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League Of Legends | FunPlus Phoenix: Fly, Phoenix, Fly!

Escrito por Otavio Victor

De longe, 2019 foi a melhor temporada de League Of Legends que já presenciei, na minha opinião foi um ano de passagem de bastão. Como os próprios casters e jogadores comentavam, era uma temporada que novas lendas começavam a surgir e no meio disso estava a FunPlus Phoenix.

Vindo de um split em ascensão o time repleto de jogadores novos no cenário, sendo eles: GimGoon, Tian, Doinb, LWX e Crisp. O clube havia sido criado em 2017 e em seu terceiro ano já era campeão Chinês, do qual mostra uma grande competência por parte da organização.

Da esquerda para direita, Gimgoon, Tian, Doinb, LWX e Crisp.

O Mundial de 2019 era marcado pelo crescimento europeu que tinha chegado na final do ano anterior com a Fnatic, e também havia acabado de ser campeão do MSI com a G2 Esports. Logo, a região da LEC se consolidava no top 3 do mundo.

Não foi uma fase de grupos dominante da FPX, como os próprios jogadores comentaram, chegaram a ter pressão de eliminação. Mas mesmo com essa incerteza, ficaram 4-2, conquistando a primeira colocação e tendo a oportunidade de enfrentar o segundo colocado de outro grupo.

Nas quartas de final já o primeiro grande desafio, o sorteio colocava a Fnatic no caminho dos chineses. Os europeus haviam saído do grupo da morte eliminando a toda poderosa RNG de Uzi e chegava com moral para o confronto.

A Fnatic sempre se torna um grande adversário em playoffs, dada como desacreditada todo ano, a equipe em 2018 foi finalista do torneio e perdeu justamente para uma equipe chinesa, a Invictus Gaming. Para a FPX já era um um grande teste, vencendo a Fnatic eles ganhavam o respeito necessário.

E com uma vitória triunfante a FPX conseguiu passar pela Fnatic por 3-1 e começou a tirar esse estigma de time azarão que carregava. A vitória fez com que Doinb começasse a ser respeitado como um grande mid-laner, além de mostrar a potência chinesa.

Já nas semi-finais era o momento para se provarem, não era mais uma brincadeira no parque, a FPX iria encarar a atual campeã do Mundo, Invictus Gaming, que vinha sedenta pelo título. The Shy, Rookie e Jackeylove já se consolidavam como os melhores em suas posições e disputariam até o fim essa vaga na final.

Da esquerda para a direita, Baolan, Jackeylove, The Shy, Rookie e Ning.

E aqui podemos notar um grande ás que a equipe da FPX tem com Doinb, ele consegue performar bem mesmo estando com campeões que não são de ofício da rota, a exemplo de seu Nautilus mid que ele usou nessa série. O incrível é ver como a IG não tinha resposta para isso e foi afundada no late-game.

Além do Nautilus, ele usou Rumble na série e conseguiu ficar imparável a certo ponto. Com o Doinb em dia inspirado, a FPX conseguiu passar pelos favoritos, venceram seu algoz por 3-1 e destruíram as chances de um bi-campeonato para a IG.

Com a vitória, em jogos apertados até, a FPX chegava para a final com grandes chances de titulo mesmo que do outro lado tivesse a grandiosa G2 Esports, que conquistava tudo o que via. A G2 nesse ano tinha vencido os dois splits da LEC, além de ser o primeiro time do ocidente a conquistar o MSI, e miravam apenas a Summoner’s cup como objetivo.

Da esquerda para a direita, Wunder, Jankos, Caps, Perkz e Mikyx.

Os europeus estavam destruindo os coreanos durante os playoffs, nas Quartas de final venceram a DAMWON Gaming por 3-1 e na semi-final passou pela multi-campeã, SKT T1 com o mesmo placar, aumentando as esperanças da Europa em reconquistar a taça.

A G2 estava em casa, a França inteira emergia nessa final para apoiar o Ocidente na tentativa de dominar o Mundo. Porém do outro lado chegava a FPX com toda sua versatilidade e poder de destruição em massa que LWX fazia com seus campeões.

O ad-carry não morreu na série e passou por cima da G2 sem anotar placa, além de outro destaque para Tian, que na Jungle pickou Lee Sin em todos os 3 jogos que a FPX precisou para aniquilar as chances europeias e conquistar o título.

Neste ano, a música tema do Worlds era ‘Phoenix’, e não poderia ser uma coincidência maior o campeão ter a mesma alcunha, tudo estava premeditado para a ascensão desse elenco. Das cinzas surgia uma nova história, e junto deles novas lendas.

A FPX foi o time mais carismático e com a história mais linda desse torneio, todos os jogadores underdogs chegando ao ápice de suas carreiras e servindo de exemplo para todos. A LPL colocava mais um fruto seu no topo do mundo e se garantiam como a melhor região competitiva naquele momento.

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Sobre o Autor

Otavio Victor

I am a Baggins of Bag End.

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