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Dragon Ball Z Kakarot é uma ótima dose nostálgica

Escrito por Vitor Andrião

A Bandai já fez vários jogos de animes, então eles sabem como funciona bem esse tipo de universo, porém quando foi anunciado na E3 2019. Dragon Ball Z Kakarot, um projeto ambicioso passou a ser algo que gerava dúvidas nos fãs. Todos sabem que muitos estúdios se aproveitam dos fãs pela franquia ter um certo nome, então abusam do fator nostálgico. No entanto, todos sabemos também que os jogos que envolvem o nome Dragon Ball nem sempre saem da maneira que imaginamos, então sempre existe uma dúvida entre a comunidade.

A história 

A história é a padrão da saga Z, no momento passamos desde o começo de Radits até a saga de Majin Boo, pelo que sabemos a história terá conteúdo de DLC, não sabemos ainda quando chegará, mas já foi confirmado a possibilidade do torneio do poder estar no jogo.

As principais diferenças é que eles exploram referências tanto de mangá e anime, também é possível ver a história sendo contada por outros ângulos o que deixa ela diferente, mas ainda sim, não deixa de ser Dragon Ball Z.

Tarefas paralelas

Enquanto jogo, a estrutura de Kakarot segue uma lógica de RPG de “mundo aberto”. Isso inclui uma série de atividades paralelas, como pescar, reunir materiais para a criação de itens, cozinhar e também side quests, um exemplo é possível ter aulas de direção como naquele clássico episódio do anime.

Nenhuma delas é obrigatória para a progressão no game, mas ajudam a aumentar consideravelmente a contagem de horas do jogo, quem não tiver muita paciência e quiser pular essas partes, pode só jogar as  missões principais. Ainda que voar pelos mapas e coletar esferas Z (usadas para aprender e melhorar golpes) é algo bem divertido e nostálgico.

Podemos explorar o mapa tanto voando quanto a pé, além de que o jogo pode ser passado em outros planetas, assim podendo escolher quem você quer controlar ou lutar.

Entre um arco da história e outro, há momentos livres, na qual é possível enfrentar inimigos aleatórios pelo mundo (eles são um tanto repetitivos, variando entre robôs do exército Red Ribbon, saibamen, lacaios de Freeza etc), usar pontos de treinamento para aprender novos golpes e caçar as esferas do dragão para realizar desejos.

Também é possível escolher o grupo de personagens que te acompanharão nas aventuras e darão suporte durante as lutas.

Gameplay

Aqui vemos uma clara referência aos outros jogos. Xenoverse é uma inspiração nesse jogo, assim como o Budokai Tenkachi 3, a sensação de comandos é semelhante e quem jogou sabe. Mas não é nada muito técnico e complexo, se você espera isso, recomendo que você jogue o Dragon Ball FighterZ.

Os controles se concentram dessa forma: durante o encontro com inimigos, há um botão para ataque físico, um para projéteis simples e outro para carregar o ki. Já técnicas e transformações são acessadas por menus de ação paralelos, habilitados ao segurar um dos botões de ombro do controle. A movimentação, por sua vez, é livre. Uma coisa triste é como esse jogo é ”pobre” na questão de golpes, comparados aos dois jogos que citei acima, as transformações estão fáceis de executar e não exigem muito tempo para o jogador se adequar fácil ao game.

Além disso, também é possível determinar a ação dos personagens de suporte (caso eles estejam presentes). Inclusive, quando você usa o sistema de upgrades você pode evoluir a relação dos heróis e ganhar bônus de vínculo ao conectá-los corretamente por meio da comunidade. Associar Goku ao seu filho Gohan, exemplo, vai ativar um bônus relevantes para sua aventura, como aumento de dano em batalhas ou maior acúmulo de XP a cada inimigo abatido. A intenção de trazer um sistema tão profundo baseado em relacionamentos na teoria é simples, mas a execução é um confusa. Na prática, você mal vai lembrar que os emblemas existem.

É um sistema que se concentra em ser fácil, para manter sua funcionalidade, ainda que em determinados momentos a combinação de excesso de ação e câmera deixe a ação meio confusa, transformando as batalhas em uma grande confusão na tela com várias trocações de golpes.

Veredito

O que é simplesmente maravilhoso nesse jogo é a arte de recontar a história de Dragon Ball. Kakarot acerta em uma bela dose nostálgica. Apesar de que a única coisa em que sentimos muita falta é a dublagem brasileira, que é muito querida por todos os fãs.

Quando a Bandai anunciou um RPG de ação no universo de Dragon Ball eu realmente esperava que iria ser a mesma coisa que One Piece, que foi repetitivo, chato e enjoativo. É claro, não 100% perfeito, mas conseguiram fazer um bom jogo.

O jogador sente que o jogo foi feito por outros fãs, a obra de Akira Toriyama é tratada com zelo e além de tudo, nos deixa com aquela vontade de jogar por horas e horas, pela diversão garantida que esse título oferece.

  • Pontos Positivos: Nostalgia, jogabilidade, tarefas paralelas e exploração.
  • Pontos Negativos: A fraca lista de golpes, bugs e a repetição de inimigos.
  • Veredito: Ouro – recomendável.

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Sobre o Autor

Vitor Andrião

A mudança é o processo essencial de toda existência. Não se esqueçam, Hollywood ensina coisas, e que a força estejam com vocês!