Gameplay

No More Heroes é um jogo marcante

Escrito por Jean Kei

No More Heroes é um jogo originalmente feito para Nintendo Wii e lançado em 2007. O que torna o jogo querido é o fato de sua ambientação autoral, comédia e controles bem funcionais. Afinal, poucos jogos nos primeiros anos do Wii dedicados ao controle de movimentos eram competentes assim.

O jogo teve duas sequências – No More Heroes 2 e Travis Strikes Back – tendo opiniões divididas. Em seguida, uma nova sequência foi anunciada, No More Heroes III, e com isso, os dois primeiros jogos foram portados para o Nintendo Switch.

Mas do que se trata No More Heroes? O port desse jogo é bom? Essa análise tem como intuito falar da experiência de jogar No More Heroes em 2020 no Nintendo Switch.

Um jogo autoral

Suda51, diretor do jogo, é conhecido por ser um diretor bem excêntrico e autoral. O jogo conta a história de Travis Touchdown, um otaku sujo que conseguiu um sabre de luz em um leilão e se tornou um assassino profissional. Em seguida Travis se vê na missão de matar assassinos melhores que ele, para assim, se tornar o Número 1.

A narrativa do jogo começa boba e com um humor pastelão bem peculiar, mas em pouco tempo é mostrado seus traços únicos. Cada assassino tem uma personalidade interessante e única e no meio de toda comédia pastelona e por vezes sem sentido, há bastante simbolismo e um drama interessante te esperando. A narrativa de No More Heroes é algo bem único que você não vai ver em qualquer lugar.

Como funciona a gameplay?

No Switch, o jogo pode ser jogado tanto com os Joycons, aproveitando o sensor de movimento e jogar de uma forma similar ao original, quanto com um controle convencional e sem sensor nenhum. Bem, joguei o jogo com meu Pro Controller e foi uma boa experiência, pois não sou fã de controles de movimento.

O jogo é um hack’n slash um tanto simples, mas o que o faz o jogo brilhar são as variedades que ele apresenta ao longo do jogo.

Como assim variedades?

Antes de ir atrás de um assassino, você precisa conseguir dinheiro, assim, o jogo te joga num world map onde você explora a cidade para conseguir emprego. Afinal, Travis não é apenas um assassino, ele é um otaku fracassado que precisa fazer bicos pra sobreviver.

Cada emprego é um minigame, que a longo prazo pode ficar repetitivoo e chato, mas da uma personalidade a mais no jogo. Além disso, temos algumas variedades dentro das próprias fases principais. Algumas fases contém um minigame de baseball, mudança de perspectiva na câmera e outras gimmicks que mudam a forma com que se aborda o jogo. É muito interessante ver como o jogo faz pequenas transformações ao longo dele, tanto mecanicamente quanto narrativamente.

A trilha sonora ajuda bastante na imersão

A trilha do jogo possui poucas músicas, porém bem marcantes e interessantes de se ouvir. O que realmente chama atenção é a música principal nas fases principais, que é sempre a mesma porém remixada de maneiras diferentes a cada fase, fazendo com que aquela canção fique grudada na sua cabeça mas não te fazendo ficar cansado dela.

No fim, No More Heroes não é perfeito, mas é único

Apesar de problemas de repetição nos minigames de trabalho, a gameplay ser bem simples mesmo com as variedades, No More Heroes é um jogo bem marcante e quanto mais eu penso nele, mais coisas sinto que tiro do jogo.

Talvez não seja um jogo que qualquer um goste, mas é um jogo que todo mundo deveria dar uma chance em alguma oportunidade. O port de Switch é excelente e não tive nenhum problema técnico com ele, pode ir sem medo.

Agradecimentos à Marvelous pelo envio do código para análise. A review do segundo jogo será lançada em breve.

OURO – RECOMENDAVEL

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Jean Kei

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