracia corporativa começam a ser revelados devido a um visitante desconhecido, você determinará como a história se desenrola. Suas escolhas afetarão a maneira como o enredo se desenvolve, bem como a progressão de seu personagem, histórias complementares e cenários de final de jogo. 

The Outer Worlds será lançado para PlayStation 4, Xbox One e PC no dia 25 de outubro.

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Games

The Last of Us Parte II chega em Fevereiro

Durante o State of Play que rolou nessa terça-feira (24), a Naughty Dog anunciou a data de lançamento de The Last of Us Parte II: 21 de fevereiro de 2019.

Foi confirmado também que o jogo terá dois discos, provavelmente um sendo para instalação e outro o jogo em si.

 

The Last of Us Parte II é um exclusivo de PlayStation 4.

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Games

Nintendo é confirmada na Brasil Game Show 2019

Comemorando os 130 anos de existência, a Nintendo confirmou hoje (23) a sua presença na Brasil Game Show 2019, o maior evento de games da América Latina.

Durante os dias 9 e 13 de outubro, os visitantes da feira terão a oportunidade de jogar alguns dos jogos mais recentes da empresa, como: Super Mario Maker 2, The Legend of Zelda: Link’s Awakening, Super Smash Bros. Ultimate, Mario Kart 8 Deluxe, New Super Mario Bros. U Deluxe e Super Mario Party.

Além disso, uma demo de Luigi’s Mansion 3 estará disponível antes do lançamento, que será realizado em 31 de outubro.

A Brasil Game Show 2019 acontecerá entre os dias 9 e 13 de outubro no Expo Center Norte em São Paulo. Para adquirir ingressos, acesse: https://www.brasilgameshow.com.br/ingressos/

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Tecnologia

OEX Game lança novos Gamepads e Fones de Ouvido para Mobile

A OEX Game anunciou novos modelos de gamepad e fones de ouvidos com foco em aparelhos mobile. Os novos acessórios prometem trazer uma imersão parecida com a dos jogadores de PC, trazendo uma melhora no som e jogabilidade.

Gamepad LEGEND (GD 200)

O modelo LEGEND chega para oferecer aos usuários de Android e PCs a experiência completa de um gamepad de consoles. O acessório conta com conexão bluetooth 2.4GHz, gatilhos, direcionais digitais (intercambiáveis), alavancas analógicas e botões responsivos no formato ABXY – com iluminação interna e função turbo –, além de motores internos para vibração.
O controle também conta com um suporte acoplar o smartphone, uma alternativa prática para quem gosta de jogar em movimento ou mais à vontade na sala ou deitado no quarto.

Ficha completa:

• Conexão Bluetooth
• Frequência: 2.4GHZ
• Controle sem fio para Android (compatível com PC) com funções Turbo e Smart Vibration
• Opera em duas funções: controle ou mouse
• Acabamento emborrachado para maior conforto e aderência
• Bateria de lítio embutida: 3.7V/300mA
• Recarregável via USB (bateria de lítio)
• Possui LED indicador de carga
• Botões Home e A,B,X, Y com iluminação interna
• 4 botões superiores funcionais: L1.L2,R1 e R2, além de alavancas
• Suporte acoplado ao gamepad com ajuste de posição e altura, suportando smartphones de até 6,2” polegadas
• Compatível com: Android e Windows 7/8 e10

Preço sugerido: R$219,00

 

Fone de Ouvido QUAD-X (FN 500): O primeiro modelo de fone voltado para experiências móveis da OEX Game – o QUAD-X (FN 500) chega ao mercado brasileiro com uma série de atrativos para quem busca a qualidade de som de um headset robusto sem abrir mão da discrição e mobilidade de um intra-auricular. O cabeamento deste modelo possui revestimento em silicone – que evita que os fios embaracem ou quebrem com facilidade – e 2m de comprimento, tornando-o uma boa opção para usar com PCs e consoles, inclusive.
O toque final é o botão multifuncional dedicado em seu cabo. Com ele é possível controlar funções como atendimento de chamadas, gravações (usando seu microfone) e reprodução de áudio.

Confira a ficha completa: ­

• Plugue P3 de 3.5mm
• Com 4 drivers de áudio internos
• Sistema de som surround
• Fone com angulação que garante excelente isolamento acústico e maior imersão nos jogos
• Microfone para chat com botão para atendimento de chamadas telefônicas
• Cabo revestido de silicone
• Comprimento do cabo: 2m
• Impedância: 32Ohm
• Frequência: 20-20Khz
• Sensibilidade: 98dB+/-3dB
• Acompanha adaptador para P2 (áudio/microfone)

Preço Sugerido: R$99,00

 

O gamepad LEGEND e o fone de ouvido QUAD-X possuem 2 anos de garantia direta do fabricante e já podem ser encontrados nas principais lojas especializadas do Brasil.