O site Production Weekly informa que a segunda temporada de Titãs, começará a ser rodada em Março desse ano com o possível lançamento previsto para 2020.
Já uma chamada de elenco, indica que o personagem Jericó, filho do Exterminador (Slade Wilson) pode aparecer no segundo ano, já que segundo as exigências da produção, o novo casting procura um rapaz entre 21 e 24 anos com traços latinos e de preferência, seja surdo. Diferente de seu pai, Jericó possui uma alma bondosa, mesmo com seus problemas do passado.
Titãs, é o primeiro de três seriados que a DC está produzindo com uma abordagem mais adulta e sombria, sendo os outros dois Patrulha do Destino e Monstro do Pântano. O departamento de entretenimento da editora também está desenvolvendo um projeto focado em Stargirl, um projeto focado para o público adolescente.
Um usuário no Reddit, publicou em sua conta pessoal, um banner com a frase: ”Be Right Back” e logo abaixo dos dizeres, tem uma espécie de barra de carregamento com a data 15/02/2019.
O questionamento fica por conta da fonte das letras e da coloração usadas no banner, já que são exatamente a mesma do seriado Black Mirror, que recentemente ganhou um filme interativo e que já tem todo o seu quinto ano gravado.
Black Mirror possui quatro temporadas e tem como principal objetivo, chocar o seu público através de mensagens totalmente pessimistas sobre o mundo moderno ao mesmo tempo que critica a evolução humana em relação a tecnologia e outros aspectos socioeconômicos que fazem a cabeça do homem.
Para futuras informações a respeito de outras produções da Netflix, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância!
A Netflix está desenvolvendo diversos roteiros para uma vindoura série em live-action de Resident Evil, com lançamento previsto entre 2021 e 2022.
Diferente do novo filme que será um terror e das antigas produções que são de ação, o seriado será um drama que terá como intuito, se aprofundar mais na Umbrella Corporation e mostrar como o T-Virus está afetando o mundo. É reportado, que os protagonistas serão criados com exclusividade para a produção e se passará no mesmo universo do reboot cinematográfico. Entretanto, easter eggs referentes à toda franquia, estarão presentes de forma avassaladora.
Resident Evil é uma franquia de videogames criada pela Capcom e Shinji Mikami, como uma série de jogos de survival horror, iniciada em 1996 com Resident Evil para PlayStation. Desde então, a franquia de jogos passou a incluir o gênero ação e até agora já vendeu 80 milhões de unidades.
A Netflix soltou um novo trailer da sua nova série original, Umbrella Academy, que estreia em 15 de Fevereiro no serviço de streaming. Steve Blackman de Fargo será o produtor executivo e showrunner do seriado ao lado de Mike Richardson e Keith Goldberg da Dark Horse Entertainment.
Em Umbrella Academy, um alienígena disfarçado de empreendedor (Sir Reginald Hargreeves), recruta algumas crianças superpoderosas, para montar um super time de heróis, com o intuito de defender o planeta Terra.
Umbrella Academy é baseado numa HQ de mesmo nome roteirizada pelo vocalista da banda My Chemical Romance, Gerard Way. Way já esteve presente no Brasil durante a CCXP 2015, e ao lado de Blackman, Richardson e Goldberg, ele será o produtor executivo da produção.
Para mais informações a respeito de The Umbrella Academy, fique ligado aqui, naTorre de Vigilância.
A Netflix soltou o primeiro cartaz de Velvet Buzzsaw, terror protagonizado por Jake Gyllenhaal (Homem-Aranha: Longe de Casa) com direção de Dan Gilroy (O Abutre).
Velvet Buzzsaw é um thriller ambientado no mundo da arte contemporânea de Los Angeles, onde artistas de elite e megacolecionadores pagam um preço alto quando o artístico e o comercial colidem. Jake Gyllenhaal, Rene Russo, Toni Collette, Zawe Ashton, Tom Sturridge, Natalia Dyer, Daveed Diggs, Billy Magnussen e John Malkovich estrelam este filme alucinante com roteiro e direção de Dan Gilroy.
Velvet Buzzsaw estreia em 1 de Fevereiro no serviço de streaming.
Produzido pelo ator Jake Gyllenhaal (Homem-Aranha: Longe de Casa), a Netflix anunciou que está desenvolvendo uma adaptação de The Devil All the Time, obra literária do autor Donald Ray Pollock que terá como protagonistas os atores Tom Holland (Homem-Aranha: Longe de Casa) e Chris Evans (Vingadores: Ultimato).
Já, o elenco de personagens secundários será composto por Robert Pattinson (Bom Comportamento), Bill Skarsgård (It: A Coisa), Mia Wasikowska (Alice no País das Maravilhas) e Eliza Scanlen (Objetos Cortantes).
Chris Evans, Tom Holland, Robert Pattinson, Bill Skarsgard, Mia Wasikowska, and Eliza Scanlen will star in “The Devil All The Time,” a midwestern gothic involving a serial killer couple, a faith-testing preacher, and a corrupt local sheriff in a story told across two decades pic.twitter.com/C0mMe0y2K7
Longa gótico do meio-oeste envolvendo um casal de assassinos em série, um padre que está com sua fé em xeque e um xerife corrupto em uma história contada através de duas décadas. Diz a sinopse oficial.
The Devil All the Time não possui data de lançamento.
Com o intuito de aumentar o seu catálogo com até noventa produções originais anuais, a Netflix anunciou a série animada Love, Death & Robots.
Produzido por Tim Miller (Deadpool) e David Fincher (Clube da Luta), a obra será dividida em dezesseis desenhos antológicos para maiores e com estilos únicos. A ideia, é criar diversas histórias únicas, mas que no final, se conectam de alguma maneira.
O desenvolvimento ficará por conta da Blur Studios, e segundo o pronunciamento oficial da Netflix em suas redes sociais, a série irá de aranhas alienígenas a demônios sanguinários do inferno; tendo um vasto universo para ser explorado.
Love, Death & Robots não possui data de lançamento.
Titãs, é o primeiro de três seriados que a DC está produzindo com uma abordagem mais adulta e sombria, sendo os outros dois Patrulha do Destino e Monstro do Pântano. O departamento de entretenimento da editora também está desenvolvendo um projeto focado em Stargirl, um projeto focado para o público adolescente.
O ator Ryan Potter (Mutano) compartilhou em seu Instagram, algumas imagens dos bastidores do seriado. Abaixo, você pode conferir ao post original.
Titãsnão é uma série de super-heróis. Parece absurdo, mas é verdade. Este não é um seriado sobre pessoas as quais pretendem salvar o mundo. Este é um seriado sobre pessoas tentando sobreviver, atormentadas por sua próprias habilidades. Cabe ao espectador, dizer sim ou não à proposta da produção. Se você gosta (exclusivamente) dos Jovens Titãs combatendo o mal em sua mais plena leveza juvenil, essa série não é para você. Todavia, caso você adore desconstruções de personagens, uma sensação de suspense e um tom gritante, então você foi feito para essa série.
O CONTEXTO
Primeiro, é necessário dizer que criticar produções em decorrência de sua tonalidade, não é crítica. Arte é relativa. O contexto precisa ser entendido. Alguns enxergam como algo leve, vibrante, outros simplesmente, preferem a vertente melancólica. A questão nunca é o tom, mas sim, à forma como ele é aplicado dentro de sua narrativa. Afinal, narrativa é narrativa. “Mas por que justamente uma série sombria e violenta dos Titãs, João?” Bom, meu caro leitor, eu explico:
1 – Pois pertencem a um serviço de streaming, onde há mais liberdade para a produção de conteúdo.
2 – Greg Berlanti é um dos criadores da série.
Que homem esse tal de Berlanti!
Não conhece o Berlanti? Ele é o criador da maioria das séries da DC exibidas na CW. Ele criou Arrow, uma versão mais sombria e violenta do Arqueiro Verde. Entretanto, ele trabalhou com outras adaptações de quadrinhos, como por exemplo: Riverdale. A série é uma adaptação sombria dos quadrinhos da Archie Comics, misturando horror, suspense e adolescentes problemáticos e bonitos. Enfim, essa série é o exagero em pessoa. Mas por que comparar Titãs à Riverdale? Pois a ideia é a mesma. Pegue personagens de quadrinhos vibrantes e os transforme na versão mais sombria possível. A única diferença é que Titãs tem mais liberdade para cenas de violência, pois como já dito anteriormente: serviços streaming não tem restrições.
“Por que ninguém reclama de Riverdale?” Devem existir reclamações, mas os Jovens Titãs são muito mais conhecidos na cultura pop, existiu uma geração a qual cresceu com os quadrinhos por Marv Wolfman e George Pérez, outra, com o desenho animado de 2003 e uma nova está crescendo com Jovens Titãs em Ação. Então por que as pessoas estavam tão inconformadas com a série antes de sua estreia? Pois não parecia em nada com a imagem tida da equipe. “Mas isso justifica os comentários racistas com a Estelar?” Não, não justifica. Nada justifica racismo. Entretanto, aguardar pelas escolhas tomadas na produção se justificarem na narrativa era o sensato a ser feito.
Essa família é muito unida! Turututu E também muito ouriçada!
Felizmente, todas se justificaram. As mudanças não são o problema de Titãs. Cada membro do elenco regular traz algo único para a série: Dick Grayson (Brendon Thwaites) traz a fúria, Rachel Roth (Teagan Croft) traz o horror e em alguns momentos, inocência, ao lado de Garfield Logan (Ryan Potter) e Kory (Anna Diop), traz um maravilhoso senso de ironia. A familiaridade a qual permeia o grupo durante os 11 episódios, faz deles um verdadeiro – peço perdão por isso – Quarteto Fantástico revoltado. Todavia, os roteiristas não parecem entender o elo mais forte do show, o que fará o espectador vibrar e acompanhar com carinho cada detalhe da história. Não, ao invés da união ser priorizada, os roteiristas escolhem destacar a individualidade. Mas quem dera fosse a individualidade dos quatro personagens.
DICK GRAYSON
Titãs não é uma série dos Titãs. Parece absurdo? Parece e talvez seja. Titãs é uma série do Dick Grayson. Você, leitor, deve estar se perguntando: “Por que? O quê?” É a verdade nua e crua. Mas não, não pense que isso torna a série uma produção ruim, só a torna menos boa do que ela poderia ser. A temporada começa com os Grayson Voadores e termina com Dick aceitando o seu lado sombrio. É sobre ele. É tudo sobre ele.
Do primeiro ao quinto episódio, o espectador descobre que Robin se afastou do Batman, pois estava se tornando, em teoria, um psicopata. Proteger e cuidar do Rachel, é uma chance de desconstruir isso e ele apenas enxerga a oportunidade no quarto episódio, ao impedir a queda dela na escuridão. A interação entre os dois personagens não apenas se assemelha com a relação paterna entre Batman e Robin, como também é bem escrita e pontuada por momentos traçados por paralelos interessantes. No quinto episódio, o único onde os Titãs agem como uma equipe propriamente dita, é levantada uma questão: “O que Dick pode trazer para a equipe?”Ravena tem seus poderes demoníacos, Kory, rajadas flamejantes e Garfield, se transforma em um tigre. O roteiro resolve responder através da aceitação de Dick ao manto de Robin. É uma das cenas mais satisfatórias da série.
Aqui estou eu mais um dia, sob o olhar sanguinário do Robin.
Você deve estar pensando: “Essa é a maneira perfeita para finalizar o arco dramático dele e priorizar a trama, certo?” Sim, mas os roteiristas não pensaram que eles tinham mais seis episódios pela frente. Ou será que pensaram? Eu não sei. De qualquer forma, do sexto ao oitavo episódio, Dick recebe um novo arco dramático: Matar o Robin. É coerente, se parar para pensar que nas HQs, o personagem assume, após o Garoto-Prodígio, o manto de Asa Noturna. Entretanto, a temporada parece não finalizar o arco o qual foi iniciado, provocando um enorme vazio. Uma pena, pois a preparação é ótima:
No sexto episódio, o melhor da temporada, Dick conhece Jason Todd, o novo Robin. Todd serve como um espelho para mostrar a ele o que pode acontecer, caso a ideia de continuar sendo o Passarinho suba a sua cabeça. No final do episódio, ao ver como Jason se sente poderoso com a máscara, Dick resolve aposentar o seu codinome.
No sétimo episódio, os personagens param em um asilo, onde vivem seus piores medos, o maior medo de Grayson, é enlouquecer usando a máscara. Ao final do episódio, o personagem ordena que Kory incendeie o local, mais tarde, na última cena, Dick queima o traje de Robin, aposentando sua aparência.
No oitavo episódio, a série explora uma faceta diferente do personagem, trazendo um pouco de humor a ele, ao lado de sua amiga, Donna Troy. A ex-Moça-Maravilha argumenta sobre a diferença entre parar e se aposentar. Ela sugere que Dick não precisa ser o Robin para ajudar pessoas, ele precisa ser algo a mais.
Fica difícil entender o porquê existir essa demora em torná-lo o Asa Noturna. Não é apenas o caminho óbvio, mas o caminho narrativo certo a se seguir. Entretanto, a série resolve seguir o caminho “errado”. No final da temporada, intitulado “Dick Grayson“, o personagem precisa lutar contra seu lado sombrio e a forma como o roteiro encontra para executar essa ideia é através de uma realidade artificial onde Batman se tornou um assassino. Ele é o único capaz de pará-lo, mas isso significaria, sacrificar o seu compasso moral.
Você caiu na artimanha do Trigo kkk
Caro leitor, você já deve ter visto inúmeras capas de quadrinhos onde o herói grita furiosamente: “Preciso pará-lo de uma vez por todas.” Entretanto, você também deve saber que na maioria das vezes, a história por trás da capa, nunca apresenta o tal acerto de contas. Como um exemplo audiovisual, eu posso citar Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Pois em determinado momento, Batman está lá para matar Superman, mas segundos antes de enfiar uma lança de kryptonita em seu peito, Superman, através de um nome, faz com que o Cavaleiro das Trevas perceba o monstro o qual ele se tornou.
Em Titãs, não há momento para essa percepção, o heroísmo é negado por completo, no exato momento em que ele diz: “Meu Deus, Bruce. Isso é o que você queria, que eu abraçasse a escuridão. Vai se foder, Bruce. Você ganhou.” Ele deixa Batman para morrer naquele mundo fictício e abraça tudo o que há de ruim nele. Para muitos, inclusive para mim, soou como um arco mal finalizado, mas após muitos dias de reflexão, eu percebi: Isto não foi um equívoco narrativo. O que me leva ao próximo ponto.
A ATMOSFERA
Como dito no primeiro parágrafo: “Titãs não é uma série de super-heróis.” Não há nada heroico (com exceção de uma ou duas cenas) sobre esta série. Literalmente nada. Esta série é como um filme de 13 horas idealizado por Josh Trank. Caso não conheça o diretor, ele é o responsável pelo ótimo Poder Sem Limites e o terrível Quarteto Fantástico (É culpa do estúdio, para falar a verdade). Estes filmes não são sobre super-heróis, mas sim, sobre pessoas atormentadas pelas suas habilidades extraordinárias. Há um senso de horror diferente em cada personagem e a proposta da série é explorada ao máximo no episódio “Asylum”. Por que?
1 – Personagens lidando com o que há de pior dentro deles.
2 – Eles precisam fugir. Fuga é um aspecto constante na série.
3 – O asilo é anônimo, as pessoas trabalhando lá também. Outra característica de Titãs é o fato de que existem vilões por toda parte e nós nunca saberemos os nomes deles.
Os roteiristas poderiam facilmente fazer dessa, mais uma série de conspiração criada pelos antagonistas, mas eles são o que menos importam e isso é ótimo. O que eles representam para os heróis é o que realmente importa e essa constante adrenalina se desenrola no decorrer desses 11 episódios, onde os personagens precisam lidar com seus problemas e fugir ao mesmo tempo. Não dá para confiar em ninguém, pois todo personagem fora do núcleo principal podem ser uma ameaça: Policiais, freiras, uma família geneticamente modificada, médicos de um asilo, idiotas em restaurantes, demônios, maníacos sexuais. Todos são motivo para pelo menos levar um soco na cara.
Exceto esse cara carbonizado. Ele só queria amor.
Esse fato contribuí para moldar o suspense da produção, justamente pela falta de ciência em relação a tudo o que não é fantástico neste mundo. Outro fator o qual colabora bastante é a excelente trilha sonora composta por Kevin Kiner & Clint Mansell trazendo o senso de adrenalina mesclado com o medo do desconhecido, a música cresce em momentos de tensão, em momentos violentos e imerge o espectador dentre deste universo doido. Entretanto, fica evidente a preocupação dos produtores em deixar a série com uma cara moderna. A quantidade de músicas tocadas no decorrer dos episódios (e bem selecionadas) confere à série um estilo pop.
Entretanto, a série não apenas transita entre esses dois fatores, ela serve como uma introdução ao Universo DC do serviço de streaming. Logo, conta com inúmeras participações especiais bem pontuadas em sua maioria. É impossível escolher o que parece mais atrativo. A Patrulha do Destino tem um tom próprio, misturando drama com humor (provavelmente o que se pode esperar da série). Rapina e Columba (Alan Ritchson e Minka Kelly) são carismáticos e trazem aventuras pé-no-chão, mas a série cometeu um equívoco em trazer um episódio piloto perfeito para a dupla no meio da temporada. Jason Todd (Curran Walters) entrega a raiva imatura e Donna Troy (Conor Leslie) entrega maturidade através da ironia, provavelmente, serão os mais recorrentes na série.
Família! Família! Almoça junto todo dia E nunca perde essa mania.
VEREDITO
Confesso, Titãs me deixou dividido. Não por ser sombrio e desconstruir os personagens, mas pela ausência de heroísmo. Entretanto, não posso simplesmente concluir que a primeira temporada é ruim. Pois é bem produzida, bem dirigida e cativa o espectador a continuar assistindo. O final, entretanto, pode ser considerado jogar o arco dramático de um personagem no lixo, ou o prelúdio para algo maior. Prelúdio. Era essa palavra que faltava. Titãs soa como um episódio piloto de 13 horas sobre Dick Grayson, com outros heróis como pano de fundo, na busca do confronto contra seus demônios internos. Em alguns momentos, usa o exagero ao seu favor, em outros momentos, parece querer reafirmar ao espectador a que veio, mas no fim, é uma ideia diferente, predominantemente bem executada, mas repleta de imperfeições.
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