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O que Thanos e Frank Castle têm em comum? Em Motoqueiro Fantasma Cósmico, tudo.

Escrito por Ramon Oliveira

Frank Castle, Motoqueiro Fantasma, Thanos, Thanos bebê, Thanos Justiceiro, Guardiões das Galáxias liderados por… Cable, além de sangue, muito sangue. Essa edição de Motoqueiro Fantasma Cósmico ocorre depois dos acontecimentos da história Thanos Vence, e, assim como no próprio quadrinho em si, não podemos falar sobre tudo isso sem falarmos sobre a origem desse personagem.

Como já dito anteriormente, temos Frank Castle, sim, o famoso Justiceiro que conhecemos. E o que o Justiceiro tem a ver com tudo isso? Ele simplesmente é o Motoqueiro Fantasma. E como começou tudo isso? Sim, agora entramos no que ocorreu no universo em que Thanos venceu e dizimou praticamente toda a vida do universo, e foi na batalha final contra os heróis da Terra que Castle foi morto por Thanos. E qual seria o destino do Justiceiro além do próprio Inferno?

Chegando lá, e nutrindo um crescente ódio pelo Titã Louco, Castle faz um acordo com Mephisto e volta à ativa, mas agora Espírito Vingador, um Motoqueiro Fantasma. O ex-Justiceiro então usou de seus poderes para fazer o que sempre fez, até não sobrar mais ninguém para se vingar, e vagando pelo morto planeta Terra, encontra um ferido Galactus que procurava por ajuda dos heróis que lá não estavam mais. Castle se une ao devorador de mundos e se torna um de seus arautos, ganhando poderes agora cósmicos e busca por séculos e mais séculos derrotar Thanos.

Se você não leu com atenção o nome da saga do Titã onde tudo isso ocorreu, eu digo pra você mais uma vez: “Thanos vence”. Então já é dedutível o o que ocorreu, pois Thanos não só derrubou Galactus, mas também usou de seu crânio sua morada. Castle não podendo matar Thanos, decidiu unir-se ao Titã. Essa união durou até a invasão da última batalha de Thanos contra a esperança de vida no universo, onde o Motoqueiro Fantasma foi morto pelo Mjolnir em posse do Surfista Prateado. Sobre esse arco do Thanos, isso é tudo que podemos dizer para não estragar sua experiência ao lê-lo.

Mas vamos voltar ao nosso Motoqueiro Fantasma, o que aconteceu com ele? Em primeiro lugar, precisamos lembrar que esse é um futuro alternativo, e em segundo, que você pode ficar tranquilo ao achar um absurdo tudo o que você lerá daqui em diante (isso se já não achou antes).

Então… Frank Castle foi para Valhalla, por merecimento, segundo o Odin, em consideração ao grande guerreiro que o ex-Justiceiro e Motoqueiro Fantasma havia sido. Se você conhece Frank, sabe que ele não se sente digno de um paraíso e que é um homem de guerra. Sabendo de tudo isso, é simples supor que Valhalla não era lugar pra ele, e após percebido o seu erro, Odin o devolveu ao universo e lá temos nós mais uma vez o Motoqueiro Fantasma Cósmico em ação.

Agora falando do quadrinho em si, temos um Castle determinado a fazer o que até então acreditava ninguém ter pensado em fazer: viajar pelo tempo e assassinar Thanos quando bebê. Cabe ressaltar que desde sua primeira morte, o ex-Justiceiro não é mais o mesmo se levando em consideração a sua sanidade. Digamos que não seria nenhum exagero dizer que Frank Castle como Motoqueiro Fantasma se assemelha bastante ao Deadpool, porém um pouco mais contido no alívio cômico. Essa mudança do ex-Justiceiro nesse universo, também reflete na sua abordagem e condução da história junto ao “baby Thanos”.

Sem a intenção de spoilers, podemos dizer que Motoqueiro Fantasma Cósmico é um quadrinho para quem tem estômago para experimentar as versões alternativas do universo da Marvel que ele apresenta, sem “tradicionalismo”. E esse futuro alternativo é em si algo ruim? Não, claro que não. A interação entre Castle e bebê Thanos, assim como os desdobramentos desse evento em si com os personagens que vão aparecendo no meio da história mostram que não devemos sempre torcer ao nariz quando histórias assim nos são apresentadas. Então justiça seja feita, esse é um quadrinho bastante divertido, uma oportunidade bem aproveitada de tirar algo mais do universo da história de Thanos vence.

As edições Motoqueiro Fantasma Cósmico 1-5, de Donny Cates com arte de Dylan Burnett e Antonio Fabela, compiladas em um único encadernado da Panini, contêm 116 páginas e possui preço de capa fixado em R$ 19,90.

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Sobre o Autor

Ramon Oliveira

"Nada é verdadeiro, tudo é permitido. É apenas uma mera observação da natureza da realidade. Dizer que nada é verdadeiro é perceber que as fundações da sociedade são frágeis e que nós devemos ser os pastores de nossa civilização. Dizer que tudo é permitido é compreender que somos os arquitetos de nossas ações e que devemos viver com as consequências dos nossos atos, sejam elas gloriosas ou trágicas."

(Auditore, Ezio ; Assassins Creed: Revelations, 2011)

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