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League Of Legends | Samsung Galaxy: Os regicidas

Escrito por Otavio Victor

No Mundial de League Of Legends tudo pode acontecer, exatamente tudo, e por isso todos os anos passamos por um mix de emoções para tentar entender o que vimos com nossos olhos. Em 2017 a Samsung Galaxy havia feito um ano apático após se classificar para o Mundial como seed 3 na Coreia e ainda lutando pelo baque de perder a final do ano anterior contra a SKT.

Eles haviam chego no Mundial após uma briga de vaga complicada contra a KT Rolster que sempre incomoda na região. Naquela época a KT tinha até um time relativamente forte, porém não acabou sendo páreo para a Samsung.

Com o mesmo elenco da temporada anterior, Cuvee, Ambition, Crow, Ruler e CoreJJ, chegaram no Mundial até com certa modéstia e se classificaram sem muita expressão para os playoffs. Ficando com 4 vitórias em 6 jogos, o time não alcançou o primeiro lugar do grupo e isso era preocupante, já que poderia enfrentar um adversário mais difícil no decorrer do torneio.

Naquele ano a Longzhu tinha sido campeã da LCK, do qual liderou o campeonato todo e derrotou na final a SKT por 3-1. No elenco tinha a bot-lane da Rox Tigers, Pray e Gorilla, além do bom Top-laner, Khan. Esse time seria o adversário da Samsung nas quartas de final.

Longzhu Gaming

Nessa série entra um fator chave que a Samsung adquiriu conforme o passar dos anos, a equipe sabe jogar uma MD5 como ninguém. Já tínhamos dito sobre a forte MD5 da SKT, porém, a da Samsung se assemelha por muito. A equipe consegue se manter tranquila diante de qualquer adversário e neutraliza e pune qualquer mínimo erro que eles cometem.

A Samsung não tomou conhecimento da Longzhu e passou tranquilamente pelos campeões da LCK por 3-0, um verdadeiro massacre. Uma série fundamental para mostrar que os finalistas do ano anterior ainda estavam com a cobiça pelo título.

Na semi-final foi outra grande série por parte da Galaxy, que dessa vez iria encarar o fenômeno chinês, a Team WE. A WE tinha uma legião de fãs e ótimos resultados internacionalmente o que poderia dar trabalho para a Samsung.

A WE no campeonato tinha passado pela Cloud9 por 3-2 e chegava de certa forma confiante para essa semi-final. Além de se classificar em primeiro no seu grupo perdendo apenas 1 jogo dos 6 disputados, uma campanha até melhor que a da Samsung.

Porém eles não foram páreos para a ambição de Ambition e cia, que buscavam mais e mais, lutando para chegar ao topo do mundo. A Galaxy venceu a Team WE por 3-1, de forma rápida e fácil como era a marca daquele time.

Team WE

A final não poderia ser diferente, pela frente o maior time da história do League Of Legends, com os reis segurando o troféu e o principal deles, Faker ainda estava ali, ainda estava vivo e querendo seu quarto título.

A SKT veio de mais uma boa campanha, passando pelos seus adversários e vencendo na semi-final a RNG como de praxe. Pelo terceiro ano consecutivo os governantes estavam em mais um final, querendo manter o troféu em seu território e o adversário da vez era conhecido, o mesmo da final de 2016.

Quando os dois entraram para jogar o destino estava em xeque. A Galaxy tinha como arma neutralizar Faker e a Top-lane comandada por Huni e o plano deu certo, a Samsung executou seu draft de forma brilhante e conseguiu dominar bem os adversários.

SKT T1

O maior desafio para a SKT foi parar o time adversário já que sabiam que não seria tão fácil pela forma unida que a Samsung jogava. E foi essa união que fez com que eles destruíssem o reinado de Faker.

A Samsung não tomou conhecimento, passou por cima e venceu por 3-0 conquistando assim seu segundo troféu. Os reis já não existiam mais e o que restava eram lágrimas caindo do rosto de Faker e o abatimento geral do time.

Eles mataram os reis que depois dessa final não conseguiram mais serem os mesmos e chegar em uma final novamente. A Samsung executou de forma rápida a equipe da SKT e destronaram qualquer tipo de dinastia que alí existia, Faker dessa vez estava no chão.

Restava felicidade para os vencedores após um grande trauma do ano anterior, talvez desse lado existiu lágrimas de alegria e um perfeito oposto do que acontecia com o adversário, os momentos desse Mundial foram eternizados e dessa vez novamente quem reinava eram eles.

Naquela época foi divertido acompanhar essa final e triste por ver a luta que a SKT propôs, ver o Faker aos prantos deu um nó na garganta que acredito que ele não consegue engolir até hoje, o maior jogador da história havia caído. Para a Samsung ficou esse título que eu os chamo até hoje, os regicidas.

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Otavio Victor

I am a Baggins of Bag End.

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