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Review | Resident Evil 2

Escrito por Guilherme Chaves

Ele está entre nós! Jogamos Resident Evil 2 e como um dos jogos mais esperados desse ano, eu já inicio esse texto dizendo que o jogo conseguiu cumprir tudo o que prometeu e ainda conseguiu surpreender quem aguardava pelo seu lançamento.

O game, que foi um remake do que foi lançado em 1998, nos trouxe muito mais do que uma reprodução da obra antiga para os consoles atuais, ele nos trouxe um novo jogo, e que por incrível que pareça superou o seu antecessor.

Leon na delegacia

Por ser um remake, o jogo foi produzido do zero, ou seja, não se manteve nada do original como geralmente fazem os remasters (que geralmente só melhoram a qualidade gráfica). Mas mesmo sendo um jogo novo, todas as características do seu antecessor estavam presentes, agradando também os fãs da franquia mais antigos.

Dentre as diferenças que pudemos analisar entre os jogos, está a jogabilidade em 3ª pessoa e com mira, que foi introduzida na franquia a partir de Resident Evil 4. já que nos jogos anteriores era apresentado um esquema de diferentes câmeras onde à medida que o jogador passava pelos lugares, o jeito como ele via o personagem mudava (o que ajudava mais ainda no horror in game).

Claire Redfield

O esquema adaptativo de dificuldade presente desde Resident Evil 4 também está presente no jogo. Se você vai bem, o jogo continua mandando zumbis, já que você está conseguindo mata-los “normalmente”, mas se você está morrendo muito, o jogo vai facilitando e reduzindo a quantidade de inimigos.

Os puzzles presentes no jogo mudaram, ou seja, não adianta ter as soluções do jogo anterior por que elas não funcionarão novamente. Isso é um ponto extremamente positivo, já que assim antigos jogadores da franquia, aproveitam ainda mais a experiência e a imersão proposta.

O enredo também foi modificado e inimigos novos foram inseridos na história, formando realmente um novo jogo e mais uma vez conseguindo permitir que tanto players antigos quanto novos, consigam ter a mesma imersão.

Mas afinal, vamos àquela pergunta que muitos fãs devem estar se fazendo: “o jogo se manteve um survival horror?” Sim! Apesar de terem implementados elementos que tornaram a franquia a partir do quarto jogo, um gênero mais voltado para ação, como a mudança de câmera e a inserção de mira, os elementos de survival horror ainda estão totalmente presentes em Resident Evil 2. Você continuará tendo que economizar sua munição e regular o que você carrega em sua mochila, além de ser obrigado a sair correndo de medo de alguns lugares.

Ah! e falando em mochila, ela também sofreu algumas alterações. Agora itens podem ser combinados a outros que estiverem no chão, ou seja, se você estiver com a mochila cheia, e achar uma planta de cura no chão, mesmo sem espaço você consegue combina-la à outra planta que está guardada no inventário.

Novos itens também foram adicionados ao jogo, nesse remake você pode lacrar janelas com placas de madeira que encontra pelo caminho para impedir surpresas e jump scares futuros. As armas podem ser aprimoradas no decorrer do jogo, mas o jogador precisa ter a consciência de que alguns aprimoramentos aumentam o uso do espaço na mochila, ou seja quanto maior o aprimoramento, mais espaço a sua arma vai precisar.

O mapa também se tornou mais interativo, os lugares onde você visitou ficam em vermelho e se o player explorou todo o lugar (pegou todos os itens e afins) ele muda para a cor azul mostrando que a região está 100% explorada. Isso se torna extremamente útil já que assim você acaba não perdendo muito tempo em uma região por medo de ter deixado algo para trás e aproveita mais o que deve ser aproveitado.

O padrão de salvamento criado no primeiro jogo onde é mostrado quantas vezes você salvou num intuito mais competitivo também está presente, e dependendo da dificuldade escolhida, se escolher jogar no mais difícil por exemplo, você pode precisar daquelas famosas fitas de salvamento.

Mister X está de volta!

Portas não são mais sinônimos de lugar seguro, os zumbis conseguem abri-las após um tempo, inclusive nas salas onde possuem máquinas de escrever (as áreas de salvamento do jogo), não somente os zumbis, mas também o próprio Mister X, sai por aí batendo as portas à sua procura, sim, ele está de volta e nas duas campanhas (tanto na da Claire quanto na do Leon) e está mais assustador do que nunca.

As roupas dos personagens, mesmo estando atualizadas para épocas atuais podem ser alteradas depois de desbloqueadas. Isso mesmo! Quem quiser jogar com as skins clássicas podem ficar tranquilos, elas estão disponíveis no game e sem precisar pagar nada a mais para usar.

A dinâmica do jogo é extremamente precisa e satisfatória, sempre que o player consegue terminar algum enigma ou passar por alguma parte difícil. Se você achou que o tiro em terceira pessoa tiraria parte da experiência, fique tranquilo, isso não aconteceu. Dependendo da arma utilizada, apenas um tiro na cabeça não é o suficiente para eliminar um inimigo comum, esse esquema provavelmente veio por ser mais fácil acertar um inimigo na cabeça devido a existência da mira. A quantidade de tiros na cabeça do inimigo necessária para mata-lo também é imprevisível, enquanto alguns zumbis normais podem morrer com dois tiros na cabeça, outros levam três, caem e se levantam novamente.

Enfim chegamos ao nosso veredito e responderemos a pergunta que não quer calar “Mas e aí, o jogo vale a pena?” : Sim! O jogo vale muito a pena para você que é fã da franquia, para você que não é e só quer conhecer, e também para você que apenas quer cag*#r de medo e atirar em zumbis pelo caminho.

Nota: 9,8

Agradecimentos à Capcom pelo envio do código, o game foi testado em um PlayStation 4.

O jogo estará disponível a partir de sexta feira (25/01/2019) para PlayStation 4, Xbox One, e PC.

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Sobre o Autor

Guilherme Chaves

Empresário de dia, estudante de Administração Pública de noite e redator da Torre nas horas vagas.

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