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Confira a prévia do novo quadrinho da Liga da Justiça

A DC Comics divulgou a prévia da primeira edição da nova Liga da Justiça. Os roteiros ficam por conta de Scott Snyder e a arte, pelo desenhista Jim Cheung. Confira:

“The Totality – primeira parte. Uma nova era começa aqui! As lendas Scott Snyder e Jim Cheung lançam a Liga da Justiça em um mistério capaz de abalar o cosmos. Nesta edição de estreia, o Caçador de Marte luta para proteger a equipe de uma vindoura ameaça a qual abalará o mundo como eles o conhecem, enquanto um rosto familiar traça um caminho sombrio.”

Liga da Justiça #1 será publicada nesta quarta-feira, dia 6 de junho. A nova fase da equipe promete trazer elementos clássicos e dar continuidade aos temas de Dark Nights: Metal e No Justice. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

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Detective Comics

Antes de New Justice: A Liga da Justiça por Christopher Priest

Depois de inúmeras ameaças intergalácticas e viagens temporais, a Liga da Justiça precisa lidar com a opinião pública. Essa é a premissa da pequena passagem do roteirista Christopher Priest pelo título. Em 10 edições, o roteirista revoluciona as Lendas. Questiona os seus métodos como vigilantes, dá destaque merecido a alguns personagens e expõe a vulnerabilidade de cada membro. Esqueça as tramas sobre controles mentais, as discussões entre os heróis são críveis e coerentes. O roteiro não os descaracteriza para chegar até lá, ele os desafia.

O Batman ainda é o Maior Detetive do Mundo, mas é um homem cansado. Quais são as consequências de liderar duas Ligas da Justiça e lidar com três ameaças simultaneamente? O que isso pode acarretar? São exatamente esses questionamentos propostos pelo roteiro e servem como gatilho para o desenrolar. Um pequeno erro de cálculo no plano do Morcego leva as pessoas a ficarem contra a Liga da Justiça e leva a equipe a questionar os seus métodos.

Clark tentando trazer um pouco de otimismo para Bruce

Afinal, a Liga é um grupo de benfeitores ou, uma organização acima da lei e da política? A forma como Priest lida com a Mulher-Maravilha é outro ponto a se destacar em seu roteiro. Afinal, sua missão original entra em conflito com a ideologia do grupo. Sua espada é responsável pelo incidente. Há tempos, a Mulher-Maravilha não era tão bem representada em uma revista das Lendas.

Quanto ao Superman, o roteiro o trata como um apaziguador, um estabelecedor de limites. Ele não se vê acima de todos, mas sim como um homem comum. Discorda da ideia de interferir em assuntos políticos apenas para que a tensão não aumente, tenta manter tudo sob o controle. Os outros membros da equipe também são explorados, mas o grande destaque vai para o Cyborg. Considerado o sétimo membro da Liga desde 2011, Victor Stone nunca tinha sido tão bem tratado pelos roteiristas como nesse run. Priest não apenas explora as delimitações entre humanidade e sua ausência, mas também faz comentários sutis sobre racismo e revindica a relevância do personagem dentro do grupo. Talvez seja o homem certo para escrever a revista do ex-membro dos Jovens Titãs.

Cyborg questionando sua posição

Há inúmeros comentários metalinguísticos aqui. O principal, é feito através da personificação do antagonista: O Fã. Escolher um admirador como antagonista é um tanto quanto controverso, certo? Ele representa o lado extremista dos entusiastas da equipe, não admitindo mudanças, seja a presença de mais Lanternas ou, uma Liga com uma formação diferente. Enfim, ele é o leitor de quadrinho chato o qual não lê nada da editora há anos. É um problema para os heróis à medida que ele ataca a opinião pública, os defendendo.

O outro comentário metalinguístico, ainda em relação a mudanças, é a inclusão da LJA no segundo arco do run. Na edição 40, as duas equipes se encontram presas na Torre de Vigilância, a qual está prestes a cair em solo terrestre. Priest habilmente une os personagens e coloca importantes questões em cheque nesse jogo de sobrevivência: A relevância dos personagens para o universo. Afinal, se você pudesse escolher apenas uma Liga para viver, com certeza seria a clássica. Posso estar enganado também, talvez você prefira a equipe “humana” criada pelo Batman.

Quem deve viver? Quem deve morrer?

A conclusão é pautada por um personagem o qual o roteirista conhece bem: O Exterminador. Se você ainda não leu Slade Wilson nas mãos desse homem, faça um favor a si mesmo e leia. O maior mercenário da DC está ali para expôr a provável hipocrisia em torno dos ideais da Liga da Justiça. Afinal, se o é um problema tão grande, por que a equipe não o resolve. Slade é o gatilho para o final, o qual resulta na criação de uma nova Liga da Justiça. Mais clássica, mais heroica e menos conflituosa (ou talvez não). Em 10 edições, tivemos uma das melhores fases da equipe em um bom tempo.

Entretanto, a DC parece estar tentando dar um foco maior no título. Scott Snyder, Jorge Jiménez e Jim Cheung assumirão o novo volume da revista e prometem trazer elementos clássicos de volta. Assim como, teremos 2 duas novas formações: Odisseia e Sombria. Torçamos para que esta seja uma nova e brilhante era para a equipe a qual precisava de sangue novo. Mas também torçamos para que os fãs não esqueçam dessa curta porém memorável fase.

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Quadrinhos

Supergirl retorna do cancelamento com um novo traje

Mais um título da DC retorna do cancelamento. Supergirl foi cancelada há alguns meses, mas voltará a ser publicada em agosto. A heroína receberá uma nova equipe criativa e um novo traje. Além disso, servirá como um tie-in para a Era Bendis do Superman. Marc Andreyko será o roteirista e Kevin Maguire, o desenhista. Contudo, não se trata de uma nova série, ela dará continuidade à numeração original do Renascimento.

Supergirl #21 por Terry Dodson

A história contará a origem do vilão Rogal Zaar, um novo personagem das histórias do Homem de Aço. Ele foi introduzido por Bendis em Action Comics #1000 clamando ter destruído Kypton. Andreyko falou sobre  a experiência em escrever a Última Filha de Krypton:

“É realmente empolgante para mim, escrever a Kara. Uma das minhas histórias favoritas da Supergirl é obviamente, Crise nas Infinitas Terras. Foi o primeiro quadrinho o qual me fez chorar. Também tem a ótima Legião de Super-Heróis por Paul Levitz, Keith Giffen e Steve Lightle.”

Por Terry Dodson. Qual é o nome desse machado?

O roteirista também falou sobre a sua abordagem na heroína:

“A premissa é grandiosa. Ela está tentando descobrir quem ele é e de onde ele vem, e se há alguém envolvido com ele. É uma história de detetive no espaço. Ela está procurando por respostas para os questionamentos levantados por Rogal Zaar. Haverá rostos familiares, alguns novos, todos os tipos de desafios e personagens de apoio, os quais eu espero que sejam bem recebidos. Quero vê-los em mais histórias.”

Supergirl #21 será publicada em agosto. Man of Steel #1, será publicado em junho e iniciará o aguardado run de Brian Michael Bendis no Superman. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

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Quadrinhos

Super Sons retornarão em novo quadrinho por Peter Tomasi

Super Sons vem despontando como um dos títulos favoritos durante o Renascimento. A dupla Jon Kent e Damian Wayne conquistou o coração de muitos leitores, novos ou não. Quando Peter Tomasi anunciou o término do título na edição #16 há alguns meses, muitos fãs ficaram tristes. Bom, eles podem comemorar. Os dois pequenos heróis retornarão na série de 12 edições: Adventures of Super Sons.

Capa da edição #1 por Dan Mora

“Eles estão de volta! Confira as aventuras secretas de Superboy e Robin nessa minissérie de flashbacks a qual elevará o bromance entre os jovens heróis a outro nível. Uma história épica transcendendo eventos presentes, quando eles se tornam alvos de uma equipe intergaláctica conhecida como: A Gangue.”

Os roteiros serão – mais uma vez – de Peter Tomasi e os desenhos, de Carlo Barberi e Art Thibet. O quadrinho terá sua primeira edição lançada em agosto, mas não há informações quanto a periodicidade do título. Em entrevista a Paste Magazine, Tomasi falou sobre os novos vilões e o lugar da história dentro da continuidade do Universo DC:

“Esses caras maus, a Gangue, são crianças extraterrestres as quais admiram os vilões do nosso planeta. Eles decidem interpretá-los e atacar nossos dois rapazes. Levaremos eles para lugares estranhos e planetas diferentes. – ele explicou – “A história se passa entre Supersons #16 e Man of Steel #1. Você pode ler a última edição e ler Adventures logo em seguida, não há nada necessidade de leitura prévia.” 

Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

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Fã produz versão preto e branco de Batman vs Superman

Lançado há dois anos, Batman vs Superman é um filme o qual ainda divide muitas opiniões. Há uma grande parcela de fãs a qual não concorda com a visão de Zack Snyder para os personagens. Assim como existe outra grande parcela a qual adora o filme e espalha o seu amor pela obra mundo afora. Ben Snyderos, usuário do Twitter, anunciou a produção de uma versão não oficial preto e branco do filme. Confira o trailer do projeto:

https://twitter.com/realsnyderos/status/994872846240370690

Esta não é a primeira vez que os fãs “modificam” os filmes do Universo DC. Há alguns meses, inúmeras fancuts de Liga da Justiça foram disponibilizadas para download. Inclusive, uma fancut de Esquadrão Suicida está em produção pelo Heroic Gateway, autor de uma das fancuts. A versão preto e branco de Batman vs Superman será lançada no dia 14 de maio. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

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Quadrinhos

Legião do Mal retorna em nova fase da Liga da Justiça

A Legião do Mal retornará na nova fase da Liga da Justiça. A equipe será composta por Lex Luthor, Coringa, Mulher-Leopardo, Arraia Negra, Sinestro e Grodd. Confira a capa da quinta edição:

Liga da Justiça #5 por Doug Mahnke

 

Em entrevista ao CBR, Scott Snyder falou um pouco sobre o retorno da equipe:

“Parte da diversão em No Justice é ser uma ponte entre Metal e os novos aspectos em Liga da Justiça. Contaremos porque Luthor acredita ter cometido um erro ao ter sido um herói nesses últimos dois anos. Para Liga da Justiça, não é necessário uma leitura prévia, mas é uma história cumulativa gigantesca. A ideia era ver o que aconteceu com o Arraia Negra em Metal e com o Sinestro quando a Muralha da Fonte quebrou. Todos esses acontecimentos são catalisadores para Luthor chegar a tal conclusão.”

A primeira edição será lançada em os Estados Unidos no dia 6 de junho. Os roteiros ficam por conta de Scott Snyder, James Tynion IV e Joshua Williamson. Enquanto Jorge Jimenez e Jim Cheung são responsáveis pelos desenhos. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

 

 

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Séries

Monstro do Pântano ganhará série para o serviço streaming da DC

Monstro do Pântano ganhará uma série para o DC Universe, o serviço streaming da editora. De acordo com o Hollywood Reporter, Mark Verheiden e Gary Dauberman irão co-escrever a série. Eles também atuarão como showrunners. James Wan, Michael Clear e Rob Hackett serão os produtores executivos da série. Confira o logo da série:

Com o Monstro do Pântano, já temos 5 produções para o serviço de streaming. A série será lançada em 2019. O próximo filme da editora será Aquaman, dirigido por James Wan, com estreia marcada para 21 de dezembro. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

 

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Action Comics #1000 | As histórias da antologia do Superman ranqueadas

História foi feita essa semana, Superman completou 80 anos desde sua primeira aparição. Action Comics #1000 foi lançada essa semana para celebrar o Homem de Aço. É um momento histórico para a indústria de quadrinhos. Por isso, a Torre de Vigilância listou todas as histórias da antologia. Da pior até a melhor. Para o alto e avante!

11 – “The Truth” por Brian Michael Bendis e Jim Lee

Action Comics #1000

A estreia de Bendis na DC Comics não poderia ter sido pior. The Truth serve apenas como ponte para a minissérie Man of Steel, a qual será publicada em junho. Mas o grande problema não está em servir como prólogo. Os diálogos são ridículos e a maioria deles envolvem discussões sobre o retorno da cueca vermelha. O grande vilão não parece tão grande, assim como a arte de Jim Lee. O desenhista não entrega um bom trabalho aqui. E a revelação no final, é algo tão batido na história do personagem. Infelizmente, não consegue celebrar o herói, muito menos, construir um prólogo para empolgar os leitores.

10 – “The Game” por Paul Levitz e Neal Adams

A história traz Superman jogando uma partida de xadrez com Lex Luthor. É interessante e cômico como Levitz expõe o ego frágil de Lex Luthor quando ele perde a partida. Soa um pouco infantil e datado, porém divertido. A arte de Adams entretanto, não se destaca de forma alguma, apesar de fazer uma referência muito bacana a uma capa famosa ilustrada pelo artista.

9 – “Five Minutes” por Louise Simonson e Jerry Ordway

Dois clássicos quadrinistas trabalham nessa história. Infelizmente, o problema não é a narrativa, muito menos a arte. Five Minutes é uma história curta e simples a qual mostra como Superman pode resolver problemas rapidamente. O grande problema aqui é como ela soa datada perto das outras histórias, mas está bem longe de ser ruim.

8 – “Action Land” por Paul Dini e José Luis Gárcia-López

Essa provavelmente tem um dos melhores plots da edição. A história se trata sobre um parque de diversões sobre o Superman. As atrações são bem criativas, a arte de Gárcia-López (Excelente como sempre), dá o tom de nostalgia necessário e bem-vindo. O roteiro de Dini conta com uma boa reviravolta e valoriza a importância dos vilões para o Homem de Aço.

7 – “An Enemy Within” por Marv Wolfman e Curt Swan 

A mais aguardada depois da estreia de Bendis. Desenhada pelo lendário Curt Swan (Que Rao o ilumine), essa é uma história nunca publicada em sua época como desenhista da revista. Escrita por Marv Wolfman, a trama aborda a crença do Superman na humanidade, não os ajudando, mas deixando-os resolver seus próprios problemas. É uma das mais interessantes da coletânea.

6 – “The Car” por Geoff Johns, Richard Donner e Olivier Coipel

Lembram do carro arremessado pelo Superman na capa de Action Comics #1? Claro que lembram. Johns e Donner nos apresentam ao motorista do automóvel destruído. Uma história brilhantemente narrada pela arte de Olivier Coipel, que emula com maestria, o Homem de Aço da Era de Ouro e arrebenta na distribuição de quadros. A mais criativa (e inesperada), mas não a melhor.

5 – “The Fifth Season” por Scott Snyder e Rafael Albuquerque 

Essa história se trata sobre a rivalidade Superman/Luthor. Snyder constrói a trama a partir de uma ida ao planetário, durante a infância e a vida adulta dos personagens. Mais uma vez, o roteirista mostra eficiência escrevendo Luthor, como já havia feito na minissérie Superman: Sem Limites. A arte de Albuquerque e o jogo de luz e sombras torna o conjunto da obra ainda mais poético. Com certeza merece um lugar entre as 5 melhores.

4 – “From The City that has Everything” por Dan Jurgens

Essa história leva o conceito de celebração ao pé da letra. O roteiro de Jurgens traz Superman preocupado com uma invasão alienígena enquanto a população de Metropolis faz uma homenagem para ele. O que há de mais bonito aqui, são os inúmeros pontos de vistas sobre ele apontados por pessoas as quais ele salvou. Também temos uma cena a qual já nasce icônica: Os heróis e vilões da DC agradecendo ao personagem por ele existir. Pois caso contrário, nenhum deles estaria aqui. Uma metalinguagem simples e funcional.

3 – “Faster than a Speeding Bullet” por Brad Meltzer e John Cassaday 

Uma trama simples executada de forma perfeita. Superman tenta impedir um assassinato em uma estação de metrô. Todos sabemos que ele conseguirá, mas mesmo assim, o roteiro de Brad Meltzer causa extrema tensão. A forma como ele descreve as sensações do herói é simplesmente impecável. Ele distribui os quadros extremamente bem. Isso tudo somado à arte de John Cassaday e seu perfeito equilíbrio entre traços realistas e cartunescos. Além disso, a história foi feita em homenagem a Christopher Reeve. Uma das 3 melhores facilmente.

2 – “Of Tomorrow” por  Tom King, Clay Mann e Jordie Bellaire

Superman, Sol e o fim da sua própria existência, sempre é uma boa ideia para uma história. Aqui, King escreve o seu próprio Grandes Astros Superman em cinco lindas páginas ilustradas por Mann e Bellaire. King já se provou em trabalhar muito bem a tragédia em suas histórias. Entretanto, mesmo com os diálogos trágicos, há uma grande veia positivista em torno da narrativa e uma lição extremamente valiosa sobre valorizarmos aquilo que um dia acaba. Uma das melhores histórias da antologia e o segundo melhor final para o Superman.

1 – “Never-Ending Battle” por Peter Tomasi e Patrick Gleason

Não basta a dupla ter encerrado perfeitamente sua ótima passagem pela revista do herói. Eles também trouxeram, no mesmo dia, a melhor história da edição comemorativa. Composta apenas por páginas sem quadros, a edição escrita por Tomasi e ilustrada por Gleason é narrada de maneira perfeita. O roteirista dá a desculpa perfeita para revisitar todas as eras do herói: Uma luta contra Vandal Savage. Enquanto Gleason retrata com perfeição, inúmeros acontecimentos da mitologia do personagens. Páginas as quais dão vontade de emoldurar. Valoriza o passado e o presente de forma única encerrando de vez a passagem dessa marcante dupla sobre o herói. Sem dúvidas, a melhor das 11 histórias.

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Grandes Astros Superman: “Ele foi apenas consertar o Sol.”

Começa com uma expedição ao Sol, termina com um herói indo em direção a ele. Grandes Astros Superman é um ciclo finito. É como se o personagem não fosse mais publicado e você pudesse escolher qual seria o final definitivo para a história do Superman. Incontestavelmente é esse. Escrito por Grant Morrison, a minissérie de 12 edições, busca tornar os absurdos da Era de Prata palpáveis para os novos leitores, ao mesmo tempo em que introduz uma dose muito bem-vinda de nostalgia.

“É irônico a fonte dos meus poderes me matar, quando nada no universo jamais conseguiu.”

Cientistas do Projeto DNA fazem uma viagem ao Sol, contudo, a situação se torna perigosa e o Superman deve intervir. Após seu retorno à Terra, ele não apenas ganha novos poderes, como também descobre que está a beira da morte, graças ao seu contato com o Grande Astro. Antes de chegar ao fim, o herói precisa completar 12 desafios lendários e descobrir como deixar seu legado em nosso planeta.

“Minha última aventura está prestes a começar. Superman desligando.”

Planeta Condenado. Cientistas em Desespero. Última Esperança. Casal Bondoso.

Morrison realmente sabe como fazer uma despedida. Ao longo das edições, o roteirista não apenas revisita o absurdo da Era de Prata ou o elenco de apoio do personagem. Um grande exemplo, é a morte de Jonathan Kent. É um dos acontecimentos os quais gostaríamos de evitar nas páginas, mas é necessário. Afinal, a tragédia molda o herói e sem isso, Clark não deixaria Smallville. Ele usa tudo isso para moldar as características do que tornam o Superman, o próprio. É sem dúvidas, a versão definitiva do personagem. Extremamente poderoso, inteligente e tendo noção de tudo isso, o Homem de Aço por Morrison é diferente. Ele não é extremamente confiante, ou autoritário. Ele é o significado de calmaria e serenidade.

A arte de Frank Quitely complementa o herói definitivo. Seus traços evidenciam linhas de expressões faciais, tornando a história ainda mais humana. Seu Superman não é musculoso, é apenas grande e forte. Seus desenhos são charmosos e extremamente detalhistas, principalmente com tecidos. O seu design para o personagem também é ideal. A capa sob os ombros não se estendendo até o chão é simples e reforça a mensagem. Enquanto seu Clark Kent, é um cara grande. A mudança de postura é tão impressionante quanto a de Christopher Reeve no filme de Richard Donner.

 

É realmente impressionante como o roteiro de Morrison costura o passado e o futuro através de ações dos personagens no tempo presente. Isso cria, como já dito anteriormente, um ciclo de vida e morte para o personagem. Com a ideia de terminar a história por onde ela começou, o roteirista cria a maior história do personagem. A acessibilidade aos antigos leitores e aos novos, é basicamente a mesma. Além disso, os absurdos da Era de Prata estão em abundância aqui. Eles soam bregas, mas nunca antiquados, há um senso de modernização aqui. Quedas de braço por donzelas, robôs gigantes e Jimmy Olsen como Apocalipse. Temos tudo isso aqui e até mais. Com certeza, soaria ridículo nas mãos de qualquer outro roteirista. Nas mãos de Morrison, soa contemporâneo e extraordinário.

Grandes Astros Superman também traz coadjuvantes brilhantes os quais refletem diretamente em algum ponto da personalidade do herói. As edições 7 e 8 levam o Superman ao Mundo Bizarro, onde ele conhece Zibarro. Diferente dos habitantes daquele planeta, ele é inteligente. Ele se sente sozinho naquele lugar, como Superman já deve ter se sentido solitário alguma vez na vida por ser maior do que todos nós. Isso é um aspecto muito interessante do roteiro.

 

“Eu te amo, Lois Lane. Até o fim dos tempos.” 

Sendo não apenas uma despedida aos leitores, Grandes Astros Superman também é uma despedida do herói às pessoas amadas por ele. Para ser mais claro, uma despedida à Lois Lane, o amor de sua vida. A Lois de Morrison é a versão definitiva da personagem: Irônica, esperta e destemida. Sua crença é de que Superman sempre ganhará todas as batalhas. Metalinguisticamente, ela assume o papel do leitor da narrativa.

Todos sabemos o que iremos encontrar em uma revista do Homem de Aço: O bem versus o mal. Sabemos o fim de todas as histórias, pois ele sempre encontra um jeito. É uma constante a qual não pode ser quebrada graças à indústria das HQ’s. Então o que resta a fazer se acreditamos que ele sempre encontrará um jeito? Ser como ele. A história se torna ainda mais imersiva quando ela ganha os poderes do herói. É completamente relacionável. Alguém normal com os poderes de um deus, mas Lois é o lado puro da utilização desses poderes. E o que há de impuro em habilidades extraordinárias?

 

“Como você se sentiria se alguém ficasse em seu caminho toda vez?”
Grandes Astros Superman traz a melhor versão de Lex Luthor. Um gênio do crime o qual finalmente conseguiu alcançar seu objetivo: Matá-lo. Luthor também faz parte do absurdismo moderno. Ele é extremamente exagerado e com uma personalidade construída por inúmeros trejeitos e sorrisos diabólicos. A motivação dada ao vilão é tão simples mas tão eficiente. Superman está em seu caminho. Ele se vê como uma vítima. Alguém justificando suas más ações por causa da interferências de um ser poderoso. Dito isso, a relação protagonista e antagonista, nunca foi tão forte como nesse quadrinho a qual justifica porque ele é o maior vilão do herói. Luthor é um psicopata e não há margens para outras interpretações.

 

A cartada final está no momento em que o careca finalmente entende como o Superman enxerga a todos. “Apenas nós, aqui dentro, juntos. E somos tudo o que temos.”Superman precisou entender a raça humana e tomar cuidado aonde pisava. Nós nunca precisamos entender um deus. Ele é o que é e pronto. Nesse momento, Luthor se arrepende por alguns segundos, de todo o mal causado por ele ao Homem do Amanhã. Mas é muito tarde. É o final perfeito para uma luta de 80 anos.

 

INTERMINÁVEL

Se eu pudesse escolher uma edição para sintetizar o que Grandes Astros Superman representa, seria a décima. Superman escreve seu testamento enquanto pratica o máximo de bem possível enquanto houver um sopro de vida em seu corpo. Ele cria vida, um planeta sem o Superman, onde o mundo o verá apenas como um conceito. A última página traz um homem fazendo alguns rascunhos e declarando: “Isso vai mudar tudo.” Fica clara a linda homenagem aos criadores do Homem de Aço: Jerry Siegel e Joe Shuster.

Mas esse é não o único motivo pelo qual essa edição se destaca como a mais emblemática. Esse quadrinho salvou vidas. Em uma cena composta por 5 quadros, Superman impede uma garota de cometer suicídio. É provavelmente, um dos momentos mais poderosos, inspiradores e poéticos de todos. Muitas pessoas decidiram viver após lerem essa cena e ligaram para Morrison agradecendo. É um exemplo de como quadrinhos transcendem as páginas, como essas histórias sobre seres fantasiados são capazes de tocar a alma e nos fazer enxergar o mundo sob outro olhar. Um olhar mais positivo.

CLÁSSICO MODERNO

Grandes Astros Superman #10 salvou vidas
Interminável é o nome do capítulo, assim como o Superman. Grandes Astros Superman é a obra mais completa do personagem, não apenas celebrando sua riquíssima e extraordinária mitologia. Mas também, celebrando seu legado e mostrando o porquê de ser um dos maiores ícones da cultura pop. Grant Morrison e Frank Quitely criaram a mais poética, triste e extraordinária história do herói de todos os tempos. Ao final, você será injetado com tanta esperança e se recusará a acreditar no trágico acontecimento. Assim como Lois Lane você gostará de acreditar que ele foi apenas consertar o Sol.

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DC anuncia título mensal da Mulher-Gato por Joelle Jones

Durante o painel sobre Batman na C2E2, a DC anunciou uma nova revista mensal para a Mulher-Gato. Os roteiros e os desenhos serão de Joelle Jones. A artista vem desenhando alguns arcos da fase de Tom King pelo Morcego. As cores serão de sua colaboradora em Lady Killer, Laura Alfred. Confira a capa da primeira edição:

Mulher-Gato #1 por Jones e Alfred

A trama se passa durante a noite do casamento entre Bruce Wayne e Selina Kyle. A ex-vilã terá que lidar com um ladrão imitador nas ruas de Gotham City. Um novo vilão será a causa dos problemas dela. Durante o painel, Tom King recomendou aos leitores para que leiam a edição de casamento antes da nova revista mensal. Mulher-Gato #1 será lançada em julho, no mesmo dia que Batman #50. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.