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Review | Pokémon Black/White

Nos últimos meses, revisitei alguns jogos do Nintendo DS, entre eles, um que até então não havia tido a oportunidade de jogar por completo – Pokémon Black/White. Com seis jogos lançados na franquia desde então decidi revisitar esse clássico rpg do Nintendo DS, começando a nossa jornada na região de Unova, para ver se Pokémon Black/White ainda vale a pena, oito anos após o seu lançamento.

Assim como os jogos anteriores da franquia, em Pokémon Black/White o jogador recebe um pokémon de um Professor para viajar através da região completando a Pokédex. O jogador, junto de dois rivais, Cheren e Bianca, embarca em uma aventura, através da região de Unova, capturando novos pokémon, enfrentando treinadores e tentando impedir os planos do Team Plasma de reviver os dragões lendários de Unova – Zekrom e Reshiram – e separar os pokémon dos humanos.

É realmente correto utilizar pokémon para brigarem entre si como escravos? Deveriam as pessoas apenas deixarem os pokémon livres? Desta vez com antagonistas com um objetivo realista e convincente, a história segue um rumo que faz o jogador questionar a motivação dos protagonistas e simpatizar com os “vilões”.

Pokémon Black/White tem uma história mais madura do que outros jogos da série, fazendo paralelos com o mundo real sobre exploração de animais, que levantam grandes questionamentos sobre o mundo Pokémon e as pessoas que o habitam.

A quinta geração traz consigo 156 novos pokémon, nove deles sendo lendários. No decorrer da história principal, o jogo limita o jogador aos pokémon originais de Unova, permitindo a interação com os das gerações anteriores apenas no pós-game. Apesar da grande variedade de novas criaturas, pode ser frustrante, a princípio, para aqueles que gostariam de utilizar pokémon de outras regiões em seus times.

A dificuldade do jogo é dosada, mantendo um desafio considerável conforme o jogo progride sem prejudicar o andamento da história e a exploração.

Apenas uma metade do mapa é disponível durante a história principal, tornando o jogo mais linear, porém não acaba prejudicando nenhum pouco a experiência. Embora fãs acostumados com outros jogos da série possam se incomodar a princípio. A outra porção do mapa é apenas disponibilizada após o fim do jogo, entretanto, o jogo continua longe de acabar mesmo após o final da história principal. Infelizmente, o pós-game é incrivelmente desencorajador. Com pokémon fortíssimos, forçando o jogador a um grinding obrigatório e cansativo antes que possa explorar a segunda parte de Unova e seguir adiante com a jornada.

Os ciclos de dia e noite em tempo real permanecem, como nos jogos da quarta geração, e um novo sistema de estações que mudam todo mês é introduzido. Além de afetar as batalhas, a aparência de alguns pokémon, paisagens e cenários acessíveis apenas em algumas estações, há diversas sidequests e eventos que acontecem em cada estação – como a sorveteria em Castelia ou o laboratório de pesquisas na Rota 6 – incentivando o retorno do jogador para continuar explorando a região.

Pokémon Black/White expande em cima dos gráficos já estabelecidos da quarta geração, e leva o hardware do Nintendo DS ao limite, com incríveis paisagens em 3D, desde pontes gigantescas à grande cidades. Os gráficos do jogo permanecem incrivelmente atuais, não envelhecendo nenhum pouco, em comparação com outros títulos da plataforma.

Além dos Contests, presentes desde Ruby/Sapphire, há a adição do Battle Subway substituindo a Battle Frontier dos jogos anteriores, onde jogador escolhe uma linha do metrô, cada uma definindo um tipo de batalha – solo, duo, etc – e ganhando essas batalhas o jogador recebe BP (Battle points), que podem ser trocados por itens. O Battle Subway também dá acesso à Anville Town, uma pequena cidade ferroviária onde certos dias treinadores se encontram para trocar itens.

Sem fugir muito da fórmula, Pokémon Black/White entrega uma experiência refrescante repleta de momentos marcantes e personagens inesquecíveis que ressoam com o jogador.

Com uma trilha sonora incrivelmente marcante, uma das melhores histórias na franquia, personagens carismáticos e empáticos, e gráficos que não envelheceram nem um pouco, Pokémon Black/White é a porta de entrada perfeita para novos fãs da franquia, e continua relevante ainda hoje como um dos melhores jogos de Pokémon já lançados.

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Sobre o Autor

Luiz Alex Butkeivicz

Estudante de publicidade, entusiasta de letras e literatura e escritor.

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