Quadrinhos

Francis | Uma simples história “euro-nipônica” de bruxaria

Escrito por Marco Aurelio

Independente do quão experiente você seja no mundo dos quadrinhos, provavelmente será atraído pela arte, o que se tornará um sentimento saudosista em seus pensamentos como apreciador da nona arte. Nos primeiros momentos da leitura, a qualidade gráfica da história se torna o ponto de referência na trama. Imediatamente um estado de contemplação se inicia com os traços desenvolvidos pela quadrinista. 

Além da arte, a autora se destaca pelo uso natural do enquadramento, cada qual garantindo uma leitura coesa, enaltecendo o seu trabalho. Dito isso, é impossível não evidenciar a semelhança descarada com as HQs nipônicas. Sim, em poucas páginas você vai pensar estar lendo um mangá com leitura ocidental (para alegria/tristeza dos otakus). 

Porém, não só o visual é uma coincidência aqui. O leitor pode até se sentir em um Shonen conforme avança as páginas. Quase uma relação Naruto/Kyuubi, com direito a invocação de alguns animais, ao velho estilo tribal animista. 

Francis se torna uma história simples e resumida em uma viagem interior para conhecer a si. Mas não feche aba ainda, caro leitor. Por mais diminuta que seja, sem nenhuma novidade ou uma reviravolta dramática, ela cria um ambiente já conhecido de um público específico, que tem a sensibilidade de reconhecer as singelas nuances desse formato peculiar. 

Outro positivo vai para a Darkside Books, que teve a iniciativa de trazer um material voltado não só para um público alvo, mas também cativando novos leitores com uma atmosfera fluída e  chamativa.

Não deixe de conferir uma experiência singular construída pela quadrinista italiana Jessica Cioffi, mais conhecida por Loputyn. E continue ligado no site da Torre de Vigilância para mais histórias incríveis dos quadrinhos.

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Sobre o Autor

Marco Aurelio

Sou roqueiro, mas no fone de ouvido eu escuto Raça Negra. Quadrinhos e games, eu gosto. Podem me mandar.

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